Por: Débora Rossini
Ooooopaaa! :-) Navegando pelo Facebook afora, deparei-me com um texto publicado no blog "Deficiente Ciente", e que me chamou bastante a atenção - principalmente por causa de um vídeo que vem acompanhando o texto. Quem segue o perfil do "Sopa" lá no Facebook, certamente viu que eu compartilhei o link para a reportagem, e escrevi assim: "-(...) Mais tarde, vou dizer de maneira mais aprofundada o que achei desse vídeo, lá no meu blog. Minha inspiração rolou solta!"
Pois é, povo: prometi e cumpri, hehehe!!! Tomem novamente o link, para quem não viu o texto ainda... e vamos aos fatos:
A reportagem a que me refiro - e que vem acompanhada de um vídeo legendado - fala da jovem americana Lizzie Velazquez, de 24 anos. Ela possui uma síndrome rara (possivelmente Síndrome Neonatal de Progeroides), que afeta apenas duas pessoas em todo o mundo. Por causa disso, ela pesa apenas 26 kg em 1,57 m de altura - já que seu corpo tem um metabolismo altíssimo, incapaz de armazenar gordura. (As pessoas inclusive confundem-na com paciente de anorexia, erroneamente.) Além disso, é cega de um olho.
Por causa dessa doença, Lizzie, na escola, sofreu diversos tipos de "bullying" - e, inclusive, no ensino médio , foi vítima de "cyberbullying", com colegas fazendo um vídeo (intitulado 'A Mulher mais Feia do Mundo"), criticando a sua aparência; e internautas que nem a conheciam escreviam comentários do tipo 'faça um favor para a humanidade, se mate'. Cruel, não?? Ainda mais para uma adolescente, que ainda está em fase de formação de identidade!!! :-(
No entanto, Lizzie conseguiu superar isto tudo, com o apoio de sua família, e hoje é formada em Comunicação pela Universidade do Texas. Ela usou todos os episódios de bullying e discriminação ao longo de sua vida (desde o jardim de infância) como "alimento" para a sua superação, para mostrar a que veio... e hoje ela dá palestras motivacionais. Como a que vi no vídeo de que venho falando "não é de hoje" neste post!!!
O vídeo (cujo link está aqui), que dura 13 minutos e 10 segundos (em inglês e legendado), demonstra o quanto Lizzie tem de capacidade de superação. De uma forma divertida e bem-humorada, arrancando risos da plateia (que demonstra, por suas feições, estar altamente interessada no que a palestrante tem a dizer), ela conta sobre o preconceito e discriminação que enfrentou ao longo de sua vida, o apoio de sua família e sua vitória - afinal, alguém que ao nascer era dada como alguém praticamente com vida vegetativa, acabou formando na faculdade!!! E conta como superou, com bom-humor suas dificuldades.
Por exemplo: a palestrante brinca com sua deficiência visual (ao dizer que é bom, porque gasta dinheiro com apenas UMA LENTE de contato em vez de duas, por ter visão monocular; e também porque se não quer ver gente chata, basta que esta esteja posicionada na direção do olho cego) e com seu peso baixíssimo (ao dizer que pode comer tudo que gosta - ao passo que as outras pessoas ficam preocupadas é em engordar - e que até pensa em ser garota-propaganda dos Vigilantes do Peso ou de alguma academia, em anúncios direcionados a quem está louco para emagrecer.) Ela diz isso rindo bastante, e arrancando risos da plateia! Ao mesmo tempo, ela enuncia suas dificuldades, dizendo que em sua vida, apesar dessas "vantagens", nem tudo são flores: há muita, muita discriminação e bullying por causa de sua aparência física.
Vale a pena vê-lo, pois o que chama a atenção MESMO não só é o conteúdo dito (que por si só já mostra o exemplo de vida dessa jovem), mas também a FORMA que é dito pela paciente - de forma descontraída, deixando a plateia bem-humorada, de forma que esta tenha aquele sentimento de admiração, e não de "dó" ou pena... dá para ver que Lizzie, em suas falas, usa o mesmo recurso de descontração que uso ao escrever aqui no "Sopa" e até mesmo na minha página "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" : a ideia é falar de coisa séria, porém em tom descontraído, a fim de que seja melhor recebido por quem lê, tirando aquele rótulo de que "assuntos relacionados a deficiência seriam tabus", rerrerré!
Como o vídeo está em inglês e legendado, é de se imaginar que a galera que tenha deficiência visual não consiga ter acesso ao conteúdo... (a não ser, claro, que a pessoa compreenda Inglês, né?) Pensei na possibilidade de eu transcrever aqui nesta postagem o conteúdo das legendas, mas... fiquei com receio de o material audiovisual estar protegido por direitos autorais e os donos não gostarem da reprodução (tá, eu até poderia arriscar colocar, e se desse "pepino", tiraria, mas dá um trabalho enoooorme transcrever 13 minutos de fala, acompanhados de audiodescrição de pistas visuais, para depois "simplesmente" não poder usar... correria o risco de ter o trabalho perdido, e meu tempo anda escasso. Uma pena...) Bom, se você tem problemas com a potência visual, e não entende inglês falado, sugiro o seguinte - pelo menos por enquanto:
-- Peça para alguém sentar com você e ler em voz alta as legendas ( seria tão bom se existisse um aplicativo que lesse para cegos as legendas em voz alta, tipo tradução simultânea, sem ter de ficar dependendo de outras pessoas para lerem as coisas,né? kkkkk!)
--Fique de ouvidos atentos às risadas da plateia, em determinados pontos da fala. É justamente esse efeito que dá o ar de "leveza" da apresentação, que fica similar a esses monólogos apresentados por humoristas;
--Preste atenção no fato de que, em alguns momentos, ela interage de forma divertida com a plateia. Ela diz algo, e a plateia responde, em alguns momentos.
--Ao ouvir o vídeo e a leitura das legendas feita por outra pessoa, lembre-se sempre desta informação que estou te passando: a apresentadora está sempre com o semblante alegre, e sorrindo para a plateia, passando a ideia de que é bem-resolvida com a sua deficiência (cega de um olho e magra excessiva, o que caracteriza a sua aparência "diferente").
E então! Dá para ver que é possível enfrentar uma deficiência "braba", mas sem perder o bom humor e a alegria de viver?
Se você gostou desta postagem, não fique aí parado: pegue o teclado e comente aí abaixo!!! :-)
QUEM DISSE QUE ESTUDANTES COM NECESSIDADES ESPECIAIS NÃO PODEM, TAMBÉM, SE "DIVERTIR" COM AS CIÊNCIAS EXATAS??? :-) Se você procura ler algo sobre Deficiência Visual, Síndrome de Irlen, Deficiência Auditiva, Deficiência Locomotora e... enfim, quaisquer conteúdos sobre Inclusão & Acessibilidade, seu lugar é aqui!!!! "Chegue mais!"
quarta-feira, 12 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
Pequenas atitudes, grandes efeitos!
Por: Débora Rossini
OOOOOOOOOPAAAAA!!!! Depois de "séculos" (kkkkkkkkk) sem escrever alguma coisa neste espaço virtual - por estar atarefada com estudos e com outros projetos diversos - inclusive virtuais - relacionados à Inclusão e Acessibilidade, finalmente aproveitei um tempinho livre para escrever coisas que, há um tempão, já estavam na minha cabeça... mas que não tinha tempo para passar para a telinha do computador!
Pois bem: o post de hoje é para falar como pequenas coisas, pequenas atitudes feitas no cotidiano, podem ajudar pessoas com necessidades especiais - sem que, obrigatoriamente, você tenha de dedicar horas do seu dia ou semana para, digamos, "fazer o bem".
"-Oras, mas COMO assim??" - você deve estar pensando.
Vamos "começar do começo":
Muitas vezes, quando se fala em "ajudar pessoas com deficiência", logo vem, na mente dos interlocutores, a (louvável) ideia de separar algumas horinhas na sua agenda para, regularmente, fazer um trabalho voluntário - seja com pessoas com deficiência visual, auditiva, dentre outras. E, aí, o povo vive dizendo:
-"Ah, acho muito lindo isso, mas não tenho tempo... trabalho o dia todo..."
Ou então:
"-Faço faculdade, trabalho e tenho família para criar..."
Ou então, assim:
-" Admiro muito quem faz esse tipo de atividade, mas não tenho o dom para lidar com essas pessoas..."
Beleza, compreendo perfeitamente tais argumentos. Mas será que você, que está lendo esta postagem, parou para pensar que, mesmo com seu corre-corre diário, pode fazer pequenas coisas que, para você, são pequenas, mas que para uma pessoa com necessidades especiais, pode fazer AQUEEEELE efeito positivo??? E que, sem dúvida, são complementares às belas atividades que voluntários, ou profissionais que "lidam diretamente com gente", desenvolvem para atender ao público com deficiência? Vou citar alguns exemplos! É o que denomino, aqui neste texto, de "ajuda indireta". :-)
AJUDANDO INDIRETAMENTE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL
-- Se sua rua não dispõe de lixeiras de uso coletivo, dessas enormes, para a população colocar o lixo de casa até que o caminhão de lixo passe para recolher, "PELAMORDEDEUS" fique atento com a forma que vc põe o saco de lixo no meio da rua. Tem gente que não está "nem ai", e põe o saco no meio do caminho, atrapalhando a caminhada de quem tem deficiência visual e dá "aquele chutão" sem perceber, no trambolho ali colocado. Isso se não acontecer algo mais grave, de a pessoa levar um tombo. Nem sempre a bengala-longa detectará em posição hábil o obstáculo, e aí... PLOFT!!!!
Assim sendo, se cada um fizer a sua parte na hora de colocar o lixo - de forma que fique mais nos cantos, sem atrapalhar o caminho, já ajuda enormemente.
-- Tomem cuidado com o TIPO de lixo que vcs colocam, mesmo se for "nos cantos" como sugerido acima. Já aconteceu de eu andar na rua e ver GARRAFAS (principalmente de vidro!!!) largadas no meio da calçada. (É que pode acontecer de alguém bem-intencionado colocá-la no cantinho, mas aí ela ser derrubada - por algum animal de rua, vento, ou profissional da reciclagem que viu o item e não gostou, deixando-a mal posicionada... aí ela acaba indo para onde não deve. ) Já imaginaram o desastre, de um cego ou pessoa com baixa visão, sem perceber, pisar nela, e sair rolando, e cair...? Dá um acidente, né? A pessoa já está com desvantagem de visão, e correr o risco de ficar prejudicada do físico também... não dá, uê...! SUGESTÃO: Este tipo de lixo deve ser cuidadosamente ensacado, encaixotado ou colocado numa lixeira apropriada que tenha na rua, sem risco de cair.
--Parem de jogar restos de embalagens de alimentos na rua! Além de demonstrar falta de educação, é ruim para quem não enxerga ou enxerga pouco! A pessoa pisa, por exemplo, num copo de iogurte jogado na rua, e lá vai andando... sem perceber que, com a pisada, restos do iogurte podem espirrar e atingir o sapato ou calça do indivíduo... e se ele está indo trabalhar, e chega sujo sem saber... ? Isso sem dúvida é bastante constrangedor...!
--Se você tá passeando com seu cão de estimação na rua, e se ele faz cocô na rua ou outro local público, PELAMORDEDEUS recolha a "obra" do bicho!!! Não tem nada mais desagradável do que uma pessoa com deficiência visual pisar no "negócio" (éca!!) sem saber... e o pior, sujando seus calçados, ponta da bengala... e sem saber, sair pondo a mão nela na hora de guardar, e aí... já viu... Bom, entendeu o quanto é desagradável, nojento e constrangedor pra pessoa que não enxerga e acaba numa situação destas, né?
Claro que infelizmente esse tipo de acontecimento não tem como ser evitado 100% pelo cego - já que tem um monte de cães e gatos de rua que fazem o "número dois" onde bem entendem. Mas, se os cães que passeiam com os donos, têm suas fezes recolhidas num saquinho, de forma adequada pelos donos, já diminui bastante a incidência desse tipo de coisa - evitando aborrecimentos desnecessários para quem já "mata um leão por dia", como os cegos em seu cotidiano, rerrerré!
AUXILIANDO INDIRETAMENTE PESSOAS CEGAS USUÁRIAS DE BRAILLE
-- Se você tem em casa apostilas e outros impressos velhos, impressos de um lado e do outro, e quer jogar fora, já pensou no quanto esses papeis podem ser reutilizados - como rascunho - para a galera que usa Braille? Explico: aquele papel impresso em tinta em ambos os lados, está "em branco" para um cego que usa a escrita em relevo! (Se você enxerga, pegue um papel desses, feche os olhos, passe a mão por ele e entenda o porquê, rerrerré! Se é cego, compare uma apostila qualquer em tinta com uma folha ofício em branco que lhe deram... e sinta a "diferença" praticamente nula para a escrita em relevo, rerrerré!!!)
Portanto, se você NÃO é cego e sente que tais papeis impressos frente e verso já cumpriram sua finalidade em sua vida... em vez de simplesmente jogá-los fora, que tal doá-los para algum cego (que escreva em Braille) que você conheça? Ou, então, doar a papelada para alguma instituição que atenda cegos? Vai aumentar a vida útil das folhas... e a natureza agradecerá esta reutilização!!! :-) Que tal???
AUXILIANDO PESSOAS COM SÍNDROME DE IRLEN
Para quem não sabe, esse é um tipo de problema oftalmológico pouco conhecido, mas que causa sérios impactos na qualidade de vida de uma pessoa. (Leia mais sobre o assunto nesta página, também de minha autoria. ) Um dos recursos que ajudam várias pessoas com esse distúrbio - na escola e trabalho - é o uso de papeis RECICLADOS em vez dos branquinhos convencionais. Isto porque o fundo branco do texto ofusca-lhes a visão, dificultando-lhes a leitura e escrita. E os reciclados tem um fundo bege ou pardo, que dá uma "aliviada" visual para muitos pacientes, na hora de ler e escrever.
"-Tá, mas como ajudar esse pessoal? Não conheço ninguém assim... e só fiquei sabendo que existe Síndrome de Irlen ao ler este texto!" - você , e muita gente, provavelmente está pensando.
É mais fácil do que você imagina... e nem precisa necessariamente de conhecer alguém assim!
-"MAS COMO???" - já tô imaginando a cara do leitor impaciente na frente do computador, rerrerré!
Simples, "meu filho"! Acompanhe meu raciocínio:
Se essas pessoas usam papel reciclado, e encontram para comprar, certamente é porque diversas pessoas, lááá no início da história, em vez de jogar fora o papel no lixo comum, encaminhou para um posto de coleta de reciclagem - ou para uma lixeira no próprio local de trabalho/estudo destinada para coleta seletiva. Aí o coletor de lixo reciclável foi lá, pegou, recebeu seu dinheirinho ao vender para um local que recicla papel, o papel foi reciclado e... posto à venda, sendo reutilizado!!! :-) Olha quantos seres vivos (rerrerré!!!) vão agradecer quem põe o papel para reciclagem: humanos (que sobrevivem da coleta de materiais reciclados), humanos (que tem Síndrome de Irlen e necessitam de papel reciclado), vegetais (árvores que foram poupadas de cortes para papeis novinhos e branquinhos)... Aliás, a natureza agradece, e TODOS os seres vivos saem ganhando, pois diminui o impacto ambiental, uê! :-)
Claro que aí entra a filosofia do "trabalho de formiguinha" - você faz a sua parte, convida outros para fazerem o mesmo no dia-a-dia, e... aos poucos, os esforços de cada um vão sendo somados, e... aí, vale o ditado de que "a união faz a força"!!!
E MAIS:
Independente da deficiência que uma pessoa apresente, procure tratá-la com respeito, procure informar quais são as melhores formas de acessibilidade atitudinal, não a discrimine em seus círculos de convivência, ofereça ajuda se ela necessitar ou quiser... sem sombra de dúvida, muitos gestos simples como ao menos dar um "oi" podem fazer o indivíduo com deficiência "sentir que ganhou o dia"! Já é uma forma de você ajudar, mesmo sem saber, rerrerré!!!
Bom, eu enfatizei neste texto as deficiências visuais,pois são as que mais conheço de perto no dia-a-dia, através da convivência. E você, leitor, tem alguma sugestão aplicada a pessoas com outros tipos de necessidades especiais? USE O ESPAÇO ABAIXO, DESTINADO A COMENTÁRIOS, PARA SE MANIFESTAR, rerrerré!!! "Bóra" escrever?
OOOOOOOOOPAAAAA!!!! Depois de "séculos" (kkkkkkkkk) sem escrever alguma coisa neste espaço virtual - por estar atarefada com estudos e com outros projetos diversos - inclusive virtuais - relacionados à Inclusão e Acessibilidade, finalmente aproveitei um tempinho livre para escrever coisas que, há um tempão, já estavam na minha cabeça... mas que não tinha tempo para passar para a telinha do computador!
Pois bem: o post de hoje é para falar como pequenas coisas, pequenas atitudes feitas no cotidiano, podem ajudar pessoas com necessidades especiais - sem que, obrigatoriamente, você tenha de dedicar horas do seu dia ou semana para, digamos, "fazer o bem".
"-Oras, mas COMO assim??" - você deve estar pensando.
Vamos "começar do começo":
Muitas vezes, quando se fala em "ajudar pessoas com deficiência", logo vem, na mente dos interlocutores, a (louvável) ideia de separar algumas horinhas na sua agenda para, regularmente, fazer um trabalho voluntário - seja com pessoas com deficiência visual, auditiva, dentre outras. E, aí, o povo vive dizendo:
-"Ah, acho muito lindo isso, mas não tenho tempo... trabalho o dia todo..."
Ou então:
"-Faço faculdade, trabalho e tenho família para criar..."
Ou então, assim:
-" Admiro muito quem faz esse tipo de atividade, mas não tenho o dom para lidar com essas pessoas..."
Beleza, compreendo perfeitamente tais argumentos. Mas será que você, que está lendo esta postagem, parou para pensar que, mesmo com seu corre-corre diário, pode fazer pequenas coisas que, para você, são pequenas, mas que para uma pessoa com necessidades especiais, pode fazer AQUEEEELE efeito positivo??? E que, sem dúvida, são complementares às belas atividades que voluntários, ou profissionais que "lidam diretamente com gente", desenvolvem para atender ao público com deficiência? Vou citar alguns exemplos! É o que denomino, aqui neste texto, de "ajuda indireta". :-)
AJUDANDO INDIRETAMENTE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL
-- Se sua rua não dispõe de lixeiras de uso coletivo, dessas enormes, para a população colocar o lixo de casa até que o caminhão de lixo passe para recolher, "PELAMORDEDEUS" fique atento com a forma que vc põe o saco de lixo no meio da rua. Tem gente que não está "nem ai", e põe o saco no meio do caminho, atrapalhando a caminhada de quem tem deficiência visual e dá "aquele chutão" sem perceber, no trambolho ali colocado. Isso se não acontecer algo mais grave, de a pessoa levar um tombo. Nem sempre a bengala-longa detectará em posição hábil o obstáculo, e aí... PLOFT!!!!
Assim sendo, se cada um fizer a sua parte na hora de colocar o lixo - de forma que fique mais nos cantos, sem atrapalhar o caminho, já ajuda enormemente.
-- Tomem cuidado com o TIPO de lixo que vcs colocam, mesmo se for "nos cantos" como sugerido acima. Já aconteceu de eu andar na rua e ver GARRAFAS (principalmente de vidro!!!) largadas no meio da calçada. (É que pode acontecer de alguém bem-intencionado colocá-la no cantinho, mas aí ela ser derrubada - por algum animal de rua, vento, ou profissional da reciclagem que viu o item e não gostou, deixando-a mal posicionada... aí ela acaba indo para onde não deve. ) Já imaginaram o desastre, de um cego ou pessoa com baixa visão, sem perceber, pisar nela, e sair rolando, e cair...? Dá um acidente, né? A pessoa já está com desvantagem de visão, e correr o risco de ficar prejudicada do físico também... não dá, uê...! SUGESTÃO: Este tipo de lixo deve ser cuidadosamente ensacado, encaixotado ou colocado numa lixeira apropriada que tenha na rua, sem risco de cair.
--Parem de jogar restos de embalagens de alimentos na rua! Além de demonstrar falta de educação, é ruim para quem não enxerga ou enxerga pouco! A pessoa pisa, por exemplo, num copo de iogurte jogado na rua, e lá vai andando... sem perceber que, com a pisada, restos do iogurte podem espirrar e atingir o sapato ou calça do indivíduo... e se ele está indo trabalhar, e chega sujo sem saber... ? Isso sem dúvida é bastante constrangedor...!
--Se você tá passeando com seu cão de estimação na rua, e se ele faz cocô na rua ou outro local público, PELAMORDEDEUS recolha a "obra" do bicho!!! Não tem nada mais desagradável do que uma pessoa com deficiência visual pisar no "negócio" (éca!!) sem saber... e o pior, sujando seus calçados, ponta da bengala... e sem saber, sair pondo a mão nela na hora de guardar, e aí... já viu... Bom, entendeu o quanto é desagradável, nojento e constrangedor pra pessoa que não enxerga e acaba numa situação destas, né?
Claro que infelizmente esse tipo de acontecimento não tem como ser evitado 100% pelo cego - já que tem um monte de cães e gatos de rua que fazem o "número dois" onde bem entendem. Mas, se os cães que passeiam com os donos, têm suas fezes recolhidas num saquinho, de forma adequada pelos donos, já diminui bastante a incidência desse tipo de coisa - evitando aborrecimentos desnecessários para quem já "mata um leão por dia", como os cegos em seu cotidiano, rerrerré!
AUXILIANDO INDIRETAMENTE PESSOAS CEGAS USUÁRIAS DE BRAILLE
-- Se você tem em casa apostilas e outros impressos velhos, impressos de um lado e do outro, e quer jogar fora, já pensou no quanto esses papeis podem ser reutilizados - como rascunho - para a galera que usa Braille? Explico: aquele papel impresso em tinta em ambos os lados, está "em branco" para um cego que usa a escrita em relevo! (Se você enxerga, pegue um papel desses, feche os olhos, passe a mão por ele e entenda o porquê, rerrerré! Se é cego, compare uma apostila qualquer em tinta com uma folha ofício em branco que lhe deram... e sinta a "diferença" praticamente nula para a escrita em relevo, rerrerré!!!)
Portanto, se você NÃO é cego e sente que tais papeis impressos frente e verso já cumpriram sua finalidade em sua vida... em vez de simplesmente jogá-los fora, que tal doá-los para algum cego (que escreva em Braille) que você conheça? Ou, então, doar a papelada para alguma instituição que atenda cegos? Vai aumentar a vida útil das folhas... e a natureza agradecerá esta reutilização!!! :-) Que tal???
AUXILIANDO PESSOAS COM SÍNDROME DE IRLEN
Para quem não sabe, esse é um tipo de problema oftalmológico pouco conhecido, mas que causa sérios impactos na qualidade de vida de uma pessoa. (Leia mais sobre o assunto nesta página, também de minha autoria. ) Um dos recursos que ajudam várias pessoas com esse distúrbio - na escola e trabalho - é o uso de papeis RECICLADOS em vez dos branquinhos convencionais. Isto porque o fundo branco do texto ofusca-lhes a visão, dificultando-lhes a leitura e escrita. E os reciclados tem um fundo bege ou pardo, que dá uma "aliviada" visual para muitos pacientes, na hora de ler e escrever.
"-Tá, mas como ajudar esse pessoal? Não conheço ninguém assim... e só fiquei sabendo que existe Síndrome de Irlen ao ler este texto!" - você , e muita gente, provavelmente está pensando.
É mais fácil do que você imagina... e nem precisa necessariamente de conhecer alguém assim!
-"MAS COMO???" - já tô imaginando a cara do leitor impaciente na frente do computador, rerrerré!
Simples, "meu filho"! Acompanhe meu raciocínio:
Se essas pessoas usam papel reciclado, e encontram para comprar, certamente é porque diversas pessoas, lááá no início da história, em vez de jogar fora o papel no lixo comum, encaminhou para um posto de coleta de reciclagem - ou para uma lixeira no próprio local de trabalho/estudo destinada para coleta seletiva. Aí o coletor de lixo reciclável foi lá, pegou, recebeu seu dinheirinho ao vender para um local que recicla papel, o papel foi reciclado e... posto à venda, sendo reutilizado!!! :-) Olha quantos seres vivos (rerrerré!!!) vão agradecer quem põe o papel para reciclagem: humanos (que sobrevivem da coleta de materiais reciclados), humanos (que tem Síndrome de Irlen e necessitam de papel reciclado), vegetais (árvores que foram poupadas de cortes para papeis novinhos e branquinhos)... Aliás, a natureza agradece, e TODOS os seres vivos saem ganhando, pois diminui o impacto ambiental, uê! :-)
Claro que aí entra a filosofia do "trabalho de formiguinha" - você faz a sua parte, convida outros para fazerem o mesmo no dia-a-dia, e... aos poucos, os esforços de cada um vão sendo somados, e... aí, vale o ditado de que "a união faz a força"!!!
E MAIS:
Independente da deficiência que uma pessoa apresente, procure tratá-la com respeito, procure informar quais são as melhores formas de acessibilidade atitudinal, não a discrimine em seus círculos de convivência, ofereça ajuda se ela necessitar ou quiser... sem sombra de dúvida, muitos gestos simples como ao menos dar um "oi" podem fazer o indivíduo com deficiência "sentir que ganhou o dia"! Já é uma forma de você ajudar, mesmo sem saber, rerrerré!!!
Bom, eu enfatizei neste texto as deficiências visuais,pois são as que mais conheço de perto no dia-a-dia, através da convivência. E você, leitor, tem alguma sugestão aplicada a pessoas com outros tipos de necessidades especiais? USE O ESPAÇO ABAIXO, DESTINADO A COMENTÁRIOS, PARA SE MANIFESTAR, rerrerré!!! "Bóra" escrever?
terça-feira, 30 de julho de 2013
COMO USAR O NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE DE SUA UNIVERSIDADE? (PARA ESTUDANTES)
Por: Débora Rossini
Oooopa! O post de hoje é um "manual de
instruções" de como utilizar o espaço denominado "Núcleo de
Acessibilidade" (*) de sua universidade! Então, se você é um estudante
universitário com necessidades especiais, este texto é para você mesmo!!
(*) Algumas universidades possuem o referido
espaço/setor com outros nomes, tais como: "Núcleo de Apoio à
Inclusão", "Centro de Apoio a Necessidades Especiais", etc. Mas
dá pra ver que são nomes diferentes , que variam de uma universidade a outra,
que querem denominar a mesma coisa, ok?
Claro que cada Núcleo de Acessibilidade de cada universidade tem suas regras, que variam de uma instituição para outra. O objetivo deste post, portanto, é de trazer dicas/sugestões para você aproveitar o máximo possível deste espaço!
PRIMEIRAMENTE: O QUE É UM NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE?
Claro que cada Núcleo de Acessibilidade de cada universidade tem suas regras, que variam de uma instituição para outra. O objetivo deste post, portanto, é de trazer dicas/sugestões para você aproveitar o máximo possível deste espaço!
PRIMEIRAMENTE: O QUE É UM NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE?
É um setor da universidade que tem como finalidade
suprir e atender às necessidades educacionais especiais de estudantes que as possuem.
Assim sendo, tem como finalidade o suprimento de recursos assistivos para estes
estudantes - equipamentos e materiais didáticos adaptados para quem tem
deficiência auditiva, visual, motora, etc - e recursos humanos (ledores para
cegos, intérpretes de Libras para surdos, apoio psicopedagógico, dentre
outros.)
E COMO USUFRUIR DESTE ESPAÇO?
Primeiramente, é bom que você - que possui
necessidades educacionais especiais - tenha em mãos os laudos/relatórios
médicos comprobatórios de suas limitações. Cada universidade tem suas regras em
relação a onde você deve se dirigir com essa papelada toda (Setor de Saúde?
Pró-Reitorias de Graduação/Pós Graduação ou de Assuntos Estudantis? O próprio
Núcleo de Acessibilidade?) Bom, na universidade em que estudo, o aluno deve
seguir este "ritual" aqui, descrito num post que já escrevi sobre o assunto... ;-)
Há universidades em que a própria Comissão do Núcleo
de Acessibilidade indicará os procedimentos institucionais a serem feitos, caso
o estudante precise de orientação para estes. Algumas solicitam que o estudante
preencha uma ficha cadastral (tal como a UFSM - Universidade Federal de Santa Maria - por exemplo), a fim de
proporcionar um acompanhamento mais "de perto" do aluno que
necessite.
O aluno pode - e deve! - pedir ajuda a alguém do
Núcleo de Acessibilidade sempre que necessário, para explicar seu problema
(visual, locomotor, auditivo, etc) para os professores e monitores, para que as
atividades acadêmicas sejam melhor desenvolvidas.
"TOQUES" PARA UM BOM USO DO NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE
1) Esteja sempre atento (a) às regras de funcionamento
do Núcleo de Acessibilidade de sua universidade. Caso você não concorde com
alguma determinação (afinal, cada caso de pessoa com deficiência é um caso,
né?), converse - amigavelmente, pelo amor de Deus!!!! - com a pessoa
responsável.
Por favor, NADA de bancar o "deficiente
revoltadinho" (risos) na hora de reivindicar os direitos, viu? Seja
educado, polido e lembre-se: quanto mais você colaborar com as pessoas que
estão ali JUSTAMENTE PARA TE AJUDAR, mais fácil será para encarar as
dificuldades numa boa! E lembre-se: quem tem algum tipo de deficiência,
infelizmente, já tem "tendência" a ser discriminado pelas outras
pessoas. Então, quanto mais simpático, educado e gentil você for, menor a
probabilidade de os outros te deixarem pra escanteio. (Se isso já vale até para
quem é, digamos, "normalzão" - rerrerré!!- imagine então para quem
tem algum tipo de necessidade especial, né? É a realidade, meu leitor!!!)
2)Compreenda que ali é um espaço de USO COLETIVO. Portanto, seja cuidadoso com os equipamentos, materiais de estudo, materiais didáticos adaptados, etc. Tais apetrechos, como você tá careca de saber (risos) são caros, e frequentemente difíceis de conseguir!!! Se você estraga, por descuido, um computador, some com um cabo de um equipamento eletrônico, coloca objetos pesados em cima de um livro em Braille ou deixa arranhar o DVD com material multimídia visual para surdos, você não só está estragando o material que ajudará VOCÊ em seus estudos, como também tá tirando a chance de outras pessoas com necessidades especiais a estudar. PENSE NISSO, meu amigo!!! ;-)
3) Tirou do lugar algo? PELAMORDEDEUS, GUARDE assim que acabar de usar o treco!!! Facilita muito a vida da próxima pessoa que for usar a coisa - pois achará mais facilmente o objeto. PRINCIPALMENTE em se tratando de objetos usados por CEGOS - já que estes localizam as coisas por memorização da posição espacial, da gaveta, do armário, da prateleira em que estão!
4) Quis bancar o espertinho e levar , sem autorização formal, algum objeto pra casa, monopolizando seu uso??? Uuuuuuuhhhhhhhh ....!!!! (vaiando). A não ser que o objeto seja disponível para empréstimo - com a devida autorização e registro da pessoa responsável pelo setor, NADA DE ficar querendo levar fone de ouvido, regléte, DVD e outros objetos para sua casa! Larga de ser egoísta (risos), pois já-já vai aparecer outro colega seu precisando de usar o negócio na sala de recursos, e, aí... cadê o apetrecho? Se fosse com você, aposto que você não ia gostar, e ia ficar estressadão, não é verdade? ;-)
5) BOA CONVIVÊNCIA. Trate bem seus colegas com deficiência, compreenda as diferenças das necessidades especiais suas e deles, sem ficar estressando com ninguém. Parece difícil quando a gente imagina, por exemplo, pessoas com deficiência visual e auditiva compartilhando um mesmo espaço físico, dadas as diferenças de percepção ambiental e, sobretudo, as dificuldades de comunicação. Se você, enquanto pessoa com deficiência, tanto batalha por inclusão, aceitação e acessibilidade, dê o exemplo, ao aceitar seus colegas como são - e nada de ficar achando que você é mais "coitadinho" que os outros! Calma, tem espaço para todo mundo! :-)
"Peraí, mas e esse negócio de cego e surdo na mesma sala de recursos? Vai ser um caos na hora de se comunicar, né?"- você deve estar pensando.
Relaxa, que seguem-se algumas dicas espertas (TESTADAS E APROVADAS):
-Para deficientes auditivos que usam AASI ou IC
(aparelhos auditivos) e que são oralizados: certamente não vai ter muita
dificuldade para vocês interagirem com a galera que tem a potência visual baixa
ou nula. Apenas lembrem-se que boa parte das pessoas com comprometimento visual
esboçam poucas expressões faciais ao falar - o que pode atrapalhar um tiquinho
a leitura orofacial feitas por vocês. Se isso acontecer, peçam para que eles
repitam o que disseram, ou que ajustem a velocidade de fala que for melhor para
vocês, ou peçam que aumentem o volume da voz caso seja necessário.
-Surdos sinalizados (usuários de LIBRAS) com
deficientes visuais: já que a tecnologia está aí, disponível, por que não
valer-se dela para comunicar com o povo que não vai conseguir enxergar os
gestos e expressões faciais de vocês? ;-) Simples: por meio de um computador
(portátil ou desktop), sempre que precisarem de se comunicar dentro da sala de
recursos (e não tiver um mediador ou intérprete disponível), façam o seguinte:
ativem o leitor de telas para cegos; a partir daí, podem se comunicar
digitando!!! :-) Você, surdo, digita; o cego ouve através do sintetizador de
voz do computador; o cego digita a resposta;
e você lê através da tela! (Dica testada e aprovada que já funcionou
várias vezes.)
E lembrem-se, galera com deficiência visual e auditiva: embora as percepções de mundo dos D.V.s e D.A.s sejam opostas (o "mundo" dos primeiros é percebido sobretudo pela audição, enquanto o dos segundos é percebido predominantemente por habilidade visuais mais apuradas) dá, sim, para ter uma boa convivência! :-) Quem sabe vocês podem inclusive ajudar uns aos outros (o cego "empresta" o ouvido pro surdo, e este "empresta" os "zôio" pro cara com deficiência visual)??? Rerrerré! Conheço um caso em que o professor com deficiência auditiva (parcial) e a aluna com deficiência visual (parcial) conseguiram, não só conduzir as atividades acadêmicas com êxito, como também se tornaram parceiros de projeto de pesquisa e grandes amigos. E, claro, aprenderam bastante com as limitações e habilidades um do outro - inclusive, compreendendo mutuamente as dificuldades de acessibilidade enfrentadas no dia-a-dia. (Que tal aprender com eles, rerrerré????)
6) LEMBRE-SE, MAIS UMA VEZ, DE QUE O ESPAÇO É DE USO COLETIVO. Nada de ficar achando que a sala de recursos é seu gabinete particular, rerrerré! Mesmo que , em determinado semestre, você seja o único estudante que frequenta a sala de recursos, no próximo pode ter um calouro que necessite de usá-la também. Ou mesmo aquele estudante veterano que, normalmente, não usa a sala de recursos por opção (prefere estudar em casa, ou na cabine da biblioteca com colegas , etc) mas que, em situações mais pontuais, necessite de usar a sala.
7) PARA QUEM TEM DEFICIÊNCIA VISUAL E USA LEITOR DE TELA. A menos que você esteja sozinho na sala, seja educado e, POR FAVOR, use os fones de ouvido ao estudar!!! Imaginem uma multidão de cegos na sala, e cada qual estudando uma matéria diferente através do computador "falante" ou de aparelho de mp3: se ninguém usar os fones, o ambiente vai ficar com aqueeeele falatório dos aparelhos, todo misturado... e, conseguir estudar mesmo que é bom, nada!!!
"Mas peraí... eu já vi em diversas reportagens que o uso de fones de ouvido por tempo prolongado, todo dia, acaba por causar danos à audição. Já sou 'ceguetinha', e não tô querendo ficar surdo não! Meus ouvidos fazem papel de ouvido e de olho, pô!" - você, que tem problema de vista, deve estar se perguntando.
Você tem razão de estar preocupado, meu caro leitor! (Veja inclusive este post que já escrevi sobre este assunto.) Assim sendo, te dou duas sugestões: se não quiser usar o fone de ouvido, então ponha o som externo no volume MÍNIMO - de forma que seja suficiente para só você escutar, e mais ninguém ficar incomodado. Afinal, normalmente quem tem deficiência visual tem audição mais desenvolvida, né? (A não ser que o cego tenha também dificuldades auditivas.) Use então isso a seu favor! A outra sugestão é pegar o par de fones de ouvido (desses de concha) e pendurá-lo no pescoço através do arco que une as conchas que emitem som. Regule o volume de forma que só você ouça, e que não incomode ninguém. Pronto! A fonte sonora estará perto de seu ouvido, mas não estará "em cima" deles sobrecarregando sua audição! ;-)
Essas são as dicas que tenho por hoje. Se eu tiver mais alguma ideia adicional, eu publico posteriormente!
E VOCÊ, LEITOR? GOSTOU DAS DICAS DADAS? TEM ALGUMA
SUGESTÃO ADICIONAL? COMENTE AÍ NO ESPAÇO ABAIXO!!! :-)
O “SOPA” NA MÍDIA: REPORTAGENS SOBRE ESTE BLOG
Por: Débora Rossini
Uma delas é uma reportagem em vídeo, exibida recentemente pela TV Universitária da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Ela conta um pouco da história deste blog : como foi criado, como é mantido, quais os temas – e, claro, quais as opiniões a respeito dele, dadas por pessoas envolvidas com as questões relativas à Inclusão e Acessibilidade na referida universidade.
Gostei bastante da reportagem feita; a TV-UFLA está de parabéns!!! :-) Confiram o vídeo neste link.
Oooopaaa! O post de
hoje traz duas aparições do “Sopa” na mídia – e que já
compartilhei no perfil do Facebook, na época em que foram
veiculadas. (Não postei aqui até então, por pura falta de tempo,
rerrerré! Me desculpe, leitor?) Mas agora estou falando sobre isso aqui no Blog –
e aproveito para falar das duas em uma postagem só! :-)
Uma delas é uma reportagem em vídeo, exibida recentemente pela TV Universitária da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Ela conta um pouco da história deste blog : como foi criado, como é mantido, quais os temas – e, claro, quais as opiniões a respeito dele, dadas por pessoas envolvidas com as questões relativas à Inclusão e Acessibilidade na referida universidade.
No referido vídeo,
foram entrevistados: o estudante de Física Felipe Fortes (sobre quem já falei neste blog, rerrerré!) ; a Coordenadora do Núcleo de
Acessibilidade da UFLA, Helena Libardi; e, também eu, que, além de
estudante da UFLA, sou responsável por este blog, rerrerré!!!
Gostei bastante da reportagem feita; a TV-UFLA está de parabéns!!! :-) Confiram o vídeo neste link.
Tem também uma outra
reportagem sobre este blog, que foi feita em maio deste ano e que
compartilhei “loucamente” (risos) no perfil do “Sopa” no
Facebook! Ela é uma reportagem em texto, que foi publicada no site
da UFLA, na página principal. Conforme eu disse no Facebook, gostei
muito do texto feito!!! Para quem ainda não viu, olha o link aí!!
Note que, na reportagem
em texto feita no site da UFLA, fala-se tanto a respeito deste blog
quanto da página “Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen”,
também de minha autoria, que fica no Facebook.
E você, leitor? Gostou
das reportagens feitas? O que achou? Comente abaixo!!! :-)
quarta-feira, 5 de junho de 2013
LICENCIATURA EM MATEMÁTICA E BACHARELADO EM COMPUTAÇÃO: QUEM DISSE QUE AS DUAS COISAS NÃO TEM NADA A VER????
Se você acha que esses dois cursos universitários "não dialogam entre si", e são "iguais a água e óleo em um mesmo copo"... prepare-se para ver um novo ponto de vista sobre isto, aqui neste texto!!!! ;-)
Por: Débora Rossini
Ooooopaa!!!
A inspiração para escrever este post surgiu de um animado
bate-papo que tive com um professor de Matemática, grande amigo meu e com
o qual tive a oportunidade de fazer parte do Estágio de Licenciatura, antes de
trocar de curso universitário (eu fazia Matemática, depois troquei para Computação)! :-) Espero que as ideias aqui contidas sirvam de motivação para diversos estudantes universitários - seja para os de licenciatura terem ideias novas... ou seja para os de bacharelado, que cursaram anteriormente uma licenciatura, verem utilidade nos conhecimentos de Educação/Ensino já adquiridos (embora inicialmente achem que uma coisa não tenha a ver com a outra!)
bate-papo que tive com um professor de Matemática, grande amigo meu e com
o qual tive a oportunidade de fazer parte do Estágio de Licenciatura, antes de
trocar de curso universitário (eu fazia Matemática, depois troquei para Computação)! :-) Espero que as ideias aqui contidas sirvam de motivação para diversos estudantes universitários - seja para os de licenciatura terem ideias novas... ou seja para os de bacharelado, que cursaram anteriormente uma licenciatura, verem utilidade nos conhecimentos de Educação/Ensino já adquiridos (embora inicialmente achem que uma coisa não tenha a ver com a outra!)
Como
vários leitores (que acompanham este blog desde o começo) sabem, eu
era estudante universitária de Matemática ; e que, depois de um
tempo, fiz reopção de curso - para Ciência da Computação, que é
o atual. Ou seja, eu era de um curso de Exatas da modalidade
Licenciatura, e fiz reopção para um outro curso (similar), mas da
modalidade Bacharelado.
Assim
sendo, pelo fato de eu ter tido esse contato com mais de um curso
universitário, não é de se estranhar que eu aborde, neste mesmo
espaço, assuntos relacionados à Inclusão, Acessibilidade,
Tecnologias Assistivas, e ... Educação!
A essa altura, você, leitor,
deve estar pensando: " 'Péra lá', mas o que essa universitária
'doidona' tem na cabeça? Mudou para um curso de modalidade diferente
(apesar de ser da mesma área), então, quer dizer que perdeu todo o
tempo fazendo matérias obrigatórias de Educação e fazendo parte
da carga horária dos estágios de Licenciatura? E que, pelo visto,
não servem para nada na atual graduação? Que desperdício de tempo
e esforço, mmmm?"
A
resposta é: "Relaxa...!
Não se 'perdeu' nada, meu caro leitor! Muito pelo contrário: por
incrível que pareça, o curso anterior, incompleto, tá ajudando a
turbinar diversas atividades relacionadas com o atual!
Ou então, você, leitor, deve
estar pensando ainda: "Já que está estudando é para ser
bacharel, por que ainda insiste em ficar escrevendo sobre Educação
num blog? Por que não fala só sobre tecnologia, como, aliás, muita
gente da área de computação faz??"
Relaxa,
leitor! :-) A ideia deste post é justamente mostrar que os
conhecimentos adquiridos lá na Licenciatura em Matemática estão
dando um 'turbo' e tanto nas minhas atividades desenvolvidas num
curso de... bacharelado
em
Computação! E, claro, outro objetivo deste post é incentivar a
galera de Computação e de Matemática a explorar a questão da
interdisciplinaridade ao máximo!!! Rirrirrí!!!! Parece algo
inusitado, né? Mas vamos às ideias!!!
A
razão da minha mudança de curso é fácil de se compreender: eu
queria MESMO era fazer Ciência da Computação; tentei ingressar no
referido curso várias vezes sem sucesso, e, assim, optei por
Matemática, que é da mesma área (Exatas) e que possui diversas
similaridades em suas grades curriculares. (Entretanto,
é claro que cada um dos cursos tem seu enfoque e sua proposta). A
modalidade do curso de Matemática oferecida pela minha universidade
era Licenciatura, então... matriculei-me nela, uê! :-) Embora eu
leve mais jeito para lidar é com jovens e adultos - e as
licenciaturas preparem o (provável) egresso para atuar é no ensino
fundamental e médio- sei que muita coisa ali aprendida pode ser
adaptada e aproveitada para o público mais "crescido".
Inclusive ajuda a gente mesma, marmanjona estudante de faculdade
(risos), a estar mais
consciente do processo de aprender Matemática (e
disciplinas nas quais ela é aplicada, tais como diversas de
Computação, por exemplo), e
aplicar isso na nossa própria hora de estudar.
Aí, depois de alguns semestres
cursando Matemática, veio finalmente minha oportunidade de ir para a
Computação - tendo aproveitado diversas disciplinas obrigatórias e
eletivas já cursadas e que são comuns a ambas as graduações, sem
precisar fazê-las novamente ao trocar de curso.
Pois bem, galera: na
universidade em que estudo, estou envolvida com diversos trabalhos
que envolvem Inclusão, Acessibilidade e temas afins. Já fui,
inclusive, monitora de auxílio a estudante com deficiência visual -
e minha tarefa, a princípio, era confeccionar materiais didáticos
computacionais/digitais adaptados às necessidades dele. No entanto,
trabalhos desse tipo acabam por demandar uma maior
atenção/envolvimento com o(s) aluno(s) atendido(s), bem como a
necessidade de estar frequentemente conversando com professores de um
aluno com este perfil, a fim de ajudá-los a ajudar esse (s)
aluno(s). E, como se sabe, boa parte dos professores universitários
têm a formação acadêmica em BACHARELADOS, e não em
licenciaturas... logo, para darem conta de diversas questões
didáticas em suas atuações profissionais, eles acabam tendo de
correr atrás , frequentemente "por conta própria" - já
que a formação universitária deles não teve esse enfoque. Logo,
pelo fato de eu ter cursado diversas disciplinas de Educação, lá
na Matemática, e de ter tido uma experiência de um semestre fazendo estágio em escola de ensino regular, fica mais fácil dialogar com
os professores (e até de entender o ponto de vista e postura deles),
a fim de, digamos, "ajudá-los a ajudar quem precisa".
(Claro que vou dando "os
toques" para esses professores com "jeitinho", sem
parecer arrogante, né, galera??? Afinal, eles já são professores
com doutorado, e eu sou uma mera aluna de graduação... é claro que
não vou "passar por cima" de questões hierárquicas e de
ética, sacam? Rerrerré!!!)
Sou
, atualmente, estudante de bacharelado
sim... mas, por estar em um ambiente de ensino-aprendizagem (a
universidade) e no qual minhas atividades de trabalho consistem em
"ajudar pessoas com deficiência a estudarem melhor,
aproveitando o máximo da vida universitária", aplico os
conhecimentos adquiridos no curso de licenciatura, que foi cursado
parcialmente! Manjaram? :-) Não só presencialmente -ao auxiliar
pessoalmente os colegas com deficiência e os respectivos professores
- como também online: já notaram o tema deste blog, e as constantes
dicas para professores e estudantes que dou aqui no "Sopa"?
:-) Pois é, pois é, pois é!!! (Risos.)
Fica,
inclusive, a sugestão para estudantes de computação que queiram
mexer com essa área de Inclusão
& Acessibilidade
(computacional), ou mesmo na área de Informática
na Educação, para
cursarem - como eletivas ou optativas - algumas matérias que são
oferecidas para licenciandos em matemática! Por exemplo: a galera da
Computação que interessa por Informática na Educação,
certamente, vai ver em disciplinas específicas do seu curso de
bacharelado técnicas
de programação e elaboração de
ambientes virtuais de aprendizagem, de jogos educacionais, etc.
Mas... e para ele saber COMO implementar o software/plataforma no
ambiente escolar , lidando com a aceitação/rejeição das
pessoas-alvo? Como será a realidade das escolas públicas e
particulares, no que se refere a possuírem laboratórios de
informática? Será que esses laboratórios são REALMENTE acessíveis
a professores e alunos? Como é a reação e postura do professor,
que, acostumado a trabalhar com lousa e giz, de repente vê-se
"forçado" a aprender ferramentas de informática para dar
aulas? Será que os alunos, num laboratório de informática, têm
sua atenção/concentração sustentada por muito tempo, de forma a
propiciar o aprendizado? E se tem aluno com necessidades especiais,
será que o professor conhece as tecnologias assistivas
computacionais apropriadas para poder trabalhar com esse aluno? Como
compreender diferentes resultados, em diferentes contextos e culturas
escolares, fortemente influenciados por questões sociais e
econômicas? Estão aí questionamentos que rendem loooongas
discussões em disciplinas de licenciaturas em Matemática - tais
como Laboratório de Ensino de Matemática, Aspectos Didáticos e
Pedagógicos, Metodologia do Ensino de Matemática e outras que já
cursei...! ;-)
Conforme
eu disse para o professor de Matemática com o qual eu estive
conversando: em diversas atividades relativas à Inclusão
Educacional e Acessibilidade, com as quais me envolvo na
universidade, auxiliando colegas e professores - mesmo num curso de
bacharelado em computação, envolvendo-me com o desenvolvimento e
implementação de tecnologias assistivas computacionais para
estudantes com deficiência - percebo que tenho mais facilidade
em desempenhar as tarefas graças ao embasamento que tive lá no
curso de licenciatura! :-) Talvez, se eu não tivesse adquirido tais
conhecimentos formais anteriormente, eu teria dificuldades - ou até
impossibilidade - na hora de mexer com diversas coisas relacionadas à
Educação Inclusiva (ainda que num contexto universitário), na hora
de entender as coisas e mais coisas que passam na cabeça de um professor quando solicitado a auxiliar um aluno com dificuldades, na
hora de ajudar meus colegas universitários com dificuldades de
aprendizagem a buscarem soluções para seus problemas com os
estudos, na hora de produzir conteúdo para este blog... Ou seja,
mesmo quando a intenção é mexer/implementar uma tecnologia
educacional, é bastante importante e válido não se limitar apenas
ao domínio tecnológico, mas também saber lidar com as pessoas
envolvidas com ela (professores, estudantes, bem como os contextos,
ideias e posturas deles, etc.)
E, de quebra, ao ser blogueira aqui no "Sopa", além de disseminar diversos conteúdos sobre inclusão educacional, ponho também em prática diversos temas abordados em computação: para fazer este trabalho, acabo tendo a aprendizagem prática de técnicas de SEO, de segurança computacional, de marketing digital, de análise de comportamento das pessoas diante das mídias sociais computacionais (o que rende óóótimas discussões na área de Informática & Sociedade)... além, claro, reproduzir conteúdo interessante e/ ou abordar novas ideias na área de Tecnologias Assistivas Computacionais (que, por sua vez, são recursos importantíssimos na inclusão educacional de estudantes com deficiência...)
E, de quebra, ao ser blogueira aqui no "Sopa", além de disseminar diversos conteúdos sobre inclusão educacional, ponho também em prática diversos temas abordados em computação: para fazer este trabalho, acabo tendo a aprendizagem prática de técnicas de SEO, de segurança computacional, de marketing digital, de análise de comportamento das pessoas diante das mídias sociais computacionais (o que rende óóótimas discussões na área de Informática & Sociedade)... além, claro, reproduzir conteúdo interessante e/ ou abordar novas ideias na área de Tecnologias Assistivas Computacionais (que, por sua vez, são recursos importantíssimos na inclusão educacional de estudantes com deficiência...)
E
mais: muitos egressos de cursos de bacharelados em computação
acabam se tornando, um dia, professores universitários (de
computação)... Bom, eu não sei o que o futuro me reserva... vá
que eu acabe virando professora também? Os conhecimentos adquiridos
lá na licenciatura, devidamente adaptados ao público “marmanjão”
universitário (risos) com certeza auxiliarão no planejamento e
desempenho das atividades acadêmicas!!! :-)
E
VOCÊ, LEITOR??? O que achou das ideias expostas acima? Pitorescas?
Inusitadas? Ou achou tudo isso uma verdadeira "viagem na
maionese" sem fundamento algum? (kkkkk!) Comente aí! Mãos ao
teclado, rerrerré!!!!! :-)
sexta-feira, 24 de maio de 2013
DICAS DE COMO LIDAR COM ALGUÉM COM SÍNDROME DE IRLEN!!! (Para professores)
Ooooopa!!!! No post de hoje estou trazendo algumas dicas para professores abordarem e lidarem com um(a) aluno(a) com Síndrome de Irlen (S.I.), nas atividades de estudo. Tive essa ideia após dar uma navegada pela internet e ver inúmeras dicas de "como lidar com pessoas com deficiências diversas". Senti falta de um "manual" explicativo sobre como lidar com quem tem a S.I. !!!
NOTA: Estou elaborando essas dicas tendo como foco os professores UNIVERSITÁRIOS, que lidam com estudantes jovens e adultos - pois esse é o tipo de ambiente com o qual tenho mais familiaridade (e que, portanto, sei falar sobre ele, rerrerré!!!) . Caso você seja professor(a) de ensino médio ou fundamental, e sinta-se inspirado em adaptar alguma(s) dica(s) aqui contida(s) para o contexto da escola, de acordo com a idade, maturidade e série de seu aluno, fique à vontade! :-)
Embora este post seja destinado a professores universitários, vou utilizar aqui uma linguagem leve e descontraída (como, aliás, é o costumeiro neste blog). A intenção é deixar a leitura menos cansativa, menos tediosa, e mais agradável... certo? Afinal, vocês, professores de faculdades e universidades, já devem passar boooooa parte do dia de vocês lendo longos e "densos" textos acadêmicos, não é verdade? ;-) Segue-se o tutorial, então, que elaborei!
PRIMEIRA DICA:
Não confunda pessoa portadora de Síndrome de Irlen (um tipo de distúrbio oftalmológico) com pessoa "com baixa visão"!!!!!
A não ser que a pessoa tenha a S.I. em comorbidade com miopia/hipermetropia/astigmatismo altos, ou em comorbidade com outras doenças oculares que causam visão subnormal (glaucoma, retinose pigmentar, catarata congênita, etc.), a pessoa com S.I. é alguém que, aparentemente, ENXERGA AS LETRINHAS NUM TESTE TRADICIONAL DE VISÃO TÃO BEM QUANTO VOCÊ! O que ocorre com quem tem S.I. é que, embora a quantidade de visão possa ser normal, a QUALIDADE é ruim ou péssima - já que o princípio básico desse distúrbio oftalmológico é a hipersensibilidade ocular excessiva à luz, que proporciona sensação de que as letras parecem "mexer ou dançar" num texto a ser lido, dificuldades de percepção de movimento.
SEGUNDA DICA:
Se, nas primeiras aulas, você notar algo de "diferente" em seu aluno, não se acanhe e aproxime dele!!!
É bem provável que você não vá adivinhar ou detectar, de imediato, que um aluno tenha Síndrome de Irlen. Mas se, no início do ano ou semestre letivo, você notar algum aluno sentindo-se incomodado com a iluminação em sala de aula ou com as luzes vindas de lousas digitais, projetores de slides e similares, é bem provável que a fotofobia excessiva possa estar o atrapalhando no processo de ensino-aprendizagem. Além disso, tem aluno que, para aliviar o incômodo descrito acima, usa óculos escuros mesmo em ambientes fechados, como a sala de aula, por exemplo. Isto porque nem sempre eles possuem os óculos com filtros espectrais que contornam o problema... ou até tem os óculos, mas que, por motivos diversos, mostram-se "fracos" em diversas situações e atividades.
Não fique acanhado, caro professor: encontre um momento adequado e o aborde... pode ser que o aluno esteja, sim, precisando de sua ajuda, mas esteja "sem jeito" de falar com você!!! (Lembre-se de que, para um estudante com deficiência, todo início de semestre ou ano costuma ser bastante desgastante psicologicamente... gente nova, colegas novos,professores novos... ele pode estar se sentindo tímido e desconfortável ao ter de, sozinho, ter de ser sempre o protagonista em tomar a iniciativa de se explicar para os professores!!! Se você abordar o aluno com "jeitinho", ele sem dúvida sentirá agradecido... para ele, é sinal de que você é atencioso e preocupa-se com ele! Certinho? ;-)
PERGUNTAS FREQUENTES:
"Quais são os principais sintomas do distúrbio oftalmológico denominado Síndrome de Irlen?"
R.: "A SI, como é comumente chamada, gera dificuldades nas atividades diárias e escolares, pois produz desfocamento, distorções do material gráfico, inversões de letras, trocas de palavras, perda de linhas no texto, desconforto nos olhos, cansaço, distração, sonolência, dores de cabeça, enxaqueca, hiperatividade, irritabilidade, enjôo e fotofobia, tudo isso após um intervalo relativamente curto de esforço despendido no processamento das informações visuais." (Para ler mais detalhes, leia na íntegra, direto da "fonte", rsrsrs!)
"O aluno me disse que tem Síndrome de Irlen. Como faço para ajudá-lo em sala de aula?"
R.: Veja o post "Adaptações na Escola, para portadores da Síndrome de Irlen", que já publiquei neste blog!
"Uso muito o data-show e retroprojetor para dar aulas. No entanto, quem tem S.I. tem fotofobia excessiva. Como conciliar minha necessidade de usar o equipamento com as necessidades visuais dele?"
R.: A resposta está aqui, neste post em que abordo justamente isto (e que também já publiquei neste blog!) :-)
"Leciono num curso de Ciência da Computação. Como lidar com meu aluno que sofre de S.I. ,em aulas práticas?"
R.: Em primeiro lugar, verifique se ele usa os óculos com filtros espectrais, específicos para corrigir esse problema. Em caso negativo (ou mesmo se caso ele tenha os óculos mas eles não corrijam 100%), sugiro o seguinte:
- encoraje-o a abaixar o brilho e contraste do monitor do PC, na forma que melhor lhe convier;
-caso seu aluno tenha as "overlays" (lâminas de acetato apropriadas para facilitar a leitura de quem tem S.I.) e se adapte ao uso delas, encoraje-o a usar caso seja possível;
-ensine-o a aumentar a taxa de frequência de atualização do monitor do PC (Isso mesmo, AUMENTAR! Para pessoas com esse tipo de hipersensibilidade, a taxa de 60 Hz - que é a recomendada para as pessoas "comuns" (risos) - é ruim. O aluno deve ir experimentando frequências maiores até achar uma que lhe dê melhor conforto visual. (Foi uma oftalmologista, especialista em S.I., quem me falou!!!)
-encoraje-o a usar software leitor de telas, caso a leitura seja lenta e segmentada. Quem disse que esse tipo de software foi feito só para atender às pessoas cegas e de baixa visão? (Risos.) Ele ajuda, E MUITO, quem tem a leitura lenta e que, portanto, sente-se altamente fatigada com esse tipo de tarefa. (Pessoas com dislexia podem também fazer bom uso desse tipo de software.) Facilita, inclusive, na hora de fazer exercícios práticos de programação - pois, através da resposta sonora, a pessoa com S.I. pode aprender mais facilmente como se escrevem os comandos da linguagem a ser usada. (Para exercícios de programação, recomenda-se configurar o leitor de telas para o INGLÊS, já que as LPs encontram-se neste idioma...)
Exemplos de softwares leitores de tela livres e gratuitos: NVDA (para Windows), Orca (para Linux).
-mais dicas sobre tecnologias assistivas computacionais para quem tem S.I. encontram-se neste blog também - e podem ser encontradas clicando aqui. ;-)
"Sou professor de Computação e ministro disciplinas envolvendo programação. Como faço para ensinar uma disciplina dessas, adequadamente, para quem tem S.I.? "
R.: Além das dicas dadas no tópico anterior, tem um post que fiz neste blog, com dicas para ensinar e aprender ALGORITMOS E ESTRUTURAS DE DADOS. para quem tem S.I. Use as dicas que escrevi por lá, à vontade! :-)
"E as disciplinas de Matemática Superior dos cursos de Exatas (tais como Cálculo, Programação Matemática, dentre outras)? Como trabalhá-las com um aluno com S.I.?"
R.: Inspire-se no meu "Manual de Sobrevivência ao Cálculo", que já publiquei neste blog! Outras informações sobre dificuldades em Matemática, que implicam na leitura incorreta de símbolos, dificuldades de aprender e empregar corretamente a linguagem matemática, estão aqui.
Mais sugestões:
Para ler todas as postagens sobre Síndrome de Irlen que publiquei neste blog, clique aqui!
Para ler todas as postagens sobre UNIVERSIDADE E ACESSIBILIDADE que já publiquei neste blog, clique aqui!
Para conhecer mais de perto a Síndrome de Irlen, veja a fanpage "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" no facebook (também de minha autoria). NÃO É NECESSÁRIO "LOGAR" NO FB para LER o conteúdo... (mas, para curtir e comentar os posts de lá, aí sim...)
Certinho? Agora, é aplicar as dicas e sugestões elaboradas e... boa sorte em suas atividades! :-)
DESEJA FAZER ALGUM COMENTÁRIO SOBRE O POST ACIMA? USE O ESPAÇO ABAIXO!!! Mãos ao teclado, hehehe!!! :-D
POSTS RELACIONADOS:
Estratégias de sucesso para professores que têm aluno(a) com Síndrome de Irlen
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Universidade Acessível
Por: Débora Rossini
Ooooopa!!! De volta à blogosfera, trazendo mais uma "rodada" de "Sopa" quentinha para você, rerrerré!!!
Navegando pela internet, encontrei um texto, relativo ao projeto "Todos Nós: Unicamp Acessível", e que mostra diversos problemas e questões que afetam o acesso, a permanência e o prosseguimento dos estudantes com deficiência na universidade! Pelo que pude entender, parece-me que foi realizado um workshop, com oficinas, nas quais foram levantadas e mostradas diversas questões relacionadas à realidade dos universitários com deficiência na referida universidade paulista... e tudo o que foi observado e realizado ali foi documentado no texto a que me refiro! Segue-se o link: vale a pena ler!!! :-)
http://styx.nied.unicamp.br/todosnos/historico/workshop-todos-nos-unicamp-acessivel/livro/questoes_problemas.html
Listei alguns pontos principais do texto, que vale a pena ser lido por inteiro - e que seriam interessantes para "turbinar" políticas de inclusão e acessibilidade em todas as universidades - sejam elas públicas ou particulares- que existem por aí. Vale a pena refletir sobre os pontos destacados abaixo!!!
Olha só:
- Apesar de a sociedade ter o já famoso preconceito em relação às pessoas com deficiência, há, por outro lado, aquela atitude (talvez até inconsciente!) de a pessoa com deficiência querer "se esconder", "não aceitar suas limitações", "sentir constrangido em pedir ajuda".
Isto pode ser mostrado pelo seguinte trecho:
"Foram citados os seguintes problemas com relação aos aspectos atitudinais: "o aluno com deficiência se exclui"; há, algumas vezes, "preconceito do próprio deficiente em relação à ajuda" que pode ser necessária para sua locomoção, comunicação ou aprendizado; em alguns casos, as pessoas com deficiência podem apresentar "problemas psicológicos"; há, em determinadas situações, um "individualismo do próprio deficiente" que aparece no seu modo de se comportar socialmente."
Ao meu ver, acredito que tal reação possa ser até uma espécie de "defesa" psicológica da pessoa com deficiência: ela já está tão cansada, tão desgastada psicologicamente com situações de preconceito, de não-aceitação, que acaba "negando" sua deficiência (mesmo que inconscientemente) e se "fechando" - a fim de tentar evitar mais situações que lhe tragam mais sofrimento... No entanto, tal atitude que a princípio parece ser uma autoproteção, na verdade acaba dificultando ainda mais o processo de inclusão... :-(
Achei bastante interessante um outro parágrafo do texto, que diz o seguinte:
"Entre os pontos levantados pelos participantes da oficina, foi destacada a existência de problemas da própria pessoa com deficiência em relação à sua condição. Alguns salientaram que a postura preconceituosa e a dificuldade em aceitar ajuda acarretariam a auto-exclusão dessas pessoas. Esses destaques indicam que os participantes compreendem que a inclusão não depende somente da disposição favorável de uma comunidade, mas também da pessoa com deficiência que, como agente importante desse processo, deve tornar claramente conhecidas as suas necessidades. Podemos dizer, então, que as pessoas com deficiência não deveriam entender a busca por apoio como um constrangimento, mas como legítimo exercício dos seus direitos."
Pois é... é aí que vem a história: para facilitar o processo de inclusão, ele necessita ser de "mão-dupla"; por um lado, a sociedade necessita aceitar aquela pessoa com deficiência; mas, por outro lado, essa mesma pessoa com deficiência necessita, digamos, se aceitar e "sair da toca" (risos) ... e mostrar para os outros suas necessidades, mostrar como os outros deve agir com esse indivíduo, etc - para que a sociedade saiba incluí-la adequadamente... RESUMINDO: por mais que a sociedade se conscientize e se "abra" para acolher a galera com deficiência, esta, por sua vez, tem de informar qual a melhor forma de lidar com ela... "sacou?" ;-)
Outra passagem interessante é a seguinte:
"Faltam na opinião dos participantes, "campanhas educativas" que tratem desse assunto e uma atuação mais adequada e intensa da mídia (interna e externa à Unicamp), na abordagem do tema. Os participantes, apontaram que "a mídia não divulga materiais que facilitem, incentivem e eduquem as pessoas para a inclusão", assim como ainda não apresenta "programas educativos sobre as diferenças" que possam promover uma reflexão mais ampla sobre o tema."
Interessante MESMO!!! Afinal, tanto professores, quanto monitores, quanto funcionários, quanto colegas de estudantes com deficiência, PODEM E DEVEM ser informados da melhor maneira de lidar com quem tem problemas com a potência visual, auditiva, locomotora, de quem tem problemas de aprendizagem, etc... Atitudes como CAMPANHAS EDUCATIVAS NA UNIVERSIDADE, ENVOLVENDO TODA A COMUNIDADE ACADÊMICA, é de extrema importância... em vez de reduzir o grupo de estudantes com deficiência a um grupo "paralelo", com as medidas de inclusão limitadas apenas a eles!!! FICA A DICA PARA OS SETORES DE INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE DE TODAS AS UNIVERSIDADES!!!!!
E você, que está lendo este texto? É professor ou estudante universitário? Possui alguma deficiência/limitação? O que achou deste post? COMENTE ABAIXO!!! :-)
Ooooopa!!! De volta à blogosfera, trazendo mais uma "rodada" de "Sopa" quentinha para você, rerrerré!!!
Navegando pela internet, encontrei um texto, relativo ao projeto "Todos Nós: Unicamp Acessível", e que mostra diversos problemas e questões que afetam o acesso, a permanência e o prosseguimento dos estudantes com deficiência na universidade! Pelo que pude entender, parece-me que foi realizado um workshop, com oficinas, nas quais foram levantadas e mostradas diversas questões relacionadas à realidade dos universitários com deficiência na referida universidade paulista... e tudo o que foi observado e realizado ali foi documentado no texto a que me refiro! Segue-se o link: vale a pena ler!!! :-)
http://styx.nied.unicamp.br/todosnos/historico/workshop-todos-nos-unicamp-acessivel/livro/questoes_problemas.html
Listei alguns pontos principais do texto, que vale a pena ser lido por inteiro - e que seriam interessantes para "turbinar" políticas de inclusão e acessibilidade em todas as universidades - sejam elas públicas ou particulares- que existem por aí. Vale a pena refletir sobre os pontos destacados abaixo!!!
Olha só:
- Apesar de a sociedade ter o já famoso preconceito em relação às pessoas com deficiência, há, por outro lado, aquela atitude (talvez até inconsciente!) de a pessoa com deficiência querer "se esconder", "não aceitar suas limitações", "sentir constrangido em pedir ajuda".
Isto pode ser mostrado pelo seguinte trecho:
"Foram citados os seguintes problemas com relação aos aspectos atitudinais: "o aluno com deficiência se exclui"; há, algumas vezes, "preconceito do próprio deficiente em relação à ajuda" que pode ser necessária para sua locomoção, comunicação ou aprendizado; em alguns casos, as pessoas com deficiência podem apresentar "problemas psicológicos"; há, em determinadas situações, um "individualismo do próprio deficiente" que aparece no seu modo de se comportar socialmente."
Ao meu ver, acredito que tal reação possa ser até uma espécie de "defesa" psicológica da pessoa com deficiência: ela já está tão cansada, tão desgastada psicologicamente com situações de preconceito, de não-aceitação, que acaba "negando" sua deficiência (mesmo que inconscientemente) e se "fechando" - a fim de tentar evitar mais situações que lhe tragam mais sofrimento... No entanto, tal atitude que a princípio parece ser uma autoproteção, na verdade acaba dificultando ainda mais o processo de inclusão... :-(
Achei bastante interessante um outro parágrafo do texto, que diz o seguinte:
"Entre os pontos levantados pelos participantes da oficina, foi destacada a existência de problemas da própria pessoa com deficiência em relação à sua condição. Alguns salientaram que a postura preconceituosa e a dificuldade em aceitar ajuda acarretariam a auto-exclusão dessas pessoas. Esses destaques indicam que os participantes compreendem que a inclusão não depende somente da disposição favorável de uma comunidade, mas também da pessoa com deficiência que, como agente importante desse processo, deve tornar claramente conhecidas as suas necessidades. Podemos dizer, então, que as pessoas com deficiência não deveriam entender a busca por apoio como um constrangimento, mas como legítimo exercício dos seus direitos."
Pois é... é aí que vem a história: para facilitar o processo de inclusão, ele necessita ser de "mão-dupla"; por um lado, a sociedade necessita aceitar aquela pessoa com deficiência; mas, por outro lado, essa mesma pessoa com deficiência necessita, digamos, se aceitar e "sair da toca" (risos) ... e mostrar para os outros suas necessidades, mostrar como os outros deve agir com esse indivíduo, etc - para que a sociedade saiba incluí-la adequadamente... RESUMINDO: por mais que a sociedade se conscientize e se "abra" para acolher a galera com deficiência, esta, por sua vez, tem de informar qual a melhor forma de lidar com ela... "sacou?" ;-)
Outra passagem interessante é a seguinte:
"Faltam na opinião dos participantes, "campanhas educativas" que tratem desse assunto e uma atuação mais adequada e intensa da mídia (interna e externa à Unicamp), na abordagem do tema. Os participantes, apontaram que "a mídia não divulga materiais que facilitem, incentivem e eduquem as pessoas para a inclusão", assim como ainda não apresenta "programas educativos sobre as diferenças" que possam promover uma reflexão mais ampla sobre o tema."
Interessante MESMO!!! Afinal, tanto professores, quanto monitores, quanto funcionários, quanto colegas de estudantes com deficiência, PODEM E DEVEM ser informados da melhor maneira de lidar com quem tem problemas com a potência visual, auditiva, locomotora, de quem tem problemas de aprendizagem, etc... Atitudes como CAMPANHAS EDUCATIVAS NA UNIVERSIDADE, ENVOLVENDO TODA A COMUNIDADE ACADÊMICA, é de extrema importância... em vez de reduzir o grupo de estudantes com deficiência a um grupo "paralelo", com as medidas de inclusão limitadas apenas a eles!!! FICA A DICA PARA OS SETORES DE INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE DE TODAS AS UNIVERSIDADES!!!!!
E você, que está lendo este texto? É professor ou estudante universitário? Possui alguma deficiência/limitação? O que achou deste post? COMENTE ABAIXO!!! :-)
segunda-feira, 8 de abril de 2013
"Blogando", "blogando", "blogando"...
Por: Débora Rossini
Ooooopa!!!! Olha eu cá de volta,pilotando o teclado aqui no "Sopa"!!!
Primeiramente, gostaria de pedir desculpas àqueles leitores assíduos do "Sopa" que enfrentaram um "jejum de postagens" (risos) nos últimos tempos!!! É que, conforme já contei aqui neste blog, também sou autora de uma fanpage no Facebook, que se chama "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" . E ela, modéstia à parte, está "bombando"!!! :-) Acesse a referida página você também... as chances de você gostar e querer "curti-la" são altas, rerrerré!!!
Em cerca de três meses, a referida página está com quase 90 "curtidas" - um número que considero expressivo, se levarmos em conta que Síndrome de Irlen (um distúrbio oftalmológico) é pouco conhecida!!! Quase todos os dias, faço uma postagem nova por lá - afinal, esse assunto PRECISA URGENTEMENTE de ser mais conhecido e divulgado, a fim de atender melhor aos pacientes desse distúrbio (e seus pais, no caso de crianças), bem como de facilitar a professores e profissionais de saúde a lidar melhor com quem tem o referido problema de visão!!!
E não é que a fanpage está fazendo sucesso?? :-) Quase todo os dias, aparece uma nova "curtida", uma mensagem no mural (de visualização pública), uma mensagem "inbox" para minha leitura particular, mães de pacientes pedindo dicas, pacientes já adultos comentando sobre o conteúdo, e... um tantão de visualizações a cada postagem!!! Conforme já postei na referida página, fico muito - mas muito, mesmo!!!- feliz em poder ajudar as pessoas, a melhorar a qualidade de vida delas através de dicas, orientações, informações!!! Esse sucesso mostra que o trabalho está dando retorno!!!
Conforme já disse aqui no "Sopa" e lá na minha fanpage, eu não sou profissional da área de Saúde ou de Educação. Sou apenas uma estudante universitária que, há vários anos, se envolve em atividades e iniciativas que deem aquela "forcinha" a pessoas com necessidades especiais... Tanto online (aqui no blog e lá na fanpage) quanto offline (em atividades presenciais desenvolvidas na universidade em que estudo), rerrerré!!!! Logo, mesmo sendo uma estudante que não é de nenhuma das duas áreas mencionadas, tento fazer minha parte para dar um "turbo" nas questões relativas à Inclusão e Acessibilidade... (Para quem não sabe, eu cursava Matemática na universidade, mas transferi minha matrícula para Ciência da Computação... sonho antigo, rerrerré!!!) E procuro estar sempre "ligada" no que se refere às Tecnologias Assistivas - especialmente aquelas de auxílio a pessoas com deficiência visual.
Minha fanpage, "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen", na verdade está funcionando como um verdadeiro "laboratório" - visto que, ao contrário de outras condições limitantes (cegueira, baixa visão, surdez, etc), eu não conheço pessoalmente pessoas com esse distúrbio de visão (no qual a visão da pessoa é aparentemente normal, mas ocorrem distorções que afetam bastante o desempenho escolar/acadêmico, profissional e social de quem apresenta esse problema.) Assim sendo,eu já escrevi muita coisa sobre cegueira e visão subnormal aqui no blog, baseando-me não só em pesquisas na internet, mas também em vivências, adquiridas com a convivência com pessoas com deficiência visual. Mas e sobre Síndrome de Irlen...? Eu não conhecia ninguém assim, pra trocar ideias...! Tá certo que muita coisa pesquisei na internet (sobretudo em sites americanos), mas... eu sentia falta de "ouvir a voz da galera" - e esse foi exatamente um dos motivos que me motivou a criar a referida página!
Aí, através da fanpage e da consequente interação com os leitores desta, pude perceber que existem, sim, diversas pessoas com esse problema no Brasil, e que têm muuuito o que dizer (seja em forma de perguntas, seja em forma de compartilhamento de experiências)... Ou seja, elas EXISTEM, mas estão, digamos, "espalhadas" por aí - o que dá aquela sensação de que os portadores deste distúrbio estão "sozinhos". (Essa sensação é "turbinada" pelo fato de a Síndrome de Irlen ser pouco conhecida...!) Assim sendo, com a criação e a divulgação da referida fanpage, notei que as pessoas com esse distúrbio sentem uma certa alegria em , finalmente, acharem um ponto de encontro (ou o "point da galera", como dizem os jovens, rerrerré!!!) a fim de se "agruparem" e trocarem experiências ... e não se sentirem sozinhos na hora de enfrentar as adversidades diárias proporcionadas pela Síndrome de Irlen - e pelo desconhecimento desta pela maioria das pessoas!!!
Noto também, pelos relatos no mural da referida página, que várias pessoas, já diagnosticadas, usam em sua maioria as "overlays" (lâminas especiais para leitura, feitas para quem tem Síndrome de Irlen); e poucas usam os óculos com filtros espectrais para corrigir ou atenuar o problema (que são mais difíceis de serem adquiridos, devido ao alto custo e a demora em ficarem prontos). Assim sendo, muitas pessoas em fase escolar possuem correção incompleta do distúrbio, já que, nem sempre, as "overlays" sozinhas "dão conta do recado", dependendo da intensidade com que os sintomas da Síndrome de Irlen se manifestam...!
Logo, minha vida de blogueira anda bastante agitada (risos)!!! E tenho percebido que minha tarefa de "pilotar o teclado" do computador tem sido bastante gratificante!!! :-)
E você? Identificou-se com o conteúdo exposto acima? Manifeste-se na seção de comentários, rerrerré!!!!
Ooooopa!!!! Olha eu cá de volta,pilotando o teclado aqui no "Sopa"!!!
Primeiramente, gostaria de pedir desculpas àqueles leitores assíduos do "Sopa" que enfrentaram um "jejum de postagens" (risos) nos últimos tempos!!! É que, conforme já contei aqui neste blog, também sou autora de uma fanpage no Facebook, que se chama "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" . E ela, modéstia à parte, está "bombando"!!! :-) Acesse a referida página você também... as chances de você gostar e querer "curti-la" são altas, rerrerré!!!
Em cerca de três meses, a referida página está com quase 90 "curtidas" - um número que considero expressivo, se levarmos em conta que Síndrome de Irlen (um distúrbio oftalmológico) é pouco conhecida!!! Quase todos os dias, faço uma postagem nova por lá - afinal, esse assunto PRECISA URGENTEMENTE de ser mais conhecido e divulgado, a fim de atender melhor aos pacientes desse distúrbio (e seus pais, no caso de crianças), bem como de facilitar a professores e profissionais de saúde a lidar melhor com quem tem o referido problema de visão!!!
E não é que a fanpage está fazendo sucesso?? :-) Quase todo os dias, aparece uma nova "curtida", uma mensagem no mural (de visualização pública), uma mensagem "inbox" para minha leitura particular, mães de pacientes pedindo dicas, pacientes já adultos comentando sobre o conteúdo, e... um tantão de visualizações a cada postagem!!! Conforme já postei na referida página, fico muito - mas muito, mesmo!!!- feliz em poder ajudar as pessoas, a melhorar a qualidade de vida delas através de dicas, orientações, informações!!! Esse sucesso mostra que o trabalho está dando retorno!!!
Conforme já disse aqui no "Sopa" e lá na minha fanpage, eu não sou profissional da área de Saúde ou de Educação. Sou apenas uma estudante universitária que, há vários anos, se envolve em atividades e iniciativas que deem aquela "forcinha" a pessoas com necessidades especiais... Tanto online (aqui no blog e lá na fanpage) quanto offline (em atividades presenciais desenvolvidas na universidade em que estudo), rerrerré!!!! Logo, mesmo sendo uma estudante que não é de nenhuma das duas áreas mencionadas, tento fazer minha parte para dar um "turbo" nas questões relativas à Inclusão e Acessibilidade... (Para quem não sabe, eu cursava Matemática na universidade, mas transferi minha matrícula para Ciência da Computação... sonho antigo, rerrerré!!!) E procuro estar sempre "ligada" no que se refere às Tecnologias Assistivas - especialmente aquelas de auxílio a pessoas com deficiência visual.
Minha fanpage, "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen", na verdade está funcionando como um verdadeiro "laboratório" - visto que, ao contrário de outras condições limitantes (cegueira, baixa visão, surdez, etc), eu não conheço pessoalmente pessoas com esse distúrbio de visão (no qual a visão da pessoa é aparentemente normal, mas ocorrem distorções que afetam bastante o desempenho escolar/acadêmico, profissional e social de quem apresenta esse problema.) Assim sendo,eu já escrevi muita coisa sobre cegueira e visão subnormal aqui no blog, baseando-me não só em pesquisas na internet, mas também em vivências, adquiridas com a convivência com pessoas com deficiência visual. Mas e sobre Síndrome de Irlen...? Eu não conhecia ninguém assim, pra trocar ideias...! Tá certo que muita coisa pesquisei na internet (sobretudo em sites americanos), mas... eu sentia falta de "ouvir a voz da galera" - e esse foi exatamente um dos motivos que me motivou a criar a referida página!
Aí, através da fanpage e da consequente interação com os leitores desta, pude perceber que existem, sim, diversas pessoas com esse problema no Brasil, e que têm muuuito o que dizer (seja em forma de perguntas, seja em forma de compartilhamento de experiências)... Ou seja, elas EXISTEM, mas estão, digamos, "espalhadas" por aí - o que dá aquela sensação de que os portadores deste distúrbio estão "sozinhos". (Essa sensação é "turbinada" pelo fato de a Síndrome de Irlen ser pouco conhecida...!) Assim sendo, com a criação e a divulgação da referida fanpage, notei que as pessoas com esse distúrbio sentem uma certa alegria em , finalmente, acharem um ponto de encontro (ou o "point da galera", como dizem os jovens, rerrerré!!!) a fim de se "agruparem" e trocarem experiências ... e não se sentirem sozinhos na hora de enfrentar as adversidades diárias proporcionadas pela Síndrome de Irlen - e pelo desconhecimento desta pela maioria das pessoas!!!
Noto também, pelos relatos no mural da referida página, que várias pessoas, já diagnosticadas, usam em sua maioria as "overlays" (lâminas especiais para leitura, feitas para quem tem Síndrome de Irlen); e poucas usam os óculos com filtros espectrais para corrigir ou atenuar o problema (que são mais difíceis de serem adquiridos, devido ao alto custo e a demora em ficarem prontos). Assim sendo, muitas pessoas em fase escolar possuem correção incompleta do distúrbio, já que, nem sempre, as "overlays" sozinhas "dão conta do recado", dependendo da intensidade com que os sintomas da Síndrome de Irlen se manifestam...!
Logo, minha vida de blogueira anda bastante agitada (risos)!!! E tenho percebido que minha tarefa de "pilotar o teclado" do computador tem sido bastante gratificante!!! :-)
E você? Identificou-se com o conteúdo exposto acima? Manifeste-se na seção de comentários, rerrerré!!!!
sexta-feira, 1 de março de 2013
COMO ANDA SEU ESTÁGIO DE LICENCIATURA?
Se
você é estudante de alguma Licenciatura e é estagiário com
necessidade especial, este texto é para você!
Por:
Débora Rossini
Sabe-se
que estudantes de Licenciatura têm de fazer o Estágio
Supervisionado que é obrigatório. O MEC estipula que têm de ser
cumpridas 408 horas de atividades relativas a ele durante a graduação
- mas a distribuição semestral fica a critério de cada
universidade (na universidade em que estudo, para a Licenciatura em
Matemática são 4 semestres de 102 h cada, ao passo que tem
universidade que coloca, por exemplo, 2 semestres de 204 h cada).
Conforme
todos sabem, os estagiários têm direitos e deveres. Os deveres
estão listados no Termo de Compromisso assinado no início das
atividades de estágio - e incluem postura adequada a um ambiente de
trabalho, pontualidade, assiduidade, sigilo de tudo o que acontece no
ambiente de estágio (similar ao sigilo profissional de diversas
ocupações de trabalho), ética e respeito , dentre outros.
Entre
os DIREITOS, é só dar uma “googlada” que você encontra aí.
(Exemplos: a compatibilidade de horário com os estudos e o
não-prejuízo destes; seguro do estudante contra acidentes, que a
universidade deve fornecer; dentre outros.) No entanto, fiquei
pensativa: e quais são os direitos específicos do ESTAGIÁRIO COM
NECESSIDADES ESPECIAIS quando fazem disciplinas de estágio
obrigatório de Licenciatura????
Procurei
no Google, e achei alguns direitos que amparam o estagiário com
deficiência - mas sem distinção entre o estágio de licenciatura
(em escolas de ensino regular) e os estágios feitos por estudantes
de bacharelado (normalmente, em empresas, repartições públicas,
etc.) Por exemplo: um estagiário, normalmente, pode estagiar no
mesmo local no máximo por 2 anos - mas o estagiário com deficiência
, segundo o que vi na internet, pode pedir prorrogação deste prazo
(já que ele costuma, na PRÁTICA, ter mais dificuldades em
conseguir vaga em outro lugar, possui mais especificidades de
acessibilidade, costuma ter maior "trabalho" ao se
ambientar em um novo lugar devido às suas limitações, pode haver
problemas de locomoção, etc.) Além do mais, todo local que
oferece vagas para estágio É OBRIGADO a ofertar 10% delas a pessoas
com deficiência na época de inscrições.
Fiquei pensativa
sobre o assunto, e gostaria imensamente de saber se isso se aplica
aos estágios de licenciatura em escolas. (TOMARA QUE SIM!!!!) Algum
leitor aí sabe?
Se
você tem necessidades especiais e tá precisando de fazer essas
disciplinas obrigatórias de estágio em escolas de Ensino
Fundamental e Médio, leve estas ideias para o professor
responsável por elas na faculdade, para o coordenador de estágios,
e para o coordenador de curso da sua graduação. Elas são
extremamente úteis a meu ver, pois:
--
como todo mundo sabe, o ambiente de sala de aula da Educação
Básica, repleto de estudantes , digamos, "cheios de energia",
oferece uma certa vulnerabilidade para o estagiário com necessidades
especiais!!! Se o estagiário com deficiência sentiu-se melhor em
uma determinada escola ao realizar o estágio (devido à
estrutura, o perfil dos alunos, o fato de ter como "tutor"
um professor regente que já o conhece e sabe como lidar com ele, já
facilita E MUITO o andamento das atividades), então, por que
insistir forçosamente em trocá-lo de estabelecimento sem motivo
relevante? Há Colegiados de Cursos e Câmaras de Estágios que
recomendam ou estabelecem que os estagiários troquem de escola
periodicamente, para conhecerem realidades diferentes, o que, de
acordo com os objetivos da disciplina, a princípio é válido -
mas, para um estudante com deficiência, que é cheio de
especificidades e vulnerabilidades, seria interessante ter uma
flexibilização nessa regra... até porque, quando este futuro
professor for trabalhar, ele vai escolher um estabelecimento que
encaixe melhor nas suas limitações e habilidades, não é verdade?
:-)
--Em
caso de estagiário com deficiência considerada acentuada (ex:
deficiência visual ou auditiva ou locomotora graves), seria
interessante a possibilidade de a universidade enviar um
acompanhante, oriundo da universidade, para auxiliar o
estudante-estagiário com deficiência e garantir-lhe maior
integridade física. Afinal, do jeito em que está a realidade nas
escolas hoje, corre-se o risco de algum aluno da escola do estágio
aproveitar da vulnerabilidade do estagiário e agir com má-fé,
causando-lhe transtornos... :-(
BOA NOTÍCIA: Já foi me relatado um caso
em que um estagiário cego foi acompanhado pelo seu professor da
faculdade, e que a medida foi bem-sucedida. :-)
--Há
universidades em que o seguro obrigatório, garantido pela
instituição de ensino superior ao estagiário, apenas contempla a
questão da integridade FÍSICA PROPRIAMENTE DITA do estagiário
(despesas médicas, hospitalares ou seguro pra família dele em caso
de falecimento.) No entanto, não contempla segurança de órteses
e próteses acopladas ao corpo de um estudante com deficiência
(pernas mecânicas, artigos ortopédicos em geral, aparelho de
surdez, óculos especiais que sejam raros e caros)!!!!! :-O
E
aí? Os equipamentos mencionados têm custo
elevado, e são de difícil reposição (não só pelo preço, mas
também pela oferta - alguns são importados, e levam muito tempo
para ficarem prontos de acordo com a prescrição do paciente). Sem
contar que, quem adquire esses equipamentos pelo SUS, demora mais
ainda para tê-los (devido aos procedimentos burocráticos que
normalmente são feitos para a aquisição de tais apetrechos). Se
quebrar, como é que fica a reposição de tais itens - que na
verdade acabam por fazer parte da "anatomia" do estagiário
com deficiência? Eles fazem falta não só para o andamento das
atividades acadêmicas, como também para o próprio dia-a-dia da
pessoa que os usa!!!!!! Basta um esbarrão/empurrão de
mau-jeito, ou o ato de ser atingido por algum objeto jogado por algum
aluno da escola ou alguma agressão física, que... o estagiário,
incluindo sua prótese ou órtese de uso contínuo, estão em risco!
Se esses equipamentos estragam, o conserto ou nova obtenção ficam
INTEIRAMENTE POR CONTA DO ESTAGIÁRIO, PELO VISTO!!!!! :-O :-O
Sugestão: as universidades deveriam
tomar providências para que o seguro obrigatório, no caso de
estudantes com deficiência, os ampare adequadamente também... ou
então tomem medidas paliativas enquanto isso não ocorre - tais como
arranjar um acompanhante da universidade para ajudar a minimizar
situações que possam danificar a prótese.
(Por
exemplo: o estagiário com deficiência está explicando um exercício
de matemática para um aluno da escola, e dois outros estão
iniciando uma briguinha ali perto. Como é que o estagiário vai se
sentir tranquilo em explicar o exercício pro aluno, diante da
'ameaça' de levar um esbarrão a qualquer momento? Ele tem de se
"desdobrar" para simultaneamente concentrar em sua tarefa e
ter de ficar atento para se proteger para não ter a prótese ou
órtese atingida - algo que seria minimizado se ele não tivesse o
equipamento... Aí é que entraria o papel do acompanhante - para
ficar atento a isso e alertar o estagiário se necessário,deixando-o
apenas com a "preocupação" de desempenhar a tarefa. )
Ou
então, o professor responsável pela disciplina de Estágio na
universidade poderia reduzir, para esse estagiário com limitações
comprovadas, o cumprimento de sua carga horária dentro de sala (se
ele assim o desejar) - para diminuir a probabilidade matemática de o
estagiário ter seu equipamento danificado no local ... substituindo,
assim, parte da carga horária que seria cumprida em sala, na escola,
por atividades alternativas - tais como atendimentos individuais a
alunos, preparação extraclasse de atividades, ou deixá-lo fazer
pelo menos uma parte do estágio em centros de apoio educacional (com
atendimento individual ou grupos pequenos de alunos) em vez de
escolas regulares com 30, 40 alunos por sala!!
Claro
que essas sugestões por si sós não resolvem totalmente o problema,
mas já ajudam um pouco.
--Em
relação à reserva de 10% de vagas em estabelecimentos para
estágio, destinadas a estagiários com deficiência, vale a pena
verificar se eles valem não só para empresas,mas também para
escolas. Converse com o coordenador de seu curso universitário!!!!
Veja por que tal medida é bastante útil: se as escolas tiverem 10%
de vagas reservadas para estagiários com deficiência, estes
podem escolher mais facilmente a escola em que melhor sentem-se
adaptados para estagiarem, de acordo com suas limitações e
habilidades, bem como a questão do deslocamento até ela, sem
ter de "disputar" pelas vagas com os colegas sem
deficiência (que, por sua vez, naturalmente, escolherão esta ou
aquela escola por questões de comodidade e não de acessibilidade.)
Assim
sendo, um estagiário com deficiência, que se sente melhor em uma
sala de aula de um colégio particular pequeno (com 15 ou 20 alunos
por turma) e que é mais próximo de sua casa ou faculdade, não
precisaria de ficar preocupado em perder essa vaga pro colega sem
deficiência (e que procura esse estabelecimento apenas para maior
comodidade) e ter de enfrentar uma sala de aula com 40 alunos, longe
de casa ou faculdade, tendo um trabalhão para se deslocar.
NOTA:
Mesmo que o estudante com deficiência não tenha dificuldades
físicas de locomoção - tais como deficiência locomotora ou visual
grave- há diversos casos em que ele, se for estagiar em uma escola
mais distante, vai ter de pegar ônibus. E, dependendo do grau e/ou
tipo de deficiência, ele não tem passe-livre ; ou seja, paga
passagem para ir e voltar do estágio... e que é muitas vezes cara.
Levando
em conta que um estagiário com deficiência já tem , por si só,
mais despesas do que um sem deficiência - por causa de troca de
próteses/órteses/manutenção de equipamentos auxiliares para o seu
dia-a-dia - seria ,mais do que justo, priorizar a vaga perto de casa
ou da faculdade para ele, não é? A economia com passagem de ônibus
ajudaria a compensar as despesas inerentes às suas necessidades
especiais - ou seja, o que ele gastaria com ônibus ele pode juntar
para custear novos equipamentos auxiliares, novas tecnologias
assistivas, novos aparelhos que necessitem ser trocados ou levados
para manutenção periodicamente! (A não ser que ele seja
visivelmente "MUITO BOM DE BOLSO", desses de classe
social-econômica bem alta, cujas despesas adicionais com transporte
- carro, táxi, ônibus, etc - somadas às despesas específicas das
suas necessidades especiais não lhe tragam dificuldades
financeiras,né??!!! Mas, em se tratando de uma pessoa com o $$$
"contadinho ali" como a maioria de nós, vale a pena
considerar o benefício proporcionado por essa prioridade! )
Logo,
diante de tudo que foi exposto acima, se você é estagiário com
necessidade especial, não perca tempo: mostre esta página a seu
professor responsável pela disciplina de Estágio Supervisionado,
mostre para o Coordenador de seu curso, mostre para os responsáveis
pelo Núcleo de Acessibilidade de sua universidade, e... bata um papo
com eles! Troque ideias!!! Discutam soluções ou alternativas de
acordo com a realidade da sua universidade!!! Se você realmente
gostar de ser estudante universitário de alguma licenciatura, e
quiser tirar o máximo proveito de seu curso, corra atrás de
direitos que possam turbinar seu desempenho nas atividades
curriculares!
E
então? O que achou das ideias propostas acima? COMENTE!!! É para
trocar ideias mesmo! (Vá que
eu esteja enganada em alguma ideia proposta... precisaria então de
uns toques aqui para reformular o exposto, né???? ) ;-)
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
DICAS PARA TAMBÉM SER UM BLOGUEIRO!!!
Quer
também ter o seu próprio blog, relativo às questões da Inclusão
e Acessibilidade, mas não sabe como começar? O "Sopa" te
ensina!!!! :-)
Por:
Débora Rossini
Certo
dia, eu estava trocando mensagens com uma leitora da minha fanpage no
Facebook ("Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen"), e ela relatava, no mural da minha página, do pouco
conhecimento das pessoas acerca do distúrbio oftalmológico
denominado Síndrome de Irlen - e da "luta" dela em relação
a garantir os direitos da filha dela na escola, que possui o referido
distúrbio.
Sugeri-lhe,
então, que ela fizesse como muitas mães/pais ou pacientes de
crianças e adolescentes que possuem alguma necessidade especial:
criasse um blog, de caráter informativo, que pudesse não só servir
como "repositório" de informações que pudessem ajudar
professores e administradores escolares, como também servir de
espaço virtual para compartilhamento de ideias. A leitora pareceu
achar a ideia interessante - mas alegou ter dificuldades em iniciar
uma tarefa deste tipo.
Talvez
existam por aí diversas pessoas na mesma situação, não? Afinal,
esse negócio de ajudar na disseminação de informações sobre um
determinado tema de interesse público ajuda muita gente. Eu mesma já
aprendi muita coisa sobre deficiências visuais, auditivas,
locomotoras e outras através de blogs escritos por pessoas que
possuem esses quadros clínicos. Muita gente que, embora não seja
profissional da área de Saúde ou de Educação, têm muita história
para contar (sem tirar o mérito dos profissionais citados,
rerrerré!!!), devido às suas vivências , experiências e sensações
diante do fato de possuírem limitações - paralelas, claro, a
diversas habilidades que lhes são peculiares.
Aí
fica a grande pergunta que deve estar passando na cabeça de muita
gente: "-Quero começar um blog, de cunho informativo, acerca de
um determinado tipo de deficiência / necessidade especial, mas não
sei como começar".
Relaxa,
meu amigo! :-) Seguem-se superdicas que podem lhe auxiliar:
1-
Os pontos principais que, certamente serão abordados pelo blog,
serão: a) O quadro clínico do tipo de deficiência relatada; b)
Experiências pessoais (consultas médicas, convivência social com
pessoas com e sem deficiência, vida escolar, acadêmica ou trabalho;
c) Dicas que podem facilitar a vida de pessoas com o mesmo tipo de
deficiência; d) Impressões pessoais acerca dos fatos listados nos
itens anteriores. Para facilitar a localização dos temas das
postagens pelos leitores, crie "marcadores" - que são uma
espécie de divisão do blog em seções temáticas (navegue no canto
direito da página deste blog e veja, na prática, como eles
funcionam).
2-
Se você não quer se expor, contando sua vida pessoal e chamando a
atenção para sua pessoa, pode fazer o seguinte: narrar as suas
experiências em terceira pessoa, dizendo "ele", "a
pessoa com deficiência", em vez de "eu". Assim, dá
para narrar um tantão de coisas interessantes sem se expor, se assim
o desejar.
3-
Se você, pelo contrário, não se importa em se colocar como o
protagonista das "peripécias de uma pessoa com deficiência"
(ou pai ou mãe de uma), tudo bem. Mas tome cuidado em NÃO ficar
expondo demaaaaaais sua vida pessoal ali (tipo: em que escola você
ou seu filho estuda, em que local você trabalha, nome completo,
nomes de familiares, todos os "hobbies" que você curte,
locais que gosta de frequentar, etc). Já vi diversos
blogueiros fazendo isso, e... cá pra nós, não acho isso legal,
pois pode despertar a atenção de internautas mal-intencionados que
não sejam apreciadores propriamente ditos do blog - mas sim pessoas
que ficam de olho em informações dos outros, para práticas
ilícitas. A internet é algo bem legal, mas tem lá seus
perigos... tenha uma certa dose de malícia e fique de olho!!! ;-)
Veja se o que você vai escrever realmente necessita ser dito ali - e
tome cuidado com a FORMA que você coloca a informação na rede...
;-) Resumindo: conte o que realmente seja pertinente em um espaço
público como a internet, e não todas as particularidades de sua
vida íntima! Publicar algo na rede é o mesmo que discursar num
palanque virtual. Pense nisso!!!!!
4-
Blog exige dedicação. Encontre temas interessantes para ir
"alimentando" a página regularmente. Procure se informar
de blogs ou sites com temas semelhantes ao seu, e mantenha contato
com os seus autores. Tipo: deixe um comentário lá, sempre tendo a
ver alguma postagem que o autor fez... aí se ele interessar pela sua
página e se ele gostar de uma determinada postagem, vai comentar na
sua página também... ;-) Atenção: nada de "spam", viu?
Ou seja: nada de aproveitar o espaço destinado a comentários na
página alheia só para deixar o link da sua página e "nada
mais". É considerado pouco simpático, entende? ;-)
5-
Nada de ficar copiando assuntos pertinentes, de outros blogs ou
sites. PLÁGIO É CRIME! Tente fazer o SEU diferencial, com os SEUS
textos!!! Afinal, ponha-se no lugar de outro blogueiro: é "duro"
gastar um tempão elaborando e digitando textos, para vir um outro
"folgado" que quer ser blogueiro mas tem preguiça de
escrever e... tal como uma espécie de "parasita"
(risos!!!) só recorta o conteúdo "prontinho" e
cola na página dele... aaafff...! Para copiar um texto de outro
lugar, É OBRIGATÓRIO citar a fonte original, dando créditos ao
autor... e,mesmo assim, procure obter AUTORIZAÇÃO dele(a), para
evitar problemas com as questões dos direitos autorais. O mesmo vale
para reprodução de fotos de outros sites.
Bom,
mas se mesmo assim você achou MUITO LEGAL um texto disponível em
outra página da internet e quer divulgá-lo (já fiz muito isso aqui
no "Sopa"), faça o seguinte: que tal escrever uma
resenha sobre o mesmo, como uma espécie de "convite" para
a pessoa ler o texto original ? (E, em vez de copiar o texto em sua
página, coloque o link, de forma que a pessoa acesse o site
original para ler... isso evita "roubar" leitores da
página original; pelo contrário, aumenta o número de visitantes
delas; muitos blogueiros já demonstraram gostar da divulgação
dessa maneira). Veja um exemplo desse tipo de resenha aqui.
6-
Se você tem perfil em redes sociais (Facebook, Twitter, etc), use-os
para divulgar os links para seu blog, para as novas postagens que
você fizer - bem como discutir assuntos pertinentes à temática
dele. Ou então, se não quiser usar seu perfil pessoal para isso,
crie um só para o blog... O perfil do Facebook deste blog, por
exemplo, é o "Sopa de Números". Dá
uma olhada lá!!! :-)
7-Se
você dispõe de pouco tempo para escrever - ou então acha que não
leva "jeito" para escrever textos longos , que tal se, em
vez de blog, você construísse uma "fanpage" no
Facebook? Uma fanpage é uma página temática que você cria, e
vai alimentando-a sempre que tiver alguma ideia nova! Funciona como
um "mini-blog". Conforme o nome diz, as pessoas que possuem
conta no Facebook que veem e acham legal a página (ou seja, "fãs")
clicam no botão "Curtir" que aparece nela. Uma vez feito
isso, sempre que é publicada alguma atualização, elas recebem-na
automaticamente, no "feed de notícias" dos perfis delas no
FB.
8-
A diferença de uma fanpage para um blog é que, nela, podem-se
escrever textos mais enxutos e concisos, no "ato" em que
você tem a ideia (isto é, desde que você tenha conexão à
internet, rerrerré!) É mais fácil de divulgar e ter seguidores,
pois o FB dispõe de ferramentas "prontas" de
compartilhamento - e, como hoje em dia quase todo mundo que
conhecemos tem conta pessoal no Facebook, fica muito mais fácil de
uma postagem sua se propagar rapidinho entre leitores, tornando-se um
"viral". Também, no Facebook, as pessoas parecem se sentir
mais à vontade para fazer comentários que num blog (pelo menos,
por minha experiência, noto isso; mas ainda não formulei uma ideia
que explique o porquê. Quem tiver uma resposta ou uma outra opinião,
por gentileza se expresse? Desde já, obrigada!).
No Facebook,
devido às ferramentas de busca dele, fica muito mais fácil
localizar pessoas e instituições que porventura interessem pelo
tema sobre o qual você escreve. Já num blog, essa tarefa dá um
pouco mais de "trabalho" - pois você tem de fazer, "por
fora do ambiente do blog", os contatos de divulgação (por
e-mail, por perfis em redes sociais, por contatos com outros
blogueiros), nos quais você tem de fazer o contato com quem lhe
interesse escrevendo mensagens completas em e-mails ou seções de
comentários (em vez de, com um simples clique, garantir uma "fatia"
da divulgação, tal como na fanpage... com ela, basta entrar no
perfil de um potencial leitor, clicar em "curtir" em algo
que ele escreveu, e... o potencial leitor já vai saber que você
existe!!!)
Uma
fanpage permite, portanto, uma propagação mais rápida , mais
imediata, do conteúdo. Porém, elas têm o risco de ter vida mais
curta - ou seja, enquanto a rede social que a hospeda for sucesso
entre os internautas. Se ela começa a perder adeptos (como o caso do
Orkut, que já teve seus tempos de sucesso e depois "caiu",
perdendo espaço para o Facebook e outras), aí, já viu... :-( A não
ser que você faça backup da página, e, quando uma nova rede social
for a "bola da vez", você a reconstrua no novo espaço
virtual copiando as informações... mas mesmo assim, quem garante
que os recursos e ferramentas da outra rede serão os mesmos, a fim
de permitir uma página criada no mesmo estilo... ? Hãããã...?) Os
blogs, pelo contrário, são algo que vêm durando há muito tempo -
e pelo visto, prometem ter "vida longa" ainda, tais como os
bons e "velhos" e-mails. Desde o início da década
passada, quando eu ainda nem manjava direito de computadores, eu já
ouvia falar nos "tais de blogs" - que na época ainda eram
encarados como "diários virtuais". Ou seja, blog dá um
pouco mais de trabalho, mas promete ter vida muito mais loooongaaa!!!
;-)
Veja
um exemplo de fanpage aqui.
9-
Mais dicas para blogueiros iniciantes - o Google tá repleto delas,
sobretudo em relação à parte técnica da "coisa":
técnicas de SEO (para facilitar a aparição nos mecanismos de busca
na internet), segurança computacional, dicas de parcerias com outros
blogueiros, etc. Digite estes termos de busca, e ... dê uma olhada
lá!!! :-)
E
então? Gostou das dicas dadas? Comente abaixo!!!!
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