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segunda-feira, 8 de maio de 2017

VOLTA ÀS AULAS... COM ACESSIBILIDADE!!!!

Por: Débora Rossini 

Ooooopa!!! Este post é dedicado para a galera da Universidade Federal de Lavras (UFLA),  que está em ritmo de volta as aulas, para iniciar o semestre 2017/1. Se você é um estudante que tenha alguma deficiência ou necessidade especial - SEJA ELA PERMANENTE OU TEMPORÁRIA -  este post é para VOCÊ! 

Obs: Mas se você não tem nenhuma necessidade especial, leia assim mesmo, e COMPARTILHE para que chegue em algum colega que necessite, hehe! :) 

Bããão, gente, é o seguinte:

Você tem alguma necessidade especial ou deficiência, que de alguma forma interfira no seu dia-a-dia na Universidade? Tem alguma dificuldade para estudar, para se locomover, ou para seguir determinados tipos de aulas práticas, ou mesmo para morar na cidade, longe de seus pais??? E tá aí, perdidão, sem saber O QUE FAZER para resolver isso?? Tá ficando desanimado com os estudos??

SEUS PROBLEMAS ACABARAM!!!!

Sério, gente!!! Dá uma olhada com calma neste post, que a ideia dele é exatamente te ajudar!!! KEEP CALM AND... continue lendo!!! :-D

[Descrição acessível da imagem: rapaz usando o laptop. Fonte: Getty Images.]


Bom... Se o seu problema está relacionado a alguma necessidade especial dentro da Universidade, você sabia que a UFLA tem um Programa de Apoio aos estudantes com Necessidades Educacionais Especiais? Afinal, Educação Inclusiva é um DIREITO ASSEGURADO POR LEI, desde o ensino básico até o superior !!! :)

Conhecido pela sigla PADNEE, o referido Programa é uma verdadeira MÃO NA RODA para auxiliar a galera que tenha alguma dificuldade de visão, de audição, de locomoção, de habilidades motoras... ou mesmo necessidades especiais ''invisíveis", tais como Dislexia, TDAH, e outros quadros clínicos que resultem em dificuldades de aprendizagem. Tem uma equipe de profissionais da área de Educação e Psicologia que não só vai ajudar você fornecendo materiais didáticos adaptados, monitores, intérprete de LIBRAS para surdos, e suporte psicológico, mas também orientando os professores sobre como eles podem adaptar as aulas e avaliações para você acompanhar numa boa... e ser um aluno tão bem-sucedido como seus colegas que não tenham nenhuma limitação especial!

''-Tá, mas como proceder?" - você deve estar se perguntando.

Siiiimples!!! :)

1) Entre no site da PRAEC/UFLA, e procure pelo link ''Coordenadoria de Acessibilidade. Como tô boazinha hoje (kkkkk!!!), vou passar o link diretamente para você, ó. Clique aqui!!! :D

2) Após ter aberto o link, você verá as instruções sobre o PADNEE, que é oferecido pela Coordenadoria de Acessibilidade, certo? E, então, vem um link, lááá no fim da página, dando instruções sobre como se INSCREVER para ser assistido pelo Programa. Pra facilitar sua vida (kkk!) tô te passando ele. Clique aqui!    
(Nota: entre a documentação exigida, pede-se o laudo/relatório médico recente, no qual comprova a sua necessidade especial que lhe dá direito a tratamento diferenciado! Entre em contato com o profissional de saúde com o qual você faz acompanhamento e peça tal laudo atualizado, caso você ainda não o tenha.) 

3) Lendo as instruções com atenção, você verá que será necessário preencher um requerimento, solicitando a participação no PADNEE, e anexando o laudo a que me referi no item anterior. Quaisquer dúvidas, peça para a secretária da PRAEC te auxiliar nisso! :)

4) Então, será agendada uma data para que o psicólogo da PRAEC bata um papo com você, para que ele registre pessoalmente o que você precisa, quais suas expectativas em relação ao Programa, além de registrar suas sugestões para que você seja assistido da melhor maneira possível - incluindo aí orientações a seus professores, adaptações de aulas, adaptações de provas, reforço extra, etc.

5) Se sua solicitação for aceita (ou seja, DEFERIDA), então será emitida uma Portaria pela PRG. Mas o que é isso? Oras, trata-se de um documento, que lhe assegura tratamento especial, para fins de maior acessibilidade nas atividades da UFLA! Vão te dar uma via - e a outra ficará arquivada na PRG. Guarde esse papel com carinho, viu?? Enquanto durar o prazo de validade dele, ele vai ser seu ''amigo certo das horas incertas"!!!
 PARA QUEM JÁ ESTAVA INSCRITO NO PADNEE NO ANO PASSADO E PRECISA RENOVAR a inscrição: Atualmente, para o semestre de 2017/1, basta ir à Secretaria da Praec e marcar uma entrevista com o Psicólogo que faz parte do referido programa. Aí, você tem de informar que está ali para RENOVAR sua vaga. Então, no ato da entrevista, você receberá as orientações para o seu caso (se necessita atualizar algum documento, ou não, etc.)  Para maiores informações, ligue para lá nos telefones (035) 3829-1132 / 1070,  ou enviar um E-mail: padnee@praec.ufla.br

AH! E FIQUE LIGADO TAMBÉM EM OUTRA COISA:

É bem provável que suas necessidades especiais possam contribuir para um rendimento acadêmico inferior ao que você gostaria, mesmo se esforçando tanto!!! :-P Aí, bate aquele ''medo" :

''-Nossa, e se eu enquadrar naquelas regras da UFLA que resultam em jubilamento por baixo rendimento acadêmico?"

RELAXE, MEU QUERIDO LEITOR! Nem tudo está perdido. Sabia que, por ter necessidades especiais, você pode ter tais normas flexibilizadas, em caráter de exceção??
Basta ir à PRG, e preencher um requerimento solicitando ''Portaria Para Conceder Tratamento Especial", de forma que DESCONSIDERE para você, em caráter de exceção, as regras presentes nos incisos I, II, III e IV (contidas neste link) que implicam em desligamento do estudante. Importante anexar uma cópia do seu laudo médico que ateste que você possui algum tipo de deficiência ou necessidade especial. Aí será emitido um documento (chamado de ''portaria") pela PRG, que garante que tais normas não se aplicarão a você. Importante: POR REGRA, você PRECISA emiti-las ANTES QUE se enquadre em alguma das situações que levam a jubilamento, para, assim, garantir sua permanência na universidade! ;)

Ah! IMPORTANTE manter também esse documento bem guardado com você, viu??? Se algum dia, mesmo que seja por engano, a PRG te enviar notificação falando que você se enquadrou em algum dos itens que levam a pessoa a ser desligada, aí você entrará imediatamente com recurso nela, comprovando que tem a portaria de tratamento especial. Manjou?  

Enfim... você não está sozinho! Sabe-se que na UFLA tem um monte de estudantes que, assim com você, tem necessidades especiais diversas! Há um grupo (fechado) no Facebook chamado ''Alunos Com Necessidades Especiais - UFLA. " Entre nele e participe... e convide outros colegas que porventura se interessem!

No mais... tem também uns links interessantes para posts que já fiz neste blog, que podem te ajudar muito! Olha a lista aê!  

---Carreira acadêmica e deficiência: Será que dá para conciliar? Saiba mais neste link!

---Na UFLA tem piso tátil para cegos?? Saiba mais sobre ele neste link!

---Você não é de Lavras e tem de morar longe de seus pais, em república/pensão/alojamento, mesmo tendo deficiência. Como se adaptar? Seu guia está aqui neste link!!! 

---Como dar sugestões para os professores darem aulas adaptadas para pessoas com deficiência visual (cegos e de baixa visão)? Clique aqui.

--- Como orientar os professores adaptarem suas aulas para alunos com Síndrome de Irlen (outro tipo de distúrbio visual)? Clique aqui... e se quiser conhecer TODAS as minhas postagens sobre Síndrome de Irlen, para mostrar para seus professores, clique aqui

Então, é isso... Bóra estudar, galera! Ou bóra pra seção de comentários aí abaixo, pra gente conversar mais, hehe! =D 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

GUEST POST: ''Estou certa de que a baixa visão é uma grande escola da vida para mim"

Por: Débora Rossini 

OOOOOPAAAA! Mais um ''guest post" para vocês! Muito bacana esta história de uma jovem de 19 anos, que convive com a Baixa Visão desde que nasceu!!! Fica aqui meu agradecimento à internauta que enviou este relato!
Senta, pega um café, e... boa leitura! 

''Essa minha existência sendo deficiente visual já me ensinou muita coisa! Eu não acho que aprendi tudo mas passei a observar o mundo de outra forma. Meu nome é Beatriz, eu tenho 19 anos e tenho baixa visão congênita e nistagmo.
Muitos devem estar se perguntando o que é baixa visão e o que é nistagmo? Sei que não é um assunto muito divulgado. Nistagmo são movimentos involuntários dos olhos. A baixa visão é muito relativa. Conseguimos enxergar mais do que as pessoas imaginam e, ao mesmo tempo, menos do que possa parecer. Alguns exemplos: consigo ver as outras pessoas (sem identificar quem é); mas não vou ver um degrau, um buraco, uma placa, um galho de árvore. Posso ver a cor de uma camiseta, mas não verei uma pessoa acenar ou piscar para mim. Enfim, tudo depende do contraste, da luminosidade, das cores, da distância, das formas etc. 

Ter baixa visão é ser "cego" no mundo dos "videntes" e "vidente" no mundo dos "cegos", mas de forma mais técnica, é a pessoa que tem visão inferior a 30% mas que é capaz de usar o resíduo visual para algumas atividades. As pessoas sempre me perguntam como é a minha visão, é um pouco difícil de explicar, pelo fato de sempre ter enxergado dessa forma. Mas, eu vejo formas, consigo definir algumas coisas, mas não vejo fisionomia, reconheço as pessoas pela voz. Cores, eu vejo algumas... Só me confundo com as mais parecidas... Tipo, azul marinho com preto, bege com branco e etc....consigo ler ampliado de pertinho, mas tem que ser muito ampliado e ter bastante contraste.  
Uso uma lupa eletrônica portátil com letras pretas e fundo branco, para ler livros e coisas com letra pequena. No computador, uso a lupa do windows; confesso que não me adaptei aos leitores de tela, por esse motivo, só os uso no celular. Pra ver tv, posso até enxergar um rosto na tv colocando uma cadeira perto, mas cenas rápidas, legendas, detalhes, etc continuo não enxergando. 

Quando as pessoas passam perto de mim consigo ver que estão passando pessoas, mas não consigo reconhecer alguém só pela visão. Geralmente da pra saber se é homem ou mulher pela altura, comprimento do cabelo, essas coisas mais gerais. Mas se é uma mulher alta de cabelo curto, por exemplo, posso ficar na dúvida. Tudo depende muito. Roupa é a mesma coisa. Consigo ver se alguém tá com roupa escura, clara, curta, comprida. mas não identifico detalhes da roupa. Placas, degraus, essas coisas não enxergo.  

Quando eu tinha 03 meses, a minha avó percebeu que eu não fixava e não acompanhava os objetos. Passei por vários oftalmologistas, quando tive o diagnóstico de baixa visão aos 02 anos de idade. Minha mãe tentou me colocar em uma escolinha particular, porém, a única que aceitou, a professora não estava preparada, então eu ficava lá a tarde toda sem fazer nada e sem conversar com nenhuma criança. Depois de um mês, sai da escolinha. Minha família foi orientada por oftalmologistas a procurar uma associação pra deficientes visuais. 

 Em 2001 eu entrei no Lar das moças cegas, uma associação aqui de Santos. Fazia informática, atividades da vida diária, passava com especialista em baixa visão, natação, dança.... Em 2006 entrei na escola regular, era uma escola pública com sala de recursos. No primeiro ano, ficávamos mais na sala de recursos para sermos alfabetizados. A minha alfabetização foi com letras ampliadas, caneta piloto, caderno com pauta ampliada e lápis 6b. A ampliação é tamanho 40. Escrevo somente com letra de forma, tentei várias vezes a cursiva, mas a de forma é mais fácil para eu entender. No segundo ano, ficávamos mais na sala regular, com uma ledora que dizia tudo o que estava escrito na lousa - eu não consigo ver, nem com telelupa-. e levávamos as lições do livro para a sala de recursos para ampliação. Eu ia para escola regular de manhã e para a associação a tarde, aonde tinha reforço escolar e outras atividades. 
Até o 9º ano eu estudei com a minha melhor amiga, que também era deficiente visual e em escola que tinha sala de recursos. 

Quando fui para o ensino médio, não tive mais ledora ou sala de recursos, porque a escola era do Estado e não mais do município. Comecei a levar o notbook para escola, nessa época também ganhei uma lupa eletrônica portátil, que é a única que funciona para mim e um scanner que converte texto em áudio, o que me ajudou bastante. Mas a dificuldade com a lição da lousa continuava, tentamos de todas as formas uma ledora, televisão, jornal, mas não funcionou. Minha mãe resolveu frequentar as aulas comigo, para ditar a lição da lousa.Quando eu ia para o segundo ano do ensino médio, eu fiz uma prova de reclassificação para passar para o 3º ano, porque eu tinha entrado na escola um ano atrasada. Passei na reclassificação e fui para o terceiro ano. 

3º ano foi um dos melhores! Minha mãe continuava frequentando comigo. Desde os 13 anos, eu pensava em fazer faculdade de direito e um voluntário da associação de deficientes visuais falou que eu me daria bem com o direito, o que me animou mais. Prestei o vestibular para direito em uma universidade aqui de Santos. Fiz a prova com a lupa eletrônica e uma ledora, que transcrevia as minhas respostas para o gabarito. 

Passei no vestibular... Ano passado fiz o primeiro ano de direito. Eu levava o notebook, fazia anotações, as lições da lousa os professores colocavam no portal do aluno, ditavam ou os alunos me passavam. Na universidade já tinham trabalhado com outros deficientes visuais, ao contrário da escola no ensino médio em que eu fui a primeira. O fato de já terem experiência facilitou. As provas eu fazia oralmente ou com a lupa eletrônica. Esse ano vou para o segundo ano de direito. Estou adorando o curso. Pretendo prestar concurso público. 
 
Sabe o por quê de termos Baixa visão? Digo, porque somos fortes o bastante para agüentarmos diariamente essa lição mesmo que as vezes pareça que não aguentaremos. Estou certa de que a baixa visão é uma grande escola da vida para mim. Falo com sinceridade, a baixa visão é uma lição diária para nós. Um dia olharemos para trás e veremos tudo o que aprendemos em todos esses anos com as dificuldades de não enxergar assim tão perfeitamente.''

Valeu, Beatriz, por compartilhar a história com os internautas!!! :-D 

VOCÊ TAMBÉM POSSUI ALGUMA DEFICIÊNCIA/DOENÇA CRÔNICA/NECESSIDADE ESPECIAL E QUER VER TAMBÉM SUA HISTÓRIA AQUI? Funciona assim: Envie para cá um email ( sopanumeros@gmail.com ), com o título ''GUEST POST Sopa de Números" no campo de ''assunto" , e contando sua história. Caso você não queira se identificar, apesar de querer compartilhar a história (como já aconteceu com outros posts deste blog), não faz mal! Sua identidade será preservada (a não ser que você explicite o desejo de se identificar, ao longo do texto, hehe.) Mãos ao teclado!!! ;-)  

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Dicas de convivência - para colegas de um(a) estudante com Síndrome de Irlen

Como aproximar dele(a)? Como ajudá-lo(a)? Será que ele(a) topa fazer as mesmas coisas que você? Descubra aqui!!! 


Por: Débora Rossini

Ooooopa!!! Você volta às aulas e se depara com um(a) colega que tenha um distúrbio de visão denominado Síndrome de Irlen (SI). Certamente, perceberá que ele tem necessidades e características que você nunca viu até então em alguém! 

OBS: ESTOU PARTINDO DO PRINCÍPIO QUE OS LEITORES-ALVO DESTE POST SÃO JOVENS E ADULTOS SEM A SÍNDROME DE IRLEN, MAS QUE POSSUEM ALGUM COLEGA (NA ESCOLA OU UNIVERSIDADE) COM ESTE DISTÚRBIO DE VISÃO! ;-)

Depois que seu colega e/ou o professor, explica(m) a situação para a turma, você passa a perceber as peculiaridades de quem tem este problema de visão. Você nota que seu colega prefere os cantos menos iluminados da sala de aula e da biblioteca. Você prefere que ele gosta de ler e fazer as coisas dele quase ''no escuro''. Você nota que ele usa óculos escuros ou coloridos o tempo todo em sala de aula (o que lhe confere uma aparência diferente da comumente encontrada nas pessoas no dia-a-dia.) Você nota que ele prefere papeis coloridos e/ou reciclados para ler e escrever, sob a explicação de que o fundo colorido força-lhe menos os olhos. Você percebe que, quando ele se vê forçado a ler em papel branco (ex: livro da biblioteca, caderno emprestado), acaba usando uma transparência colorida especial por cima do papel a ser lido, para alterar a cor de fundo. E vê que ele usa o computador com pouco brilho na tela, além de pedir aos professores que escureça ou altere a cor de fundo de projeções de slides (sob pena de ter de aguentar uma bruuuuuta dor nos olhos)! :-P

''Nooossa...'' - você pensa. ''Como deve ser a convivência com um 'brother' (ou 'sister', hehehe) nestas condições?''

Caaalma, meu querido leitor! Te garanto que o dia-a-dia com um colega com SI não é nenhum bicho de sete cabeças, hehehe! Bóra conferir as dicas abaixo? 

1) NÃO TENHA MEDO de se aproximar de seu colega com SI
[Descrição da imagem: silhueta de uma mão humana atrás de um vidro fosco.]

Há relatos de pessoas que se sentem meio ''sem graça'' diante de alguém com SI usando óculos de lentes escuras (talvez por não conseguir contato visual com ela, talvez por receio do ''diferente/desconhecido'', talvez por medo de dizer algo inapropriado e ofender). Fique tranquilo... pessoas com SI ''não mordem'', hehehe! (Se você que estiver lendo isto não for um ser humano- mas sim um pão de queijo ou um pratão gigantão do restaurante universitário, aí a história muda, kkkkkkkkk!!!!) Aproxime-se dela e tente fazer amizade, como faria com qualquer outra pessoa! 

--> Mas CASO você perceba que a pessoa é chata (assim como inúmeros chatos que não tem esse problema de visão, hehehe), aí é direito seu optar ou não pela amizade (ninguém é de ferro, né, ''véi''? )  

DICA ESPERTA: Acredito que vai facilitar muuuuito sua vida, nesse sentido, se você ler algo sobre a Síndrome de Irlen, para fins informativos! Dê uma olhada nas postagens bem ''massa'' que fiz sobre este assunto aqui no blog! E se ''quiser mais'' (hehehe!!) leia, curta e compartilhe as postagens da minha fanpage - intitulada ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen''! :-)

2) INDEPENDENTEMENTE DE GOSTAR OU NÃO DO COLEGA com Síndrome de Irlen, o RESPEITO é fundamental! 
[Descrição da imagem: duas mãos, de 2 pessoas diferentes, fechadas e se tocando como forma de cumprimento.] 

Claro que se seu colega com SI for uma pessoa bastante engraçada, divertida e brincalhona, certamente ele próprio fará piadas das próprias dificuldades cotidianas, hehehe! Tem muita gente com o problema de visão, mas que é brincalhão, alegre, falador e adora fazer piadas de tudo, kkkkk!!! E que ri também das piadas direcionadas a ele, quando percebe que é apenas brincadeira. 

--> Mas, se por OUTRO LADO a pessoa for mais ''fechada'', tímida e com problemas de autoaceitação, talvez isto não aconteça. E o melhor, neste caso, é ter respeito, carinho e compreensão pelo colega! =)

De todo jeito, fica a dica: independente do seu colega ser bem-resolvido ou não com o distúrbio visual dele, ''PELAMORDEDEUS'', NADA de fazer piadinhas de mau-gosto, ''bullying'', assédio e outras coisas do tipo!! :-P

3) COMO AJUDÁ-LO NO DIA-A-DIA DA SALA DE AULA
[Imagem, meramente ilustrativa, de estudantes jovens em sala de aula. Duas moças dividem uma bancada, e estão estudando juntas.]

Viu que seu colega com Síndrome de Irlen está com dificuldade em alguma atividade proposta? Ou simplesmente está tentando copiar algo da lousa, mas não consegue devido à luz ambiente (sobretudo a que vem de projetores de slides e ''lousas inteligentes'')? Ou não consegue copiar e ouvir o professor ao mesmo tempo? (sim, há vários estudantes com SI que mesmo com os óculos, não tem a correção completa). Que tal ajudá-lo na tomada de notas, ou de emprestar o caderno para ele tirar fotocópia, ou de sentar com ele para mostrar em uma versão impressa dos slides aquilo que o professor mostra mas ele não vê devido à luminosidade excessiva? Além de estar fazendo uma boa ação, seu colega com SI vai ficar muito grato por isso!! E quem sabe surge daí uma grande amizade entre vocês? ;-)

4) GRUPOS DE ESTUDOS 
[Descrição da imagem: jovens estudando juntos numa biblioteca. Imagem meramente ilustrativa.]

Viu que seu colega com Síndrome tem dificuldade em certas disciplinas? Mas que por outro lado ele é bom em outras? Junte então você, ele e quantos colegas vocês quiserem! O colega com Síndrome de Irlen, por um lado, sairá ganhando - pois frequentemente ele irá ter dificuldade e cansaço ao ler longos textos impressos ou em tela, e certamente acabará aprendendo melhor com alguém explicando oralmente. Por outro lado, você e seus colegas SEM esse problema de visão sairão ganhando também, pois, ao ajudar quem tem dificuldade, vocês acabarão fixando melhor os conteúdos! Como diz o ditado velho: "QUEM ENSINA, APRENDE DUAS VEZES!" :-) 


5) SEJA VOLUNTÁRIO
[Descrição da imagem: duas jovens debruçadas sobre os livros e cadernos, estudando. Imagem meramente ilustrativa.]

O voluntariado é uma outra maneira de ajudar seu colega com Síndrome de Irlen a estudar, à medida em que você o ajuda nas matérias que ele tem dificuldade - e explica, sob um outro ponto de vista, os conteúdos que o professor passou em aula e que o aluno em questão não conseguiu ''captar'' direitinho. Se quiser, peça a orientação para um professor, ou para o coordenador do curso, sobre como fazer tal atividade mais adequadamente. 
--> Aliás, sabia que trabalho voluntário pode dar um ''up" no seu currículo, abrindo portas para o mercado de trabalho? Para comprovar a atividade, peça para um professor apoiar a sua iniciativa, e no fim do período previsto, lhe fornecer uma declaração comprobatória de ''monitoria voluntária"! Verifique em sua universidade, mais exatamente no departamento em que você estuda, quais as regras para que isso possa ser implementado. Em caso de dúvida, procure a coordenação do curso em que o estudante com Síndrome de Irlen a ser ajudado esteja matriculado. 

6) TRABALHOS EM GRUPO 
[Descrição da imagem: 2 rapazes e 2 moças fazendo trabalho acadêmico diante do laptop. Imagem meramente ilustrativa.]

Pode ser que o seu colega com Síndrome de Irlen seja extremamente tímido e não tenha iniciativa para sair perguntando: "-Quem tem grupo completo para fazer trabalho?" Caso você perceba isto, convide-o! Ocorrem situações em que um aluno nestas condições acaba por fazer um trabalho sozinho, por não conseguir colegas para dividir e ajudá-lo nas tarefas. E, para quem já tem uma dificuldade EXTRA, ter de fazer um trabalho SOZINHO, e que foi ORIGINALMENTE FORMULADO PARA SER FEITO POR DUAS OU TRÊS PESSOAS, não é nada mole, né? 

--> Uma dica: descubra os pontos fortes do colega com SI, e então delegue as tarefas levando em conta suas habilidades. Com certeza, ele terá dificuldade para atividades mais ''visuais" - tais como montar slides e editar vídeos - mas pode perfeitamente elaborar o texto da apresentação, pode fazer o relatório escrito, pode coletar dados para um trabalho prático... e, claro, pode falar lá na frente  caso o trabalho seja um seminário, hehe. (desde que não tenha nenhuma outra deficiência que implique em limitações da fala, obviamente.) 

7) DESCOBERTAS DE HOBBIES E TALENTOS
[Descrição da imagem: moça fazendo pose em frente a baterias musicais. Imagem meramente ilustrativa.] 

Se você é colega de alguém com SI, e conversar informalmente com ele (chamando-o para tomar café junto nos intervalos, ou almoçando junto com ele no ''bandejão'', por exemplo), irá descobrir, certamente, que, a despeito do problema de visão, ele tem alguns hobbies, talentos e outras formas de diversão nas horas vagas. Se ele se revela ser bom de xadrez e na faculdade tiver um time, que tal convidá-lo para participar? Se ele for bom de jogos de mesa (alguns podem não ser, devido à dificuldade de visualização de objetos em movimento, mas não custa tentar, né?), que tal convidá-lo para ir com você jogar sinuca, totó ou pingue-pongue? Se ele for bom em algum esporte que você ou algum amigo seu pratique, que tal chamá-lo? Se ele sabe cantar, desenhar, escrever, tocar algum instrumento, que tal convidá-lo a participar de algum evento cultural da universidade, ou escrever para o jornal ou blog da faculdade? Ou, simplesmente, se ele gosta de conversar sobre coisas que você também curte (carros, esportes, livros, moda, etc?), já pensou que companhia bacana? Além de você ganhar a amizade da pessoa com SI, sem dúvida estará lhe dando oportunidade e aumentando sua auto-estima. E, claro, aprendendo muita coisa bacana com ela também! 

8) CENTROS ACADÊMICOS UNIVERSITÁRIOS
[Imagem meramente ilustrativa de três estudantes reunidos, ao redor de uma mesa, em frente a um computador desktop.]

- Vai aí uma dica para os membros do Centro Acadêmico (ou Diretório Acadêmico, como é chamado em algumas universidades): se vocês SABEM que tem um colega com Síndrome de Irlen, procurem aproximar dele, ouvir o que tem a dizer acerca de suas necessidades acadêmicas, quais as ajudas/adaptações que ele porventura necessite em salas de aulas e laboratórios. Ofereçam-se para mediar e apoiar o aluno, caso necessário, em situações nas quais ele deve apresentar-se para professores novos ou outras autoridades da faculdade, a fim de solicitar adaptações em atividades acadêmicas. 
Tem aluno com deficiência/necessidade especial que se sente confiante em fazer isso sozinho, porém tem aluno que é mais tímido ou mesmo emocionalmente comprometido - e que, ao ver que algum colega o apoia nessas situações, sente-se bastante grato! ;-) 
Outra sugestão para os Centros Acadêmicos é apoiar o aluno na questão de integração/socialização/inclusão, referente aos demais colegas com o aluno que possui Síndrome de Irlen. Por desconhecimento, por timidez ou ''receio de ofender'', pode acontecer de os demais colegas deixarem o aluno com SI meio que ''de lado''. Isso pode afetá-lo negativamente na hora de se encaixar em grupos de trabalho, de exercitar relações interpessoais com colegas de mesmo curso, de formar contatos interpessoais acadêmicos (e até futuramente profissionais, quem sabe?) Daí a importância de os membros do Centro Acadêmico (do curso no qual o aluno com SI se encontra matriculado) promoverem meios de encorajar toda a turma, todos os demais colegas, a incluírem o aluno com necessidades especiais. Valem dinâmicas de grupo, vale convidar algum profissional capacitado em SI para dar palestra... se o aluno com SI for desinibido e não se importar em falar em público sobre seu problema de visão, vale marcar um dia para que ele mesmo dê uma palestra aos colegas (e quem sabe até aberta a professores!) sobre o assunto. Se necessário, os membros do Centro Acadêmico podem recorrer à ajuda de algum professor, ou de algum pedagogo lotado na universidade, para orientá-los melhor nas atividades.  

O que você e seus colegas SEM a Síndrome de Irlen ''ganham'' com a convivência com um colega COM esta condição oftalmológica? 

--> Em termos de amizade/convivência: MUITO! A diversidade de pessoas, com suas respectivas histórias de vida, dá uma "bagagem" e habilidade prática enorme para entender e lidar com as pessoas à sua volta! E, a cada amizade bacana que você faz, mais ''histórias para contar" na roda de conversa, não é? 
[Descrição da imagem: três rapazes conversando animadamente sentados em um sofá. Imagem meramente ilustrativa.]

--> Mercado de trabalho: Saber lidar com a diversidade de seres humanos ajuda muito quando vocês forem lidar com futuros colegas, chefes, clientes... Em outras palavras; tá preparando pro seu futuro, hehe! :-) E seus futuros chefes saberão identificar tal habilidade, direitinho, na hora da entrevista de emprego, ok? 

Dica esperta para estudantes universitários de Exatas - sobretudo bacharelados: Sabe que em muitas faculdades de Exatas pode ter aquela ''cultura" do ''nerd de exatas" que prefere estudar sozinho e que não tá nem aí para os outros, e que TEM de ser autodidata e autossuficiente. MAAAS os tempos estão mudando! E inclusive o mercado de trabalho está PRIORIZANDO pessoas que tenham boas habilidades de comunicação, de espírito participativo, de trabalho em equipe... E MAIS: Com a Lei de Cotas no mercado de trabalho, as chances de vocês terem colegas com necessidades especiais, pelo menos uma vez em tooooda sua carreira até se aposentarem, é grande! Então... taí uma boa oportunidade de começar a praticar essas habilidades interpessoais, hehehe!! 
[Descrição da imagem: entrevista de emprego, envolvendo uma pessoa como entrevistadora e a outra como entrevistada. Imagem meramente ilustrativa.]

 Importante salientar que seu colega com Síndrome de Irlen tem, SIM, dificuldades... Mas por outro lado, como qualquer outro estudante, tem seus talentos, tem facilidade em outras coisas, pode ajudar vocês também com coisas que ele sabe... com um bom relacionamento , há a grande (e desejada) possibilidade que essa ajuda a seu colega não seja apenas uma relação de ''dependência" dele em relação a você ... mas sim uma relação de TROCA na qual ele também poderá contribuir com coisas bacanas para vocês! Não só em tarefas diretamente relacionadas às obrigações da faculdade, mas também com uma amizade que, quem sabe, pode durar muitos anos após o término do curso??  Ou seja, veja seu colega com Síndrome de Irlen (ou qualquer outra necessidade especial que algum outro colega tenha) como uma OPORTUNIDADE de desenvolvimento de habilidades interpessoais para você e sua turma... e não como alguém, digamos, ''coitadinho e dependente que amola os outros". Manjou? 

Ufa! Acho que já escrevi demais, kkkk! Bóra sair do computador e colocar as dicas em prática? Se gostou do texto, e tiver algo para comentar, use o espaço abaixo destinado a comentários!!! :-D 

POSTS RELACIONADOS: 
Dicas de como lidar com alguém com Síndrome de Irlen (para professores) 
Estratégias de sucesso para professores com Síndrome de Irlen

(CRÉDITOS DAS FOTOS DESTE POST: Retirado do banco público de imagens Getty Images.)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Você sentaria nos trilhos destinados a trens? E em pisos táteis para cegos?

Por: Débora Rossini

Fala, galera! 

O post de hoje é dedicado especialmente à galera da Universidade Federal de Lavras (UFLA) - sobretudo os calouros, que estão chegando agora neste início de semestre - e tem a ver com a inauguração do novo Centro de Convivência - mais, precisamente, em relação à acessibilidade arquitetônica dele. (Mas, obviamente, pode ser aplicado a qualquer espaço físico público, hehehe!) 

Pois bem: vocês que estão curtindo de montão a cantina nova, os novos espaços de alimentação, livraria, copiadora, etc, perceberam que há umas faixas escuras no chão claro, por todo o piso? :-) Alguns de vocês já devem ter visto faixas desse tipo em outros lugares públicos, inclusive na rua, com certeza. Sabem o que é aquilo... e para que serve? :-) 
Com vocês, o PISO TÁTIL!!! (Quem disse que cantina 'não é cultura', tá redondamente enganado! Kkkkkkk!!!) 

Resumidamente, ele serve para que pessoas com deficiência visual - cegas ou com visão reduzida- possam ter mais autonomia e independência para se locomoverem sozinhas! Mesmo utilizando sapatos de sola bem grossa, é possível que a pessoa com deficiência visual perceba as texturas do piso - que, por sua vez, possuem um código. Basicamente, são elas: 

-Direcional - são aqueles risquinhos longos, enfileirados, que indicam que o usuário pode seguir em frente - como na primeira foto abaixo. 

-De Alerta: São aquelas bolinhas que aparecem em certos trechos - e indicam que pode haver, a partir daquele ponto, uma curva, uma mudança de direção qualquer, uma ramificação do caminho - como na segunda foto abaixo. 



 (Descrição da imagem pra galera com deficiência visual: foto de um piso tátil, em um trecho com a sinalização Direcional. Fonte: Arquivo Pessoal.) 















(Descrição da imagem pra galera com deficiência visual: foto de um piso tátil, em um trecho com a sinalização de Alerta, indicando que o cego deve fazer uma curva em 90 graus. Fonte: Arquivo Pessoal.)  


No caso das pessoas cegas, a utilização da bengala facilita sua locomoção e o ''mapeamento'' espacial por onde ela deve andar, e no caso das pessoas de visão reduzida, são as cores do piso - que DEVEM ser contrastantes e chamativas - que facilitarão a visualização dele. EM RESUMO: o piso é uma espécie de ''trilho", que indica para a pessoa com deficiência visual quais direções ela deve tomar para chegar em algum lugar naquele ambiente, sem correr o risco de ficar ''perdido". 
De forma análoga, é como se o piso tátil fosse um trilho, e a pessoa com deficiência visual fosse um trem ou metrô! Hehehehe! 

Embora eu tenha potência visual satisfatória para não depender de piso tátil, eu quis testá-lo no mencionado Centro de Convivênciajá que trabalho em atividades institucionais envolvendo Acessibilidade e, portanto, costumo fazer ''test-drives'' dessa natureza
MAAAAS... Depois de dar um rolê no referido local e ter experimentado usar esse piso, observei um negócio referente à postura física da galera (provavelmente por desconhecimento das pessoas)... e que foi justamente o que me inspirou a escrever este post!  
Voltando à analogia com os trilhos do metrô: Suponhamos que você veja a linha, com o trilho, e veja que não tem nenhum metrô ou trem vindo. Você se sentaria na linha de trem, ou ficaria em pé ali batendo papo com seus amigos? 

''-NOOOOSSA... CLARO QUE NÃO!!!" - você certamente pensaria. "-VISH, essa blogueira pegou pesado, heim?" - certamente foi sua impressão ao ler isso, né? :-) 

Então, querido(a) estudante: lembre-se de que, se você for lanchar e colocar sua cadeira em cima do piso tátil, ou ficar em pé batendo papo com a galera em cima do piso tátil, seria o mesmo que estar obstruindo uma linha por onde passaria o ''veículo"! :-P 
Isso porque, como é fácil de imaginar, o cego vai seguindo aquelas linhas, que lhe orientam, e vai andando... andando... andando... ele NÃO VÊ os obstáculos que podem estar ali, e vai acabar, acidentalmente, ''TROMBANDO" em você ou seus amigos! :-O Aí, imagine o 'stress' que isso pode dar... principalmente se o lanche seu ou de alguém for derrubado na roupa limpiiinha, ou machucar algum dos envolvidos. VISH!  
Logo , a recomendação é esta: SEMPRE PRESTE ATENÇÃO ao parar em pé ou colocar sua cadeira, de forma que não obstrua o piso tátil... Existem, sim, vários cegos na UFLA, que são estudantes assim como você... e que precisam muito dessa sinalização para transitar por aí, para lanchar, para encontrar com a galera deles!  Aproveite, e alerte também seus amigos para isto! ;-) 
(Reparem que em outros espaços da UFLA, tais como Biblioteca Central e a área externa de Convivência, nas imediações do RU, tem também esse piso... As recomendações valem também para tais espaços, ok? ;-) Aliás, vale para qualquer espaço físico na cidade, haha!)

Se você ficou curioso(a) em saber um pouco mais sobre a assistência para estudantes com deficiência, principalmente a visual, fornecida pela UFLA, clique aqui, mais aqui e também aqui ! ;-) 
E então? Agora que você já sabe um pouco sobre o piso tátil e para que ele serve, é hora de praticar o que aprendeu! =) SEMPRE verifique se sua cadeira, ou você próprio, ou algum objeto no chão, não está obstruindo a passagem pelo piso tátil ... e dê ''os toques" sobre esse assunto, em seus colegas, haha!  
Minha sugestão, direcionada aos donos dos estabelecimentos comerciais que estão funcionando no referido espaço físico (cantina, novo restaurante, copiadora, etc), é que afixem na parede lembretes aos usuários, com dizeres do tipo "Gentileza não colocar suas cadeiras e/ou ficar parado sobre o piso tátil". #FicaADica  
Bóra compartilhar este post nas suas redes sociais... facebook, whatsapp, twitterlista de emails dos alunos, hehehe! =D Vamos lá? 
***Gostou do post? Comente no espaço abaixo! *** 
 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Estratégias de Sucesso Para Professores Que Têm Aluno(a) Com Síndrome de Irlen

Por: Débora Rossini

Oooopa! Na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen'', compartilhei um texto bem interessante que trazia dicas para professores de alunos que possuem Síndrome de Irlen (SI). Só que ele estava em inglês... mas compartilhei assim mesmo, porque sei que tem muita gente que domina este idioma (ou, mesmo, que tenta pegar a ''ideia geral'' de um texto usando tradutores automáticos, que, apesar de não darem 100% de exatidão na tradução, ''quebram o galho'' na hora do aperto, hehehe.) Porém, mesmo assim, na parte destinada a comentários, uma leitora-internauta sugeriu: ''Seria interessante se postasse em português!"

Ok!!! Atendendo ao pedido que foi expresso pela leitora - mas que certamente pode também ter sido o ''desejo secreto'' (kkkkk!) de mais gente, passo para todos vocês, leitores, o texto traduzido por mim. Espero que gostem... e que seja útil para os educadores que possuem alunos com Síndrome de Irlen! ''Voilà''!!!  (Texto original em inglês: Clique aqui para acessá-lo.  )

'' O que é Síndrome de Irlen? 

Síndrome de Irlen é uma condição neurológica que afeta a forma como a informação visual é processada no córtex cerebral. Estudantes com Síndrome de Irlen são sensíveis à luz brilhante e com certas freqüências de luz. Essa sensibilidade é causada pelo excesso de estimulação das vias neuronais visuais,resultando em distorções ópticas, dores de cabeça e fadiga durante tarefas visuais (Wilkins, 1995, 2003).

Alunos com Síndrome de Irlen acham difícil se concentrar na leitura e/ou memorizar o que leram. Eles veem a tarefa de ler uma página de "cheia de texto" como uma tarefa que é extremamente desafiadora e desanimadora. Muitas vezes, eles precisam reler várias vezes para entender o texto. Esses alunos têm o potencial para aprender, mas o excesso de estimulação das vias neurais causadas pela sensibilidade à luz pode interferir com o processamento da informação visual. O resultado pode ser o seguinte: mesmo lendo uma passagem curta de texto, pode parecer ser uma tarefa intransponível. Em casos mais extremos, estudantes foram diagnosticados como tendo uma dificuldade de aprendizagem. Eles também são muitas vezes rotulados como preguiçosos, ou acusados de não estarem se esforçando o bastante.

Esta síndrome é reconhecida pelos profissionais?

Publicações recentes, como a revisão da literatura por Nandakumar e Leat (2008) e do estudo por Kruk, Sumbler e Willows (2008) reconheceram Síndrome de Irlen como condição válida - e recomendam o tratamento. Embora o distúrbio ainda não seja completamente compreendido, nos últimos anos o uso de imagens de ressonância magnética (MRI) tem aumentado significativamente nosso conhecimento de como esta síndrome afeta o cérebro.

O que pode ser feito para ajudar o aluno com Síndrome de Irlen?

• Alunos com Síndrome de Irlen são particularmente sensíveis à luz fluorescente em cima - e em relação às lâmpadas fluorescentes compactas. O ideal é o estudante próximo a uma janela que lhes permite beneficiar da luz natural. [NOTA FEITA POR MIM: Cada caso é um caso... se a intensidade da Síndrome de Irlen for severa, pode ser que ele queira ficar o mais longe possível de qualquer fonte de iluminação intensa, incluindo aí a janela, hehehe!] 

• Colocar o aluno em uma área mais escura da sala para ler, ou desligar as luzes, se possível. 

• Permitir que o aluno use óculos de sol ou um boné em sala de aula para reduzir a quantidade de situações em que entram luz nos olhos.

• Os retroprojetores emitem uma luz muito intensa. Certifique-se de que o aluno está sentado longe da luz com um ângulo de 45 graus; e, sempre que possível, apresente o texto em lâminas coloridas em vez daqueles com um fundo branco puro.

• As telas de computador também podem ser problemáticas; peça ao técnico de computador em sua escola para instalar "Screen Tinter Lite", que é um programa de software gratuito que permite que o aluno colorir o fundo de software Microsoft Office, como Word. Este programa não funciona em páginas de internet. [MEU PALPITE PESSOAL: Por experiência própria, os aplicativos SSOverlay e WebHelp Dyslexia trazem melhores resultados - incluindo aí a navegação web. Experimente um deles!!!] 

• Propor aos pais [dos estudantes, quando estes são crianças ou adolescentes]  que eles levem o aluno a um optometrista - para afastar a possibilidade de qualquer outro problemas físico.

• Evite, nos textos impressos ou projetados, apresentar grande quantidade de texto em uma pequena área do papel ou tela; evite também apresentação visualmente desorganizada.

• Dê o aluno mais tempo para ler, pois isso pode ser necessário para que eles para ganhar uma completa compreensão do texto.

• Alunos com Síndrome de Irlen geralmente percebem que eles podem ter um melhor desempenho de leitura e escrita quando se usa papel colorido [ou reciclado]. Peça ao aluno para relatar qual é a cor que lhe proporciona maior conforto visual, e use papeis nessas tonalidades quando for fornecer material fotocopiado ou impresso. 

• Permita que o aluno use uma régua ou dedo como um guia auxiliar durante a leitura.

• Dê tempo para o aluno para descansar os olhos, o que pode reduzir a frequência e gravidade de dores de cabeça e fadiga.

• Incentivar o aluno a usar um gravador de voz para gravar as suas notas, o que reduzirá a quantidade de textos que precisa ler enquanto estudar.

• Evitar exigir que o aluno sempre copie notas a partir do quadro. Isto é tarefa extremamente difícil para os alunos com Síndrome de Irlen.

• Esteja ciente de que o aluno pode ter dificuldade com a percepção de profundidade (ex: dificuldade de pegar uma bola; pode esbarrar com freqüência em objetos ou móveis).

• Papel gráfico, como o utilizado na matemática, pode causar distorções visuais em alunos com Síndrome de Irlen. Use somente com cuidado.

• Evite  fontes "do tipo serif" como Times New Roman; Arial ou Verdana são mais fáceis para o aluno ler. [MEU PALPITE: Letras que têm proporção de altura maior que a largura, do tipo compridas e estreitas - tais como ''Impact'' costumam ser as PIORES para ler! Cansam a visão para caramba, hehehe!] 

• Evite caracteres que são demasiado pequenos ou quantidade de texto muito densa em relação à area da superfície de leitura.

• Incentivar o uso de filtros Irlen® do aluno se tiverem sido prescritos.

• Desencorajar as atitudes negativas e comentários de outros alunos. Incentivar
discussões abertas sobre a Síndrome de Irlen, e as formas em que os colegas podem ajudar os afetados por este distúrbio de visão. 

Maiores informações, e referências podem ser encontradas em www.irlen.com ''
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POSTS RELACIONADOS:
Dicas de como lidar com alguém com Síndrome de Irlen (para professores) 
Dicas de convivência para colegas de um(a) estudante com Síndrome de Irlen


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Dica IMPORTANTE de acessibilidade - destinada a organizadores de eventos!!!

Por: Débora Rossini

Oooopa! O post de hoje é para abordar a questão da (in)acessibilidade em eventos. Já escrevi resumidamente sobre isso lá no Facebook, e vi que o post publicado por lá popularizou-se bastante, tendo um significativo número de curtidas e compartilhamentos. Porém, como todos sabem, postagens na referida rede social acabam ficando difíceis de visualizar, com o passar do tempo (já que postagens mais recentes vão, pouco a pouco, ''empurrando'' as mais antigas para um local mais ''escondido'' na página). E como acho extremamente importante o conteúdo abordado, resolvi escrever sobre ele aqui também - uma vez que em um blog é mais fácil de localizar um texto, devido ao tipo de ferramenta de busca! 

Pois bem: as pessoas com deficiência, frequentemente, querem (ou até PRECISAM, de acordo com a circunstância!!) participar de eventos acadêmicos, profissionais, culturais... ou até mesmo de entretenimento, para relaxar a ''cuca''! No entanto, parece que boa parte dos produtores de eventos se ''esquecem'' de que pode haver algum participante com deficiência que queira se inscrever... e o evento fica com aquela ''cara'' de que foi projetado para pessoas sem necessidades especiais. (Tá, eu sei que existem eventos que preocupam-se com questões de acessibilidade para quem porventura queira participar - mas, a meu ver, acho que no geral tal postura não é tão frequente, infelizmente...) 

Imagine que você, por exemplo, é alguém com algum tipo de deficiência/necessidade especial e faz faculdade. Aí aparece um anúncio bem atrativo, de um evento acadêmico, que será realizado... em OUTRO departamento institucional ou mesmo em OUTRA instituição, na qual NINGUÉM TE CONHECE. E aí? Você, que já tá cansaaaado de ter de batalhar por acessibilidade no seu dia-a-dia (e muitas vezes, sozinho!) ainda tem de ter o trabalhããão de ter de ficar entrando em contato com a equipe organizadora quantas vezes forem necessárias... telefonando, mandando e-mail, agendando reunião, para explicar quais são suas necessidades especiais, e como o evento pode fornecer acomodações para que você desfrute melhor dele?? 
Para uma pessoa SEM deficiência, é só ir lá, preencher o formulário de inscrição, pagar uma taxa, preparar-se para deslocar até o local de realização,  e pronto. 
E para uma pessoa COM deficiência? Além destes procedimentos que uma pessoa sem deficiência precisa fazer, ainda tem a burocracia ADICIONAL  de batalhar para garantir a sua acessibilidade - e, ainda assim, ficar na dúvida e expectativa se realmente ela vai ser totalmente atendida!!! Chato, né?  

Pensando desta forma, escrevi no facebook do ''Sopa'' um status que mostra publicamente o que as pessoas com deficiência gostariam imensamente, do ponto de vista delas, que os organizadores de eventos soubessem - com dicas para ''facilitar a vida'' delas nessas horas! ;-) Segue-se a reprodução do texto: 

''DICA DE ACESSIBILIDADE - DESTINADA A ORGANIZADORES DE EVENTOS:

Sempre que forem montar um site com formulário eletrônico para inscrição em eventos (seja lá de que natureza for... seja acadêmica, cultural ou de entretenimento), minha sugestão é a seguinte:
Na hora de criarem os campos a serem preenchidos (tais como Nome: ..... , Telefone: ......, Palestras/Minicursos/oficinas de Interesse: ...... , e similares), seria IMPORTANTÍSSIMO se vocês incluíssem nos formulários online de inscrições o seguinte campo a ser preenchido: ''POSSUI ALGUM TIPO DE NECESSIDADE ESPECIAL? EM CASO POSITIVO,FAVOR ESPECIFICAR O TIPO DE DEFICIÊNCIA E QUAIS ADAPTAÇÕES NECESSITA PARA PARTICIPAR DESTE EVENTO''.

Simples, não é? Percebo, entretanto, que isto NÃO acontece quando deparamos com um formulário eletrônico de inscrição de eventos, sobretudo os de natureza acadêmica!!! Se isso ocorresse, iria ser UMA MÃO NA RODA para que os organizadores do evento soubessem que existem, SIM, pessoas com algum tipo de deficiência que se interessam em participar do evento em questão. E facilitaria bastante na hora de a comissão organizadora tomar as providências para garantir a acessibilidade desta pessoa de acordo com as necessidades que ela apresentar. Principalmente quando se trata de eventos em lugares

e com pessoas desconhecidas para a pessoa com deficiência em questão!!!

Além disso, tal medida evitaria constrangimentos para a pessoa com deficiência - pois não é todo mundo com necessidades especiais que é mais comunicativo; tem gente que possui dificuldade em tomar a iniciativa de ficar telefonando, mandando e-mail, agendando reunião com equipe organizadora de eventos, para conseguir o mínimo de acessibilidade. Tem gente que também não lida psicologicamente muito bem com a questão de ficar explicando, explicando, explicando, sobre sua deficiência pros outros.

E tem gente que, simplesmente, tem deficiência, mas não tem tempo de ''correr atrás de acessibilidade pra ela'' em um evento, porque, já cansada, já tem de correr atrás de vááárias outras questões de acessibilidade pra ela, no seu dia-a-dia... e muitas vezes, sozinha! 

A questão das Leis de Acessibilidade está aí, a pleno vapor... e Acessibilidade em Eventos é um assunto que está sendo muito discutido na atualidade!!!

Fica, então, a sugestão para os organizadores de eventos!!! ‪#‎ProntoFalei‬  ''

E você, leitor? Já passou por algum ''perrengue'' em relação a conseguir a acessibilidade 
necessária em eventos? Ou já deixou de participar de algum, simplesmente porque viu que iria causar um enorme gasto de tempo e de ''energia emocional'' para conseguir as 
adaptações necessárias à sua participação satisfatória? Como você ''contorna'' alguma falha inesperada de acessibilidade? 
COMENTE NO ESPAÇO ABAIXO!!! :-) 

terça-feira, 30 de julho de 2013

COMO USAR O NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE DE SUA UNIVERSIDADE? (PARA ESTUDANTES)


Por: Débora Rossini

Oooopa! O post de hoje é um "manual de instruções" de como utilizar o espaço denominado "Núcleo de Acessibilidade" (*) de sua universidade! Então, se você é um estudante universitário com necessidades especiais, este texto é para você mesmo!!
(*) Algumas universidades possuem o referido espaço/setor com outros nomes, tais como: "Núcleo de Apoio à Inclusão", "Centro de Apoio a Necessidades Especiais", etc. Mas dá pra ver que são nomes diferentes , que variam de uma universidade a outra, que querem denominar a mesma coisa, ok?

Claro que cada Núcleo de Acessibilidade de cada universidade tem suas regras, que variam de uma instituição para outra. O objetivo deste post, portanto, é de trazer dicas/sugestões para você aproveitar o máximo possível deste espaço!




PRIMEIRAMENTE: O QUE É UM NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE?
É um setor da universidade que tem como finalidade suprir e atender às necessidades educacionais especiais de estudantes que as possuem. Assim sendo, tem como finalidade o suprimento de recursos assistivos para estes estudantes - equipamentos e materiais didáticos adaptados para quem tem deficiência auditiva, visual, motora, etc - e recursos humanos (ledores para cegos, intérpretes de Libras para surdos, apoio psicopedagógico, dentre outros.)                                                                            


E COMO USUFRUIR DESTE ESPAÇO?
Primeiramente, é bom que você - que possui necessidades educacionais especiais - tenha em mãos os laudos/relatórios médicos comprobatórios de suas limitações. Cada universidade tem suas regras em relação a onde você deve se dirigir com essa papelada toda (Setor de Saúde? Pró-Reitorias de Graduação/Pós Graduação ou de Assuntos Estudantis? O próprio Núcleo de Acessibilidade?) Bom, na universidade em que estudo, o aluno deve seguir este "ritual" aqui, descrito num post que já escrevi sobre o assunto... ;-)
Há universidades em que a própria Comissão do Núcleo de Acessibilidade indicará os procedimentos institucionais a serem feitos, caso o estudante precise de orientação para estes. Algumas solicitam que o estudante preencha uma ficha cadastral (tal como a UFSM - Universidade Federal de Santa Maria - por exemplo), a fim de proporcionar um acompanhamento mais "de perto" do aluno que necessite.
O aluno pode - e deve! - pedir ajuda a alguém do Núcleo de Acessibilidade sempre que necessário, para explicar seu problema (visual, locomotor, auditivo, etc) para os professores e monitores, para que as atividades acadêmicas sejam melhor desenvolvidas. 



"TOQUES" PARA UM BOM USO DO NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE
1) Esteja sempre atento (a) às regras de funcionamento do Núcleo de Acessibilidade de sua universidade. Caso você não concorde com alguma determinação (afinal, cada caso de pessoa com deficiência é um caso, né?), converse - amigavelmente, pelo amor de Deus!!!! - com a pessoa responsável.
Por favor, NADA de bancar o "deficiente revoltadinho" (risos) na hora de reivindicar os direitos, viu? Seja educado, polido e lembre-se: quanto mais você colaborar com as pessoas que estão ali JUSTAMENTE PARA TE AJUDAR, mais fácil será para encarar as dificuldades numa boa! E lembre-se: quem tem algum tipo de deficiência, infelizmente, já tem "tendência" a ser discriminado pelas outras pessoas. Então, quanto mais simpático, educado e gentil você for, menor a probabilidade de os outros te deixarem pra escanteio. (Se isso já vale até para quem é, digamos, "normalzão" - rerrerré!!- imagine então para quem tem algum tipo de necessidade especial, né? É a realidade, meu leitor!!!)


2)Compreenda que ali é um espaço de USO COLETIVO. Portanto, seja cuidadoso com os equipamentos, materiais de estudo, materiais didáticos adaptados, etc. Tais apetrechos, como você tá careca de saber (risos) são caros, e frequentemente difíceis de conseguir!!! Se você estraga, por descuido, um computador, some com um cabo de um equipamento eletrônico, coloca objetos pesados em cima de um livro em Braille ou deixa arranhar o DVD com material multimídia visual para surdos, você não só está estragando o material que ajudará VOCÊ em seus estudos, como também tá tirando a chance de outras pessoas com necessidades especiais a estudar. PENSE NISSO, meu amigo!!! ;-)

 


3) Tirou do lugar algo? PELAMORDEDEUS, GUARDE assim que acabar de usar o treco!!! Facilita muito a vida da próxima pessoa que for usar a coisa - pois achará mais facilmente o objeto. PRINCIPALMENTE em se tratando de objetos usados por CEGOS - já que estes localizam as coisas por memorização da posição espacial, da gaveta, do armário, da prateleira em que estão!


4) Quis bancar o espertinho e levar , sem autorização formal, algum objeto pra casa, monopolizando seu uso??? Uuuuuuuhhhhhhhh ....!!!! (vaiando). A não ser que o objeto seja disponível para empréstimo - com a devida autorização e registro da pessoa responsável pelo setor, NADA DE ficar querendo levar fone de ouvido, regléte, DVD e outros objetos para sua casa! Larga de ser egoísta (risos), pois já-já vai aparecer outro colega seu precisando de usar o negócio na sala de recursos, e, aí... cadê o apetrecho? Se fosse com você, aposto que você não ia gostar, e ia ficar estressadão, não é verdade? ;-)


5) BOA CONVIVÊNCIA. Trate bem seus colegas com deficiência, compreenda as diferenças das necessidades especiais suas e deles, sem ficar estressando com ninguém. Parece difícil quando a gente imagina, por exemplo, pessoas com deficiência visual e auditiva compartilhando um mesmo espaço físico, dadas as diferenças de percepção ambiental e, sobretudo, as dificuldades de comunicação. Se você, enquanto pessoa com deficiência, tanto batalha por inclusão, aceitação e acessibilidade, dê o exemplo, ao aceitar seus colegas como são - e nada de ficar achando que você é mais "coitadinho" que os outros! Calma, tem espaço para todo mundo! :-)


"Peraí, mas e esse negócio de cego e surdo na mesma sala de recursos? Vai ser um caos na hora de se comunicar, né?"- você deve estar pensando.


Relaxa, que seguem-se algumas dicas espertas (TESTADAS E APROVADAS):
-Para deficientes auditivos que usam AASI ou IC (aparelhos auditivos) e que são oralizados: certamente não vai ter muita dificuldade para vocês interagirem com a galera que tem a potência visual baixa ou nula. Apenas lembrem-se que boa parte das pessoas com comprometimento visual esboçam poucas expressões faciais ao falar - o que pode atrapalhar um tiquinho a leitura orofacial feitas por vocês. Se isso acontecer, peçam para que eles repitam o que disseram, ou que ajustem a velocidade de fala que for melhor para vocês, ou peçam que aumentem o volume da voz caso seja necessário. 
-Surdos sinalizados (usuários de LIBRAS) com deficientes visuais: já que a tecnologia está aí, disponível, por que não valer-se dela para comunicar com o povo que não vai conseguir enxergar os gestos e expressões faciais de vocês? ;-) Simples: por meio de um computador (portátil ou desktop), sempre que precisarem de se comunicar dentro da sala de recursos (e não tiver um mediador ou intérprete disponível), façam o seguinte: ativem o leitor de telas para cegos; a partir daí, podem se comunicar digitando!!! :-) Você, surdo, digita; o cego ouve através do sintetizador de voz do computador; o cego digita a resposta;  e você lê através da tela! (Dica testada e aprovada que já funcionou várias vezes.)

E lembrem-se, galera com deficiência visual e auditiva: embora as percepções de mundo dos D.V.s e D.A.s sejam opostas (o "mundo" dos primeiros é percebido sobretudo pela audição, enquanto o dos segundos é percebido predominantemente por habilidade visuais mais apuradas) dá, sim, para ter uma boa convivência! :-) Quem sabe vocês podem inclusive ajudar uns aos outros (o cego "empresta" o ouvido pro surdo, e este "empresta" os "zôio" pro cara com deficiência visual)??? Rerrerré! Conheço um caso em que o professor com deficiência auditiva (parcial) e a aluna com deficiência visual (parcial) conseguiram, não só conduzir as atividades acadêmicas com êxito, como também se tornaram parceiros de projeto de pesquisa e grandes amigos. E, claro, aprenderam bastante com as limitações e habilidades um do outro - inclusive, compreendendo mutuamente as dificuldades de acessibilidade enfrentadas no dia-a-dia. (Que tal aprender com eles, rerrerré????)

 

6) LEMBRE-SE, MAIS UMA VEZ, DE QUE O ESPAÇO É DE USO COLETIVO. Nada de ficar achando que a sala de recursos é seu gabinete particular, rerrerré! Mesmo que , em determinado semestre, você seja o único estudante que frequenta a sala de recursos, no próximo pode ter um calouro que necessite de usá-la também. Ou mesmo aquele estudante veterano que, normalmente, não usa a sala de recursos por opção (prefere estudar em casa, ou na cabine da biblioteca com colegas , etc) mas que, em situações mais pontuais, necessite de usar a sala.

7) PARA QUEM TEM DEFICIÊNCIA VISUAL E USA LEITOR DE TELA. A menos que você esteja sozinho na sala, seja educado e, POR FAVOR, use os fones de ouvido ao estudar!!! Imaginem uma multidão de cegos na sala, e cada qual estudando uma matéria diferente através do computador "falante" ou de aparelho de mp3: se ninguém usar os fones, o ambiente vai ficar com aqueeeele falatório dos aparelhos, todo misturado... e, conseguir estudar mesmo que é bom, nada!!!

"Mas peraí... eu já vi em diversas reportagens que o uso de fones de ouvido por tempo prolongado, todo dia, acaba por causar danos à audição. Já sou 'ceguetinha', e não tô querendo ficar surdo não! Meus ouvidos fazem papel de ouvido e de olho, pô!" - você, que tem problema de vista, deve estar se perguntando.

Você tem razão de estar preocupado, meu caro leitor! (Veja inclusive este post que já escrevi sobre este assunto.) Assim sendo, te dou duas sugestões: se não quiser usar o fone de ouvido, então ponha o som externo no volume MÍNIMO - de forma que seja suficiente para só você escutar, e mais ninguém ficar incomodado. Afinal, normalmente quem tem deficiência visual tem audição mais desenvolvida, né? (A não ser que o cego tenha também dificuldades auditivas.) Use então isso a seu favor! A outra sugestão é pegar o par de fones de ouvido (desses de concha) e pendurá-lo no pescoço através do arco que une as conchas que emitem som. Regule o volume de forma que só você ouça, e que não incomode ninguém. Pronto! A fonte sonora estará perto de seu ouvido, mas não estará "em cima" deles sobrecarregando sua audição! ;-)

Essas são as dicas que tenho por hoje. Se eu tiver mais alguma ideia adicional, eu publico posteriormente!
E VOCÊ, LEITOR? GOSTOU DAS DICAS DADAS? TEM ALGUMA SUGESTÃO ADICIONAL? COMENTE AÍ NO ESPAÇO ABAIXO!!! :-)