QUEM DISSE QUE ESTUDANTES COM NECESSIDADES ESPECIAIS NÃO PODEM, TAMBÉM, SE "DIVERTIR" COM AS CIÊNCIAS EXATAS??? :-) Se você procura ler algo sobre Deficiência Visual, Síndrome de Irlen, Deficiência Auditiva, Deficiência Locomotora e... enfim, quaisquer conteúdos sobre Inclusão & Acessibilidade, seu lugar é aqui!!!! "Chegue mais!"
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA AO CÁLCULO!!!! - (para estudantes com Síndrome de Irlen)
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Dificuldades em Matemática & Síndrome de Irlen!!!
Oooooopa!!!! Aposto que você, leitor do "Sopa", já deve ter se perguntado:
"-Esse blog já fez diversas abordagens sobre Matemática, propriamente dita, e anda fazendo atualmente diversas abordagens sobre Síndrome de Irlen (SI). Por que não fazer uma abordagem que mostre as relações que podem existir entre uma coisa e outra?"
Se isso passou pela sua cabeça, relaxe: o post de hoje é sobre isso mesmo!!! :-) Muito se fala nas dificuldades que as pessoas com SI enfrentam nos estudos, de um modo geral... mas, e especificamente, no caso de Matemática?
Em um site americano, www.irlentexas.com, encontrei um texto em inglês chamado "Math Difficulties and Irlen Syndrome" ("Dificuldades em Matemática e Síndrome de Irlen"). Segundo o texto, estudantes com SI costumam apresentam os seguintes sintomas, quando vão estudar matemática:
Problemas gerais:
-- os caracteres parecem "mover-se" na superfície escrita (lousa, papel, etc);
-- dificuldade em compreender um problema matemático escrito;
--nervosismo (principalmente durante tarefas avaliativas) pelo fato de as letras estarem supostamente se movendo e diante da tentativa de o paciente querer que elas "fiquem quietas no papel";
-- parece que o papel e os caracteres estão flutuando;
-- o fundo branco (de uma lousa, papel, computador, etc) torna o paciente aborrecido, cansado e sonolento.
Problemas ao usar papeis quadriculados: Constatam-se:
-- dificuldades em seguir as linhas e colunas;
-- parece que as linhas traçadas (em um gráfico ou tabela, por exemplo, se misturam;
-- necessidade de o paciente acompanhar linhas (de um gráfico, por exemplo) com o dedo;
-- sensação de "peso" nos olhos após um certo tempo de iniciada a tarefa;
-- perda da localização ao visualizar linhas e colunas;
-- as linhas que formam o quadriculado do papel parecem se mover;
--os quadrados parecem virar círculos, ou então se "movem" e "saem do papel"...
... dentre outros sintomas.
Problemas em aprendizagem/identificação de sinais e símbolos matemáticos: Entre os principais, estão:
-- confusão entre símbolos semelhantes (tais como + e x , por exemplo;
-- o símbolo de divisão (dois pontos, cortados por um hífen) parecem um + ;
-- na diferenciação entre + e -, a linha vertical do + parece desaparecer e fica parecendo um sinal de subtração;
-- frequentemente, sinais de negativo ( - ) passam despercebidos pelos portadores de SI.
(Observação: se você que está lendo isso é cego, usuário de softwares leitores de tela, e não conhece a simbologia e caracteres do alfabeto convencional - devido ao fato de ter sido alfabetizado em Braille quando pequeno - peça para alguém lhe mostrar o formato dos referidos símbolos, a fim de que você compreenda melhor isso que estou escrevendo... senão, você que é cego vai ficar "boiando" no que tô dizendo, né? Rerrerré!!! Afinal, os softwares leitores de tela não mostram as formas dos caracteres convencionais usados pela galera que enxerga, não é mesmo? )
Problemas com números: os números que tenham grafias em formato semelhante são frequentemente confundidos, além de ficarem "pulando" no papel da mesma forma que as letras.
Além disso, pode haver uso incorreto de fórmulas, e leitura incorreta destas.
Observação: a intensidade de tais sintomas descritos acima podem variar de indivíduo para indivíduo... cada caso é um caso, ok? Além disso, não quer dizer que TODOS os pacientes apresentem TODOS os sintomas listados... pode acontecer de uma pessoa apresentar alguns deles, e outra apresentar outra parte deles... ;-)
E você, que está lendo este post? Possui algumas das características citadas acima? Conhece alguém que relata esse tipo de desconforto ao estudar Matemática? Comente no espaço abaixo! :-)
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Criatividade em Matemática... SIM, É POSSÍVEL!!!
Quem disse que a Matemática, como uma ciência exata, é algo "frio" e chato??? Se você pertence ao clube dos que pensam assim, prepare-se para mudar sua forma de pensar!!! Rerrerré!!!
Na revista "Linhas Críticas" - Revista da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília- veio um artigo muito interessante abordando o seguinte tema: CRIATIVIDADE EM MATEMÁTICA!!! Isso mesmo! Intitulado "Estratégias para o desenvolvimento da criatividade em Matemática", o artigo foi escrito por Cleyton Hércules Gontijo (que, na época da escrita do texto, era doutorando em Psicologia na Universidade de Brasília e professor do Centro de Educação e Humanidades da Universidade Católica de Brasília.)
Só para deixar os leitores do "Sopa" curiosos, lá vai a reprodução do resumo do artigo:
"A sociedade atual requer pessoas mais criativas e com capacidade de
apresentar soluções inovadoras para os problemas encontrados nos diversos
contextos em que elas estão inseridas. Para atender a tais demandas sociais,o desenvolvimento da criatividade foi inserido como um dos objetivos educacionais nos diversos níveis de ensino. Assim, no contexto educacional,cada vez mais tem sido reconhecida a necessidade de que sejam implementadas estratégias e ações que estimulem e favoreçam o desenvolvimento do potencial criativo. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo contribuir com as reflexões acerca dessas estratégias em uma das áreas do currículo escolar, a Matemática. Nessa área, os estudos têm privilegiado a resolução de problemas, a formulação de problemas e a redefinição
como estratégias didático-metodológicas que possibilitem o desenvolvimento da criatividade.
Deste modo, busca-se discutir, no presente trabalho, as relações entre criatividade e Matemática, descrevendo tais estratégias.
Palavras-chave:
Criatividade. Educação matemática. Estratégias de ensino. " [1]
Quer ler o artigo completo? Então veja aqui: http://www.fe.unb.br/linhascriticas/linhascriticas/n23/estrategia_para.html
Divirta-se com a Matemática!!!! :-)
REFERÊNCIA:
[1] GONTIJO, Cleyton Hércules. Estratégias para o Desenvolvimento da Criatividade em Matemática. Revista Linhas Críticas - Revista da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Volume 12, nº 23, p.229,244, jul.dez./2006. Disponível em http://www.fe.unb.br/linhascriticas/linhascriticas/n23/estrategia_para.html , acessado em 20/jul/2011.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Dançando com a Matemática... NO BOM SENTIDO, RERRERRÉ!!!!
Por: Débora Rossini
Oooooopaaaaa! Navegando pela web, achei isto no site Piadas Nerds: Movimentos Matemáticos ; Lindos Movimentos de dança!!!
http://piadasnerds.com/2011/04/25/movimentos-matematicos
A brincadeira, tirada de um site que não é em português – e reproduzida e traduzida pela equipe do site Piadas Nerds- , é feita em forma de desenhos em série, em quadrinhos. Mas espera aí, leitor do “Sopa” que usa leitor de telas!!! Não precisa ficar chateado!!! Vou descrever a sequência dos quadrinhos aqui, para a galera que, por uma razão ou outra, possui problemas de potência visual, rerrerré! Afinal, os leitores de tela, lamentavelmente, ainda não descrevem imagens digitalizadas. Então,“voilà”:
“Lindos Movimentos de Dança:
- seno de x: Para representar o movimento que representa o gráfico de tal função, ambos os braços fazem movimentos sinuosos.
cosseno de x: Neste caso, ambos os cotovelos ficam para baixo e as mãos retas.
tangente de x:Um braço sobe, e o outro desce.Ambos meio sinuosos.
cotangente de x:O braço que desce no exemplo anterior, sobe... e vice-versa!
raiz quadrada de x : Ambos os braços, retos, sobem e ficam numa inclinação de 45 graus.
- X : Um braço reto para baixo e o outro braço reto para cima. Ambos numa inclinação de 45 graus;
- x ao quadrado: Ambos os braços erguidos, de forma que formem um U (parábola).
x ao quadrado mais y ao quadrado: Aproveite o movimento do item anterior. Agora, faça com que as mãos encontrem uma com a outra.
raiz quadrada de x : Ponha seu braço esquerdo, em arco, para baixo. O direito, em arco, atravessando seu tórax.
raiz quadrada de menos x : Faça o movimento anterior, mas agora com os braços invertidos.
1 sobre x : Ponha seu braço direito em argo, na altura do tórax, com a mão para baixo. O esquerdo, também em arco, mas levantado... e a mão esquerda sobre a testa.
“Oh! Shit!” : Rarrarrá!!! Aí já não é função matemática nenhuma, mas a exclamação de algo como “ô, que m****!!!” em inglês! A ocorrência de tal pensamento é uma situação bastante comum, quando os cálculos matemáticos se “embananam” completamente, em uma prova ou exercício difícil... e aí, a linha do gráfico representada é a como se fosse uma linha toda embolada, emaranhada... rarrarrá!!!! Embole os braços em movimentos simulares ao de uma linha toda embolada, confusa, em círculos, para um lado, para o outro, sem rumo definido... rarrarrá!!!!
Tá, tudo bem que o que eles colocaram lá foi uma abordagem bem-humorada da Matemática, fazendo uma brincadeira com os formatos dos gráficos de diversas funções matemáticas e a transformação disto em movimentos a se fazerem com os braços, durante uma dança. Muito legal por sinal!!! :-) E isso gerou ideias: por que não aproveitar tal ideia numa sala de aula – principalmente quando nela há estudantes deficientes visuais? (Leia-se: estudantes que não enxergam os gráficos de Matemática na lousa, no retroprojetor ou nos livros!!!!!!) Assim sendo, com os movimentos do corpo, dá para a galera que possui problemas de potência visual aprender, direitinho, o formato dos gráficos, através do movimento do próprio corpo – bastando para isto, que um professor ou monitor mostre-lhe, previamente, como deve ser feito!!! ;-) E fica aí uma sugestão: quem tiver talentos musicais aí, pode compor uma musiquinha de Matemática, com ritmo bem animado, e cuja letra fale exatamente do tema a ser abordado (senos, cossenos, tangente, etc)!!! Aí a chance de o estudante fixar o conteúdo é maior! :-)
E vale a ideia não só para os alunos que não enxergam ou enxergam pouco: os estudantes que possuem a potência visual funcionando a todo vapor também, com certeza, irão gostar!!! Rerrerré!!! Dá pra fazer uma atividade bem legal na aula de Matemática, que inclua e integre a turma TODA, englobando tanto os deficientes visuais quanto os normovisuais! :-) Certamente, irá ser divertido para todo mundo, e aí dá para quebrar aquele grande MITO de que Matemática é chata, é “fria” e é difícil!!!!
Nota: como você pôde perceber, escrevi as funções matemáticas na linguagem por extenso. Isto porque, para quem usa leitor de telas, é necessária a escrita desta forma... já que o software de leitura em voz alta não lê corretamente os símbolos da escrita tipicamente matemática, em boa parte das vezes... Mas isso é um assunto que fica para um futuro post, rerrerrê!!!
Fica a dica! Até mais!!!! :-)
terça-feira, 12 de abril de 2011
Dificuldades em Aprendizagem de Matemática: questionamentos e reflexões
http://http//lourdesonuchic.blogspot.com/
É o blog da Profª Drª Lourdes de La Rosa Onuchic,que trabalha no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), câmpus de Rio Claro/SP. Ela atua em atividades como a orientação de mestrado e doutorado, bem como a coordenaçaõ do Grupo de Trabalho e Estudos em Resolução de Problemas (GTERP).
Um post que você não pode deixar de ler, no referido blog, é intitulado "O Ensino de Matemática: mudanças no ensino, na aprendizagem, na avaliação e no uso da tecnologia". Bastante sugestivo o título, não? Tá doido pra ler o texto? Lá vai o link:
http://http//lourdesonuchic.blogspot.com/2008/07/o-ensino-de-matemtica-mudanas-no-ensino.html
O ponto-chave do texto é o seguinte: para que a Matemática seja bem ensinada - e consequentemente bem assimilada pelos estudantes- , devem-se desenvolver metodologias educacionais que atendam aos canais de aprendizagem dos estudantes. Quais as linhas pedagógicas que devem ser trabalhadas? Quais as metodologias mais eficientes? Por que, mesmo matriculado em uma boa escola, pode acontecer de o aluno tirar notas baixas em tal disciplina e “lutar” para passar de ano? Enfim, há diferenças significativas entre a Educação Matemática e a Educação de um modo geral?
Dúvidas e mais dúvidas...
Agora, cá pra nós, leitores do “Sopa”: Por que será que muita gente diz "detesto matemática"? Será que é uma matéria realmente chata? Ou será que, devido a métodos de ensino não tão estimulantes, acaba-se por passar uma imagem erroneamente ruim da Matemática? Note que estamos falando, aqui neste post, de estudantes em geral - e não estamos restringindo apenas aos estudantes portadores de necessidades especiais, que normalmente são o foco deste blog. (No entanto, estes últimos são os que mais sentem os efeitos de metodologias de ensino pouco eficientes - já que estes, além das dificuldades inerentes ao fato de ser um estudante, têm ainda as dificuldades adicionais enfrentadas pelo fato de terem necessidades especiais.)
Tem gente que gosta de Matemática, mas tem gente que tem pavor. Por quê?
Bom, nós, os "Sopeiros", ingressamos num curso universitário de Matemática... então, presume-se que não achamos essa matéria chata - caso contrário, não teríamos feito esta escolha para a futura profissão! Mas tem muita gente que o-de-ia essa matéria, e ainda brinca: "O quêêêê???? Matemática é curso para 'loucos'!" E então...? Por que será que uma mesma matéria causa opiniões tão diferentes entre as pessoas?
Tudo bem que existe o fator das habilidades acadêmicas- uns gostam mais de Exatas, outros de Humanas, outros de Biológicas... Cá pra nós, se todo mundo gostasse das mesmas coisas, como a Humanidade teria acesso às diversas áreas do conhecimento? ;-) Pessoas diferentes, áreas diferentes... ok? Até aí, tudo bem. O problema instala-se quando a pessoa QUER ou PRECISA assimilar uma disciplina e não consegue (a Matemática, no caso)... seja para estudos do ensino fundamental, médio, preparatório para concursos e vestibulares... ou seja até mesmo como matéria obrigatória de alguns cursos superiores que não são da área de Exatas!!!! Certamente, você já ouviu estudantes de Letras ou Pedagogia comentando que têm Estatística Básica na grade curricular... ou estudantes de Administração que necessitam aprender Fundamentos de Cálculo e Matemática Financeira, não é? Aí é que começa o problema: o estudante é obrigado a dar conta da disciplina, ainda que não seja por escolha direta – mas como parte de um processo de alcance de objetivo de médio ou longo prazo-... e, aí, a matéria não “entra” de jeito nenhum na cabeça da pessoa!!! HELP!!!! S.O.S.!!!! :-O E aí, infelizmente, o indivíduo acaba por exclamar:
-Sou “burro”, eu não “dou” pra isso!!!!
Então, para evitar que esta e outras frases de autodepreciação sejam ditas pelos próprios estudantes, é hora de se repensar o ensino de Matemática e suas metodologias. Por que ela é considerada o “terror” de muitos estudantes? Será que é dificuldade de aprendizagem do estudante...? Ou será a utilização de técnicas pouco eficientes ou pouco estimulantes pelos professores, ao ensiná-la? Em outras palavras: o problema é com os alunos ou com o professor???
Bom, se a primeira hipótese é válida, sugere-se um acompanhamento psicopedagógico, no sentido de fazer com que o estudante desenvolva habilidades pessoais para assimilar o conteúdo. Se é a segunda hipótese que conduz ao fracasso escolar de muitos alunos em Matemática, é necessário que se parta do seguinte princípio: já que os alunos não entendem do jeito que é ensinado... então, deve-se ensinar de um jeito que os alunos entendam! ;-) Ou seja, valorizando as habilidades dos alunos, propondo atividades que favoreçam o envolvimento ativo dos estudantes e que desenvolvam o interesse destes... Notas boas à vista!!! :-D E, aí, com a auto-estima lá no topo,os alunos vão deixar de confundir “Matemática” com “Má Temática ”!!! Uhrúúúúúú!!!! Obaaaaaa!!!!! :-D
O blog da professora Lourdes Onuchic traz algumas elucidações sobre o tema da Educação Matemática – seja por postagens próprias, seja pelos links sugeridos no canto direito da página. Na verdade, a autora fez poucas postagens- mas, mesmo assim, o legal do blog são as referências feitas a uma pessoa experiente na área de Educação Matemática (a autora) - o que ajuda bastante na obtenção de palavras-chaves para as “googladas” a título de pesquisa- e os links para sites e blogs que tratam de Educação Matemática. Assim sendo, chegando ao tal blog, você terá uma, digamos, “ estrada de acesso” para várias outras páginas que mencionam a referida pesquisadora e seu trabalho!!! Ou seja, serve como um bom guia de busca para referências em pesquisas e trabalhos acadêmicos também, pois, através desta página, você encontra outras! ;-)