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domingo, 12 de abril de 2020

Usar máscaras é necessário. Mas como ser INCLUSIVO diante disso?

Por: Débora Rossini 


Fala, povo! Diante da pandemia do coronavírus, vira e mexe vejo:

"-Fique em casa. Mas se, por algum caso de extrema necessidade tiver que sair, USE MÁSCARA".

Ou então:

"Cidade de [esqueci o nome agora] , por decreto municipal, coloca obrigatório o uso de máscaras caso a pessoa precise sair de casa".

Ou ainda:

"Alguns países europeus ,como a Alemanha, que já tiveram alguma queda nos casos de coronavírus, estudam as possibilidades de reabrir gradualmente os estabelecimentos - comércio, prestações de serviços, universidades - mas explicitando que o uso de máscaras seria NECESSÁRIO para que as pessoas pudessem frequentar tais lugares".

Aí fico pensando: com certeza, daqui a alguns meses, quando esse pico de contágio de coronavírus no Brasil começar a cair, vão acabar fazendo a mesma coisa. Porém, tem um detalhe: o uso (CORRETO!!!) de máscaras seria exigido - e com toda razão, pois é uma situação de saúde pública! Mas como fazer isso de forma que não aumente ainda mais a exclusão social (e até algumas situações constrangedoras e mal-entendidos) de determinadas pessoas, tais como surdas (sinalizadas e oralizadas), pessoas com Síndrome de Irlen (e outras condições visuais que as obriguem a usar óculos escuros o tempo todo, até mesmo de noite e em ambientes fechados) e pessoas de certas etnias que são estigmatizadas por racismo? A cobertura extra no rosto , tão necessária para manutenção da saúde pública, acabaria dificultando mais ainda a vida de tais indivíduos, que existem aos milhares (Leia mais a seguir o porquê!) .

MAS ISSO TEM SOLUÇÃO!!!

Que tal se as empresas, costureiras profissionais e laboratórios de universidades que estão confeccionando máscaras (para ajudar na prevenção da covid-19), fizessem também dessas máscaras, mas com material TRANSPARENTE, disponíveis à população?? [aperfeiçoando o protótipo caseiro feito por aquela moça  americana - ou aperfeiçoando o design dessas máscaras transparentes de acrílico reutilizáveis que os profissionais de saúde já estão usando, de forma a serem adequados para o cidadão comum usar no dia-a-dia?]

IRIA AJUDAR ENORMEMENTE NA INCLUSÃO SOCIAL (além de ajudar a combater um problema de saúde pública!) Olha o que aconteceria se houvesse desse produto à disposição, E OLHA COMO TAL PRODUTO TEM ALTA DEMANDA (valendo assim, o investimento na produção)!!! Vejam quem seria beneficiado com isso:

-PESSOAS SURDAS (oralizadas) que fazem uso de leitura labial/orofacial: quanto mais as outras pessoas estiverem usando máscara de material transparente, mais será possível que tais pessoas surdas consigam comunicar com elas adequadamente;

-PESSOAS SURDAS QUE USAM LIBRAS - Tanto para tais pessoas entenderem os outros quanto para serem entendidas, as máscaras serem transparentes seriam de fundamental importância, pois, como sabemos, Libras não é uma língua na qual se usam apenas as mãos para "falar", mas sim expressões faciais que as complementam fortemente!!! Ou seja, POSSIBILITA que tais pessoas se comuniquem!

-PESSOAS COM SÍNDROME DE IRLEN (OU OUTROS DISTÚRBIOS DE VISÃO EM QUE A PESSOA PRECISA USAR ÓCULOS ESCUROS COM LENTES FILTRANTES EM TEMPO **INTEGRAL** )- tais pessoas já ficam com metade do rosto coberto pelos óculos escuros; se usam máscara como as que temos disponíveis, o que acontece?? O ROSTO INTEIRO fica coberto!! Aí dificulta sua inclusão social em um monte de situações, uma vez que não dá para os outros verem os olhos delas - dificultando assim a identificação/reconhecimento, comunicação nāo verbal (sobretudo em situações onde não dá pra falar explicitamente algo, por questões de etiqueta e/ou pra evitar confusão com alguém que esteja perto, ou mesmo por segurança!!), interações interpessoais necessárias, etc. Não dá nem pros outros identificarem as expressões faciais!

Inclusive poderiam haver riscos principalmente em espaços públicos -tais como agências bancárias e lojas, ou andar por aí a noite, caso a pessoa esteja com o rosto totalmente coberto pelo conjunto composto por máscara (que não é transparente) mais os óculos escuros! -  risco de tais indivíduos serem confundidos erroneamente como "maus-elementos" por seguranças, guardas e autoridades policiais... e que, mesmo com a devida identificação por documentos, sabemos que ainda existem, sim, vários guardas e policiais com comportamento truculento, com abuso de poder contra minorias, e que aparecem aí nos telejornais. 

-POPULAÇÃO DE MINORIAS ÉTNICAS MARGINALIZADAS: As últimas linhas do parágrafo acima também se aplicam a várias delas, visto que há minorias étnicas que infelizmente ainda são estigmatizadas, e se aparecerem com o rosto coberto, muita gente inocente vai ser tachada erroneamente de mau-elemento, podendo por em risco até mesmo sua integridade física e emocional devido a racismo e preconceito. Já até li e compartilhei reportagens que mostravam casos reais sobre isso - como esta aqui,  mais esta aqui e também esta aqui.

***IMPORTANTE: SEI QUE A REGRA NO BRASIL, ATUALMENTE, É #FicarEmCasa... mas fico imaginando quem PRECISA de sair para trabalhos essenciais (usando máscara) e/ou
se daqui a alguns meses houvesse a reabertura gradual dos estabelecimentos e universidades (como já está sendo cogitado na Alemanha) e tivesse a recomendação EXPRESSA de usar máscaras para poder frequentar estes locais.

OBS: Antes que alguém refute meus argumentos dizendo que isso "é temporário e uma hora vai acabar", eu digo: sim, de fato é temporário, maaas...
1- Não sabemos quando isto irá durar, se serão vários meses... e num país de dimensões continentais como o nosso, e as tendências de mobilidade humana, não sabemos se poderá ter outro surto mais pra frente;
2-Se isso durar longos meses, pessoas com surdez vão ter sua capacidade de comunicação REDUZIDA DRASTICAMENTE,  e pessoas com óculos escuros de correção e/ou de minorias étnicas vão ficar mais inseguras em determinados ambientes e situações, devido ao encobrimento do rosto ocultando sua face e expressões, estando mais vulneráveis a abordagens policiais/de seguranças e de guardas que, SE FOREM mal-preparados, poderão ser truculentos causando constrangimentos. Isso sem contar os "ruídos" e mal-entendidos na comunicação cotidiana entre uma pessoa com Síndrome de Irlen e as demais - já que os outros não verão nem os olhos nem a boca de uma pessoa que usa óculos escuros MAIS a máscara ...e nem sempre a comunicação verbal sozinha dá conta da tarefa sem o apoio não verbal de olhares, expressões, movimentos da boca.
3-Vale lembrar que boa parte de tais pessoas já carrega consigo um histórico de vida de exclusões sociais somadas, maus-tratos, desrespeitos que deixam marcas emocionais difíceis de corrigir. Então, esse tipo de coisa, que pode parecer "bobagem" pra muita gente que não se afeta por isso, pode representar um impacto ENORME em diversas pessoas de tais minorias - danificando mais ainda a saúde mental de tais pessoas. Então, qualquer "coisinha" a mais que essa pessoa vivencia, já entra pra sua coleção negativa de experiência, deixando cicatrizes emocionais que podem ser de duração muito mais longa que a pandemia! :-/
4-Além do mais, pensem comigo: se MUITA GENTE que não é "minoria social" já está em situação emocional delicada com essa pandemia (devido a mudanças na rotina, na dinâmica familiar, no ritmo de trabalho, nas possíveis dificuldades financeiras, etc) imaginem então as minorias? Além dessas incertezas normais a todo mundo, tem as especificidades de sua condição - somando coisas que pode deixar sua saúde emocional mais vulnerável ainda, sobrecarregando o psicológico!!!

POR ISSO A IMPORTÂNCIA DE SE FABRICAREM MÁSCARAS DE PROTEÇÃO COM UM DESIGN MAIS INCLUSIVO, CERTO???

Além do mais, mesmo quando essa onda de covid-19 acabar, a disponibilidade de tal EPI "inclusivo" poderia ser um legado permanente, pois: quantos surdos vão ao dentista e médico, mas não entendem o que os profissionais com máscara branca/colorida dizem? Quantos profissionais de saúde possuem Síndrome de Irlen, usam óculos escuros, TEM que usar máscara, mas acaba impossibilitando que os interlocutores vejam suas expressões faciais?  Pois é... Seria uma grande oportunidade de inclusão de pacientes e de profissionais, não acham??  Sem contar que na história da Humanidade, podem ocorrer diversas pandemias, e é bom que já se tenha uma cultura de preparo (comportamental e de equipamentos) para quando isto ocorrer.

IMPORTANTE: Para se produzirem máscaras transparentes, é importante que tenha uma padronização liberada por algum órgão competente (OMS/ Ministério da Saúde) e **não** sair improvisando qualquer gambiarra feita de plástico por aí!! Além de colocar a saúde sua em risco, pode por a dos outros também (o material proporciona barreira de proteção adequada? Permite respiração adequada? Evita acúmulo de umidade? - que seria um "prato cheio" pro coronavírus se multiplicar ainda mais? Tem fácil higienização? Tem de considerar essas coisas!!!)  

PRA FINALIZAR: Enquanto as indústrias, confecções e laboratórios não implementam a solução proposta neste post, 

1) PELAMOOOOR DE DEUS, FIQUE EM CASA SE PUDER!!! (Vale pra TODO MUNDO que puder!) A MÁSCARA MAIS SEGURA (E CONFORTÁVEL!)  É A SUA CASA, HEHEHE!!!!

2) Pra vc que pertence a uma das minorias descritas neste texto: Em caso de emergência que tenha de sair na rua, USE A MÁSCARA QUE VC TIVER DISPONÍVEL, SIM (descartável ou de pano), mesmo com os PROVÁVEIS perrengues sociais mostrados neste post! Vamos ser racionais: de que adiantaria vc deixar de usar a máscara para evitar alguma coisa que te deixaria emocionalmente abalado, mas acabasse pegando uma doença grave que pode deixar sequelas e até matar você? Ou vai que vc teve contato com o vírus covid-19 sem saber, foi assintomático, mas pode transmiti-lo, causando doença ou óbito de algum de seus entes queridos???? Aí o prejuízo emocional seria BEM MAIOR E IRREVERSÍVEL, concorda? A ideia deste post não é de forma alguma desencorajar certos grupos de pessoas a usarem máscaras - mas, sim, mostrar uma solução que vai GARANTIR MELHOR inclusão de tais pessoas numa emergência de saúde coletiva e pública, ok?? Pense nisso! :-) 


PORTANTO, SE VOCÊ GOSTOU E CONCORDA COM O QUE FOI DITO ACIMA... COMPARTILHE ESTE POST, E FAÇA ELE RENDER UM MONTE DE DISCUSSÕES NA INTERNET!!!  

Em vez de espalhar o coronavírus, ESPALHE ESTE TEXTO!!!  É uma questão não só de saúde pública, mas de inclusão social e de cidadania!!!!!!!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS: Abrindo portas no mercado de trabalho

Por: Débora Rossini 

Ooooopa! Este post estava sendo planejado há um tempão, mas só agora que saiu, kkkk! Custou, mas foi! Ele trata da questão das novas Tecnologias Assistivas, e as atividades profissionais desempenhadas por pessoas com deficiência - mostrando como as Tecnologias Assistivas podem ajudar pessoas com algum tipo de deficiência, necessidade especial a fazer coisas diversas... e que, sem elas, teriam que aceitar o (chato) fato de não poderem estudar ou trabalhar - ficando às margens da sociedade produtiva e ficando ociosos em casa, recebendo auxílio financeiro do governo ou aposentadoria por invalidez (no caso de pessoas que adquiriram deficiência ao longo da vida). 

Há cerca de alguns meses atrás, ficou bastante conhecido o caso ocorrido em uma empresa de transporte particular de passageiros, em que o motorista era surdo sinalizado. Para quem não lembra do caso, vamos lá: um rapaz e alguns amigos pegaram um carro da referida empresa, chamando-o por meio do aplicativo - e quando ele chegou, se surpreenderam com o fato de que o motorista era surdo sinalizado. Mesmo não podendo ouvir, o motorista fez direitinho o serviço como qualquer outro condutor - graças ao fato de ele estar fazendo uso, no serviço, de um app no qual toda a comunicação era escrita, e de ter uma aplicação que indicava a rota necessária. Os passageiros ficaram tão surpresos, que decidiram, ali mesmo, pesquisar no Google (através de seus smartphones, certamente) como se fala ''Obrigado!" em Libras, para poderem agradecer ao condutor quando descessem! E assim o fizeram. O motorista ficou muito feliz. Posteriormente, um desses rapazes que eram passageiros da referida viagem relatou esse fato em seu facebook, e o post viralizou na época
O motorista, muito feliz, agradeceu emocionado, e a história foi parar em vários sites de notícias!!! :-D 

Este é um dos casos em que se pode exemplificar, perfeitamente, como as novas tecnologias (sejam elas de uso geral ou especificamente assistiva) podem possibilitar a inserção de pessoas com deficiência na sociedade e no mercado de trabalho - de forma a maximizar sua eficiência nas tarefas a serem desempenhadas e minimizar o isolamento (de comunicação) entre elas (quando se trata de alguma deficiência sensorial que interfira nessa habilidade)! 
Há também outras situações que as tecnologias ''unem" as pessoas com e sem deficiência: 

- CEGOS: Antes, sua escrita estava limitada ao uso do alfabeto Braille, e, para serem entendidos em seus textos e mensagens (e, então, poder haver troca de textos escritos entre videntes e cegos) os videntes (ou seja, pessoas que enxergam) acabavam tendo, obrigatoriamente, que aprender a ler e escrever em Braille! Caso contrário, tinham de recorrer a um transcritor Braille (profissional que faz a transcrição de um texto Braille para o alfabeto convencional e vice-versa) que nem sempre estava disponível no momento. Hoje em dia, com os softwares leitores de tela, cegos e videntes podem, com a maior facilidade, com o uso de um computador, trocarem mensagens de textos, compartilhar emails e textos escritos diversos, relatórios, etc. 

-CADEIRANTES - Antes, era difícil ingressar ou retornar ao mercado de trabalho em profissões que, tradicionalmente, exigem que a pessoa fique de pé para realizar certas atividades (ex: ser professor/a na educação básica). Hoje, com cadeiras de rodas especiais, pode-se realizar tal tarefa - escrevendo na lousa, rodando pela sala, passando de carteira em carteira de cada aluno, etc. Veja que interessante o caso desta professora aqui .  

Estes são exemplos de três casos que demonstram muito bem o importante papel das tecnologias assistivas como ''turbinador'' das capacidades de uma pessoa com deficiência, minimizando as limitações impostas pelas condições físicas e sensoriais... Mas existem muitos outros casos em que tais tecnologias abrem um grande universo de possibilidades profissionais para pessoas com deficiência, podendo fazer inúmeras tarefas em seus cotidianos profissionais... Se fizer uma busca no Google, dá para você encontrar muitas outras histórias bem legais, que merecem ser lidas e compartilhadas! =) 

E então... O mercado de trabalho está aí, e dá para ver que há SIM, possibilidades para que a pessoa com necessidades especiais tenha condições de executar uma atividade laboral, valorizando suas habilidades e respeitando suas limitações!!! 

Cabe agora às empresas, e empregadores diversos, RECONHECEREM os talentos que os profissionais com deficiência possuem, e FAZER VALER a Lei de Cotas sem ''enrolar" e afirmar falsamente que ''a vaga está preenchida" ou que "a vaga não é para o seu perfil" (sem motivo real para tal afirmação). 


ALÔ, EMPREGADORES!!! ALÔ, PESSOAL DO RH!!! ALÔ, QUAISQUER PESSOAS QUE PRECISAM DE CONTRATAR PROFISSIONAIS PARA O SEU NEGÓCIO!!! Bóra dar uma chance para os profissionais talentosos, com necessidades especiais, também??? Vale lembrar que, justamente por serem pessoas que diariamente enfrentam desafios de viver em um mundo "não- feito para elas", de terem de lidar com adversidades, de terem de se adaptar e reinventar constantemente para conseguirem fazer as tarefas diárias, e terem de superar e dar a volta por cima de situações geradoras de incompreensão, tais indivíduos acabam por serem mais tolerantes a adversidades, mais criativos, e que geralmente ''não se abalam por qualquer coisinha boba". Tais características são pontos fortes que ajudam muito na lida diária do mercado de trabalho, não é??? Então...! Aproveitem!!!! 


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

ACESSIBILIDADE: Quem reconhece a importância de oferecer, CORRE ATRÁS!!!

Por: Débora Rossini 

Fala, galera! 
Recebi um link bem bacana de uma postagem feita no blog ''O Corvo Veloz", e que tratava de uma iniciativa bem interessante relacionada a Acessibilidade no lazer e entretenimento. Achei bem interessante e, por isso, resolvi abordá-la aqui!!! Prova de que, quando alguém QUER MESMO promover acessibilidade, corre atrás e consegue!!! 

Trata-se de uma dupla musical (Cezzar e Rodolfo) , do gênero ''sertanejo universitário", da cidade de Lavras/MG - e que, para ampliar seu público, resolveu não se restringir apenas às pessoas, digamos, ''dentro do padrão tradicional"; mas deu um jeito de se esforçar para atingir também o público com alguma dificuldade (ou impossibilidade) de enxergar e de escutar!!! 

Um exemplo é a música ''Anjos", de autoria da dupla, que foi traduzida para LIBRAS. A estratégia foi bem-sucedida, ganhando popularidade entre pessoas surdas e pessoas que trabalham com a língua de sinais. Um outro exemplo de acessibilidade é a descrição textual das fotos da dupla sertaneja, em seu facebook - na qual descreve as cenas, o tipo físico dos cantores, o que eles estão fazendo ou segurando, etc. Desta forma, a galera que não enxerga consegue ter um acesso mais amplo ao conteúdo postado na página deles!!! Há planos, também, de colocar audiodescrição nos videoclipes da dupla, para a galera cega curtir o trabalho feito! Uaaaauuu!!! Show de bola, né, galera?? 

Para conseguir todo esse trabalho de inclusão (e consequente ampliação do número de fãs), a dupla Cezzar e Rodolfo está contando com a assessoria do estudante de Letras/Libras Delmir Rildo Alves, da UFJF. O rapaz já fez diversos trabalhos envolvendo Inclusão e Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva e/ou visual. (Conheço de perto o trabalho do cara: é TOP!!!! :-D ) 

Conforme Delmir disse em entrevista ao site ''O Corvo Veloz", ''O trabalho que estamos realizando não se restringe apenas à interpretação em Libras, pois já começamos a descrever as fotos para que as pessoas cegas também tenham acesso à informação. Além disso, já estamos realizando o trabalho para colocar a áudio-descrição nos vídeo clips", conta ele.  

O legal disso tudo é que, mesmo que uma pessoa que tenha deficiência visual ou auditiva não tenha como gênero preferido o sertanejo universitário, ela pode, por meio dessa iniciativa de acessibilidade, conhecer o trabalho da dupla - e ficar ''por dentro" do que está rolando! Imagina, numa roda de conversa, na qual há apenas uma pessoa com deficiência (visual ou auditiva) e onde todos estão falando sobre os ''hits" que estão sendo tocados... em vez de a pessoa com deficiência ficar ''boiando", ela pode participar do papo e dar seu parecer... Ou seja: iniciativas como estas acabam, indiretamente, dando um ''turbo" no processo de socialização da pessoa com deficiência!!!! Já pensaram por este lado?? :-) 

MORAL DA HISTÓRIA: Não tem mais ''desculpa" de que acessibilidade e inclusão são coisas difíceis de se fazer, hehehe!!! Quem realmente TEM INTERESSE no acesso universal de pessoas a seu trabalho, produto ou serviço , corre atrás, vai lá, busca ajuda e faz! E olha que estamos falando, neste caso, de um trabalho de lazer/entretenimento! Então, mais um motivo para os prestadores de trabalhos essenciais (educação, saúde, adequação de uma empresa ao trabalhador com deficiência, dentre outros serviços básicos e essenciais) verem o exemplo, e saírem do ''comodismo"! Viram só?? :-D 

Gostou do texto? Comente abaixo! Ou bóra lá pro Facebook conversar mais!!! 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Você sentaria nos trilhos destinados a trens? E em pisos táteis para cegos?

Por: Débora Rossini

Fala, galera! 

O post de hoje é dedicado especialmente à galera da Universidade Federal de Lavras (UFLA) - sobretudo os calouros, que estão chegando agora neste início de semestre - e tem a ver com a inauguração do novo Centro de Convivência - mais, precisamente, em relação à acessibilidade arquitetônica dele. (Mas, obviamente, pode ser aplicado a qualquer espaço físico público, hehehe!) 

Pois bem: vocês que estão curtindo de montão a cantina nova, os novos espaços de alimentação, livraria, copiadora, etc, perceberam que há umas faixas escuras no chão claro, por todo o piso? :-) Alguns de vocês já devem ter visto faixas desse tipo em outros lugares públicos, inclusive na rua, com certeza. Sabem o que é aquilo... e para que serve? :-) 
Com vocês, o PISO TÁTIL!!! (Quem disse que cantina 'não é cultura', tá redondamente enganado! Kkkkkkk!!!) 

Resumidamente, ele serve para que pessoas com deficiência visual - cegas ou com visão reduzida- possam ter mais autonomia e independência para se locomoverem sozinhas! Mesmo utilizando sapatos de sola bem grossa, é possível que a pessoa com deficiência visual perceba as texturas do piso - que, por sua vez, possuem um código. Basicamente, são elas: 

-Direcional - são aqueles risquinhos longos, enfileirados, que indicam que o usuário pode seguir em frente - como na primeira foto abaixo. 

-De Alerta: São aquelas bolinhas que aparecem em certos trechos - e indicam que pode haver, a partir daquele ponto, uma curva, uma mudança de direção qualquer, uma ramificação do caminho - como na segunda foto abaixo. 



 (Descrição da imagem pra galera com deficiência visual: foto de um piso tátil, em um trecho com a sinalização Direcional. Fonte: Arquivo Pessoal.) 















(Descrição da imagem pra galera com deficiência visual: foto de um piso tátil, em um trecho com a sinalização de Alerta, indicando que o cego deve fazer uma curva em 90 graus. Fonte: Arquivo Pessoal.)  


No caso das pessoas cegas, a utilização da bengala facilita sua locomoção e o ''mapeamento'' espacial por onde ela deve andar, e no caso das pessoas de visão reduzida, são as cores do piso - que DEVEM ser contrastantes e chamativas - que facilitarão a visualização dele. EM RESUMO: o piso é uma espécie de ''trilho", que indica para a pessoa com deficiência visual quais direções ela deve tomar para chegar em algum lugar naquele ambiente, sem correr o risco de ficar ''perdido". 
De forma análoga, é como se o piso tátil fosse um trilho, e a pessoa com deficiência visual fosse um trem ou metrô! Hehehehe! 

Embora eu tenha potência visual satisfatória para não depender de piso tátil, eu quis testá-lo no mencionado Centro de Convivênciajá que trabalho em atividades institucionais envolvendo Acessibilidade e, portanto, costumo fazer ''test-drives'' dessa natureza
MAAAAS... Depois de dar um rolê no referido local e ter experimentado usar esse piso, observei um negócio referente à postura física da galera (provavelmente por desconhecimento das pessoas)... e que foi justamente o que me inspirou a escrever este post!  
Voltando à analogia com os trilhos do metrô: Suponhamos que você veja a linha, com o trilho, e veja que não tem nenhum metrô ou trem vindo. Você se sentaria na linha de trem, ou ficaria em pé ali batendo papo com seus amigos? 

''-NOOOOSSA... CLARO QUE NÃO!!!" - você certamente pensaria. "-VISH, essa blogueira pegou pesado, heim?" - certamente foi sua impressão ao ler isso, né? :-) 

Então, querido(a) estudante: lembre-se de que, se você for lanchar e colocar sua cadeira em cima do piso tátil, ou ficar em pé batendo papo com a galera em cima do piso tátil, seria o mesmo que estar obstruindo uma linha por onde passaria o ''veículo"! :-P 
Isso porque, como é fácil de imaginar, o cego vai seguindo aquelas linhas, que lhe orientam, e vai andando... andando... andando... ele NÃO VÊ os obstáculos que podem estar ali, e vai acabar, acidentalmente, ''TROMBANDO" em você ou seus amigos! :-O Aí, imagine o 'stress' que isso pode dar... principalmente se o lanche seu ou de alguém for derrubado na roupa limpiiinha, ou machucar algum dos envolvidos. VISH!  
Logo , a recomendação é esta: SEMPRE PRESTE ATENÇÃO ao parar em pé ou colocar sua cadeira, de forma que não obstrua o piso tátil... Existem, sim, vários cegos na UFLA, que são estudantes assim como você... e que precisam muito dessa sinalização para transitar por aí, para lanchar, para encontrar com a galera deles!  Aproveite, e alerte também seus amigos para isto! ;-) 
(Reparem que em outros espaços da UFLA, tais como Biblioteca Central e a área externa de Convivência, nas imediações do RU, tem também esse piso... As recomendações valem também para tais espaços, ok? ;-) Aliás, vale para qualquer espaço físico na cidade, haha!)

Se você ficou curioso(a) em saber um pouco mais sobre a assistência para estudantes com deficiência, principalmente a visual, fornecida pela UFLA, clique aqui, mais aqui e também aqui ! ;-) 
E então? Agora que você já sabe um pouco sobre o piso tátil e para que ele serve, é hora de praticar o que aprendeu! =) SEMPRE verifique se sua cadeira, ou você próprio, ou algum objeto no chão, não está obstruindo a passagem pelo piso tátil ... e dê ''os toques" sobre esse assunto, em seus colegas, haha!  
Minha sugestão, direcionada aos donos dos estabelecimentos comerciais que estão funcionando no referido espaço físico (cantina, novo restaurante, copiadora, etc), é que afixem na parede lembretes aos usuários, com dizeres do tipo "Gentileza não colocar suas cadeiras e/ou ficar parado sobre o piso tátil". #FicaADica  
Bóra compartilhar este post nas suas redes sociais... facebook, whatsapp, twitterlista de emails dos alunos, hehehe! =D Vamos lá? 
***Gostou do post? Comente no espaço abaixo! *** 
 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Audiodescrição em Eventos Culturais: Tão importante e tão escassa!

Por: Débora Rossini

Ooooopa! O post de hoje é para falar sobre um recurso de acessibilidade chamado Audiodescrição. Ele permite que pessoas cegas e de baixa visão tenham acesso a apresentações de teatro, dança, exibições de filme, exposições em museus, etc. O papel do audiodescritor é exatamente traduzir, para a pessoa com deficiência visual, o conteúdo visual das apresentações/exposições. Imagine um cego todo empolgado com o lançamento de ''Star Wars- O Despertar da Força'', ou então de ''Deadpool'', e podendo assistir aos filmes juntamente com seus amigos? Então: é isso que a Audiodescrição pretende proporcionar, hehehe!!! 

Pode parecer ''supérfluo'' eu estar assinalando a importância da acessibilidade cultural e de entretenimento - enquanto ainda se tem questões sérias de falhas de acessibilidade em atividades essenciais e básicas tais como estudo, trabalho e locomoção, e que estão pendentes. Maaas... 

 - Vocês concordam comigo que pessoas com deficiência visual que tenham, também, acessibilidade em eventos culturais e de lazer, acabam sendo pessoas que terão mais informação, mais senso crítico, maior sensibilidade artística? 

- Ou, pelo menos, concordam que seriam pessoas que teriam um opção a mais de distração, para relaxar a cabeça dos contratempos cotidianos? (e cá pra nós, vida de pessoa com deficiência visual tem hora que é estressante, hehehe). 

- Ou então, concordam que a audiodescrição (e a consequente maior acessibilidade) proporcionaria à galera cega e com baixa visão maior sensação de estar ''por dentro'' do que os colegas, amigos e familiares veem? (sem ter aquela sensação de que está num ''universo paralelo''?)

Pois é. Sendo assim, uma vez que as pessoas com deficiência visual tenham acesso aos mesmos filmes/apresentações/exposições que as pessoas videntes, elas terão mais ASSUNTO PARA CONVERSAR com quem enxerga -facilitando, assim, a integração/interação social de cegos e videntes, minimizando a discriminação e isolamento de quem não enxerga (ou que enxerga mal)...  

(Imagine a seguinte situação: um cego estuda ou trabalha em uma equipe na qual os colegas curtem, de montão, filmes e séries. Na hora do intervalo, enquanto a galera estará toda empolgada conversando sobre a mais nova série que foi lançada, o filme que está bombando nos cinemas, etc, o cego vai ficar ''boiando'' -  pois, sem audiodescrição, não terá acesso a estas produções artísticas. E aí ele vai ficar é num canto, isolado, enquanto os colegas conversam animadamente. Tá aí um exemplo de isolamento, de barreira para conseguir fazer amizades, não é?) 

Querendo saber um pouco mais sobre essa ferramenta de acessibilidade (afinal, eu já tinha lido algo, mas queria saber mais coisas) , fiz a seguinte postagem no Facebook, para que os internautas me respondessem: 
''#‎MeSentindoCuriosa‬ 
DÚVIDA... ALGUÉM PODERIA ME RESPONDER? 
Sabe-se que existem recursos de audiodescrição para cinemas - porém em poucos locais tem este recurso no Brasil. Inclusive em muitas cidades que são capitais, não há disponibilidade deste recurso. Lendo sobre o assunto, vi que há a necessidade de alguém gravar as vozes com a descrição, fazendo uma edição no vídeo a ser exibido. 
Enquaaaanto esse tipo de recurso não se torna disponível na esmagadora maioria das salas de cinema, fiquei com uma dúvida:Existem serviços de audiodescrição, feitos por pessoas, ao vivo, disponíveis para algum deficiente visual que precisar? Por exemplo: uma pessoa com deficiência visual quer ir com a galera ver um determinado filme. Haveria a possibilidade de ele entrar em contato com, por exemplo, uma pessoa habilitada para tal tarefa, em sua cidade, e, no dia e horário combinados, o audiodescritor estar lá, sentar perto da pessoa com deficiência visual (tomando cuidado para não incomodar os demais espectadores) e então fazer o serviço localmente, sob demanda?''

Vários internautas deram respostas bem interessantes no fórum de discussões (para acessá-lo, clique aqui) !!! Inclusive uma internauta, Mirian Rebeca, que trabalha com audiodescrição, me deu a seguinte resposta, em um texto bem didático e explicativo - e que reproduzo aqui com a autorização dela)! 
''Olá Débora. Na verdade temos alguns assuntos na sua pergunta. Primeiro vamos falar sobre a questão de como a AD (áudio-descrição) pode ser feita no caso de um vídeo (cinema, curta, etc). 
Gravada: o áudio-descritor faz um roteiro com o que é pertinente descrever no vídeo. Depois há uma locução desse roteiro que ele mesmo pode fazer ou outra pessoa habilitada e por último uma mixagem (edição) dessa locução com o som do vídeo. 
A outra forma é um áudio-descritor assistir ao vídeo, fazer um roteiro de apoio e lê-lo ao vivo. 
E a outra forma é quando um áudio-descritor nunca assistiu ao filme e faz a AD simultaneamente. Ele tem que ser "fera" ou topar fazer isso. Não é qualquer um que consegue. 
Aí entra outra questão. Os recursos para se fazer essa AD ao vivo ou simultânea, que são as que você sugere. 
No caso de cinema existe sim a situação de incomodarmos as pessoas ao redor. Eu fiz AD de um casamento em que uma pessoa que estava assistindo ao casamento (a mãe da noiva) é cega. Financeiramente não tínhamos recurso e só descobriram esse recurso em cima da hora. Eu fiquei num local da igreja do qual eu conseguia ter uma boa visão e não atrapalhasse as pessoas e fiz uma ligação telefônica gratuita (promoção de Vivo para Vivo) para o celular que a mãe tinha dentro de sua bolsinha, Eu estava com um microfone em headset para ficar com as mãos livres e a mãe estava com fone de ouvido conectado ao celular. Acredite, ficou legal...rsrsrs Sabíamos os riscos que corríamos de não termos qualidade ou a ligação cair, mas deu certo! 
No cinema pode-se fazer algo parecido. O áudio-descritor ficaria em poltrona sem pessoas próximas (se isso fosse possível) e fazer a ligação com os recursos que citei de fone e microfone. Ele não pode falar baixinho porque vira um sussurro. Existe um acessório que chama abafador de voz. É muito engraçado, mas ele não atrapalha às pessoas em volta. Existe um sistema no qual o áudio-descritor fica com um transmissor de rádio e qualquer pessoa com um celular com fone de ouvido e aplicativo de rádio, pode captar a sintonia da AD. O áudio-descritor tem que ter esse equipamento e o celular é da pessoa que quer ouvir. 
Agora vamos à ultima questão. Você sabe que para se fazer uma áudio-descrição tem-se que estudar diretrizes relativas às obras ou imagens que serão áudio-descritas. Acredito que seria muito interessante existir um banco de dados de áudio-descritores que poderiam ser encontrados por proximidade para fazer esse e outro tipo de áudio-descrições sob demanda. Um exemplo. Uma pessoa cega quer fazer compras em um shopping. Saber tudo o que vai surgindo para ela ficar à vontade para comprar. Poderia contratar os serviços de um áudio-descritor por esse banco de dados. A demanda existe tanto para a situação que você sugeriu quanto para muitas outras.''

Excelente esclarecimento, não é verdade, galera?? Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho da Mírian, o link para contato é este. 

Interessante, não? Porém, infelizmente a oferta de Audiodescrição ainda é escassa! Veja esta reportagem que mostra que apenas em algumas cidades de grande porte existe este recurso (e muitas vezes, em situações pontuais e olhe lá.)  A esmagadora maioria das capitais brasileiras não tem, só para você, leitor, ter uma ideia! :-/ Clique neste link para ler. 

Acredito que, pelo fato de terem poucos cursos de formação de Audiodescritores no Brasil, acaba tendo um número reduzido de profissionais para atenderem à demanda - daí o fenômeno da escassez de oferta do recurso.

Caso você tenha ficado curioso(a) em saber mais sobre o tema, e acompanhar novidades e atualidades sobre este assunto, não deixe de conhecer o Blog da Audiodescrição (o link é este). Ou então o site Audiodescrição, cujo link é este e que mostra, inclusive, exemplos de vídeos e trechos de filmes audiodescritos! ;-) 

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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Dica IMPORTANTE de acessibilidade - destinada a organizadores de eventos!!!

Por: Débora Rossini

Oooopa! O post de hoje é para abordar a questão da (in)acessibilidade em eventos. Já escrevi resumidamente sobre isso lá no Facebook, e vi que o post publicado por lá popularizou-se bastante, tendo um significativo número de curtidas e compartilhamentos. Porém, como todos sabem, postagens na referida rede social acabam ficando difíceis de visualizar, com o passar do tempo (já que postagens mais recentes vão, pouco a pouco, ''empurrando'' as mais antigas para um local mais ''escondido'' na página). E como acho extremamente importante o conteúdo abordado, resolvi escrever sobre ele aqui também - uma vez que em um blog é mais fácil de localizar um texto, devido ao tipo de ferramenta de busca! 

Pois bem: as pessoas com deficiência, frequentemente, querem (ou até PRECISAM, de acordo com a circunstância!!) participar de eventos acadêmicos, profissionais, culturais... ou até mesmo de entretenimento, para relaxar a ''cuca''! No entanto, parece que boa parte dos produtores de eventos se ''esquecem'' de que pode haver algum participante com deficiência que queira se inscrever... e o evento fica com aquela ''cara'' de que foi projetado para pessoas sem necessidades especiais. (Tá, eu sei que existem eventos que preocupam-se com questões de acessibilidade para quem porventura queira participar - mas, a meu ver, acho que no geral tal postura não é tão frequente, infelizmente...) 

Imagine que você, por exemplo, é alguém com algum tipo de deficiência/necessidade especial e faz faculdade. Aí aparece um anúncio bem atrativo, de um evento acadêmico, que será realizado... em OUTRO departamento institucional ou mesmo em OUTRA instituição, na qual NINGUÉM TE CONHECE. E aí? Você, que já tá cansaaaado de ter de batalhar por acessibilidade no seu dia-a-dia (e muitas vezes, sozinho!) ainda tem de ter o trabalhããão de ter de ficar entrando em contato com a equipe organizadora quantas vezes forem necessárias... telefonando, mandando e-mail, agendando reunião, para explicar quais são suas necessidades especiais, e como o evento pode fornecer acomodações para que você desfrute melhor dele?? 
Para uma pessoa SEM deficiência, é só ir lá, preencher o formulário de inscrição, pagar uma taxa, preparar-se para deslocar até o local de realização,  e pronto. 
E para uma pessoa COM deficiência? Além destes procedimentos que uma pessoa sem deficiência precisa fazer, ainda tem a burocracia ADICIONAL  de batalhar para garantir a sua acessibilidade - e, ainda assim, ficar na dúvida e expectativa se realmente ela vai ser totalmente atendida!!! Chato, né?  

Pensando desta forma, escrevi no facebook do ''Sopa'' um status que mostra publicamente o que as pessoas com deficiência gostariam imensamente, do ponto de vista delas, que os organizadores de eventos soubessem - com dicas para ''facilitar a vida'' delas nessas horas! ;-) Segue-se a reprodução do texto: 

''DICA DE ACESSIBILIDADE - DESTINADA A ORGANIZADORES DE EVENTOS:

Sempre que forem montar um site com formulário eletrônico para inscrição em eventos (seja lá de que natureza for... seja acadêmica, cultural ou de entretenimento), minha sugestão é a seguinte:
Na hora de criarem os campos a serem preenchidos (tais como Nome: ..... , Telefone: ......, Palestras/Minicursos/oficinas de Interesse: ...... , e similares), seria IMPORTANTÍSSIMO se vocês incluíssem nos formulários online de inscrições o seguinte campo a ser preenchido: ''POSSUI ALGUM TIPO DE NECESSIDADE ESPECIAL? EM CASO POSITIVO,FAVOR ESPECIFICAR O TIPO DE DEFICIÊNCIA E QUAIS ADAPTAÇÕES NECESSITA PARA PARTICIPAR DESTE EVENTO''.

Simples, não é? Percebo, entretanto, que isto NÃO acontece quando deparamos com um formulário eletrônico de inscrição de eventos, sobretudo os de natureza acadêmica!!! Se isso ocorresse, iria ser UMA MÃO NA RODA para que os organizadores do evento soubessem que existem, SIM, pessoas com algum tipo de deficiência que se interessam em participar do evento em questão. E facilitaria bastante na hora de a comissão organizadora tomar as providências para garantir a acessibilidade desta pessoa de acordo com as necessidades que ela apresentar. Principalmente quando se trata de eventos em lugares

e com pessoas desconhecidas para a pessoa com deficiência em questão!!!

Além disso, tal medida evitaria constrangimentos para a pessoa com deficiência - pois não é todo mundo com necessidades especiais que é mais comunicativo; tem gente que possui dificuldade em tomar a iniciativa de ficar telefonando, mandando e-mail, agendando reunião com equipe organizadora de eventos, para conseguir o mínimo de acessibilidade. Tem gente que também não lida psicologicamente muito bem com a questão de ficar explicando, explicando, explicando, sobre sua deficiência pros outros.

E tem gente que, simplesmente, tem deficiência, mas não tem tempo de ''correr atrás de acessibilidade pra ela'' em um evento, porque, já cansada, já tem de correr atrás de vááárias outras questões de acessibilidade pra ela, no seu dia-a-dia... e muitas vezes, sozinha! 

A questão das Leis de Acessibilidade está aí, a pleno vapor... e Acessibilidade em Eventos é um assunto que está sendo muito discutido na atualidade!!!

Fica, então, a sugestão para os organizadores de eventos!!! ‪#‎ProntoFalei‬  ''

E você, leitor? Já passou por algum ''perrengue'' em relação a conseguir a acessibilidade 
necessária em eventos? Ou já deixou de participar de algum, simplesmente porque viu que iria causar um enorme gasto de tempo e de ''energia emocional'' para conseguir as 
adaptações necessárias à sua participação satisfatória? Como você ''contorna'' alguma falha inesperada de acessibilidade? 
COMENTE NO ESPAÇO ABAIXO!!! :-) 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"Dia"... ou "DIAS"? (de Luta da Pessoa com Deficiência) ?????

Por: Débora Rossini

Ooooopaaa!!!! Já viu no calendário qual é a data de hoje?????  
Qualquer um que anda antenado  em assuntos referentes a Inclusão, Acessibilidade , pessoas com deficiência, necessidades especiais, etc, já deve ter "sacado" que o dia 21 de setembro, é uma data assinalada como "Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência", aqui no Brasil! E o "Sopa", claro, não poderia deixar de trazer uma postagem sobre o assunto, né???? Rerrerré!!!!!! 

Você, leitor, deve estar pensando:

"-Mmmmm,  mas o que essa blogueira 'doidona' acha disso aí?"  :-D

Bom... a meu ver, datas como essas ("Dia do Deficiente", "Dia da pessoa com... [insira aqui uma necessidade especial] ", etc), devem ser vistas como uma espécie de "cutucão" na sociedade majoritariamente constituída pelas pessoas "clinicamente normais (???!!)"   -com a finalidade de mostrar que, TODO DIA é dia de luta das pessoas com deficiência. 

 Sendo assim, o 21 de setembro representa mais um "toque" para lembrar que "TODO SANTO DIA" as pessoas com as mais diversas deficiências e necessidades especiais vêm lutando por seus direitos - de poderem estudar, de exercerem uma profissão, de terem acesso aos ambientes públicos e às prestações de serviços, de serem reconhecidas como SERES HUMANOS nos mais diversos círculos de relacionamento social, de não serem discriminadas nem vítimas de "bullying", etc...

Talvez você, leitor do "Sopa", deve estar pensando:

"-Pô... mas 'péra lá' : antigamente é que não tinha esse negócio de Lei de Inclusão, e as pessoas com deficiência acabavam sendo, digamos, segregadas : além de serem tratadas como 'coitadinhas' e discriminadas, eram tratadas com atitudes assistencialistas. Hoje em dia, elas são estimuladas a se inserirem ao 'mundo dos ditos normais', tanto socialmente quanto em termos de produtividade. E aí?"

É, leitor, mas infelizmente não é beeeeeeeeem assim... :-(

"-Quer dizer então que a galera com algum tipo de necessidade especial ainda se sente insatisfeita? Ou seja, que as medidas e leis favoráveis a essas pessoas ainda são insuficientes para lhes atender plenamente? " - certamente o leitor está se questionando.

O raciocínio vai por aí mesmo...  Vou explicar direitinho... ;-) 

Ainda que a Lei da Inclusão esteja aí para ser cumprida, as dificuldades vividas pelas pessoas com deficiência ainda não acabaram... :-( Ainda há muito preconceito por parte das pessoas "ditas normais" (?????????), que duvidam de que os deficientes são capazes de fazerem muitas coisas - ainda que de maneira diferente do padrão imposto pela sociedade-  e de terem autonomia e independência em diversas situações. Ainda há muita "resistência", por parte dos "ditos normais", em aceitar "lidar com o diferente" - já que, para conviver e lidar com uma pessoa com algum tipo de deficiência, frequentemente implica-se em aprendizagem de novas formas de comunicação (Braille, LIBRAS, formas não-verbais para outros tipos de deficiência),  de novas formas de lidar com a pessoa no dia-a-dia, de novas tecnologias assistivas,  etc. Há também muita falta de compreensão - pelas pessoas "comuns" (?!?!) -  das reais necessidades das pessoas com deficiência, o que faz com que as pessoas sem tais necessidades pensem erroneamente que certas atitudes e adaptações, destinadas a quem PRECISA delas,  são "privilégios" ou "frescuras". Ainda há também quem ache, erroneamente, que adaptações que visam à acessibilidade/desenho universal são "um trabalho a mais" e "despesas extras".

 E olhem que falta de informação não é desculpa: hoje em dia, com a internet funcionando a todo vapor, dá para se buscar informações, destinadas a leigos, sobre a maioria das deficiências mais conhecidas. Tem muitos sites e blogs - vários deles MUITO BONS-  que abordam o tema! (Se você ficou curioso de conhecer alguns, que são recomendados pelo "Sopa", dê uma olhada no canto direito desta página. Vá descendo a barra de rolagem, até achar uma lista de blogs e sites sobre o assunto... e divirta-se!) Vários desses sites e blogs são escritos pelas próprias pessoas com deficiência - nos quais eles não só dão informações sobre suas necessidades, mas também expressam seus pontos de vista sobre elas e como é o dia-a-dia de uma pessoa com o quadro clínico relatado. 

Ah, e outra coisa que ocorre frequentemente: as Leis relativas à Inclusão estão aí... mas infelizmente, nem sempre elas são cumpridas... aí, dificulta bastante a vida das pessoas com deficiência, né????  :-( Taí outro ponto da "luta" da pessoa com deficiência: não só a de quebrar preconceitos e tabus, mas também de fazer as leis "valerem"... e não ficarem só "no papel".

E então, galera? O que vem à cabeça de vocês, quando aparece no calendário datas como esta - que não são datas comemorativas coisa nenhuma, mas sim datas de reflexão e de lembrança de que é necessário que atitudes sejam tomadas, a fim de que as pessoas com necessidades especiais possam ser reconhecidas como seres humanos como qualquer outro, com suas limitações e habilidades?  ;-)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Acessibilidade em Quadrinhos - Turma da Mônica

Por: Débora Rossini

Navegando pelo mural do Facebook (sim, o "Sopa" tem perfil lá!!!) encontrei um link bem interessante! Trata-se de uma historinha da Turma da Mônica, intitulada "Acessibilidade". O público-alvo, como é de se imaginar, é o infantil; mas isso não significa que o conteúdo esteja restrito à molecada, rerrerré!!! De uma forma leve, dá para a galera "marmanja" também aproveitar... e assimilar, de forma descontraída, os conceitos de acessibilidade nas escolas, bem como o impacto positivo desta no dia-a-dia das pessoas.

Quer o link? Lá vai!!! http://www.monica.com.br/institut/acessibilidade/capa.htm#top
Para ir "folheando" as páginas desta revistinha em quadrinhos virtual, é só procurar a palavra "Capítulo" (seguida de um número) no canto direito da página - e, assim, ir "passando as páginas" a cada vez que precisar. Se bem que, na verdade, acredito que a palavra mais adequada seria "página" (seguida do número desta) e não "capítulo", né? Bom, mas o que importa é que o link funciona!!! :-) Aproveite!

Xiiiii... mas "péra lá": tem uma galera enorme composta por pessoas que não enxergam, e que leem e seguem o "Sopa"!!!! Se você que está lendo este post pertence a esta turma, certamente tá pensando:

"-Pô, mas que contradição da parte do 'Sopa'! Tá divulgando um texto sobre acessibilidade, mas... o próprio texto está inacessível para mim, que uso leitor de telas!!!!!"

Primeiramente, esclarece-se o seguinte: taí um exemplo prático do impacto negativo que a falta de acessibilidade (no caso aqui, acessibilidade de ferramentas computacionais) pode causar na vida de um deficiente visual!!!! Só quem tem (ou já teve) falta de potência visual entende a situação chata... ainda mais que boa parte das mídias explora habilidades visuais das pessoas, para que o material seja apreciado pelo público!!! E infelizmente os leitores de telas disponíveis atualmente esbarram nessa questão, pois... desenhos, figuras, quadrinhos, tabelas e outras formas de comunicação que não o texto verbal ficam inacessíveis para a galera que não enxerga...! Buáááá!!!!! Seria tão bom que os leitores de tela computacionais dessem acesso a figuras, também!!!!

"Segundamente": relaxe, leitor!!! Enxugue essas lágrimas aí e guarde seu lenço para outra coisa: a "Sopeira" que pilota este teclado está morrendo de vontade de trazer para você - que tem a potência visual fraca ou inexistente- o conteúdo da historinha, transcrito em modo texto!

"-Obaaaaa!!!! "- certamente, a galera que não enxerga gritou em coro.

Mas vamos com calma nesta tarefa... sabe por que? Pelo fato de o trabalho original estar protegido por leis de direitos autorais, "pegaria mal" pro "Sopa" sair transcrevendo (leia-se: fazendo um trabalho em cima de outro preexistente) e publicando por aí, sem a permissão do autor, entende...? Portanto, espere um pouco: caso haja permissão de quem produziu o material original, aí publicarei uma versão em texto do" dito cujo", rerrerré!!! Ok? O "Sopa" preocupa-se bastante com essas questões de leis e direitos autorais; afinal, não queremos prejudicar alguém em nenhuma hipótese... manjô? ;-)

Vamos aguardar... pensamento positivo!!!

terça-feira, 31 de maio de 2011

"Como deve ser a acessibilidade para deficientes visuais em instituições de ensino?"

Por: Débora Rossini

Oooooooooopaaaaa!!!! De volta ao batente no teclado do computador!!!! Bom, galera, vocês que estão acostumados a ler e ouvir sobre a questão da acessibilidade para deficientes visuais em escolas e faculdades, devem estar se questionando:

"-EU SEI que tem que ter acessibilidade... mas COMO implementá-la???"

Se você, leitor do "Sopa", se enquadra nesse grupo de pessoas que está fazendo a pergunta acima, relaxe!!! :-) Tcham-tcham-tcham-tcham!!! Os amigos que escrevem o site "Movimento Livre" fizeram um post bem esclarecedor sobre o assunto. Dê uma olhada lá:

http://movimentolivre.org/artigo.php?id=135

Ficou "show de bola" o texto que eles fizeram! :-)

Bom, o post de hoje fica por aqui... a "Sopeira" que vos escreve tem de terminar de estudar para uma prova de Matemática!!! (Uê, sou graduanda em Matemática... quem está na chuva é para se molhar, rerrerré!!!) . Boa leitura!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Preconceito & os deficientes

Ooooooopa!!!! Olha o que achamos de útil na internet e recomendamos!!!

O blog denominado "Blog do BH Legal.Net- Por uma BH mais acessível!" traz uma série de posts escritos por Adriana Lage. Os textos são bastante úteis para reflexão sobre a questão da inclusão e acessibilidade. Um dos posts que fazemos questão de recomendar é sobre um assunto muito sério e que está presente no cotidiano dos deficientes/pessoas com necessidades especiais: o PRECONCEITO!!! (Calma, que mais pra frente do texto vai aparecer o link...)

Tem situações de preconceito explícito, na qual os "ditos normais " ("normais??!??!??!) acham -e demonstram abertamente - que o deficiente é um "coitadinho" e que sempre precisa de pessoas que façam as coisas e se expressem por eles. Cá pra nós, leitores do "Sopa": grande equívoco achar isso, não? (Quem lê o "Sopa" e outros sites e blogs sobre Inclusão sabem que as pessoas com deficiência têm talentos como qualquer pessoa... basta dar-lhes as oportunidades, tecnologias assistivas e condições de acessibilidade adequadas!!!!!)

Mas tem situações de preconceito velado, ou "mascarado", que são igualmente irritantes para uma pessoa com deficiência!!!! >:-( E o pior de tudo é que, no nosso país, costuma ser assim: pergunta-se para alguém se esse alguém possui preconceito, e a pessoa diz: "-Nããooo! Que ideia!!!" , e dali a alguns minutos essa mesma pessoa está sendo a causadora de algum episódio de preconceito velado... snif, snif!!! :-(

Tá, mas como esse preconceito velado ou mascarado é demonstrado?

Dê uma olhada nos exemplos que Adriana Lage, cadeirante, postou no site que indicamos no início deste texto. Note que tem , inclusive, exemplos relacionados à instituição de ensino onde Adriana estudava!!!!! Pô, a lei da Educação Inclusiva tá aí... mas como efetivar a inclusão na Educação se há barreiras de acessibilidade, incluindo as arquitetônicas???? (Como a pessoa com deficiência irá estudar, fazendo valer seu direito garantido por lei???????)

Lá vai o link que prometemos no início do texto:
http://http//www.bhlegal.net/blog/novas-situacoes-de-preconceito-velado/

(Obs: caso seu computador esteja apresentando algum problema que faça com que o link não abra, não se desespere; não precisa de achar que o computador esteja tendo preconceito contra você... rerrerré! É só copiar o link e colar na barra de endereços do seu navegador. Aperte "enter", e... lá está a página desejada! "Manjou?" )

Boa leitura e boas reflexões! ;-)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Audiodescrição e Inclusão Cultural

Oooooopa!!! De volta ao computador, teclando textos para publicar no "Soooopa"!!!!! Rerrerré!
Lendo novamente o ótimo site "Movimento Livre", que traz temas relacionados à Deficiência Visual (ver link no canto direito da página), pudemos ver um texto muito legal, intitulado "A Audiodescrição como Motor de Inclusão Cultural". Tá curioso? Lá vai o link, ó:
http://www.movimentolivre.org/artigo.php?id=97

Nota 1o para o autor do post!!! :-) Afinal, deficiente visual (DV) também se interessa por cultura e gosta de lazer: sair, passear, ir ao cinema... Mas peraí! Se você não é deficiente visual, deve estar se perguntando: "uê, mas como essas pessoas sem visão acompanham os acontecimentos à sua volta e acompanham os filmes no cinema, sendo que frequentemente há informações que só podem ser captadas pela visão? Afinal, como essas pessoas, sem enxergar, vão saber qual é o cenário ao redor e as roupas que as pessoas vestem, em um passeio? Como vão saber o que tá passando na tela do cinema?"

Graças à AUDIODESCRIÇÃO, isso pode ser possível!

Bom, em parte dos casos, as pessoas com deficiência visual contam com a companhia de pessoas conhecidas, que vão com elas a esses lugares e lhe descrevem o que estão vendo. Porém, há um "probleminha"... nem todas as pessoas com limitações visuais contam com pessoas normovisuais que lhe "emprestem os olhos" para passar-lhes informações que só são possíveis de ser captadas pela visão! Frequentemente, há a falta de disponibilidade de amigos e parentes normovisuais para acompanhar indivíduos cegos e de baixa visão em tais atividades; dessa forma, os DVs ficam sem saber o que ocorrem em cenas de filmes e peças teatrais, ou de passeios que participam, caso eles queiram se envolver em atividades dessa natureza e resolvam ir sozinhos (ou na companhia de pessoas também com visão comprometida)... :-( Aí, diante disso, muitos deficientes visuais ficam sem acesso a tais atividades - e, com isso, com severas restrições ao acesso à cultura e informação!
Daí o grande movimento, por parte de pessoas e grupos ligados às questões relativas à deficiência visual, em tentar contornar esse problema, à medida que divulgam e tentam conscientizar os organizadores de eventos culturais e de lazer sobre a importância relevante de audiodescritores profissionais em diversos eventos culturais - tais como cinema, teatro, passeios turísticos com guia... senão, como os deficientes visuais vão ter acesso à tais eventos?

Sabe-se que, para uma pessoa portadora de necessidades especiais ter sua plena INCLUSÃO na sociedade, ela necessita de ter acesso a teatros, cinemas, viagens. Ela precisa de se manter bem-informada, para poder ter condições de participação social - e, assim, mostrar que são competentes para contribuir com a sociedade em que vive... isso sim, facilitará bastante o processo de inclusão social! Oras, se um deficiente visual fica à margem dos meios de comunicação visual e dos eventos de cultura e de lazer, e fica só "alienado", "preso em seu casulo", como é que ele vai conseguir integrar com os normovisuais? Como é que ele vai ter assunto interessante e construtivo para trocar ideias com as pessoas que enxergam? Dessa forma, é de extrema importância o papel da AUDIODESCRIÇÃO em diversas situações da vida cultural, a fim de que o cego ou o portador de baixa visão possa mostrar que também tem seu papel de "somar forças intelectuais" à sociedade!!!!