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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA AO CÁLCULO!!!! - (para estudantes com Síndrome de Irlen)

Por: Débora Rossini

Oooooopaaaa!!!! Na postagem de hoje, eu gostaria de passar algumas dicas & truques para aqueles estudantes universitários de Matemática (e de cursos afins, tais como Computação, Engenharias, etc) que, além de enfrentar os problemas característicos da Síndrome de Irlen (SI), ainda têm de encarar de cabeça erguida, odanadodo... CÁLCULO!!!!!!! (Mas se você não possui o referido problema de visão e quer ler até o fim, esteja à vontade, rerrerré!!! Este blog também é cultura!!!)

É realidade, meu caro estudante de Exatas: querendo ou não, você tem de enfrentar os Cálculos 1, 2, 3, Numérico... E, se , para um estudante ditonormal das vistas, essas matérias são consideradaso terror da galera, imaginem então para quem convive com a SI? Olha a situação: decorar aquele tantão de fórmulas (já que não é todo professor que disponibiliza o 'formulário' em anexo à prova) ... fazer aquelas looooongas contas que gastam mais de uma folha em uma prova...saber distinguir uma fórmula da outra, sem confundir fórmulas parecidas e saber para quê que serve cada uma... saber escrever as notações em linguagem matemática corretamente... isso tudo é penosoao quadrado
para a galera que possui SI!!! Indivíduos nessa condição veem grandes dificuldades em ter de aprender, paralelamente ao trabalho mental de raciocínio lógico e sequencial empregado na resolução de exercícios, a batalha árdua de identificar caracteres da linguagem matemática e de saber escrevê-los corretamente. Aaaaaaffff!!!!

Mas e agora?- certamente os estudantes com Síndrome de Irlen que estiverem lendo isso, devem estar com a cabeça lotada de questionamentos. -Quer dizer que a gente tem de 'largar mão' de cursos de Exatas e mexer com outras coisas?

A resposta que esta blogueira doidona lhe dá é a seguinte: “- NÃÃÃÃO, MEU FILHOOOO!!!!!!!!!”

A Lei da Educação Inclusiva existe e está aí para ser cumprida! :-) Então, é só “mandar ver” !!! :-) E se você é um estudante com SI, leia as dicas abaixo até o fim, rerrerré!!!

Para começo de conversa, todos os estudantes que possuem SI recebem, da instituição na qual ele faz o tratamento, um Relatório de Recomendações Multidisciplinares, que é elaborado por psicopedagoga da equipe multidisciplinar que atua no tratamento da SI. Em tal relatório, vem um breve resumo do quadro clínico do estudante e de quais medidas a escola e a família devem tomar, a fim de que o paciente tenha sucesso em suas atividades escolares/ acadêmicas.

Assim sendo, em linhas gerais, no referido documento, recomenda-se que sejam feitas adequações/adaptações nas metodologias de ensino, flexibilização do processo de avaliação (forma de aplicação e possível ampliação do tempo de duração da prova), elaboração de plano de trabalho individual com o aluno, dentre outros. Tais adaptações curriculares são feitas de forma a minimizar as dificuldades de aprendizagem, valorizando o potencial que o estudante em questão possui. Portanto, mostre para seu professor o documento, bem como o laudo oftalmológico que atesta a SI – e, juntos, elaborem, LOGO NO INÍCIO DO SEMESTRE, um plano de trabalho especial, de forma que você e seu professor combinem estratégias de plantões complementares às aulas, monitorias, possíveis mudanças de datas e durações diferenciadas de provas que porventura sejam necessárias, etc.

Em se tratando de Cálculo – que é uma disciplina com as características que mencionei logo no início deste texto – pode acontecer de você, estudante com SI, entender o raciocínio e a sequência de operações matemáticas necessárias para se resolver uma questão – seja ela de Cálculo 1, 2,3 ou Numérico - mas “se enrolar” na hora de memorizar as fórmulas, de saber escrever corretamente as notações matemáticas, etc.

Caso você faça parte doclubedos que têm dificuldades para copiar o conteúdo da lousa, verifique com seu professor a possibilidade de receber prontos os apontamentos/notas de aulas. Pode ser uma cópia dos roteiros elaborados por ele (e que são transcritos por ele à lousa...) pode ser cópia dos slides... Ou então, se preferir, combine com um colega de sua afinidade (e que seja daqueles que copiam tudo na aula) de ele emprestar o caderno dele para você tirar xérox e, então, estudar. (Veja mais dicas desse tipo num post que fiz anteriormente!)

E quanto às provas???
Veja só: uma ideia interessante para se discutir com seu professor é a de ele permitir que sua prova sem consulta seja substituída por trabalhos escritos, com consulta, de forma que você possa fazê-los aos poucos e preocupando-se APENAS COM O RACIOCÍNIO, sem ter queesquentar a cabeçainicialmente com a aprendizagem da escrita correta das notações (podendo consultar posteriormente como se escreve cada coisa nos livros e apostilas adotados). Assim sendo, você faz num rascunho o desenvolvimento do raciocínio e da sequência de cálculos, podendo escrever por extenso em vez de notação matemática mesmo; depois você consulta na apostila ou livro como se escreve cada expressão matemática; em seguida, você passa a limpo as suas ideias, traduzidaspara omatematiquês. Aí, então, entregue para o professor o trabalho na data combinada entre vocês. Gostou? ;-)

Hmmm, e mais: para facilitar ainda mais a efetiva verificação de seu aprendizado, a cada passo da resolução do exercício, escreva em palavras o que você está fazendotal como autores de livros didáticos ou apostilas de cursos à distância. Assim sendo, em vez de fazer apenas os cálculos e chegar na resposta, sugere-se que você explicando, passo a passo, o que está fazendo, à medida que desenvolve os cálculos (como se você estivesse ensinando por escrito o exercício para um hipotético colega que não sabe a matéria...). Isto mostra ao professor que você realmente assimilou o que foi passado em sala de aula, e que você não ficou correndo atrás daquele colega dado comonerdpara fazer a tarefa em seu lugar! ;-)

Ah, IMPORTANTE AQUI! Para que você, estudante com SI, tenha o máximo de assistência de seus professores para que eles lhe ajudem adequadamente em suas necessidades de aprendizagem: HONESTIDADE e ÉTICA são fundamentais não da parte do professor... mas DA SUA PARTE TAMBÉM, MEU 'QUERIDO' ESTUDANTEEEE!!!!!!PELAMORDEDEUS, nada de bancar o espertinho, fugindo do trabalho mental de fazer os trabalhos substitutivos das provas e pedindo alguém que fez a avaliação para resolvê-las para você, ou ficar pedindo monitor para fazer o SEUserviço,ok?????? Esqueça essa ideia!!! Além de isso não contribuir EM NADA para o seu real aprendizado, vai inibir completamente o professor de te dar força onde realmente precisa. Então, nada de tentar levar vantagem indevida devido às suas necessidades especiais!!! (Sem contar que se aparecer na universidade outro aluno com as mesmas dificuldades, o professor vai ficar com medo de ajudá-lo, receoso de que ele também seja desonesto... Então, práticas não-lícitas por parte de estudante prejudicam não a ele próprio, mas toda a categoria daqueles que, de uma forma ou de outra, também tenham necessidades diferenciadas de estudo.) PENSE NISSO!!! ;-)

E então? Ficou mais seguro, tranquilo e confiante com as dicas dadas acima? Comente aí abaixo!!!! :-)


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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Dificuldades em Matemática & Síndrome de Irlen!!!

Por: Débora Rossini

Oooooopa!!!! Aposto que você, leitor do "Sopa", já deve ter se perguntado:

"-Esse blog já fez diversas abordagens sobre Matemática, propriamente dita, e anda fazendo atualmente diversas abordagens sobre Síndrome de Irlen (SI). Por que não fazer uma abordagem que mostre as relações que podem existir entre uma coisa e outra?" 

Se isso passou pela sua cabeça, relaxe: o post de hoje é sobre isso mesmo!!! :-)  Muito se fala nas dificuldades que as pessoas com SI enfrentam nos estudos, de um modo geral... mas, e especificamente, no caso de Matemática?

Em um site americano, www.irlentexas.com, encontrei um texto em inglês  chamado "Math Difficulties and Irlen Syndrome" ("Dificuldades em Matemática e Síndrome de Irlen").  Segundo o texto, estudantes com SI costumam apresentam os seguintes sintomas, quando vão estudar matemática:

Problemas gerais:
-- os caracteres parecem "mover-se" na superfície escrita (lousa, papel, etc);

-- dificuldade em compreender um problema matemático escrito;

--nervosismo (principalmente durante tarefas avaliativas) pelo fato de as letras estarem supostamente se movendo e diante da tentativa de o paciente querer que elas "fiquem quietas no papel";

-- parece que o papel e os caracteres estão flutuando;

-- o fundo branco (de uma lousa, papel, computador, etc) torna o paciente aborrecido, cansado e sonolento.

Problemas ao usar papeis quadriculados: Constatam-se:

-- dificuldades em seguir as linhas e colunas;

-- parece que as linhas traçadas (em um gráfico ou tabela, por exemplo, se misturam;

-- necessidade de o paciente acompanhar linhas (de um gráfico, por exemplo) com o dedo;

-- sensação de "peso" nos olhos após um certo tempo de iniciada a tarefa;

-- perda da localização ao visualizar linhas e colunas;

-- as linhas que formam o quadriculado do papel parecem se mover;

--os quadrados parecem virar círculos, ou então se "movem" e "saem do papel"...

... dentre outros sintomas.

Problemas em aprendizagem/identificação de sinais e símbolos matemáticos: Entre os principais, estão:

-- confusão entre símbolos semelhantes (tais como + e x , por exemplo;

-- o símbolo de divisão (dois pontos, cortados por um hífen) parecem um + ;

-- na diferenciação entre + e -, a linha vertical do + parece desaparecer e fica parecendo um sinal de subtração;

-- frequentemente, sinais de negativo ( - ) passam despercebidos pelos portadores de SI.

(Observação: se você que está lendo isso é cego, usuário de softwares leitores de tela, e não conhece a simbologia e caracteres do alfabeto convencional - devido ao fato de ter sido alfabetizado em Braille quando pequeno - peça para alguém lhe mostrar o formato dos referidos símbolos, a fim de que você compreenda melhor isso que estou escrevendo... senão, você que é cego vai ficar "boiando" no que tô dizendo, né? Rerrerré!!! Afinal, os softwares leitores de tela não mostram as formas dos caracteres convencionais usados pela galera que enxerga, não é mesmo? )

Problemas com números: os números que tenham grafias em formato semelhante são frequentemente confundidos, além de ficarem "pulando" no papel da mesma forma que as letras.

Além disso, pode haver uso incorreto de fórmulas, e leitura incorreta destas.

Observação: a intensidade de tais sintomas descritos acima podem variar de indivíduo para indivíduo... cada caso é um caso, ok? Além disso, não quer dizer que TODOS os pacientes apresentem TODOS os sintomas listados... pode acontecer de uma pessoa apresentar alguns deles, e outra apresentar outra parte deles... ;-)

E você, que está lendo este post? Possui algumas das características citadas acima? Conhece alguém que relata esse tipo de desconforto ao estudar Matemática? Comente no espaço abaixo! :-)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Criatividade em Matemática... SIM, É POSSÍVEL!!!

Por: Débora Rossini

Quem disse que a Matemática, como uma ciência exata, é algo "frio" e chato??? Se você pertence ao clube dos que pensam assim, prepare-se para mudar sua forma de pensar!!! Rerrerré!!!

Na revista "Linhas Críticas" - Revista da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília- veio um artigo muito interessante abordando o seguinte tema: CRIATIVIDADE EM MATEMÁTICA!!! Isso mesmo! Intitulado "Estratégias para o desenvolvimento da criatividade em Matemática", o artigo foi escrito por Cleyton Hércules Gontijo (que, na época da escrita do texto, era doutorando em Psicologia na Universidade de Brasília e professor do Centro de Educação e Humanidades da Universidade Católica de Brasília.)

Só para deixar os leitores do "Sopa" curiosos, lá vai a reprodução do resumo do artigo:

"A sociedade atual requer pessoas mais criativas e com capacidade de
apresentar soluções inovadoras para os problemas encontrados nos diversos
contextos em que elas estão inseridas. Para atender a tais demandas sociais,o desenvolvimento da criatividade foi inserido como um dos objetivos educacionais nos diversos níveis de ensino. Assim, no contexto educacional,cada vez mais tem sido reconhecida a necessidade de que sejam implementadas estratégias e ações que estimulem e favoreçam o desenvolvimento do potencial criativo. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo contribuir com as reflexões acerca dessas estratégias em uma das áreas do currículo escolar, a Matemática. Nessa área, os estudos têm privilegiado a resolução de problemas, a formulação de problemas e a redefinição
como estratégias didático-metodológicas que possibilitem o desenvolvimento da criatividade.
Deste modo, busca-se discutir, no presente trabalho, as relações entre criatividade e Matemática, descrevendo tais estratégias.
Palavras-chave:
Criatividade. Educação matemática. Estratégias de ensino. "
[1]

Quer ler o artigo completo? Então veja aqui: http://www.fe.unb.br/linhascriticas/linhascriticas/n23/estrategia_para.html
Divirta-se com a Matemática!!!! :-)


REFERÊNCIA:
[1] GONTIJO, Cleyton Hércules. Estratégias para o Desenvolvimento da Criatividade em Matemática. Revista Linhas Críticas - Revista da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Volume 12, nº 23, p.229,244, jul.dez./2006. Disponível em http://www.fe.unb.br/linhascriticas/linhascriticas/n23/estrategia_para.html , acessado em 20/jul/2011.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dançando com a Matemática... NO BOM SENTIDO, RERRERRÉ!!!!

Por: Débora Rossini


Oooooopaaaaa! Navegando pela web, achei isto no site Piadas Nerds: Movimentos Matemáticos ; Lindos Movimentos de dança!!!


http://piadasnerds.com/2011/04/25/movimentos-matematicos


A brincadeira, tirada de um site que não é em português – e reproduzida e traduzida pela equipe do site Piadas Nerds- , é feita em forma de desenhos em série, em quadrinhos. Mas espera aí, leitor do “Sopa” que usa leitor de telas!!! Não precisa ficar chateado!!! Vou descrever a sequência dos quadrinhos aqui, para a galera que, por uma razão ou outra, possui problemas de potência visual, rerrerré! Afinal, os leitores de tela, lamentavelmente, ainda não descrevem imagens digitalizadas. Então,“voilà”:


Lindos Movimentos de Dança:




  • seno de x: Para representar o movimento que representa o gráfico de tal função, ambos os braços fazem movimentos sinuosos.




  • cosseno de x: Neste caso, ambos os cotovelos ficam para baixo e as mãos retas.




  • tangente de x:Um braço sobe, e o outro desce.Ambos meio sinuosos.




  • cotangente de x:O braço que desce no exemplo anterior, sobe... e vice-versa!




  • raiz quadrada de x : Ambos os braços, retos, sobem e ficam numa inclinação de 45 graus.




  • X : Um braço reto para baixo e o outro braço reto para cima. Ambos numa inclinação de 45 graus;


  • x ao quadrado: Ambos os braços erguidos, de forma que formem um U (parábola).


  • x ao quadrado mais y ao quadrado: Aproveite o movimento do item anterior. Agora, faça com que as mãos encontrem uma com a outra.




  • raiz quadrada de x : Ponha seu braço esquerdo, em arco, para baixo. O direito, em arco, atravessando seu tórax.




  • raiz quadrada de menos x : Faça o movimento anterior, mas agora com os braços invertidos.




  • 1 sobre x : Ponha seu braço direito em argo, na altura do tórax, com a mão para baixo. O esquerdo, também em arco, mas levantado... e a mão esquerda sobre a testa.




  • Oh! Shit!” : Rarrarrá!!! Aí já não é função matemática nenhuma, mas a exclamação de algo como “ô, que m****!!!” em inglês! A ocorrência de tal pensamento é uma situação bastante comum, quando os cálculos matemáticos se “embananam” completamente, em uma prova ou exercício difícil... e aí, a linha do gráfico representada é a como se fosse uma linha toda embolada, emaranhada... rarrarrá!!!! Embole os braços em movimentos simulares ao de uma linha toda embolada, confusa, em círculos, para um lado, para o outro, sem rumo definido... rarrarrá!!!!




Tá, tudo bem que o que eles colocaram lá foi uma abordagem bem-humorada da Matemática, fazendo uma brincadeira com os formatos dos gráficos de diversas funções matemáticas e a transformação disto em movimentos a se fazerem com os braços, durante uma dança. Muito legal por sinal!!! :-) E isso gerou ideias: por que não aproveitar tal ideia numa sala de aula – principalmente quando nela há estudantes deficientes visuais? (Leia-se: estudantes que não enxergam os gráficos de Matemática na lousa, no retroprojetor ou nos livros!!!!!!) Assim sendo, com os movimentos do corpo, dá para a galera que possui problemas de potência visual aprender, direitinho, o formato dos gráficos, através do movimento do próprio corpo – bastando para isto, que um professor ou monitor mostre-lhe, previamente, como deve ser feito!!! ;-) E fica aí uma sugestão: quem tiver talentos musicais aí, pode compor uma musiquinha de Matemática, com ritmo bem animado, e cuja letra fale exatamente do tema a ser abordado (senos, cossenos, tangente, etc)!!! Aí a chance de o estudante fixar o conteúdo é maior! :-)


E vale a ideia não só para os alunos que não enxergam ou enxergam pouco: os estudantes que possuem a potência visual funcionando a todo vapor também, com certeza, irão gostar!!! Rerrerré!!! Dá pra fazer uma atividade bem legal na aula de Matemática, que inclua e integre a turma TODA, englobando tanto os deficientes visuais quanto os normovisuais! :-) Certamente, irá ser divertido para todo mundo, e aí dá para quebrar aquele grande MITO de que Matemática é chata, é “fria” e é difícil!!!!


Nota: como você pôde perceber, escrevi as funções matemáticas na linguagem por extenso. Isto porque, para quem usa leitor de telas, é necessária a escrita desta forma... já que o software de leitura em voz alta não lê corretamente os símbolos da escrita tipicamente matemática, em boa parte das vezes... Mas isso é um assunto que fica para um futuro post, rerrerrê!!!


Fica a dica! Até mais!!!! :-)



terça-feira, 12 de abril de 2011

Dificuldades em Aprendizagem de Matemática: questionamentos e reflexões

OOOOOOpaaaa!!! Para quem se interessa por Educação Matemática, lá vai um blog legal para ler e adicionar em "Favoritos":

http://http//lourdesonuchic.blogspot.com/

É o blog da Profª Drª Lourdes de La Rosa Onuchic,que trabalha no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), câmpus de Rio Claro/SP. Ela atua em atividades como a orientação de mestrado e doutorado, bem como a coordenaçaõ do Grupo de Trabalho e Estudos em Resolução de Problemas (GTERP).

Um post que você não pode deixar de ler, no referido blog, é intitulado "O Ensino de Matemática: mudanças no ensino, na aprendizagem, na avaliação e no uso da tecnologia". Bastante sugestivo o título, não? Tá doido pra ler o texto? Lá vai o link:

http://http//lourdesonuchic.blogspot.com/2008/07/o-ensino-de-matemtica-mudanas-no-ensino.html

O ponto-chave do texto é o seguinte: para que a Matemática seja bem ensinada - e consequentemente bem assimilada pelos estudantes- , devem-se desenvolver metodologias educacionais que atendam aos canais de aprendizagem dos estudantes. Quais as linhas pedagógicas que devem ser trabalhadas? Quais as metodologias mais eficientes? Por que, mesmo matriculado em uma boa escola, pode acontecer de o aluno tirar notas baixas em tal disciplina e “lutar” para passar de ano? Enfim, há diferenças significativas entre a Educação Matemática e a Educação de um modo geral?

Dúvidas e mais dúvidas...
Agora, cá pra nós, leitores do “Sopa”: Por que será que muita gente diz "detesto matemática"? Será que é uma matéria realmente chata? Ou será que, devido a métodos de ensino não tão estimulantes, acaba-se por passar uma imagem erroneamente ruim da Matemática? Note que estamos falando, aqui neste post, de estudantes em geral - e não estamos restringindo apenas aos estudantes portadores de necessidades especiais, que normalmente são o foco deste blog. (No entanto, estes últimos são os que mais sentem os efeitos de metodologias de ensino pouco eficientes - já que estes, além das dificuldades inerentes ao fato de ser um estudante, têm ainda as dificuldades adicionais enfrentadas pelo fato de terem necessidades especiais.)


Tem gente que gosta de Matemática, mas tem gente que tem pavor. Por quê?

Bom, nós, os "Sopeiros", ingressamos num curso universitário de Matemática... então, presume-se que não achamos essa matéria chata - caso contrário, não teríamos feito esta escolha para a futura profissão! Mas tem muita gente que o-de-ia essa matéria, e ainda brinca: "O quêêêê???? Matemática é curso para 'loucos'!" E então...? Por que será que uma mesma matéria causa opiniões tão diferentes entre as pessoas?

Tudo bem que existe o fator das habilidades acadêmicas- uns gostam mais de Exatas, outros de Humanas, outros de Biológicas... Cá pra nós, se todo mundo gostasse das mesmas coisas, como a Humanidade teria acesso às diversas áreas do conhecimento? ;-) Pessoas diferentes, áreas diferentes... ok? Até aí, tudo bem. O problema instala-se quando a pessoa QUER ou PRECISA assimilar uma disciplina e não consegue (a Matemática, no caso)... seja para estudos do ensino fundamental, médio, preparatório para concursos e vestibulares... ou seja até mesmo como matéria obrigatória de alguns cursos superiores que não são da área de Exatas!!!! Certamente, você já ouviu estudantes de Letras ou Pedagogia comentando que têm Estatística Básica na grade curricular... ou estudantes de Administração que necessitam aprender Fundamentos de Cálculo e Matemática Financeira, não é? Aí é que começa o problema: o estudante é obrigado a dar conta da disciplina, ainda que não seja por escolha direta – mas como parte de um processo de alcance de objetivo de médio ou longo prazo-... e, aí, a matéria não “entra” de jeito nenhum na cabeça da pessoa!!! HELP!!!! S.O.S.!!!! :-O E aí, infelizmente, o indivíduo acaba por exclamar:

-Sou “burro”, eu não “dou” pra isso!!!!

Então, para evitar que esta e outras frases de autodepreciação sejam ditas pelos próprios estudantes, é hora de se repensar o ensino de Matemática e suas metodologias. Por que ela é considerada o “terror” de muitos estudantes? Será que é dificuldade de aprendizagem do estudante...? Ou será a utilização de técnicas pouco eficientes ou pouco estimulantes pelos professores, ao ensiná-la? Em outras palavras: o problema é com os alunos ou com o professor???

Bom, se a primeira hipótese é válida, sugere-se um acompanhamento psicopedagógico, no sentido de fazer com que o estudante desenvolva habilidades pessoais para assimilar o conteúdo. Se é a segunda hipótese que conduz ao fracasso escolar de muitos alunos em Matemática, é necessário que se parta do seguinte princípio: já que os alunos não entendem do jeito que é ensinado... então, deve-se ensinar de um jeito que os alunos entendam! ;-) Ou seja, valorizando as habilidades dos alunos, propondo atividades que favoreçam o envolvimento ativo dos estudantes e que desenvolvam o interesse destes... Notas boas à vista!!! :-D E, aí, com a auto-estima lá no topo,os alunos vão deixar de confundir “Matemática” com “Má Temática ”!!! Uhrúúúúúú!!!! Obaaaaaa!!!!! :-D

O blog da professora Lourdes Onuchic traz algumas elucidações sobre o tema da Educação Matemática – seja por postagens próprias, seja pelos links sugeridos no canto direito da página. Na verdade, a autora fez poucas postagens- mas, mesmo assim, o legal do blog são as referências feitas a uma pessoa experiente na área de Educação Matemática (a autora) - o que ajuda bastante na obtenção de palavras-chaves para as “googladas” a título de pesquisa- e os links para sites e blogs que tratam de Educação Matemática. Assim sendo, chegando ao tal blog, você terá uma, digamos, “ estrada de acesso” para várias outras páginas que mencionam a referida pesquisadora e seu trabalho!!! Ou seja, serve como um bom guia de busca para referências em pesquisas e trabalhos acadêmicos também, pois, através desta página, você encontra outras! ;-)