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domingo, 12 de abril de 2020

Usar máscaras é necessário. Mas como ser INCLUSIVO diante disso?

Por: Débora Rossini 


Fala, povo! Diante da pandemia do coronavírus, vira e mexe vejo:

"-Fique em casa. Mas se, por algum caso de extrema necessidade tiver que sair, USE MÁSCARA".

Ou então:

"Cidade de [esqueci o nome agora] , por decreto municipal, coloca obrigatório o uso de máscaras caso a pessoa precise sair de casa".

Ou ainda:

"Alguns países europeus ,como a Alemanha, que já tiveram alguma queda nos casos de coronavírus, estudam as possibilidades de reabrir gradualmente os estabelecimentos - comércio, prestações de serviços, universidades - mas explicitando que o uso de máscaras seria NECESSÁRIO para que as pessoas pudessem frequentar tais lugares".

Aí fico pensando: com certeza, daqui a alguns meses, quando esse pico de contágio de coronavírus no Brasil começar a cair, vão acabar fazendo a mesma coisa. Porém, tem um detalhe: o uso (CORRETO!!!) de máscaras seria exigido - e com toda razão, pois é uma situação de saúde pública! Mas como fazer isso de forma que não aumente ainda mais a exclusão social (e até algumas situações constrangedoras e mal-entendidos) de determinadas pessoas, tais como surdas (sinalizadas e oralizadas), pessoas com Síndrome de Irlen (e outras condições visuais que as obriguem a usar óculos escuros o tempo todo, até mesmo de noite e em ambientes fechados) e pessoas de certas etnias que são estigmatizadas por racismo? A cobertura extra no rosto , tão necessária para manutenção da saúde pública, acabaria dificultando mais ainda a vida de tais indivíduos, que existem aos milhares (Leia mais a seguir o porquê!) .

MAS ISSO TEM SOLUÇÃO!!!

Que tal se as empresas, costureiras profissionais e laboratórios de universidades que estão confeccionando máscaras (para ajudar na prevenção da covid-19), fizessem também dessas máscaras, mas com material TRANSPARENTE, disponíveis à população?? [aperfeiçoando o protótipo caseiro feito por aquela moça  americana - ou aperfeiçoando o design dessas máscaras transparentes de acrílico reutilizáveis que os profissionais de saúde já estão usando, de forma a serem adequados para o cidadão comum usar no dia-a-dia?]

IRIA AJUDAR ENORMEMENTE NA INCLUSÃO SOCIAL (além de ajudar a combater um problema de saúde pública!) Olha o que aconteceria se houvesse desse produto à disposição, E OLHA COMO TAL PRODUTO TEM ALTA DEMANDA (valendo assim, o investimento na produção)!!! Vejam quem seria beneficiado com isso:

-PESSOAS SURDAS (oralizadas) que fazem uso de leitura labial/orofacial: quanto mais as outras pessoas estiverem usando máscara de material transparente, mais será possível que tais pessoas surdas consigam comunicar com elas adequadamente;

-PESSOAS SURDAS QUE USAM LIBRAS - Tanto para tais pessoas entenderem os outros quanto para serem entendidas, as máscaras serem transparentes seriam de fundamental importância, pois, como sabemos, Libras não é uma língua na qual se usam apenas as mãos para "falar", mas sim expressões faciais que as complementam fortemente!!! Ou seja, POSSIBILITA que tais pessoas se comuniquem!

-PESSOAS COM SÍNDROME DE IRLEN (OU OUTROS DISTÚRBIOS DE VISÃO EM QUE A PESSOA PRECISA USAR ÓCULOS ESCUROS COM LENTES FILTRANTES EM TEMPO **INTEGRAL** )- tais pessoas já ficam com metade do rosto coberto pelos óculos escuros; se usam máscara como as que temos disponíveis, o que acontece?? O ROSTO INTEIRO fica coberto!! Aí dificulta sua inclusão social em um monte de situações, uma vez que não dá para os outros verem os olhos delas - dificultando assim a identificação/reconhecimento, comunicação nāo verbal (sobretudo em situações onde não dá pra falar explicitamente algo, por questões de etiqueta e/ou pra evitar confusão com alguém que esteja perto, ou mesmo por segurança!!), interações interpessoais necessárias, etc. Não dá nem pros outros identificarem as expressões faciais!

Inclusive poderiam haver riscos principalmente em espaços públicos -tais como agências bancárias e lojas, ou andar por aí a noite, caso a pessoa esteja com o rosto totalmente coberto pelo conjunto composto por máscara (que não é transparente) mais os óculos escuros! -  risco de tais indivíduos serem confundidos erroneamente como "maus-elementos" por seguranças, guardas e autoridades policiais... e que, mesmo com a devida identificação por documentos, sabemos que ainda existem, sim, vários guardas e policiais com comportamento truculento, com abuso de poder contra minorias, e que aparecem aí nos telejornais. 

-POPULAÇÃO DE MINORIAS ÉTNICAS MARGINALIZADAS: As últimas linhas do parágrafo acima também se aplicam a várias delas, visto que há minorias étnicas que infelizmente ainda são estigmatizadas, e se aparecerem com o rosto coberto, muita gente inocente vai ser tachada erroneamente de mau-elemento, podendo por em risco até mesmo sua integridade física e emocional devido a racismo e preconceito. Já até li e compartilhei reportagens que mostravam casos reais sobre isso - como esta aqui,  mais esta aqui e também esta aqui.

***IMPORTANTE: SEI QUE A REGRA NO BRASIL, ATUALMENTE, É #FicarEmCasa... mas fico imaginando quem PRECISA de sair para trabalhos essenciais (usando máscara) e/ou
se daqui a alguns meses houvesse a reabertura gradual dos estabelecimentos e universidades (como já está sendo cogitado na Alemanha) e tivesse a recomendação EXPRESSA de usar máscaras para poder frequentar estes locais.

OBS: Antes que alguém refute meus argumentos dizendo que isso "é temporário e uma hora vai acabar", eu digo: sim, de fato é temporário, maaas...
1- Não sabemos quando isto irá durar, se serão vários meses... e num país de dimensões continentais como o nosso, e as tendências de mobilidade humana, não sabemos se poderá ter outro surto mais pra frente;
2-Se isso durar longos meses, pessoas com surdez vão ter sua capacidade de comunicação REDUZIDA DRASTICAMENTE,  e pessoas com óculos escuros de correção e/ou de minorias étnicas vão ficar mais inseguras em determinados ambientes e situações, devido ao encobrimento do rosto ocultando sua face e expressões, estando mais vulneráveis a abordagens policiais/de seguranças e de guardas que, SE FOREM mal-preparados, poderão ser truculentos causando constrangimentos. Isso sem contar os "ruídos" e mal-entendidos na comunicação cotidiana entre uma pessoa com Síndrome de Irlen e as demais - já que os outros não verão nem os olhos nem a boca de uma pessoa que usa óculos escuros MAIS a máscara ...e nem sempre a comunicação verbal sozinha dá conta da tarefa sem o apoio não verbal de olhares, expressões, movimentos da boca.
3-Vale lembrar que boa parte de tais pessoas já carrega consigo um histórico de vida de exclusões sociais somadas, maus-tratos, desrespeitos que deixam marcas emocionais difíceis de corrigir. Então, esse tipo de coisa, que pode parecer "bobagem" pra muita gente que não se afeta por isso, pode representar um impacto ENORME em diversas pessoas de tais minorias - danificando mais ainda a saúde mental de tais pessoas. Então, qualquer "coisinha" a mais que essa pessoa vivencia, já entra pra sua coleção negativa de experiência, deixando cicatrizes emocionais que podem ser de duração muito mais longa que a pandemia! :-/
4-Além do mais, pensem comigo: se MUITA GENTE que não é "minoria social" já está em situação emocional delicada com essa pandemia (devido a mudanças na rotina, na dinâmica familiar, no ritmo de trabalho, nas possíveis dificuldades financeiras, etc) imaginem então as minorias? Além dessas incertezas normais a todo mundo, tem as especificidades de sua condição - somando coisas que pode deixar sua saúde emocional mais vulnerável ainda, sobrecarregando o psicológico!!!

POR ISSO A IMPORTÂNCIA DE SE FABRICAREM MÁSCARAS DE PROTEÇÃO COM UM DESIGN MAIS INCLUSIVO, CERTO???

Além do mais, mesmo quando essa onda de covid-19 acabar, a disponibilidade de tal EPI "inclusivo" poderia ser um legado permanente, pois: quantos surdos vão ao dentista e médico, mas não entendem o que os profissionais com máscara branca/colorida dizem? Quantos profissionais de saúde possuem Síndrome de Irlen, usam óculos escuros, TEM que usar máscara, mas acaba impossibilitando que os interlocutores vejam suas expressões faciais?  Pois é... Seria uma grande oportunidade de inclusão de pacientes e de profissionais, não acham??  Sem contar que na história da Humanidade, podem ocorrer diversas pandemias, e é bom que já se tenha uma cultura de preparo (comportamental e de equipamentos) para quando isto ocorrer.

IMPORTANTE: Para se produzirem máscaras transparentes, é importante que tenha uma padronização liberada por algum órgão competente (OMS/ Ministério da Saúde) e **não** sair improvisando qualquer gambiarra feita de plástico por aí!! Além de colocar a saúde sua em risco, pode por a dos outros também (o material proporciona barreira de proteção adequada? Permite respiração adequada? Evita acúmulo de umidade? - que seria um "prato cheio" pro coronavírus se multiplicar ainda mais? Tem fácil higienização? Tem de considerar essas coisas!!!)  

PRA FINALIZAR: Enquanto as indústrias, confecções e laboratórios não implementam a solução proposta neste post, 

1) PELAMOOOOR DE DEUS, FIQUE EM CASA SE PUDER!!! (Vale pra TODO MUNDO que puder!) A MÁSCARA MAIS SEGURA (E CONFORTÁVEL!)  É A SUA CASA, HEHEHE!!!!

2) Pra vc que pertence a uma das minorias descritas neste texto: Em caso de emergência que tenha de sair na rua, USE A MÁSCARA QUE VC TIVER DISPONÍVEL, SIM (descartável ou de pano), mesmo com os PROVÁVEIS perrengues sociais mostrados neste post! Vamos ser racionais: de que adiantaria vc deixar de usar a máscara para evitar alguma coisa que te deixaria emocionalmente abalado, mas acabasse pegando uma doença grave que pode deixar sequelas e até matar você? Ou vai que vc teve contato com o vírus covid-19 sem saber, foi assintomático, mas pode transmiti-lo, causando doença ou óbito de algum de seus entes queridos???? Aí o prejuízo emocional seria BEM MAIOR E IRREVERSÍVEL, concorda? A ideia deste post não é de forma alguma desencorajar certos grupos de pessoas a usarem máscaras - mas, sim, mostrar uma solução que vai GARANTIR MELHOR inclusão de tais pessoas numa emergência de saúde coletiva e pública, ok?? Pense nisso! :-) 


PORTANTO, SE VOCÊ GOSTOU E CONCORDA COM O QUE FOI DITO ACIMA... COMPARTILHE ESTE POST, E FAÇA ELE RENDER UM MONTE DE DISCUSSÕES NA INTERNET!!!  

Em vez de espalhar o coronavírus, ESPALHE ESTE TEXTO!!!  É uma questão não só de saúde pública, mas de inclusão social e de cidadania!!!!!!!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

21 DE SETEMBRO - DIA NACIONAL DE LUTAS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

 Por: Débora Rossini

Fala, galera! Beleza?? Publiquei este texto no Facebook, e estou re-publicando aqui, para atingir um número maior de leitores, hehe!!!

Pois é... Ontem, 21 de setembro, foi o Dia Nacional de Lutas das Pessoas com Deficiência. Ou seja, um dia para destacar e chamar a atenção da sociedade sobre as batalhas que a galera com algum tipo de deficiência/necessidade especial enfrenta, matando "um leão por dia". 🤔

Infelizmente, muita gente - que não tem deficiência, nem gente na família com tal atributo - pensa assim: "-Ah, isso não é comigo". E nem quer saber de coisas relacionadas à acessibilidade, inclusão, tecnologias assistivas, etc (achando que isso é coisa de "um nicho específico", de ''quem precisa disso", etc.) E toca a vida pra frente.

👉👉👉 GENTEEEE... Pensem comigo aqui:

☝️ 1) Nunca se sabe o ''dia de amanhã'' - logo, pessoas que não tem deficiência hoje, PODEM (ou não) ter deficiência amanhã. Seja por acidente, seja por um infeliz episódio de agressão/violência, ou mesmo por alguma doença genética que se manifesta tardiamente (e que a pessoa nem sabia que tinha isso na família).

☝️ ☝️ 2) A expectativa de vida dos brasileiros está aumentando. Com a longevidade, entretanto, vem um monte de limitações físicas, sensoriais e/ou cognitivas, devido ao desgaste natural do organismo. Logo, quanto mais conhecimento sobre recursos assistivos - e, principalmente, quanto mais empatia em relação a quem tem algum tipo de necessidade especial, melhor. Facilita até mesmo a aceitação de alguma possível limitação que porventura aconteça ao longo da vida.

☝️ ☝️ ☝️ 3) Não se esqueçam que ''ACESSIBILIDADE" não é algo restrito a quem tem deficiência/ necessidades especiais permanentes. ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO SÃO BASTANTE ÚTEIS, **TAMBÉM**, PARA QUEM, POR ACIDENTE OU MOTIVO DE SAÚDE, FICA TEMPORARIAMENTE PRECISANDO DISSO. Qualquer um de nós está sujeito a quebrar uma perna, um braço, ou estar em pós-operatório de cirurgia, etc - e, assim, precisar de muleta, bengala, cadeira de rodas, tipoia imobilizadora, alimentação especial, etc (dependendo da situação.)
Já vi, de perto, **vários** casos em que pessoas SEM deficiência quebraram pernas e, graças à estrutura de acessibilidade da instituição em que estudavam/trabalhavam, puderam usufruir das rampas e banheiros adaptados.

E vocês, internautas? O que acham desta reflexão? Comentem.... E compartilhem à vontade, em suas redes sociais, este texto, hehe!!!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

JUNTOS PELA MIRNA... VAMOS NESSA???

Por: Débora Rossini

Fala, galera!!! Beleza??? 

Hoje vou trazer para vocês uma história show de bola!!! Envolve dificuldades, mas também muita força e volta por cima!!! 

Há muito tempo que queria trazer esta história cá para o blog, e finalmente hoje tive a oportunidade - não só em questão à disponibilidade de tempo para escrever, mas também por ter acesso a mais materiais online como fonte para escrever o texto!!!

Pois bem: a personagem do texto de hoje é a Mirna Zorkot, de Lavras/MG. Não a conheço pessoalmente, mas sigo seus perfis em redes sociais, seu canal no You Tube e até mesmo algumas reportagens feitas sobre ela por jornais locais, como a que está neste link por exemplo. Pelas suas fotos e vídeos no seu perfil do Facebook e no You Tube, dá para perceber que é uma moça bonita, alegre, brincalhona, com grande senso de humor, e que possui muito carinho por sua família e por seus amigos. Gosta de fazer passeios, gosta de se divertir com seus amigos (incluindo ''fazer bagunça" com crianças, colocar perucas com cores divertidas, pintar o rosto, fazer fotos engraçadas com seus irmãos, momentos divertidos com a família, etc). Dá para ver que esta jovem é super "alto-astral", não é? E energia positiva é algo muito contagiante!!!

Mas a vida da Mirna não é nada fácil...! Vejam só:

Ela teve uma infância comum, como a de qualquer criança. Gostava de brincar com outras crianças, fazer ''artes'', jogar bola... até futebol feminino ela encarava, apesar de existir gente que achava que era ''coisa de homem", hahaha!!! Porém,desde a adolescência, a Mirna começou a apresentar alguns problemas respiratórios, mas era levada aos médicos (inclusive viajando para cidades de grande porte) e não achava solução para seus problemas. Começou então a ter fraqueza nos músculos e já passou por internações, inclusive em UTI. Depois de uma longa luta, finalmente veio o diagnóstico: uma doença chamada Miastenia Gravis. Em casos mais severos (e de diagnóstico tardio), como o da Mirna, a pessoa chega a perder a capacidade de andar, precisando de uma cadeira de rodas, e de ter um aparelho respirador que deve ser usado o tempo todo.

Hoje em dia, além de usar a cadeira de rodas e o aparelho respirador, ela depende de cuidados, o tempo todo. Mesmo tendo uma família dedicada e que lhe dá toda a atenção, ela precisa de cuidados profissionais, também. Possui não só cuidadores, que a auxiliam nas atividades básicas diárias, tais como alimentação, banho, pentear o cabelo, etc (já que não possui tanta autonomia em seus movimentos), mas também necessita de cuidados com enfermeiros, com fisioterapeuta, para que consiga reverter/atenuar seu quadro clínico. Além claro, vai a diversas consultas médicas e tratamentos.

Isto tudo veio causando, com o passar do tempo, um enorme impacto financeiro para a Mirna (que não pode trabalhar fora) e para a sua família. Mesmo a Mirna mostrando seus talentos em artesanato remunerado (que faz sob encomenda - acesse o "Ateliê Mimos da Mirna" neste link), fica difícil, pois, diante do agravamento de seu quadro clínico, não é sempre que ela pode se dedicar o tempo todo aos trabalhos manuais. Seus familiares trabalham e ajudam-na financeiramente, mas, mesmo assim, ela afirma que está ''pesado" para a família ultimamente. Segundo a Mirna, corre o risco de ela não poder mais continuar seu tratamento e nem ter acesso aos equipamentos essenciais para a sua vida (incluindo aí o aparelho de respiração), devido ao alto custo dos mesmos!!! :-(

Então, a Mirna - batalhadora como sempre, e que não desiste nunca, hehe!- lançou a Campanha Solidária Juntos Pela Mirna, e criou uma página no Facebook, chamada Juntos pela Mirna Zorkot. Lá, ela conta (em textos e vídeos) sua história, fala de si, e mostra imensamente que precisa de ajuda para seu tratamento - e dá possíveis soluções para os internautas ajudarem!!!

Uma delas - que funcionaria mais para o público da cidade onde ela mora e da região -  seria comprar uma rifa, que está sendo vendida tanto por seus familiares quanto por diversos amigos. O objeto sorteado será um urso de pelúcia gigante! Maiores informações neste link.

Outra solução, que foi iniciativa de uma amiga fotógrafa, é um pacote promocional de fotografias profissionais, cujo valor arrecadado será destinado a ajudar a Mirna. Maiores informações sobre esta promoção da fotógrafa Milena Fráguas, de Lavras/MG, podem ser obtidas neste link aqui. 

Uma outra solução que ela aponta é a ajuda através de doações de dinheiro, em qualquer quantia. Neste post que ela fez no Facebook, ela passa os dados para depósito.

Mais uma solução que ela aponta é divulgar ao máximo sua história, - para que ela, quem sabe, chegue em alguma emissora de televisão, ou em alguma ONG, ou alguma pessoa ou grupo que possa ajudá-la de alguma forma (seja financeiramente ou fornecendo equipamentos e ajuda de custo nos tratamentos de que necessita.) Bom, pelo menos, tô fazendo minha parte... ajudando a divulgar! Cabe a vocês, internautas, também compartilharem este texto... é um trabalho de ''formiguinha", mas já ajuda! =D ''Vamo que vamo", hehe!!! #JuntosPelaMirna


Em um dos posts públicos que a Mirna publicou no Facebook, dei a ela algumas sugestões que saíram da minha cabeça... Postei como comentário, também em modo público (e  que a Mirna curtiu) e que reproduzo aqui... e quanto mais pessoas aptas a se mobilizarem, melhor!!!

-Primeira sugestão: levando em conta que a cidade da Mirna é uma cidade universitária, e que, portanto, tem um monte de entretenimento sendo criado constantemente para o público jovem, fica a sugestão para o povo da cidade: organização de um evento - seja um churrasco, uma festa, um show! - beneficente, cuja renda arrecadada poderia ajudar a Mirna. O que não falta na cidade são pessoas com dons para organizar eventos, pessoas que sabem trocar um instrumento, ou que saibam cantar, ou possuam uma banda... TODO MUNDO SAI GANHANDO: os organizadores e os músicos divulgam seus trabalhos, os jovens se divertem, e, a Mirna dá um ''up" em sua saúde!!! =D

-Segunda sugestão: frequentemente, diversas empresas juniores , Núcleos de Estudos , e Grupos PETI da Universidade Federal de Lavras promovem atos beneficentes - vira e mexe tem campanha do agasalho, campanha do brinquedo, campanha do material escolar, campanha da arrecadação de materiais de higiene e limpeza para creches, asilos e fazendas-clínicas de recuperação de dependentes químicos. Então, galera que é ligada a tais grupos mencionados acima: taí uma sugestão bacana!!! Já que vocês têm experiência em organizarem ações semelhantes, que tal criarem uma ação de ajuda à Mirna, mobilizando a comunidade acadêmica para contribuírem com compra de medicamentos de que ela necessite, ou ajuda de custo para equipamentos, etc? Ou mesmo podem organizar um bazar solidário, e receberem doações de roupas e objetos em bom estado que as pessoas não queiram mais... e com o dinheiro arrecadado, fazerem o depósito na conta bancária disponibilizada pela Mirna!!!! Além de ajudarem a moça, vocês também saem ganhando, pois é uma forma de promover e dar visibilidade ao grupo de estudos/pesquisa/tutoria/empresa júnior de vocês!!! 

-Terceira sugestão (que acabou de vir à minha mente enquanto escrevo este post)- direcionada à Coordenação do Curso de Medicina da Universidade Federal de Lavras e dos cursos de Saúde (Enfermagem e Fisioterapia) do Centro Universitário Unilavras: Sabe-se que, quando um egresso de um curso superior chega ao mercado de trabalho, muitas vezes o trabalho voluntário conta como valiosa experiência, não só curricular, mas também de experiência de vida e de maturidade!!! Sob a tutoria de professores dos cursos de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia e afins, o que acham de criarem um projeto de voluntariado para ser vivenciado pelos alunos dos referidos cursos? Tais estudantes de Saúde poderiam atuar como cuidadores, para ajudar a Mirna, nos cuidados diários de que ela necessita... e no fim da vigência da atividade, poderiam receber um certificado ou declaração de participação em trabalho voluntário, a ser emitida pelos professores que estivessem coordenando tal projeto. Que tal??? #FicaADica  #VamosCompartilharAtéChegarNeles!!! 

CAROS LEITORES: E SE VOCÊS TIVEREM ALGUMA SUGESTÃO EXTRA, QUE POSSA AJUDAR A MIRNA - SEJA EM PROVIDENCIAR CUIDADORES DIÁRIOS VOLUNTÁRIOS (OU A CUSTO MAIS ACESSÍVEL), OU AJUDAR NA AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS/MEDICAMENTOS, OU DE LEVANTAR RECURSOS ADICIONAIS PARA CUSTEIO DE SEUS TRATAMENTOS, POR GENTILEZA ESCREVAM NO ESPAÇO ABAIXO DESTINADO A COMENTÁRIOS!!! VAI SER DE GRANDE AUXÍLIO!!!!
Então, galera... a Mirna merece toda essa força, não é mesmo??? =D 

"That's all, folks!!!" =D

Gostaram do post? Comentem abaixo!!!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

GUEST POST: ''Estou certa de que a baixa visão é uma grande escola da vida para mim"

Por: Débora Rossini 

OOOOOPAAAA! Mais um ''guest post" para vocês! Muito bacana esta história de uma jovem de 19 anos, que convive com a Baixa Visão desde que nasceu!!! Fica aqui meu agradecimento à internauta que enviou este relato!
Senta, pega um café, e... boa leitura! 

''Essa minha existência sendo deficiente visual já me ensinou muita coisa! Eu não acho que aprendi tudo mas passei a observar o mundo de outra forma. Meu nome é Beatriz, eu tenho 19 anos e tenho baixa visão congênita e nistagmo.
Muitos devem estar se perguntando o que é baixa visão e o que é nistagmo? Sei que não é um assunto muito divulgado. Nistagmo são movimentos involuntários dos olhos. A baixa visão é muito relativa. Conseguimos enxergar mais do que as pessoas imaginam e, ao mesmo tempo, menos do que possa parecer. Alguns exemplos: consigo ver as outras pessoas (sem identificar quem é); mas não vou ver um degrau, um buraco, uma placa, um galho de árvore. Posso ver a cor de uma camiseta, mas não verei uma pessoa acenar ou piscar para mim. Enfim, tudo depende do contraste, da luminosidade, das cores, da distância, das formas etc. 

Ter baixa visão é ser "cego" no mundo dos "videntes" e "vidente" no mundo dos "cegos", mas de forma mais técnica, é a pessoa que tem visão inferior a 30% mas que é capaz de usar o resíduo visual para algumas atividades. As pessoas sempre me perguntam como é a minha visão, é um pouco difícil de explicar, pelo fato de sempre ter enxergado dessa forma. Mas, eu vejo formas, consigo definir algumas coisas, mas não vejo fisionomia, reconheço as pessoas pela voz. Cores, eu vejo algumas... Só me confundo com as mais parecidas... Tipo, azul marinho com preto, bege com branco e etc....consigo ler ampliado de pertinho, mas tem que ser muito ampliado e ter bastante contraste.  
Uso uma lupa eletrônica portátil com letras pretas e fundo branco, para ler livros e coisas com letra pequena. No computador, uso a lupa do windows; confesso que não me adaptei aos leitores de tela, por esse motivo, só os uso no celular. Pra ver tv, posso até enxergar um rosto na tv colocando uma cadeira perto, mas cenas rápidas, legendas, detalhes, etc continuo não enxergando. 

Quando as pessoas passam perto de mim consigo ver que estão passando pessoas, mas não consigo reconhecer alguém só pela visão. Geralmente da pra saber se é homem ou mulher pela altura, comprimento do cabelo, essas coisas mais gerais. Mas se é uma mulher alta de cabelo curto, por exemplo, posso ficar na dúvida. Tudo depende muito. Roupa é a mesma coisa. Consigo ver se alguém tá com roupa escura, clara, curta, comprida. mas não identifico detalhes da roupa. Placas, degraus, essas coisas não enxergo.  

Quando eu tinha 03 meses, a minha avó percebeu que eu não fixava e não acompanhava os objetos. Passei por vários oftalmologistas, quando tive o diagnóstico de baixa visão aos 02 anos de idade. Minha mãe tentou me colocar em uma escolinha particular, porém, a única que aceitou, a professora não estava preparada, então eu ficava lá a tarde toda sem fazer nada e sem conversar com nenhuma criança. Depois de um mês, sai da escolinha. Minha família foi orientada por oftalmologistas a procurar uma associação pra deficientes visuais. 

 Em 2001 eu entrei no Lar das moças cegas, uma associação aqui de Santos. Fazia informática, atividades da vida diária, passava com especialista em baixa visão, natação, dança.... Em 2006 entrei na escola regular, era uma escola pública com sala de recursos. No primeiro ano, ficávamos mais na sala de recursos para sermos alfabetizados. A minha alfabetização foi com letras ampliadas, caneta piloto, caderno com pauta ampliada e lápis 6b. A ampliação é tamanho 40. Escrevo somente com letra de forma, tentei várias vezes a cursiva, mas a de forma é mais fácil para eu entender. No segundo ano, ficávamos mais na sala regular, com uma ledora que dizia tudo o que estava escrito na lousa - eu não consigo ver, nem com telelupa-. e levávamos as lições do livro para a sala de recursos para ampliação. Eu ia para escola regular de manhã e para a associação a tarde, aonde tinha reforço escolar e outras atividades. 
Até o 9º ano eu estudei com a minha melhor amiga, que também era deficiente visual e em escola que tinha sala de recursos. 

Quando fui para o ensino médio, não tive mais ledora ou sala de recursos, porque a escola era do Estado e não mais do município. Comecei a levar o notbook para escola, nessa época também ganhei uma lupa eletrônica portátil, que é a única que funciona para mim e um scanner que converte texto em áudio, o que me ajudou bastante. Mas a dificuldade com a lição da lousa continuava, tentamos de todas as formas uma ledora, televisão, jornal, mas não funcionou. Minha mãe resolveu frequentar as aulas comigo, para ditar a lição da lousa.Quando eu ia para o segundo ano do ensino médio, eu fiz uma prova de reclassificação para passar para o 3º ano, porque eu tinha entrado na escola um ano atrasada. Passei na reclassificação e fui para o terceiro ano. 

3º ano foi um dos melhores! Minha mãe continuava frequentando comigo. Desde os 13 anos, eu pensava em fazer faculdade de direito e um voluntário da associação de deficientes visuais falou que eu me daria bem com o direito, o que me animou mais. Prestei o vestibular para direito em uma universidade aqui de Santos. Fiz a prova com a lupa eletrônica e uma ledora, que transcrevia as minhas respostas para o gabarito. 

Passei no vestibular... Ano passado fiz o primeiro ano de direito. Eu levava o notebook, fazia anotações, as lições da lousa os professores colocavam no portal do aluno, ditavam ou os alunos me passavam. Na universidade já tinham trabalhado com outros deficientes visuais, ao contrário da escola no ensino médio em que eu fui a primeira. O fato de já terem experiência facilitou. As provas eu fazia oralmente ou com a lupa eletrônica. Esse ano vou para o segundo ano de direito. Estou adorando o curso. Pretendo prestar concurso público. 
 
Sabe o por quê de termos Baixa visão? Digo, porque somos fortes o bastante para agüentarmos diariamente essa lição mesmo que as vezes pareça que não aguentaremos. Estou certa de que a baixa visão é uma grande escola da vida para mim. Falo com sinceridade, a baixa visão é uma lição diária para nós. Um dia olharemos para trás e veremos tudo o que aprendemos em todos esses anos com as dificuldades de não enxergar assim tão perfeitamente.''

Valeu, Beatriz, por compartilhar a história com os internautas!!! :-D 

VOCÊ TAMBÉM POSSUI ALGUMA DEFICIÊNCIA/DOENÇA CRÔNICA/NECESSIDADE ESPECIAL E QUER VER TAMBÉM SUA HISTÓRIA AQUI? Funciona assim: Envie para cá um email ( sopanumeros@gmail.com ), com o título ''GUEST POST Sopa de Números" no campo de ''assunto" , e contando sua história. Caso você não queira se identificar, apesar de querer compartilhar a história (como já aconteceu com outros posts deste blog), não faz mal! Sua identidade será preservada (a não ser que você explicite o desejo de se identificar, ao longo do texto, hehe.) Mãos ao teclado!!! ;-)  

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

GUEST POST: CONVIVENDO COM A BAIXA VISÃO

Por: Débora Rossini

Oooopa!!! Recebi por e-mail este interessante depoimento de um rapaz de 23 anos que possui deficiência visual (baixa visão). De uma forma leve e descontraída, ele conta sua trajetória desde o nascimento, sua vida na escola e nos centros de apoio especializado, até o fim do ensino médio e sua colocação no mercado de trabalho!!! Vai aí, dirigido a ele, o meu ''muito obrigada!" à colaboração!!! Com a palavra, o internauta!!!! :-D

''Universo: a grande maioria das pessoas o define como algo imenso envolvendo galáxias, planetas, estrelas em uma absoluta sincronia.Mas seria possível existir universos peculiares para cada indivíduo ??
Nasci prematuramente na noite de 19 de Janeiro de 1994. Em meio a choros e gritos: mal sabia dos desafios que iria enfrentar num futuro ainda próximo. Comecei a ter dificuldades visuais aos quatro meses de vida e aproximadamente aos seis: leves convulsões, que quando era criança eram definidas como terror noturno e que com o passar do tempo ficaram mais frequentes.  

''Acredito ser bem mais complicado do que simples entender o que é visão subnormal. Você não enxerga letras; mas enxerga o ambiente a sua volta; mas... Não enxerga direito as pessoas que estão nele; atropela objetos à frente (próximos), mas finge que nada aconteceu ou simplesmente diz "Não vi isso!" Aí quem está perto, não entende. Se for visão subnormal de nascença; quanto perguntam se/como você enxerga; você diz que enxerga bem, mas como você não tem ideia do que é "enxergar bem"; esse é apenas o seu ponto de vista....literalmente. Uma coisa normal... só pra você! Dá uma impressão de que você enxerga apenas o que quer ver. E no meu caso ainda tem meu olho esquerdo que contrariou a "regra" existente em outras pessoas e pediu contas bem mais cedo. Agora só quer saber de sombra e colírio fresco!! Ele deveria se solidarizar com seu "dono" e voltar ao trabalho, deveria me ver como exemplo, mas o cara não quer enxergar a realidade! Fazer o que...?” (em 12 de outubro de 2015).

Depois de uma aparente conjuntivite, foi descoberto que eu havia perdido a visão do olho esquerdo totalmente e grande parte do olho direito. Quando completei dois anos: através de indicação medica, fui descoberto por professores do ISMEC (Instituto sul mineiro de educação para cegos) atualmente CENAV (Centro de educação e apoio às necessidades auditivas e visuais) onde aprendi o braile e participei de informática e esportes adaptados, além de ser voluntário repassando meus conhecimentos para novos alunos. Trocamos experiências e juntos derrubamos nossas barreiras, acreditando que chegaremos ao nosso objetivo.
Entrei na escola aos cinco anos. Meus pais foram advertidos de que provavelmente eu não conseguiria acompanhar o ritmo da turma. As coisas foram bem mais fáceis do que eles pensavam. Tive bons professores e bons colegas. Trago boas lembranças dessa fase. Sempre tive um bom relacionamento com as letras, o que para muitas crianças é difícil. Para mim é prazer. O período de alfabetização não me assustou.

Tudo caminhava bem, eu arrastava a carteira pra lá e pra cá para me aproximar do quadro negro. Me ajudava muito quando algum professor ditava a matéria. Por volta da sexta série, meus professores perceberam que apesar de uma limitação motora (Tenho dificuldades em movimentar meus dedos da mão direita, mas sou canhoto) eu tinha habilidade para desenhar. Fui encaminhado para o CEDET; centro que trabalha com alunos de altas habilidades. Através da orientação de facilitadores e professores do centro, percebi que tinha facilidade com comunicação escrita. No CEDET, tive aulas de inglês, literatura, desenho, pintura em tela dentre outros.

Por volta dos quinze anos, comecei um tratamento medico por conta de epilepsia, que hoje, graças a Deus está melhorando cada vez mais. Quando conclui o ensino fundamental e iniciei os estudos no ensino médio, apesar de meus colegas de classe sempre me ajudarem, comecei a enfrentar dificuldades principalmente nas matérias da área de exatas. Lembro que em algumas aulas de matemática não conseguia acompanhar. Algumas vezes o professor copiava a matéria para mim e eu fazia prova junto com colegas. As dificuldades minimizaram quando a escola contratou uma professora de apoio que ditava para mim o que estava escrito na lousa, ampliava material indicado e adaptava conteúdos da aula para melhor  compreensão.

Quando terminei o ensino médio, a vontade de cursar no ensino superior se misturou a  de trabalhar e duvidas surgiram, principalmente quanto a um futuro emprego Eu seria capaz de conseguir? A  enorme dúvida gerou uma tentativa de deferimento ao beneficio de prestação continuada   da lei orgânica da assistência social. Tempos depois consegui uma oportunidade de trabalho onde sou visto como exemplo de superação, apesar de estar me superando todos os dias.

Gostaria de aproveitar para agradecer a Deus; a minha família e a todas as pessoas que fizeram esse trajeto comigo. Minha historia não termina aqui. Pretendo chegar a universidade com a mesma garra e entusiasmo em que vivi até agora! " 

E você, que está lendo? Gostou do texto? Se identificou com ele? Quer compartilhá-lo com algum amigo ou parente? Fique à vontade! =D E deixe também seu ''pitaco" nos comentários!!! =D

VOCÊ TAMBÉM POSSUI ALGUMA DEFICIÊNCIA/DOENÇA CRÔNICA/NECESSIDADE ESPECIAL E QUER VER TAMBÉM SUA HISTÓRIA AQUI? Funciona assim: Envie para cá um email ( sopanumeros@gmail.com ), com o título ''GUEST POST Sopa de Números" no campo de ''assunto" , e contando sua história. Caso você não queira se identificar, apesar de querer compartilhar a história (como já aconteceu com outros posts deste blog), não faz mal! Sua identidade será preservada (a não ser que você explicite o desejo de se identificar, ao longo do texto, hehe.) Mãos ao teclado!!! ;-)  

QUER VER SUA HISTÓRIA AQUI NO ''SOPA"???

Por: Débora Rossini

Oooopa! O post de hoje é rápido... mas vamos lá!  É destinado principalmente às pessoas que possuem algum tipo de deficiência, doença crônica ou necessidade especial.

Você já pensou que pode ajudar imensamente outros internautas, servindo de inspiração para eles?

Você já pensou que muitas pessoas com deficiência acabam aprendendo a lidar melhor com suas condições (além de obterem informações e dicas úteis) muitas vezes através de blogs e sites, já que nem sempre têm (presencialmente) pessoas para conversar a respeito? =)

Você já parou para pensar que há diversas pessoas com deficiência (sobretudo as que ADQUIREM a deficiência depois de ''crescidas") que se sentem desmotivadas - mas, depois de lerem histórias e depoimentos de pessoas com deficiência/doença crônica/necessidade especial que são bem-resolvidas, alegres, que estudam, trabalham, tem amigos, namoram, passeiam, viajam... acabam se sentindo mais animadas e vendo a vida de uma perspectiva mais otimista??

Você já sentiu necessidade de compartilhar sua história com outros internautas, a fim de trocar experiências, de conscientizar as pessoas (principalmente as SEM deficiência) sobre suas condições - mostrando que, apesar de alguns ''perrengues" e algumas adaptações, você pode ter a vida o mais próximo possível do normal, como qualquer outra pessoa?

Se você pensou isso tudo, então... está convidado a enviar seu depoimento para este blog, para ser transformado em um ''guest post"!!! 

Funciona assim: Envie para cá um email ( sopanumeros@gmail.com ), com o título ''GUEST POST Sopa de Números" no campo de ''assunto" , e contando sua história. Caso você não queira se identificar, apesar de querer compartilhar a história (como já aconteceu com outros posts deste blog), não faz mal! Sua identidade será preservada (a não ser que você explicite o desejo de se identificar, ao longo do texto, hehe.)

Da mesma forma que, em diversas situações, você já aprendeu coisas muito bacanas e legais através da internet - leia-se: conteúdos escritos por outras pessoas -, VOCÊ também pode produzir (e ver publicado) seu texto, que vai ajudar mais ainda outros internautas!!!! E é justamente esse espírito colaborativo que dá um gás para a nada mole vida de pessoas que, assim como você, possuem alguma necessidade especial, aliviando um pouco os ''perrengues" cotidianos! ;-)

FICOU ANIMADO(A)? AGORA É COM VOCÊ... MÃOS AO TECLADO, HEHEHE!!! 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

DEFICIÊNCIA X SOCIALIZAÇÃO

Por: Débora Rossini 


Ooopa! O post de hoje aborda algo bem delicado que é um assunto bem recorrente no tema ''Pessoas com Deficiência/Necessidades Especiais". Claro que NÃO SÃO todas as pessoas desse ''clube" (rsrsrs) que têm questões relacionadas ao que vou falar agora, mas muitas têm...

Tô falando da questão da SOCIALIZAÇÃO de pessoas com necessidades especiais! ;-) 

Embora haja muita gente que , mesmo tendo algum tipo de deficiência ou necessidade especial, consegue ter uma vida social satisfatória! Tem amigos, tem um par romântico... e, com a companhia, passeiam, viajam, se divertem! Show de bola!!!

Mas, por outro lado, tem diversas pessoas com deficiência que se queixam de solidão, de carência afetiva. Mesmo se esforçando e dando o melhor delas para conquistar as pessoas na rua em que moram, no bairro, na comunidade, na escola ou trabalho, acabam sendo rejeitadas, discriminadas. Realmente, é desagradável, né, galera? :-/

A inspiração para escrever este post veio após eu ter visto, por acaso,  navegando na net despretensiosamente, um artigo, cujo link é este. E, embora o foco dele não trate da falta de amigos específica de pessoas com deficiência (mas sim da falta de amigos por uma pessoa ''comum", qualquer), eu resolvi abordar o assunto aqui neste blog. Veja o porquê: o autor do texto afirma que pessoa que não tem amigos e chega ao ponto de querer pagar por um ''amigo de aluguel" [modalidade profissional que há alguns anos é moda no Japão e que agora está chegando aos poucos por aqui], seria uma pessoa, no ponto de vista dele, ''um fracassado e incompetente socialmente". E ele critica duramente a tal ''incompetência social" - que dá a impressão, aos leitores, que é tudo culpa da pessoa que não tem amigos!

Publiquei minha opinião sobre isso, num post do Facebook, e reproduzo as ideias aqui também. Sei que este post vai ''render discussão", kkkk... mas vou publicá-lo assim mesmo!

Sem querer entrar em discussão se a ''profissão de 'amigo de aluguel'" mencionada no artigo é algo positivo ou não, (e que NEM É o foco deste post) o que tenho a dizer é o seguinte:

Discordo do autor do texto quando ele afirma, no penúltimo parágrafo, que [pessoas que pagam alguém para acompanhá-las] ''são fracassados incapazes de ter amigos de verdade, incapazes de conquistar uma companhia espontânea para conversar, ir ao cinema, ao teatro. (...) Clientes de “amigos de aluguel”, esses sim são os fracassados do pior tipo." 

Oras, na minha opinião, NEM TODO MUNDO ''é sem amigos" por incompetência! Afinal, tem gente que se esforça loucamente para conseguir ter um mínimo de convivência social, mas não consegue... Vejam o caso de VÁRIAS (eu disse *várias* e não todas) pessoas com deficiência (sobretudo aquelas que têm maior comprometimento funcional) que gostariam imensamente de terem amigos para bater papo, para fazer algo juntos, e que dão o melhor de si para conquistar as pessoas... mas que NINGUÉM AS QUER, por puro preconceito e discriminação!!!! >:-(

Tem gente SEM DEFICIÊNCIA que ''tem medo" de se aproximar de alguém com necessidades especiais e cai fora - em vez de tentar procurar ler mais, se informar mais sobre a situação, compreender suas dificuldades e valorizar suas habilidades, e tentar aproximar ou ajudar esta pessoa.

Outra situação muito comum em nossa sociedade é quando uma pessoa, que até então era saudável, funcional e considerada ''clinicamente normal", desenvolve alguma doença grave, degenerativa, ou adquire alguma deficiência por acidente. Os amigos que ATÉ ENTÃO ela tinha, SOMEM PRATICAMENTE TODOS... Exatamente quando o indivíduo mais precisa de ajuda, de apoio, de um ombro amigo, praticamente todo mundo (inclusive gente com as quais o hipotético indivíduo tem parentesco) cai fora. E aí? Dá para rotular a pessoa com necessidades especiais de ''incompetente social"??? CLARO QUE NÃO!!!! :-O

Claro que existe, SIM, gente que tem dificuldades para fazer amizades devido a falta de atributos que favoreçam a interação social (timidez, maus-hábitos de higiene, ou mesmo um caráter duvidoso, etc.) Aí é hora de a pessoa tentar rever seus pontos fracos e melhorá-los, a fim de conquistar amizades (isto é, se não quiser pagar por um ''amigo de aluguel", hehe.) Ou então, porque a cultura do ambiente na qual determinada pessoa está inserida (localidade geográfica, ou empresa, etc) dá pouca abertura a fazer novas amizades. Ou mesmo porque os valores morais das pessoas que cercam um indivíduo X não coincidem com os valores deste, e portanto este prefere se resguardar para evitar problemas. Mas tachar QUALQUER PESSOA SEM AMIGOS de INCOMPETENTE E FRACASSADO SOCIAL, aí já acho que é ''pegar pesado" demais, hehe! ;-) #ParaPensar

Em tempo: tô satisfeita com minha vida social, graças a Deus. Mas sei que existem muitas pessoas neste mundão afora que têm problemas em relação a isto. E é em solidariedade a estas pessoas que eu tô escrevendo estas linhas aqui, para mostrar a elas (e à sociedade como um todo também!!!) que NEM SEMPRE pessoas sozinhas têm culpa disso. Pelo contrário - podem estar sendo vítimas de DISCRIMINAÇÃO, numa sociedade tão excludente como a nossa!!! Agora, se a pessoa resolve pagar, ou não, para ter alguém para sair junto, tomar uma cerveja, ou simplesmente bater um papo, aí já é uma escolha pessoal dela... não vou interferir nisso, hehe. Cada pessoa sabe os caminhos que são mais adequados para ela! Beleza? ;-)
Notem que o foco deste post NÃO É posicionar a favor ou contra a profissão de ''amigos de aluguel". Deixo cada um livre para pensar o que quiser... Cada um escolhe o que bem entender, hehe! =) Meu objetivo com este post é simplesmente dizer o seguinte: nem todo mundo que não tem amigos é, obrigatoriamente, uma pessoa que não se esforçou para tal... 50% vem das habilidades pessoais de alguém conquistar pessoas, mas os outros 50%, a meu ver, vem da ACEITAÇÃO da sociedade! Concordam? ;-)
 E você, o que pensa a respeito? Comente abaixo! =)



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

SOBRECARGA SENSORIAL E SÍNDROME DE IRLEN: COMO CONVIVER COM ISSO???

Por: Débora Rossini

Oooopa! O post que segue foi publicado originalmente na minha fanpage "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen", e ''re-postado" aqui, com algumas adaptações e pequenas modificações.  ESTE TEXTO É UM POUQUINHO GRANDE, MAS VALE LER ATÉ O FINAL!!!! :-D :-D :-D

O lance é o seguinte: eventualmente, vejo depoimentos de internautas (muitas vezes adultos!!!) que possuem Síndrome de Irlen severa e, mesmo tendo sobrecarga sensorial (a ponto de fazer a pessoa passar mal!), ainda assim mantém o hábito de participar de eventos situações e atividades nos quais tem muita aglomeração, agito, barulho, excesso de luzes, sons, cheiros, gritos, etc.

Aí a pessoa participa do evento/passeio/atividade, e depois passa o dia seguinte inteiro extremamente cansada, sem querer conversar com ninguém, altamente esgotada, e se arrastando para fazer as obrigações cotidianas que não vão deixar de aparecer em sua frente por conta do seu cansaço.


Fico pensando: É realmente NECESSÁRIO ISSO? É algo imprescindível? (do tipo "se não for, perco meu emprego"?? Sim ou não??) 
Tais pessoas, mesmo sendo adultas experientes, que conhecem seus organismos, insistindo em se colocar nestas situações causadoras de sobrecarga sensorial... o que as leva a se sacrificarem tanto? 

-Medo de serem tachadas de "bicho do mato" e "antissocial" por parentes, colegas e amigos, que normalmente participam de tais eventos??? Pressão da família e amigos para irem nesses lugares???? 

-Incompreensão de família, amigos e colegas, mesmo quando as pessoas com Síndrome de Irlen explicam, reexplicam e "tre-explicam" que não dão conta de sairem 'inteiras e felizes' de certas comemorações, confraternizações, festas, agitos, shows, etc?? 

-Ou outro motivo que não listei?????

Eventos , atividades e situações que podem trazer prazer pra maioria, podem trazer aborrecimento, estresse e até mesmo mal-estar físico para quem tem sobrecarga sensorial, um sintoma experimentado por muita gente com Síndrome de Irlen severa.


MEU PONTO DE VISTA SOBRE O ASSUNTO: 

O importante é conhecer ao máximo seus limites, e não ficar tentando agradar ninguém sobre ''ir ou não ir" a tal lugar - uma vez que depois,  será VOCÊ  quem vai ficar cansado, sem energia, desgastado, enquanto as outras pessoas estarão tranquilamente tocando suas vidas normalmente!!!! Isso pode parecer difícil para uma pessoa bem mais jovem, que ainda está em busca de identidade e de se entrosar com a 'galera' - mas, à medida em que os anos vão passando e a gente vai ganhando experiência de vida e amadurecendo, a gente vai mudando... Nossas prioridades vão mudando... e se perceber que uma determinada situação vai lhe trazer mais estresse do que prazer/diversão/felicidade, não vá! É direito seu!!! Se o povo te chamar de bicho-do-mato e outros adjetivos similares, azar o dele, kkkkk! As pessoas com Síndrome de Irlen tem seus próprios ritmos, seus próprios limites, embora também suas próprias qualidades... Sem mais!!! ;-)

Ter energia para fazer as tarefas cotidianas, com equilíbrio, e sem se sentir esgotado(a) vale, na minha opinião, muito mais do que ALGUMAS HORAS de festa com muito barulho e agito que trará, na sequência, uma semana sem pique, para tentar recuperar a energia. Se as pessoas sem Irlen - ou sem nenhuma outra necessidade especial - não entendem isso, é porque ainda falta muuuito para aprenderem a lidar com as diferenças e com a diversidade humana. 
Então, se as pessoas sem Irlen (sobretudo as mais jovens) têm uma energia inesgotável para participar de uma festa atrás da outra, viajar constantemente todo fim de semana ou feriado - e ainda ter pique para encarar as obrigações no dia seguinte, para fazer uma tarefa que exige grande concentração em poucas horas (que pra quem tem Síndrome de Irlen pode levar um dia inteiro ou mais), bom para elas! :-D 

E mais uma dica para você que TEM a Síndrome de Irlen: não deixe isto afetar a sua aceitação (ou não) de ter uma diferença de percepção do ambiente, devido a um problema de visão de origem neurológica... Pense o seguinte: "Posso 'perder' muita coisa que as pessoas 'ditas normais' costumeiramente fazem... mas, por outro lado, conheci pessoas e situações incríveis que talvez nem teria experimentado se eu não fosse, digamos, "bugadinho(a) das vistas", hahaha!!!!  
E é com a diversidade humana que temos essa riqueza de habilidades e vivências que, em conjunto, faz com que todos os seres humanos possam dar sua contribuição para este planeta! =D

OBS.1 : Em situações causadoras de sobrecarga sensorial que não estejam relacionadas a círculos de família ou amigos - mas sim de atividades de escola, faculdade ou mesmo profissionais -, você pode (E DEVE, SE SENTIR NECESSÁRIO), apresentar seu laudo médico do Hospital de Olhos, atestando que tem Síndrome de Irlen e que esteja especificado o efeito da Sobrecarga Sensorial, a fim de obter dispensa da atividade. Senão, de que adianta você comparecer a ela, mas depois ter baixa produtividade na faculdade ou trabalho o resto da semana??? 

Obs.2) Uma vez uma pessoa me perguntou se a sobrecarga sensorial experimentada por quem tem Síndrome de Irlen severa seria na mesma intensidade de quem tem Autismo/Asperger ou se é menos intensa. Respondi o seguinte: "Olha, como leiga eu não sei, mas... por um lado, pode ser mais branda, mas por outro lado pode ser igual ou até mesmo mais intensa, dependendo do grau de Síndrome de Irlen que a pessoa tiver. O que acontece é que as pessoas com Autismo mostram, externamente, os incômodos - através de maneirismos, gritos, movimentos agitados ou choro- já que não possuem ''filtro" para distinguir e assimilar adequadamente o comportamento aceito socialmente ou não. Já as pessoas com Irlen têm noção do que se pode mostrar socialmente e o que acha melhor esconder para evitar discriminação. Assim sendo, SENTEM os incômodos, mas não vão sair gritando nem se agitando fisicamente... mas SOFREM POR DENTRO e se manifestam por indisposição física e mental, baixa produtividade nas tarefas, nervosismo, etc." (P.S.: Se alguém que entende do assunto quiser deixar sua opinião na seção de comentários, vou ficar MUITO GRATA!!! )  

E VOCÊ, o que pensa disso? Comente abaixo! Fique à vontade, a ''casa" é sua, haha! ;-)


TECNOLOGIAS ASSISTIVAS: Abrindo portas no mercado de trabalho

Por: Débora Rossini 

Ooooopa! Este post estava sendo planejado há um tempão, mas só agora que saiu, kkkk! Custou, mas foi! Ele trata da questão das novas Tecnologias Assistivas, e as atividades profissionais desempenhadas por pessoas com deficiência - mostrando como as Tecnologias Assistivas podem ajudar pessoas com algum tipo de deficiência, necessidade especial a fazer coisas diversas... e que, sem elas, teriam que aceitar o (chato) fato de não poderem estudar ou trabalhar - ficando às margens da sociedade produtiva e ficando ociosos em casa, recebendo auxílio financeiro do governo ou aposentadoria por invalidez (no caso de pessoas que adquiriram deficiência ao longo da vida). 

Há cerca de alguns meses atrás, ficou bastante conhecido o caso ocorrido em uma empresa de transporte particular de passageiros, em que o motorista era surdo sinalizado. Para quem não lembra do caso, vamos lá: um rapaz e alguns amigos pegaram um carro da referida empresa, chamando-o por meio do aplicativo - e quando ele chegou, se surpreenderam com o fato de que o motorista era surdo sinalizado. Mesmo não podendo ouvir, o motorista fez direitinho o serviço como qualquer outro condutor - graças ao fato de ele estar fazendo uso, no serviço, de um app no qual toda a comunicação era escrita, e de ter uma aplicação que indicava a rota necessária. Os passageiros ficaram tão surpresos, que decidiram, ali mesmo, pesquisar no Google (através de seus smartphones, certamente) como se fala ''Obrigado!" em Libras, para poderem agradecer ao condutor quando descessem! E assim o fizeram. O motorista ficou muito feliz. Posteriormente, um desses rapazes que eram passageiros da referida viagem relatou esse fato em seu facebook, e o post viralizou na época
O motorista, muito feliz, agradeceu emocionado, e a história foi parar em vários sites de notícias!!! :-D 

Este é um dos casos em que se pode exemplificar, perfeitamente, como as novas tecnologias (sejam elas de uso geral ou especificamente assistiva) podem possibilitar a inserção de pessoas com deficiência na sociedade e no mercado de trabalho - de forma a maximizar sua eficiência nas tarefas a serem desempenhadas e minimizar o isolamento (de comunicação) entre elas (quando se trata de alguma deficiência sensorial que interfira nessa habilidade)! 
Há também outras situações que as tecnologias ''unem" as pessoas com e sem deficiência: 

- CEGOS: Antes, sua escrita estava limitada ao uso do alfabeto Braille, e, para serem entendidos em seus textos e mensagens (e, então, poder haver troca de textos escritos entre videntes e cegos) os videntes (ou seja, pessoas que enxergam) acabavam tendo, obrigatoriamente, que aprender a ler e escrever em Braille! Caso contrário, tinham de recorrer a um transcritor Braille (profissional que faz a transcrição de um texto Braille para o alfabeto convencional e vice-versa) que nem sempre estava disponível no momento. Hoje em dia, com os softwares leitores de tela, cegos e videntes podem, com a maior facilidade, com o uso de um computador, trocarem mensagens de textos, compartilhar emails e textos escritos diversos, relatórios, etc. 

-CADEIRANTES - Antes, era difícil ingressar ou retornar ao mercado de trabalho em profissões que, tradicionalmente, exigem que a pessoa fique de pé para realizar certas atividades (ex: ser professor/a na educação básica). Hoje, com cadeiras de rodas especiais, pode-se realizar tal tarefa - escrevendo na lousa, rodando pela sala, passando de carteira em carteira de cada aluno, etc. Veja que interessante o caso desta professora aqui .  

Estes são exemplos de três casos que demonstram muito bem o importante papel das tecnologias assistivas como ''turbinador'' das capacidades de uma pessoa com deficiência, minimizando as limitações impostas pelas condições físicas e sensoriais... Mas existem muitos outros casos em que tais tecnologias abrem um grande universo de possibilidades profissionais para pessoas com deficiência, podendo fazer inúmeras tarefas em seus cotidianos profissionais... Se fizer uma busca no Google, dá para você encontrar muitas outras histórias bem legais, que merecem ser lidas e compartilhadas! =) 

E então... O mercado de trabalho está aí, e dá para ver que há SIM, possibilidades para que a pessoa com necessidades especiais tenha condições de executar uma atividade laboral, valorizando suas habilidades e respeitando suas limitações!!! 

Cabe agora às empresas, e empregadores diversos, RECONHECEREM os talentos que os profissionais com deficiência possuem, e FAZER VALER a Lei de Cotas sem ''enrolar" e afirmar falsamente que ''a vaga está preenchida" ou que "a vaga não é para o seu perfil" (sem motivo real para tal afirmação). 


ALÔ, EMPREGADORES!!! ALÔ, PESSOAL DO RH!!! ALÔ, QUAISQUER PESSOAS QUE PRECISAM DE CONTRATAR PROFISSIONAIS PARA O SEU NEGÓCIO!!! Bóra dar uma chance para os profissionais talentosos, com necessidades especiais, também??? Vale lembrar que, justamente por serem pessoas que diariamente enfrentam desafios de viver em um mundo "não- feito para elas", de terem de lidar com adversidades, de terem de se adaptar e reinventar constantemente para conseguirem fazer as tarefas diárias, e terem de superar e dar a volta por cima de situações geradoras de incompreensão, tais indivíduos acabam por serem mais tolerantes a adversidades, mais criativos, e que geralmente ''não se abalam por qualquer coisinha boba". Tais características são pontos fortes que ajudam muito na lida diária do mercado de trabalho, não é??? Então...! Aproveitem!!!! 


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

SEM MIMO EXCESSIVO NA MOLECADA!!!

Por: Débora Rossini 

Oooopa! O post que se segue foi originalmente publicado na minha fanpage "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen"... acabou que, sem modéstia nenhuma (kkkkk), gostei tanto dele que resolvi reproduzi-lo aqui também. Afinal, depois de um tempo, as postagens no Face ficam difíceis de serem localizadas, né? No blog fica bem mais fácil de achar, mesmo que tenha passado bastante tempo após a publicação e novas postagens tenham sido feitas. Bom, vamos lá. 

O que eu escrevi, no texto original, foi aplicado à Síndrome de Irlen (um tipo de problema de visão), devido ao tema da fanpage na qual primeiramente publiquei o texto. No entanto, deixo claro que a abordagem feita vale NÃO SÓ para quem tem Síndrome de Irlen, mas QUALQUER tipo de limitação visual (baixa visão ou cegueira.) Aliás, vale para qualquer DEFICIÊNCIA OU NECESSIDADE ESPECIAL!!! Hehehehe! 

Bom, vou parar de ''encher linguiça" aqui (kkkkk) e vamos ao conteúdo que interessa!!! :-D 

Sabe-se que, muitas vezes sem perceber, os pais e mães da geração atual têm tendência a ''mimar" os filhos - ainda mais quando não podem dar-lhes toda a atenção que gostariam - seja por falta de tempo, ou por distância geográfica, ou por outros motivos particulares. E já é sabido que, muitas vezes, crianças e adolescentes que são superprotegidos acabam ficando indefesos para enfrentar os desafios que a vida ''de gente grande", mais tarde, lhes obrigará a superá-los... ;-)

Pois bem: este post é destinado aos pais e mães de crianças e adolescentes com Síndrome de Irlen (mas é interessante que seja lido por todos os internautas que acompanham esta página, hehehe!)  :-)

 Seu filho(a), criança ou adolescente, está tendo dificuldades na escola? Tá sofrendo algum tipo de bullying ou discriminação??? Ajude-o(a), dê-lhe a atenção necessária, busque ajuda profissional (oftalmológica e, dependendo do caso, até mesmo pedagógica)... mas ensine-o(a) a lidar emocionalmente com os desafios - e até mesmo lidar com as incompreensões que, certamente, ocorrerão em uma ocasião ou outra... para que, no futuro, ele(a) dê conta disso sozinho(a)... E quando o(a) seu filho(a) com S. de Irlen crescer, e for fazer faculdade em outra cidade, enfrentando os desafios naturais de quem sai de casa para estudar, SOMADOS aos desafios de quem tem Síndrome de Irlen??!! Pois é... 

Portanto, minha dica para os pais e mães é a seguinte: por mais que dê vontade de superproteger seus filhos com Síndrome de Irlen, tentando poupá-los dos aborrecimentos e frustrações, não o faça!!! Em vez disso, eduque-os para a realidade, mostrando que os ''perrengues" (e até o fato de terem de abrir mão de certas coisas para conquistar outras) fazem parte da vida. E ensine-os desde novos a terem foco, força emocional, drible das adversidades e... claro, disposição para serem pessoas otimistas e de bem com a vida, assim mesmo! =) É isso aí, gente!!!

Gostou do texto? Escreva sua opinião no espaço destinado a comentários, abaixo!! 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA x ZONA DE CONFORTO

Por: Débora Rossini 


Dizem por aí que é muito importante para um ser humano não se acomodar, sempre encarar novos desafios, testar seus limites, para seu crescimento e amadurecimento pessoal e profissional. Enfim, vira e mexe a gente vê e ouve: ''-Saia da zona de conforto''! 

Mas e para uma pessoa com deficiência (PcD)? Será que um conselho como este não seria, digamos, ''redundante''? Veja só o porquê disso:

Definitivamente, ''zona de conforto'' é uma coisa que não existe no cotidiano de uma pessoa com deficiência. Afinal, dia após dia, a PcD tem de reavaliar planos, tem de criar estratégias, tem de saber improvisar, tem de saber lidar com gente inconveniente (mas que por um motivo ou outro depende dela e que não pode mandá-la a m****), tem de saber coisas relativas à medicina e a tecnologia (mesmo não sendo da área acadêmica relacionada à sua formação)... enfim, a pessoa com deficiência muitas vezes acaba até mesmo se superando, em termos de amadurecimento, em relação a uma pessoa ''comum'', haha!

E quando a intensidade do quadro clínico da pessoa com deficiência não é estável (ex: doenças progressivas)? Vira-e-mexe a pessoa tem de fazer adaptações e readaptações, inventar métodos e reinventá-los, pesquisar, descobrir, adaptar, aprender... além de ter, constantemente, de ficar ensinando aos outros à sua volta, como lidar com essas características - e muitas vezes não tendo o resultado esperado...  
O mesmo, na minha opinião, vale para os pais/mães de crianças e adolescentes com deficiência. 

Do jeito que as empresas hoje em dia, para aceitarem currículos e avaliar entrevistados, valorizam pessoas que sejam criativas, proativas, dinâmicas, que se adaptem às adversidades, talvez se elas enxergassem que a pessoa com deficiência já faz isso todo dia (e que acaba usando tais habilidades no dia-a-dia), talvez as PcD até seriam contratadas mais facilmente que as pessoas ''comuns'', hehehe...  Uê, não são justamente essas habilidades aí que os empregadores valorizam??!! Mas pena que na realidade é o oposto (os empregadores só enxergam as limitações, em vez de valorizar as habilidades!) Chato, né? :-/
Mas vai aí uma dica para você que é um internauta com deficiência: procure pegar todos esses ''perrengues'' que você enfrenta no cotidiano, e transforme-os em oportunidades de aprendizado. E na hora de concorrer a uma vaga de emprego, de estágio, de bolsa-trabalho na faculdade/universidade, etc, deixe subentendido, na entrevista, que esse aprendizado foi incorporado ao seu jeito de lidar com tarefas para cumprir e problemas para resolver... e que, sem dúvida, isto pode ser utilizado a favor da equipe de trabalho à qual você pretende se integrar. Ou seja, pegue o ''limãozão azedo'' e faça dele uma limonada bem saborosa, do qual todos vão querer beber, e vão querer repetir!!! Hehehehe!!!!

E você, o que acha do que foi dito acima? Manifeste-se nos comentários abaixo! =)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A POLÊMICA CAMPANHA REALIZADA PELA PREFEITURA DE CURITIBA

 Por: Débora Rossini

Ooopa!!! A postagem de hoje é sobre a polêmica campanha que ''deu o que falar'' nesta semana, e que foi realizada pela prefeitura de Curitiba, tendo como tema os direitos das pessoas com deficiência!

Para quem não acompanhou o agito pelas redes sociais, eu explico: 

Na última segunda-feira, 30 de novembro, começou a circular pela internet reportagens falando de um ''Movimento Pela Reforma de Direitos'', que propunha uma petição para acabar com os ''privilégios'' (hãããã??) que as pessoas com deficiência teriam no dia-a-dia - tais como prioridade em filas, cotas em empresas, etc (sob a alegação de que isto estaria prejudicando a maioria da população, ou seja, uma minoria atrapalhando o cotidiano da maioria). Até página no Facebook eles criaram, como forma de dar visibilidade ao movimento. 

Como era de se esperar, em poucas horas o conteúdo ''viralizou'' pela internet afora - causando inúmeras reações de indignação, de revolta, entre a população (principalmente, claro, das pessoas com deficiência). Afinal, não se trata de ''privilégios'' concedidos a pessoas com deficiência - mas sim DIREITOS, conquistados às custas de muita luta, ''suor'' e exposição pessoal da população com necessidades especiais (e seus pais, no caso de crianças e adolescentes que apresentam tais limitações). 

E, cá pra nós: nunca se sabe o próximo instante de nossas vidas, não é verdade?  Alguém que é considerado clinicamente ''normal'' hoje, infelizmente pode integrar o time das pessoas com necessidades especiais amanhã... bastam poucos segundos, e tudo pode mudar para sempre na vida de uma pessoa... basta um acidente automobilístico, uma queda, um episódio de violência, uma intoxicação ou alergia... e pronto: mais uma pessoa com deficiência física, auditiva, visual ou infelizmente até múltipla...! :-/ Isso sem contar as necessidades especiais a que todos nós estaremos sujeitos, devido ao envelhecimento! Portanto, nunca se deve fazer pouco-caso das conquistas ''suadas'' das pessoas com deficiência, pois talvez, queiramos ou não, elas poderão ser úteis para qualquer um de nós um dia. Mesmo que sejam incapacidades temporárias, tais como quebra de um braço ou perna, dificuldade temporária de enxergar devido a algum procedimento cirúrgico, etc. ;-)

Por motivos fáceis de entender, muita gente ficou revoltada, denunciou a página do referido ''movimento'' (justamente por ela violar as leis que asseguram os direitos dos deficientes e incitação de discriminação e ódio em seu conteúdo) e grupos de ativistas estavam se mobilizando, online, para denunciar formalmente às autoridades competentes, por via judicial. Aliás, de acordo com o que foi publicado na fanpage do Deputado Romário Faria (defensor da causa das pessoas com deficiência e pai de uma menina com Síndrome de Down), ''discriminar ou incitar ódio à pessoa com deficiência é crime passível de multa e reclusão. Está no artigo 88 da Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei Brasileira de Inclusão (LBI). E tem mais: se qualquer dos crimes previstos é cometido por intermédio de meios de comunicação social ou de publicação de qualquer natureza, a pena é dois a cinco anos e multa.''

No dia seguinte (que foi ontem) foi amplamente divulgado pela mídia que o suposto ''movimento pelo fim dos direitos dos deficientes", com todo o conteúdo divulgado, nada mais foi do que uma jogada de marketing feito pela prefeitura de Curitiba - a fim de chamar a atenção para a necessidade dos DIREITOS das pessoas com deficiência. E, para causar impacto, segundo os idealizadores da campanha, a ideia era justamente causar o choque, impacto e revolta na população, para surtir efeito. 

Maaas... fico pensando o seguinte: mostrar a importância dos direitos das pessoas com deficiência é uma coisa boa, mas será que teria que ser DESSE jeito??? Será que a forma que foi feita não extrapolou os limites da ética, indo ''longe demais''? Mesmo que haja pessoas falando que ''é apenas um experimento social para ver a capacidade de indignação das pessoas'', acho que foi muito de mau gosto...

Digo isso pelo seguinte:
Imagina alguém que tem um tipo de deficiência e que, com o estado emocional alterado, possa ter seus sintomas acentuados (ex: se fica com raiva, os sintomas pioram), e que leram a notícia como o referido ''movimento contra os deficientes'' ontem. Imaginem o impacto emocional que isso pode causar em uma pessoa já tão desgastada pelas limitações físicas (e pelo consequente desgaste psicológico)... uma pessoa dessas corre o risco de passar mais mal ainda, ficando mais comprometida e causando até mesmo uma ida às pressas ao hospital, causando transtorno para ela e seus familiares... 


Por isso, se me perguntarem o que achei da tal campanha, minha opinião é: '' -Não gostei, mesmo! '' Acho que extrapolaram os limites éticos.
Mesmo tendo a alegação que, na organização da campanha, houve também pessoas com deficiência envolvidas no ''projeto'', ainda assim, na minha opinião, não justifica a forma como a campanha foi feita. 
Veja o porquê de eu afirmar isso: é que nem toda pessoa com deficiência lida, da mesma forma, com a condição física/sensorial apresentada!

Há pessoas com deficiência que, felizmente, são bem-resolvidas e ''em paz'' com a condição que apresentam, apesar das dificuldades cotidianas (e que até mesmo fazem piadas bem-humoradas sobre suas características!) . Mas tem pessoas com deficiência que não aceitam suas condições físicas e/ou sensoriais, ficam muito nervosas quando aparece alguma situação chata ou constrangedora em virtude de sua deficiência e até mesmo apresentam quadro de depressão por causa disso. Tem gente que fica tão desgastada emocionalmente, devido a ser alguém com deficiência (sobretudo quem a ADQUIRIU ) que até faz terapia com psicólogo por causa disso! Principalmente se é alguém que passou para o ''time das pessoas com necessidades especiais'' devido a algum acontecimento traumático e repentino. O indivíduo fica com o emocional fragilizado, sacam? :-/ Portanto, se alguém nessas condições lê um notícia como essa, que propõe o fim dos privilégios, DIREITOS dos deficientes, pode até piorar seu quadro clínico devido à ansiedade e nervosismo!!!


Então, mesmo que haja pessoas com deficiência que já fizeram ''as pazes'' com suas limitações e que participem da organização da tal campanha da prefeitura de Curitiba, elas se esqueceram de que acabaram causando muitos transtornos emocionais para quem é fragilizado emocionalmente por causa de suas necessidades especiais e as implicações destas... Ou seja, contraditoriamente, esqueceram-se das ''diversidades''! Não acha? 


Pela internet afora, pude ver as opiniões dos próprios internautas com deficiência, e ter uma ideia do que eles acharam da campanha. Vi que eles não gostaram nem um pouco! 
No facebook, pude ler algo como: ''A causa é boa, mas os fins não justificam os meios'' Outro internauta disse mais ou menos assim: ''Se o objetivo foi chamar a atenção, e causar rebuliço, conseguiram; porém , em vez de promover reflexão, a propaganda causou foi revolta e indignação''. Um outro internauta postou mais ou menos assim: ''Uê, então para fazer campanha sobre algo que NÃO se deve fazer, tem de 'sair' fazendo? Então para fazer campanha sobre não agredir os outros, tem de sair agredindo?'' 

Só para finalizar este texto: quem me segue pelo facebook já deve ter percebido que as ideias que expus acima, sobre o que achei dessa controversa campanha, já publiquei por lá - na timeline e em comentários como resposta a outros internautas... apenas reorganizei o conteúdo em forma de um texto mais adequado ao formato de um blog, hehehe!

E você, o que acha disso tudo? Manifeste-se na seção de comentários abaixo! =)

domingo, 23 de agosto de 2015

Vida de pessoa com deficiência: um grande ''game''

Por: Débora Rossini

Ooooopa! O post de hoje é para motivar a galera com algum tipo de deficiência/necessidade especial a ter ''força na peruca'' (rsrsrs) e ir em frente, driblando suas dificuldades cotidianas e conseguindo atingir seus objetivos! 

Já publiquei algo parecido na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen'', tendo como foco a galera que possui o referido distúrbio oftalmológico. Mas achei legal adaptar o post de forma que estendesse a quaisquer pessoas que enfrentam algum tipo de necessidade especial (pois, afinal, não é só quem tem um determinado distúrbio oftalmológico é que tem de encarar diversas barreiras de acessibilidade, inclusão e coisas do gênero, né? Hehehe! ) 

Então, vamos ao ponto. Vida de pessoa com deficiência tem um monte de desafios - mas, se deixar de lado os pensamentos autodepreciativos e se considerar isso tudo como um grande ''game'', com certeza dá para se sentir mais forte (e experiente) diante de cada obstáculo vencido. Você, pessoa com deficiência, já pensou nisso? :-) É interessante (e motivador, hehehe!!!)  encarar o dia-a-dia de desafios e adversidades como se fosse um grande ''videogame'' ao estilo ''RPG'' - só que offline e na vida real!! B-)

Quer ver só?? Assim como nos seus videogames favoritos, você tem:

--DESAFIO : Cumprir com seus objetivos de formação acadêmica, de metas profissionais e de realizações pessoais. 

-- INIMIGOS A ENFRENTAR: Os problemas decorrentes do fato de você ter algum tipo de deficiência (tanto os sintomas clínicos da mesma quanto as consequência delas em suas atividades);

-- EQUIPAMENTOS DE ATAQUE E DEFESA: Suas ''armas'' e ''poções'' seriam os aparelhos, lupas, medicamentos e as tecnologias assistivas  (computacionais ou não)  que puderem lhe ajudar em suas tarefas;

--ALIADOS: Pessoas que irão lhe ajudar de alguma forma: sua família, seus professores, colegas que porventura lhe auxiliem, profissionais que o acompanham para ajudar e cuidar, etc.

-- PODERES EXTRAS: Informações a respeito desta condição, através de leitura de blogs, sites, artigos, redes sociais... ;-)

--PONTUAÇÃO: A cada desafio e obstáculo superado, você ganha ''pontos'' na vida real - ou seja, a realização de um sonho, a solução de um problema na escola ou trabalho... e, quem sabe, até novas amizades? B-) 

Deficiência/necessidade especial é coisa séria, mas, se ficar só ''emburrado/a'' (rsrsrs) lamentando o fato de tê-la, não vai resolver NADA...  Pelo contrário! :-P Sendo assim, é hora de encarar tal condição com mais leveza e disposição, enfrentando-a com os recursos que possuir! E, claro, ver nas dificuldades enfrentadas uma oportunidade de crescimento pessoal e de desenvolvimento mental, à medida em que botar a cabeça para ''trabalhar'' e resolver os desafios diários - e, assim, levar esse desenvolvimento ''extra'' para ajudar a ter capacidade de resolução de problemas nas outras esferas da vida. B-) 

E você, que porventura tenha alguma deficiência? Preparado (a) para jogar o grande ''game'' da vida? :-)

(P.S.: Veja o texto original, também de minha autoria, mas adaptado para este blog, neste link.)