segunda-feira, 7 de julho de 2014

SOLIDARIEDADE "EM PESO"!!!

Por: Débora Rossini

Muito se fala, dentro e fora da blogosfera, sobre a questão de “boa” (hããã???) aparência relacionada a um "peso ideal" - algo que afeta bastante a auto-estima de quem tem uns quilinhos considerados "a mais"... sobretudo as mulheres. Não raro, vemos meninas e mulheres fazendo "dietas malucas", sem supervisão médica, na ânsia de perder quilos corporais (e arruinando a saúde). Muito se fala de pessoas que até desenvolvem distúrbios alimentares - tais como anorexia e bulimia - devido à insatisfação pessoal com o próprio peso... e que chegam inclusive a danos permanentes na saúde ou até a óbito por causa disso!!! Aliás, frequentemente, há diversas pessoas gordinhas que têm de ouvir por aí comentários maldosos, preconceituosos, acerca do peso que possuem... e, devido a isto, ficam com a autoestima arruinada... :-(

Triste, não é?? Não raro, diversas dessas pessoas chegam até mesmo a precisar de fazer terapia, com psicólogos, para aprenderem a se valorizar, destacar seus pontos fortes e dar um "up" na autoestima. Há casos de mocinhas que até têm problemas em frequentar a escola ou faculdade, por serem vítimas de ''bullying'' - e acabam deixando de lado atividades normais a jovens de sua idade, como estudar, trabalhar, ter amigos...

"Ah, mas já está provado que ser gordo/a faz mal para a saúde... dá um monte de problemas ortopédicos, digestivos, cardiovasculares e outros que os meios de comunicação incessantemente mostram!!!" - você deve estar pensando.

Sim, claro! Desde que acompanhados por médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde, é uma alternativa interessante, sim, esforçar-se para perder peso!!! Quanto mais hábitos saudáveis (exercícios, alimentação balanceada, peso sob controle), melhor!!!
Entretanto, há pessoas que, por mais que adotem estes hábitos, dificilmente vão ser magrinhas: pessoas que têm algum distúrbio hormonal, ou questões de genética/hereditariedade, metabolismo lento, por exemplo. E, para que essas pessoas sintam-se bem consigo mesmas, é necessário um processo de auto aceitação, valorizando os pontos fortes do indivíduo em questão. Claro que nem todo gordo tem problemas de saúde, e apresenta resultados normais em seus exames de rotina... e simplesmente é mais "cheinho" porque a natureza assim o quis! ;-) Aliás, tem muita gente que nem é tão gorda assim e está dentro de um peso dentro da faixa ideal para sua estatura... mas fica querendo ser magra igual à atriz X ou a artista Y, contrariando suas determinações genéticas...

É justamente para esta turminha que estou escrevendo e dedicando este texto! =)

"E o que tem a ver a questão do peso mais alto com o tema deste blog, que trata de questões sobre Inclusão, Acessibilidade , Deficiências, Necessidades Especiais e assuntos relacionados?" - você deve estar impacientemente se questionando... Calma, leitor! :-) Continue lendo este texto até o fim, hehehe!!!

A inspiração para escrever este post vem do seguinte fato: há alguns meses atrás, tive informalmente um bate-papo com uma pessoa, que enquadra-se na categoria das pessoas "programadas biologicamente para não serem magrelas" , e que ao longo de sua vida veio procurando formas de querer ser bem magrinha, demonstrando insatisfação com o corpo, com histórico de autoestima meio duvidosa e de fazer algumas dietas "malucas"... e , em um dado momento da conversa , que girou em assuntos diversificados, ela declarou ser doadora regular de sangue!!! Sim, dessas pessoas que de 4 em 4 meses costumam frequentar o hemocentro, fazendo um gesto que salva muitas vidas!!! :-D

Pois bem: você, gordinho(a) que possui saúde "de ferro" –mesmo sendo uma pessoa mais cheinha- , tem um papel IMPORTANTÍSSIMO na sociedade, no sentido de ajudar os outros, e que até então não tinha pensado nisso... VOCÊ SABIA??? Pois é! Sabia que para doar sangue a pessoa não pode ter peso baixo?? Conversando com a pessoa a que me referi no parágrafo anterior, eu tratei logo de “botá-la para cima”!!! Eu disse: "-Você tem boa saúde, pelo que relata, e 'força a barra' para querer atingir uma forma física para a qual seu organismo não está programado. E você relatou ser doadora regular de sangue! Então... use seu peso a favor! Além de você ser bonita como é, pense no seguinte: quantas magrelas gostariam de ser doadoras de sangue, mas não podem, por não terem o peso mínimo para tal procedimento... e que vivem frustradas por isso??!!! Olhe quantas pessoas você pode ajudar doando sangue...”
Também ‘’joguei a ideia” , indiretamente, de que, se ela ficasse forçando o organismo para atingir um peso difícil para seu biotipo, não só correria o risco de ter de parar de doar por causa de peso baixo, como também poder ficar proibida de doar por falta de nutrientes e por anemia decorrentes de 'dietas malucas' sem orientação de um profissional qualificado!

(Obs: para doar sangue, o peso mínimo para homens é de 50 kg. Para mulheres, entretanto, boa parte dos hemocentros prefere aceitar as que possuem acima de 55kg, devido ao fato de terem maior volume sanguíneo e, consequentemente, menos chances de passarem mal devido à doação - embora ainda haja alguns postos de coleta que aceitem mulheres entre 50 e 55kg desde que tenham boa saúde e atendam a diversos critérios preestabelecidos. Para doar plaquetas por meio de aférese, o peso mínimo exigido é de 60 kg para ambos os sexos.)

Notei que a moça se sentiu "valorizada" com o que eu disse, pareceu gostar dos meus argumentos, e pareceu ter refletido sobre o assunto. Fiquei feliz, pois esses assuntos relacionados a peso/aparência costumam ser bastante delicados (sobretudo para as mulheres, rsrsrs...) - e, quanto mais a gente puder levantar a auto-estima dessas pessoas, melhor! No caso descrito, deu para fazer "dois-em-um" : não só ajudei diretamente a mocinha com o meu comentário, animando-a; mas indiretamente ajudei , em potencial, um tantão de gente que nem conheço - ao estimulá-la a continuar sendo doadora de sangue e que o peso dela era algo que a permitia fazer isso (no caso dela, não só doar sangue, mas também plaquetas!) Incentivei-a a continuar cuidando da alimentação e fazendo exercícios, mas dentro dos padrões considerados saudáveis; e, mais do que isso, mostrei que o mais importante é cuidar da saúde e, claro, aceitar o biótipo dentro dos limites estipulados pela genética –valorizando os pontos fortes que ele puder proporcionar! ;-)

Além disso, apoio bastante esse tipo de gesto tão nobre, como a doação de sangue – que beneficia milhares de pessoas com doenças, deficiências e quadros clínicos diversos!!! Quem acompanha o Facebook deste blog costuma ver as postagens e compartilhamentos de links que eventualmente faço por lá, sobre esse assunto. =)

E então? Você, gordinho/a saudável que está lendo isto, e que se encaixa nos requisitos necessários para ser doador/a de sangue, já pensou nisso também? Principalmente para as mulheres: imaginem se todas nós fôssemos magrelas? Não ia ter ninguém apto para doar sangue... :-/ Segundo as estatísticas feitas por hemocentros e postos de coleta brasileiros, o número de doadores aqui no Brasil ainda é baixo, se comparado à demanda necessária...

Obs: Claro que EU SEI que tem gente que tem peso mais alto sem necessariamente ser gorda - tais como as pessoas "magras porém altas" e /ou "de ossatura mais larga"; ou pessoas que tenham uma massa muscular mais densa. Mas eu escrevi este post enfocando a galera mais gordinha, justamente para animar e dar um "up" na auto-estima de um grupo de pessoas que, vira-e-mexe, já ouve tantas coisas desagradáveis sobre o peso... :-( E também para  mostrar que tais indivíduos podem, sim, "pegar esse limão" (o peso maior) e fazer uma saborosa "limonada" (que é usar esse peso como ponto positivo - favorável para ser doador de sangue e ajudar os outros, incentivando e impulsionando a solidariedade!!!) Se você pertence a esse grupo, vai aí meu recado: Tá vendo como você (e pessoas semelhantes) têm algo de bom, e que a sociedade não costuma enxergar em vocês? Provem para essa mesma sociedade que vocês tem algo de positivo, sim!!! :-) Olha como vocês são fundamentais e importantes para a população!!! Vocês têm, sim, um lugarzinho na sociedade sim!!! Não deem bola a quem diz o contrário. Venham cá, cheguem mais!!! :-D Tem lugar para todos, aqui neste mundão!!!

Você deve estar pensando: "Quem precisa de RECEBER transfusões de sangue, vindas do sangue doado por voluntários?" Oras, pessoas que sofrem acidentes; que necessitam de fazer determinadas cirurgias; pessoas com certas doenças/deficiências que , durante o tratamento, necessitam receber sangue; dentre outras. E nenhum de nós , infelizmente, está livre de precisar de passar por esse procedimento. A vida dá muitas voltas, e imprevistos, a qualquer hora, podem acontecer... :-( Diversas pessoas com deficiência (temporárias ou permanentes), ou com doenças (crônicas ou não) vão agradecer muito seu gesto de solidariedade ao doar sangue... cada doação pode salvar até 4 vidas, sabiam??? :-) Basta ir ao hemocentro mais próximo de sua residência; e você não precisa de doar sangue apenas em situações pontuais nas quais uma determinada pessoa precise! Você pode doar "para reposição de estoque" - ou seja, seu sangue vai ser destinado a qualquer pessoa anônima que precisar primeiro, e se tiver compatibilidade com seu tipo sanguíneo. Basta declarar esta informação no balcão da recepção.

E então, meu querido/a gordinho/a? Já parou para pensar na possibilidade (e privilégio) de exercerem a solidariedade/cidadania que vocês têm??? Se você tem boa saúde e, entretanto, está programado geneticamente para ter um peso corporal maior... em vez de ficarem se martirizando por não terem o "visual" daquela modelo ou artista, tão disseminado pela mídia... usem esse peso "maiorzinho" para praticar o bem... e serem pessoas DE PESO (no bom sentido, rerrerré!!!) na sociedade! Ajudar os outros é muito gratificante... e acredito fortemente que, depois de abraçarem esta causa, a auto-estima de vocês vai lá para as alturas!!! :-)

Obs: para doar sangue, a pessoa tem de ser saudável... senão corre o risco de fazer mal tanto para quem vai receber o material doado por você, como também pode trazer riscos para o doador. Mas não se preocupe - lá no hemocentro a equipe vai medir seu peso, altura, e suas condições gerais de saúde. Também os profissionais são treinados para tirar todas suas dúvidas, e dar todos os esclarecimentos. O procedimento é seguro (totalmente feito com materiais descartáveis e abertos na sua presença), e é tranquilo; pode ir sem medo, desde que siga as recomendações necessárias, que serão passadas a você.

E então? Bóra doar sangue você também? Vamos nessa???

OBS: Se você, por algum motivo de saúde, ou por motivo de idade (fora da faixa etária liberada),  independente de quantos quilos você pese, não puder doar, NÃO FIQUE TRISTE!!!!! Você também pode colaborar com esta causa, assim mesmo, mas de outras formas!!! (Todo mundo tem sua importância e seus papeis a desempenhar na sociedade, não é??) Olhe só como ajudar:

-Se você sabe dirigir, organize um mutirão de doadores de sangue no seu local de trabalho, na sua faculdade, na sua vizinhança... e leve-os (e busque, claro, rerrerré) de carro até o hemocentro mais próximo! Vale lembrar que, para quem doa sangue, NÃO É RECOMENDADO pegar no volante após a doação, pois tem maior risco de acidentes. Sendo assim, ALGUÉM que tem de dirigir, não pode doar no dia... Portanto, um não-doador pode ser o "motorista da rodada", rerrerré! É aquela velha história - só que, em vez de "se beber não dirija", substitua por "se doar, não dirija". Manjou? Você estará ajudando, de toda forma, com esse ato de solidariedade tão nobre que é doar sangue! (E muita gente que é apto a doar acaba não indo porque o hemocentro é longe, porque o meio de transporte é ruim, ou porque não tem quem dirija para ela na volta, etc.) Viu só? Um carro comum pode caber 4 passageiros... quatro pessoas potenciais para doar sangue... Faça as contas: se cada doação pode salvar até 4 vidas, então...
4 passageiros x 4 vidas cada um = 16 vidas ao todo, que VOCÊ está também fazendo sua parte em ajudar!!!! :-D

-Se você não pode dirigir e nem pode doar por qualquer outro motivo: tem como ajudar, indiretamente, também! Ajude a organizar mutirões de doadores de sangue no local onde você mora, estuda ou trabalha; compartilhe em suas redes sociais textos informativos sobre doação de sangue (aproveite e compartilhe "loucamente" este texto também, rerrerré! Agradeço desde já!). Se você é uma pessoa que domina bastante o tema da doação de sangue (ou  de plaquetas, ou de medula óssea), e tem facilidade em escrever, pode inclusive criar um blog informativo sobre o tema, estimulando as pessoas a doarem - e criando um espaço virtual de troca de ideias e experiências sobre o tema. Já pensou nisso?

E se você não é apto a doar sangue, dependendo do caso você não está impedido(a) de doar outras "coisas": pode se cadastrar como doador de medula óssea... ou, se tiver cabelos longos, pode cortá-los e doá-los para ONGs e instituições de apoio a pacientes com câncer... ou mesmo pode ser doador de TEMPO, dedicando-se a algum trabalho voluntário que ajude a quem necessite de ser beneficiado por algum (ex: idosos, pessoas com deficiências, pessoas de baixa renda, crianças, o meio ambiente, projetos sociais diversos, etc.) Este blog, por exemplo, é um trabalho totalmente voluntário que faço - com a intenção de ajudar as pessoas com as informações de utilidade pública que procuro escrever aqui e no Facebook. ;-) O que importa é ser solidário(a) e fazer o bem às outras pessoas! :-D

Então... mãos à obra!!! :-)

GOSTOU DESTE TEXTO? OU, PELO CONTRÁRIO, TEM ALGUMA "BRONCA" EM RELAÇÃO A ELE??? Sei que o tema rende discussões, rerrerré!!! MANIFESTE-SE NA SEÇÃO DE COMENTÁRIOS ABAIXO!!! :-)

SE GOSTOU DESTE TEXTO, COMPARTILHE-O EM SUAS REDES SOCIAIS! SEM DÚVIDA, VAI AJUDAR A MUITA GENTE!!!!


sexta-feira, 18 de abril de 2014

"Overlay" eletrônica: como usar??

Por: Débora Rossini

Ooooooopaaa! Publiquei anteriormente as dicas deste tutorial que se segue, na minha página "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen", de uma forma resumida. Aqui neste espaço, porém, vou transformá-lo em uma postagem mais detalhada - até mesmo para ajudar aquela galera que não aguenta por muito tempo ler no fundo branco do Facebook (rerrerré!) e prefere ler aqui, que tem fundo colorido.

Note que o tutorial é JUSTAMENTE para ajudar você a instalar e usar uma tecnologia assistiva bem interessante para as pessoas que possuem o distúrbio oftalmológico denominado Síndrome de Irlen!!! Tô falando de usar uma "overlay eletrônica" no seu computador - possibilitando que você sinta o gostinho de poder ler, sem desconforto, qualquer página web que tenha o fundo branco originalmente (como o Face, por exemplo!!!)

Então, vamos lá - já que o programinha a que me refiro é uma "mão na roda" para quem usa computadores e acha que só ajustar a intensidade do brilho e cor do monitor não resolve totalmente o problema!!!

OBS. IMPORTANTE: Essas mensagens que circulam aos montes no Facebook, dizendo "Veja como mudar a cor do seu Facebook", seguidas de um link, são FALSAS e acabam propagando vírus. Não caia nessa conversa, heim, galera com Síndrome de Irlen!!!  ;-)

quanto ao software de tecnologia assistiva (do qual falo neste texto), este sim, é confiável, podem ficar tranquilos! Não vai estragar seu computador (desde que baixe e instale da forma correta). Já usei...  e gostei, rerrerré!!! Podem usá-lo para mudar a cor de fundo, sem medo, no Facebook ou fora dele, tá? :-D 

Trata-se do programinha SSOverlay (segue-se o link para download: http://www.eficazfoz.com.br/download) , que vc pode baixar e instalar no seu pc, notebook, ou mesmo no seu pen-drive para usar em computadores da escola ou faculdade, hehehe!!! Veja como instalar e usar: é fácil!!!! OBS: Só funciona em Windows.

Vou explicar como uso a partir do pen-drive, pois quase o tempo todo uso micros que não são meus (por isso nem cheguei a instalá-lo em um PC. )

1 -Quando eu instalei no pen-drive,praticamente não tem diferença em relação a instalar em um pc; é só seguir a sequência de instruções que aparecem no momento do download/instalação. A diferença é na hora de selecionar a pasta de instalação - que, em vez de ser um diretório do PC, é o próprio pen-drive;

2 -Quando eu quero usar o aplicativo, basta eu conectar o pen-drive, abri-lo normalmente no pc e procurar pela pasta "SSOverlay";

3-Ao abri-la, vão aparecer quatro arquivos. Procure pela pasta intitulada "SSOverlay" acompanhada de uma setinha amarela apontada para cima (que é o ícone identificador do aplicativo).

4-Clicando nele 2 vezes, aí vai abrir a "overlay" eletrônica. Vai aparecer uma janelinha, então maximize-a. Dessa forma, irá visualizar o menu de cores disponíveis, bem como a barrinha intitulada "Transparency", na qual vc mexe com o cursor do mouse para a esquerda e direita, a fim de clarear e escurecer mais.

5- Durante o uso, se vc achar que não gostou do grau de cor/transparência escolhidas, é só localizar a setinha amarela apontada para cima, que fica aparecendo na parte inferior do computador (la´ onde ficam os ícones de identificação de som, de data/hora, de presença de pendrives e mp3, etc)... aí clique com o botão direito em cima dela, escolha a opção "Setttings" - e então a janelinha com as opções de cor e transparência serão mostradas, para vc ajustar conforme seu gosto e conforto visual.

6- Quando quero sair do programa, procuro novamente essa setinha amarela, clico com o botão direito em cima dela e escolho a opção "exit". Aí o programa fecha, encerrando sua tarefa.

Acredito que, com ele instalado no PC ou notebook diretamente vc pode pular os três primeiros itens acima. É só localizar o ícone do programa como atalho na área de trabalho e seguir os passos 4,5,e 6 acima.

Que tal? Comente aí abaixo quem já experimentou!!!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

DICAS PARA ALTERAR COR DE FUNDO DE DOCUMENTOS EM SEU COMPUTADOR!

Por: Débora Rossini 

Ooooopa!!!! :-) O post de hoje é para dar dicas para estudantes com Síndrome de Irlen ajustarem as cores de fundo no computador. (Mas se você possui outro tipo de problema de visão que também necessite desse ajuste de cores, fique à vontade para ler também, hehehe!) 


Se você se encaixa nesse público-alvo, não se esqueça de mostrar este texto com estas dicas para seus professores... elas podem ser extremamente úteis numa aula prática que necessite de computadores, ou mesmo em uma aula teórica que requeira o uso de projeção de slides por parte do professor. :-)


Este tutorial superprático vale para você usar no seu computador - não só para mexer nele da forma propriamente dita; mas também quando for estudar por notas de aulas contidas em slides (ou textos em pdf)  que os professores disponibilizam online – ou então, para você orientar seu professor a alterar, com poucos cliques, a cor de fundo dos slides a serem exibidos nas aulas – de forma que a projeção fique legível e confortável não só para seus colegas, mas para você também!!! :-)


IMPORTANTE: Ao pedir que o professor altere a cor de fundo dos slides, para você conseguir ler mesmo com Síndrome de Irlen, NÃO SE ACANHE e PERGUNTE AOS SEUS COLEGAS SE A COR MAIS ADEQUADA PARA VOCÊ NÃO OS INCOMODA PARA ACOMPANHAR A AULA. (Afinal, vai ficar “chato” se você conseguir ler, mas seus trocentos colegas sentirem-se incomodados... #ExclusãoAsAvessas . Caso seus colegas achem desagradável a leitura com a cor de fundo mais adequada para você, cheguem num acordo e escolham uma cor intermediária – que, se não é exatamente a ideal naquele momento, pelo menos não atrapalha tanto os colegas, chegando a um acordo pelo meio-termo.  E aprenda, também, a usar mais a audição como recurso auxiliar para compensar  o problema de vista, como já ensinei anteriormente neste blog!!! :-)


Pronto para pegar as dicas? Então vamos lá.

PARA WINDOWS: 

Se for um documento do Word, procure a opção "Alterar cor de fundo" e escolha a mais adequada. (Simples, não?) 

Se for um PDF, vá em: Preferências -> Acessibilidade -> Marque a caixa Alterar cor de fundo do documento (ou "Replace Document Colors" se estiver em inglês) -> Marque a opção de cor que for melhor para vc. Pronto!!! Essa opção é fornecida pelo programa Adobe Reader. 
 
Já para mudar a cor de fundo de slides em Power-Point, faça o seguinte – após abrir o Power-Point com o arquivo desejado:

1-Abra o arquivo original, com fundo branco e as letras pretas. 

2- Vá em : Design -> Plano de Fundo (no canto direito da tela) . 

3- Abra então a guia “Formatar Plano de Fundo”;

4- Escolha a COR desejada para o seu plano de fundo, clicando na setinha que aparecerá; 

5- Aqui no nosso exemplo, suponhamos que eu julguei a cor cinza como exemplo de cor mais confortável para ler. Mas você vai escolher a melhor cor para VOCÊ – dica: olhe no painel de opções de cores aquela tonalidade que mais se assemelha à da sua overlay;

6- Clique em OK e está pronto!!! :- )


PARA USUÁRIOS LINUX: 

-Para documentos de Edição de texto (LibreOffice, BrOffice, etc): procure pelo ícone "Alterar Cor de Fundo", que é o último ícone que aparece naquela barrinha de ícones do canto superior, bem no extremo direito da tela. Para confirmar se "é ele mesmo" (kkkk!) , passe o mouse sobre ele, que aí você visualizará uma caixa de texto pequena, que explica o que aquele ícone representa. Viu "que é ele mesmo?" Pronto!!! :-) 

Documentos .pdf:  Não sei... (risos). Se não tem o Adobe Reader instalado, na hora do "aperto" recomendo clicar em: Ver-> Cores Invertidas -> OK, e "voilà"!!! Mas não sei se todo paciente com Síndrome de Irlen teria seu problema resolvido dessa forma, rerrerré! Pode acontecer de ter gente relatando que seus sintomas pioram desta forma. Se isso acontecer com você, desconsidere esta dica e use outro sistema operacional se for o caso.

Apresentação de slides: Como venho "quebrando a cabeça" desde o ano passado para descobrir como alterar a cor de fundo, usando o Linux, e não consegui, recomendo optar pela inversão de cores (fundo preto e letras brancas) se isso for aplicável para o SEU caso. Se não... escolha uma máquina com outro sistema operacional, rerrerré! (Se algum leitor souber, por gentileza me diga aí, no espaço destinado a comentários?? Desde já, muuuuuito obrigada! ) 


PARA COMPUTADORES MAC/APPLE: 

Se tiver o Adobe Reader instalado, você pode usar o passo-a-passo para exibição de arquivos pdf tal como mostrado acima para Windows. E, para facilitar sua tarefa de localização do item de menu "Preferências", use o comando CMD + ,  que rapidinho vc o acha!

Caso não tenha o Adobe, e o fundo branco "acaba com o seu dia" (risos), experimente o alto-contraste de letras brancas em fundo escuro, CASO isto sirva para você também. Vá em : System Preferences -> Acessibility -> Use grayscale [marque a caixa]. Se isso servir para você, é bom que isto facilitará a visualização de todos os documentos - inclusive os slides e editores de texto, dentre outros.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: 

1- Cada paciente de Síndrome de Irlen tem suas necessidades/preferências de cores de fundo, e pode ser que nem todo mundo goste do recurso de alto-contraste. Lembre-se disto, ok? 

2- Já vi caso em que a pessoa com Síndrome de Irlen se deu muito bem com o recurso de alto-contraste - tanto para notebook quanto para computador de mesa quanto para ler projeções em aulas. Entretanto, em UM ÚNICO computador de mesa específico, a mesma pessoa sentiu que os sintomas da S.I. pioraram na leitura (ou seja, as letras pareciam mexer mais ainda, como se estivesse ''ventando'' sobre as letras da tela). Bom, acredito que a explicação para isto seja alguma configuração do monitor - tal como taxa de atualização, frequência, ou algo do tipo. 
Lembrando que, para pacientes com Síndrome de Irlen, a frequência do monitor tem de ser mais ALTA (isso mesmo, rerrerré!) do que os 60Hz recomendado para as pessoas "comuns". (A explicação para isso está na maior hipersensibilidade à luz que os pacientes de S.I. apresentam. Foi uma renomada oftalmologista especialista na área quem me disse isso!) 

... E então? "Bóra" usar o computador com mais conforto, na hora de estudar??? 

Quaisquer dicas adicionais, sugestões, troca de ideias... usem o espaço abaixo destinado a comentários!!! :-D




quarta-feira, 12 de março de 2014

A mulher mais... LINDA do mundo!!! (E seu exemplo de vida.)

Por: Débora Rossini

Ooooopaaa! :-) Navegando pelo Facebook afora, deparei-me com um texto publicado no blog "Deficiente Ciente", e que me chamou bastante a atenção - principalmente por causa de um vídeo que vem acompanhando o texto. Quem segue o perfil do "Sopa" lá no Facebook, certamente viu que eu compartilhei o link para a reportagem, e escrevi assim: "-(...) Mais tarde, vou dizer de maneira mais aprofundada o que achei desse vídeo, lá no meu blog. Minha inspiração rolou solta!" 

Pois é, povo: prometi e cumpri, hehehe!!! Tomem novamente o link, para quem não viu o texto ainda... e vamos aos fatos: 

A reportagem a que me refiro - e que vem acompanhada de um vídeo legendado - fala da jovem americana Lizzie Velazquez, de 24 anos. Ela possui uma síndrome rara (possivelmente Síndrome Neonatal de Progeroides), que afeta apenas duas pessoas em todo o mundo. Por causa disso, ela pesa apenas 26 kg em 1,57 m de altura - já que seu corpo tem um metabolismo altíssimo, incapaz de armazenar gordura. (As pessoas inclusive confundem-na com paciente de anorexia, erroneamente.) Além disso, é cega de um olho. 

Por causa dessa doença, Lizzie, na escola, sofreu diversos tipos de "bullying" - e, inclusive, no ensino médio , foi vítima de "cyberbullying", com colegas fazendo um vídeo (intitulado 'A Mulher mais Feia do Mundo"), criticando a sua aparência; e internautas que nem a conheciam escreviam comentários do tipo 'faça um favor para a humanidade, se mate'. Cruel, não?? Ainda mais para uma adolescente, que ainda está em fase de formação de identidade!!! :-( 

No entanto, Lizzie conseguiu superar isto tudo, com o apoio de sua família, e hoje é formada em Comunicação pela Universidade do Texas. Ela usou todos os episódios de bullying e discriminação ao longo de sua vida (desde o jardim de infância) como "alimento" para a sua superação, para mostrar a que veio... e hoje ela dá palestras motivacionais. Como a que vi no vídeo de que venho falando "não é de hoje" neste post!!! 

O vídeo (cujo link está aqui), que dura 13 minutos e 10 segundos (em inglês e legendado), demonstra o quanto Lizzie tem de capacidade de superação. De uma forma divertida e bem-humorada, arrancando risos da plateia (que demonstra, por suas feições, estar altamente interessada no que a palestrante tem a dizer), ela conta sobre o preconceito e discriminação que enfrentou ao longo de sua vida, o apoio de sua família e sua vitória - afinal, alguém que ao nascer era dada como alguém praticamente com vida vegetativa, acabou formando na faculdade!!! E conta como superou, com bom-humor suas dificuldades. 

Por exemplo: a palestrante brinca com sua deficiência visual (ao dizer que é bom, porque gasta dinheiro com apenas UMA LENTE de contato em vez de duas, por ter visão monocular; e também porque se não quer ver gente chata, basta que esta esteja posicionada na direção do olho cego) e com seu peso baixíssimo (ao dizer que pode comer tudo que gosta - ao passo que as outras pessoas ficam preocupadas é em engordar - e que até pensa em ser garota-propaganda dos Vigilantes do Peso ou de alguma academia, em anúncios direcionados a quem está louco para emagrecer.) Ela diz isso rindo bastante, e arrancando risos da plateia! Ao mesmo tempo, ela enuncia suas dificuldades, dizendo que em sua vida, apesar dessas "vantagens", nem tudo são flores: há muita, muita discriminação e bullying por causa de sua aparência física. 

Vale a pena vê-lo, pois o que chama a atenção MESMO não só é o conteúdo dito (que por si só já mostra o exemplo de vida dessa jovem), mas também a FORMA que é dito pela paciente - de forma descontraída, deixando a plateia bem-humorada, de forma que esta tenha aquele sentimento de admiração, e não de "dó" ou pena... dá para ver que Lizzie, em suas falas, usa o mesmo recurso de descontração que uso ao escrever aqui no "Sopa" e até mesmo na minha página "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" : a ideia é falar de coisa séria, porém em tom descontraído, a fim de que seja melhor recebido por quem lê, tirando aquele rótulo de que "assuntos relacionados a deficiência seriam tabus", rerrerré! 

Como o vídeo está em inglês e legendado, é de se imaginar que a galera que tenha deficiência visual não consiga ter acesso ao conteúdo... (a não ser, claro, que a pessoa compreenda Inglês, né?) Pensei na possibilidade de eu transcrever aqui nesta postagem o conteúdo das legendas, mas... fiquei com receio de o material audiovisual estar protegido por direitos autorais e os donos não gostarem da reprodução (tá, eu até poderia arriscar colocar, e se desse "pepino", tiraria, mas dá um trabalho enoooorme transcrever 13 minutos de fala, acompanhados de audiodescrição de pistas visuais, para depois "simplesmente" não poder usar... correria o risco de ter o trabalho perdido, e meu tempo anda escasso. Uma pena...) Bom, se você tem problemas com a potência visual, e não entende inglês falado, sugiro o seguinte - pelo menos por enquanto: 

-- Peça para alguém sentar com você e ler em voz alta as legendas ( seria tão bom se existisse um aplicativo que lesse para cegos as legendas em voz alta, tipo tradução simultânea, sem ter de ficar dependendo de outras pessoas para lerem as coisas,né? kkkkk!)

--Fique de ouvidos atentos às risadas da plateia, em determinados pontos da fala. É justamente esse efeito que dá o ar de "leveza" da apresentação, que fica similar a esses monólogos apresentados por humoristas; 

--Preste atenção no fato de que, em alguns momentos, ela interage de forma divertida com a plateia. Ela diz algo, e a plateia responde, em alguns momentos. 

--Ao ouvir o vídeo e a leitura das legendas feita por outra pessoa, lembre-se sempre desta informação que estou te passando: a apresentadora está sempre com o semblante alegre, e sorrindo para a plateia, passando a ideia de que é bem-resolvida com a sua deficiência (cega de um olho e magra excessiva, o que caracteriza a sua aparência "diferente"). 

E então! Dá para ver que é possível enfrentar uma deficiência "braba", mas sem perder o bom humor e a alegria de viver? 

Se você gostou desta postagem, não fique aí parado: pegue o teclado e comente aí abaixo!!! :-)

quinta-feira, 6 de março de 2014

Pequenas atitudes, grandes efeitos!

Por: Débora Rossini

OOOOOOOOOPAAAAA!!!! Depois de "séculos" (kkkkkkkkk) sem escrever alguma coisa neste espaço virtual - por estar atarefada com estudos e com outros projetos diversos - inclusive virtuais - relacionados à Inclusão e Acessibilidade, finalmente aproveitei um tempinho livre para escrever coisas que, há um tempão, já estavam na minha cabeça... mas que não tinha tempo para passar para a telinha do computador!

Pois bem: o post de hoje é para falar como pequenas coisas, pequenas atitudes feitas no cotidiano, podem ajudar pessoas com necessidades especiais - sem que, obrigatoriamente, você tenha de dedicar horas do seu dia ou semana para, digamos, "fazer o bem".

"-Oras, mas COMO assim??" - você deve estar pensando.

Vamos "começar do começo":

Muitas vezes, quando se fala em "ajudar pessoas com deficiência", logo vem, na mente dos interlocutores, a (louvável) ideia de separar algumas horinhas na sua agenda para, regularmente, fazer um trabalho voluntário - seja com pessoas com deficiência visual, auditiva, dentre outras. E, aí, o povo vive dizendo:

-"Ah, acho muito lindo isso, mas não tenho tempo... trabalho o dia todo..."

Ou então:

"-Faço faculdade, trabalho e tenho família para criar..."

Ou então, assim:

-" Admiro muito quem faz esse tipo de atividade, mas não tenho o dom para lidar com essas pessoas..."

Beleza, compreendo perfeitamente tais argumentos. Mas será que você, que está lendo esta postagem, parou para pensar que, mesmo com seu corre-corre diário, pode fazer pequenas coisas que, para você, são pequenas, mas que para uma pessoa com necessidades especiais, pode fazer AQUEEEELE efeito positivo??? E que, sem dúvida, são complementares às belas atividades que voluntários, ou profissionais que "lidam diretamente com gente", desenvolvem para atender ao público com deficiência? Vou citar alguns exemplos! É o que denomino, aqui neste texto, de "ajuda indireta". :-)

AJUDANDO INDIRETAMENTE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

-- Se sua rua não dispõe de lixeiras de uso coletivo, dessas enormes, para a população colocar o lixo de casa até que o caminhão de lixo passe para recolher, "PELAMORDEDEUS" fique atento com a forma que vc põe o saco de lixo no meio da rua. Tem gente que não está "nem ai", e põe o saco no meio do caminho, atrapalhando a caminhada de quem tem deficiência visual e dá "aquele chutão" sem perceber, no trambolho ali colocado. Isso se não acontecer algo mais grave, de a pessoa levar um tombo. Nem sempre a bengala-longa detectará em posição hábil o obstáculo, e aí... PLOFT!!!!

Assim sendo, se cada um fizer a sua parte na hora de colocar o lixo - de forma que fique mais nos cantos, sem atrapalhar o caminho, já ajuda enormemente.

-- Tomem cuidado com o TIPO de lixo que vcs colocam, mesmo se for "nos cantos" como sugerido acima. Já aconteceu de eu andar na rua e ver GARRAFAS (principalmente de vidro!!!) largadas no meio da calçada. (É que pode acontecer de alguém bem-intencionado colocá-la no cantinho, mas aí ela ser derrubada - por algum animal de rua, vento, ou profissional da reciclagem que viu o item e não gostou, deixando-a mal posicionada... aí ela acaba indo para onde não deve. ) Já imaginaram o desastre, de um cego ou pessoa com baixa visão, sem perceber, pisar nela, e sair rolando, e cair...? Dá um acidente, né?  A pessoa já está com desvantagem de visão, e correr o risco de ficar prejudicada do físico também... não dá, uê...!  SUGESTÃO: Este tipo de lixo deve ser cuidadosamente ensacado, encaixotado ou colocado numa lixeira apropriada que tenha na rua, sem risco de cair.

--Parem de jogar restos de embalagens de alimentos na rua! Além de demonstrar falta de educação, é ruim para quem não enxerga ou enxerga pouco! A pessoa pisa, por exemplo, num copo de iogurte jogado na rua, e lá vai andando... sem perceber que, com a pisada, restos do iogurte podem espirrar e atingir o sapato ou calça do indivíduo... e se ele está indo trabalhar, e chega sujo sem saber... ? Isso sem dúvida é bastante constrangedor...!

--Se você tá passeando com seu cão de estimação na rua, e se ele faz cocô na rua ou outro local público, PELAMORDEDEUS recolha a "obra" do bicho!!! Não tem nada mais desagradável do que uma pessoa com deficiência visual pisar no "negócio" (éca!!) sem saber... e o pior, sujando seus calçados, ponta da bengala... e sem saber, sair pondo a mão nela na hora de guardar, e aí... já viu... Bom, entendeu o quanto é desagradável, nojento e constrangedor pra pessoa que não enxerga e acaba numa situação destas, né?

Claro que infelizmente esse tipo de acontecimento não tem como ser evitado 100% pelo cego - já que tem um monte de cães e gatos de rua que fazem o "número dois" onde bem entendem. Mas, se os cães que passeiam com os donos, têm suas fezes recolhidas num saquinho, de forma adequada pelos donos, já diminui bastante a incidência desse tipo de coisa - evitando aborrecimentos desnecessários para quem já "mata um leão por dia", como os cegos em seu cotidiano, rerrerré!

AUXILIANDO INDIRETAMENTE PESSOAS CEGAS USUÁRIAS DE BRAILLE 

-- Se você tem em casa apostilas e outros impressos velhos, impressos de um lado e do outro, e quer jogar fora, já pensou no quanto esses papeis podem ser reutilizados - como rascunho - para a galera que usa Braille? Explico: aquele papel impresso em tinta em ambos os lados, está "em branco" para um cego que usa a escrita em relevo! (Se você enxerga, pegue um papel desses, feche os olhos, passe a mão por ele e entenda o porquê, rerrerré! Se é cego, compare uma apostila qualquer em tinta com uma folha ofício em branco que lhe deram... e sinta a "diferença" praticamente nula para a escrita em relevo, rerrerré!!!) 

Portanto, se você NÃO é cego e sente que tais papeis impressos frente e verso já cumpriram sua finalidade em sua vida... em vez de simplesmente jogá-los fora, que tal doá-los para algum cego (que escreva em Braille) que você conheça? Ou, então, doar a papelada para alguma instituição que atenda cegos? Vai aumentar a vida útil das folhas... e a natureza agradecerá esta reutilização!!! :-) Que tal???


AUXILIANDO PESSOAS COM SÍNDROME DE IRLEN

Para quem não sabe, esse é um tipo de problema oftalmológico pouco conhecido, mas que causa sérios impactos na qualidade de vida de uma pessoa. (Leia mais sobre o assunto nesta página, também de minha autoria. ) Um dos recursos que ajudam várias pessoas com esse distúrbio - na escola e trabalho - é o uso de papeis RECICLADOS em vez dos branquinhos convencionais. Isto porque o fundo branco do texto ofusca-lhes a visão, dificultando-lhes a leitura e escrita. E os reciclados tem um fundo bege ou pardo, que dá uma "aliviada" visual para muitos pacientes, na hora de ler e escrever.

"-Tá, mas como ajudar esse pessoal? Não conheço ninguém assim... e só fiquei sabendo que existe Síndrome de Irlen ao ler este texto!" - você , e muita gente, provavelmente está pensando.

É mais fácil do que você imagina... e nem precisa necessariamente de conhecer alguém assim!

-"MAS COMO???" - já tô imaginando a cara do leitor impaciente na frente do computador, rerrerré!

Simples, "meu filho"! Acompanhe meu raciocínio:

Se essas pessoas usam papel reciclado, e encontram para comprar, certamente é porque diversas pessoas, lááá no início da história, em vez de jogar fora o papel no lixo comum, encaminhou para um posto de coleta de reciclagem - ou para uma lixeira no próprio local de trabalho/estudo destinada para coleta seletiva. Aí o coletor de lixo reciclável foi lá, pegou, recebeu seu dinheirinho ao vender para um local que recicla papel, o papel foi reciclado e... posto à venda, sendo reutilizado!!! :-) Olha quantos seres vivos (rerrerré!!!) vão agradecer quem põe o papel para reciclagem: humanos (que sobrevivem da coleta de materiais reciclados), humanos (que tem Síndrome de Irlen e necessitam de papel reciclado), vegetais (árvores que foram poupadas de cortes para papeis novinhos e branquinhos)... Aliás, a natureza agradece, e TODOS os seres vivos saem ganhando, pois diminui o impacto ambiental, uê! :-)

Claro que aí entra a filosofia do "trabalho de formiguinha" - você faz a sua parte, convida outros para fazerem o mesmo no dia-a-dia, e... aos poucos, os esforços de cada um vão sendo somados, e... aí, vale o ditado de que "a união faz a força"!!!

E MAIS: 

Independente da deficiência que uma pessoa apresente, procure tratá-la com respeito, procure informar quais são as melhores formas de acessibilidade atitudinal, não a discrimine em seus círculos de convivência, ofereça ajuda se ela necessitar ou quiser... sem sombra de dúvida, muitos gestos simples como ao menos dar um "oi" podem fazer o indivíduo com deficiência "sentir que ganhou o dia"! Já é uma forma de você ajudar, mesmo sem saber, rerrerré!!!

Bom, eu enfatizei neste texto as deficiências visuais,pois são as que mais conheço de perto no dia-a-dia, através da convivência. E você, leitor, tem alguma sugestão aplicada a pessoas com outros tipos de necessidades especiais? USE O ESPAÇO ABAIXO, DESTINADO A COMENTÁRIOS, PARA SE MANIFESTAR, rerrerré!!! "Bóra" escrever?

terça-feira, 30 de julho de 2013

COMO USAR O NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE DE SUA UNIVERSIDADE? (PARA ESTUDANTES)


Por: Débora Rossini

Oooopa! O post de hoje é um "manual de instruções" de como utilizar o espaço denominado "Núcleo de Acessibilidade" (*) de sua universidade! Então, se você é um estudante universitário com necessidades especiais, este texto é para você mesmo!!
(*) Algumas universidades possuem o referido espaço/setor com outros nomes, tais como: "Núcleo de Apoio à Inclusão", "Centro de Apoio a Necessidades Especiais", etc. Mas dá pra ver que são nomes diferentes , que variam de uma universidade a outra, que querem denominar a mesma coisa, ok?

Claro que cada Núcleo de Acessibilidade de cada universidade tem suas regras, que variam de uma instituição para outra. O objetivo deste post, portanto, é de trazer dicas/sugestões para você aproveitar o máximo possível deste espaço!




PRIMEIRAMENTE: O QUE É UM NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE?
É um setor da universidade que tem como finalidade suprir e atender às necessidades educacionais especiais de estudantes que as possuem. Assim sendo, tem como finalidade o suprimento de recursos assistivos para estes estudantes - equipamentos e materiais didáticos adaptados para quem tem deficiência auditiva, visual, motora, etc - e recursos humanos (ledores para cegos, intérpretes de Libras para surdos, apoio psicopedagógico, dentre outros.)                                                                            


E COMO USUFRUIR DESTE ESPAÇO?
Primeiramente, é bom que você - que possui necessidades educacionais especiais - tenha em mãos os laudos/relatórios médicos comprobatórios de suas limitações. Cada universidade tem suas regras em relação a onde você deve se dirigir com essa papelada toda (Setor de Saúde? Pró-Reitorias de Graduação/Pós Graduação ou de Assuntos Estudantis? O próprio Núcleo de Acessibilidade?) Bom, na universidade em que estudo, o aluno deve seguir este "ritual" aqui, descrito num post que já escrevi sobre o assunto... ;-)
Há universidades em que a própria Comissão do Núcleo de Acessibilidade indicará os procedimentos institucionais a serem feitos, caso o estudante precise de orientação para estes. Algumas solicitam que o estudante preencha uma ficha cadastral (tal como a UFSM - Universidade Federal de Santa Maria - por exemplo), a fim de proporcionar um acompanhamento mais "de perto" do aluno que necessite.
O aluno pode - e deve! - pedir ajuda a alguém do Núcleo de Acessibilidade sempre que necessário, para explicar seu problema (visual, locomotor, auditivo, etc) para os professores e monitores, para que as atividades acadêmicas sejam melhor desenvolvidas. 



"TOQUES" PARA UM BOM USO DO NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE
1) Esteja sempre atento (a) às regras de funcionamento do Núcleo de Acessibilidade de sua universidade. Caso você não concorde com alguma determinação (afinal, cada caso de pessoa com deficiência é um caso, né?), converse - amigavelmente, pelo amor de Deus!!!! - com a pessoa responsável.
Por favor, NADA de bancar o "deficiente revoltadinho" (risos) na hora de reivindicar os direitos, viu? Seja educado, polido e lembre-se: quanto mais você colaborar com as pessoas que estão ali JUSTAMENTE PARA TE AJUDAR, mais fácil será para encarar as dificuldades numa boa! E lembre-se: quem tem algum tipo de deficiência, infelizmente, já tem "tendência" a ser discriminado pelas outras pessoas. Então, quanto mais simpático, educado e gentil você for, menor a probabilidade de os outros te deixarem pra escanteio. (Se isso já vale até para quem é, digamos, "normalzão" - rerrerré!!- imagine então para quem tem algum tipo de necessidade especial, né? É a realidade, meu leitor!!!)


2)Compreenda que ali é um espaço de USO COLETIVO. Portanto, seja cuidadoso com os equipamentos, materiais de estudo, materiais didáticos adaptados, etc. Tais apetrechos, como você tá careca de saber (risos) são caros, e frequentemente difíceis de conseguir!!! Se você estraga, por descuido, um computador, some com um cabo de um equipamento eletrônico, coloca objetos pesados em cima de um livro em Braille ou deixa arranhar o DVD com material multimídia visual para surdos, você não só está estragando o material que ajudará VOCÊ em seus estudos, como também tá tirando a chance de outras pessoas com necessidades especiais a estudar. PENSE NISSO, meu amigo!!! ;-)

 


3) Tirou do lugar algo? PELAMORDEDEUS, GUARDE assim que acabar de usar o treco!!! Facilita muito a vida da próxima pessoa que for usar a coisa - pois achará mais facilmente o objeto. PRINCIPALMENTE em se tratando de objetos usados por CEGOS - já que estes localizam as coisas por memorização da posição espacial, da gaveta, do armário, da prateleira em que estão!


4) Quis bancar o espertinho e levar , sem autorização formal, algum objeto pra casa, monopolizando seu uso??? Uuuuuuuhhhhhhhh ....!!!! (vaiando). A não ser que o objeto seja disponível para empréstimo - com a devida autorização e registro da pessoa responsável pelo setor, NADA DE ficar querendo levar fone de ouvido, regléte, DVD e outros objetos para sua casa! Larga de ser egoísta (risos), pois já-já vai aparecer outro colega seu precisando de usar o negócio na sala de recursos, e, aí... cadê o apetrecho? Se fosse com você, aposto que você não ia gostar, e ia ficar estressadão, não é verdade? ;-)


5) BOA CONVIVÊNCIA. Trate bem seus colegas com deficiência, compreenda as diferenças das necessidades especiais suas e deles, sem ficar estressando com ninguém. Parece difícil quando a gente imagina, por exemplo, pessoas com deficiência visual e auditiva compartilhando um mesmo espaço físico, dadas as diferenças de percepção ambiental e, sobretudo, as dificuldades de comunicação. Se você, enquanto pessoa com deficiência, tanto batalha por inclusão, aceitação e acessibilidade, dê o exemplo, ao aceitar seus colegas como são - e nada de ficar achando que você é mais "coitadinho" que os outros! Calma, tem espaço para todo mundo! :-)


"Peraí, mas e esse negócio de cego e surdo na mesma sala de recursos? Vai ser um caos na hora de se comunicar, né?"- você deve estar pensando.


Relaxa, que seguem-se algumas dicas espertas (TESTADAS E APROVADAS):
-Para deficientes auditivos que usam AASI ou IC (aparelhos auditivos) e que são oralizados: certamente não vai ter muita dificuldade para vocês interagirem com a galera que tem a potência visual baixa ou nula. Apenas lembrem-se que boa parte das pessoas com comprometimento visual esboçam poucas expressões faciais ao falar - o que pode atrapalhar um tiquinho a leitura orofacial feitas por vocês. Se isso acontecer, peçam para que eles repitam o que disseram, ou que ajustem a velocidade de fala que for melhor para vocês, ou peçam que aumentem o volume da voz caso seja necessário. 
-Surdos sinalizados (usuários de LIBRAS) com deficientes visuais: já que a tecnologia está aí, disponível, por que não valer-se dela para comunicar com o povo que não vai conseguir enxergar os gestos e expressões faciais de vocês? ;-) Simples: por meio de um computador (portátil ou desktop), sempre que precisarem de se comunicar dentro da sala de recursos (e não tiver um mediador ou intérprete disponível), façam o seguinte: ativem o leitor de telas para cegos; a partir daí, podem se comunicar digitando!!! :-) Você, surdo, digita; o cego ouve através do sintetizador de voz do computador; o cego digita a resposta;  e você lê através da tela! (Dica testada e aprovada que já funcionou várias vezes.)

E lembrem-se, galera com deficiência visual e auditiva: embora as percepções de mundo dos D.V.s e D.A.s sejam opostas (o "mundo" dos primeiros é percebido sobretudo pela audição, enquanto o dos segundos é percebido predominantemente por habilidade visuais mais apuradas) dá, sim, para ter uma boa convivência! :-) Quem sabe vocês podem inclusive ajudar uns aos outros (o cego "empresta" o ouvido pro surdo, e este "empresta" os "zôio" pro cara com deficiência visual)??? Rerrerré! Conheço um caso em que o professor com deficiência auditiva (parcial) e a aluna com deficiência visual (parcial) conseguiram, não só conduzir as atividades acadêmicas com êxito, como também se tornaram parceiros de projeto de pesquisa e grandes amigos. E, claro, aprenderam bastante com as limitações e habilidades um do outro - inclusive, compreendendo mutuamente as dificuldades de acessibilidade enfrentadas no dia-a-dia. (Que tal aprender com eles, rerrerré????)

 

6) LEMBRE-SE, MAIS UMA VEZ, DE QUE O ESPAÇO É DE USO COLETIVO. Nada de ficar achando que a sala de recursos é seu gabinete particular, rerrerré! Mesmo que , em determinado semestre, você seja o único estudante que frequenta a sala de recursos, no próximo pode ter um calouro que necessite de usá-la também. Ou mesmo aquele estudante veterano que, normalmente, não usa a sala de recursos por opção (prefere estudar em casa, ou na cabine da biblioteca com colegas , etc) mas que, em situações mais pontuais, necessite de usar a sala.

7) PARA QUEM TEM DEFICIÊNCIA VISUAL E USA LEITOR DE TELA. A menos que você esteja sozinho na sala, seja educado e, POR FAVOR, use os fones de ouvido ao estudar!!! Imaginem uma multidão de cegos na sala, e cada qual estudando uma matéria diferente através do computador "falante" ou de aparelho de mp3: se ninguém usar os fones, o ambiente vai ficar com aqueeeele falatório dos aparelhos, todo misturado... e, conseguir estudar mesmo que é bom, nada!!!

"Mas peraí... eu já vi em diversas reportagens que o uso de fones de ouvido por tempo prolongado, todo dia, acaba por causar danos à audição. Já sou 'ceguetinha', e não tô querendo ficar surdo não! Meus ouvidos fazem papel de ouvido e de olho, pô!" - você, que tem problema de vista, deve estar se perguntando.

Você tem razão de estar preocupado, meu caro leitor! (Veja inclusive este post que já escrevi sobre este assunto.) Assim sendo, te dou duas sugestões: se não quiser usar o fone de ouvido, então ponha o som externo no volume MÍNIMO - de forma que seja suficiente para só você escutar, e mais ninguém ficar incomodado. Afinal, normalmente quem tem deficiência visual tem audição mais desenvolvida, né? (A não ser que o cego tenha também dificuldades auditivas.) Use então isso a seu favor! A outra sugestão é pegar o par de fones de ouvido (desses de concha) e pendurá-lo no pescoço através do arco que une as conchas que emitem som. Regule o volume de forma que só você ouça, e que não incomode ninguém. Pronto! A fonte sonora estará perto de seu ouvido, mas não estará "em cima" deles sobrecarregando sua audição! ;-)

Essas são as dicas que tenho por hoje. Se eu tiver mais alguma ideia adicional, eu publico posteriormente!
E VOCÊ, LEITOR? GOSTOU DAS DICAS DADAS? TEM ALGUMA SUGESTÃO ADICIONAL? COMENTE AÍ NO ESPAÇO ABAIXO!!! :-)

O “SOPA” NA MÍDIA: REPORTAGENS SOBRE ESTE BLOG

Por: Débora Rossini

 
Oooopaaa! O post de hoje traz duas aparições do “Sopa” na mídia – e que já compartilhei no perfil do Facebook, na época em que foram veiculadas. (Não postei aqui até então, por pura falta de tempo, rerrerré! Me desculpe, leitor?) Mas agora estou falando sobre isso aqui no Blog – e aproveito para falar das duas em uma postagem só! :-) 

Uma delas é uma reportagem em vídeo, exibida recentemente pela TV Universitária da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Ela conta um pouco da história deste blog : como foi criado, como é mantido, quais os temas – e, claro, quais as opiniões a respeito dele, dadas por pessoas envolvidas com as questões relativas à Inclusão e Acessibilidade na referida universidade. 

No referido vídeo, foram entrevistados: o estudante de Física Felipe Fortes (sobre quem  já falei neste blog, rerrerré!) ; a Coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da UFLA, Helena Libardi; e, também eu, que, além de estudante da UFLA, sou responsável por este blog, rerrerré!!!

Gostei bastante da reportagem feita; a TV-UFLA está de parabéns!!! :-) Confiram o vídeo neste link.

Tem também uma outra reportagem sobre este blog, que foi feita em maio deste ano e que compartilhei “loucamente” (risos) no perfil do “Sopa” no Facebook! Ela é uma reportagem em texto, que foi publicada no site da UFLA, na página principal. Conforme eu disse no Facebook, gostei muito do texto feito!!! Para quem ainda não viu, olha o link aí!! 

Note que, na reportagem em texto feita no site da UFLA, fala-se tanto a respeito deste blog quanto da página “Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen”, também de minha autoria, que fica no Facebook.

E você, leitor? Gostou das reportagens feitas? O que achou? Comente abaixo!!! :-)


quarta-feira, 5 de junho de 2013

LICENCIATURA EM MATEMÁTICA E BACHARELADO EM COMPUTAÇÃO: QUEM DISSE QUE AS DUAS COISAS NÃO TEM NADA A VER????


Se você acha que esses dois cursos universitários "não dialogam entre si", e são "iguais a água e óleo em um mesmo copo"... prepare-se para ver um novo ponto de vista sobre isto, aqui neste texto!!!! ;-)


Por: Débora Rossini
Ooooopaa!!! A inspiração para escrever este post surgiu de um animado
bate-papo que tive com um professor de Matemática, grande amigo meu e com 
o qual tive a oportunidade de fazer parte do Estágio de Licenciatura, antes de 
trocar de curso universitário (eu fazia Matemática, depois troquei para Computação)! :-) Espero que as ideias aqui contidas sirvam de motivação para diversos estudantes universitários - seja para os de licenciatura terem ideias novas... ou seja para os de bacharelado, que cursaram anteriormente uma licenciatura, verem utilidade nos conhecimentos de Educação/Ensino já adquiridos (embora inicialmente achem que uma coisa não tenha a ver com a outra!) 
 
Como vários leitores (que acompanham este blog desde o começo) sabem, eu era estudante universitária de Matemática ; e que, depois de um tempo, fiz reopção de curso - para Ciência da Computação, que é o atual. Ou seja, eu era de um curso de Exatas da modalidade Licenciatura, e fiz reopção para um outro curso (similar), mas da modalidade Bacharelado. Assim sendo, pelo fato de eu ter tido esse contato com mais de um curso universitário, não é de se estranhar que eu aborde, neste mesmo espaço, assuntos relacionados à Inclusão, Acessibilidade, Tecnologias Assistivas, e ... Educação!
A essa altura, você, leitor, deve estar pensando: " 'Péra lá', mas o que essa universitária 'doidona' tem na cabeça? Mudou para um curso de modalidade diferente (apesar de ser da mesma área), então, quer dizer que perdeu todo o tempo fazendo matérias obrigatórias de Educação e fazendo parte da carga horária dos estágios de Licenciatura? E que, pelo visto, não servem para nada na atual graduação? Que desperdício de tempo e esforço, mmmm?"
A resposta é: "Relaxa...! Não se 'perdeu' nada, meu caro leitor! Muito pelo contrário: por incrível que pareça, o curso anterior, incompleto, tá ajudando a turbinar diversas atividades relacionadas com o atual!
Ou então, você, leitor, deve estar pensando ainda: "Já que está estudando é para ser bacharel, por que ainda insiste em ficar escrevendo sobre Educação num blog? Por que não fala só sobre tecnologia, como, aliás, muita gente da área de computação faz??"
Relaxa, leitor! :-) A ideia deste post é justamente mostrar que os conhecimentos adquiridos lá na Licenciatura em Matemática estão dando um 'turbo' e tanto nas minhas atividades desenvolvidas num curso de... bacharelado em Computação! E, claro, outro objetivo deste post é incentivar a galera de Computação e de Matemática a explorar a questão da interdisciplinaridade ao máximo!!! Rirrirrí!!!! Parece algo inusitado, né? Mas vamos às ideias!!!
A razão da minha mudança de curso é fácil de se compreender: eu queria MESMO era fazer Ciência da Computação; tentei ingressar no referido curso várias vezes sem sucesso, e, assim, optei por Matemática, que é da mesma área (Exatas) e que possui diversas similaridades em suas grades curriculares. (Entretanto, é claro que cada um dos cursos tem seu enfoque e sua proposta). A modalidade do curso de Matemática oferecida pela minha universidade era Licenciatura, então... matriculei-me nela, uê! :-) Embora eu leve mais jeito para lidar é com jovens e adultos - e as licenciaturas preparem o (provável) egresso para atuar é no ensino fundamental e médio- sei que muita coisa ali aprendida pode ser adaptada e aproveitada para o público mais "crescido". Inclusive ajuda a gente mesma, marmanjona estudante de faculdade (risos), a estar mais consciente do processo de aprender Matemática (e disciplinas nas quais ela é aplicada, tais como diversas de Computação, por exemplo), e aplicar isso na nossa própria hora de estudar. 
 
Aí, depois de alguns semestres cursando Matemática, veio finalmente minha oportunidade de ir para a Computação - tendo aproveitado diversas disciplinas obrigatórias e eletivas já cursadas e que são comuns a ambas as graduações, sem precisar fazê-las novamente ao trocar de curso.
Pois bem, galera: na universidade em que estudo, estou envolvida com diversos trabalhos que envolvem Inclusão, Acessibilidade e temas afins. Já fui, inclusive, monitora de auxílio a estudante com deficiência visual - e minha tarefa, a princípio, era confeccionar materiais didáticos computacionais/digitais adaptados às necessidades dele. No entanto, trabalhos desse tipo acabam por demandar uma maior atenção/envolvimento com o(s) aluno(s) atendido(s), bem como a necessidade de estar frequentemente conversando com professores de um aluno com este perfil, a fim de ajudá-los a ajudar esse (s) aluno(s). E, como se sabe, boa parte dos professores universitários têm a formação acadêmica em BACHARELADOS, e não em licenciaturas... logo, para darem conta de diversas questões didáticas em suas atuações profissionais, eles acabam tendo de correr atrás , frequentemente "por conta própria" - já que a formação universitária deles não teve esse enfoque. Logo, pelo fato de eu ter cursado diversas disciplinas de Educação, lá na Matemática, e de ter tido uma experiência de um semestre fazendo estágio em escola de ensino regular, fica mais fácil dialogar com os professores (e até de entender o ponto de vista e postura deles), a fim de, digamos, "ajudá-los a ajudar quem precisa". 
 
(Claro que vou dando "os toques" para esses professores com "jeitinho", sem parecer arrogante, né, galera??? Afinal, eles já são professores com doutorado, e eu sou uma mera aluna de graduação... é claro que não vou "passar por cima" de questões hierárquicas e de ética, sacam? Rerrerré!!!)
Sou , atualmente, estudante de bacharelado sim... mas, por estar em um ambiente de ensino-aprendizagem (a universidade) e no qual minhas atividades de trabalho consistem em "ajudar pessoas com deficiência a estudarem melhor, aproveitando o máximo da vida universitária", aplico os conhecimentos adquiridos no curso de licenciatura, que foi cursado parcialmente! Manjaram? :-) Não só presencialmente -ao auxiliar pessoalmente os colegas com deficiência e os respectivos professores - como também online: já notaram o tema deste blog, e as constantes dicas para professores e estudantes que dou aqui no "Sopa"? :-) Pois é, pois é, pois é!!! (Risos.)
Fica, inclusive, a sugestão para estudantes de computação que queiram mexer com essa área de Inclusão & Acessibilidade (computacional), ou mesmo na área de Informática na Educação, para cursarem - como eletivas ou optativas - algumas matérias que são oferecidas para licenciandos em matemática! Por exemplo: a galera da Computação que interessa por Informática na Educação, certamente, vai ver em disciplinas específicas do seu curso de bacharelado técnicas de programação e elaboração de ambientes virtuais de aprendizagem, de jogos educacionais, etc. Mas... e para ele saber COMO implementar o software/plataforma no ambiente escolar , lidando com a aceitação/rejeição das pessoas-alvo? Como será a realidade das escolas públicas e particulares, no que se refere a possuírem laboratórios de informática? Será que esses laboratórios são REALMENTE acessíveis a professores e alunos? Como é a reação e postura do professor, que, acostumado a trabalhar com lousa e giz, de repente vê-se "forçado" a aprender ferramentas de informática para dar aulas? Será que os alunos, num laboratório de informática, têm sua atenção/concentração sustentada por muito tempo, de forma a propiciar o aprendizado? E se tem aluno com necessidades especiais, será que o professor conhece as tecnologias assistivas computacionais apropriadas para poder trabalhar com esse aluno? Como compreender diferentes resultados, em diferentes contextos e culturas escolares, fortemente influenciados por questões sociais e econômicas? Estão aí questionamentos que rendem loooongas discussões em disciplinas de licenciaturas em Matemática - tais como Laboratório de Ensino de Matemática, Aspectos Didáticos e Pedagógicos, Metodologia do Ensino de Matemática e outras que já cursei...! ;-) 
 
Conforme eu disse para o professor de Matemática com o qual eu estive conversando: em diversas atividades relativas à Inclusão Educacional e Acessibilidade, com as quais me envolvo na universidade, auxiliando colegas e professores - mesmo num curso de bacharelado em computação, envolvendo-me com o desenvolvimento e implementação de tecnologias assistivas computacionais para estudantes com deficiência - percebo que tenho mais facilidade em desempenhar as tarefas graças ao embasamento que tive lá no curso de licenciatura! :-) Talvez, se eu não tivesse adquirido tais conhecimentos formais anteriormente, eu teria dificuldades - ou até impossibilidade - na hora de mexer com diversas coisas relacionadas à Educação Inclusiva (ainda que num contexto universitário), na hora de entender as coisas e mais coisas que passam na cabeça de um professor quando solicitado a auxiliar um aluno com dificuldades, na hora de ajudar meus colegas universitários com dificuldades de aprendizagem a buscarem soluções para seus problemas com os estudos, na hora de produzir conteúdo para este blog... Ou seja, mesmo quando a intenção é mexer/implementar uma tecnologia educacional, é bastante importante e válido não se limitar apenas ao domínio tecnológico, mas também saber lidar com as pessoas envolvidas com ela (professores, estudantes, bem como os contextos, ideias e posturas deles, etc.) 


E, de quebra, ao ser blogueira aqui no "Sopa", além de disseminar diversos conteúdos sobre inclusão educacional, ponho também em prática diversos temas abordados em computação: para fazer este trabalho, acabo tendo a aprendizagem prática de técnicas de SEO, de segurança computacional, de marketing digital, de análise de comportamento das pessoas diante das mídias sociais computacionais (o que rende óóótimas discussões na área de Informática & Sociedade)... além, claro, reproduzir conteúdo interessante e/ ou abordar novas ideias na área de Tecnologias Assistivas Computacionais (que, por sua vez, são recursos importantíssimos na inclusão educacional de estudantes com deficiência...)
E mais: muitos egressos de cursos de bacharelados em computação acabam se tornando, um dia, professores universitários (de computação)... Bom, eu não sei o que o futuro me reserva... vá que eu acabe virando professora também? Os conhecimentos adquiridos lá na licenciatura, devidamente adaptados ao público “marmanjão” universitário (risos) com certeza auxiliarão no planejamento e desempenho das atividades acadêmicas!!! :-) 
 
E VOCÊ, LEITOR??? O que achou das ideias expostas acima? Pitorescas? Inusitadas? Ou achou tudo isso uma verdadeira "viagem na maionese" sem fundamento algum? (kkkkk!) Comente aí! Mãos ao teclado, rerrerré!!!!! :-)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

DICAS DE COMO LIDAR COM ALGUÉM COM SÍNDROME DE IRLEN!!! (Para professores)

Por: Débora Rossini

Ooooopa!!!! No post de hoje estou trazendo algumas dicas para professores abordarem e lidarem com um(a) aluno(a) com Síndrome de Irlen (S.I.), nas atividades de estudo. Tive essa ideia após dar uma navegada pela internet e ver inúmeras dicas de "como lidar com pessoas com deficiências diversas". Senti falta de um "manual" explicativo sobre como lidar com quem tem a S.I. !!!

NOTA: Estou elaborando essas dicas tendo como foco os professores UNIVERSITÁRIOS, que lidam com estudantes jovens e adultos - pois esse é o tipo de ambiente com o qual tenho mais familiaridade (e que, portanto, sei falar sobre ele, rerrerré!!!) . Caso você seja professor(a) de ensino médio ou fundamental, e sinta-se inspirado em adaptar alguma(s) dica(s) aqui contida(s) para o contexto da escola, de acordo com a idade, maturidade e série de seu aluno, fique à vontade! :-)


Embora este post seja destinado a professores universitários, vou utilizar aqui uma linguagem leve e descontraída (como, aliás, é o costumeiro neste blog). A intenção é deixar a leitura menos cansativa, menos tediosa, e mais agradável... certo? Afinal, vocês, professores de faculdades e universidades, já devem passar boooooa parte do dia de vocês lendo longos e "densos" textos acadêmicos, não é verdade? ;-)  Segue-se o tutorial, então, que elaborei!


PRIMEIRA DICA: 
Não confunda pessoa portadora de Síndrome de Irlen (um tipo de distúrbio oftalmológico) com pessoa "com baixa visão"!!!!!

A não ser que a pessoa tenha a S.I. em comorbidade com miopia/hipermetropia/astigmatismo altos, ou em comorbidade com outras doenças oculares que causam visão subnormal (glaucoma, retinose pigmentar, catarata congênita, etc.), a pessoa com S.I. é alguém que, aparentemente, ENXERGA AS LETRINHAS NUM TESTE TRADICIONAL DE VISÃO TÃO BEM QUANTO VOCÊ! O que ocorre com quem tem S.I. é que, embora a quantidade de visão possa ser normal, a QUALIDADE é ruim ou péssima - já que o princípio básico desse distúrbio oftalmológico é a hipersensibilidade ocular excessiva à luz, que proporciona sensação de que as letras parecem "mexer ou dançar" num texto a ser lido, dificuldades de percepção de movimento.

SEGUNDA DICA:
Se, nas primeiras aulas, você notar algo de "diferente" em seu aluno, não se acanhe e aproxime dele!!! 

É bem provável que você não vá adivinhar ou detectar, de imediato, que um aluno tenha Síndrome de Irlen. Mas se, no início do ano ou semestre letivo, você notar algum aluno sentindo-se incomodado com a iluminação em sala de aula ou com as luzes vindas de lousas digitais, projetores de slides e similares, é bem provável que a fotofobia excessiva possa estar o atrapalhando no processo de ensino-aprendizagem. Além disso, tem aluno que, para aliviar o incômodo descrito acima, usa óculos escuros mesmo em ambientes fechados, como a sala de aula, por exemplo. Isto porque nem sempre eles possuem os óculos com filtros espectrais que contornam o problema... ou até tem os óculos, mas que, por motivos diversos, mostram-se "fracos" em diversas situações e atividades.

Não fique acanhado, caro professor: encontre um momento adequado e o aborde... pode ser que o aluno esteja, sim, precisando de sua ajuda, mas esteja "sem jeito" de falar com você!!! (Lembre-se de que, para um estudante com deficiência, todo início de semestre ou ano costuma ser bastante desgastante psicologicamente... gente nova, colegas novos,professores novos... ele pode estar se sentindo tímido e desconfortável ao ter de, sozinho, ter de ser sempre o protagonista em tomar a iniciativa de se explicar para os professores!!! Se você abordar o aluno com "jeitinho", ele sem dúvida sentirá agradecido... para ele, é sinal de que você é atencioso e preocupa-se com ele! Certinho? ;-)


PERGUNTAS FREQUENTES:

"Quais são os principais sintomas do distúrbio oftalmológico denominado Síndrome de Irlen?" 
 R.: "A SI, como é comumente chamada, gera dificuldades nas atividades diárias e escolares, pois produz desfocamento, distorções do material gráfico, inversões de letras, trocas de palavras, perda de linhas no texto, desconforto nos olhos, cansaço, distração, sonolência, dores de cabeça, enxaqueca, hiperatividade, irritabilidade, enjôo e fotofobia, tudo isso após um intervalo relativamente curto de esforço despendido no processamento das informações visuais." (Para ler mais detalhes, leia na íntegra, direto da "fonte", rsrsrs!)


"O aluno me disse que tem Síndrome de Irlen. Como faço para ajudá-lo em sala de aula?" 
 R.: Veja o post "Adaptações na Escola, para portadores da Síndrome de Irlen", que já publiquei neste blog!


"Uso muito o data-show e retroprojetor para dar aulas. No entanto, quem tem S.I. tem fotofobia excessiva. Como conciliar minha necessidade de usar o equipamento com as necessidades visuais dele?"
R.: A resposta está aqui, neste post em que abordo justamente isto (e que também já publiquei neste blog!)  :-)


"Leciono num curso de Ciência da Computação. Como lidar com meu aluno que sofre de S.I. ,em aulas práticas?" 
 R.: Em primeiro lugar, verifique se ele usa os óculos com filtros espectrais, específicos para corrigir esse problema. Em caso negativo (ou mesmo se caso ele tenha os óculos mas eles não corrijam 100%), sugiro o seguinte:

- encoraje-o a abaixar o brilho e contraste do monitor do PC, na forma que melhor lhe convier;

-caso seu aluno tenha as "overlays" (lâminas de acetato apropriadas para facilitar a leitura de quem tem S.I.) e se adapte ao uso delas, encoraje-o a usar caso seja possível;

-ensine-o a aumentar a taxa de frequência de atualização do monitor do PC (Isso mesmo, AUMENTAR! Para pessoas com esse tipo de hipersensibilidade, a taxa de 60 Hz - que é a recomendada para as pessoas "comuns" (risos) - é ruim. O aluno deve ir experimentando frequências maiores até achar uma que lhe dê melhor conforto visual. (Foi uma oftalmologista, especialista em S.I., quem me falou!!!)

-encoraje-o a usar software leitor de telas, caso a leitura seja lenta e segmentada. Quem disse que esse tipo de software foi feito só para atender às pessoas cegas e de baixa visão? (Risos.) Ele ajuda, E MUITO, quem tem a leitura lenta e que, portanto, sente-se altamente fatigada com esse tipo de tarefa. (Pessoas com dislexia podem também fazer bom uso desse tipo de software.) Facilita, inclusive, na hora de fazer exercícios práticos de programação - pois, através da resposta sonora, a pessoa com S.I. pode aprender mais facilmente como se escrevem os comandos da linguagem a ser usada. (Para exercícios de programação, recomenda-se configurar o leitor de telas para o INGLÊS, já que as LPs encontram-se neste idioma...)
Exemplos de softwares leitores de tela livres e gratuitos: NVDA (para Windows), Orca (para Linux).

-mais dicas sobre tecnologias assistivas computacionais para quem tem S.I. encontram-se neste blog também - e podem ser encontradas clicando aqui. ;-)


"Sou professor de Computação e ministro disciplinas envolvendo programação. Como faço para ensinar uma disciplina dessas, adequadamente, para quem tem S.I.? "
R.: Além das dicas dadas no tópico anterior, tem um post que fiz neste blog, com dicas para ensinar e aprender ALGORITMOS E ESTRUTURAS DE DADOS. para quem tem S.I. Use as dicas que escrevi por lá, à vontade! :-)


"E as disciplinas de Matemática Superior dos cursos de Exatas (tais como Cálculo, Programação Matemática, dentre outras)? Como trabalhá-las com um aluno com S.I.?" 
R.: Inspire-se no meu "Manual de Sobrevivência ao Cálculo", que já publiquei neste blog!  Outras informações sobre dificuldades em Matemática, que implicam na leitura incorreta de símbolos, dificuldades de aprender e empregar corretamente a linguagem matemática, estão aqui.


Mais sugestões:

Para ler todas as postagens sobre Síndrome de Irlen que publiquei neste blog, clique aqui!

Para ler todas as postagens sobre UNIVERSIDADE E ACESSIBILIDADE que já publiquei neste blog, clique aqui! 

Para conhecer mais de perto a Síndrome de Irlen, veja a fanpage "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" no facebook (também de minha autoria). NÃO É NECESSÁRIO "LOGAR" NO FB para LER o conteúdo... (mas, para curtir e comentar os posts de lá, aí sim...)

Certinho? Agora, é aplicar as dicas e sugestões elaboradas e... boa sorte em suas atividades! :-)

DESEJA FAZER ALGUM COMENTÁRIO SOBRE O POST ACIMA? USE O ESPAÇO ABAIXO!!!  Mãos ao teclado, hehehe!!! :-D

POSTS RELACIONADOS: 
Estratégias de sucesso para professores que têm aluno(a) com Síndrome de Irlen

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Universidade Acessível

Por: Débora Rossini

Ooooopa!!! De volta à blogosfera, trazendo mais uma "rodada" de "Sopa" quentinha para você, rerrerré!!! 

Navegando pela internet, encontrei um texto, relativo ao projeto "Todos Nós: Unicamp Acessível", e que mostra diversos problemas e questões que afetam o acesso, a permanência e o prosseguimento dos estudantes com deficiência na universidade! Pelo que pude entender, parece-me que foi realizado um workshop, com oficinas, nas quais foram levantadas e mostradas diversas questões relacionadas à realidade dos universitários com deficiência na referida universidade paulista... e tudo o que foi observado e realizado ali foi documentado no texto a que me refiro! Segue-se o link: vale a pena ler!!! :-)

http://styx.nied.unicamp.br/todosnos/historico/workshop-todos-nos-unicamp-acessivel/livro/questoes_problemas.html

Listei alguns pontos principais do texto, que vale a pena ser lido por inteiro - e que seriam interessantes para "turbinar" políticas de inclusão e acessibilidade em todas as universidades - sejam elas públicas ou particulares- que existem por aí. Vale a pena refletir sobre os pontos destacados abaixo!!!
Olha só:

- Apesar de a sociedade ter o já famoso preconceito em relação às pessoas com deficiência, há, por outro lado, aquela atitude (talvez até inconsciente!) de a pessoa com deficiência querer "se esconder", "não aceitar suas limitações", "sentir constrangido em pedir ajuda".
Isto pode ser mostrado pelo seguinte trecho:  

"Foram citados os seguintes problemas com relação aos aspectos atitudinais: "o aluno com deficiência se exclui"; há, algumas vezes, "preconceito do próprio deficiente em relação à ajuda" que pode ser necessária para sua locomoção, comunicação ou aprendizado; em alguns casos, as pessoas com deficiência podem apresentar "problemas psicológicos"; há, em determinadas situações, um "individualismo do próprio deficiente" que aparece no seu modo de se comportar socialmente."

Ao meu ver, acredito que tal reação possa ser até uma espécie de "defesa" psicológica da pessoa com deficiência: ela já está tão cansada, tão desgastada psicologicamente com situações de preconceito, de não-aceitação, que acaba "negando" sua deficiência (mesmo que inconscientemente) e se "fechando" - a fim de tentar evitar mais situações que lhe tragam mais sofrimento... No entanto, tal atitude que a princípio parece ser uma autoproteção, na verdade acaba dificultando ainda mais o processo de inclusão... :-(

Achei bastante interessante um outro parágrafo do texto, que diz o seguinte:

"Entre os pontos levantados pelos participantes da oficina, foi destacada a existência de problemas da própria pessoa com deficiência em relação à sua condição. Alguns salientaram que a postura preconceituosa e a dificuldade em aceitar ajuda acarretariam a auto-exclusão dessas pessoas. Esses destaques indicam que os participantes compreendem que a inclusão não depende somente da disposição favorável de uma comunidade, mas também da pessoa com deficiência que, como agente importante desse processo, deve tornar claramente conhecidas as suas necessidades. Podemos dizer, então, que as pessoas com deficiência não deveriam entender a busca por apoio como um constrangimento, mas como legítimo exercício dos seus direitos."

Pois é... é aí que vem a história: para facilitar o processo de inclusão, ele necessita ser de "mão-dupla"; por um lado, a sociedade necessita aceitar aquela pessoa com deficiência; mas, por outro lado, essa mesma pessoa com deficiência necessita, digamos, se aceitar e "sair da toca" (risos) ... e mostrar para os outros suas necessidades, mostrar como os outros deve agir com esse indivíduo, etc - para que a sociedade saiba incluí-la adequadamente... RESUMINDO: por mais que a sociedade se conscientize e se "abra" para acolher a galera com deficiência, esta, por sua vez, tem de informar qual a melhor forma de lidar com ela... "sacou?" ;-)


Outra passagem interessante é a seguinte:  

"Faltam na opinião dos participantes, "campanhas educativas" que tratem desse assunto e uma atuação mais adequada e intensa da mídia (interna e externa à Unicamp), na abordagem do tema. Os participantes, apontaram que "a mídia não divulga materiais que facilitem, incentivem e eduquem as pessoas para a inclusão", assim como ainda não apresenta "programas educativos sobre as diferenças" que possam promover uma reflexão mais ampla sobre o tema."

Interessante MESMO!!! Afinal, tanto professores, quanto monitores, quanto funcionários, quanto colegas de estudantes com deficiência, PODEM E DEVEM ser informados da melhor maneira de lidar com quem tem problemas com a potência visual, auditiva, locomotora, de quem tem problemas de aprendizagem, etc... Atitudes como CAMPANHAS EDUCATIVAS NA UNIVERSIDADE, ENVOLVENDO TODA A COMUNIDADE ACADÊMICA, é de extrema importância... em vez de reduzir o grupo de estudantes com deficiência a um grupo "paralelo", com as medidas de inclusão limitadas apenas a eles!!! FICA A DICA PARA OS SETORES DE INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE DE TODAS AS UNIVERSIDADES!!!!!

E você, que está lendo este texto? É professor ou estudante universitário? Possui alguma deficiência/limitação? O que achou deste post? COMENTE ABAIXO!!! :-)