sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Dificuldades em Matemática & Síndrome de Irlen!!!

Por: Débora Rossini

Oooooopa!!!! Aposto que você, leitor do "Sopa", já deve ter se perguntado:

"-Esse blog já fez diversas abordagens sobre Matemática, propriamente dita, e anda fazendo atualmente diversas abordagens sobre Síndrome de Irlen (SI). Por que não fazer uma abordagem que mostre as relações que podem existir entre uma coisa e outra?" 

Se isso passou pela sua cabeça, relaxe: o post de hoje é sobre isso mesmo!!! :-)  Muito se fala nas dificuldades que as pessoas com SI enfrentam nos estudos, de um modo geral... mas, e especificamente, no caso de Matemática?

Em um site americano, www.irlentexas.com, encontrei um texto em inglês  chamado "Math Difficulties and Irlen Syndrome" ("Dificuldades em Matemática e Síndrome de Irlen").  Segundo o texto, estudantes com SI costumam apresentam os seguintes sintomas, quando vão estudar matemática:

Problemas gerais:
-- os caracteres parecem "mover-se" na superfície escrita (lousa, papel, etc);

-- dificuldade em compreender um problema matemático escrito;

--nervosismo (principalmente durante tarefas avaliativas) pelo fato de as letras estarem supostamente se movendo e diante da tentativa de o paciente querer que elas "fiquem quietas no papel";

-- parece que o papel e os caracteres estão flutuando;

-- o fundo branco (de uma lousa, papel, computador, etc) torna o paciente aborrecido, cansado e sonolento.

Problemas ao usar papeis quadriculados: Constatam-se:

-- dificuldades em seguir as linhas e colunas;

-- parece que as linhas traçadas (em um gráfico ou tabela, por exemplo, se misturam;

-- necessidade de o paciente acompanhar linhas (de um gráfico, por exemplo) com o dedo;

-- sensação de "peso" nos olhos após um certo tempo de iniciada a tarefa;

-- perda da localização ao visualizar linhas e colunas;

-- as linhas que formam o quadriculado do papel parecem se mover;

--os quadrados parecem virar círculos, ou então se "movem" e "saem do papel"...

... dentre outros sintomas.

Problemas em aprendizagem/identificação de sinais e símbolos matemáticos: Entre os principais, estão:

-- confusão entre símbolos semelhantes (tais como + e x , por exemplo;

-- o símbolo de divisão (dois pontos, cortados por um hífen) parecem um + ;

-- na diferenciação entre + e -, a linha vertical do + parece desaparecer e fica parecendo um sinal de subtração;

-- frequentemente, sinais de negativo ( - ) passam despercebidos pelos portadores de SI.

(Observação: se você que está lendo isso é cego, usuário de softwares leitores de tela, e não conhece a simbologia e caracteres do alfabeto convencional - devido ao fato de ter sido alfabetizado em Braille quando pequeno - peça para alguém lhe mostrar o formato dos referidos símbolos, a fim de que você compreenda melhor isso que estou escrevendo... senão, você que é cego vai ficar "boiando" no que tô dizendo, né? Rerrerré!!! Afinal, os softwares leitores de tela não mostram as formas dos caracteres convencionais usados pela galera que enxerga, não é mesmo? )

Problemas com números: os números que tenham grafias em formato semelhante são frequentemente confundidos, além de ficarem "pulando" no papel da mesma forma que as letras.

Além disso, pode haver uso incorreto de fórmulas, e leitura incorreta destas.

Observação: a intensidade de tais sintomas descritos acima podem variar de indivíduo para indivíduo... cada caso é um caso, ok? Além disso, não quer dizer que TODOS os pacientes apresentem TODOS os sintomas listados... pode acontecer de uma pessoa apresentar alguns deles, e outra apresentar outra parte deles... ;-)

E você, que está lendo este post? Possui algumas das características citadas acima? Conhece alguém que relata esse tipo de desconforto ao estudar Matemática? Comente no espaço abaixo! :-)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Curso sobre Síndrome de Irlen em Belo Horizonte!!!!

Por: Débora Rossini

Ooooooopa!!!!!! Acabei de receber por e-mail um anúncio, que eu gostaria de divulgar aos leitores do "Sopa" : trata-se de um curso sobre Síndrome de Irlen, que será ministrado ainda neste mês, em Belo Horizonte/MG!!! Ele está sendo promovido pelo Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães.

"Oba! Quero saber mais detalhes! " - você deve estar dizendo. Então, vamos lá! :-)

Público-alvo:

- Educadores;
- Fonoaudiólogos;
- Neurologistas e Médicos interessados no tema;
- Orientadores Educacionais;
- Ortoptistas;
- Pedagogos;
- Professores;
- Psicólogos;
- Psicopedagogos;
- Terapeutas Ocupacionais.

Observação: "No momento do credenciamento, será necessária a apresentação de comprovante de formação acadêmica, na secretaria do XIX Curso de Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão. O participante que não apresentar a devida documentação, não estará apto a realizar o curso." (trecho extraído do site oficial do evento).

Data: 18, 19 e 20 de outubro de 2012

Horário: 08:00 às 18:00

Local: Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães - Rua da Paisagem, 220- Vila da Serra- Belo Horizonte/MG

Segundo o texto do anúncio, "O evento abordará diversos temas relacionados aos Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão, que afetam pessoas de todas as idades, com acuidade visual normal ou corrigida, inteligência normal ou superior à média e estão associados à sintomas como hipersensibilidade à luz, baixa concentração, déficit de atenção, entre outros. "


Maiores informações - inclusive inscrições - são encontradas no site www.dislexiadeleitura.com.br, clicando aqui. Se a pessoa fizer as inscrições antecipadas, pagará um valor menor na taxa de inscrição. Então, corra, rerrerré!!! :-)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Obaaa!!! TECNOLOGIAS ASSISTIVAS COMPUTACIONAIS para quem tem Síndrome de Irlen!!!!

Por : Débora Rossini

Ooooopaaa!!!! Se você possui Síndrome de Irlen (cuja característica bastante aparente é a intensa hipersensibilidade ocular à luz) e CURTE DE MONTÃO computadores e "gadgets" em geral, já deve ter se flagrado pensando assim:

"-Pô, mas que falta de sorte que eu tenho! Tem tanta coisa nesse mundo para eu gostar, e eu vou gostar justo de computadores e do fantástico mundo das tecnologias... ou seja, apetrechos que emitem luz na minha cara, e que cansam rapidão minhas vistas!!!! 'Chuif!!!' "

E se você não gosta taaaaaanto assim de computadores - mas se vê forçado a utilizá-lo por várias horas diárias para estudar ou trabalhar- e possui Síndrome de Irlen, certamente está xingando mentalmente: "- Maldita era da informática!!! Antigamente as pessoas faziam normalmente suas atividades de estudo e trabalho sem depender dessa máquina... aaafff!!! " 

É importante ressaltar que, em diversos casos de pessoas com o referido distúrbio ocular, SÓ abaixar o brilho do monitor do PC - ou dos gadgets em geral - nem sempre ajuda.

"Ah, mas então é só fazer isso aqui, ó:  adquirir um "overlay" [chapa especial de acetato colorida] mais adequado para quem a Síndrome de Irlen (SI) e colar sobre o monitor do meu notebook, uê!" - talvez você esteja pensando.

Realmente, caro leitor, em diversas situações, o "overlay" é MUITO útil, mas... cada situação tem suas particularidades... olha só:

Primeiro, vai que não dá para ficar carregando notebook para lá e para cá todos os dias no trabalho ou faculdade (devido ao peso dele que seria somado a outros itens em sua mochila)... e aí você tenha de usar um computador de uso coletivo.
Segundo, vai que você é estudante universitário de Matemática, Computação ou algum curso afim a estes - e necessita de um monitor de PC maior que a tela de notebook, disponíveis em laboratórios acadêmicos, para fazer certos trabalhos de modelagem matemática ou de desenvolvimento de software... o overlay não resolve TOTALMENTE o problema, pois ele tem um tamanho padrão, que é bem menor que o tamanho de vários monitores de PC!
Então, o ato de colar o "overlay" nem sempre vai funcionar como uma solução para TODAS as situações em que você necessitar usar um computador.

"E agora??" - certamente os leitores do "Sopa", que têm Síndrome de Irlen, devem estar com o humor lá embaixo, pensando que não podem se "aventurar" no fantástico mundo da informática o tanto de que gostariam ou precisariam...  Se você está assim, relaxe, leitor! Xô, baixo-astral! Em minhas "mexidas" aqui na net, descobri umas...

... TECNOLOGIAS ASSISTIVAS QUE PODEM AJUDAR QUEM TEM HIPERSENSIBILIDADE OCULAR À LUZ!!! Uh-rrúúú!!!!!


É importante ressaltar que o uso de tais tecnologias computacionais NÃO SUBSTITUEM o uso dos óculos espectrais quando prescritos por oftalmologista especializado!!! Elas apenas servem de COMPLEMENTAÇÃO ao trabalho deles, em caso de neuroadaptação incompleta aos óculos! Ok?  (Para quem não sabe, a neuroadaptação aos óculos de Irlen é progressiva, contando a partir da época em que o paciente usa tais óculos, em tempo integral. )


Uma dessas tecnologias - testada e aprovada pela blogueira que pilota este teclado- é o software Screen Tinter Lite, software livre que pode ser baixado aqui. Se você domina o Inglês, tem este site com um tutorial bem legal de como usar essa maravilha! :-)

Fácil de mexer e de usar, ele foi desenvolvido como uma tecnologia assistiva destinada especialmente para quem "sofre" com a SI!!! :-) Com ele, a galera que possui SI escolhe qual é a melhor cor de fundo e de caracteres para arquivos de textos, slides, etc. (Uh-rrúúú!!!! :-) Parece-me que ele não tem restrição a certos tipos de monitor; mas é bom que o leitor interessado confira isso, né? ;-) Ah, ele só serve para quem usa o sistema operacional Windows, ok?  Outra observação aqui: parece-me que ele não consegue alterar a cor de fundo de documentos digitais em PDF. Mas tomara que eu esteja enganada... uma hora vou verificar isso com mais calma!  ;-)

 Tem outros softwares livres com finalidade semelhante; mas o problema deles é que eles são compatíveis apenas com determinados modelos de monitor - o que implica em limitações para usar... vai que vc não tem o hardware compatível com ele, né?  Se, mesmo com essa observação, você continua curioso de conhecê-los, lá vão eles:

Display Tuner - Funciona, segundo David Accola em seu site em inglês, com vários tipos de monitor; só que ele não especifica quais. Mas posso garantir para os leitores do "Sopa" que não funciona em certos monitores da HP, pois tentei e deu erro! :-(

NaViSet - segundo David Accola em seu site, funciona em monitores NEC e Mitsubishi.

Magic Tune - "Roda" em computadores com monitores Samsung, de acordo com David Accola em seu site.

Se você, caro leitor com fotofobia, quiser, pode configurar seu computador para exibir interface em alto-contraste, em conjunto ou não com tais softwares mencionados, para minimizar seu desconforto ocular ao excesso de luz do monitor do PC ou laptop. Siga as instruções dadas - que você pode ver também no canto direito desta página! 

Para colocar alto-contraste, de forma que o fundo fique preto e as letras brancas (e, assim, facilitar a leitura para as pessoas com baixa visão e/ou sensibilidade ocular excessiva à luz do monitor), faça o seguinte:

-PARA USUÁRIOS WINDOWS: No seu computador, vá em Painel de Controle -> Opções de Acessibilidade -> Vídeo. Na opção "Alto Contraste", marque a caixa "Usar Alto-contraste". Pronto!!! O alto-contraste permanecerá tanto para a visualização de nossa página quanto a de outros sites... além da própria interface do sistema Windows.

-PARA USUÁRIOS DE LINUX: Para usuários do Ubuntu, vá em Sistema -> Preferências -> Aparência -> Tema, e em seguida procure a opção "Alto Contraste Inverso". Pronto!!! Viu só como é fácil? ;-)

E se você adora tablets, verifique se ele possui o efeito de Alto-Contraste mencionado acima! Outro dia um amigo meu me mostrou um - da marca Multilaser Diamond- que, com poucos toques, configura a tela desse jeito. Perguntei-lhe, inclusive:

"-Para essas disciplinas que envolvem Programação de Computadores, presentes em cursos universitários de Matemática, Ciência da Computação e afins, será que ajuda? Frequentemente, os slides que os professores passam em aulas (e disponibilizam cópias em formato digital) vêm exemplos de códigos-fonte com caracteres coloridos... afinal, os professores que elaboram esse material desenvolvem o algoritmo em um ambiente de programação e depois fazem uma captura de tela, para colocar nos slides. Com caracteres coloridos em fundo preto, será que não 'mata' as cores de certos comandos de linguagens de programação, não? Afinal, essa interface leva em conta que o fundo original do ambiente de programação costuma ser branco!" 

Esse meu amigo, dono do tablet, pôde me mostrar que o efeito desejado funciona e ajuda os "fotofóbicos" de plantão - ao exibir uma apostila de uma disciplina universitária de computação. Uh-rrú! O fundo fica preto, mas os caracteres ficaram assim: o que era preto ficou branco; e o que era colorido preservou as cores. Bom, pelo menos no material que ele me mostrou, funcionou!!!! Fica a dica para quem tem tablet !!! ;-)

Agora não tem desculpa para os hipersensíveis à luminosidade!!! "Bóra" usar o computador para estudar, trabalhar ou mesmo para se divertir!!! (Ah, e aproveite para tirar um tempinho e ler regularmente o "Sopa", rerrerré!!!)

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Como limpar CORRETAMENTE óculos para Síndrome de Irlen?

Por: Débora Rossini - 
[ATUALIZADO EM 28/09/2016] 

Ôooopa!!! Na postagem de hoje, o "Sopa" traz para você como se deve limpar corretamente os óculos que corrigem a Síndrome de Irlen (SI)!!!!

"Mas 'péra lá', limpar óculos é uma coisa muuuuito simples! Basta água, sabão, um pano qualquer e... 'voilà'!!! - você deve estar pensando.

Calma, leitor! Essa simplicidade aí se refere a óculos comuns, para corrigir miopia, astigmatismo, hipermetropia, etc!!! Para óculos que corrigem Síndrome de Irlen, isso NÃO vale!!! 

"Mas por quê?" - você, leitor, deve estar aí se questionando, roendo de curiosidade.

Explico: como já expliquei em postagens anteriores, os óculos que corrigem Síndrome de Irlen possuem coloração em suas lentes (que variam de paciente para paciente); e que, se usarmos substâncias comuns para limpar os óculos.. adeus! Os óculos desbotam e perdem sua utilidade - já que são justamente as cores das lentes, que são feitas com uma tinta especial em laboratórios americanos, é que corrigem o problema. 

Então, se você tem Síndrome de Irlen, você deve limpar seus óculos com uma cera especial, em spray, que vem junto com seus óculos, quando você os adquire. Você não paga nada a mais pela aquisição dessa cera- ela já vem embutida no preço dos óculos. E ela dura mais de um ano - tempo necessário para você voltar ao oftalmologista e , aí, adquirir outro frasco. Essa cera tem uma composição química apropriada, de forma a limpar as lentes sem desbotá-las. (No frasco, vem as instruções de uso.) E, ó, lembre-se: NADA de usar sabões, soluções alcoólicas, ou produtos de limpeza comuns... senão.. tchau, óculos!!!  :-P

[ATUALIZAÇÃO DESTE POST]:
E COMO FAZER PARA LIMPAR CORRETAMENTE OS ÓCULOS PARA SÍNDROME DE IRLEN, DE FORMA QUE ELES NÃO DESBOTEM POR LIMPEZA INCORRETA?  Será que é só pegar o líquido/cera em spray, que vem junto com os óculos, e simplesmente borrifar nos óculos de qualquer jeito???
Vejam o depoimento do internauta Rafael Silva em um grupo de discussões online - publicado com a autorização dele, originalmente na minha fanpage Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen, e que também reproduzo aqui:

''Eu usei de forma errada [borrifando o líquido diretamente nas lentes dos óculos] e acelerou o desgaste do filtro....sou PM do DF, e fiz o curso da cavalaria ano passado e por causa da poeira e suor tive q limpar os filtros todo dia e de forma errada eu aplicava o spray diretamente nos filtros gerando o desgaste....Então, muita atenção e cuidado ao usar/limpar os filtros...hoje, com os filtros novos, utilizo pano úmido com um pouquinho de água e resolve...como tenho muita fotofobia, não é interessante esse desgaste prematuro....cada caso um caso, estou seguindo recomendações do HOLHOS [Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães] e cada pessoa deve seguir as orientações que recebeu."

Minha resposta ao internauta, no grupo de discussões:

''PAAAAALMAS pelo seu comentário, Rafael!!! Olha o que acontecia comigo: Eu [também] limpava meus filtros do jeito que vc relata (borrifando o spray direto nos óculos) e realmente acelerou o desgaste dos filtros, assim como os seus... Aí , depois de ter trocado os filtros, eu simplesmente PAREI de limpá-lo com o produto - só usava um pano macio seco e pronto!
Então tá explicado... não se deve borrifar diretamente nos óculos o produto! Obrigada por esclarecer, Rafael!"

Então, galera, FICA A DICA, OK???? 

Ao limpar os óculos a seco, no dia-a-dia, nada de usar toalhas, guardanapos de papel ou a ponta da camisa ou blusa!!!! Tais "apetrechos" podem causar pequenos arranhões nas lentes, de forma a tirar a tinta das lentes. O ideal é usar um pedaço de flanela beeeeeeem macia (igual àquelas de que são feitos casacos para bebês!!!). Tenha sempre um pedaço desse tipo de flanela dentro do seu estojo de óculos, para atender a alguma necessidade!!! ;-)

Um dia,eu estava conversando com uma leitora deste blog justamente sobre isso. Não que ela fosse portadora da SI, mas ela demonstrou curiosidade pelo "mundo Irlen" (rerrerré!!!) e, aí, em um dado momento, veio à tona o assunto: "Como limpar esse tipo de óculos". Dei as explicações acima, e ela então me questionou:

"-Tá, mas como se faz para desinfetar os óculos em caso de alguma necessidade? Tipo, se a pessoa enfrentou uma conjuntivite, por exemplo? Essa cera, por si só, não tem propriedades antissépticas...!" 

Confesso que eu nunca tinha pensado nisso! Achei extremamente pertinente a dúvida da leitora, e, então... fui perguntar para quem sabe, uê! ;-) Afinal, tal dúvida pode ser também a de muitas pessoas que usam esses óculos e que leem o "Sopa"... ;-)

Entrei em contato com a equipe do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, e contei a história para o pessoal de lá...  Eis a resposta que me deram (com a devida autorização para ser publicada aqui no blog):

" (...) Para cada tipo de exposição que exija descontaminação, há um tipo específico de procedimento a adotar e que os casos precisam ser orientados, individualmente. (...) "

 Isto porque, se as pessoas manusearem tais óculos de maneira incorreta, com uma certa frequência, acabam por inutilizar o objeto - que não é barato...!  Assim sendo, caso a pessoa se veja em uma situação em que necessite descontaminar os óculos, ela deve entrar em contato com um especialista em Síndrome de Irlen, que analisará as especificidades da situação, do tipo de filtro utilizado nos óculos, da frequência em que necessita fazer esse procedimento...  ;-)

Quem quiser entrar em contato com o Hospital de Olhos para maiores informações sobre SI - o qual contatei para responder à "intrigante" dúvida da leitora do "Sopa" (risos) -, o telefone de lá é: (31) 3289-2124.

E então, leitor? Caso você também tenha SI, este post lhe ajudou a matar a curiosidade sobre a limpeza correta dos óculos?  ;-)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"Dia"... ou "DIAS"? (de Luta da Pessoa com Deficiência) ?????

Por: Débora Rossini

Ooooopaaa!!!! Já viu no calendário qual é a data de hoje?????  
Qualquer um que anda antenado  em assuntos referentes a Inclusão, Acessibilidade , pessoas com deficiência, necessidades especiais, etc, já deve ter "sacado" que o dia 21 de setembro, é uma data assinalada como "Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência", aqui no Brasil! E o "Sopa", claro, não poderia deixar de trazer uma postagem sobre o assunto, né???? Rerrerré!!!!!! 

Você, leitor, deve estar pensando:

"-Mmmmm,  mas o que essa blogueira 'doidona' acha disso aí?"  :-D

Bom... a meu ver, datas como essas ("Dia do Deficiente", "Dia da pessoa com... [insira aqui uma necessidade especial] ", etc), devem ser vistas como uma espécie de "cutucão" na sociedade majoritariamente constituída pelas pessoas "clinicamente normais (???!!)"   -com a finalidade de mostrar que, TODO DIA é dia de luta das pessoas com deficiência. 

 Sendo assim, o 21 de setembro representa mais um "toque" para lembrar que "TODO SANTO DIA" as pessoas com as mais diversas deficiências e necessidades especiais vêm lutando por seus direitos - de poderem estudar, de exercerem uma profissão, de terem acesso aos ambientes públicos e às prestações de serviços, de serem reconhecidas como SERES HUMANOS nos mais diversos círculos de relacionamento social, de não serem discriminadas nem vítimas de "bullying", etc...

Talvez você, leitor do "Sopa", deve estar pensando:

"-Pô... mas 'péra lá' : antigamente é que não tinha esse negócio de Lei de Inclusão, e as pessoas com deficiência acabavam sendo, digamos, segregadas : além de serem tratadas como 'coitadinhas' e discriminadas, eram tratadas com atitudes assistencialistas. Hoje em dia, elas são estimuladas a se inserirem ao 'mundo dos ditos normais', tanto socialmente quanto em termos de produtividade. E aí?"

É, leitor, mas infelizmente não é beeeeeeeeem assim... :-(

"-Quer dizer então que a galera com algum tipo de necessidade especial ainda se sente insatisfeita? Ou seja, que as medidas e leis favoráveis a essas pessoas ainda são insuficientes para lhes atender plenamente? " - certamente o leitor está se questionando.

O raciocínio vai por aí mesmo...  Vou explicar direitinho... ;-) 

Ainda que a Lei da Inclusão esteja aí para ser cumprida, as dificuldades vividas pelas pessoas com deficiência ainda não acabaram... :-( Ainda há muito preconceito por parte das pessoas "ditas normais" (?????????), que duvidam de que os deficientes são capazes de fazerem muitas coisas - ainda que de maneira diferente do padrão imposto pela sociedade-  e de terem autonomia e independência em diversas situações. Ainda há muita "resistência", por parte dos "ditos normais", em aceitar "lidar com o diferente" - já que, para conviver e lidar com uma pessoa com algum tipo de deficiência, frequentemente implica-se em aprendizagem de novas formas de comunicação (Braille, LIBRAS, formas não-verbais para outros tipos de deficiência),  de novas formas de lidar com a pessoa no dia-a-dia, de novas tecnologias assistivas,  etc. Há também muita falta de compreensão - pelas pessoas "comuns" (?!?!) -  das reais necessidades das pessoas com deficiência, o que faz com que as pessoas sem tais necessidades pensem erroneamente que certas atitudes e adaptações, destinadas a quem PRECISA delas,  são "privilégios" ou "frescuras". Ainda há também quem ache, erroneamente, que adaptações que visam à acessibilidade/desenho universal são "um trabalho a mais" e "despesas extras".

 E olhem que falta de informação não é desculpa: hoje em dia, com a internet funcionando a todo vapor, dá para se buscar informações, destinadas a leigos, sobre a maioria das deficiências mais conhecidas. Tem muitos sites e blogs - vários deles MUITO BONS-  que abordam o tema! (Se você ficou curioso de conhecer alguns, que são recomendados pelo "Sopa", dê uma olhada no canto direito desta página. Vá descendo a barra de rolagem, até achar uma lista de blogs e sites sobre o assunto... e divirta-se!) Vários desses sites e blogs são escritos pelas próprias pessoas com deficiência - nos quais eles não só dão informações sobre suas necessidades, mas também expressam seus pontos de vista sobre elas e como é o dia-a-dia de uma pessoa com o quadro clínico relatado. 

Ah, e outra coisa que ocorre frequentemente: as Leis relativas à Inclusão estão aí... mas infelizmente, nem sempre elas são cumpridas... aí, dificulta bastante a vida das pessoas com deficiência, né????  :-( Taí outro ponto da "luta" da pessoa com deficiência: não só a de quebrar preconceitos e tabus, mas também de fazer as leis "valerem"... e não ficarem só "no papel".

E então, galera? O que vem à cabeça de vocês, quando aparece no calendário datas como esta - que não são datas comemorativas coisa nenhuma, mas sim datas de reflexão e de lembrança de que é necessário que atitudes sejam tomadas, a fim de que as pessoas com necessidades especiais possam ser reconhecidas como seres humanos como qualquer outro, com suas limitações e habilidades?  ;-)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Projeções de 'data-show' e aluno com Síndrome de Irlen: como conciliar?

Por: Débora Rossini

Ooooooopaaaa!!!! :-) Finalmente tô cumprindo com o que venho prometendo há alguns posts atrás!!!!! Trata-se do...

MANUAL DE "SOBREVIVÊNCIA" AO 'DATA-SHOW' EM SALA DE AULA!!!!! :-D

É fato, meu caro leitor com Síndrome de Irlen: boa parte dos professores de hoje em dia - especialmente os universitários- têm uma incrível "história de amor" com o projetor de data-show!!!! (Risos.) Eles fazem de tuuuuuudo para não abrir mão do dito-cujo de jeito nenhum... E olha o que eles costumam alegar, em conversas informais:

"-- Eles agilizam bastante o andamento das aulas, pois reduz ou até elimina a necessidade de ficar escrevendo na lousa. "

"-- Isso facilita minha preparação de aulas, pois já tenho o material pronto; e se for necessário atualizar ou corrigir algo, faço rapidinho e facilmente as alterações no computador. Afinal, tenho inúmeras outras tarefas para fazer."

"-- Acho mais prático pra dar aula."

"-- (etc, etc, etc, blá, blá, blá...) "

Ok, entendo perfeitamente os motivos que levam os professores a gostarem imensamente dessa tecnologia, em detrimento do quadro-negro! E ela, de fato, facilita bastante o trabalho dos professores ao ministrarem suas aulas. Mas... e se tiver na sala algum aluno com fotofobia (hipersensibilidade ocular à luz)? Até onde eu e vários professores sabemos, não tem nenhum recurso no projetor que diminua a intensidade luminosa... e mesmo que houvesse, ele iria prejudicar os colegas sem fotofobia, já que estes não iriam enxergar o material mostrado, por ficar "escuro" demais para eles! (No caso de um portador de Síndrome de Irlen, é como se ele "enxergasse o ambiente com mais luz do que ele realmente tem", digamos...)

Então, este post foi escrito com a finalidade de dar sugestões diversas, de forma a conciliar o desejo do professor em usar o projetor de slides com as necessidades educacionais de um aluno com fotofobia - particularmente os que têm Síndrome de Irlen.

Observação importante: os portadores de Síndrome de Irlen possuem fotofobia - mas nem toda pessoa com fotofobia tem SI, ok? (Existem diversos distúrbios de visão e doenças oculares que têm a fotofobia como sintoma; e a SI é UM deles.) Este post está voltado para os que têm fotofobia devido à Síndrome de Irlen, devido às particularidades do referido distúrbio visual.

As dicas que se seguem são voltadas para estudantes que possuem sensibilidade ocular excessiva à luz - especialmente Síndrome de Irlen (SI)- e que, no dia-a-dia acadêmico, veem-se forçados a suportar aquele "farolzão gigantesco" (oficialmente chamado de "data-show", "retroprojetor" ou qualquer dispositivo parecido, rerrerré!!!) , repleto de matérias para seguir na aula e copiar... e do qual os professores geralmente não gostam de abrir mão ao dar suas aulas!!!!!! (Nota: as dicas são direcionadas para estudantes jovens e adultos, mas, se você é pai/mãe/professor de alguma criança ou adolescente que se enquadre nas situações descritas neste post, esteja à vontade para adaptar as dicas de acordo com a idade, atividades e quadro oftalmológico de seu filho ou aluno...)


E essas dicas foram formuladas com base no quadro clínico específico, real, de uma pessoa com Síndrome de Irlen, e das estratégias que essa pessoa adota para "contornar" sua situação em sala de aula, na universidade. É bom lembrar que cada caso de SI é um caso - e, por isso, talvez alguns procedimentos que deem certo para essa determinada pessoa não deem certo para outra pessoa com SI que esteja lendo este post. Mas, no geral, acredito que tais dicas possam ajudar muita gente com SI - uma vez que, partindo do princípio que o que incomoda o portador desse distúrbio, ao visualizar slides, é basicamente o excesso de luminosidade, essas dicas ajudam a "contornar" tal excesso.

Podem haver situações em que, mesmo com os óculos com os chamados "filtros espectrais", alguém com SI pode sentir desconforto em relação à luz intensa, por motivos diversos (neuro-adaptação não-concluída, óculos "fracos" que ainda não foram trocados, "desbotamento" da coloração dos filtros espectrais, etc.) Então... se você é estudante e possui SI, vamos lá????

1-- Consegue sentar longe da projeção do data-show? Ou seja, você consegue se sentar mais "atrás", na sala de aula, para acompanhar o que é apresentado? Em caso positivo, use isto a seu favor, já que o "facho" luminoso não vai estar tãããão perto da sua cara assim. Em caso negativo, pule essa dica e leia as próximas; afinal, tem gente que é míope, tem gente que tem falta de concentração (que, aliás, é um sintoma da SI que tem intensidade variável de pessoa para pessoa), tem gente que não tolera a galera do fundão conversando na aula... e que, por pelo menos um desses fatores, se sente melhor sentando lá na frente... E tem gente, principalmente, que, devido à intensidade com que a SI se manifesta, tem a recomendação médica de sentar na frente e na posição centralizada na sala - devido ao campo visual periférico ser comprometido. Ou seja, o oposto do que essa dica queria mostrar... ;-)

2-- No primeiro dia de aula de cada disciplina, converse com cada um de seus professores e conte o problema para eles (se necessário, mostre-lhes o relatório médico comprobatório de sua condição), de forma a facilitar as adaptações no andamento das aulas e garantir que você consiga "pegar" a matéria toda direitinho! E nada de ficar com vergonha de esclarecer o problema, viu???? ;-) Tem gente que se sente inibida ao fazer isso, mas... cá pra nós: "vergonha não é assumir uma determinada condição clínica no ambiente escolar; vergonha, na verdade, é exibir um boletim repleeeeeeeto de notas baixas, a despeito de você ser inteligente e capaz!" (Palavras bem-humoradas de estudante que já precisou de adaptações, por ter necessidades educacionais especiais).
Então, corra atrás de seus direitos como estudante! A lei da Educação Inclusiva está aí, a todo vapor; logo, faça-a valer!!!! :-) Rerrerré!!!!

3--Peça a seus professores passarem para você com antecedência uma cópia dos slides, alguns dias ou horas antes da aula. Assim, você pode visualizá-los nas condições mais adequadas a você - seja através de um computador adaptado (isto é, com as configurações de baixa luminosidade e de contraste que melhor lhe atendam, com ou sem "overlay" colado sobre a tela), seja através de impressão do conteúdo em papel, na cor que melhor lhe convier.
Obs: é raro, mas tem professor que não gosta de ficar passando cópia de slide para aluno, com receio de uso indevido. Se for esse o caso, explique a ele (com jeitinho, claro!!!) que é uma NECESSIDADE que você possui, e que a lei da educação inclusiva está aí a todo vapor! Sugira inclusive a elaboração de um termo de compromisso a ser assinado por você e o professor em questão- de forma a garantir a seu professor que você não vai usar o material de forma indevida... ou então deixe que ele lhe sugira uma outra forma de ter acesso a essas notas de aula, sem deixar você prejudicado em relação a seus colegas! ;-)

4-- Procure treinar sua audição para aprimorar ao máximo sua capacidade de aprender ouvindo, ali durante a aula, sem ficar dependente das imagens ali mostradas no projetor de slides. Aprenda a criar o máximo de "modelos mentais" baseados em descrições verbais - e não tenha vergonha de fazer perguntas ao professor, quando ele ficar apontando a projeção e dizendo: "'Aqui' tem esse gráfico, 'aqui' tem esse ponto..." A essa altura, o professor já deve estar ciente de sua hipersensibilidade à luz- e, portanto, deve ter consciência de que você não pode ficar "firmando" e "forçando" os olhos naquela superfície altamente luminosa... e, portanto, cabe a ele descrever verbalmente, com mais detalhes, "aonde" ele está apontando e "o quê" ele está apontando. (Tal dica também vale quando se trata de alunos cegos ou de visão subnormal, por razões fáceis de entender.)
Procure anotar o máximo de informações que você captar com os ouvidos... e deixe espaços em branco em sua folha de anotações, caso sinta que há partes do conteúdo que parecem estar "fragmentadas". Em um momento posterior à aula, quando você tiver acesso à totalidade do conteúdo exposto, vá completando as anotações. (Funciona como uma forma interessante de estudar!)

5-- Se possível, peça ajuda a algum colega, para obter as anotações. Vale copiar do caderno dele ou pedir emprestado para tirar xérox... só não vale escolher como "ajudante" aquele colega que você SABE que não copia nada na aula e que só fica conversando durante as explicações... rá, rá, rá!!!

As dicas a seguir são direcionadas a professores que tenham alunos com o problema visual descrito no início desta postagem. (Mas se você é estudante, continue lendo assim mesmo! Vai facilitar bastante na hora de trocar ideias com seus professores!)

6- Converse com seu aluno, para ver quais são suas necessidades, a fim de conseguir fazer as adaptações que melhor atendam a ele. Sendo a fotofobia dele devida à Síndrome de Irlen, então, fique mais atento às próximas sugestões abaixo!;-)

7- Pergunte a seu aluno qual é a cor de texto e de fundo que lhe parece ser menos incômoda ao ler slides em projeções - tomando cuidado, claro, para que a cor resultante não seja desagradável e/ou dificulte a visualização dos slides para o restante da turma!!! ;-) Isto é, se seu aluno conseguir ler as projeções desde que tenham determinadas cores... (tem aluno que não vai sentir-se bem com NENHUMA, devido à fotofobia intensa!)

8- Sempre que for possível, use o quadro-negro em alguns momentos da aula, para facilitar ao aluno a visualização de certos desenhos, esquemas, tabelas ou grafias de nomes e termos técnicos. (Obs: o quadro-negro tradicional, de giz, mostra-se melhor que o quadro-branco, de pincel marcador -- ja´que o branco, de superfície brilhante, reflete a luz.
Entretanto, em certas salas de aula - como as de aula prática de Computação- não tem como escapar do quadro-branco, visto que a instalação do quadro de giz tradicional pode danificar as máquinas do recinto, por causa do pó de giz... então o jeito é o aluno tentar se adaptar por meio de outras estratégias em sala de aula, adotadas pelo professor e pelo próprio aluno... ;-)

9-- Evite fazer a projeção dos slides diretamente sobre a superfície de uma lousa branca - pois parecerá que a luz da projeção, tão incômoda para o portador de Síndrome de Irlen, vai ficar "mais intensa" se estiver sobre tal superfície!!! - Isto porque o quadro branco é brilhante e reflete luz! Sempre que possível, prefira projetar sobre um anteparo fosco (várias salas de aula tem esse anteparo, próprio para fazer tais projeções). Em caso de impossibilidade de projetar em uma superfície fosca, tente elaborar os slides com fundo mais escuro (ex: preto com letras brancas). Caso contrário, seu aluno poderá ter um desconforto "daqueeeeles", com dor intensa nos olhos e uma dor de cabeça que custa a dar trégua! :-O

Espero ter ajudado "uma pá" de estudantes com SI, que até então ficavam "estressadões" diante de um data-show... rerrerré! Se você faz parte da galera com SI e tem uma dica adicional que possa somar-se às que já foram dadas, "mande ver" aí, na seção destinada a comentários!!!!! :-D


sábado, 18 de agosto de 2012

Tchan-tchan-tchan!!!! Olha que ACHADO, galera!!!!!

Por: Débora Rossini

Ooooopa!!! Prometi, no post anterior, que nesta postagem eu traria algumas dicas para o estudante com Síndrome de Irlen que precisa "enfrentar" o retroprojetor durante as aulas (risos)... No entanto, acabei dando uma mudadinha rápida de plano aqui. Você, leitor, não vai ficar "bravo" comigo não, né? Rerrerré!!! Prometo que em breve redijo o post prometido...! ;-)

O que ocorreu foi o seguinte: navegando pela internet afora, deparei-me com alguns vídeos bem legais sobre Síndrome de Irlen, dos quais a maioria está em Inglês. Entretanto, tive uma SURPRESA BEM LEGAL!!!!! :-) EURECA!!!!!!!!!!!!!!

Encontrei um conjunto de vídeos, bem legal, EM PORTUGUÊS, que explica detalhadamente sobre a SI!!!!

Trata-se de uma edição do programa "Brasil das Gerais", da Rede Minas de Televisão (dividida em vários vídeos sequenciais) - na qual o tema do programa, naquele dia, era a Síndrome de Irlen. Em clima de um bate-papo bastante agradável, ocorre uma entrevista com diversas pessoas, sobre o assunto. O programa foi exibido no dia 26/03/2008. (Ooooh, já tem um certo "tempinho", mmmm? Por que será que não achei essa preciosidade antes? Rerrerré!!!)

Nele, além das falas dos profissionais de Saúde e Educação (incluindo aí, claro, os doutores Ricardo e Márcia Guimarães, que são especialistas no assunto e que trouxeram o tratamento da SI para o Brasil), tem também depoimentos bem legais - e detalhados- de pacientes e da mãe de um destes (isso mesmo, de pacientes... dos quais eu vinha sentindo falta até então, rerrerré!), que contam, em entrevista, como eram suas vidas antes e depois do tratamento com os filtros espectrais corretivos deste distúrbio de visão. Vale a pena ver!!!!

Seguem-se os links para a sequência de vídeos, que está disponível no You Tube:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7

Obs.1) Nos vídeos a que me refiro, a SI vem denominada como "Dislexia de Leitura" - uma vez em que, frequentemente, há pacientes que apresentam características da Dislexia com as de SI concomitantemente.

Obs. 2) Para a galera que é surda sinalizada e que curte este blog de montão: os vídeos possuem intérprete de LIBRAS, no canto esquerdo do vídeo. (Uh-rrúúú!!! Acessibilidade!!!)

Como os leitores do "Sopa" poderão perceber, é um material sobre SI bem rico e detalhado em português, que mostra simultaneamente a visão dos profissionais E dos pacientes!!!!! :-) Era algo como isso que eu estava procurando!!! :-)



E você, leitor, o que acha? Fique à vontade para comentar no
espaço abaixo!!!! E se você tiver encontrado mais algo interessante sobre o
tema pela internet afora, compartilhe os links aí! :-)


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Adaptações na escola, para portadores de Síndrome de Irlen

Por: Débora Rossini

Ooooooopaaaa!!!!! Demorou, mas enfim, chegou o texto que prometi no post anterior - ou seja, um post trazendo algumas dicas para a pessoa com Síndrome de Irlen (SI) ter um pouco mais de conforto no ambiente escolar. Eu li as dicas no site americano Irlen Syndrome, escrito por David Accola (que é portador de SI) - e fiz um resumo principal em português do que está escrito ali. (Se você consegue ler em Inglês e quiser ver o texto original, clique aqui).

São dicas simples e fáceis de pôr em prática no ambiente escolar. Em seu texto original em Inglês, David Accola ainda faz uma sugestão: "Se você possui SI e está tentando obter adaptações em seu ambiente de trabalho ou escola, seria de grande ajuda se você imprimisse esta página [a do site dele] e a mostrasse para seu professor, orientador educacional/pedagógico , ou qualquer pessoa que poderá tornar seu dia-a-dia mais fácil". Legal, não é? Afinal de contas, poucas pessoas (ainda mais aqui no Brasil) sabem acerca da SI - excetuando, claro, os (relativamente poucos) profissionais que trabalham com a SI por aqui e também pacientes que tentam correr atrás do máximo de informações que puderem. Sendo assim, muitas vezes, os próprios pacientes é que acabam "ensinando" para o professor como lidarem com um aluno com esse distúrbio visual.





Em tempo: se você é professor , pedagogo ou gestor escolar, e quer fazer
cursos mais aprofundados sobre a SI, com profissionais que entendem do assunto aqui no Brasil mesmo: sua chance existe! Dê uma olhada neste site aqui:
http://www.dislexiadeleitura.com.br/portal.php .
Vira-e-mexe, são promovidos cursos de capacitação sobre o que é a SI e , até mesmo, de como se tornar um "screener" (aquele profissional
capacitado para detectar casos suspeitos de SI, a fim de encaminhá-los para atendimento oftalmológico especializado). Voilà!!!! :-)



Vamos lá, então, às tão esperadas dicas de adaptação do portador de SI na escola? ;-) É bom lembrar que estudantes com SI são bastante sensíveis à luminosidade ambiente e a reflexos luminosos que ocorrem em páginas impressas de cor branca e que são brilhantes - o que gera "distorções" na forma como eles veem os caracteres impressos, resultando em diversas formas de desconforto (dor nos olhos, dor de cabeça, cansaço, dificuldade de concentração e memorização, etc).

-- Questão da iluminação: David Accola sugere que os tipos de iluminação menos incômodos para uma pessoa com SI são: iluminação natural indireta ou então lâmpadas incandescentes. (No entanto, em um post anterior, dei aos leitores do "Sopa" alguns palpites para "aguentar o tranco" em ambientes nos quais tem luz fluorescente e que não dá para realizar a troca das lâmpadas... rerrerré!!!) Enfim: vale tentar o que for mais viável para reduzir o incômodo!!!! ;-) Só não vale ficar "sofrendo" por aí, rerrerré!!! :-) Ainda segundo o blogueiro americano, enquanto houver luz natural no ambiente, vale a pena aproveitá-la ao máximo - evitando, assim, acender as luzes do cômodo. Ah, e mais: vale lembrar que é a LUZ INDIRETA que vai trazer conforto para quem tem SI; portanto, "não vale" ficar de frente para a janela, ok?

-- Uso de "lâminas" coloridas (também conhecidas como "overlays"): São folhas de acetato, coloridas, que são colocadas em cima da folha com o texto a ser lido, a fim de proporcionar maior conforto ao paciente. Essas lâminas são apresentadas e prescritas por profissionais que entendam de Síndrome de Irlen (seja um profissional de Educação capacitado como "screener" de SI ou um profissional de Saúde capacitado para diagnosticá-la e tratá-la). Um desses profissionais capacitados irá fazer um teste com o portador de SI, e vai ajudá-lo a descobrir qual será a cor da lâmina mais adequada para colocar em cima de um texto impresso (e, assim, ajudar a aliviar o desconforto ao ler).
Vale lembrar que a cor que serve para um paciente não necessariamente servirá para outro!!! O uso de uma lâmina com a cor errada poderá, inclusive, piorar os sintomas! :-( Portanto, é importante que se faça um teste para atender às necessidades individuais do paciente. Além do mais, é importante assinalar que as cores de tais lâminas nem sempre coincidem com as cores dos óculos com filtros espectrais.

--Papeis coloridos para leitura e escrita, sempre que possível: segundo David Accola sugere, vai proporcionar maior conforto na leitura e escrita do paciente, dando efeito similar ao dos overlays. Mas o autor aponta que é necessário detectar, com a ajuda profissional, qual é a cor de papel mais adequada e que trará maior conforto; do contrário, a escolha errada irá proporcionar desconforto ao paciente, tal como o papel branco! Uma dica adicional do autor: papel reciclado, com suas colorações características, podem trazer mais conforto que o papel branco; vale experimentar!!!

--Posição do livro ao ler: segundo David Accola, o melhor é colocá-lo em frente ao portador de SI. Aquela história de colocar o livro meio que de lado (muito comum quando dois estudantes compartilham um mesmo livro quando estão estudando em dupla, ou fazendo algum trabalho juntos), pode causar cansaço mais rápido para o portador de SI.

--Retroprojetor: David Accola sugere reduzir AO MÁXIMO atividades que envolvam o uso de retroprojetor. (Fácil de entender o porquê...! Fica aquela luz "fortona" na cara do paciente, obrigando o "coitado" a ler e copiar conteúdos sob luz intensa, dando-lhe cansaço extremo!!! Aaaafffff!!!!!)
Obs: frequentemente, há professores - sobretudo universitários - que não abrem mão de jeito nenhum do "danado" do retroprojetor, alegando razões diversas!!!! :-( Já que, na prática, fica difícil para um estudante com SI ter aulas sem esse equipamento, prometo no próximo post trazer algumas dicas para que alunos com tal distúrbio consigam "dar a volta por cima" durante as aulas - de forma que haja uma conciliação entre a vontade do professor e as necessidades/limitações de tais alunos.

--Lousas brancas x lousas escuras: David Accola aponta que os quadros de fundo escuro, nos quais escrevem-se com gizes brancos ou de cores claras, são mais confortáveis para a leitura do que os quadros brancos - que, além de terem a cor de fundo do texto desagradável para um portador de SI, ainda proporcionam um incômodo "extra", por causa do brilho da superfície. Assim sendo, seria legal que, sempre que possível, os professores utilizassem os tradicionais "quadros-negros" em vez dos modernos quadros-brancos.
Ele também sugere que os professores "repartam o quadro" e escrevam em colunas, em vez de escreverem todas as linhas usando toda a largura da lousa. Isto tem um motivo fácil de entender: é para minimizar o "embaralhamento" da leitura pelo portador de SI, que irá piorar se ele tiver de ler linhas extensas.




Palpitinho adicional da "Sopeira" aqui: tem também
aquele detalhe, de que as pessoas com SI costumam ter leitura mais lenta e
segmentada que o normal. Caso você tenha SI e tenha algum(a) professor(a) que
tenha estatura baixa e consequentemente menor disponibilidade de área da lousa
para escrever (e que por isso mesmo, o quadro "encha mais rápido" com a escrita
dele), peça para ele esperar um pouquinho mais de tempo para realizar a cópia da
matéria, antes de apagar a lousa!!!
Caso a sua velocidade de cópia seja muuuuito lenta - e, assim, o
professor não possa esperar taaanto tempo adicional, a fim de não prejudicar o
andamento da aula para os outros alunos- opte então por uma das alternativas:
pedir, antes da aula,para o professor, uma cópia xérox das notas de aula
(eliminando, assim, sua necessidade de copiar da lousa); ou então pedir para
algum colega de confiança para emprestar-lhe o caderno depois das aulas, para
você copiar com calma o conteúdo ou "xerocar" o caderno dele... ;-)



Outras dicas apresentadas pelo blogueiro americano:

--Experimentar copiar a matéria de um papel a outro (ex: caderno do colega, livros, etc) em vez do quadro para o papel traz mais conforto, devido à posição e distância entre uma superfície e outra;

--Usar um marcador (régua, marca-texto, etc) para facilitar a leitura em papel, evitando que os olhos "pulem" involuntariamente de uma linha do texto para outra. É sugerido que o marca-texto tenha a cor indicada para o "overlay";

--Se tiver problema em ler e responder questionários na tela de um computador, experimentar imprimir o questionário em papel, responder e depois solicitar a uma outra pessoa para transcrever as respostas para o formulário eletrônico; dar pausas para descanso, sempre que for necessário, após tarefas de intenso esforço visual.

--Se necessário, aproveitar que existem materiais didáticos em áudio por aí, e... "mandar ver" neles como forma de auxílio nos estudos!
Palpitinho da "Sopeira" aqui: o autor não especificou, mas acredito que essa medida seja para os casos mais graves de SI, nos quais há comorbidade com distúrbios tais como Dislexia, por exemplo. Bom, mas, de toda forma, a opção está aí, e vale experimentar! ;-)

Bom, o post ficou grande, mas... espero ter ajudado diversos estudantes brasileiros com SI que tenham por aí - bem como seus respectivos professores. Até o próximo post! :-)

Atenção: as informações contidas neste post (e em
diversos outros, também!) são de
caráter meramente e exclusivamente
informativo
. Não sou profissional de Saúde; que isso fique bem claro, ok? :-) Sou apenas uma estudante de Ciência da Computação que desempenha diversas tarefas relacionadas à Educação Inclusiva e Tecnologias Assistivas. Em caso de quaisquer dúvidas que exijam um conhecimento formal e mais aprofundado para solucioná-las, recomendo aos leitores que consultem um profissional capacitado para tal. ;-)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Você tem Síndrome de Irlen? Confira algumas dicas para minimizar seu desconforto visual no ambiente de sua casa!

Por: Débora Rossini

Ooooopa!!! Prometi que ia trazer através do "Sopa" algumas novidades sobre Síndrome de Irlen, descobertas em sites americanos, e cumpri!!!! O site Irlen Syndrome traz (em inglês) diversas explicações sobre a SI do ponto de vista de pacientes norte-americanos - bem como vídeos (um deles feito pelo próprio autor do site , David Accola) , depoimentos e dicas para o paciente sentir-se mais confortável em casa , na escola e, principalmente, em frente ao computador. ( Obaaaa!!! Essas dicas para usar o computador são bem interessantes - uma vez que entre as maiores amolações na vida de uma pessoa com Síndrome de Irlen (SI) está a hipersensibilidade ocular à luz... e o computador, por meio do monitor, "joga" luz na cara da pessoa o tempo todo, né? Rerrerré!!!! )

Bom, vou trazer as principais dicas que o autor do site colocou. Obs: não estou fazendo tradução exata dos textos - por receio de cometer alguns errinhos que comprometam a exatidão do conteúdo. Dessa forma, eu preferi optar por escrever, com minhas próprias palavras, as principais ideias do texto - como uma espécie de resenha... "manjô"? ;-)

Para evitar que o post fique grande e cansativo de ler, vou colocando as dicas por partes, em postagens diferentes. No post de hoje, vou relatar as dicas para adaptações em ambientes domésticos. Ok?

Então... "voilà" !!!!

-- Papeis de parede: segundo o autor do texto, papeis de parede com muitos desenhos, detalhes e padrões repetitivos podem causar uma espécie de, digamos, "poluição visual" que acabará por causar fadiga visual na pessoa com SI. Isso porque os desenhos serão vistos de uma forma peculiar ao portador de SI, causando distorções visuais que levarão o paciente à fadiga.

--Luzes fluorescentes para ler e estudar: se você tem SI e é daquelas pessoas que têm como hábito fazer seus trabalhos de escola ou faculdade em qualquer cômodo - desde que haja mesa e cadeira nele- , fique esperto! :-) Em cômodos com lâmpada fluorescente, se o paciente senta exatamente debaixo da fonte luminosa, rapidinho vai bater aqueeeeele cansaço visual e aqueeeela sonolência! :-( Há pesquisas que mostram que, em determinadas tarefas de leitura e escrita, as pessoas com SI costumam ter pior desempenho sob luzes fluorescentes do que sob as incandescentes. O autor do site sugere substituir as lâmpadas fluorescentes por incandescentes.

(Palpitinho da "Sopeira" que pilota este teclado: é claro que não tem como fazer isso em ambientes públicos - tais como escolas, bibliotecas públicas, etc - ou na casa de outras pessoas, né...? Além disso, mesmo em sua própria casa, pode também haver uma certa "resistência" à ideia da troca do tipo de lâmpada - visto que as fluorescentes consomem menos energia elétrica...!!! Sugestões alternativas: se você tem SI e está incomodado com a luminosidade ambiente, procure sentar de forma que não fique exatamente debaixo da lâmpada; ou tente conseguir um pouco de sombra, sentando em uma posição em que seu corpo, objetos, móveis ou componentes arquitetônicos sombreiem um pouco o papel no qual você lê ou escreve! )

-- Luz mais fraca ajuda: embora a gente ouça de nossos pais e professores, desde crianças, que "luz fraca faz mal para os olhos", o desconforto visual provocado pela leitura e escrita em ambientes com luz mais fraca não vai estragar os olhos de quem tem SI. Pelo contrário: a luz um pouco mais fraca que o comum vai até dar ao paciente um pouco mais de conforto. Se você tem SI e se sente melhor em um ambiente com luz mais fraca, está valendo! (Outro palpitinho da blogueira aqui: para o portador de SI, é importante que ele verifique, por tentativa e erro, qual é a intensidade da luz que lhe é confortável... não vale abaixar MUITO a luz e depois ficar "morrendo" de dores de cabeça, né? Então, diminua a luminosidade ambiente GRADATIVAMENTE, até que se sinta confortável, sem exagerar na diminuição... se achar que diminuiu demais, volte aumentando pouco a pouco, até achar o "ponto" ideal... ok?)

Quem entende algo de inglês e quiser ver o texto original - no qual inspirei para escrever este post- pode acessar aqui: http://www.readingandlight.com/accommodations/home .

Enquanto você "degusta" este post, estou elaborando os próximos - com dicas para adaptações no ambiente escolar e no computador. Aguarde!!!! :-)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Mais novidades sobre a Síndrome de Irlen. Boa parte está em sites americanos!

Por: Débora Rossini

Ooooooopa!!!!! Depois de um tempão sem postar nada no "Sopa" , consegui finalmente achar um tempinho para escrever algo...! (Ufaaaaa!!!!) O fato de ter ficado longe do teclado do computador não foi "pouco-caso" para com os leitores não! Desculpe-me aí, galera!!! O que acontece é que estava ocupada com outras atividades - sendo que mais de uma delas estão relacionadas, diretamente ou indiretamente, com a inclusão de pessoas com deficiência visual em atividades de estudo! (Mesmo com a famosa greve das Universidades Federais, tem estudante que NÃO fica parado... rerrerré!)

Bom, dando uma navegadinha pelo Facebook, pude ver algumas novidades em relação à 11th Irlen International Conference (11ª Conferência Internacional Irlen), que, neste ano, foi sediada no Brasil. Quem tem Facebook pode dar uma espiadinha no perfil do Instituto Irlen - instituição norte-americana que tem como tarefa possibilitar diagnóstico e tratamento da Síndrome de Irlen (SI).

Quer dizer... dá para espiar as referidas novidades quem tem Facebook e... QUEM TAMBÉM "MANJA" DE INGLÊS!!!! Como o Instituto Irlen fica sediado nos Estados Unidos - atendendo à demanda do país e do exterior- a página do Facebook dele vem em inglês. (Para quem necessita treinar o idioma, está aí uma oportunidade, rerreré!!!)

Curiosamente, venho notando que, na internet de um modo geral, não tem um vaaaaaasto leque, diversificado, de informações sobre a Síndrome de Irlen em português!

"Mas como assim, uê?" - você deve estar pensando. "Se 'jogarmos' no Google, tem um monte de resultados de busca!"

É, mas veja só: dos textos que existem, a maioria deles é constituída de textos técnicos (por sinal, muito bons!) escrita por profissionais de saúde de uma determinada instituição daqui do Brasil. Tem também, seção de dúvidas (perguntas & respostas) enviadas pelos internautas para o site da referida instituição. Há também alguns textos em blogs e sites escritos por profissionais da área de Educação, não vinculados à referida instituição - mas que, na maioria das vezes, apenas mostram esses mesmos textos originais (citando a fonte, claro) ... ou então fazem pequenas adaptações nos (relativamente poucos) textos existentes. Tem, também, alguns vídeos de especialistas, sobre o assunto, que conseguem dar uma explicação geral para quem não sabe (ou sabe pouco) sobre o tema. Porém, achei que, na maior parte das vezes, as informações dadas em veículos diferentes até o momento são, digamos, "meio que repetidas" ... Ou seja, são pouco diversificadas as informações que encontro por aí sobre o tema, no nosso idioma. E eu estava querendo ver mais coisas, mais textos, mais materiais com informações adicionais e complementares- principalmente aqueles produzidos pelos próprios pacientes, tais como ocorrem com portadores de outras deficiências pela blogosfera afora...!


Descrição da foto acima: homem cego usando o computador. Crédito da imagem: fezago.blogspot.com


Aposto que você, leitor, deve estar pensando assim: "-Pô, mas se já tem essa 'lista' de materiais sobre a SI, mencionada no parágrafo anterior, o quê mais que essa blogueira 'doidona' está querendo??!! Não entendi até agora! "

Relaxe, leitor! :-) Eu explico com mais calma. Vamos lá!

O negócio é o seguinte: eu senti falta de algo mais, escrito em português, tais como: de mais sites que tratassem do tema com informações adicionais acerca da SI, destinadas a leigos como eu, além daquelas já frequentemente abordadas; de blogs escritos por pessoas que possuem a SI e que nos quais elas contam como fazem para conviver com ela no dia-a-dia; de dicas adicionais, que complementam as informações que já possuímos e que são de grande utilidade no dia-a-dia; maior quantidade de fóruns de discussão -formais ou informais- com pacientes entre si (além, obviamente dos profissionais que tratam da SI) ; depoimentos e histórias de quem possui a SI; etc... Ou seja, até o momento, dá para ver, em português, várias coisas bem legais, do ponto de vista dos profissionais que trabalham com isso; mas e as coisas do ponto de vista dos pacientes? Não tem praticamente nada disponível pela internet afora... :-( Eu queria ver esse "outro lado" (o dos pacientes) também!

Oras, afinal, "tô" acostumada em navegar e achar pela net afora inúúúmeros sites e blogs escritos por pessoas com deficiências diversas (visual, auditiva, motora, múltipla, etc), nos quais elas contam, a partir dos próprios pontos de vista, o que é ser uma pessoa com esta ou aquela condição - e dão espaço para que outras pessoas na mesma situação se identifiquem umas com as outras e compartilhem experiências... A gente acaba aprendendo como é a vida dessas pessoas e como conviver e lidar com elas no dia-a-dia!!! Mas sobre Síndrome de Irlen, não encontrei em português nada desse tipo!!!! (Snif, snif!!!)

Sendo assim, fiquei com a ideia de que, ao contrário de outras condições limitantes ou deficiências, as pessoas brasileiras com SI acabariam por se sentir "como se estivessem sozinhas", diante do fato de apresentarem um quadro clínico supostamente "inusitado"... isto pelo fato de frequentemente não conhecerem ninguém com a mesma condição e pelo fato de não encontrarem na internet pessoas com o mesmo problema - o que impede que se identifiquem mutuamente e compartilhem suas experiências, de forma a dar a sensação de que "não estão sós" diante dos desafios impostos pela SI. E, como é um distúrbio visual pouco conhecido, fica difícil até para os pacientes explicarem para as pessoas (sem a SI) quais são suas limitações e habilidades... e, principalmente, de serem compreendidos adequadamente! Além disso, o fato de uma pessoa com SI sentir-se "diferente" pode acabar até gerando um certo constrangimento para ela - que, por sua vez, pode acabar "escondendo" o problema (principalmente na escola ou universidade) por pura vergonha - e, assim, acabar tendo seu potencial intelectual-acadêmico subestimado, perdendo grandes chances de ascensão pessoal e profissional. Chato, não é... ? Atenção: não tô generalizando (cada perfil de portador de SI é um caso), mas tô é levantando hipóteses. Afinal, quem enfrenta determinados tipos de desafios no dia-a-dia (ex: deficientes, pessoas que passam por adversidades, etc), costumam querer saber de outras pessoas em situação similar...

Até compreendo: certamente, tal escassez relativa de informações diversificadas em português, talvez se deva ao fato de a SI ser diagnosticada e tratada aqui no Brasil há apenas alguns poucos anos - e, mesmo assim, pouco conhecida da maioria das pessoas (sejam elas leigas ou profissionais de Saúde e Educação)... ou seja, por ser algo relativamente "novo" por aqui, talvez ainda "não deu tempo" de ter mais material a respeito do assunto... Lá nos Estados Unidos - sede do Instituto Irlen- esse distúrbio visual já é conhecido há uns 30 anos!!!!!! Pensei então: "se eu acessar sites americanos, talvez eu encontre exatamente o que estou querendo!!!" Assim sendo, botei a mão no mouse!!!!! E... tcham-tcham-tcham-tcham!!!!!!!!!!!!!!!! :-D :-D

Descrição da figura acima: desenho de uma mulher, rindo muito, sentada na frente de um computador. Fonte da imagem: oumamor.blogspot.com


Fiquei BOQUIABERTA com a quantidade de coisas adicionais sobre a SI que encontrei, em sites americanos!!!!! Tinha tudo que eu estava procurando e não conseguia achar em português. (Valeu a pena eu ter "ralado" no cursinho de inglês anos atrás, rerrerré!!!) Além de ter acesso ao site oficial do Instituto Irlen, consegui acessar páginas nas quais pessoas com SI davam entrevistas de longa duração, davam depoimentos completos de como eram suas vidas antes e depois do tratamento com os filtros espectrais que são colocados em seus óculos ou lentes de contato... pude inclusive ver dicas do dia-a-dia em relação a óculos, iluminação, cores de papeis, uso de computador... de paciente para pacientes!!! :-) Agora, sim: para um portador de SI, agora dá-se a sensação de que ele não é o único, e que existem pessoas como ele que, apesar das dificuldades, vão superando-as gradativamente - e procuram levar uma vida normal à medida em que o tratamento vai progredindo...! :-) Se você entende Inglês, veja um exemplo legal: http://www.readingandlight.com/accommodations/school

Aproveitei para procurar algo mais específico sobre Síndrome de Irlen e a aprendizagem de Matemática. Afinal, esta pode ser um pouco mais lenta devido à enorme exigência de domínio de símbolos matemáticos específicos, que formam uma linguagem (a "linguagem matemática") na qual muitos símbolos não tem correspondentes fonológicos (por substituírem uma palavra ou expressão inteira)... e, assim, acaba-se por demandar bastante atenção visual, leitura e escrita do aluno (para evitar incorreções de escrita ou de interpretação de enunciados), o que pode causar um desempenho escolar inferior nos estudantes com SI.

E não é que achei? Inclusive tem um vídeo no You Tube muito legal, no qual a própria Helen Irlen (pesquisadora que desenvolveu o Método Irlen de correção visual) fala sobre isso. (Se você não entende bem o inglês falado - embora a dicção da Helen Irlen seja boa- há a opção do Closed Caption para ajudar, mas infelizmente nesse vídeo o CC anda meio ruinzinho. Uma pena para quem entende melhor através de legendas...) Se você quiser, pode habilitar a legenda em português (traduzida automaticamente) no Closed Caption, mas, como sempre, podem haver alguns errinhos de tradução...

Neste momento, porém, deve ter muito leitor pensando aí: "Tô fazendo cursinho de inglês, mas tô ainda num nível inicial... ou seja, vai demorar para eu ter plena compreensão desses textos!" Ou ainda, deve ter gente pensando assim: "Legal tudo isso escrito acima. O problema é que não sei Inglês, porque não tive (ainda) oportunidade de aprender tal idioma!!!!!! Aaaaaffff!!!!".

Se você está entre os leitores que pensam assim... RELAXE!!! Rerrerré!!! O "Sopa" reconhece que, realmente, um maior leque de informações acerca da SI está em Inglês - e que nem todo mundo domina esse idioma. Sendo assim, o "Sopa" está com a ideia de trazer para você, no nosso idioma, alguns conteúdos desses sites disponíveis em inglês (mencionando, claro, as fontes originais). Que tal? ;-) Dessa forma, haverá uma maior disseminação de conteúdo para pessoas que queiram ou necessitem saber mais sobre a SI - somando informações adicionais e complementares aos textos já escritos por especialistas renomados aqui no Brasil - e que, por sinal, são muito bons!

E você, leitor? Possui SI ou é pai/mãe de alguém com SI? Ou atua profissionalmente no tratamento da SI? Esteja à vontade para opinar na seção de comentários!!!! :-)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Conferência Internacional sobre Síndrome de Irlen... aqui no Brasil!!!!

Por: Débora Rossini

Ooooopa!!!! Aposto que teve muito leitor por aí que achou que o "Sopa" estava "criando mofo" e/ou teias de aranha na blogosfera!!!! Rerrerré!!! Primeiramente, gostaria de pedir aos leitores desculpas por ter pilotado pouco o teclado nos últimos tempos; é que vida de estudante de Matemática é um corre-corre... é muito trabalho, muita prova, muitas tarefas cotidianas... ufa!!! Isto tudo além, claro, de outras atividades relativas à inclusão de pessoas com deficiência visual, das quais participo. Mas podem ficar tranquilos, que não abandonei o "Sopa" nãããooo!!! Rerrerré!!!

Bom, o post de hoje é a retomada de um tema sobre o qual já abordei aqui no blog, que é a Síndrome de Irlen. É que recebi por e-mail um convite, feito pela Fundação Hospital de Olhos, referente a uma conferência sobre o tema! O referido evento já ocorre, há vários anos - e cada edição é em um país diferente. Neste ano, será aqui no Brasil!!!! (Obaaa!!!) Pedi autorização para a divulgação do anúncio aqui no blog - e fui prontamente atendida. Sendo assim, vejam só a reprodução do anúncio que recebi por e-mail:


Desde 1990, a cada 2 anos, uma conferência sobre a Síndrome de Irlen é organizada no mundo para reunir os avanços do conhecimento sobre a Síndrome em todos os seus aspectos e compartilhar experiências de participantes de todo o mundo.
Nesta edição que será realizada no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) o principal tema será a relação entre os distúrbios da visão e seus impactos na aprendizagem e na qualidade de vida dos portadores da Síndrome de Irlen.
Damos as boas vindas a todos os profissionais da saúde e educação para este fórum que visa acima de tudo contribuir para uma melhor compreensão da relação entre visão e aprendizagem.
Aproveite esta oportunidade única no Brasil.
SITE: www.irlen.com.br
DATA: 25,26 e 27 de julho
HORÁRIO: 8:00 às 18:00 hrs
LOCAL: Campus da UFMG

Av. Antônio Carlos, 6627. Pampulha
Belo Horizonte - Minas Gerais

Auditório da Faculdade de Engenharia da UFMG
INFORMAÇÕES: duvidas@irlen.com.br
(31) 3289-2052 com Evelyn ou Rita



Haverá palestrantes do Brasil e do exterior. Inclusive a pesquisadora americana Helen Irlen - que descobriu a Síndrome de Irlen e desenvolveu o método utilizado no tratamento desta- estará entre eles!!! O público-alvo, conforme dito em post anterior, é a comunidade médica, profissionais de Saúde e de Educação (e afins), e também pais de pacientes que se interessem pelo tema.

Entre as abordagens feitas, estarão: Distúrbios de Aprendizagem relacionados à visão, Déficits de processamento visual e seus impactos na leitura, Diagnóstico Diferencial entre Síndrome de Irlen e Dislexia, Tecnologia aplicada à Sindrome de Irlen desenvolvida pela UFMG, dentre outros tópicos. (Na página principal do evento vem informações mais detalhadas).

E então...? Interessou-se pelo tema? Corra e faça já a sua inscrição! :-D

A Síndrome de Irlen é um distúrbio visual ainda pouco conhecido no Brasil, mas já é mais conhecido em outros países. Acredita-se que haja muita gente - entre crianças , adolescentes, jovens e adultos brasileiros -, que possui este distúrbio , e que nem saiba... e, justamente pelo desconhecimento, essas pessoas estão sofrendo os impactos negativos em sua qualidade de vida (estudo, trabalho, lazer, etc). Quanto mais houver divulgação para a população, para a comunidade médica e para os profissionais da Educação, mais haverá tratamento para este problema! ;-) Então, sem dúvida, um evento como o anunciado acima é bastante bem-vindo!!!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Quer trabalhar com Tecnologia Assistiva? Olha uma chance legal aí!!!

Por: Débora Rossini

Oooopa!!! Você, que está lendo esta postagem, faz parte daquele grupo de pessoas que gostaria de trabalhar com Tecnologias Assistivas? (Isto é, tecnologias que visam a melhorar a qualidade de vida de pessoas com necessidades especiais?) Em caso positivo, acesse o Portal Nacional de Tecnologia Assistiva, no qual há um anúncio bem legal para pessoas que têm essa característica!!!

Trata-se de um processo seletivo para uma bolsa de capacitação institucional para projeto em Tecnologia Assistiva - oferecido por conceituada instituição de pesquisa da área de Tecnologia da Informação, em Campinas/SP. Segundo o anúncio, será oferecida bolsa de estudo durante um ano, sem vínculo empregatício, com possibilidade de extensão.

Tem vaga tanto para pessoas formadas em Ciência da Computação, Engenharias e cursos afins, quanto para indivíduos formados em cursos da área de saúde (Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Enfermagem, Medicina, Educação Física, etc) quando da área artística (Artes Visuais, Fotografia), de Comunicação (Publicidade, Jornalismo, etc...) quanto de Educação. Ah, "peraí" que não acabou: tem mais áreas profissionais requisitadas para as vagas também!!! :-D

"-OBAAAA!!! QUERO SABER MAIS DETALHES!"- se você encaixa no perfil descrito no primeiro parágrafo deste texto, certamente está pensando assim, não é? Então, dê uma olhada no Portal Nacional de Tecnologia Assistiva e veja o anúncio completo: http://www.assistiva.org.br/noticia/005113-processo-seletivo-para-bolsa-de-capacitacao-institucional-para-projeto-em-tecnologia

Gostou? Então corra para enviar seu currículo para o endereço de e-mail indicado no site cujo link está acima... pois o prazo-limite é até 02 de março de 2012!!!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Obaaa!!! Tecnologias Assistivas abordadas na Campus Party!!!!

Por: Débora Rossini

Ooooopa!!!! Como você, leitor, está "careca" de saber, o "Sopa" vive antenado no que se refere às Tecnologias Assistivas - que são maravilhas tecnológicas capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas que porventura tenham algum tipo de necessidade especial. E, como agora é época de um dos grandes eventos "geeks" anuais no Brasil - a Campus Party- , dei uma navegada na internet para ver o que está rolando no evento, acerca das novas tecnologias.

Fiquei feliz de ver que houve abordagens, sim, em relação às Tecnologias Assistivas!

Na área de Robótica, por exemplo, tiveram palestras como "Recuperação de pacientes através da Robótica e de Games" - na qual o palestrante Kléber de Oliveira Andrade fez uma apresentação acerca das pesquisas da área de Reabilitação Robótica, atrelada à utilização de jogos eletrônicos. Legal, não é? Uma reabilitação desse tipo, quando bem conduzida, motiva bastante os pacientes, de forma que eles sigam o tratamento de uma maneira mais divertida, aumentando a eficácia deste. Ora, ter um problema de saúde , seja ele crônico ou temporário, já dá um enorme desgaste emocional e psicológico para quem o possui, não é mesmo? Então, em vez daquelas sessões penoooosas de recuperação e de reabilitação... que tal uma forma lúdica de recuperação como a que foi abordada? :-) Sem dúvida, motiva mais ainda a pessoa a seguir com o tratamento...! :-) Principalmente quando se trata de crianças e adolescentes.

Outra palestra sobre a qual vi na internet e gostei foi "Robótica na Educação Inclusiva". Nela, o palestrante João Vilhete Viegas d'Abreu mostrou que há possibilidades de os projetos educacionais de Robótica - unindo a teoria e a prática- promoverem a inclusão das pessoas com necessidades educacionais especiais em atividades pedagógicas, desenvolvendo suas habilidades cognitivas.

(Para quem quiser ler todas as palestras sobre Robótica na Campus Party 2012 - bem como os respectivos slides de apresentação das mesmas- , clique aqui. )

Teve também um debate bem legal, sobre Acessibilidade na Web para pessoas com necessidades especiais. Os detalhes foram contados pela blogueira Lak Lobato - autora do blog "Desculpe, Não Ouvi!" - que participou do evento como palestrante. Está curioso(a) para saber mais? Oras, a própria Lak conta no blog dela, uê! Rerrerré! Deixe de preguiça e acesse o link: http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2012/02/10/web-para-todos-na-campus-party/

E você, leitor? Você está participando do evento? (ao contrário da "Sopeira" que pilota este teclado e sabe da Campus Party apenas pela internet)? Se tiver mais alguma coisa interessante sobre as tecnologias assistivas, e quiser contar aqui no blog, use o espaço destinado aos comentários desta página! :-)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Síndrome de Irlen & Dificuldades de Aprendizagem... tem muito a ver!

Por: Débora Rossini - ATUALIZADO EM 10/03/2015

Você sabia que há pessoas com visão dada como normal, pelos oftalmologistas - mas que mesmo assim possuem uma visão funcional abaixo do esperado?

Isso mesmo!!! Em 1983, a psicóloga e pesquisadora americana Helen Irlen observou e estudou um fenômeno - hoje conhecido como Síndrome de Irlen (S.I.). No Brasil, entretanto, há apenas poucos anos que a S.I. é diagnosticada e tratada.

Bom, mas em que consiste esse distúrbio oftalmológico? É o seguinte: tem muita gente que, mesmo tendo 100% de acuidade visual (ou visão "20/20", na linguagem dos oftalmologistas), se queixa de intenso incômodo com a luminosidade, dificuldade de acompanhar objetos em movimento, dificuldade de concentração em atividades que requerem enorme esforço visual (como ler e estudar, por exemplo), entre outros sintomas. E muitas dessas pessoas que apresentam tal quadro clínico (mesmo tendo seus olhos anatomicamente normais) são pessoas que, mesmo sendo consideradas inteligentes, acabam infelizmente por ter baixo desempenho escolar!!! Na verdade, o problema da pessoa não está nos olhos em si, mas sim na área do cérebro responsável pelas funções visuais - e, assim, a pessoa percebe o mundo, digamos, com "mais luminosidade do que ele já tem"... daí o distúrbio de percepção visual. Muita gente que possui o problema relata que, ao ler, as letras ficam "dançando", "mexendo como uma sanfona", ou "que parece que tem um vento que fica soprando e tirando-as do devido lugar"; a intensidade desse efeito, claro, pode variar de um paciente para outro.

Em outras palavras, a Síndrome de Irlen é um distúrbio oftalmológico que se manifesta devido a alterações na capacidade de percepção visual pelo cérebro. O paciente apresenta sensibilidade a certas frequências luminosas do espectro eletromagnético, o que pode afetar sua qualidade de visão – e, consequentemente, sua qualidade de vida. Entre os sintomas apresentados, podemos enumerar: fotofobia excessiva; sensação de que as letras em um papel impresso (sobretudo se for de cor branca) tremem,vibram, pulsam; dificuldades de concentração ao ler e/ou estudar; notas escolares/acadêmicas muito baixas, embora a pessoa demonstre sinais de inteligência normal ou elevada em relação à média; leitura lenta e segmentada; cansaço excessivo e sonolência; dificuldades de percepção de movimento, profundidade e campo visual (o que traz, por exemplo, limitações para conduzir veículos) ; ansiedade e nervosismo; baixa autoestima; em alguns pacientes, podem haver também sintomas depressivos.

(Obs.: é claro que pode acontecer de um paciente apresentar S.I. em comorbidade com outros distúrbios de visão - tais como miopia, astigmatismo, etc- ou junto com outros distúrbios de aprendizagem, tais como Dislexia, por exemplo. Neste último caso, o tratamento é feito de forma multidisciplinar, combinando o tratamento oftalmológico de S.I. com o tratamento psicopedagógico/fonoaudiológico para pacientes disléxicos. Cada caso é um caso, ok?) 

A Síndrome de Irlen afeta cerca de 15% da população em geral. Normalmente, os casos diagnosticados são de pessoas que já nasceram com esse distúrbio, que é de origem genética; entretanto, há na literatura médica casos de pessoas que adquirem os sintomas da Síndrome de Irlen em alguma fase da vida (como, por exemplo, pessoas que foram vítimas de concussão cerebral ou traumatismo craniano). Muitas pessoas possuem as características da Síndrome de Irlen e não sabem – mesmo já adultas!! 
 

Uma vez que o diagnóstico da Síndrome de Irlen é confirmado, o tratamento adequado baseia-se no seguinte procedimento: uso de lâminas coloridas especiais a serem colocadas em cima do texto impresso em papel branco a ser lido (de forma que o fundo colorido dê maior conforto visual ao paciente) uso de papeis coloridos e/ou reciclados para escrever. Em casos mais severos, esses recursos certamente serão usados em associação com o uso de óculos com filtros apropriados, prescritos por oftalmologista especializado em Síndrome de Irlen , e que bloqueiam as frequências do espectro luminoso que causam-lhe fotossensibilidade ocular à luz.
Se você ou algum familiar possui alguma(s) das características relatadas acima, é importante que procure o diagnóstico correto e tratamento adequado, a fim de dar uma "turbinada" na qualidade de vida! ;-) Imagine só: a pessoa inteligente ser considerada "preguiçosa" injustamente, principalmente nos estudos, quando na verdade a pessoa está é "lutando" com seu organismo para tentar conseguir ter um desempenho satisfatório na escola, vestibular ou faculdade. Chato, não é? Quando o paciente é diagnosticado e tratado adequadamente, a qualidade de vida do paciente aumenta muito! :-)

Em maio de 2015, vai ter um evento bastante esclarecedor sobre o assunto. Será ministrado por dois médicos oftalmologistas de renome - Drª Márcia Guimarães e Dr. Ricardo Guimarães. No site oficial do evento, vem todas as informações acerca da organização, realização, inscrições, etc. Navegue à vontade! ;-)

Só para facilitar a vida de quem ficou interessado, seguem-se algumas dicas:

Público-alvo:

--Profissionais de Saúde (Médicos Oftalmologistas, Neuropsiquiatras, Neurologistas, Fonoaudiólogos, Ortoptistas, Psicólogos, Psicopedagogos, Terapeutas Ocupacionais, Fisioterapeutas e outros) ;
--Profissionais de Educação (Especialistas em educação e aprendizagem, Orientadores Educacionais, Pedagogos, Professores, Gestores) ;
--pais de estudantes com dificuldades de aprendizagem.

O objetivo do Curso é desmistificar conceitos sobre visão e aprendizagem, incorporar novos conhecimentos disponibilizados pelas Neurociências, dando suporte a profissionais de saúde e educação


Data do evento:
Acontecerá entre os dias 20 e 23 de Maio de 2015, em Belo Horizonte. Mais informações: (31)3290-2009, por e-mail fundacao@holhos.com.br , ou pelo site www.fundacaoholhos.com.br


Quer ler mais sobre a Síndrome de Irlen? Clique em um dos links abaixo:

http://bluelogs.net/drexplica/artigos/visao-aprendizagem-e-a-sindrome-de-irlen/
http://www.dislexiadeleitura.com.br/outros-artigos.php

E se você domina a leitura em Inglês, acesse o site do Instituto Irlen, que fica nos Estados Unidos:
http://irlen.com/

Boa leitura!!! :-)