QUEM DISSE QUE ESTUDANTES COM NECESSIDADES ESPECIAIS NÃO PODEM, TAMBÉM, SE "DIVERTIR" COM AS CIÊNCIAS EXATAS??? :-) Se você procura ler algo sobre Deficiência Visual, Síndrome de Irlen, Deficiência Auditiva, Deficiência Locomotora e... enfim, quaisquer conteúdos sobre Inclusão & Acessibilidade, seu lugar é aqui!!!! "Chegue mais!"
segunda-feira, 28 de março de 2011
"Educação Matemática- Geral e Inclusiva" : o "Sopa" recomenda!!!!
A sugestão que ela passou foi o blog “Educação Matemática: Geral e Inclusiva”. O autor, Ailton Barcelos, faz um monte de postagens interessantes sobre Educação Matemática. Tem , inclusive, dicas para pessoas que atuam nessa área e que querem publicar seus artigos em revistas especializadas no assunto!!! Obaaaa! :-D
Tá curioso para ver esse blog interessante? Lá vai o link, ó!
http://inclusionmatematica.blogspot.com
Tem um texto que você, que lê o Sopa e se interessa pela Educação Matemática Inclusiva, não pode deixar de dar uma espiada: olha aí! Tá em espanhol. (Bom que você treina suas habilidades em um outro idioma, rerrerré!)
http://inclusionmatematica.blogspot.com/2010/10/la-ensenanza-de-la-matematica-los.html
Boa leitura a todos! Valeu, Érika, pela dica! Obs.: vocês que leem o “Sopa” e conhecem mais sites interessantes sobre Educação Inclusiva em Matemática, Tecnologias Assistivas, Acessibilidade e Inclusão, não se acanhem...! Enviem os links pra nós! :-) Vale usar a seção de comentários, o Orkut ou o nosso e-mail! (Ver o tópico “Contate-nos”, no canto direito desta página.)
quinta-feira, 24 de março de 2011
Pessoas com necessidades especiais: Que nome usar?
Bom, galera, o "xis" é o seguinte: muita gente, em diversas situações cotidianas que envolvam a temática das pessoas (d)eficientes (palestras, redação de textos, conversas formais e informais, etc), fica sem saber como denominar corretamente tais indivíduos. Sabe como é... há o receio de dar denominações fora do que é chamado de "politicamente correto". E então surge a dúvida:
"COMO denominar, de forma geral, as pessoas que não veem, e/ou não ouvem, e/ou não andam, etc"?
Aí, vem diversas respostas - entre elas, as mais comuns:
"Pessoas com necessidades especiais"
"Pessoas portadoras de necessidades especiais"
"Pessoas deficientes"...
Tá, mas acontece que, de tempos em tempos, algumas terminologias mudam. E algumas são melhor aceitas, outras nem tanto... e outras dependem do contexto no qual se fala ou se escreve. Ih, confundimos o leitor, né?
"Nóóó, e agora?"- certamente algum leitor está aí se perguntando, na frente do computador...
Calma, querido/a leitor/a do "Sopa"!!! :-) Um post feito lá no site Movimento Livre, escrito de maneira bem-humorada e bastante instrutiva e esclarecedora, chegou para resolver o problema!!! Tcham-tcham-tcham!!! Tó o link!!!
http://movimentolivre.org/artigo.php?id=121
Nela, o autor mostra o que é o mais aceito atualmente em termos de denominação referente às pessoas com necessidades especiais - bem como a (im)pertinência de algumas gírias utilizadas popularmente para denominar tais pessoas! Dê uma olhada... ou ouvida, se você for usuário de leitor de telas! Rerrerré!
segunda-feira, 21 de março de 2011
Quer saber se está chovendo? Que tal sentir o cheiro para saber?
http://ersalles.wordpress.com/ppees/#comment-115
O autor do post , que é professor de Matemática, conta uma experiência interessante com uma aluna surda, na época em que ele fazia um trabalho acadêmico de campo, a fim de coletar material para sua monografia. Não vamos contar muito, senão perde a graça, rerrerré! ;-) Mas, para ir adiantando, o relato do professor mostra o seguinte: as pessoas que possuem limitações sensoriais podem desenvolver mecanismos adaptativos que resultam no fato de os outros sentidos remanescentes ficarem mais aguçados! E, por consequência, tais pessoas desenvolvem maneiras alternativas de perceberem os fenômenos ao redor e o mundo à sua volta!
Fica aqui a seguinte ideia para reflexão: as pessoas com (d)eficiência têm todo o potencial de desenvolverem talentos e habilidades, a fim de atingirem seus objetivos de estudar, de trabalhar, de fazer amigos, de... enfim, viver! Cabe à sociedade, composta majoritariamente de pessoas sem necessidades especiais (será que é isso mesmo?!?!?!?!) entender esse fato e acolher quem tem dificuldades de audição, de visão, de locomoção ou qualquer outra.
O "Sopa", que vive marcando presença na blogosfera ( a modéstia passou longe, heim? Rarrarrá!!!), foi até o "Educação Matemática e Surdez"... e, claro, deixou um palpite na página de comentários - após ler o post feito pelo professor Salles. Escrevemos o seguinte "palpite":
"Bastante interessante essa observação acerca do “cheiro da chuva”!!! Ela é uma demonstração clara da questão do desenvolvimento de outros sentidos – ou seja, quando uma pessoa possui uma deficiência sensorial, ela aguça os sentidos remanescentes para ampliar sua percepção de mundo! ;-) No caso da Juju, como ela não escuta o barulho da chuva, ela desenvolveu meios alternativos de perceber isto (além , claro, de utilizar as pistas visuais quando possível).
A percepção do “cheiro da chuva” também ocorre com deficientes visuais, cujo olfato geralmente é aguçado, para compensar o déficit visual! (Outra alternativa para os cegos é o recurso auditivo – ou seja, o som da chuva.)"
E vocês, leitores do "Sopa", o que acham? Comentem!!!!! :-D
quinta-feira, 17 de março de 2011
Surdos Oralizados: Quem são eles?
http://acessibilidadenapratica.blogspot.com/2011/03/surdos-oralizados.html
O texto foi escrito pela blogueira Lak Lobato, que é autora do blog “Desculpe, não Ouvi” (cujo link está no canto direito desta página). Ela faz parte do grupo que é definido como “Surdos Oralizados”. Bom, mas aposto que você já está se roendo de curiosidade e se perguntando quem são esses indivíduos... rerrerré!!!
Bom, para começo de conversa, definem-se como surdas oralizadas aquelas pessoas que possuem perda auditiva profunda – e que não usam a LIBRAS- Linguagem Brasileira de Sinais para atender às suas necessidades de comunicação. Em vez disso, para entenderem o que os interlocutores dizem, fazem a chamada leitura labial/orofacial, e costumam utilizar recursos de amplificação sonora (como o Implante Coclear, por exemplo) para auxiliar na captação dos sons. Para dirigirem a palavra ao interlocutor, eles falam (muitos tem um sotaque característico, visto que eles treinam a fala através de técnicas especializadas de fonoterapia , já que têm pouco ou nenhum feedback sonoro).
E se você quiser saber mais sobre os Surdos Oralizados, aproveite e veja também:
http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2009/06/30/surdos-oralizados/
Já os surdos usuários de Libras são definidos como “surdos sinalizados”. Exemplo: no post que publicamos, intitulado "Dê um turbo em sua vida social: aprenda LIBRAS"(01/03/ 2011) os surdos a que referimos no texto são sinalizados.
Ah, rapidinho aqui: as pessoas que usam aparelhos auditivos de amplificação, e que possuem perda auditiva leve, são definidas como “deficientes auditivos”, ok?
É importante o esclarecimento das diferenças entre essas três classificações, uma vez que, dentre os próprios surdos/deficientes auditivos, é feita essa distinção. Isto porque, uma vez que possuem métodos de comunicação distintos, acabam por ter necessidades específicas em relação ao processo de comunicação, de recepção de informações … e acabam até mesmo por possuir manifestações culturais diferentes. Espera aí... Manifestações culturais? Isso mesmo, leitor do Sopa: existe a chamada “Cultura Surda”! Mais adiante postaremos um texto sobre isto. Caso você esteja curiosíssimo para saber sobre a Cultura Surda, dê uma “googlada” aí, hehehe! Aí é bom que, quando você for ler o post que estamos preparando sobre o tema, você ja´vai ter conhecimento prévio para ajudar a digerir as ideias... e, claro, para deixar seu comentário na nossa página! Rerrerré!!!
Boa leitura! :-)
sábado, 12 de março de 2011
Bengala e Cão-Guia: modo de usar!

Descrição da imagem: homem deficiente visual utilizando bengala. (Fonte: inclusive.org.br)
Descrição da imagem: homem deficiente visual utilizando um cão-guia para lhe orientar na locomoção. (Fonte:http://ocaonossodecadadia.blogspot.com/)
“Tá, mas como se usa isso de forma adequada?” - certamente os leitores que não possuem familiaridade com esses instrumentos devem estar se perguntando.
Bom, para começo de conversa... é necessário um treino!!! Seja para utilização de bengala ou de cão-guia, existem aulas de Orientação e Mobilidade para que o deficiente visual aprenda as técnicas de andar sem ver – valendo-se de orientação espacial, atenção redobrada dos sentidos remanescentes e, principalmente, das técnicas de utilização correta da bengala ou do cão-guia (dependendo do enfoque do curso). No caso de locomoção com cão-guia, o cego vai aprender as técnicas de andar com o animal, vai passar por um período de adaptação com ele e, sobrtudo, aprender as maneiras corretas de lidar com ele e de cuidá-lo.
No blog “Mundo Cegal”, que recomendamos no post de ontem, tem um depoimento muito legal sobre esse assunto. Ele foi escrito por Deborah Prates, que é cega e é usuária de cão-guia. Claro que, antes de utilizar o cão-guia, ela aprendeu a utilizar a bengala. Detalhe: no post, datado de 2010, ela conta que “ficou cega há quatro anos”. Ou seja, depois de adulta, ela perdeu a visão e teve de reaprender a andar e se orientar sem depender do ato de enxergar! O “Sopa” recomenda fortemente a leitura deste post principalmente para as pessoas que, como Deborah Prates, perderam a visão depois de crescidas e precisam fazer reabilitação visando à independência e à qualidade de vida! E então... animou-se a ler o depoimento dela? Note que o relato dela, bem animado e humorado, foi feito no maior estilo “xô, depressão, tenho de ir à luta porque a vida não pára e tenho muita coisa ainda pra fazer!” Rerrerré! :-) Então, acreditamos que ele seja bastante estimulante para pessoas que estejam na mesma situação! Se você é uma delas, então não perca tempo: olha o depoimento da Deborah no link que se segue!!! Lá vai, ó:
http://www.mundocegal.com.br/blog/inicio-do-uso-da-bengala-e-do-cao-guia/
Ela conta como fez o curso de Orientação e Mobilidade, utilizando-se de bengala -e, posteriormente, de cão-guia. Conta também sobre os procedimentos necessários para se fazer tais cursos e adquirir seus novos “óculos” - no caso, um cão-guia que atende pelo nome de Jimmy – e, que de forma bem-humorada, é chamado de “Jimmy Prates” (Prates é o sobrenome da Deborah).
E se você é pertencente ao “clube” dos que precisam fazer um curso de Orientação e Mobilidade, tire já sua bengala da gaveta e... mãos à obra!!! :-) Depois de algum tempo, você sentirá o agradável gostinho de poder sair de casa e andar por aí de forma independente, sem ter que pedir ajuda toda hora às pessoas que enxergam – e que além de enxergar, são ocupadíssimas... rerrerré! Se quiser ler algo mais sobre cão-guia, veja em http://ocaonossodecadadia.blogspot.com/2009/10/cao-guia-tem-acesso-garantido-por-lei.html
Mão na massa, pessoal!!!! :-)
sexta-feira, 11 de março de 2011
Mais um deficiente visual que deu show na Matemática!!!
Descrição da imagem: o matemático russo Lev Pontryagin. (Fonte: cambridgeforecast.wordpress.com).
No blog do Grupo de Estudo e Pesquisa em Matemática Inclusiva, do qual falamos em postagem do dia 09/03/2011, tem uma historinha bem interessante, do matemático russo Pontryagin (1908-2008).
Podemos dizer que ele derrubou as barreiras impostas pela cegueira, uma vez que naquele tempo, não tinham os recursos tecnológicos atuais que facilitam a vida escolar/acadêmica do deficiente visual. Isto sem contar as dificuldades financeiras da família de Pontryagin - que impediam o acesso a condições mais adequadas de educação para cegos disponíveis na época. Desta forma, graças à força de vontade do jovem Pontryagin, e da dedicação de sua mãe Tatyana, ele pôde chegar à universidade e se tornar um grande matemático!!!
E quais as contribuições dele para a Matemática?
Dentre elas, podemos enumerar diversos teoremas e princípios matemáticos. Contribuiu bastante na área de Equações Diferenciais Ordinárias (EDO's) , por exemplo. E se você pensa que ele parou por aí, enganou-se... rerrerré!!! Na área de Matemática Aplicada, ele trabalhou com as EDO's na Teoria de Controles - que se aplica a Automação Industrial e à Robótica. UAU!!!!
Tá curioso para ler a história completa? Então, lá vai, ó:
http://devamat.blogspot.com/2008/09/nmeros-no-escuro.html
Boa leitura!!!
"Mundo Cegal" : que mundo é esse?
Descrição da imagem: logotipo do site "Mundo Cegal". Fonte: o referido site(http://www.mundocegal.com.br/). Oooopa! Olha os Sopeiros vasculhando a internet atrás de material interessante!!! Desta vez, o blog que foi encontrado e aprovado pelo “Padrão 'Sopa' de Qualidade” (rerrerré!!!) foi o blog Mundo Cegal. Dá uma navegada aí, ó: http://www.mundocegal.com.br/blog/category/geral/
Ele fala sobre tecnologia e outros assuntos pertinentes ao universo dos deficientes visuais.
Com postagens feitas pela Dra. Deborah Prates, que é advogada e deficiente visual usuária de cão-guia, o blog mostra experiências vividas por pessoas com deficiência visual – as dificuldades, a discriminação por parte das pessoas ditas “normais” (normais?!?!!!?!), os problemas de acessibilidade enfrentados por quem tem deficiência visual... e, claro, “toques” para que os cegos e pessoas de baixa visão superem, a cada dia, suas dificuldades!!! ;-)
O blog também traz o link para o site de mesmo nome, Mundo Cegal (http://www.mundocegal.com.br/) . O site traz diversas coisas interessantes: tutoriais, audiomanuais, listas de discussão, e... claro, sessão de humor também!!! Tem também um link, chamado “Cegolândia”, que aponta para uma página de interatividade para os usuários. Lembrando que o público-alvo do site “Mundo Cegal” são os deficientes visuais, na referida página o usuário cria um perfil (de texto digitado ou de voz gravada), e o utiliza de forma semelhante às redes sociais na internet (participa de chats online, envia recados para os outros inscritos, posta depoimentos, etc).
Bom, este post fica por aqui... Boa navegada na web! :-)
quinta-feira, 10 de março de 2011
Linguagem Brasileira de Sinais para... CEGOS!!!
Descrição da foto: Alfabeto Manual para surdos. Fonte: alamedavirtual.com
Descobrimos, navegando pela internet, o Blog da Ana Carolina- Pedagoga Surda. O link está na nossa lista de sites favoritos, no canto direito da página. A autora é pedagoga, surda sinalizada (usuária de LIBRAS - Linguagem Brasileira de Sinais), e faz diversas atividades relacionadas à educação para surdos.
Uma das postagens legais que ela fez foi a seguinte: “Superação: aluno cego aprendendo Libras”, e que você pode ver em:
http://anacarolinafrank.blogspot.com/2009/12/superacao-aluno-cego-aprendendo-libras.html .
Olha só: embora a LIBRAS seja uma língua visual-espacial, utilizada para a comunicação dos surdos, existe maneira de ensiná-la a um deficiente... visual !!! :-) Claro que os meios empregados para ensinar LIBRAS a cegos exploram a questão do tato e da coordenação motora da pessoa cega, de forma que o instrutor vá pegando na mão do aluno cego e ensinando para ele os movimentos manuais. Olha só que legal: dessa forma, surdos e cegos podem turbinar suas relações sociais, fazendo amizades entre si... e , dessa forma, havendo uma troca rica de experiências entre pessoas que possuem percepções de mundo diferentes.
No Blog da Ana Carolina, tem também postagens relacionadas a Braille, a LIBRAS, a metodologias de ensino para deficientes auditivos/surdos, inclusão, dentre outras temáticas. A lista de assuntos fica no canto direito da página do referido blog.
Dê uma passada por lá! O que está esperando, hummm? :-)
quarta-feira, 9 de março de 2011
Matemática e Educação Inclusiva: tem gente na UNESP turbinando!!!
http://devamat.blogspot.com/
Nós do "Sopa" já estamos seguindo esse blog!!!!! :-D
Mmmmm, mas quem compõe a equipe do blog mencionado aí acima?
Bom, trata-se de um grupo de pessoas lá da UNESP de Rio Claro, que possuem vínculo com o Grupo de Pesquisa em Processos de Formação e Trabalho Docente. Esse grupo é do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da UNESP de RioClaro/SP. Na primeira página do referido blog, você poderá ver o nome das pessoas participantes do grupo.
O ótimo blog traz postagens sobre deficiência visual, deficiência auditiva , tecnologia digital, dentre outras abordagens. Os autores, nos seus diversos posts, falam sobre diversos tipos de deficiências (visual, auditiva, etc), como elas causam impacto nas pessoas que as apresentam (principalmente na vida escolar/acadêmica) , e, principalmente, quais as soluções educacionais (tanto em termos de metodologias, adaptações curriculares e tecnologias assistivas utilizadas) para atender aos estudantes com necessidades educacionais especiais.
Boa leitura!!!
terça-feira, 1 de março de 2011
Dê um "turbo" na vida social, acadêmica e profissional: aprenda LIBRAS!!!!!!
Descrição da imagem: alfabeto manual de LIBRAS. (Fonte: creativeday.wordpress.com) Ooooopa!!! Apesar do corre-corre diário (já que vida de aspirante a matemático não é fácil, rerrerré!), sempre temos um tempinho para atualizar o cardápio do "Sopa"!!!
Desta vez, trazemos para você algo sobre educação inclusiva para surdos e pessoas com baixa audição. Navegando pelo blog "Educação Especial" , pudemos ver um miniguia bem legal com noções básicas de como lidar com alunos deficientes auditivos em uma sala de aula regular. Quer o link para ver o material? Lá vai ele, ó:
http://aeahespecial.blogspot.com/2008/06/criana-surda.html
Uma coisa interessante que não podemos deixar passar "em branco" é quando a autora do texto levanta a seguinte questão: "Mas de que serve a criança surda ter o domínio da LGP [linguagem de sinais] se a família, os amigos, os colegas da escola e os professores não aprenderem essa língua?" Ou seja, seria importante se todos soubessem a língua dos surdos! (Note que a autora denominou a linguagem dos surdos de LGP -Língua Gestual Portuguesa- porque o texto foi escrito por alguém em Portugal. É que cada país possui a sua linguagem para surdos. No caso do Brasil, tem a LIBRAS- Língua Brasileira de Sinais.) A observação é de extrema pertinência, porque , vejamos: a pessoa que é surda quer - e precisa!!!!!- se socializar, se comunicar com as pessoas no dia-a-dia, estudar, trabalhar, ter uma vida independente! Então, de que adiantaria ela saber uma língua que ninguém em volta domina? Ela, com certeza, vai se sentir incomunicável e isolada, não é mesmo? Da mesma forma, se uma pessoa ouvinte quer fazer amizade com uma pessoa surda sinalizada, mas não teve oportunidade de conhecer a LIBRAS, vai, infelizmente, acabar perdendo também uma grande oportunidade de fazer mais amizades... :-(
Isso faz lembrar de um caso interessante vivenciado ontem por uma das integrantes da equipe do "Sopa", ao visitar uma instituição de apoio a deficientes visuais e auditivos. Ela tinha ido trocar umas ideias com os professores que trabalham com deficientes visuais (e, de quebra, turbinar também a divulgação do "Sopa", hehehe!!!) Aí, quando ela chegou ao portão da instituição, estava caindo um chuvãããão "daqueles", que a pegou no meio do caminho!!!! Logo na entrada, havia um grupo de pessoas surdas, usuárias de LIBRAS, que estavam fazendo uma atividade. Quando os surdos viram nossa colega toda encharcada, com uma daquelas sombrinhas tamanho PP que só protegem da cintura para cima, (kkkkk!) imediatamente, de forma amistosa e demonstrando simpatia, eles tentaram dizer-lhe algo (em LIBRAS, claro), para ela. Por sua vez, a garota não entendia NADA... e, claro, ficou frustrada por não saber a linguagem gestual... e tentava, por meio de gestos, dizer "sou ouvinte, e eu não sei Libras" (por sinal, a única frase que ela sabia formular por esse meio de comunicação). Mesmo assim, parece que não foi o suficiente, pois, mesmo ela afirmando que não compreendia, os surdos continuaram tentando comunicar com ela, fazendo de tudo para serem amistosos... e a garota ouvinte ali, tadinha, sem conseguir se comunicar com o grupo!!! :-(
Felizmente, chegou ali uma funcionária (ouvinte) da instituição, e, imediatamente, nossa colega a abordou:
-Você sabe LIBRAS?
-Um pouco! - ela disse, simpática.
Então a nossa colega explicou o que estava acontecendo, e pediu: -Por favor, tem como você traduzir para mim o que eles gostariam de me dizer?
De forma bastante simpática, os surdos repetiram, e a funcionária traduziu: -"Eles estão querendo comentar com você sobre o chuvão que tá lá fora, e como a chuva te atrapalhou no caminho!" Então, nossa encharcada colega respondeu ao comentário, que foi prontamente traduzido.
Moral da história: o fato de a nossa colega não ter tido oportunidade de aprender LIBRAS fez com que ela tivesse dificuldade em se comunicar com um grupo de pessoas - os surdos! Ou seja, por mais que o grupo ali tentasse se aproximar dela, ela acabava ficando isolada... da mesma forma, ocorre também o inverso: quando uma pessoa surda sinalizada está num ambiente só de ouvintes que desconhecem LIBRAS, ela também se sente isolada, do ponto de vista da comunicação... :-( Assim sendo, está evidente que, se a jovem encharcada, mencionada acima, soubesse a língua de sinais (mesmo sendo ouvinte), ela certamente teria tido uma ótima oportunidade de interagir com aquelas pessoas, turbinando seu círculo de amizades! (Vale lembrar que ela, regularmente, vai àquela instituição, devido a trabalhos desenvolvidos na Educação Inclusiva para deficientes visuais. Então, o grupo de surdos mencionado já a conhecia de vista).
Em tempo: a nossa "Sopeira" em questão sempre teve vontade de aprender Libras, mas ainda não teve oportunidade. Mesmo ela visitando regularmente a instituição de apoio a deficientes visuais e auditivos (no qual também são oferecidas aulas de Libras), ela ainda não teve tempo em sua agenda - pois concilia o curso superior com seus trabalhos de Educação Inclusiva para Deficientes Visuais, o que gera um grande volume de atividades.
Mesmo sendo estudante de Licenciatura em Matemática (curso no qual a disciplina Introdução a Libras é obrigatória e é ofertada no penúltimo período da graduação), ela garante que, se tiver oportunidade e disponibilidade de tempo para começar a aprender Libras antes disso, ela topa! :-) Quem sabe ela até será colega de alguém que integrava aquele grupo de surdos que a viu naquele dia chuvoso? Rerrerré!!! "Pra que esperar até o fim da graduação para começar a aprender?" - ela se questiona, de forma bem-humorada.
Hummm, mas e quem é ouvinte e encontra com um grupo de surdos sinalizados, e passa por situação semelhante, e não tem acesso a um local especializado que ensine a linguagem dos surdos...? Certamente tal situação já deve ter ocorrido com diversas pessoas, em diversos lugares, em diversas situações...! :-(
Então, fica aqui um questionamento, para discussão: já que a gente, desde criancinha, ouve os adultos dizendo que , "além da escola, devemos dominar Inglês e Informática senão a gente perde enormes oportunidades na vida social, acadêmica e profissional", por que os adultos não dizem que devemos também aprender Libras (de surdos) e Braille (de cegos) para termos mais chances de lidar com a diversidade de pessoas no cotidiano -seja no trabalho, na vida acadêmica ou social - e, dessa forma, "termos mais oportunidades"? Mais oportunidades de conversarmos com pessoas surdas (por Libras), mais oportunidades de compartilharmos anotações escritas com cegos (por Braille)... E já que infelizmente não é todo mundo que tem disponibilidade de tempo e/ou de locomoção para ir até um centro especializado fazer aulas de Libras: então, por que não há, na grade curricular do ensino fundamental e médio, disciplinas obrigatórias que ensinam introdução a essas linguagens de surdos e cegos no ensino regular, também para crianças e adolescentes? Por que o ensino de LIBRAS não é obrigatória também para todos os cursos universitários de bacharelado? (As licenciaturas têm, atualmente, a obrigatoriedade da implantação gradual de tal disciplina). Pô, seria legal que todo mundo, ouvinte ou surdo, tivesse a oportunidade de aprender esse meio de comunicação! E como não é todo mundo que tem disponibilidade de tempo ou de locomoção para ir até um centro especializado fazer aulas de Libras, então, seria uma ótima ideia se houvesse maior difusão dessa linguagem já incluída na rotina normal das pessoas - ou seja: oferta de capacitação lá na escola onde a pessoa estuda... e também através de cursos de capacitação nas empresas, para todas as pessoas que lá trabalham... e o importante é que isso acontecesse em todas as escolas e empresas, de forma a dar oportunidade para todos! Desta forma, as aulas de Libras já estariam incluídas na rotina das pessoas e no local onde diariamente elas já estão; e, assim, retiram-se os entraves ao aprendizado de Libras ocasionados por: falta de tempo extra para alocação de mais uma atividade na agenda; locomoção; distância do trajeto até um centro especializado de ensino de Libras (principalmente se considerarmos o trânsito caótico das grandes cidades), etc. Facilitando o processo de difusão, um número maior de pessoas terá acesso e oportunidade! :-) Afinal, todo mundo sabe que, quanto mais idiomas soubermos, maiores as chances de interagirmos com pessoas... então, esse raciocínio vale também para a LIBRAS (pois ela é uma linguagem própria, com sintaxe diferente do português!)
Dessa forma, as pessoas, desde a mais tenra idade até a fase adulta, poderão ampliar seu círculo de relações interpessoais... uê, com as leis da Educação Inclusiva e da Inclusão nas empresas, certamente, crianças, adolescentes e adultos, em alguma etapa da sua vida acadêmica e profissional, deparar-se-ão com colegas que possuam surdez ou cegueira. E o domínio das linguagens utilizadas por tais pessoas, por todas as pessoas, traz benefícios para todo mundo: os portadores de deficiência sensorial terão oportunidade de se integrarem melhor à sociedade; os não-portadores de deficiência sensorial terão oportunidade de fazerem novos amigos, de ampliarem sua rede de contatos pessoais e profissionais; e todas as pessoas terão uma enriquecedora troca de experiências!!!
E aí, galera, o que acham? Se você é surdo sinalizado ou convive com surdos sinalizados, dê seu palpite no espaço reservado a comentários! :-) A ideia é promover um debate "saudável" e construtivo em relação ao tema abordado neste post.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Que cão-guia que nada! Com vocês, a "ORCA-GUIA"!!!
Descrição da imagem: uma orca (animal marinho). Crédito: alaskanart.netHuahuahua!!!! NADA DISSO, CARO LEITOR! :-D Os cães-guias desempenham seu papel no ambiente terrestre e até agora não temos notícias de guias do reino animal para cegos no ambiente aquático... hehehe! No entanto, estamos querendo dizer que existe, digamos, uma espécie de "guia de cegos" para o ambiente virtual - e esses "guias" são os softwares leitores de tela, que vão "guiar" o usuário por todo o ambiente virtual. Um dos leitores de tela bastante utilizados para Linux chama-se "Orca"! Manjou o trocadilho, leitor? O programinha de computador para Linux, que lê para o usuário cego o que está na tela da máquina, tem o mesmo nome daquele animal a que referimos acima, rerrerré!!!
E agora vamos falar do Linux Acessível- o Linux totalmente voltado para deficientes visuais!!!
No site Linux acessível. org (http://www.linuxacessivel.org/), você vai saber tudinho sobre o Linux Acessível. Para atiçar mais ainda a curiosidade daqueles que gostam de Linux, vamos falar um pouco sobre ele (antes de você mudar de página na web e deixar os "Sopeiros" pra escanteio, rarrarrá):
O Linux Acessível é uma versão do distro Linux Ubuntu. Seu público-alvo são pessoas com deficiência visual que falam português e espanhol. Com essa versão do referido distro Linux, as pessoas que possuem deficiência visual podem, segundo os desenvolvedores, utilizar o Ubuntu "desde o momento de inicialização do sistema, durante a instalação e,principalmente, depois de instalado". (Fonte: [1] ) Oras, antes, o negócio era o seguinte: para uma pessoa com deficiência visual utilizar as versões anteriores do Ubuntu, era assim: tinha de pedir a alguém normovisual para inicializar e instalar o sistema. Depois de instalado, ativava-se o leitor de telas Orca e , só aí, dava para o cidadão usar o computador... agora a coisa tá mais fácil! O cego pode fazer tudo sozinho!!! "Que legal, mais independência para a galera que não enxerga!", certamente você está pensando... e é isso mesmo: você tem razão!!! :-) O leitor de telas vai estar ativado desde o login!!! E tem um monte de recursos de acessibilidade e usabilidade: teclas de atalho definidas para diversas funcionalidades do sistema, temas desenvolvidos especificamente para pessoas com visão reduzida, ampliador de telas para a janela de login... e muito mais! Entre lá no site do Linux Acessível e confira!!!!!
Descrição da imagem: Tux, o pinguim mascote do Linux. Crédito: isolivre.wordpress.comAh, e não é só isso não. Para aqueles que gostam do Sistema Dosvox, mas não abrem mão do Linux, tem o Linvox - que é uma versão do Dosvox para Linux. Foi feito com base no Kurumin 6.0. Confira aí:
http://www.dcc.ufrj.br/~gabriel/linvox.php
e veja esse link também:
http://equipe.nce.ufrj.br/gabriel/linvox/historico.htm
E se você tem orkut: veja um fórum bem legal sobre Linvox, com dicas dadas por pessoas que conhecem o sistema. Dê uma espiada lá!!! Lá vai o link,ó:
http://www.orkut.com.br/CommMsgs?cmm=540147&tid=2546064275290942530
Divirta-se!!! Ah, e se você gosta de Linux, e manja sobre os leitores de tela para esse sistema, use o espaço para comentários neste blog- e aproveite para dar seus "pitacos"! Rerrerré! :-D
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Estudantes deficientes visuais e biblioteca: sim, tem espaço pra eles também!!!
Você, sem dúvida, sabe da importância de uma biblioteca para um estudante, não é mesmo? Ali, tem um "mundão" a ser explorado: livros, revistas, jornais, acesso a publicações eletrônicas... UAU!!!! No entanto, nem todo mundo sabe como os deficientes visuais fazem para ter acesso a esse fantástico mundo. Se você também não sabe, ou tem uma noção pequena disso, relaxe: nós vamos te mostrar!!!! :-)
Achamos na internet um artigo, denominado "O Serviço de Referência e o Uso de Tecnologia Assistiva para a Acessibilidade dos Deficientes Visuais". A autora é Elizabete Cristina de Souza de Aguiar Monteiro, da UNESP de Marília(SP). Ela faz uma abordagem sobre as Tecnologias Assistivas e sobre o uso das Tecnologias da Informação no processo de uso da Biblioteca. Quer ler o artigo? Lá vai: 1,2,3, e... olha aí o link!!! :-)
http://docs.google.com/viewer?a=v&pid=gmail&attid=0.1&thid=12dec1be961cae98&mt=application/pdf&url=http://mail.google.com/mail/?ui%3D2%26ik%3Db29f01f640%26view%3Datt%26th%3D12dec1be961cae98%26attid%3D0.1%26disp%3Dattd%26realattid%3Df_gjptbal00%26zw&sig=AHIEtbQoOdr5HchwngE-BQpwGAfOI8xMrg
Boa leitura! :-)
Sessão Pipoca!!!! Nhoc, nhoc, nhoc...!!!
(Crédito da imagem: [1])Lá vão os links para os vídeos (todos eles disponíveis no You Tube). Sobre deficiência visual, tem os seguintes vídeos:
"Cegos- Deficientes Visuais dão exemplos de superação"
http://www.youtube.com/watch?v=3nF3IGrK1bo
"Deficientes Visuais À Espera de um Cão-Guia"
http://www.youtube.com/watch?v=mQ3GbqXOvpw&feature=fvw
"A Vida de uma Deficiente Visual"
http://www.youtube.com/watch?v=cnYdZ6J46fU&feature=related
"Tecnologias Assistivas"
http://www.youtube.com/watch?v=EBtvRypicJU&feature=related
Sobre Deficiência auditiva, tem esses aqui que são bastante interessantes:
"Alunos com e sem deficiência auditiva aprendem em conjunto"
http://www.youtube.com/watch?v=8ohvNgV_cS0
"O Mundo sem sons"
http://www.youtube.com/watch?v=eGyv00yU1Zw&feature=related
"Lição de vida- Professora Surda"
http://www.youtube.com/watch?v=WHoUqZIYcDQ&feature=related
"Preconceitos em trabalhos de grupo escolares contra o Surdo"
http://www.youtube.com/watch?v=u541jKrU54g&feature=related
"Software Bilingue para Surdos"
http://www.youtube.com/watch?v=OFwVO0zx9sw&feature=related
Em relação a quem tem deficiência física, selecionamos alguns:
"Vaga de estacionamento físico para deficiente físico: quem respeita?"
http://www.youtube.com/watch?v=-4YfpAtGi3w
"Tecnologia a favor dos deficientes"
http://www.youtube.com/watch?v=7IcCDZWIY70
"Deficientes Físicos"
http://www.youtube.com/watch?v=FCSXElcj0mI&feature=related
"Adaptação para Deficientes Físicos"
http://www.youtube.com/watch?v=Ol5WmfxJOW4&feature=related
Se você, leitor do "Sopa", ficar bem esperto, notará que, quando abrir as páginas do You Tube com os vídeos que sugerimos, tera´uma lista do canto direito da página do You Tube com os "vídeos relacionados", ou seja, que tratam de temas similares. Aproveite! :-)
E você, o que está esperando? Prepare ja´sua pipoca e curta os vídeos!!! :-D
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Aceleeeeera, usuário de leitor de telas!!!!
Se você é deficiente visual usuário de leitor de telas, certamente deve estar cansado da lentidãããããão em navegar na internet com o seu leitor de telas, não é? Ao contrário das pessoas que enxergam a tela do computador - para as quais bastam um mouse e um par de olhos para fazer a "pontaria" no link ou botão virtual desejado- , a realidade dos indivíduos usuários de computador que não enxergam é bem diferente, quando se trata de navegar na net, usando atalhos de teclado. É tecla "tab" daqui, "tab" dali, "tab" acolá, um "enter" pra quebrar a rotina, mais um tantão de "tab, tab, tab", seta pra lá, seta pra cá ... Aaaaaaffffff!!!!!! Fica bem devagar a navegação, se compararmos com a agilidade que os usuários do mouse possuem!
Para a galera que não enxerga - e que usa, portanto, leitor de telas- lá vai a descrição da imagem acima: há uma lesma na foto!!! Se você sente que a navegação via teclado, feita com a ajuda de leitor de tela, tem a mesma velocidade do animalzinho acima, relaxe: leia (ou ouça) este post até o final!!! :-D Aí, meu(a) amigo, não precisa ficar mais impaciente com o seu computador. TCHAM-TCHAM-TCHAM!!!! Seus problemas acabaram!!!! Sorria!!!!! As dicas de hoje, vindas lá dos nossos amigos do site "Movimento Livre" , vão agilizar e turbinar sua navegação via teclado. Tá curioso? "Voilà"!!! A galera do "Movimento Livre" postou, no dia 16 de fevereiro de 2011, as "Dicas para Agilizar sua Navegação com Leitores de Tela". Ei, o que está esperando? Agilize-se aí e acesse o link! Lá vai ele:
http://movimentolivre.org/artigo.php?id=113
Bom proveito!!! :-D
Crédito: [1] reinosdanatureza.com
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Física para deficientes visuais: já pensou nisso?
http://www2.fc.unesp.br/encine/
É o site "Ensino de Ciências e Inclusão Escolar",do professor de física Eder Pires de Camargo. Ele é professor doutor da UNESP, e trabalha com a temática do ensino de Exatas - principalmente Física- para deficientes visuais. Como as pessoas com limitações visuais percebem o mundo de modo distinto das pessoas que enxergam bem -e, portanto, aprendem as coisas de modo diferente das normovisuais (já que seu padrão sensorial é diferente)... então, por que não valorizar os talentos para as ciências que muitos DVs possuem (em muitos casos, latentes)? Então, o site mostra estudos e pesquisas que estão sendo desenvolvidos para planejarem técnicas de ensino que valorizem o aprendizado por meio dos sentidos remanescentes (audição, tato, etc) e de habilidades diversificadas (orientação espacial, por exemplo).
Quer saber mais sobre o professor e sobre seu trabalho - bem como as razões que o levaram a desenvolvê-lo na universidade? A história dele é bem interessante!!! Lembra de um post que fizemos em novembro/2010 e que intitulamos "Toc, toc, toc... tem algum matemático deficiente visual aí?" ? Pois é: se agora fizermos a pergunta "Toc, toc, toc... tem algum físico deficiente visual aí?", vamos ouvir a seguinte resposta: "Siiiiiiiim!!!" Não se esqueça que a Física e a Matemática "andam" bem juntas - daí um post falando sobre Física em um blog sobre Matemática! :-) A Física utiliza diversas aplicações da Matemática, para quantificar fenômenos. Aliás, quem faz curso superior de Matemática, como nós, vai se deparar na grade obrigatória com disciplinas de física, tais como Mecânica e Eletromagnetismo. (Pertencem ao grupo de disciplinas de matemática aplicada que possuímos).
Lá vai o link para você conhecer um pouco sobre o professor Éder:
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=83037
O professor Dr. Éder Pires tem vários artigos publicados - muitos deles em co-autoria com outros docentes da área- sobre o tema. Quer ver? Você pode encontrar a lista de links em:
http://www2.fc.unesp.br/encine/artigospublicacoes.php
Ah! E tem mais!!!!! Ele publicou um livro também!!! :-) A obra é intitulada "Ensino de Óptica para alunos cegos: possibilidades". Quer saber mais sobre o livro? "Voilà"!!!
(Crédito da imagem abaixo, que mostra a capa do livro: [1] ).
Segundo a resenha do livro, disponível em http://www2.fc.unesp.br/encine/ensinooptica.php ,
" (...)Organizado em nove capítulos, [o livro] busca compreender quais contextos comunicacionais favorecem e quais dificultam a participação efetiva do aluno cego em atividades de óptica.(...) a interatividade, ao aproximar aluno com e sem deficiência visual, favorece a utilização de linguagens de acesso não-visual, e reconhece a importância do professor ao organizar sua comunicação em função de linguagens acessíveis a todos os discentes. (...) "
E você, leitor do "Sopa"? Caso tenha alguma experiência interessante relacionada ao tema deste post, conte-nos! :-)
Crédito da imagem deste post:
[1] http://www2.fc.unesp.br/encine/ensinooptica.php
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
CARDÁPIO DO DIA: Sopas de números e de letrinhas...em Braille!
(Fonte da imagem: [1])Ooooooopaaaa!!! Encontramos, online, mais um "ingrediente" para o "cardápio" dos leitores!!!
Em abordagens iniciais do nosso blog -quando ele estava apenas começando e ainda era uma atividade avaliativa de uma disciplina obrigatória do curso universitário de Matemática- publicamos posts sobre como os deficientes visuais fazem para aprender; e demos aos leitores uma noção de como estudantes com limitações de visão fazem para ler, escrever, fazer contas... enfim, estudar. E hoje, recebemos um comentário do Ricardo de Melo, desenvolvedor do site Movimento Livre, no qual ele convida os "Sopeiros" (é assim que ele chama os blogueiros do "Sopa", de maneira bem humorada, rerrerré!) a fazerem uma "visitinha" na página deles. E lá está o ótimo artigo, datado de 02 de fevereiro de 2010 e assinado por Regina Célia, intitulado "Ferramentas usadas na alfabetização do deficiente visual".
"Mas peraí", você deve estar se perguntando, "os 'Sopeiros' mexem é com sopa de números, e não sopa de letrinhas... então, por que será que eles estão indicando como sugestão de leitura um texto que fala em ferramentas de... alfabetização?"
Calma, leitor! Rirrirri! Dá uma olhada no artigo que estamos recomendando... e depois você me fala se tem ou não relação com a sopa de números:
http://movimentolivre.org/artigo.php?id=106
O artigo detalha mais as explicações que demos anteriormente, sobre "como os deficientes visuais fazem para estudar". Ele começa explicando sobre o que é deficiência visual, de acordo com as denominações da medicina oftalmológica. Ficou bastante didático, detalhado e explicativo! :-) Em seguida, a autora explica, detalhadamente, como o deficiente visual faz para ler e escrever - e mostra fotos bem nítidas do que são os instrumentos de escrita de um deficiente visual (regléte, punção, máquina Braille), bem como quais são os recursos computacionais utilizados para que seja possibilitada ao deficiente visual a produção e a recepção de textos escritos. A autora ainda mostra algo sobre recursos de ampliação para pessoas com visão subnormal.
Ah! E a matemática também foi lembrada no artigo! Vem a explicação do que é o sorobã (instrumento utilizado para deficientes visuais fazerem cálculos, e do qual já falamos em uma das postagens que fizemos em novembro de 2010)!!!
E então, leitor do "Sopa"? Viu como o tema abordado tem também a ver com a temática do "Sopa"? Os recursos descritos no artigo cujo link está aí acima são úteis não só na alfabetização de um deficiente visual, como também na manutenção das habilidades de leitura e escrita de uma pessoa que perdeu a visão depois de crescida e alfabetizada na escrita convencional dos normovisuais... e serve também para os estudos de matemática!!! Afinal, são estes instrumentos que abrem as possibilidades para que um DV faça suas anotações nas aulas de matemática, faça cálculos, ouça apostilas digitalizadas por meio de sintetizadores de voz de computadores... Sem dúvida, o texto escrito por Regina Célia tem tudo a ver não só com a alfabetização propriamente dita, mas também a diversas áreas do conhecimento, nas quais a produção e recepção de textos (sejam eles de português, matemática, história, física, química...) é indispensável para a aprendizagem adequada! Valeu, Regina Célia e à equipe do Movimento Livre, que trabalhou para que tal artigo fosse publicado!!! :-) Parabéns!!!
[1] Crédito da imagem utilizada no início deste post: www.gourmandisebrasil.blogspot.com
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
História de sucesso: inclusão escolar de alunos com necessidades especiais
http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2011/02/01/inclusao-social-escolar/
A autora do blog, que foi praticamente surda dos 10 aos 33 anos de idade (e que agora ouve graças a um dispositivo eletrônico chamado Implante Coclear), conta como fazia, nos anos escolares, para contornar sua deficiência auditiva e, assim, acompanhar as aulas. Um exemplo de que é possível a superação de barreiras! Viu só a garra e a determinação da menina??? Vale a pena salientar que, nos tempos em que a Lak estava na escola, não tinha essa lei de Inclusão na Educação que temos hoje... então, naquele tempo, o jeito era "arregaçar as mangas" e batalhar!!! Aliás, se mesmo com a lei hoje em dia, a vida do deficiente na escola ou universidade já costuma ser uma batalha... então... tente imaginar quando a referida lei nem existia!!! :-O Era tudo bem mais difícil.
Ah, e não deixe de ler os comentários (ou "palpites", como a autora Lak denomina) da referida postagem no blog dela! Nós, do "Sopa", fomos lá e também postamos nossos comentários!!! :-)
Boa leitura!!!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Audiodescrição e Inclusão Cultural
Lendo novamente o ótimo site "Movimento Livre", que traz temas relacionados à Deficiência Visual (ver link no canto direito da página), pudemos ver um texto muito legal, intitulado "A Audiodescrição como Motor de Inclusão Cultural". Tá curioso? Lá vai o link, ó:
http://www.movimentolivre.org/artigo.php?id=97
Nota 1o para o autor do post!!! :-) Afinal, deficiente visual (DV) também se interessa por cultura e gosta de lazer: sair, passear, ir ao cinema... Mas peraí! Se você não é deficiente visual, deve estar se perguntando: "uê, mas como essas pessoas sem visão acompanham os acontecimentos à sua volta e acompanham os filmes no cinema, sendo que frequentemente há informações que só podem ser captadas pela visão? Afinal, como essas pessoas, sem enxergar, vão saber qual é o cenário ao redor e as roupas que as pessoas vestem, em um passeio? Como vão saber o que tá passando na tela do cinema?"
Graças à AUDIODESCRIÇÃO, isso pode ser possível!
Bom, em parte dos casos, as pessoas com deficiência visual contam com a companhia de pessoas conhecidas, que vão com elas a esses lugares e lhe descrevem o que estão vendo. Porém, há um "probleminha"... nem todas as pessoas com limitações visuais contam com pessoas normovisuais que lhe "emprestem os olhos" para passar-lhes informações que só são possíveis de ser captadas pela visão! Frequentemente, há a falta de disponibilidade de amigos e parentes normovisuais para acompanhar indivíduos cegos e de baixa visão em tais atividades; dessa forma, os DVs ficam sem saber o que ocorrem em cenas de filmes e peças teatrais, ou de passeios que participam, caso eles queiram se envolver em atividades dessa natureza e resolvam ir sozinhos (ou na companhia de pessoas também com visão comprometida)... :-( Aí, diante disso, muitos deficientes visuais ficam sem acesso a tais atividades - e, com isso, com severas restrições ao acesso à cultura e informação!
Daí o grande movimento, por parte de pessoas e grupos ligados às questões relativas à deficiência visual, em tentar contornar esse problema, à medida que divulgam e tentam conscientizar os organizadores de eventos culturais e de lazer sobre a importância relevante de audiodescritores profissionais em diversos eventos culturais - tais como cinema, teatro, passeios turísticos com guia... senão, como os deficientes visuais vão ter acesso à tais eventos?
Sabe-se que, para uma pessoa portadora de necessidades especiais ter sua plena INCLUSÃO na sociedade, ela necessita de ter acesso a teatros, cinemas, viagens. Ela precisa de se manter bem-informada, para poder ter condições de participação social - e, assim, mostrar que são competentes para contribuir com a sociedade em que vive... isso sim, facilitará bastante o processo de inclusão social! Oras, se um deficiente visual fica à margem dos meios de comunicação visual e dos eventos de cultura e de lazer, e fica só "alienado", "preso em seu casulo", como é que ele vai conseguir integrar com os normovisuais? Como é que ele vai ter assunto interessante e construtivo para trocar ideias com as pessoas que enxergam? Dessa forma, é de extrema importância o papel da AUDIODESCRIÇÃO em diversas situações da vida cultural, a fim de que o cego ou o portador de baixa visão possa mostrar que também tem seu papel de "somar forças intelectuais" à sociedade!!!!
domingo, 30 de janeiro de 2011
Outra preciosidade que achamos na internet!!!
Conforme você pode ver, a cada dia que passa, a gente sempre acha algo legal sobre Inclusão - e, claro, te mostramos! :-) A preciosidade que encontramos hoje foi um blog chamado Inclusão e Educação - cujo link tá lá na listinha do canto direito desta página!
Um dos destaques do referido site foi uma postagem feita pela autora (Tatiane Ricci, pedagoga) no dia 24 de janeiro de 2011. O post fala sobre a Audioteca Sal e Luz - que é uma instituição sem fins lucrativos que produz e empresta livros em áudio para deficientes visuais. Vale a pena dar uma olhada! Aliás, o link para o site dessa instituição é
http://audioteca.org.br/noticias.htm
Leia e divulgue! :-)
Ah! E outro destaque que não podemos deixar de mencionar: a questão da Educação Especial como matéria obrigatória nos cursos superiores!!! Lá vai o link:
http://inclusaoguarulhos.blogspot.com/search/label/Educa%C3%A7%C3%A3o%20Especial
Ainda são pouquíssimas as licenciaturas que possuem disciplinas de Educação Especial em seus currículos. Isso deveria ser repensado (ou seja, estendido a TODAS as licenciaturas), porque, vejamos: a lei da Educação Inclusiva está aí, e exige-se que os professores, ao terem um aluno com necessidades educacionais especiais em sala de aula, "deem conta" da tarefa de garantir-lhe a aprendizagem adequada. Mas,para isso, é necessária a CAPACITAÇÃO adequada - a fim de que os educadores saibam lidar com tais questões, fazendo com que a lei seja, de fato, cumprida. Incluir um estudante cego, surdo ou com outras especificidades não significa simplesmente permitir que ele frequente as aulas - mas sim PROPORCIONAR CONDIÇÕES ao seu aprendizado! Claro que há professores bastante solícitos e dispostos a ajudar esses alunos, sem dúvida. Mas, com certeza, a capacitação dos profissionais irá ser de enorme auxílio, não é mesmo? ;-)
A autora também coloca uma série de artigos relacionados à questão da Inclusão e Educação Especial:
http://inclusaoguarulhos.blogspot.com/2009/05/artigos-relacionados-ao-tema-inclusao-e.html
Um deles é denominado "Ingresso, permanência e Competência: uma realidade possível para universitários portadores de necessidades educacionais especiais". O artigo, de Solange Leme Ferreira, pode ser acessado a partir do link
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382007000100004&lng=pt&nrm=iso
Ora, afinal, o "calouro" universitário, portador de necessidades especiais, necessita ter garantidas as condições de acessibilidade para seguir seu curso. Já falamos, em um outro post, sobre a história da universitária Fernanda, cadeirante, cuja história foi contada no blog do Jairo Marques (denominado "Assim Como Você") e comentada por nós do "Sopa". Mas o caso dela não afetava diretamente a questão de acesso ao material didático propriamente dito (pois sua deficiência era locomotora). Mas e a questão de um cego (que tem dificuldade de acesso a livros, apostilas, anotações diversas, etc)? E de um surdo, que tem barreiras quanto ao acesso às exposições orais dos conteúdos pelos professores? E os disléxicos, que, embora inteligentes, têm dificuldades na leitura e escrita? Se não houver um apoio adequado (recursos humanos,materiais e pedagógicos) para essas pessoas, elas acabarão por querer abandonar o curso! :-(
O blog "Inclusão e Educação" também traz assuntos relacionados à Linguagem de Sinais, Cegueira, Preconceito quanto à Deficiência e outros temas igualmente importantes.
Boa leitura! :-)
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Tecnologias Assistivas: o "Sopa" de PLANTÃO!!!
Ele fala sobre Informática Inclusiva, Educação Inclusiva, Cultura Inclusiva, Acessibilidade... tem uma série de informações, truques e dicas! :-)
Uma coisa legal que o site traz são dicas para os deficientes visuais se saírem bem na hora da digitação. Uê, tá achando que é só conseguir um teclado Braille e pronto? Nada de "mamata": na maioria das vezes, usam-se teclados comuns como os que todo mundo utilizam. Aí, o deficiente visual tem de saber digitar com todos os dedos, e ir acompanhando os sons do leitor de tela enquanto isso! Rerrerré! Quer saber mais? Lá vai o link, ó:
http://movimentolivre.org/artigo.php?id=53
e a continuação do texto está em
http://movimentolivre.org/artigo.php?id=95
Há vários artigos bem legais também sobre Educação Inclusiva. Um deles aborda o seguinte assunto: uma discussão que ocorre bastante entre as pessoas envolvidas com Informática e Educação Inclusivas, que é acerca do "Braille versus a tecnologia computacional assistiva". Isto porque, na atualidade, boa parte dos livros para deficientes visuais costumam ser digitais - para a pessoa ouvir o texto- em vez dos tradicionais livros em Braille. Existem, sim, bastantes livros em Braille hoje em dia; porém eles têm um custo de produção alto e ocupam muito volume. Aí, ocorrem discussões e mais discussões: a tecnologia computacional está "matando" o Braille aos poucos? Ou ela é um recurso tecnológico que tem como finalidade somar benefícios ao usuário de Braille? Você pode ver o texto (e outros, também)no link:
http://movimentolivre.org/educacao/index.php
Tem um material bem legal sobre os leitores de telas Jaws, Virtual Vision, Dosvox, Orca(para Linux)e NVDA:
http://movimentolivre.org/artigo.php?id=50
Boa leitura! :-)
Conserve o que você tem!!! E já!!!
Se você que está lendo esta postagem for deficiente visual (DV), atenção: este texto foi escrito para você mesmo!!! Você - e muitos outras pessoas cegas e de baixa visão- fazem parte do público-alvo deste post!!! (Mas se você é normovisual, esteja à vontade para ler também, hehehe!!! )
Trazemos, para você que é DV, dicas para aproveitar ao máximo todos os recursos sensoriais que você possui! Elas foram elaboradas por uma pessoa que, temporariamente, foi portadora de deficiência visual. Embora tal pessoa fosse leiga na área de saúde, ela correu incessantemente atrás de informações que pudessem ajudá-la a conviver melhor com a deficiência visual - e, assim, evitar correr o risco de, a longo prazo, tornar-se deficiente sensorial dupla ou múltipla devido a pequenos deslizes no dia a dia (ou devido a pura falta de esclarecimento adequado.) Ela vivia dizendo a seus amigos: "Já não basta ter UMA deficiência para dar tanto impacto na vida pessoal, profissional e acadêmica...? Duas ou mais, certamente, vão dar uma 'mão-de-obra' um pouco maior...!"
Então, "voilà" às dicas!
Bom, vamos admitir que você é um deficiente visual que não possui outra deficiência sensorial concomitante - tal como auditiva, por exemplo. Tendo todos os outros sentidos intactos (excetuando, obviamente, a visão), siga os toques que se seguem!
SAÚDE VISUAL - VISÃO RESIDUALSe você possui baixa visão, procure informar-se com o seu médico sobre os detalhes a respeito de sua(s) patologia(s) ocular(es). O que o médico lhe diz, quanto ao uso de sua visão residual? Sabe-se que há doenças oculares nas quais, quanto mais se usa a visão residual, mais se retarda a perda total desta (por estimulação contínua); mas, por outro lado, há outras em que quanto mais a visão residual é utilizada, mais DETERIORA-SE a visão (por forçar-se um órgão que já se encontra debilitado em suas funções). Então, converse com o seu médico oftalmologista e informe-se direitinho! :-)
Descrição da foto: exame de vista. Crédito da imagem: servidorpublico.net Caso seja mais indicado POUPAR a visão residual para preservá-la, NÃO PENSE DUAS VEZES! Nada de ficar forçando a vista desnecessariamente. Um tiquinho de visão residual que você tiver, por menor que seja, faz toda a diferença em determinadas situações!!!! Assim, use o que seus ouvidos, tato , olfato e paladar têm a lhe oferecer!!! Observação: se você é deficiente visual completo, não fique aí achando que ouviu este parágrafo à toa: conte o que você aprendeu, para algum portador de visão subnormal que você conheça! Hehehehe! Vai dar uma ajuda e tanto!
SAÚDE AUDITIVA
Preserve a sua audição ao máximo. Ela, por motivos fáceis de entender, tem de fazer o papel de ouvido e de olho ao mesmo tempo, não é mesmo? Afinal, para compensar o déficit de visão, você precisa da audição mais do que os normovisuais, uê! Então, com atitudes simples, você poderá evitar sair perdendo sua audição "por bobeira"! Evite lugares muito barulhentos, e evite colocar aparelhos eletrônicos de som em volume alto - ainda mais se for com fones de ouvido! A exposição a altos níveis de ruído, acima de 85 decibeis, pode levar a perdas - muitas vezes irreparáveis- da audição.
Descriçaõ da foto: menina incomodada com ruídos altos. Crédito: revistacrescer.globo.comFones de ouvido, se mal utilizados, prejudicam a saúde auditiva! O uso contínuo destes dispositivos, por muitas horas seguidas, não é recomendado pelos especialistas em saúde. É que eles ficam praticamente "dentro" do ouvido, com a fonte sonora muito próxima ao tímpano. Por isso, a longo prazo, corre-se o risco de prejudicar a audição. Se colocar o som alto com o fone de ouvido, aí vai detonar mais ainda a sua capacidade de ouvir!!! CUIDADO! Então, sempre que possível, faça o máximo para restringir o uso deste equipamento, preferindo as caixas de som externas, próprias do aparelho eletrônico de som. Ah, e em volume sonoro baixo, viu???
Descrição da imagem: rapaz usando fones de ouvido. Crédito: fotosearch.com.brSe, para um normovisual, esses cuidados são fundamentais para a manutenção da tão importante saúde auditiva, imagine então a importância elevada da audição para um deficiente visual! Tal preciosidade não pode, de forma alguma, ser jogada fora, hehehe! Então, fique atento!
Quando você estiver em um local muito barulhento, do qual não dá pra sair (como, por exemplo, um evento social com música muito alta, ou uma área barulhenta onde você more, estude ou trabalhe), que tal experimentar protetores auriculares? São discretos, baratos e facilmente encontrados em drogarias, farmácias e lojas de "produtos para saúde". São costumeiramente usados por pessoas normovisuais que trabalham em locais de alto nível de ruído (como industriais, motoristas de ônibus, etc) ou até mesmo estudantes que necessitam concentrar-se em suas tarefas escolares/ acadêmicas e não dispõem de um lugar tranquilo e silencioso para estudar. Já ouviu histórias de jovens normovisuais que precisavam fazer os trabalhos da escola ou faculdade, ou preparar-se para vestibulares e concursos e que, cansados do som alto dos vizinhos ou da barulheira na própria casa (por incompreensão dos familiares ou colegas de república) , compraram um abafador auricular para contornar o problema?
Descrição da imagem: protetores auriculares. Crédito: turso.terra.com.brPois é! Esse dispositivo, além de ajudá-lo a se concentrar melhor, vai proteger seus ouvidos e dar-lhe até um maior sossego - já que na maioria absoluta das vezes os DVs são mais sensíveis a estímulos sonoros que as pessoas de visão normal (e,portanto, irritam-se mais facilmente com ruídos indesejados). Mas atenção: ao comprar seu protetor auricular, prefira os de espuma, que são mais confortáveis e parecem ser os mais eficientes. (Se vier com uma cordinha amarrando os protetores, melhor ainda, para não perdê-los, hehehe!) E mais: fique atento às instruções de uso e manuseio corretos. Caso contrário, além de o objeto não desempenhar seu papel corretamente, podem ocorrer problemas de saúde nos ouvidos devido à má higienização (por acúmulo de bactérias) ou incômodos como acúmulo de cera no ouvido por posicionamento incorreto (tal como aquela velha história do uso incorreto dos cotonetes de limpeza, que todo mundo conhece muito bem!) Ah! E troque o par de protetores auriculares sempre que sentir que eles estão velhos (ou seja: "molengos", com dificuldade de parar no lugar correto...). Senão, eles não cumprirão o papel deles! É igual a escova de dentes: se ficou velha, ela não limpa direito... então, troque! ;-)
Outra dica: ao usar um medicamento, fique atento se ele não possui em sua fórmula componentes que são ototóxicos - ou seja, que podem causar, como sequela de seu uso, a surdez! Converse com o seu médico; ele saberá informar melhor e detalhadamente isso a você.
SAÚDE OLFATIVA E GUSTATIVA
Você que, mais do que os normovisuais, sabe o quanto que o olfato e o paladar são importantes para compensar o déficit visual, não é mesmo? Então, lá vão mais umas dicas:
-Se você fuma, largue JÁ o cigarro! Pesquisas mostram que o hábito de fumar reduz a capacidade da pessoa no referente à percepção de cheiros e sabores. (Duvida?! Dê uma "googlada" aí e confira!) Largando o hábito de fumar, você sentirá o aumento da sua percepção olfativa e gustativa. Ora, se você tem tanta opção de coisas nutritivas, saudáveis, com cheirinho gostoso, sabor delicioso, diet e light para pôr na boca (leia-se: comida saudável), para que você vai ficar colocando cigarro malcheiroso e cancerígeno na boca??? Além de o cigarro causar um déficit olfativo e gustativo (de déficit, já basta o visual, que traz as barreiras que todo DV conhece!), dá também aquele tantão de malefícios à saúde, que são amplamente divulgados pela mídia. Caso ainda assim você seja fã do cigarro, alegando que " ele ajuda a relaxar" (ainda mais que DV tem o dobro de dificuldades cotidianas em comparação com as pessoas sem necessidades especiais - e usa isso como válvula de escape), seguem algumas dicas de atividades que relaxam e dão prazer sem arruinar sua saúde: vá conversar com um amigo, tocar algum instrumento musical, fazer um lanche nutritivo que não prejudique sua boa forma, navegar na internet... e aproveite para ler o "Sopa de Números na Educação Inclusiva", rarrarrá!!!! :-) Temos certeza de que você vai desistir do tabagismo rapidinho, hehehehe!
Descrição da imagem: placa indicativa de que é proibido fumar. Crédito: tobeingoodhealthy.blogspot.com-Outra coisa: se você contrai gripes e resfriados com frequência - ou possui problemas respiratórios crônicos que causem obstrução nasal, tais como rinite alérgica e outros- , certamente nota uma diminuição na sua capacidade olfativa, não é? Então, não perca tempo: tente descobrir quais os fatores que desencadeiam esses eventos. Marque com o seu médico otorrinolaringologista uma consulta e veja com ele o que pode ser feito para minimizar o seu problema. Será que a sua alimentação está balanceada o suficiente, ou faltam alguns nutrientes - e, assim, seu sistema imunológico estria um pouco baixo? Será que determinadas práticas esportivas podem melhorar sua qualidade respiratória e diminuir a ocorrência de tais problemas? Será que você precisa de medicação indicada para o seu caso? Seu médico certamente irá ajudá-lo nessa tarefa.
Observação: Se você que está lendo este post é deficiente visual, mas possui outra deficiência sensorial concomitante, basta adequar as habilidades que você possui com seus sentidos intactos remanescentes, combinando seu funcionamento de acordo com as limitações dos órgãos dos sentidos que possuem funcionamento comprometido. Ou seja, se você por exemplo é deficiente visual e auditivo, faça o máximo para evitar perder mais ainda as percentagens residuais de visão e audição (caso as tenha) e preserve ao máximo as percentagens totais dos demais sentidos. Assim, inspire-se nas dicas dadas ao longo deste texto, e adeque-as à seu perfil de percepção sensorial. Assim, evitará contrair novos problemas de saúde que irão somar mais limitações às que você já possui. Então, cuide-se! ;-)
Agora é sua vez, leitor do "Sopa", que seja DV ou não: considerando-se que as dicas acima foram elaboradas, testadas e aprovadas por uma pessoa então deficiente visual, o que achou? Gostou? Comente em nosso blog! Aliás, sugestões adicionais -que poderão turbinar tudo isso dito acima- são muito bem-vindas!!!! :-)
*Colaborou na revisão de texto deste post: Raquel Rossini, graduanda em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Inclusão na Universidade: Um exemplo de que superação é possível!!!
Para fazer faculdade, ela teve de fazer como muitos estudantes fazem: mudar de cidade para estudar, adaptar a uma vida nova, a novos colegas... Obviamente, a questão de acessibilidade a materiais didáticos e de acompanhar as aulas em sala não a afetava diretamente (pois suas limitações eram do aparelho locomotor); mas por outro lado, ela tinha de contornar obstáculos tais como acesso a diversas dependências da universidade, uso de instalações diversas, etc. Isso sem contar a questão de encarar o que é "ser diferente" num grupo de pessoas de convivência diária (segundo o que ela conta, no início as pessoas a olhavam com "risinhos sem graça"). Mas, pelo que se pode ver, ela conseguiu se integrar bem, com as pessoas do ambiente acadêmico, e estas se mostravam dispostas a auxiliá-la no que fosse preciso. A história de Fernanda vem com fotografias e tudo! (Dá pra ver que ela tem um tantão de amigos, na turma dela!) Mas se você que está lendo este post for deficiente visual, não fique chateado: a ausência de visualização das fotos não compromete a compreensão do texto, pois o conteúdo delas acaba sendo contado ao longo do texto. Aliás, ele é escrito numa linguagem bem agradável e que estabelece proximidade com o leitor!
O mais legal de tudo não foi só a superação da jovem, mas sim a sua disposição em contar a sua história de forma detalhada para ser publicada no Blog do Jairo! Isto porque, mesmo com a lei que assegura os direitos de inclusão dos portadores de necessidades especiais nas instituições de ensino, nem sempre tais instituições encontram-se "prontas" para receber um aluno nessas condições , garantindo-lhe acessibilidade nas diversas necessidades especiais. E aí, já viu.. se o estudante não correr atrás de seus direitos, se ele não lutar... aí ele acaba ficando sem o que, por lei, JÁ DEVERIA TER SIDO PROVIDENCIADO HÁ MUITO TEMPO! :-O E, diante desse quadro, vemos que muitos estudantes com necessidades especiais "vão à luta" - porém há sempre aqueles que por timidez, vergonha de se expor, motivos familiares (ou algo semelhante) deixam de batalhar por seus direitos e acabam perdendo a chance de estudar e pôr em prática seus talentos, habilidades e realizar seus sonhos como qualquer pessoa não deficiente!!!! :-( Logo, está aí o nosso parabéns pela jovem Fernanda em contar sua história - não só pelo exemplo de vida,mas também porque, à medida que ela compartilha seu depoimento com os internautas, certamente vai motivar e animar muitos portadores de necessidades especiais diversas a "mostrar a cara" e acreditarem que estudar, fazer faculdade, ter uma profissão, ter amigos... enfim, ter uma rotina "normal", é possível!!!! :-D
E parabenizamos também o jornalista Jairo, autor do blog "Assim como Você", que teve a iniciativa de publicar o depoimento da estudante em sua página. Valeu, Jairo e Fernanda!!!! :-D
Outro blog legal na nossa lista de Blogs Interessantes!
O Jairo Marques é jornalista e trabalha no jornal Folha de São Paulo, desde 1999.
O link para o blog do Jairo está no canto direito desta página, na lista de blogs e sites interessantes! Boa leitura!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Tecnologias assistivas na Educação
Ficou curioso? Lá vai o link:
http://deficienciavisualsp.blogspot.com/search/label/Recursos%20para%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20Inclusiva
"Enjoy"!!! :-)
Sugestões de leitura
Vale a pena dar uma olhada neste artigo, sobre Educação Inclusiva - e seus desafios:
http://www.observatoriodaeducacao.org.br/index.php?view=article&id=748%3Ainclusao-desafia-a-educacao-especial&option=com_content&Itemid=37
Tem também esse ótimo artigo aqui, "Inclusão, Sociedade e Outros Abusos Conceituais":
http://www.observatoriodaeducacao.org.br/index.php?view=article&id=821%3Ainclusao-sociedade-e-outros-abusos-conceituais&option=com_content&Itemid=37
Boa leitura!
De volta à área!!!
Bom, mas valeu a espera que você, leitor assíduo do "Sopa", encarou, caso tenha passado suas férias na frente do computador, hihihi! Voltamos no batente na blogosfera... e, então, suas doses regulares de novidades do "Sopa" estão garantidas! Basta ir acompanhando nossa página, e ir conferindo os nossos próximos posts! :-)
domingo, 19 de dezembro de 2010
Braille Virtual: um software bastante útil para quem enxerga, mas trabalha com deficientes visuais!
Resumindo: pelo fato de as pessoas normovisuais ao redor de um deficiente visual não conhecerem o alfabeto Braille, há uma dificuldade na troca de materiais escritos entre o DV e as pessoas de sua convivência.
Pensando nessa problemática, uma equipe de professores da USP desenvolveu o Projeto "Braille Virtual".
O que é o projeto Braille Virtual?
É um projeto desenvolvido por uma equipe de professores da Faculdade de Educação da USP, com a finalidade de disseminar o Braille para pessoas que... ENXERGAM! Isso mesmo: para afastar aquela ideia de que o "Braille é algo difícil e inacessível", e facilitar a comunicação escrita entre deficientes visuais e normovisuais, à medida em que mais pessoas de visão normal conheçam a técnica!
O projeto consiste em um curso de Braille online, com recursos de animação digital para que pais, professores e amigos de deficientes visuais aprendam o Braille de forma prazerosa.
Conforme texto no site do projeto, "as pessoas que vêem não precisam do tato para ler em Braille. Com o aprendizado do sistema composto por 63 símbolos formados pela combinação de seis pontos em uma célula, o indivíduo que vê pode ler textos em Braille apenas substituindo as letras comuns pela nova simbologia". [1]
O curso é livre e não oferece certificado. Mas é de grande utilidade para as pessoas que convivem com deficientes visuais - ou que desejam aprender, para a eventualidade de um dia conviverem com um deles! :-)
Como começou esse curso?
No início dos anos 2000, a professora Nely Garcia, da USP, percebeu que pouquíssimas pessoas normovisuais conheciam o Braille, ao fazer um trabalho de consultoria para o MEC. Sendo assim, ela acabou por constatar que esse fator iria prejudicar- e muito! - o aprendizado de crianças com deficiência visual. Como, por exemplo, um professor iria corrigir um trabalho escolar de um aluno cego - como uma redação, por exemplo? Nós, licenciandos em matemática, pensaríamos, de maneira análoga: "em um exercício escrito, no qual o professor necessita ler e acompanhar o raciocínio do aluno - bem como o emprego da simbologia correta em um exercício de matemática-simplesmente não teria como o professor atender adequadamente a esse aluno!" Ou seja: se os normovisuais dominassem o sistema Braille, certamente não haveria esse problema...
Sendo assim, a professora continuou trabalhando em suas pesquisas, e , assim, surgiu o software Vide Braille I, que tinha por finalidade ensinar o Braille por meios visuais, com animações virtuais, para que as pessoas que enxergam pudessem aprender Braille. Entretanto, o programa acabou por permanecer desconhecido, pelo fato de as estratégias para divulgação não terem sido eficientes.
No entanto, em 2004, foi criado o Braille Virtual, que foi disseminado através da Internet. Veja o site do Braille Virtual no fim desta postagem! :-) A professora criadora do projeto afirma, em depoimento dado no site da USP [2] , que "hoje, ouvem-se muitos professores que não necesitam mais de terceiros para fazer a transcrição [do alfabeto Braille para o convencional]".
Conforme podemos ver no site da USP ,
"O Braille Virtual foi lançado em 2004 e não contou com nenhuma estratégia formal de divulgação. A existência do site foi repassada entre os interessados via boca-a-boca. Ainda assim, logo nos primeiros meses se pôde perceber um boom nos acessos à página. Já em janeiro de 2005, quando o site do Braille Virtual contava pouco mais de quatro meses, o número de visitas era superior a 15 mil. Hoje, são mais de 320 mil visitantes e uma distribuição de cópias do software que supera o 1,2 milhão.
“O mundo todo está ampliando o acesso ao programa”, conta a professora Tizuko Morchida Kishimoto, também responsável pelo Braille Virtual. Há referências ao Braille Virtual em páginas de empresas e instituições governamentais de diferentes países, sem contar um posicionamento em todas as regiões do Brasil. A adaptação do programa aos idiomas inglês e espanhol levou o Braille Virtual a ser significativamente acessado nos continentes norte-americano e europeu.
Com isso, os depoimentos elogiosos e experiências positivas com o programa se criam em escala exponencial. Os relatos que chegam à equipe da FE trazem frases como “o curso veio de encontro à minha necessidade como educadora”, “nós que temos familiares com deficiência visual sabemos da importância desse trabalho”, e “sou cega e gostaria de parabenizar todos os envolvidos na realização do projeto. Iniciativas como esta são fundamentais se queremos uma sociedade mais inclusiva”.
A diversidade dos elogios reflete a variabilidade do público que chega ao site. Familiares de cegos, educadores, “curiosos”, militantes – embora de diferentes vertentes, pessoas que acreditam na inclusão dos cegos e que também apostam na tecnologia como uma ferramenta eficaz para superar as barreiras costumeiras. Barreiras como a da distância, posta abaixo pela união entre um sistema bem desenvolvido e a disposição de pessoas como o professor Everton Vasconcelos, do interior do Rio Grande do Sul. “Ainda que eu não tenha contato direto com pessoas cegas, acredito que diminuir preconceitos é tarefa de todo educador. Por isso utilizei o Braille Virtual com os meus alunos, e afirmo que todos os professores deviam adotar práticas semelhantes”. [2]
Referências
[1]http://www.braillevirtual.fe.usp.br/pt/index.html
[2]http://www4.usp.br/index.php/educacao/17549-numeros-e-depoimentos-positivos-atestam-sucesso-do-projeto-braille-virtual
sábado, 18 de dezembro de 2010
Novidades!!!
Ficou curioso(a)? Dê uma conferida neles!!! :-)
