sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Estratégias de Sucesso Para Professores Que Têm Aluno(a) Com Síndrome de Irlen

Por: Débora Rossini

Oooopa! Na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen'', compartilhei um texto bem interessante que trazia dicas para professores de alunos que possuem Síndrome de Irlen (SI). Só que ele estava em inglês... mas compartilhei assim mesmo, porque sei que tem muita gente que domina este idioma (ou, mesmo, que tenta pegar a ''ideia geral'' de um texto usando tradutores automáticos, que, apesar de não darem 100% de exatidão na tradução, ''quebram o galho'' na hora do aperto, hehehe.) Porém, mesmo assim, na parte destinada a comentários, uma leitora-internauta sugeriu: ''Seria interessante se postasse em português!"

Ok!!! Atendendo ao pedido que foi expresso pela leitora - mas que certamente pode também ter sido o ''desejo secreto'' (kkkkk!) de mais gente, passo para todos vocês, leitores, o texto traduzido por mim. Espero que gostem... e que seja útil para os educadores que possuem alunos com Síndrome de Irlen! ''Voilà''!!!  (Texto original em inglês: Clique aqui para acessá-lo.  )

'' O que é Síndrome de Irlen? 

Síndrome de Irlen é uma condição neurológica que afeta a forma como a informação visual é processada no córtex cerebral. Estudantes com Síndrome de Irlen são sensíveis à luz brilhante e com certas freqüências de luz. Essa sensibilidade é causada pelo excesso de estimulação das vias neuronais visuais,resultando em distorções ópticas, dores de cabeça e fadiga durante tarefas visuais (Wilkins, 1995, 2003).

Alunos com Síndrome de Irlen acham difícil se concentrar na leitura e/ou memorizar o que leram. Eles veem a tarefa de ler uma página de "cheia de texto" como uma tarefa que é extremamente desafiadora e desanimadora. Muitas vezes, eles precisam reler várias vezes para entender o texto. Esses alunos têm o potencial para aprender, mas o excesso de estimulação das vias neurais causadas pela sensibilidade à luz pode interferir com o processamento da informação visual. O resultado pode ser o seguinte: mesmo lendo uma passagem curta de texto, pode parecer ser uma tarefa intransponível. Em casos mais extremos, estudantes foram diagnosticados como tendo uma dificuldade de aprendizagem. Eles também são muitas vezes rotulados como preguiçosos, ou acusados de não estarem se esforçando o bastante.

Esta síndrome é reconhecida pelos profissionais?

Publicações recentes, como a revisão da literatura por Nandakumar e Leat (2008) e do estudo por Kruk, Sumbler e Willows (2008) reconheceram Síndrome de Irlen como condição válida - e recomendam o tratamento. Embora o distúrbio ainda não seja completamente compreendido, nos últimos anos o uso de imagens de ressonância magnética (MRI) tem aumentado significativamente nosso conhecimento de como esta síndrome afeta o cérebro.

O que pode ser feito para ajudar o aluno com Síndrome de Irlen?

• Alunos com Síndrome de Irlen são particularmente sensíveis à luz fluorescente em cima - e em relação às lâmpadas fluorescentes compactas. O ideal é o estudante próximo a uma janela que lhes permite beneficiar da luz natural. [NOTA FEITA POR MIM: Cada caso é um caso... se a intensidade da Síndrome de Irlen for severa, pode ser que ele queira ficar o mais longe possível de qualquer fonte de iluminação intensa, incluindo aí a janela, hehehe!] 

• Colocar o aluno em uma área mais escura da sala para ler, ou desligar as luzes, se possível. 

• Permitir que o aluno use óculos de sol ou um boné em sala de aula para reduzir a quantidade de situações em que entram luz nos olhos.

• Os retroprojetores emitem uma luz muito intensa. Certifique-se de que o aluno está sentado longe da luz com um ângulo de 45 graus; e, sempre que possível, apresente o texto em lâminas coloridas em vez daqueles com um fundo branco puro.

• As telas de computador também podem ser problemáticas; peça ao técnico de computador em sua escola para instalar "Screen Tinter Lite", que é um programa de software gratuito que permite que o aluno colorir o fundo de software Microsoft Office, como Word. Este programa não funciona em páginas de internet. [MEU PALPITE PESSOAL: Por experiência própria, os aplicativos SSOverlay e WebHelp Dyslexia trazem melhores resultados - incluindo aí a navegação web. Experimente um deles!!!] 

• Propor aos pais [dos estudantes, quando estes são crianças ou adolescentes]  que eles levem o aluno a um optometrista - para afastar a possibilidade de qualquer outro problemas físico.

• Evite, nos textos impressos ou projetados, apresentar grande quantidade de texto em uma pequena área do papel ou tela; evite também apresentação visualmente desorganizada.

• Dê o aluno mais tempo para ler, pois isso pode ser necessário para que eles para ganhar uma completa compreensão do texto.

• Alunos com Síndrome de Irlen geralmente percebem que eles podem ter um melhor desempenho de leitura e escrita quando se usa papel colorido [ou reciclado]. Peça ao aluno para relatar qual é a cor que lhe proporciona maior conforto visual, e use papeis nessas tonalidades quando for fornecer material fotocopiado ou impresso. 

• Permita que o aluno use uma régua ou dedo como um guia auxiliar durante a leitura.

• Dê tempo para o aluno para descansar os olhos, o que pode reduzir a frequência e gravidade de dores de cabeça e fadiga.

• Incentivar o aluno a usar um gravador de voz para gravar as suas notas, o que reduzirá a quantidade de textos que precisa ler enquanto estudar.

• Evitar exigir que o aluno sempre copie notas a partir do quadro. Isto é tarefa extremamente difícil para os alunos com Síndrome de Irlen.

• Esteja ciente de que o aluno pode ter dificuldade com a percepção de profundidade (ex: dificuldade de pegar uma bola; pode esbarrar com freqüência em objetos ou móveis).

• Papel gráfico, como o utilizado na matemática, pode causar distorções visuais em alunos com Síndrome de Irlen. Use somente com cuidado.

• Evite  fontes "do tipo serif" como Times New Roman; Arial ou Verdana são mais fáceis para o aluno ler. [MEU PALPITE: Letras que têm proporção de altura maior que a largura, do tipo compridas e estreitas - tais como ''Impact'' costumam ser as PIORES para ler! Cansam a visão para caramba, hehehe!] 

• Evite caracteres que são demasiado pequenos ou quantidade de texto muito densa em relação à area da superfície de leitura.

• Incentivar o uso de filtros Irlen® do aluno se tiverem sido prescritos.

• Desencorajar as atitudes negativas e comentários de outros alunos. Incentivar
discussões abertas sobre a Síndrome de Irlen, e as formas em que os colegas podem ajudar os afetados por este distúrbio de visão. 

Maiores informações, e referências podem ser encontradas em www.irlen.com ''
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POSTS RELACIONADOS:
Dicas de como lidar com alguém com Síndrome de Irlen (para professores) 
Dicas de convivência para colegas de um(a) estudante com Síndrome de Irlen


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Síndrome de Irlen e Relacionamentos Sociais

Por: Débora Rossini

Ooooopa! O post de hoje é para falar sobre a questão de Síndrome de Irlen (SI) e Relacionamentos Sociais - algo que já foi sugerido por internautas, há muito tempo, num grupo de discussões que criei no Facebook para discussão de assuntos relacionados à Síndrome de Irlen. 

Como ocorre com pessoas que possuem quaisquer tipo de necessidades especiais, com Síndrome de Irlen não é diferente: há pessoas que, felizmente, apesar de suas dificuldades cotidianas (e de seus óculos com lentes cuja aparência frequentemente é diferente do padrão estético comum), conseguem ter amizades, divertir-se na companhia de outras pessoas, etc. Porém, sem dúvida, devem existir diversas pessoas com SI que passam a maior parte do tempo sozinhas (independentemente de estarem fisicamente rodeadas de gente ou não), sem conseguir fazer amizades na escola, faculdade ou trabalho - e tendo os outros apenas como colegas, não como amigos. E é justamente para tais ''solitários''  -que certamente estão aqui lendo o ''Sopa'' em vez de planejar o carnaval com amigos (hehehe)-, é que estou escrevendo este post! :-)


Tais pessoas acabam por imaginar que é devido à SI e suas implicações é que não conseguem fazer amizades, acreditando que é isso que afasta as pessoas (que, geralmente, não sabem ''lidar com as diferenças''). Bom, como ainda não inventaram uma fórmula ou aplicativo web para saber se o afastamento das outras pessoas se deve a motivos relacionados à SI ou se é por motivos que afetam também as pessoas sem SI (ex: se alguém acaba ficando solitário por ser chato, por não se arrumar direito, por ter personalidade difícil, por ter caráter ''duvidoso'', etc), isso dificulta para que eu dê uma ''receitinha pronta'' (hehehe) para aumentar o índice de popularidade da pessoa! :-) Mas, vamos assumir, para fins práticos, que a pessoa com SI esteja sendo rejeitada pelos seus pares devido às suas necessidades especiais! E então, como resolver isso? 

Bom, se você que está lendo este post está na situação descrita (ou seja, pessoa com S. de Irlen), e deseja ter mais amizades em sua escola, faculdade, trabalho, etc., minha lista de sugestões é a seguinte: 

1) Certifique-se que você se esforça para ser uma pessoa legal - ou seja, agradável, educada, com coisas interessantes para contar, sem ficar se fazendo de coitadinho ou de vítima por ter esse problema de visão. Certifique-se de que você se esforça para cativar as pessoas. Caso contrário, pode ser que esteja sendo deixado de lado não pelo fato de ter SI, mas sim pelo fato de ser um ''mala sem alças'', hehehe! ;-) 

2) Certifique-se de que você domina as regras de comportamento social do meio em que está inserido, e que se veste de acordo. Verifique também se suas atitudes contribuem para uma boa reputação entre as pessoas de seu meio. Certifique-se também de sua honestidade, ética e bons valores morais. (Vale para qualquer pessoa, com ou sem SI, hehehe.) 

3) Se respondeu ''SIM'' aos dois tópicos anteriores, pode ser que realmente as pessoas estejam lhe estranhando pelo fato de não saberem lidar com suas particularidades/necessidades especiais. Se perceber isto, procure abordar e tratar com naturalidade o assunto da Síndrome de Irlen, sem tabus nem rodeios. Indique para as pessoas a leitura de todas as postagens que fiz aqui no ''Sopa'' sobre o assunto... e peça-as também para curtirem, seguirem e lerem os posts da minha fanpage, hehehe! Muitas vezes, é a falta de informação que dificulta o contato interpessoal. 

4) Se mesmo depois disso tudo o pessoal ainda ficar dando ''gelo'' em você, compreenda: o problema não está em VOCÊ, mas sim NOS OUTROS! Com tanta informação a respeito da diversidade humana nos meios de comunicação (rádio, TV, internet, mídia impressa) e ainda assim o povo não ''se toca'' para isso, a ''deficiência'' está é neles - ou seja, eles sofrem de Deficiência de Convivência. (kkkkkk!!!)

5) Siga umas sugestões que andei postando para a galera com SI, na minha fanpage. Reproduzo o post feito lá, aqui no blog. Olhem só: 


''Você é daquelas pessoas com Síndrome de Irlen que se queixam por não ter amigos em seu dia-a-dia? (e que acha que, por causa de várias características do portador da SI, é que as pessoas teriam tendência a se afastar?)Se você respondeu que ''SIM'', tenho duas dicas para você! :-)


1ª) RELAXE, meu querido leitor! :-) Pode ser que nas atividades que você atualmente exerça, as pessoas não sejam tããão dispostas a interagir com você. Mas quem sabe, em outras atividades que você passe a exercer, acabe conseguindo se inserir em outros círculos sociais? (Ex: você ainda está no colégio, mas tem poucos amigos; quem sabe no cursinho ou faculdade você os terá? Ou então: se vc faz faculdade e seus colegas não se interessam muito por vc, quem sabe quando vc for fazer um estágio, ou terminar essa faculdade e começar a trabalhar, terá mais interações sociais? E por aí vai...) Lembre que diversas atividades que você faz, sobretudo as de estudos, são temporárias... e frequentemente, a medida em que se avança nelas, trocam-se os ambientes, estabelecimentos e círculos sociais. ;-)


Claro que, se isso ocorre em um emprego no qual você PRECISE DELE, vc NÃO vai ficar tentando trocar de local de trabalho a todo instante, né? ;-) Hehehe! Caso vc não tenha outra tarefa cotidiana além do trabalho, procure participar, em alguma de suas horas vagas, de atividades extras nas quais vc tenha mais chance de fazer amizades com outras pessoas (caso tenha tempo, obviamente.) Vale fazer um curso livre de qualquer coisa, ou um trabalho voluntário, ou alguma atividade física em grupo... E se você for adepto de alguma religião, vale juntar-se a algum grupo ligado a ela (grupos de oração, trabalhos sociais, etc.) Use sua criatividade! Mesmo que esteja faltando $$$, não se desanime: veja se na prefeitura de sua cidade oferece cursos e atividades gratuitas ou a baixo custo. ;-)


2ª) Embora a mídia e os meios de comunicação ''berrem'' (hehehe) a todos os cantos que ''pessoa que não interage com os outros é fadada à infelicidade'', pense que não é beeeem assim! ;-) Embora uma certa dose de relacionamentos interpessoais nos ajude a amadurecer, ver as coisas sob outros pontos de vista, conseguir até oportunidades de emprego ou mesmo dar aqueeela ajudinha quando vc está em alguma dificuldade, compreenda que, muitas vezes, as pessoas que têm menos companhias acabam por ser mais ''focadas'' em suas tarefas, mais criativas, e propensas até mesmo a fazer reflexões mais profundas sobre questões do dia-a-dia e existenciais! ;-) Dê uma olhada neste texto cujo link se segue [clique aqui para abri-lo] ... Ou seja, é aquela velha história de se ''pegar o limão e fazer a limonada!" 


Já publiquei aqui no ''Sopa'' um post que dá dicas para familiares e amigos de pessoas com Síndrome de Irlen, para lidarem melhor com elas. Veja aqui, e compartilhe-o com quem você achar necessário! ;-)

Ah! Só para terminar: vai que você esteja se sentindo com autoestima baixa devido aos óculos de Irlen com lentes de cores diferentes do padrão convencional. Neste caso, sugiro que verifique, consigo mesmo,  outras qualidades e atributos físicos que sejam seus ''pontos fortes''... e ''mande ver'' neles, hehehe! Está se sentindo ''feioso(a)'' com seus óculos? Então, PARE de se sentir assim, hehehe! Aposte em outras qualidades, tais como um corte de cabelo que te valorize, roupas bonitas e que tenham a ver com você (e com os locais que você frequenta, hehehe), sapatos... e, para as mulheres, além disso aí, vale apostar também em acessórios, maquiagem e esmaltes de unha, caso goste desses apetrechos de beleza. Bola pra frente! :-D Uma autoestima elevada é excelente para atrair novas amizades... e, quem sabe, um(a) ''paquera''? ;-)

E então? Que tal?? 
Se você achou este post útil, comente no espaço abaixo, ou então lá no Facebook! Ah, e não se esqueça de compartilhá-lo em suas redes sociais!!! 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Como dar apoio EMOCIONAL a alguém com Síndrome de Irlen?

Por: Débora Rossini

Ooooopa! O post de hoje foi escrito para dar dicas destinadas a pais, amigos, familiares, conhecidos de pessoas com Síndrome de Irlen (S.I.). 

Sabe-se que pacientes do referido distúrbio oftalmológico necessitam de apoio médico (ou seja, aquisição de óculos e lâminas coloridas de leitura); em alguns casos, necessitam de apoio pedagógico/psicopedagógico (quando são estudantes). Em casos de dificuldade emocional mais intensa em relação à Síndrome de Irlen, vários pacientes sentem a necessidade de apoio psicológico profissional. 

MAAAASSS... E quando o comprometimento emocional do paciente de SI não é tão grave a ponto de precisar de um psicólogo, mas também não é tão ''levinho'' a ponto de o próprio paciente ser autossuficiente e superar so-zi-nho tudo isso? Em outras palavras: sempre que um indivíduo enfrenta uma dificuldade na vida dele, é importantíssimo o apoio emocional da família e amigos; porém, há casos em que a família e amigos QUEREM ajudar, mas não conseguem. E aí, como fica? 

Se você é familiar ou amigo de alguém com SI, as dicas deste post são para VOCÊ mesmo(a)!!! Vamos lá, leia até o fim e compartilhe em suas redes sociais, rerrerré!!! 

PRIMEIRA DICA: Esteja ''lá'', junto com o paciente de SI que é seu parente ou amigo. Mesmo que você não possa estar presente fisicamente (como é o caso de pessoas que moram em outra cidade, ou em bairros distantes de uma cidade grande, por exemplo), mostre que você tem atenção por essa pessoa, e que está disposta a acolhê-la e ajudá-la! 
Não importa o meio de comunicação utilizado; tem gente que gosta de falar ao telefone, tem gente que prefere se expressar através do e-mail, tem gente que gosta de aplicativos de mensagens instantâneas (tais como Hangouts do Gmail, ou Facebook Messenger, ou Whatsapp)... veja o meio de comunicação que é melhor para vocês dois em comum, e ''mande ver'', hehehe! :-) Mas se você tem a oportunidade de conviver presencialmente com alguém que tem SI, melhor ainda para vocês dois! :-)

SEGUNDA DICA: Esteja disposto(a) e paciente para ouvir. Frequentemente uma pessoa com SI tem queixas em relação a problemas no trabalho ou escola, faculdade, por causa dos ''perrengues'' que enfrenta, devido ao seu distúrbio oftalmológico... e necessita de um ombro amigo, não só para desabafar e dividir o problema, mas também para ajudá-la a reorganizar as ideias, sob um outro ponto de vista. 

E você não sabe muito sobre Síndrome de Irlen? Se é esse seu caso, seus problemas acabaram! Veja todos os posts que já escrevi sobre isto... e também curta e siga minha fanpage exclusiva sobre o assunto! :-) 

Ah, e nada de dar aquelas respostinhas-padrão do tipo ''Problemas na faculdade/escola e trabalho, todo mundo tem!'', ou então ''Não esquente, isso passa rapidinho''. Ô meu(a) querido(a) leitor(a), preste atenção: tenha em mente que pessoas com SI têm ''ralação extra'' no cotidiano! Ou seja, além de TOOOODOS os problemas que TOODO mundo tá sujeito, eles têm os ''EXTRAS'' que não existiriam caso não tivessem SI. Ou seja, têm um ''bônus'' (se é que algo negativo pode ser chamado assim, kkkkk.) Portanto, empatia é fundamental.

''Diquinha'' esperta: ''Se você está desconfortável com a expressão emocional, se não se sente à vontade com as palavras, pode mostrar o apoio de outras maneiras. Poder deixar um mensagem de apoio no voice mail, ou mesmo enviar um email motivacional.'' (Ver fonte aqui) . 

Ou se você não é tão hábil para dar conselhos, mas é daquelas pessoas bem-humoradas e de alto-astral, excelente em fazer a pessoa rir - e esquecer (temporariamente) de seus problemas-  já ajuda, hehehe! Só tome cuidado caso a pessoa seja extremamente sensível e emotiva, para não magoá-la com algo que teria, inicialmente, a finalidade de diverti-la.


TERCEIRA DICA: Naaada de começar aquela famosa ''olimpíada do sofrimento'' (rsrsrs) com a pessoa com SI. De que ''olimpíada'' tô falando? Bom, é quando alguém procura um ombro amigo para desabafar, e o interlocutor diz, por exemplo: ''Ah, mas isso não é nada! Você reclama das dificuldades de enfrentar a SI sozinho(a); e eu que não tenho SI, mas tive que sair de casa para trabalhar aos 16 anos para sustentar família, sete irmãos, meus pais doentes e etcétera??'' Sei que tem gente que faz isso até com a intenção de tentar ajudar, maaaas... se o problema enfrentado por você é de natureza DIFERENTE, acredito ser mais prudente que não faça isso, por via das dúvidas. A capacidade de resolução de problemas varia de pessoa para pessoa, de personalidade para personalidade, de contexto para contexto, e de NATUREZA do problema. Talvez alguém que seja meio ruinzinho para aceitar plenamente a própria SI pode ser uma pessoa excelente para resolver um problema de outra natureza (ex: atravessar um problema financeiro ou de relacionamento afetivo). 

Tal ''olimpíada do sofrimento'' acaba por fazer com que o paciente de SI ache que seus sentimentos estão sendo invalidados pelos outros, mesmo eles estando ali BEM EVIDENTES para quem os possui. O que não faz bem para ele, nem um pouco! 

Agora, se você também tem problema de visão - sobretudo se tem SI, hehehe! - aí vale a pena compartilhar sua experiência com a pessoa que tá lhe pedindo apoio!!! Quem sabe você serve até de inspiração para ela encarar suas questões numa boa?? (Vá fundo, hehehe!!!) 


QUARTA DICA: Embora esteja cheio de boas intenções, NADA de virar para o paciente com Síndrome de Irlen e jogar na cara dele(a) que ''Tem gente com problemas piores!" ou, mesmo,  ''Você é muito privilegiado por ter ''somente' SI; pior se fosse pessoa com baixa visão ou cegueira!" 
Na minha opinião, acredito que tal comentário, bem ao estilo ''Jogo do Contente da Pollyanna Otimista'', de acordo com o contexto, nem sempre é válido. Fique atento... comentários desta espécie vão parecer que estão invalidando a ''labuta'' diária de quem tem SI. Você já parou para pensar no desespero de uma mãe, ao ver que seu filho de 10-11 anos ainda não conseguiu ser alfabetizado, por conta da SI? Ou o jovem que está há 4 anos no cursinho pré-vestibular porque não consegue passar no ENEM (em um curso que nem é tão concorrido assim)? Ou no caso do jovem/adulto que já poderia ter formado na faculdade e estar trabalhando, mas está ''encalhado'' nos estudos por causa da SI? Pois é... 

Claro que, nas atividades cotidianas, frequentemente uma pessoa com SI pode ter mais autonomia e independência se comparada a uma pessoa cega ou com baixa visão... SEM DÚVIDA!!! Porém, isto não invalida as dificuldades que uma pessoa com SI enfrenta no estudo, no trabalho, as dificuldades de acessibilidade que enfrenta, o ato de matar ''um leão por dia'' para realizar as tarefas, o grau extra de cansaço, sonolência e energia mental/física/emocional despendida, o desconhecimento e incompreensão acerca de seu problema de visão ... entenda que existem DESAFIOS encarados diariamente pela pessoa com SI, porém DIFERENTES da galera cega e de baixa visão! 
Vale por em prática aquelas dicas clássicas que geralmente são destinadas a como lidar com pessoas que estão se sentindo ''para baixo'' - uma vez que elas NÃO escolheram estar se sentindo assim! 

''Evite dizer frases como:
  • “Você só precisa ver as coisas pelo lado positivo”
  • “Há pessoas que estão bem pior que você”
  • “Eu acho que tudo isso é apenas da sua cabeça.” (Ver fonte aqui )
Troque estas afirmações pelas seguintes perguntas, a serem feitas à pessoa: ''Existe algo em que eu possa ajudar?" Ou: ''Como posso ajudar você?'' Ou então, caso a pessoa esteja irritada: ''Tem algo que eu possa fazer por você, para ajudar-lhe a resolver um problema pontual, ou ao menos fazer você se sentir melhor?" Ou ainda: ''Você recebe algum tipo de apoio na escola/faculdade/trabalho?'' Enfim, mostre interesse pelo que a pessoa está passando, a fim de fornecê-la o suporte emocional necessário! O ''caminho das pedras'' mais adequado, a meu ver,  é esse, hehehe!!! ;-)

QUINTA DICA: Pode acontecer de a pessoa com SI, em questão, ter dificuldades nas questões de socialização - devido a uma possível baixa autoestima ou mesmo possivelmente por sofrer discriminação alheia (por causa da falta de determinadas habilidades ou mesmo em relação à aparência, já que frequentemente óculos de Irlen fogem aos padrões estéticos convencionais). Logo, você como familiar ou amigo, tem um papel importante - caso a pessoa SINTA necessidade de socializar mas não consiga. (Se a pessoa é ''por natureza'' mais quieta e reservada, aí tudo bem; não há nada de errado com ela. É apenas um traço de personalidade, hehehe!) 
Caso a pessoa seja daquelas que, em seus momentos de lazer, goste de passear (e você também, claro!), ''pode convidar a sair para um jantar. Se for um amigo, pode convidá-lo para ir ao futebol, ao cinema ou a um [show]. Pode ajudar numa tarefa difícil, ou ao invés, colaborar e promover alguma atividade que a pessoa goste de realizar.'' (Ver fonte aqui

OBS: Se você é professor ou coordenador pedagógico, e vê que o aluno com SI está com dificuldades de se enturmar, de conseguir grupos de trabalho, de colegas para ajudá-los nas atividades escolares/acadêmicas, talvez seja hora de fazer dinâmicas com toda a turma, para promover a inclusão desse aluno! Vale também para atendimento a estudantes universitários!!! 


SEXTA DICA: Se, pelo contrário da dica 05, a pessoa com SI goste, de nos seus momentos de lazer, de ficar a sós consigo mesma, e bem quietinha, RESPEITE! ;-) Normalmente, tais pessoas ralam ''o dobro'' das pessoas ''comuns'' em suas atividades de trabalho e estudo, para dar conta das mesmas tarefas... e muitas vezes, têm de encarar seus desafios sozinhas! :-( O cérebro de tais pessoas trabalha dobrado, pois elas têm um processo neurovisual diferente de quem não tem esta Síndrome. Daí a maior necessidade de descansar, dormir, devido ao maior cansaço mental e maior queda de ''energia''. (Veja neste link as imagens comparativas que mostram a atividade cerebral de uma pessoa com SI quando está sem os óculos de correção [anormalmente super-intensa, à esquerda] e quando está com os óculos funcionando corretamente [com intensidade próxima ao normal, à direita]. Caso você tenha deficiência visual, creio que este parágrafo já foi descritivo da referida imagem.) 
Logo, não é de se estranhar que seu filho, irmão ou amigo tenha menos ''pique'' que pessoas da mesma idade dele. Seja compreensivo! Nada de ficar falando de forma pejorativa que parece ''um idoso de antigamente'' - isso só o constrangerá ainda mais, ao repreendê-lo por algo de que ele não é culpado!!! 

SÉTIMA DICA: Entenda que entre os sintomas da Síndrome de Irlen estão a ansiedade, a irritabilidade (sobretudo em quem necessita dos óculos de Irlen, mas ainda não os tem, ou tem os óculos ''fracos''), baixa autoestima. CASO a pessoa com SI apresente alguma(s) desta(s) características, seja paciente... ele não necessariamente está fazendo um ataque pessoal contra você (rsrsrs); é apenas a forma que ele possui de se expressar/extravasar perante determinados acontecimentos. Note que tais sintomas já são, por si só, característicos da SI (devido à estimulação incorreta do cérebro e a consequente sobrecarga sensorial experimentada pelo indivíduo, que costuma deixá-lo exausto e estressado). Some-se, a isto, os episódios nos quais a pessoa experimenta sensação de frustração, incapacidade, inabilidade e discriminação alheia. Pronto! Portanto, é importantíssimo que as pessoas que lidam com alguém com SI lhe deem carinho, compreensão, e valorizem seus pontos fortes! 

OITAVA DICA: Pode ser que a pessoa com SI deseje ir a eventos acadêmicos, culturais ou mesmo de entretenimento, mas acabe se desanimando de ir. Verifique se isto não é meramente pela ''fadiga'' já mencionada neste texto, mas sim por causa da falta de acessibilidade do evento (imagine chegar, por exemplo, em um workshop ou evento acadêmico cheio de telões, projetores de slides, computadores, local altamente iluminado, sem condições ''decentes'' de curtir e aproveitar!!!) Nem sempre a pessoa está com tempo, preparo emocional ou mesmo ''com saco'' para correr atrás de questões de acessibilidade (veja um post que escrevi sobre isso). Se você vê que a pessoa realmente quer participar de um determinado evento, e vê que a barreira é de acessibilidade, que tal ajudá-la nesse sentido? (entrando em contato com a equipe organizadora por e-mail ou telefone, explicando as necessidades de adaptações/acessibilidade da pessoa com SI, acompanhando-a ao evento caso ela queira e você possa fazê-lo). Tenho certeza de que a pessoa com SI vai ficar bem agradecida a você!!!  

Não se esqueça que existem várias pessoas com SI que costumam evitar lugares com muita gente, barulho, agito, excesso de informações simultâneas. Isto por causa da sobrecarga sensorial que frequentemente experimentam! Saiba mais sobre esse fenômeno aqui, e veja a simulação desse efeito aqui.) 
Nota: não só pessoas com SI tem isso. Pessoas com outros diagnósticos, como Autismo/Asperger por exemplo, também experimentam tais sensações, ainda que em intensidade diferente.

NONA DICA: Mostre para a pessoa com SI que ela é capaz, valorizando seus pontos fortes. Ela pode ser ruim em leitura e interpretação de textos obrigatórios da escola/faculdade, mas pode ser boa quando lê um texto sobre um assunto que lhe interessa MUITO. Pode ser ''mediana'' nas notas da escola ou faculdade, mas pode ser talentosa em música, artes ou entendimento de assuntos automotivos, por exemplo. Ou então, ela pode se achar ''feiosa'' com os óculos de Irlen com tamanho e coloração das lentes fora do padrão estético convencional - mas quem sabe você pode ajudá-la a valorizar outros pontos fortes de seus atributos físicos? (cabelo, unhas, estilo de vestir, acessórios, forma física, etc?) 

OBSERVAÇÕES FINAIS:

 1) O que você ''irá ganhar'' convivendo e apoiando uma pessoa com Síndrome de Irlen? -Na minha humilde opinião, irá ganhar muito em termos de convivência, de novo modo de ver a vida, de exemplo prático de superação de obstáculos... se ela é uma pessoa legal, pode surgir daí uma grande amizade! Lembre-se de que pessoas que costumam ser discriminadas pela sociedade, costumam valorizar MUITO quem dá valor a elas - já que as oportunidades de fazer amizades, para elas, podem ser escassas.

2) As fontes das quais tirei algumas citações, ao longo do texto (que na verdade é um único site do qual peguei trechos diferentes, como você pôde ver) não é um site sobre Síndrome de Irlen - mas sim um site de autoajuda (psicologia) para pessoas que estão se sentindo com dificuldades emocionais. As dicas específicas referentes a Síndrome de Irlen foram elaboradas por mim mesma (hehehe), com base em relatos virtuais de diversas pessoas que enfrentam este distúrbio de visão ... e em leituras sobre o tema. 

3, para terminar este texto longo )  Antes que me perguntem: eu NÃO sou psicóloga nem profissional da área de Educação ou Saúde, viu, galera?? Leio bastante sobre o tema da SI, mas sou leiga no assunto. Trabalho com diversas iniciativas envolvendo Inclusão & Acessibilidade, mas, como eu já disse várias vezes neste blog, minha área é a de... Computação! ;-) Se quiser localizar algum profissional capacitado a trabalhar com Síndrome de Irlen, clique aqui neste link. 


Bom...  tudo o que escrevi acima é o que me veio à mente. Espero ter ajudado várias pessoas com este texto!!! 
E você que acabou de lê-lo, o que achou dele? Tem algum pitaco ou mesmo alguma bronca? Comente no espaço abaixo, ou então lá no Facebook! ;-)

domingo, 25 de janeiro de 2015

Artigo BEM EXPLICATIVO sobre Síndrome de Irlen!

Por: Débora Rossini

Oooooopa! Navegando na internet, encontrei um artigo bem didático, interessante e explicativo acerca da Síndrome de Irlen - um distúrbio oftalmológico pouco conhecido, mas do qual já falei bastante aqui no ''Sopa'' e também na minha fanpage

O artigo foi escrito pela Dra. Márcia Guimarães, oftalmologista especialista em Síndrome de Irlen no Brasil. Segue-se o link. Vale a pena salvá-lo e também mostrar para pais, professores, oftalmologistas e profissionais da área de Saúde e Educação em geral. Segue-se o link: http://dislexiadeleitura.com.br/downloads/artigo.dra.marcia.revista.sindrome.pdf

Boa leitura!!! :-)

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Dica IMPORTANTE de acessibilidade - destinada a organizadores de eventos!!!

Por: Débora Rossini

Oooopa! O post de hoje é para abordar a questão da (in)acessibilidade em eventos. Já escrevi resumidamente sobre isso lá no Facebook, e vi que o post publicado por lá popularizou-se bastante, tendo um significativo número de curtidas e compartilhamentos. Porém, como todos sabem, postagens na referida rede social acabam ficando difíceis de visualizar, com o passar do tempo (já que postagens mais recentes vão, pouco a pouco, ''empurrando'' as mais antigas para um local mais ''escondido'' na página). E como acho extremamente importante o conteúdo abordado, resolvi escrever sobre ele aqui também - uma vez que em um blog é mais fácil de localizar um texto, devido ao tipo de ferramenta de busca! 

Pois bem: as pessoas com deficiência, frequentemente, querem (ou até PRECISAM, de acordo com a circunstância!!) participar de eventos acadêmicos, profissionais, culturais... ou até mesmo de entretenimento, para relaxar a ''cuca''! No entanto, parece que boa parte dos produtores de eventos se ''esquecem'' de que pode haver algum participante com deficiência que queira se inscrever... e o evento fica com aquela ''cara'' de que foi projetado para pessoas sem necessidades especiais. (Tá, eu sei que existem eventos que preocupam-se com questões de acessibilidade para quem porventura queira participar - mas, a meu ver, acho que no geral tal postura não é tão frequente, infelizmente...) 

Imagine que você, por exemplo, é alguém com algum tipo de deficiência/necessidade especial e faz faculdade. Aí aparece um anúncio bem atrativo, de um evento acadêmico, que será realizado... em OUTRO departamento institucional ou mesmo em OUTRA instituição, na qual NINGUÉM TE CONHECE. E aí? Você, que já tá cansaaaado de ter de batalhar por acessibilidade no seu dia-a-dia (e muitas vezes, sozinho!) ainda tem de ter o trabalhããão de ter de ficar entrando em contato com a equipe organizadora quantas vezes forem necessárias... telefonando, mandando e-mail, agendando reunião, para explicar quais são suas necessidades especiais, e como o evento pode fornecer acomodações para que você desfrute melhor dele?? 
Para uma pessoa SEM deficiência, é só ir lá, preencher o formulário de inscrição, pagar uma taxa, preparar-se para deslocar até o local de realização,  e pronto. 
E para uma pessoa COM deficiência? Além destes procedimentos que uma pessoa sem deficiência precisa fazer, ainda tem a burocracia ADICIONAL  de batalhar para garantir a sua acessibilidade - e, ainda assim, ficar na dúvida e expectativa se realmente ela vai ser totalmente atendida!!! Chato, né?  

Pensando desta forma, escrevi no facebook do ''Sopa'' um status que mostra publicamente o que as pessoas com deficiência gostariam imensamente, do ponto de vista delas, que os organizadores de eventos soubessem - com dicas para ''facilitar a vida'' delas nessas horas! ;-) Segue-se a reprodução do texto: 

''DICA DE ACESSIBILIDADE - DESTINADA A ORGANIZADORES DE EVENTOS:

Sempre que forem montar um site com formulário eletrônico para inscrição em eventos (seja lá de que natureza for... seja acadêmica, cultural ou de entretenimento), minha sugestão é a seguinte:
Na hora de criarem os campos a serem preenchidos (tais como Nome: ..... , Telefone: ......, Palestras/Minicursos/oficinas de Interesse: ...... , e similares), seria IMPORTANTÍSSIMO se vocês incluíssem nos formulários online de inscrições o seguinte campo a ser preenchido: ''POSSUI ALGUM TIPO DE NECESSIDADE ESPECIAL? EM CASO POSITIVO,FAVOR ESPECIFICAR O TIPO DE DEFICIÊNCIA E QUAIS ADAPTAÇÕES NECESSITA PARA PARTICIPAR DESTE EVENTO''.

Simples, não é? Percebo, entretanto, que isto NÃO acontece quando deparamos com um formulário eletrônico de inscrição de eventos, sobretudo os de natureza acadêmica!!! Se isso ocorresse, iria ser UMA MÃO NA RODA para que os organizadores do evento soubessem que existem, SIM, pessoas com algum tipo de deficiência que se interessam em participar do evento em questão. E facilitaria bastante na hora de a comissão organizadora tomar as providências para garantir a acessibilidade desta pessoa de acordo com as necessidades que ela apresentar. Principalmente quando se trata de eventos em lugares

e com pessoas desconhecidas para a pessoa com deficiência em questão!!!

Além disso, tal medida evitaria constrangimentos para a pessoa com deficiência - pois não é todo mundo com necessidades especiais que é mais comunicativo; tem gente que possui dificuldade em tomar a iniciativa de ficar telefonando, mandando e-mail, agendando reunião com equipe organizadora de eventos, para conseguir o mínimo de acessibilidade. Tem gente que também não lida psicologicamente muito bem com a questão de ficar explicando, explicando, explicando, sobre sua deficiência pros outros.

E tem gente que, simplesmente, tem deficiência, mas não tem tempo de ''correr atrás de acessibilidade pra ela'' em um evento, porque, já cansada, já tem de correr atrás de vááárias outras questões de acessibilidade pra ela, no seu dia-a-dia... e muitas vezes, sozinha! 

A questão das Leis de Acessibilidade está aí, a pleno vapor... e Acessibilidade em Eventos é um assunto que está sendo muito discutido na atualidade!!!

Fica, então, a sugestão para os organizadores de eventos!!! ‪#‎ProntoFalei‬  ''

E você, leitor? Já passou por algum ''perrengue'' em relação a conseguir a acessibilidade 
necessária em eventos? Ou já deixou de participar de algum, simplesmente porque viu que iria causar um enorme gasto de tempo e de ''energia emocional'' para conseguir as 
adaptações necessárias à sua participação satisfatória? Como você ''contorna'' alguma falha inesperada de acessibilidade? 
COMENTE NO ESPAÇO ABAIXO!!! :-) 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

''WebHelp'': o que é isso?

Por : Débora Rossini 

Ooooopa! Depois de muito tempo escrevendo mais no facebook do ''Sopa'' do que no blog propriamente dito (falta de tempo, correria, novos projetos envolvendo Inclusão e Acessibilidade, etc), finalmente apareci por aqui para falar do novo aplicativo mais falado do momento!

Com vocês, o ''WebHelp''!!! :-D

''Mas o que é isso?" - você está aí se perguntando. Bom, vamos lá:

O que é o WebHelp?

O WebHelp Dyslexia é um aplicativo, extensão do Google Chrome, que foi desenvolvido por um professor e dois alunos do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Lavras/MG. Ele foi, a princípio, pensado para ser uma tecnologia assistiva para atender pessoas com Dislexia a usarem o computador enquanto acessam a internet (através das ferramentas de mudança de cor de fundo, de espaçamento entre palavras, caracteres e linhas de um texto, de mudança de cor de texto, de ''régua para leitura'', de tamanho da fonte, dentre outras coisas bem legais). Porém, observou-se que o referido aplicativo, através de seus recursos, atende também a pessoas com problemas de visão, tais como Síndrome de Irlen e visão subnormal!!!

Quem desenvolveu esse aplicativo? 

 O aplicativo foi desenvolvido pelos estudantes do curso de Sistemas de Informação Luís Otávio de Avelar e Guilherme Camilo Rezende, sob a orientação do professor André Pimenta Freire. Foi desenvolvido no Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

O que tornou este aplicativo tão ''falado'' nos últimos dias? 

É que ele conquistou o primeiro lugar no 3º Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web Todos@Web, na categoria “Aplicativos e Tecnologias Assistivas”.
A solenidade de premiação foi realizada no dia 5 de dezembro de 2014, no auditório do Memorial da Inclusão, em São Paulo-SP. (Leia a reportagem completa no  Site da ASCOM/UFLA). 

Com toda essa repercussão positiva, ele foi tema de reportagens da TV Universitária da UFLA, além do Jornal Regional da EPTV (afiliada da Rede Globo no Sul de Minas) e, mais recentemente, no telejornal Bom Dia Minas, exibido pela Rede Globo Minas.

Como baixá-lo? 

Na verdade, ele é uma extensão do Google Chrome, que será adicionada ao referido navegador. Ah! Importante: ele é GRATUITO! Para baixá-lo, basta acessar este link usando o GOOGLE CHROME. Quando a janelinha abrir, procure o botão azul, no qual está escrito ''Gratuito''. Clique nele. Vai abrir uma outra janelinha, e clique em ''OK'' após ler seu conteúdo. PRONTO!!! Ele é todo seu, rerrerré! Agora, feche o navegador e abra de novo.

Como usá-lo? 
Quando vc reabrir o navegador e acessar a internet, aparecerá, no canto superior da sua tela, uma ''reguazinha'' com diversos ícones indicativos de tarefas. Aí você escolhe suas configurações: tamanho de fonte, espaçamento de letras, linhas e parágrafos, cor de fundo do texto, cor de fonte, e... ''voilà''!

DICAS ADICIONAIS: 

Apesar do nome ''WebHelp Dyslexia'' (uma vez que foi pensado inicialmente para ser uma tecnologia destinada a pessoas com Dislexia), ele atende a significativa parte das necessidades visuais de alguém que possui a Síndrome de Irlen (um problema de visão pouco conhecido). Mesmo que você tenha a Síndrome de Irlen SEM concomitância com Dislexia, é muito interessante você utilizá-lo! Testado e aprovado, rerrerré! (Para saber mais sobre a Síndrome de Irlen, visite esta fanpage, que também é de minha autoria).

Para a galera com baixa visão, também recomendo o referido aplicativo. Se você faz parte da turma que lê melhor com letras brancas em fundo preto, e necessita de ampliação de caracteres... talvez seja uma alternativa interessante para você também!! O que está esperando? Baixe já o seu WebHelp!!!

O aplicativo funciona apenas para páginas web. Logo, arquivos em PDF não conseguem ter seus aspectos visuais alterados pelo WebHelp. Maaas... nem tudo está perdido, meu caro leitor! Salve o arquivo em seu computador, em formato HTML,e depois o abra novamente ... isto permitirá que o WebHelp faça o ''serviço'' dele, rerrerré!!!

Ele ainda está em versão ''beta'' - que é a primeira versão de um aplicativo/software. Conversando informalmente com os desenvolvedores dele, soube que há planos de aperfeiçoamento dele, à medida em que forem sendo lançadas novas versões do mesmo. (Uhrrúú!! Oba!!!)

E você, o que achou? Já tentou ler o ''Sopa'' usando o WebHelp? Comente aí abaixo!!!



quinta-feira, 17 de julho de 2014

Reabilitação Visual para Pacientes com Síndrome de Irlen!!!

Por: Débora Rossini

Muito se fala na questão da "reabilitação visual" para pessoas que possuem Visão Subnormal - que consiste em técnicas para que o paciente aprenda/reaprenda a utilizar seu resíduo visual de forma mais funcional, extraindo o "que puder" da capacidade visual que possui. 


No entanto, fiquei pensando: "-E para a galera com Síndrome de Irlen (outro tipo de problema de visão), será que existe 'treinamento visual' adequado, para que o paciente use o máximo da capacidade visual que ele tenha? (Afinal ,pacientes com Visão Subnormal e com Síndrome de Irlen têm necessidades diferentes - desde, obviamente, que não tenha concomitância de ambos os quadros clínicos, rerrerré!) 


Enviei, então, uma mensagem na página do Hospital de Olhos de Minas Gerais (instituição que é referência em tratamentos oftalmológicos, incluindo Síndrome de Irlen!!!), através da conta do facebook da minha fanpage "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen"). Quis tirar essa dúvida, uê... afinal, deve ser a dúvida que também é de muita gente que lê este blog e a minha fanpage, não é? =) 


"Boa noite! Fiquei com uma dúvida! Normalmente, pacientes com visão subnormal têm a oportunidade de aprenderem técnicas de "Estimulação Visual" - nas quais a pessoa aprende a utilizar melhor seu resíduo visual e a interpretar/explorar o mundo através dos borrões e manchas que costuma perceber com os olhos. B-) Gostaria de saber se existe técnica de Estimulação Visual específica para quem possui Síndrome de Irlen (e, em caso positivo, se vocês oferecem esse tipo de treinamento.) Afinal, o paciente com SI (sobretudo quem foi diagnosticado depois de adulto) passa anos e mais anos enxergando de maneira "errada" sem os óculos (e, em casos mais graves, usando até mesmo formas sensoriais alternativas para compensar a falta de habilidade de visão funcional, tais como aprimoramento da capacidade auditiva por exemplo.) Assim sendo, quais as orientações para que o paciente, já com seus óculos, aprenda a treinar seu cérebro para ter melhor interpretação visual daquilo que os seus olhos passam a captar? B-) Aguardo um retorno... quem sabe isso irá ajudar muita gente?? Desde já, obrigada... e bom trabalho! " 


O questionamento foi muito bem recebido, e foi encaminhado para a Dra. Márcia Guimarães, especialista em Síndrome de Irlen. Ela respondeu minha pergunta por e-mail, em uma linguagem fácil de ser entendida por leigos - e gentilmente autorizou a publicação de sua resposta aqui no blog - para esclarecimento dos leitores!!! :-D 

Com a palavra, a doutora!!! 

"Prezada Débora,


Como sempre vc nos traz perguntas interessantes relacionadas à Sindrome de Irlen e Visão, com seus processos de analise cerebral e integração sensorial com outras áreas e habilidades.
Sua motivação em esclarecer dúvidas e trazer novas informações  aos portadores de déficits no processamento visual  é  de extremo valor todos nós.

Esta sua pergunta extrapola um pouco porque envolve conhecimentos técnicos de quem trabalha na área e por isto a resposta será simplificada para ser compreendida por todos os seus seguidores do blog, que, sabemos são mmuuiiiittttoos.

Na visão subnormal existem barreiras de natureza medica como por exemplo o não desenvolvimento por falta de estimulo ou anatomicamente que impedem a visão - a pessoa não enxerga  como as demais precisando de letras maiores, de estimulação tardia para tentar recuperar  o que se perdeu, etc. 
O problema está no "hardware do cerebro, nosso super computador" . Mal comparando,  como na dislexia do desenvolvimento onde algumas áreas podem não ter se formado satisfatoriamente dificultando as redes sinapticas posteriores  ou em acidentes, traumatismos ou doenças que lesam uma parte do cerebro produzindo quadros neurologicos especificos.
Na maior parte dos casos tentamos estimulos pelas rotas indiretas, áreas vizinhas às que se perderam ou que poderiam ser ativadas para apoio  etc. As respostas são mais lentas e demoradas quando possiveis... por isto os estimulos devem começar precocemente.

O grau de apoio depende da gravidade de cada caso porque realmente há pacientes que dependem de auxilio para a maior parte das atividades de sua rotina diária - nem se fala  em leitura em certos casos. Após um certo nivel de perda já existe termos técnicos para designar o grau de incapacidade  e cegueira  funcional com critérios médicos rigorosos porque implicam em grau de  deficiência, aposentadoria, ajustes laborais etc.
  
Infelizmente visão subnormal quase sempre significa irreversibilidade - e procura-se auxilios que os ajudem a ser mais independentes preparando-os para uma melhor adaptação à sua condição visual, que é muitos casos se agrava progressivamente. 

Existe luz no fim do tunel ?  Claro que SIM  -  certamente a medicina genetica, as celulas tronco, a nanotecnologia , os microchips  implantados estão aí  nos mostrando um horizonte muito promissor. 
Os avanços neurocientíficos estão dando um apoio inestimavel à nossa compreensão sobre como funciona o cerebro, como ele aprende e sobre a neuromodulação ( outras áreas sendo "desviadas" de sua função original como são os chips implantados na lingua  que ajudam os pacientes a se desviar de objetos ( vide you.tube) e outros metodos sensacionais e antes inimagináveis. 

Na Sindrome de Irlen existem deficits no " funcionamento" , o problema está  no 'software visual' .Ao corrigirmos  as áreas com estimulação atipica, há um aprimoramento visual  percebido pelo paciente que é inclusive capaz de descrever  o que e como melhorou e  de retirarmos o  recurso, que são os overlays e os filtros, o paciente volta a  ter o desconforto, a distorção previa. [MINHA OBSERVAÇÃO: Adorei esta analogia com ''hardware'' e ''software'' que a Doutora Márcia utilizou ... já que sou estudante de Ciências da Computação, rerrerré!!! Sem contar que fica mais didático para muita gente, já que a Informática está fortemente presente no dia-a-dia da população em geral também.] 

É isto que testamos nos Screenings para Sindrome de Irlen.  A melhora é vista na hora em que se identifica a distorção e se coloca o overlay corretamente selecionado pelo paciente.

O paciente "deixa de ver errado", descobrindo que habitualmente o texto não treme, não se apresenta ofuscado, embaçado, não ondula,  etc. e é por isto que ele não conseguia ver com qualidade ao contrário dos demais.
Lembre-se que os pacientes com disturbios de processamento geralmente veem as letras corretamente  ( quando precisam de usar grau,  se forem miopes, hipermetropes etc  devem usar os oculos para fazer os testes - mas uma vez corrigidos enxergam sem dificuldade letras pequenas, grandes, coloridas, palavras e objetos, etc). A visão é aprendida e  toda criança em seu desenvolvimento desde o berço, brincando com o mobile, a chupeta, a bola, o quebra cabeça, os lapis de cores vai "treinando" sua integração sensorial e cordenação visuomotora, visuoatencional, visuoauditiva, visuoespacial, temporal, etc. 
O que é critico, mesmo nos casos mais graves, é se adaptar à intensidade de estimulos sensoriais concomitantes com variações de luminância no ambiente e usar a visão em sua plenitude. Exemplos:  ler, anotar e ouvir ao mesmo tempo, movimento do carro e acompanhar  pessoas na calçada, dirigir ouvir e perceber os carros à volta, etc. luzes flourescentes em cima do texto e ler, compreender e memorizar ,  coordenar a movimentação rapida dos olhos durante a leitura com luzes flourescentes piscando em cima e barulho do ventilador ou ar condicionado e os colegas conversando à volta, e por aí afora. 
Se um caso de Sindrome de Irlen não tiver outras co-morbidades neurologicas  que o limitem como baixo desenvolvimento neuropsicomotor , retardo mental, surdez, etc  é natural  que, com o tratamento neuromodulador ( que retira seletiva e individualmente as faixas de luz espectral mais hipersensibilizantes ) haja uma expansão progressiva do potencial visual  no que refere atodas as habilidades visuais  envolvidas  - ppte se houver uma equipe multidisciplinar para estimular  o correto aprendizado que pode ser de uma terapeuta ocupacional ou da professora alfabetizadora a ajuda-lo na recondução de sua plena  cidadania.  A Síndrome de Irlen afeta a leitura, a coordenação em esportes, a escrita, a condução de veiculos, a produtividade geral por causa do desconforto crescente em tarefas de maior demanda visual produzindo as cefaléias, enjôos, cansço etc.

Aí está a grande contribuição : Sindrome de Irlen tem solução - de forma não invasiva e de baixíssimo custo(*) considerando o grau de recomposição possivel na vida do paciente tanto na parte academica quanto laboral e social. [ (*)Minha observação: entende-se que, aqui, a Doutora Márcia se refere às "overlays", que são lâminas de acetato coloridas especiais, que são colocadas sobre a folha de papel branca a ser lida. Elas custam cerca de R$ 20,00! Já os óculos de Irlen, por sua vez, têm uma tecnologia de fabricação bem mais complexa, o que eleva o custo deles.] 

Aqui na Fundação Hospital de Olhos - cada paciente tratado e que volta nos contando o quanto a vida mudou pela produtividade e conforto em todas as atividades é um presente que ganhamos.  E ainda bem, ganhamos ( a equipe toda) presentes todos os dias.  
A vida só vale a pena quando tem sentido  - e ajudar alguem como fazem nossas screeners  todos os dias pelo Brasil afora  dá sentido e gratificação a todas nós. 
Agradeço mais uma vez, Debora pelo seu trabalho em divulgar sobre o tema.
Abraço,
Dra. Marcia Guimarães " 

Legal, não é? Não só ela explica de forma didática as diferenças entre Visão Subnormal e Síndrome de Irlen, como também mostra as perspectivas para que cada tipo de paciente possa extrair o máximo do potencial visual que possui! 

Fica aqui meu agradecimento à Dra. Márcia Guimarães pelo esclarecimento tão didático (e pelo tempo despendido em redigi-lo, rerrerré!) e também à equipe de apoio do Hospital de Olhos de Minas Gerais, que deu sua contribuição em ler a mensagem, encaminhá-la à Doutora Márcia e encaminhar, posteriormente, a resposta dela a mim. :-) Um abraço a todos!!! 

E você, leitor, o que achou? Comente aí abaixo!!!  

segunda-feira, 7 de julho de 2014

SOLIDARIEDADE "EM PESO"!!!

Por: Débora Rossini

Muito se fala, dentro e fora da blogosfera, sobre a questão de “boa” (hããã???) aparência relacionada a um "peso ideal" - algo que afeta bastante a auto-estima de quem tem uns quilinhos considerados "a mais"... sobretudo as mulheres. Não raro, vemos meninas e mulheres fazendo "dietas malucas", sem supervisão médica, na ânsia de perder quilos corporais (e arruinando a saúde). Muito se fala de pessoas que até desenvolvem distúrbios alimentares - tais como anorexia e bulimia - devido à insatisfação pessoal com o próprio peso... e que chegam inclusive a danos permanentes na saúde ou até a óbito por causa disso!!! Aliás, frequentemente, há diversas pessoas gordinhas que têm de ouvir por aí comentários maldosos, preconceituosos, acerca do peso que possuem... e, devido a isto, ficam com a autoestima arruinada... :-(

Triste, não é?? Não raro, diversas dessas pessoas chegam até mesmo a precisar de fazer terapia, com psicólogos, para aprenderem a se valorizar, destacar seus pontos fortes e dar um "up" na autoestima. Há casos de mocinhas que até têm problemas em frequentar a escola ou faculdade, por serem vítimas de ''bullying'' - e acabam deixando de lado atividades normais a jovens de sua idade, como estudar, trabalhar, ter amigos...

"Ah, mas já está provado que ser gordo/a faz mal para a saúde... dá um monte de problemas ortopédicos, digestivos, cardiovasculares e outros que os meios de comunicação incessantemente mostram!!!" - você deve estar pensando.

Sim, claro! Desde que acompanhados por médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde, é uma alternativa interessante, sim, esforçar-se para perder peso!!! Quanto mais hábitos saudáveis (exercícios, alimentação balanceada, peso sob controle), melhor!!!
Entretanto, há pessoas que, por mais que adotem estes hábitos, dificilmente vão ser magrinhas: pessoas que têm algum distúrbio hormonal, ou questões de genética/hereditariedade, metabolismo lento, por exemplo. E, para que essas pessoas sintam-se bem consigo mesmas, é necessário um processo de auto aceitação, valorizando os pontos fortes do indivíduo em questão. Claro que nem todo gordo tem problemas de saúde, e apresenta resultados normais em seus exames de rotina... e simplesmente é mais "cheinho" porque a natureza assim o quis! ;-) Aliás, tem muita gente que nem é tão gorda assim e está dentro de um peso dentro da faixa ideal para sua estatura... mas fica querendo ser magra igual à atriz X ou a artista Y, contrariando suas determinações genéticas...

É justamente para esta turminha que estou escrevendo e dedicando este texto! =)

"E o que tem a ver a questão do peso mais alto com o tema deste blog, que trata de questões sobre Inclusão, Acessibilidade , Deficiências, Necessidades Especiais e assuntos relacionados?" - você deve estar impacientemente se questionando... Calma, leitor! :-) Continue lendo este texto até o fim, hehehe!!!

A inspiração para escrever este post vem do seguinte fato: há alguns meses atrás, tive informalmente um bate-papo com uma pessoa, que enquadra-se na categoria das pessoas "programadas biologicamente para não serem magrelas" , e que ao longo de sua vida veio procurando formas de querer ser bem magrinha, demonstrando insatisfação com o corpo, com histórico de autoestima meio duvidosa e de fazer algumas dietas "malucas"... e , em um dado momento da conversa , que girou em assuntos diversificados, ela declarou ser doadora regular de sangue!!! Sim, dessas pessoas que de 4 em 4 meses costumam frequentar o hemocentro, fazendo um gesto que salva muitas vidas!!! :-D

Pois bem: você, gordinho(a) que possui saúde "de ferro" –mesmo sendo uma pessoa mais cheinha- , tem um papel IMPORTANTÍSSIMO na sociedade, no sentido de ajudar os outros, e que até então não tinha pensado nisso... VOCÊ SABIA??? Pois é! Sabia que para doar sangue a pessoa não pode ter peso baixo?? Conversando com a pessoa a que me referi no parágrafo anterior, eu tratei logo de “botá-la para cima”!!! Eu disse: "-Você tem boa saúde, pelo que relata, e 'força a barra' para querer atingir uma forma física para a qual seu organismo não está programado. E você relatou ser doadora regular de sangue! Então... use seu peso a favor! Além de você ser bonita como é, pense no seguinte: quantas magrelas gostariam de ser doadoras de sangue, mas não podem, por não terem o peso mínimo para tal procedimento... e que vivem frustradas por isso??!!! Olhe quantas pessoas você pode ajudar doando sangue...”
Também ‘’joguei a ideia” , indiretamente, de que, se ela ficasse forçando o organismo para atingir um peso difícil para seu biotipo, não só correria o risco de ter de parar de doar por causa de peso baixo, como também poder ficar proibida de doar por falta de nutrientes e por anemia decorrentes de 'dietas malucas' sem orientação de um profissional qualificado!

(Obs: para doar sangue, o peso mínimo para homens é de 50 kg. Para mulheres, entretanto, boa parte dos hemocentros prefere aceitar as que possuem acima de 55kg, devido ao fato de terem maior volume sanguíneo e, consequentemente, menos chances de passarem mal devido à doação - embora ainda haja alguns postos de coleta que aceitem mulheres entre 50 e 55kg desde que tenham boa saúde e atendam a diversos critérios preestabelecidos. Para doar plaquetas por meio de aférese, o peso mínimo exigido é de 60 kg para ambos os sexos.)

Notei que a moça se sentiu "valorizada" com o que eu disse, pareceu gostar dos meus argumentos, e pareceu ter refletido sobre o assunto. Fiquei feliz, pois esses assuntos relacionados a peso/aparência costumam ser bastante delicados (sobretudo para as mulheres, rsrsrs...) - e, quanto mais a gente puder levantar a auto-estima dessas pessoas, melhor! No caso descrito, deu para fazer "dois-em-um" : não só ajudei diretamente a mocinha com o meu comentário, animando-a; mas indiretamente ajudei , em potencial, um tantão de gente que nem conheço - ao estimulá-la a continuar sendo doadora de sangue e que o peso dela era algo que a permitia fazer isso (no caso dela, não só doar sangue, mas também plaquetas!) Incentivei-a a continuar cuidando da alimentação e fazendo exercícios, mas dentro dos padrões considerados saudáveis; e, mais do que isso, mostrei que o mais importante é cuidar da saúde e, claro, aceitar o biótipo dentro dos limites estipulados pela genética –valorizando os pontos fortes que ele puder proporcionar! ;-)

Além disso, apoio bastante esse tipo de gesto tão nobre, como a doação de sangue – que beneficia milhares de pessoas com doenças, deficiências e quadros clínicos diversos!!! Quem acompanha o Facebook deste blog costuma ver as postagens e compartilhamentos de links que eventualmente faço por lá, sobre esse assunto. =)

E então? Você, gordinho/a saudável que está lendo isto, e que se encaixa nos requisitos necessários para ser doador/a de sangue, já pensou nisso também? Principalmente para as mulheres: imaginem se todas nós fôssemos magrelas? Não ia ter ninguém apto para doar sangue... :-/ Segundo as estatísticas feitas por hemocentros e postos de coleta brasileiros, o número de doadores aqui no Brasil ainda é baixo, se comparado à demanda necessária...

Obs: Claro que EU SEI que tem gente que tem peso mais alto sem necessariamente ser gorda - tais como as pessoas "magras porém altas" e /ou "de ossatura mais larga"; ou pessoas que tenham uma massa muscular mais densa. Mas eu escrevi este post enfocando a galera mais gordinha, justamente para animar e dar um "up" na auto-estima de um grupo de pessoas que, vira-e-mexe, já ouve tantas coisas desagradáveis sobre o peso... :-( E também para  mostrar que tais indivíduos podem, sim, "pegar esse limão" (o peso maior) e fazer uma saborosa "limonada" (que é usar esse peso como ponto positivo - favorável para ser doador de sangue e ajudar os outros, incentivando e impulsionando a solidariedade!!!) Se você pertence a esse grupo, vai aí meu recado: Tá vendo como você (e pessoas semelhantes) têm algo de bom, e que a sociedade não costuma enxergar em vocês? Provem para essa mesma sociedade que vocês tem algo de positivo, sim!!! :-) Olha como vocês são fundamentais e importantes para a população!!! Vocês têm, sim, um lugarzinho na sociedade sim!!! Não deem bola a quem diz o contrário. Venham cá, cheguem mais!!! :-D Tem lugar para todos, aqui neste mundão!!!

Você deve estar pensando: "Quem precisa de RECEBER transfusões de sangue, vindas do sangue doado por voluntários?" Oras, pessoas que sofrem acidentes; que necessitam de fazer determinadas cirurgias; pessoas com certas doenças/deficiências que , durante o tratamento, necessitam receber sangue; dentre outras. E nenhum de nós , infelizmente, está livre de precisar de passar por esse procedimento. A vida dá muitas voltas, e imprevistos, a qualquer hora, podem acontecer... :-( Diversas pessoas com deficiência (temporárias ou permanentes), ou com doenças (crônicas ou não) vão agradecer muito seu gesto de solidariedade ao doar sangue... cada doação pode salvar até 4 vidas, sabiam??? :-) Basta ir ao hemocentro mais próximo de sua residência; e você não precisa de doar sangue apenas em situações pontuais nas quais uma determinada pessoa precise! Você pode doar "para reposição de estoque" - ou seja, seu sangue vai ser destinado a qualquer pessoa anônima que precisar primeiro, e se tiver compatibilidade com seu tipo sanguíneo. Basta declarar esta informação no balcão da recepção.

E então, meu querido/a gordinho/a? Já parou para pensar na possibilidade (e privilégio) de exercerem a solidariedade/cidadania que vocês têm??? Se você tem boa saúde e, entretanto, está programado geneticamente para ter um peso corporal maior... em vez de ficarem se martirizando por não terem o "visual" daquela modelo ou artista, tão disseminado pela mídia... usem esse peso "maiorzinho" para praticar o bem... e serem pessoas DE PESO (no bom sentido, rerrerré!!!) na sociedade! Ajudar os outros é muito gratificante... e acredito fortemente que, depois de abraçarem esta causa, a auto-estima de vocês vai lá para as alturas!!! :-)

Obs: para doar sangue, a pessoa tem de ser saudável... senão corre o risco de fazer mal tanto para quem vai receber o material doado por você, como também pode trazer riscos para o doador. Mas não se preocupe - lá no hemocentro a equipe vai medir seu peso, altura, e suas condições gerais de saúde. Também os profissionais são treinados para tirar todas suas dúvidas, e dar todos os esclarecimentos. O procedimento é seguro (totalmente feito com materiais descartáveis e abertos na sua presença), e é tranquilo; pode ir sem medo, desde que siga as recomendações necessárias, que serão passadas a você.

E então? Bóra doar sangue você também? Vamos nessa???

OBS: Se você, por algum motivo de saúde, ou por motivo de idade (fora da faixa etária liberada),  independente de quantos quilos você pese, não puder doar, NÃO FIQUE TRISTE!!!!! Você também pode colaborar com esta causa, assim mesmo, mas de outras formas!!! (Todo mundo tem sua importância e seus papeis a desempenhar na sociedade, não é??) Olhe só como ajudar:

-Se você sabe dirigir, organize um mutirão de doadores de sangue no seu local de trabalho, na sua faculdade, na sua vizinhança... e leve-os (e busque, claro, rerrerré) de carro até o hemocentro mais próximo! Vale lembrar que, para quem doa sangue, NÃO É RECOMENDADO pegar no volante após a doação, pois tem maior risco de acidentes. Sendo assim, ALGUÉM que tem de dirigir, não pode doar no dia... Portanto, um não-doador pode ser o "motorista da rodada", rerrerré! É aquela velha história - só que, em vez de "se beber não dirija", substitua por "se doar, não dirija". Manjou? Você estará ajudando, de toda forma, com esse ato de solidariedade tão nobre que é doar sangue! (E muita gente que é apto a doar acaba não indo porque o hemocentro é longe, porque o meio de transporte é ruim, ou porque não tem quem dirija para ela na volta, etc.) Viu só? Um carro comum pode caber 4 passageiros... quatro pessoas potenciais para doar sangue... Faça as contas: se cada doação pode salvar até 4 vidas, então...
4 passageiros x 4 vidas cada um = 16 vidas ao todo, que VOCÊ está também fazendo sua parte em ajudar!!!! :-D

-Se você não pode dirigir e nem pode doar por qualquer outro motivo: tem como ajudar, indiretamente, também! Ajude a organizar mutirões de doadores de sangue no local onde você mora, estuda ou trabalha; compartilhe em suas redes sociais textos informativos sobre doação de sangue (aproveite e compartilhe "loucamente" este texto também, rerrerré! Agradeço desde já!). Se você é uma pessoa que domina bastante o tema da doação de sangue (ou  de plaquetas, ou de medula óssea), e tem facilidade em escrever, pode inclusive criar um blog informativo sobre o tema, estimulando as pessoas a doarem - e criando um espaço virtual de troca de ideias e experiências sobre o tema. Já pensou nisso?

E se você não é apto a doar sangue, dependendo do caso você não está impedido(a) de doar outras "coisas": pode se cadastrar como doador de medula óssea... ou, se tiver cabelos longos, pode cortá-los e doá-los para ONGs e instituições de apoio a pacientes com câncer... ou mesmo pode ser doador de TEMPO, dedicando-se a algum trabalho voluntário que ajude a quem necessite de ser beneficiado por algum (ex: idosos, pessoas com deficiências, pessoas de baixa renda, crianças, o meio ambiente, projetos sociais diversos, etc.) Este blog, por exemplo, é um trabalho totalmente voluntário que faço - com a intenção de ajudar as pessoas com as informações de utilidade pública que procuro escrever aqui e no Facebook. ;-) O que importa é ser solidário(a) e fazer o bem às outras pessoas! :-D

Então... mãos à obra!!! :-)

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