quinta-feira, 30 de junho de 2011

Novas Tecnologias & Inclusão de Pessoas com Necessidades Especiais!

Por: Débora Rossini

Oooooooopaaaaa!!!! Se você é uma pessoa "ligada" na questão do papel das novas tecnologias na inclusão das pessoas com necessidades especiais, não pode perder um evento que será realizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com transmissão ao vivo pela internet!!!!

Amanhã, sexta-feira, 1º de julho, a Faculdade de Educação da UFMG vai realizar um evento no qual se discutirá exatamente essa temática. Veja a reprodução do texto que está no site da UFMG:


"Evento coloca em debate papel das novas tecnologias na inclusão de pessoas com necessidades especiais

Nesta sexta, 1 de julho, a Faculdade de Educação realizará conferências que discutirão como novas tecnologias – redes sociais, celulares, computadores e softwares – podem auxiliar na inclusão de pessoas com necessidades especiais, tanto no uso cotidiano desses meios digitais, como na questão da educação a distancia.

Voltada especialmente para graduandos dos cursos de licenciatura da UFMG, a atividade é aberta ao público, sem necessidade de inscrição prévia. Serão emitidos certificados.

As conferências Tecnologias assistivas: conceitos e práticas e Tecnologias assistivas: experiências cotidianas serão proferidas respectivamente pelas professoras Priscila Augusta Lima e Priscila de Toledo Fonseca.

Última das atividades do semestre desenvolvidas no projeto Integração das tecnologias da informação e comunicação na formação docente, no Programa de Consolidação das Licenciaturas (Prodocência) da Capes, o evento tem início às 14h no auditório Neidson Rodrigues.

Haverá transmissão ao vivo pela Twitcam @NucleoPraxis e Rádio FaE, canal 1."

(Fonte: http://www.ufmg.br/online/arquivos/019928.shtml)


... E então...?! Se você não pode se deslocar até o local do evento, não precisa ficar chateado (a), pois vai ter transmissão ao vivo pela internet, conforme foi dito acima!!! :-D Assim sendo, anote aí na sua agenda o dia e hora, para não perder "essa"!!!! :-)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Vamos "andar" com a Fernanda?

Por: Débora Rossini

Oooooopaaaa! Navegando pela internet, achamos um ótimo blog que você não pode deixar de visitar!!!!! É o blog da Fernanda Fontenele.

Quem é ela?

É uma jovem que, aos 16 anos, sofreu um acidente de carro e ficou tetraplégica. (Hoje ela possui seus vinte e poucos anos...) Com muita garra, força, fibra e determinação, a jovem veio investindo pesado em seu objetivo de voltar a andar. Em meio a tudo isso, fez faculdade e participa de diversas atividades! :-)

O mais legal é que ela faz reflexões bastante pertinentes, que são capazes de chegar a emocionar quem lê... Explico: a jovem acredita que estamos neste mundo para cumprirmos uma missão e ajudar as pessoas. Logo, todo este processo árduo e longo pelo qual ela vem passando seria, digamos,um "aprendizado" para ajudar outras pessoas que estejam passando por situação similar! Algo do tipo "não foi ela, obviamente , que escolheu tal situação de limitação física; foi a vida que lhe impôs. Sendo assim, em vez de se lamentar, aproveitou a oportunidade para tentar extrair uma lição positiva disso tudo e encarar isto como uma forma de aprimoramento pessoal, para tentar ser uma pessoa melhor!"

Por essa linha de raciocínio, pense: se você possui alguma deficiência - e ,portanto, encara os desafios de uma pessoa com tal característica no dia-a-dia- tem aí mais um testemunho de que não se deve "jogar a toalha" e ficar revoltando-se contra tal situação!!!!! É duro, é árduo (só quem passa ou já passou por isso entende muito bem!!!) , mas... quem sabe a "deficiência" é uma maneira de a pessoa que a possui desenvolver novas habilidades e mostrar-se que, de fato , é uma pessoa com "EFICIÊNCIA" (isso mesmo!) para tornar-se um ser humano melhor, mais sensível e ajudar as outras pessoas? (Tanto vale para ajudar as outras pessoas que necessitam de força para superar suas limitações físicas quanto para ajudar os indivíduos 'ditos normais' a verem a vida por um outro olhar, por um outro ângulo, e desenvolverem maior sensibilidade ao seu papel no mundo e em relação às outras pessoas...)

Sendo assim, fica aí a dica: vamos andar com a Fernanda? ;-)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Mesa redonda na UFLA discutiu questões relacionadas às pessoas com deficiência!!!

Por: Débora Rossini

Oooooooooopaaaa!!!!! :-) Lembra da mesa-redonda que foi anunciada na postagem do dia 02/06/2011 - e que foi realizada na última quarta-feira (8 de junho de 2011)? Pois é, ela foi um sucesso!!!

Dentre o que foi discutido e abordado - tanto pelos palestrantes quanto pela plateia no momento destinado a comentários e discussões- , vários apontamentos não devem ser esquecidos:



  • Quem deve participar de elaboração de soluções para atendimento às pessoas com deficiência? Oras, não se deve cair naquela velha fórmula paternalista na qual as pessoas "ditas normais" é que devem encontrar soluções para os "deficientes"!!!!! Na verdade, TODOS JUNTOS devem participar!!! As pessoas com deficiência é que devem explicar e nortear os "não-deficientes" como é que elas querem - e precisam!- ser tratadas, ser atendidas, quais são suas necessidades no dia-a-dia, no trabalho, na vida escolar, etc. (Cá pra nós, leitor do "Sopa": é claro que há algumas exceções óbvias para tal regra: tratam-se daquelas situações na qual o deficiente ainda é uma criança pequena -que ainda depende de a família responder por ela... - ou então quando é uma pessoa com limitações cognitivas que não lhe permitam fazer escolhas, ou responder por seus atos. Mas aí já é outra situação, não é verdade?)



  • Seria importante que todos os cursos universitários tivessem em suas grades obrigatórias matérias relacionadas à inclusão e acessibilidade! Nas licenciaturas é de extrema importância - pois os futuros professores , em um dado momento, deparar-se-ão com estudantes com necessidades especiais ...e a lei exige que os professores estejam capacitados para atender ao direito de toda e qualquer pessoa estudar - seja ela com deficiência ou não!!!). E nos bacharelados, também é de extrema importância. Sabe por que? Oras, tem aí a lei de vagas reservadas para pessoas com deficiência no mercado de trabalho!!! Assim sendo, é fundamental que todos os egressos de um bacharelado saibam como lidar com uma pessoa deficiente no trabalho!!! Seja auxiliando-a em tarefas (uma vez que uma pessoa com deficiência e outra sem podem ser colegas); seja entendendo como é o modo peculiar de tal pessoa desempenhar tarefas e de explorar suas potencialidades... Dessa forma, será um grande passo para erradicar a discriminação (velada ou não) no ambiente corporativo!!!! Se as pessoas de uma dada organização - especialmente os consultores de RH!- estiverem devidamente capacitados para lidar com tal situação, certamente as pessoas com necessidades especiais poderão mostrar que têm seu talento para "somar forças" a uma dada empresa ou organização, seja ela privada ou pública! ;-)

(Cá pra nós aqui,leitor do "Sopa": além do que foi dito acima sobre os egressos de cursos de bacharelado, há ainda um caso bem interessante: trata-se dos bachareis que decidem seguir carreira acadêmica e, além de pesquisadores, tornam-se professores no ensino superior. Assim sendo, a qualquer momento eles poderão se deparar com estudantes com necessidades especiais na universidade, não é? E a lei da educação inclusiva ampara também os estudantes de cursos superiores! Então...?! Viu a importância de os bachareis terem também disciplinas sobre o tema das pessoas com deficiência em suas grades curriculares? Pois é! )



  • Outra coisa que foi falada na mesa-redonda e que não pode ser esquecida: a questão da capacitação de professores para lidar com alunos com necessidades especiais e seus verdadeiros objetivos. Como assim? Oras, tem muito educador que participa de tais cursos de capacitação, mas tem tendência a esperar que saia do curso com uma "fórmula", uma "receita", um "algoritmo" para lidar com tais estudantes!!!! :-O

Bom, fica bem claro que fórmula pronta não tem não... (risos)!!! Calma, leitor... não é para desanimar não!!! Relaxe: está-se apenas querendo mostrar que tais cursos têm o objetivo de serem NORTEADORES para como lidar com tais estudantes. Agora, COMO é o jeito mais adequado de lidar com eles... bom, vai depender de CADA estudante! ;-) Cada um tem suas especificidades, limitações e habilidades - e , portanto, deve-se considerar a situação do(s) estudante(s) ali em questão, para então conseguir perceber qual a melhor forma de trabalhar com ele(s)!!!

Só para ajudar no esclarecimento aqui: sabe-se que, mesmo entre pessoas com deficiência de uma mesma categoria, há diversidade entre elas! Por exemplo: deficiência visual. Tem gente que enxerga pouco, tem gente que não enxerga nada, tem gente que já nasceu assim, tem gente que perdeu a visão ao longo da vida, tem gente que tem uma estrutura psicológica melhor para lidar com isso do que outra, tem gente que lê Braille, tem gente que prefere áudio, tem gente que consegue ler caracteres ampliados, tem gente que só usa a visão residual (caso haja) sob luminosidade intensa enquanto há outros que apresentam fotofobia (incômodo com luzes fortes), etc... Viu só? O mesmo ocorre entre pessoas com deficiência auditiva, com deficiência motora, entre outras.

Então, leitor...? Uma coisa é certa : mesmo com toda esta diversidade de necessidades apresentadas pelas pessoas com deficiência, tem algo em comum que TODAS querem: é o respeito, é a valorização de suas habilidades e compreensão de suas limitações, é a inclusão verdadeira dessas pessoas na vida social , é o direito de ter participação social... enfim, de ser valorizada como ser humano!!! Manjou? ;-)

Bom, o post de hoje fica por aqui... ah, e para quem quer saber mais detalhes sobre como foi o evento, veja na página da Assessoria de Comunicação da Universidade Federal de Lavras (UFLA):

Boa leitura! :-)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Apresentação de Monografia- "A Educação Inclusiva e o Ensino de Matemática para Deficientes"

Por: Débora Rossini

Ooooooopaaa!!! Se você é antenado em eventos relativos à Educação Matemática Inclusiva, você não pode perder o que vai rolar na Universidade Federal de Lavras (UFLA) na terça-feira que vem!!!!

"-Obaaaaa!!! O que é?????" - você está aí se perguntando.

É um convite à defesa de monografia de conclusão de curso, de uma aluna de Graduação em Matemática da UFLA, com este tema!!!

Vamos lá aos detalhes:

-Título: "A Educação Inclusiva e o Ensino de Matemática para Deficientes"
-Apresentada por: Ana Paula Pedroso - Graduanda em Matemática
-Tipo: Defesa de Monografia de Graduação
-Data: 14 de junho de 2011 (terça-feira)
-Horário: 17:30 h
-Local: Anfiteatro do DEX (Departamento de Exatas) da Universidade Federal de Lavras.

Vamos nessa? :-)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

EVENTO: II Mesa Redonda: "A Pessoa com Deficiência e a Universidade"

Por: Débora Rossini

Ooooooopa!!! De novo ao batente no teclado no computador!!!! :-)
Desta vez é para ajudar a divulgar um evento, que será realizado na Universidade Federal de Lavras/MG. Será uma mesa redonda, denominada "A Pessoa com Deficiência e a Universidade".

"-Oba, fiquei curioso!!! Quero mais detalhes!" - certamente você está pensando.

Então, "voilà"!!! :-)

Segundo texto do convite oficial (enviado pela Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Federal de Lavras/UFLA para uma lista de e-mails cadastrados), os detalhes são os seguintes:

-Nome do evento: "II Mesa Redonda: "A Pessoa com Deficiência e a Universidade"

-Palestrantes: Maria de Fátima Ribeiro, Nilmar Machado, Warlley Ferreira Sahb

-Dia/hora/local: 8 de junho de 2011 (quarta-feira), às 17:00, no Anfiteatro do DCC (Departamento de Ciência da Computação) da Universidade Federal de Lavras/MG.

Entrada franca.

Para maiores informações, entre em contato com a Pró-Reitoria de Graduação da UFLA: prg@prg.ufla.br ou acesse a página www.prg.ufla.br

...E então?! O que você está esperando...? Pegue sua agenda e anote aí, para não esquecer!!!! ;-)

terça-feira, 31 de maio de 2011

"Como deve ser a acessibilidade para deficientes visuais em instituições de ensino?"

Por: Débora Rossini

Oooooooooopaaaaa!!!! De volta ao batente no teclado do computador!!!! Bom, galera, vocês que estão acostumados a ler e ouvir sobre a questão da acessibilidade para deficientes visuais em escolas e faculdades, devem estar se questionando:

"-EU SEI que tem que ter acessibilidade... mas COMO implementá-la???"

Se você, leitor do "Sopa", se enquadra nesse grupo de pessoas que está fazendo a pergunta acima, relaxe!!! :-) Tcham-tcham-tcham-tcham!!! Os amigos que escrevem o site "Movimento Livre" fizeram um post bem esclarecedor sobre o assunto. Dê uma olhada lá:

http://movimentolivre.org/artigo.php?id=135

Ficou "show de bola" o texto que eles fizeram! :-)

Bom, o post de hoje fica por aqui... a "Sopeira" que vos escreve tem de terminar de estudar para uma prova de Matemática!!! (Uê, sou graduanda em Matemática... quem está na chuva é para se molhar, rerrerré!!!) . Boa leitura!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"Práticas Inclusivas no Ensino de Física e Matemática"

Por: Débora Rossini


Oooooopaaaa!!! De novo ao batente na blogosfera! :-)


Bom, o Fórum de Integração Universitária da Universidade Federal de Lavras encerrou-se, mas o “Sopa” estava devendo aos leitores o relato de mais um minicurso ÓTIMO que teve no referido evento, e que ocorreu em dois dias (terça e quarta-feira)!!!!


O minicurso, denominado “Práticas Inclusivas no ensino de Física e Matemática”, foi ministrado por Paola Trama Alves dos Anjos, mestranda pela UNESP. Ela faz mestrado na área de Educação em Ciências, para deficientes visuais. Curiosidade para os leitores: adivinhem quem é o orientador dela????? É o professor Éder Pires de Camargo! Você, leitor do “Sopa”, que vem acompanhando todas as postagens, certamente lembra-se dele: é o professor de Física da UNESP, que é deficiente visual e do qual foi falado na postagem do dia 09/02/2011, intitulada “Física para Deficientes Visuais: você já pensou nisso?” Mas se você é um leitor do “Sopa” que está chegando agora a este site, não fique acanhado: é só acessar o referido post, que aí você vai saber quem é este professor "show de bola"!!! :-)


Bom, vamos falar sobre o minicurso?


No primeiro dia, a abordagem foi teórica: foi explicado o que é um deficiente visual – do ponto de vista médico e educacional - , como fazer para atender às suas necessidades educacionais, como elaborar uma aula em uma sala de aula regular que contenha deficientes visuais, etc. O mais legal é que a prelecionista destacou alguns pontos interessantes:







    • Geralmente, tem muito educador que diz assim: “Tenho 40 alunos na minha sala, e 1 'de inclusão'”. É importante que, urgentemente, os professores mudem esse modo de se expressar, e passem a dizer “Tenho 41 alunos”... e pronto! Isto porque o aluno 'de inclusão' – leia-se, aluno com necessidades educacionais especiais- é um estudante como qualquer outro; só que necessita de equipamentos e metodologias que atendam ao seu modo de aprender;







    • Tem muito educador que, ao receber a notícia de que vai ter um aluno com necessidades especiais, exclama: “Nossa, vou ter então que preparar duas aulas, com dois materiais didáticos???? Um para a classe regular e outro para atender a esse aluno 'especial'”? Claro que não... pode-se -e deve-se!- preparar uma aula só, segundo a prelecionista Paola. E como preparar essa aula? Oras, atendendo ao conceito de “desenho universal”, e de forma que ela atenda a todos os alunos da sala! Assim sendo , a aula e os materiais devem ser elaborados de tal modo que tanto um estudante “sem deficiência” possa compreender e utilizar a seu modo, quanto um estudante com necessidades especiais (ex: visual) possa compreender e utilizar do jeito que lhe for mais adequado.




Exemplo: suponhamos que numa classe de 41 alunos, um destes seja deficiente visual e o restante seja “sem deficiência”. As aulas devem ser elaboradas de forma que tanto quem aprende visualmente quanto quem aprende sem a visão podem acompanhar! E no que se refere a materiais didáticos, eles devem ser elaborados de tal modo que estimulem os diversos sentidos (ou seja, multissensoriais). Assim, quem enxerga pode valer-se de tais materiais, ao ser estimulado visualmente e de modo tátil, por exemplo. E quem não enxerga, pode utilizar esse mesmo material utilizando os ouvidos e/ou o tato, por exemplo. Resumindo: quanto mais sentidos os materiais estimularem no aluno, melhor! Aí cada aluno utiliza os sentidos que lhes são possíveis , ou os de sua preferência!


No segundo dia do minicurso, foi uma demonstração prática de como tais materiais multissensoriais funcionam. A prelecionista Paola levou, para a plateia, alguns materiais didáticos confeccionados com materiais de baixo custo (isopor, lã,arame,palitos, etc), e que podem ser confeccionados facilmente por qualquer pessoa (tanto por professores, quanto monitores, como pelos próprios estudantes). Assim sendo, foi possível ver um sistema cartesiano, para representação de gráficos, em alto-relevo , confeccionado com linhas, isopor e alfinetes; disco de Newton com adaptações de estimulação sonora e olfativa (para atender também àqueles estudantes que não enxergam); modelo esquemático de astronomia, explicativo de como ocorrem os eclipses, feitos com linhas, arames e bolas de isopor, que funciona tanto para quem vê quanto para quem não vê (e, aí, entra em cena a percepção tátil)...




TESTADO E APROVADO!!!


Na plateia, havia um estudante cego, que “testou” os materiais utilizando os sentidos que lhe são remanescentes. Deu pra ver que o rapaz gostou bastante, e compreendeu direitinho fenômenos físicos e modelos matemáticos que, normalmente, são representados por meio de desenhos na lousa e nos livros (algo inacessível para um cego!!!)


Os materiais foram passando de mão em mão para o restante da plateia, que era normovisual. Percebeu-se, pelos comentários, que, “quem tem visão normal, vê e entende perfeitamente a explicação dada por meio de tais materiais multissensoriais... mas, quando fecha os olhos, não consegue entender nada! Os deficientes visuais conseguem , mas os normovisuais não!"


Paola esclareceu que os deficientes visuais costumam ter os sentidos remanescentes mais , digamos, treinados, que um normovisual de olhos fechados. Esse fenômeno dos sentidos remanescentes mais apurados é por causa da prática que os deficientes visuais possuem, com a estimulação constante de tais sentidos, já que não podem contar com a visão!


(Só de curiosidade: é claro que um normovisual que já foi deficiente visual - e que recuperou a visão há relativamente pouco tempo- poderá ter tanto a percepção típica de um normovisual quanto a percepção característica de um DV. Aí, neste caso excepcional, é como se tivessem duas 'pessoinhas' dentro daquele corpo: uma que enxerga e uma DV, bastando, para isso, abrir ou fechar os olhos. Mas cada caso é um caso, viu?????? Nem todo mundo é assim... tem "ex-cego" que, mesmo enxergando com os olhos, ainda tem dificuldades de percepção visual e, ao "atrapalhar-se" com o raciocínio visual, continua usando os sentidos remanescentes, na busca por um melhor desempenho em suas atividades. Futuramente, há planos de postagem de textos aqui no "Sopa",contando como é a percepção sensorial de “ex-deficientes visuais”. Aguarde...! )


Foram bastante enriquecedores os dois dias deste minicurso. Valeu a pena!!!!


quarta-feira, 25 de maio de 2011

PLANTÃO "SOPA": Mesa-Redonda sobre Inclusão, no Fórum de Integração Universitária!

Por: Débora Rossini

Oooooooooooopaaaa!!!! Tá achando que o "Sopa" dorme no ponto, né? Se você acha isso, está "redondamente enganado"!!!! Rerrerré!!!! Trocadilhos à parte, este post é para falar sobre a mesa-redonda sobre Acessibilidade e Inclusão, presidida por Elaine das Graças Frade e Nilmar Ronizeti Machado, realizada ontem - e que foi um evento vinculado ao Fórum de Integração Universitária, que está rolando na Universidade Federal de Lavras/MG durante toda esta semana!


No evento, foram convidados quatro estudantes da referida universidade, que são pessoas com deficiência, para falarem lá na frente. Três deles são deficientes visuais, e um é deficiente físico. Eles contaram suas histórias, as dificuldades encontradas no meio acadêmico, as estratégias pessoais de superação, o relacionamento interpessoal com as pessoas não-deficientes... enfim, houve espaço para uma discussão bastante saudável sobre o tema.



Mais positiva ainda foi a receptividade da plateia, composta por pessoas sem deficiência, que se emocionaram com as histórias de vida ali relatadas. Não raro, no momento reservado a comentários, muitos dos que estavam na plateia diziam algo do tipo: "Nós, os 'ditos normais', muitas vezes sentimos preguiça e desânimo de estudar... e esses estudantes aí, 'matando vários leões por dia' para atingir seus objetivos!"



Os comentários da plateia também davam sugestões de ações para promoção da verdadeira inclusão de pessoas com deficiência (PCDs).



Uma delas era a proposta de atividades de integração entre as pessoas com diversos tipos de deficiência, no ambiente universitário (de forma que um cego tivesse a oportunidade de interagir com um surdo ou deficiente motor, ou vice-versa, de forma que proporcionasse uma rica troca de experiência entre os diversos tipos de PCDs).



Outra ideia proposta seria a de haver elaboração e ministração de disciplinas nas licenciaturas que abordassem especificamente a Educação Inclusiva; afinal a lei exige que os professores atendam às PCDs... mas cadê a capacitação, no curso de licenciatura?



Terceiro questionamento levantado: tem a disciplina "Introdução a Libras", ofertada no final dos cursos de licenciatura (atendendo a uma lei nacional). Mas será que, em apenas em um semestre, os licenciandos vão conseguir sair fluentes em LIBRAS e capazes de comunicar sobre qualquer assunto com alunos surdos que porventura estiverem matriculados em uma escola regular? (A LIBRAS é uma língua, e, como tal, requer um tempo maior de aprendizado e treino!!!)



Um outro questionamento, feito por alunos de Educação Física, seria a questão da inclusão efetiva e adequada de alunos com deficiência em atividades físicas ou em cursos superiores de Educação Física. Eles alegaram que se fala muito em "inclusão" nessa área, em "Atividade Física adaptada"... mas que , na faculdade, veem poucas abordagens e iniciativas relacionadas a este tema. Você, leitor , ao ler este parágrafo, tá achando que este blog sobre Matemática está fugindo da temática dele, ao mencionar isso aí??? Uê, então leia o post "Matemática e Corpo Humano: Uma coisa tem a ver com outra... ou não?, publicado neste blog no dia 22/11/2010. Aí você vai ver que as diversas áreas do conhecimento não são estanques em hipótese alguma!!! Rerrerré!!! Manjou, leitor? :-)



Agora é com você: se participou do evento relatado acima, dê seus "pitacos" no espaço indicado nesta página!!! :-) E se não participou, mas tem ideias legais pra compartilhar aqui no "Sopa", palpite também!!! :-)

terça-feira, 24 de maio de 2011

PLANTÃO "SOPA" : Marcando presença no Fórum de Integração Universitária!









Por: Débora Rossini




Ooooopaaaaa !!! Olha o Plantão do “Sopa” no Fórum de Integração Universitária, em Lavras/MG!!! O post de hoje fala sobre a palestra de ontem, “ "Implicações administrativas decorrentes da presença de um aluno cego em um curso de Graduação em Matemática. ", cujo prelecionista foi Renato Marcone José de Souza, doutorando em Educação Matemática pela UNESP de Rio Claro/SP.





O tema abordado na palestra foi a história de um estudante de Matemática, de uma instituição federal, e que é conhecido do palestrante. Esse estudante tinha perdido a visão depois de ter ingressado no curso de Matemática. Com muita força de vontade e desejo de continuar fazendo o curso escolhido, o rapaz prosseguiu em seus estudos. É interessante destacar que, em meio aos estudos, o rapaz ainda teve de lidar também com a reabilitação – já que perdeu a visão adulto. Ou seja, tinha de aprender a viver como cego: desenvolver habilidades auditivas e táteis extras, aprender a andar com bengala-longa, reaprender a fazer as atividades da vida diária, etc!





No entanto, na época em que o rapaz era estudante de Matemática (final da década de 1990 e durante alguns anos da década de 2000), a instituição não estava preparada para atender a um aluno cego no curso de Matemática. Que metodologias utilizar? Como lidar com o fato de que esse estudante iria levar tempo extra, comparado com os colegas normovisuais, para aprender satisfatoriamente os conteúdos? Como fazer abordagens de tal forma que o processo de ensino-aprendizagem valorizasse as habilidades desse estudante (audição, tato, cálculo mental, capacidade de criar modelos espaciais mentais, etc) e não conflitasse com as limitações (visuais) do estudante?





Durante a palestra, o prelecionista foi mostrando todas as reformulações que a universidade teve de fazer, para que esse estudante deficiente visual prosseguisse no seu curso: adaptações de formas de dar aula, atendimento fora da aula regular (para facilitar a aprendizagem do rapaz), revisão de normas internas da universidade referentes ao tempo máximo de integralização curricular, etc. E, superando dificuldades e driblando barreiras, por vários anos, o rapaz conseguiu se formar!!!!





Após terminar a palestra, Renato Marcone abriu espaço para debate e troca de idéias e experiências – que foi muito produtivo, visto que tinham deficientes visuais entre a plateia. E a “Sopeira” que aqui pilota o teclado teve uma surpresa muito legal!!! Ela descobriu que Renato Marcone é um dos membros do EPURA- Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Matemática Inclusiva, coordenado pela professora Miriam Godoy Penteado - e cujo blog está , há muuuuito tempo, na lista de “Favoritos” do “Sopa”!!!! (Veja lista no canto direito da página). Viram só? :-D É muito legal a sensação de a gente descobrir que o “blog tem cara” (palavras do Marcone, rerrerré!!!), e finalmente conhecer pessoalmente os contatos que, até então, a gente só conhece via internet! :-D Deu para trocarmos rapidamente algumas idéias – e, claro, turbinar a lista de contatos acadêmicos, não é mesmo? Afinal, ambos mexemos com Matemática!!! :-D





Agora é com você leitor! Caso você também tenha assistido à palestra na UFLA, conte suas impressões no espaço de comentários! E se você que está lendo este post não participou , mas tem idéias interessantes pertinentes ao tema abordado, não fique acanhado: dê seus “pitacos” também !!!




E hoje, das 16 às 18 horas, tem uma mesa redonda, cujo tema é Acessibilidade e Inclusão!!! Se você é participante do evento, dá uma olhadinha no post de ontem- e veja direitinho o local e os dirigentes!!!


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Começa hoje o Fórum de Integração Universitária!!!!

EPor: Débora Rossini


Ooooopaaaa!!! Olha o “Sopa” aqui, de novo e de olho no Fórum de Integração Universitária, que está rolando na Universidade Federal de Lavras/MG (UFLA) durante toda esta semana!!!! :-)


As inscrições foram encerradas no dia 18 de maio de 2011, e o evento acontece entre os dias 23 e 29 de maio de 2011, na cidade de Lavras/MG!!!


Recebemos, via Orkut, a pergunta de uma leitora, que desejava saber quem estará ministrando os minicursos e palestras referentes às questões que envolvem Deficiência/Inclusão/Acessibilidade. Nossa, é tanta gente diferente que será prelecionista! Bom, para não ficar fazendo suspense nos leitores (afinal,nós divulgamos o evento em postagem anterior,né?), colocamos aí para você uma listinha com os principais eventos que versam sobre este tema. MAS ATENÇÃO: a programação completa você encontra em http://www.dce.ufla.br/fiu/ . Então, é importante frisarmos que o Fórum de Integração Universitária abrange diversas temáticas, de diversas áreas do conhecimento – logo, a programação completa não iria caber em um único post do nosso blog, né? Rerrerré! Então, se quiser ver tuuuuuudo, acesse o link indicado lá. Mas para facilitar sua tarefa, seguem-se alguns dos eventos sobre Deficiência/Inclusão/Acessibilidade que “catamos” da página principal!!! :-)


Vale lembrar que todas as atividades listadas abaixo serão realizadas nas dependências da Universidade Federal de Lavras/MG .



Segunda-feira 23/05/2011


Curso: Produção de Significados na Educação Matemática


Palestrante:Romulo Campos Lins


Horário: 21 as 23 h


Local: Anfiteatro da Biblioteca Universitária


***


Curso: "Implicações administrativas decorrentes da presença de um aluno cego em um curso de Graduação em Matemática. "

Prelecionista: Renato Marcone José de Souza

Horário: 21 as 23h


Local: Pavilhão 03 - sala 02


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Terça-feira 24/05/2011



Atividade: "Mesa Redonda: A inclusão das pessoas com deficiência na Universidade: estratégias para a aprendizagem e caminhos da acessibilidade."


Dirigentes: Nilmar Ronizeti Machado; Elaine das Graças Frade.


Horário: 16 as 18 h


Local: Anfiteatro da Biblioteca Universitária


***


Curso: Praticas Inclusivas no ensino de Física e Matemática - Parte 1


Prelecionista: Paola Trama Alves dos Anjos


Horário: 21 as 23 h


Local: Pavilhão 3- Sala 03


***


Curso: "Educação Inclusiva, Ensino de Física e a Formação do Professor "


Prelecionista: Lucia da Cruz de Almeida


Horário:21:00 as 23:00


Local: Pavilhão 06- sala 01
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QUARTA-FEIRA 25/05/2011


Curso: "O CENAV no Contexto Educacional "


Prelecionista: Rosa Maria Teixeira e outros.


Horário: 08h as 10h


Local: Pavilhão 03 sala 05


(Nota: para quem não sabe, CENAV é o Centro de Apoio às Necessidades Auditivas e Visuais. É vinculado à Prefeitura Municipal de Lavras/MG.)


***



Palestra- "Relacionamento Interpessoal com o Deficiente Visual"


Prelecionista: Adelene de Souza
Horário: 10 as 12 h


Local: Pavilhão 03 sala 05


***



Curso: Praticas Inclusivas no ensino de Física e Matemática – Parte 2


Prelecionista: Paola Trama Alves dos Anjos


Horário: 21 as 23 h


Local: Pavilhão 3- Sala 03
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Quinta-feira 26/05/2011


Palestra: PROET - Programa de Educação para o Trabalho - " Transformando a Deficiência em Eficiência"


Prelecionista: Ellen Mirian Lopez de Carvalho


Hora: 09:30 às 11:30


Local: Pavilhão 03-Sala 02


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Palestra: Libras? Que Língua é Essa?


Prelecionista: Delmir Rildo Alves


Hora: 16 as 18h


Local: Pavilhão 03 sala 04


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Mas espera aí que não acabou!!!! Se você é bastante interessado (a) em Educação Matemática em geral, acesse a página principal do evento, cujo link foi fornecido neste post: tem um monte de coisa interessante lá!!! :-)


Para verificação da programação completa, siga o passo-a-passo abaixo:




  1. Acesse http://www.dce.ufla.br/fiu/ ;



  2. Verifique as opções de login: se você é estudante da UFLA, vá em “Login Alunos UFLA”. Se você é visitante já inscrito no evento, vá em “Login Visitantes”. Entre com seus dados e pronto! Viu como é fácil?


O post de hoje fica por aqui... afinal, a “Sopeira” que escreve o post de hoje deseja assistir a mais uma palestra desta tão falada semana acadêmica!!!!!


Caso você que esteja lendo este blog seja também participante do evento -e esteja inscrito em alguma palestra ou minicurso da lista que demos neste post- está , mais uma vez, convidado a compartilhar conosco suas impressões sobre as apresentações! Vale utilizar o espaço de comentários do nosso blog, vale e-mail e vale orkut!!!! Rerrerré!!! Queremos saber o que a galera está achando!!! :-)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Deficiência e Inclusão fazem parte das abordagens do Fórum de Integração Universitária, em Lavras/MG

Oooooooooopaaaaaa!!!!! Olha os "Sopeiros" na área!!! De vez em quando, a gente dá uma sumidinha involuntária da internet... mas vocês, leitores do Sopa, são compreensivos e entendem que vida de estudante de Matemática não é fácil, né? Rerrerré! É um tantão de provas, trabalhos, seminários para apresentar... ufa!!!! Mas a gente tenta conciliar tudo, direitinho! :-)

Falando em vida acadêmica, haverá, entre os dias 23 e 27 de maio de 2011, o Fórum de Integração Universitária (FIU), que será realizado na Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Lavras/MG. Será uma semana acadêmica que proporcionará uma série de eventos, de diversas áreas do conhecimento. E, entre eles, haverão palestras e mesas-redondas para tratar de temáticas relacionadas à Educação Inclusiva, Deficiências e a integração das pessoas com necessidades especiais à sociedade - sobretudo no meio acadêmico.

Sendo assim, quem for participar do evento e tiver se inscrito em atividades que versem sobre a temática da Deficiência/Inclusão/Educação Inclusiva, está convidado a deixar suas impressões e opiniões, acerca das abordagens feitas em tais palestras/mesas redondas, em nosso blog! :-) Para os que toparem essa ideia, não se esqueçam de colocar também o nome , qual o vínculo com a UFLA (estudante, professor, técnico-administrativo, visitante), qual o curso em que estuda na UFLA (se for o caso), e qual (ou quais) palestras sobre Deficiência/Inclusão de que participaram!

Acredita-se que é bastante interessante ver a opinião das pessoas que participam do evento, a fim de propor uma enriquecedora troca de ideias que, motivadas por apresentações na semana acadêmica, possam ter continuidade no espaço virtual -e, gradativamente, gerar mais ações transformadoras no mundo real . Dessa forma, cada um de nós pode contribuir para que haja uma sociedade menos excludente! :-) Viu só que legal???

Quem quiser mais detalhes sobre o Fórum de Integração Universitária, pode acessar o site da Universidade Federal de Lavras (sede do evento) , através do link
http://http//www.dce.ufla.br/fiu/

E quem quiser ver a programação completa do evento, acesse a página do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFLA:
http://http//www.dce.ufla.br/fiu/

Estamos aguardando as ideias, opiniões e sugestões dos participantes! :-) Um abraço!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Um Software Livre : Tradutor Digital de Português/LIBRAS!!!!

Por: Débora Rossini

Oooooopaaaaa!!!! De novo na net!!!! Pra quem se interessa pela Inclusão e curte tecnologias - sobretudo as computacionais- lá vai uma novidade envolvendo o fantástico mundo do Software Livre!

O "achado" em questão é um texto que é do mesmo site que foi recomendado em post anterior, o "Blog do BHLegal.Net". O texto conta a história do software (livre) desenvolvido por Noelle Nascimento, ex-estudante de Engenharia de Computação; é um software inédito que converte a fala e a escrita em português para Libras. Isso mesmo: é como se fosse um "intérprete digital"!!!!

"-Peraí, mas o famoso software Rybená não faz isso não?" - você deve estar se perguntando...

Bom ,o Rybená tem algumas limitações... pois ele , segundo a reportagem, "disponibiliza um recurso parecido, porém só para textos selecionados de páginas da Internet e não utiliza o recurso de voz."

"-Obaaa! Quer dizer que posso adquirir esse software já?" - certamente você deve estar ansiosamente se perguntando... e roendo de curiosidade para ver o software sendo executado...! Rerrerré!!!

Calma, leitor... ele ainda é um protótipo! Segundo o texto, "o software VE-LIBRAS, como é chamado, ainda é um protótipo, mas deverá diminuir drasticamente essas barreiras de comunicação e proporcionar mais acessibilidade para a comunidade surda, quando finalmente chegar ao mercado. 'O objetivo é tornar mais acessível a Libras e facilitar a comunicação entre essas pessoas. Um pai, por exemplo, poderá conversar com seu filho através deste software mesmo que não tenha domínio da língua de sinais. O mesmo vale para as salas de aula', disse Noelle." Ou seja: uma ferramenta que dará uma "mãozinha" e tanta na Educação Inclusiva, não é mesmo? ;-)

Quer ler o texto original, na fonte, na íntegra? Lá vai o link: http://www.bhlegal.net/blog/ve-libras-software-livre-traduz-fala-e-escrita-para-a-lingua-de-sinais/

Boa leitura!!!

Preconceito & os deficientes

Ooooooopa!!!! Olha o que achamos de útil na internet e recomendamos!!!

O blog denominado "Blog do BH Legal.Net- Por uma BH mais acessível!" traz uma série de posts escritos por Adriana Lage. Os textos são bastante úteis para reflexão sobre a questão da inclusão e acessibilidade. Um dos posts que fazemos questão de recomendar é sobre um assunto muito sério e que está presente no cotidiano dos deficientes/pessoas com necessidades especiais: o PRECONCEITO!!! (Calma, que mais pra frente do texto vai aparecer o link...)

Tem situações de preconceito explícito, na qual os "ditos normais " ("normais??!??!??!) acham -e demonstram abertamente - que o deficiente é um "coitadinho" e que sempre precisa de pessoas que façam as coisas e se expressem por eles. Cá pra nós, leitores do "Sopa": grande equívoco achar isso, não? (Quem lê o "Sopa" e outros sites e blogs sobre Inclusão sabem que as pessoas com deficiência têm talentos como qualquer pessoa... basta dar-lhes as oportunidades, tecnologias assistivas e condições de acessibilidade adequadas!!!!!)

Mas tem situações de preconceito velado, ou "mascarado", que são igualmente irritantes para uma pessoa com deficiência!!!! >:-( E o pior de tudo é que, no nosso país, costuma ser assim: pergunta-se para alguém se esse alguém possui preconceito, e a pessoa diz: "-Nããooo! Que ideia!!!" , e dali a alguns minutos essa mesma pessoa está sendo a causadora de algum episódio de preconceito velado... snif, snif!!! :-(

Tá, mas como esse preconceito velado ou mascarado é demonstrado?

Dê uma olhada nos exemplos que Adriana Lage, cadeirante, postou no site que indicamos no início deste texto. Note que tem , inclusive, exemplos relacionados à instituição de ensino onde Adriana estudava!!!!! Pô, a lei da Educação Inclusiva tá aí... mas como efetivar a inclusão na Educação se há barreiras de acessibilidade, incluindo as arquitetônicas???? (Como a pessoa com deficiência irá estudar, fazendo valer seu direito garantido por lei???????)

Lá vai o link que prometemos no início do texto:
http://http//www.bhlegal.net/blog/novas-situacoes-de-preconceito-velado/

(Obs: caso seu computador esteja apresentando algum problema que faça com que o link não abra, não se desespere; não precisa de achar que o computador esteja tendo preconceito contra você... rerrerré! É só copiar o link e colar na barra de endereços do seu navegador. Aperte "enter", e... lá está a página desejada! "Manjou?" )

Boa leitura e boas reflexões! ;-)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Blog "Mãos em Movimento" - o "Sopa" recomenda!!!!!!!

Oooooopa!!!! Descobrimos um blog bastante interessante para quem está envolvido com a questão da Educação Inclusiva, e que você não pode deixar de dar uma olhada!!!

http://maosemovimento.blogspot.com/

O referido blog, denominado “Mãos em Movimento”, trata não só da questão da surdez e da educação especial para surdos, como também de outros tipos de necessidades especiais. Conforme a apresentação deste, logo na primeira página, é um “Blog sobre educação de surdos e tudo mais que se refere a surdez, Libras, língua de sinais, Pedagogia, audiodescrição, deficiência múltipla, surdocegueira, deficiência visual e Psicopedagogia.”

A autora do blog é Roseli Gonçalves do Espírito Santo, que é pedagoga – com habilitação em Deficiência da Audio-Comunicação. Ela trabalha como professora de surdos em uma escola especial, da Rede Municipal de São Paulo.

E você, internauta, o que está esperando?! Corre lá, que tem um monte de posts legais te esperando!!! :-D

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Conhece o "Projeto Incluir"?

Ooooopa!!!! Você aí, que tá na frente do computador e que tanto se interessa pela questão da inclusão das pessoas com deficiência, já ouviu falar no Projeto Incluir?

O referido programa é um projeto institucional, destinado às instituições de ensino superior do Brasil. É financiado pelo Governo Federal, através da Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC).

E qual é o objetivo desse projeto?

O objetivo é proporcionar às universidades brasileiras recursos - tanto humanos (profissionais capacitados para trabalhar e lidar com pessoas com deficiência) quanto materiais (equipamentos , tecnologias assistivas, adaptações arquitetônicas de acessibilidade, etc). Dessa maneira, procura-se atender à política de Inclusão nas instituições de ensino superior. Já falamos em outros posts sobre as dificuldades encontradas pelos estudantes no ambiente acadêmico, não é mesmo? Então... se você está querendo manter-se antenado em relação a como as universidades procedem para minimizar tais barreiras, você não pode ficar "boiando" acerca do Programa Incluir!

A Universidade Federal de Lavras/MG (UFLA) é uma das instituições contempladas pelo Projeto Incluir; desde 2008, ela atende a edital específico para poder participar do Programa- e, assim, realizar ações que promovam a inclusão dos estudantes com alguma necessidade especial. Assim sendo, houve iniciativas tais como:

-aquisição de equipamentos (tecnologias assistivas) para possibilitar que as pessoas cegas e de baixa visão possam ter acesso a materiais didáticos, periódicos e impressos em geral. Entre eles, podemos mencionar : computadores com software leitor de tela e monitor de tamanho grande, que possibilita ampliação do que é exibido na tela; impressora Braille; scanner, para digitalização de textos impressos (que posteriormente são convertidos para voz, para que o estudante deficiente visual ouça os textos);

-monitor bolsista, para auxiliar os estudantes deficientes visuais nas atividades acadêmicas sempre que necessário. Curiosidade: no ano de 2009, uma das "Sopeiras" foi monitora desse projeto, viu????? Dê uma olhada no vídeo intitulado "Inaugurações da Biblioteca Central UFLA", produzido pela TV Universitária de Lavras, clicando aqui.


Além disso, houve também:

-cursos de capacitação para a comunidade acadêmica (em 2009 e 2010, houve, por exemplo, o curso de capacitação dos servidores da Biblioteca Central)

-instalação de elevador, na Biblioteca, para acesso de pessoas com deficiência de locomoção.

Tiveram também outras atividades realizadas. Ficou curioso para saber mais? Calma, leitor! Rerrerré! Foi publicado, pela equipe responsável pelo Projeto Incluir na Universidade Federal de Lavras, o jornal "Incluir Notícias"!!!!

Boa leitura a todos, e... comentem!!!! ;-)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Dificuldades em Aprendizagem de Matemática: questionamentos e reflexões

OOOOOOpaaaa!!! Para quem se interessa por Educação Matemática, lá vai um blog legal para ler e adicionar em "Favoritos":

http://http//lourdesonuchic.blogspot.com/

É o blog da Profª Drª Lourdes de La Rosa Onuchic,que trabalha no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), câmpus de Rio Claro/SP. Ela atua em atividades como a orientação de mestrado e doutorado, bem como a coordenaçaõ do Grupo de Trabalho e Estudos em Resolução de Problemas (GTERP).

Um post que você não pode deixar de ler, no referido blog, é intitulado "O Ensino de Matemática: mudanças no ensino, na aprendizagem, na avaliação e no uso da tecnologia". Bastante sugestivo o título, não? Tá doido pra ler o texto? Lá vai o link:

http://http//lourdesonuchic.blogspot.com/2008/07/o-ensino-de-matemtica-mudanas-no-ensino.html

O ponto-chave do texto é o seguinte: para que a Matemática seja bem ensinada - e consequentemente bem assimilada pelos estudantes- , devem-se desenvolver metodologias educacionais que atendam aos canais de aprendizagem dos estudantes. Quais as linhas pedagógicas que devem ser trabalhadas? Quais as metodologias mais eficientes? Por que, mesmo matriculado em uma boa escola, pode acontecer de o aluno tirar notas baixas em tal disciplina e “lutar” para passar de ano? Enfim, há diferenças significativas entre a Educação Matemática e a Educação de um modo geral?

Dúvidas e mais dúvidas...
Agora, cá pra nós, leitores do “Sopa”: Por que será que muita gente diz "detesto matemática"? Será que é uma matéria realmente chata? Ou será que, devido a métodos de ensino não tão estimulantes, acaba-se por passar uma imagem erroneamente ruim da Matemática? Note que estamos falando, aqui neste post, de estudantes em geral - e não estamos restringindo apenas aos estudantes portadores de necessidades especiais, que normalmente são o foco deste blog. (No entanto, estes últimos são os que mais sentem os efeitos de metodologias de ensino pouco eficientes - já que estes, além das dificuldades inerentes ao fato de ser um estudante, têm ainda as dificuldades adicionais enfrentadas pelo fato de terem necessidades especiais.)


Tem gente que gosta de Matemática, mas tem gente que tem pavor. Por quê?

Bom, nós, os "Sopeiros", ingressamos num curso universitário de Matemática... então, presume-se que não achamos essa matéria chata - caso contrário, não teríamos feito esta escolha para a futura profissão! Mas tem muita gente que o-de-ia essa matéria, e ainda brinca: "O quêêêê???? Matemática é curso para 'loucos'!" E então...? Por que será que uma mesma matéria causa opiniões tão diferentes entre as pessoas?

Tudo bem que existe o fator das habilidades acadêmicas- uns gostam mais de Exatas, outros de Humanas, outros de Biológicas... Cá pra nós, se todo mundo gostasse das mesmas coisas, como a Humanidade teria acesso às diversas áreas do conhecimento? ;-) Pessoas diferentes, áreas diferentes... ok? Até aí, tudo bem. O problema instala-se quando a pessoa QUER ou PRECISA assimilar uma disciplina e não consegue (a Matemática, no caso)... seja para estudos do ensino fundamental, médio, preparatório para concursos e vestibulares... ou seja até mesmo como matéria obrigatória de alguns cursos superiores que não são da área de Exatas!!!! Certamente, você já ouviu estudantes de Letras ou Pedagogia comentando que têm Estatística Básica na grade curricular... ou estudantes de Administração que necessitam aprender Fundamentos de Cálculo e Matemática Financeira, não é? Aí é que começa o problema: o estudante é obrigado a dar conta da disciplina, ainda que não seja por escolha direta – mas como parte de um processo de alcance de objetivo de médio ou longo prazo-... e, aí, a matéria não “entra” de jeito nenhum na cabeça da pessoa!!! HELP!!!! S.O.S.!!!! :-O E aí, infelizmente, o indivíduo acaba por exclamar:

-Sou “burro”, eu não “dou” pra isso!!!!

Então, para evitar que esta e outras frases de autodepreciação sejam ditas pelos próprios estudantes, é hora de se repensar o ensino de Matemática e suas metodologias. Por que ela é considerada o “terror” de muitos estudantes? Será que é dificuldade de aprendizagem do estudante...? Ou será a utilização de técnicas pouco eficientes ou pouco estimulantes pelos professores, ao ensiná-la? Em outras palavras: o problema é com os alunos ou com o professor???

Bom, se a primeira hipótese é válida, sugere-se um acompanhamento psicopedagógico, no sentido de fazer com que o estudante desenvolva habilidades pessoais para assimilar o conteúdo. Se é a segunda hipótese que conduz ao fracasso escolar de muitos alunos em Matemática, é necessário que se parta do seguinte princípio: já que os alunos não entendem do jeito que é ensinado... então, deve-se ensinar de um jeito que os alunos entendam! ;-) Ou seja, valorizando as habilidades dos alunos, propondo atividades que favoreçam o envolvimento ativo dos estudantes e que desenvolvam o interesse destes... Notas boas à vista!!! :-D E, aí, com a auto-estima lá no topo,os alunos vão deixar de confundir “Matemática” com “Má Temática ”!!! Uhrúúúúúú!!!! Obaaaaaa!!!!! :-D

O blog da professora Lourdes Onuchic traz algumas elucidações sobre o tema da Educação Matemática – seja por postagens próprias, seja pelos links sugeridos no canto direito da página. Na verdade, a autora fez poucas postagens- mas, mesmo assim, o legal do blog são as referências feitas a uma pessoa experiente na área de Educação Matemática (a autora) - o que ajuda bastante na obtenção de palavras-chaves para as “googladas” a título de pesquisa- e os links para sites e blogs que tratam de Educação Matemática. Assim sendo, chegando ao tal blog, você terá uma, digamos, “ estrada de acesso” para várias outras páginas que mencionam a referida pesquisadora e seu trabalho!!! Ou seja, serve como um bom guia de busca para referências em pesquisas e trabalhos acadêmicos também, pois, através desta página, você encontra outras! ;-)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Xô preconceito! Agora não tem desculpa: a Internet está aí!!!!

Por: Débora Rossini

"Ser um Deficiente" é o nome de um óóóóótimo blog que encontramos pela internet afora!!! :-D Escrito por Amauri Nolasco Sanches Júnior, esse blog traz bastantes esclarecimentos sobre deficiência, hipocrisia da sociedade, dicas de como lidar com um portador de necessidades especiais... e reflexões sobre tudo isso!!! Ficou curioso, leitor do "Sopa"? Lá vai o link! :-)
http://serumdeficiente.blogspot.com/


Você, que lê o Sopa regularmente - e que certamente também acompanha outros blogs que falam sobre Inclusão e Deficiência- já parou para pensar em uma coisa interessante? Olha só: normalmente, as pessoas com algum tipo de necessidade especial/deficiência (visual, auditiva, locomotora, paralisia cerebral, etc) encontram dificuldades para mostrar todo seu potencial e talento no dia-a-dia, devido ao preconceito dos ditos "normais" (normais?!?!?!) . E aí, muito talento dessa galera de PCDs (Pessoas com Deficiência) acaba por ficar reprimido... :-( No entanto, graças ao potencial da Internet, isso vem mudando.

Como assim?

Oras, olha o tantão de blogs e sites construídos por PCDs!!! Na nossa lista de Favoritos, que fica no canto direito desta página, tem um tantão! Olha só alguns exemplos legais: temos o Desculpe, Não Ouvi (da Lak Lobato, que é surda); Somos Todos Igualmente Diferentes, da Diéfani Piovezan (também surda); Assim Como Você (Jairo Marques, cadeirante); Menina Robô, da Kariny Takita (deficiente múltipla); Sigo Rodando (Ana Paula Cardoso, tetraplégica), Movimento Livre (escrito por uma galera cujos membros são todos deficientes visuais)... e muitos, muitos outros que você pode ver no tópico "Você também pode gostar destes sites e blogs", no canto direito desta página!!! (Claro que também tem blogs que abordam temática similar, mas cujos autores não são PCDs).


E, aí, o que você pôde ver? Que, graças a Internet, todos nós - sejamos PCDs ou não- temos atualmente uma facilidade imensa para produzir e postar conteúdo online. Olha as ferramentas virtuais aí: blogs, redes sociais, sites... e muitas outras! Assim sendo, a internet dá uma voz, e tanta, para os PCDs gritarem para toda a sociedade que "SIM, TEMOS TALENTO E COMPETÊNCIA PARA PARTICIPAR DAS RELAÇÕES SOCIAIS!!!!!!" Com um computador e um ponto de acesso a internet, as PCDs conseguem ter voz para gritar que existem, e que querem - E MERECEM!!!!- ser tratados com respeito como qualquer pessoa, tendo suas habilidades valorizadas e suas limitações respeitadas!!! Assim, através dos blogs que são escritos e mantidos por PCDs, a sociedade tem a oportunidade de ver a temática da deficiência, da inclusão (ou da falta desta?!... snif, snif!!!), da educação adaptada às necessidades especiais... expressa do ponto de vista dos próprios deficientes. E isso é muito importante: pois à medida que os ditos "normais" (??!?!?!) podem ver a expressão dos sentimentos, das necessidades, dos estados psicológicos, das ideias daqueles indivíduos que têm algum tipo de deficiência, redigida por estes próprios, as pessoas não-deficientes passarão a compreender melhor as PCDs - em vez de alimentarem aquela ideia estereotipada e errônea de que "o deficiente tem de ter sempre alguém que pense e expresse por ele".

Oras, quem é melhor para explicar a alguém como auxiliá-lo em suas diversas atividades, valorizando suas habilidades e respeitando suas limitações? OS PRÓPRIOS DEFICIENTES, claro!!!! :-D Isto por causa das experiências inerentes a este grupo de pessoas. Então, estas, em conjunto com os não-PCDs, poderão ser atuantes em uma rica troca de experiências que beneficiará a todos! Como dizem diversos estudiosos da Educação Inclusiva, não são os "ditos normais" que devem decidir o que é bom e o que é ruim para um deficiente visual, ou auditivo, ou motor, ou qualquer outro... são os próprios deficientes que, desde que tenham capacidades cognitivas preservadas, devem explicar para os não-deficientes o que eles querem e precisam. E aí, junto com os não-deficientes, construir ideias e aplicá-las, a fim de que o mundo seja mais acessível e inclusivo! ;-)

Há relatos de deficientes que usam a internet para expressar suas ideias, nos quais eles dizem que o bom do computador é o fato de sentirem-se mais à vontade na interaçaõ interpessoal. Eles costumam afirmar- seja de forma explícita ou velada- que, "atrás" do computador, os leitores de seus escritos não vão ficar reparando nas suas diferenças físicas, comparando-as com o corpo de alguém "normal". Ou seja, não vão ficar "grilados" com os olhos, digamos, deformados de cegos... ou do jeito de olhar diferente de um surdo (eles exploram visualmente, com mais intensidade, as expressões fisionômicas do interlocutor)... ou das diferenças anatômicas entre um cadeirante e uma pessoa clinicamente "normal". Assim, os ditos "normais", ao terem contato interpessoal com uma PCD através de um computador, ficam mais focados no que a pessoa com necessidade especial tem a dizer, em vez de focar na aparência dela e ficar deixando, por muitas vezes, a pessoa constrangida.

Já outros deficientes tiram de letra a questão das diferenças anatômicas, e afirmam que têm dificuldades de locomoção, de sair de casa para expressar suas ideias... e, por isso é que utilizam a internet para ter contato com as pessoas que estão "lá fora".

Bom, o ideal seria que as pessoas sem deficiência encarassem com naturalidade as diferenças anatômicas, não é mesmo? Afinal, todos nós, PCDs ou não, temos nossas particularidades físicas! Mas, enquanto isso não ocorre, podemos afirmar que, sem dúvida, esse canal de expressão online é o primeiro passo para que a sociedade reconheça o potencial das pessoas com necessidades especiais, e veja o que elas são capazes de fazer para serem pessoas pró-ativas no mundo em que vivem. Uma vez derrubada essa barreira aí, é hora de extrapolar o mundo virtual e experimentar também o mundo real - visto que este proporciona ricas experiências que o mundo cibernético não dá. E , então, utilizar, com sabedoria, o que o mundo real e o virtual , adequadamente dosados e combinados, proporcionam.

E você,leitor(a) do Sopa? O que acha? Comente!!!! :-)

segunda-feira, 28 de março de 2011

"Educação Matemática- Geral e Inclusiva" : o "Sopa" recomenda!!!!

Oooooopa!!! Como vocês já devem ter percebido, nós, os Sopeiros, temos também o Orkut como ambiente virtual de interatividade (procure nosso perfil: Sopa de Números na Educação Inclusiva). Pois é! Utilizando esta ferramenta, a nossa leitora Érika enviou uma ótima sugestão de blog para nós – e como os sopeiros não são egoístas (rirrirrí!!!) , passamos a sugestão de leitura para você “degustar” também neste post!

A sugestão que ela passou foi o blog “Educação Matemática: Geral e Inclusiva”. O autor, Ailton Barcelos, faz um monte de postagens interessantes sobre Educação Matemática. Tem , inclusive, dicas para pessoas que atuam nessa área e que querem publicar seus artigos em revistas especializadas no assunto!!! Obaaaa! :-D

Tá curioso para ver esse blog interessante? Lá vai o link, ó!

http://inclusionmatematica.blogspot.com

Tem um texto que você, que lê o Sopa e se interessa pela Educação Matemática Inclusiva, não pode deixar de dar uma espiada: olha aí! Tá em espanhol. (Bom que você treina suas habilidades em um outro idioma, rerrerré!)

http://inclusionmatematica.blogspot.com/2010/10/la-ensenanza-de-la-matematica-los.html

Boa leitura a todos! Valeu, Érika, pela dica! Obs.: vocês que leem o “Sopa” e conhecem mais sites interessantes sobre Educação Inclusiva em Matemática, Tecnologias Assistivas, Acessibilidade e Inclusão, não se acanhem...! Enviem os links pra nós! :-) Vale usar a seção de comentários, o Orkut ou o nosso e-mail! (Ver o tópico “Contate-nos”, no canto direito desta página.)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Pessoas com necessidades especiais: Que nome usar?

Oooooopaaaa! O tempero da "Sopa" de hoje vem lá do site "Movimento Livre"!!!! :-)

Bom, galera, o "xis" é o seguinte: muita gente, em diversas situações cotidianas que envolvam a temática das pessoas (d)eficientes (palestras, redação de textos, conversas formais e informais, etc), fica sem saber como denominar corretamente tais indivíduos. Sabe como é... há o receio de dar denominações fora do que é chamado de "politicamente correto". E então surge a dúvida:

"COMO denominar, de forma geral, as pessoas que não veem, e/ou não ouvem, e/ou não andam, etc"?

Aí, vem diversas respostas - entre elas, as mais comuns:
"Pessoas com necessidades especiais"
"Pessoas portadoras de necessidades especiais"
"Pessoas deficientes"...

Tá, mas acontece que, de tempos em tempos, algumas terminologias mudam. E algumas são melhor aceitas, outras nem tanto... e outras dependem do contexto no qual se fala ou se escreve. Ih, confundimos o leitor, né?
"Nóóó, e agora?"- certamente algum leitor está aí se perguntando, na frente do computador...

Calma, querido/a leitor/a do "Sopa"!!! :-) Um post feito lá no site Movimento Livre, escrito de maneira bem-humorada e bastante instrutiva e esclarecedora, chegou para resolver o problema!!! Tcham-tcham-tcham!!! Tó o link!!!
http://movimentolivre.org/artigo.php?id=121

Nela, o autor mostra o que é o mais aceito atualmente em termos de denominação referente às pessoas com necessidades especiais - bem como a (im)pertinência de algumas gírias utilizadas popularmente para denominar tais pessoas! Dê uma olhada... ou ouvida, se você for usuário de leitor de telas! Rerrerré!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Quer saber se está chovendo? Que tal sentir o cheiro para saber?

Oooooopa!!! De novo na net, trazendo coisas interessantes para os leitores!!!! Desta vez, a novidade "internética" vem lá do site "Educação Matemática e Surdez", escrito pelo professor Salles - e que foi um dos primeiros que adicionamos à nossa lista de favoritos. Olha o link aí,para a nossa sugestão de leitura de hoje, moçada!!! O texto que sugerimos para leitura se chama "O Cheiro da Chuva", e pode ser lido em:

http://ersalles.wordpress.com/ppees/#comment-115

O autor do post , que é professor de Matemática, conta uma experiência interessante com uma aluna surda, na época em que ele fazia um trabalho acadêmico de campo, a fim de coletar material para sua monografia. Não vamos contar muito, senão perde a graça, rerrerré! ;-) Mas, para ir adiantando, o relato do professor mostra o seguinte: as pessoas que possuem limitações sensoriais podem desenvolver mecanismos adaptativos que resultam no fato de os outros sentidos remanescentes ficarem mais aguçados! E, por consequência, tais pessoas desenvolvem maneiras alternativas de perceberem os fenômenos ao redor e o mundo à sua volta!

Fica aqui a seguinte ideia para reflexão: as pessoas com (d)eficiência têm todo o potencial de desenvolverem talentos e habilidades, a fim de atingirem seus objetivos de estudar, de trabalhar, de fazer amigos, de... enfim, viver! Cabe à sociedade, composta majoritariamente de pessoas sem necessidades especiais (será que é isso mesmo?!?!?!?!) entender esse fato e acolher quem tem dificuldades de audição, de visão, de locomoção ou qualquer outra.

O "Sopa", que vive marcando presença na blogosfera ( a modéstia passou longe, heim? Rarrarrá!!!), foi até o "Educação Matemática e Surdez"... e, claro, deixou um palpite na página de comentários - após ler o post feito pelo professor Salles. Escrevemos o seguinte "palpite":

"Bastante interessante essa observação acerca do “cheiro da chuva”!!! Ela é uma demonstração clara da questão do desenvolvimento de outros sentidos – ou seja, quando uma pessoa possui uma deficiência sensorial, ela aguça os sentidos remanescentes para ampliar sua percepção de mundo! ;-) No caso da Juju, como ela não escuta o barulho da chuva, ela desenvolveu meios alternativos de perceber isto (além , claro, de utilizar as pistas visuais quando possível).
A percepção do “cheiro da chuva” também ocorre com deficientes visuais, cujo olfato geralmente é aguçado, para compensar o déficit visual! (Outra alternativa para os cegos é o recurso auditivo – ou seja, o som da chuva.)"

E vocês, leitores do "Sopa", o que acham? Comentem!!!!! :-D

quinta-feira, 17 de março de 2011

Surdos Oralizados: Quem são eles?

Ooooopa!!! Olha aqui o “Plantão 'Sopa'” mais uma vez, descobrindo coisa boa na web!!! Desta vez, o “cardápio” sugerido pelos Sopeiros é o site Acessibilidade na Prática, com um texto muito legal e esclarecedor sobre os Surdos Oralizados:
http://acessibilidadenapratica.blogspot.com/2011/03/surdos-oralizados.html

O texto foi escrito pela blogueira Lak Lobato, que é autora do blog “Desculpe, não Ouvi” (cujo link está no canto direito desta página). Ela faz parte do grupo que é definido como “Surdos Oralizados”. Bom, mas aposto que você já está se roendo de curiosidade e se perguntando quem são esses indivíduos... rerrerré!!!

Bom, para começo de conversa, definem-se como surdas oralizadas aquelas pessoas que possuem perda auditiva profunda – e que não usam a LIBRAS- Linguagem Brasileira de Sinais para atender às suas necessidades de comunicação. Em vez disso, para entenderem o que os interlocutores dizem, fazem a chamada leitura labial/orofacial, e costumam utilizar recursos de amplificação sonora (como o Implante Coclear, por exemplo) para auxiliar na captação dos sons. Para dirigirem a palavra ao interlocutor, eles falam (muitos tem um sotaque característico, visto que eles treinam a fala através de técnicas especializadas de fonoterapia , já que têm pouco ou nenhum feedback sonoro).

E se você quiser saber mais sobre os Surdos Oralizados, aproveite e veja também:
http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2009/06/30/surdos-oralizados/

Já os surdos usuários de Libras são definidos como “surdos sinalizados”. Exemplo: no post que publicamos, intitulado "Dê um turbo em sua vida social: aprenda LIBRAS"(01/03/ 2011) os surdos a que referimos no texto são sinalizados.

Ah, rapidinho aqui: as pessoas que usam aparelhos auditivos de amplificação, e que possuem perda auditiva leve, são definidas como “deficientes auditivos”, ok?

É importante o esclarecimento das diferenças entre essas três classificações, uma vez que, dentre os próprios surdos/deficientes auditivos, é feita essa distinção. Isto porque, uma vez que possuem métodos de comunicação distintos, acabam por ter necessidades específicas em relação ao processo de comunicação, de recepção de informações … e acabam até mesmo por possuir manifestações culturais diferentes. Espera aí... Manifestações culturais? Isso mesmo, leitor do Sopa: existe a chamada “Cultura Surda”! Mais adiante postaremos um texto sobre isto. Caso você esteja curiosíssimo para saber sobre a Cultura Surda, dê uma “googlada” aí, hehehe! Aí é bom que, quando você for ler o post que estamos preparando sobre o tema, você ja´vai ter conhecimento prévio para ajudar a digerir as ideias... e, claro, para deixar seu comentário na nossa página! Rerrerré!!!

Boa leitura! :-)

sábado, 12 de março de 2011

Bengala e Cão-Guia: modo de usar!

Oooooopa!!! Olha o “Sopa” de plantão mais uma vez!!!! O post de hoje é referente ao uso da bengala e do guia – que, como vários usuários dizem por aí, são os “óculos” que os cegos usam para dar suas voltas por aí!!! Seja para trabalhar, para estudar, para visitar amigos ou simplesmente para passear e relaxar a cuca, o fato é que a bengala e o cão-guia são instrumentos imprescindíveis para garantir a independência do deficiente visual, no que se refere à locomoção.



Descrição da imagem: homem deficiente visual utilizando bengala. (Fonte: inclusive.org.br)

Descrição da imagem: homem deficiente visual utilizando um cão-guia para lhe orientar na locomoção. (Fonte:http://ocaonossodecadadia.blogspot.com/)




“Tá, mas como se usa isso de forma adequada?” - certamente os leitores que não possuem familiaridade com esses instrumentos devem estar se perguntando.

Bom, para começo de conversa... é necessário um treino!!! Seja para utilização de bengala ou de cão-guia, existem aulas de Orientação e Mobilidade para que o deficiente visual aprenda as técnicas de andar sem ver – valendo-se de orientação espacial, atenção redobrada dos sentidos remanescentes e, principalmente, das técnicas de utilização correta da bengala ou do cão-guia (dependendo do enfoque do curso). No caso de locomoção com cão-guia, o cego vai aprender as técnicas de andar com o animal, vai passar por um período de adaptação com ele e, sobrtudo, aprender as maneiras corretas de lidar com ele e de cuidá-lo.

No blog “Mundo Cegal”, que recomendamos no post de ontem, tem um depoimento muito legal sobre esse assunto. Ele foi escrito por Deborah Prates, que é cega e é usuária de cão-guia. Claro que, antes de utilizar o cão-guia, ela aprendeu a utilizar a bengala. Detalhe: no post, datado de 2010, ela conta que “ficou cega há quatro anos”. Ou seja, depois de adulta, ela perdeu a visão e teve de reaprender a andar e se orientar sem depender do ato de enxergar! O “Sopa” recomenda fortemente a leitura deste post principalmente para as pessoas que, como Deborah Prates, perderam a visão depois de crescidas e precisam fazer reabilitação visando à independência e à qualidade de vida! E então... animou-se a ler o depoimento dela? Note que o relato dela, bem animado e humorado, foi feito no maior estilo “xô, depressão, tenho de ir à luta porque a vida não pára e tenho muita coisa ainda pra fazer!” Rerrerré! :-) Então, acreditamos que ele seja bastante estimulante para pessoas que estejam na mesma situação! Se você é uma delas, então não perca tempo: olha o depoimento da Deborah no link que se segue!!! Lá vai, ó:
http://www.mundocegal.com.br/blog/inicio-do-uso-da-bengala-e-do-cao-guia/


Ela conta como fez o curso de Orientação e Mobilidade, utilizando-se de bengala -e, posteriormente, de cão-guia. Conta também sobre os procedimentos necessários para se fazer tais cursos e adquirir seus novos “óculos” - no caso, um cão-guia que atende pelo nome de Jimmy – e, que de forma bem-humorada, é chamado de “Jimmy Prates” (Prates é o sobrenome da Deborah).

E se você é pertencente ao “clube” dos que precisam fazer um curso de Orientação e Mobilidade, tire já sua bengala da gaveta e... mãos à obra!!! :-) Depois de algum tempo, você sentirá o agradável gostinho de poder sair de casa e andar por aí de forma independente, sem ter que pedir ajuda toda hora às pessoas que enxergam – e que além de enxergar, são ocupadíssimas... rerrerré! Se quiser ler algo mais sobre cão-guia, veja em http://ocaonossodecadadia.blogspot.com/2009/10/cao-guia-tem-acesso-garantido-por-lei.html

Mão na massa, pessoal!!!! :-)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mais um deficiente visual que deu show na Matemática!!!

Ooooopa!!! Retomando a pergunta "Toc, toc, toc, tem algum matemático deficiente visual aí?" (19/11/2010) , temos mais um "-Siiiiim!!!! " como resposta! :-)


Descrição da imagem: o matemático russo Lev Pontryagin. (Fonte: cambridgeforecast.wordpress.com).

No blog do Grupo de Estudo e Pesquisa em Matemática Inclusiva, do qual falamos em postagem do dia 09/03/2011, tem uma historinha bem interessante, do matemático russo Pontryagin (1908-2008).
Podemos dizer que ele derrubou as barreiras impostas pela cegueira, uma vez que naquele tempo, não tinham os recursos tecnológicos atuais que facilitam a vida escolar/acadêmica do deficiente visual. Isto sem contar as dificuldades financeiras da família de Pontryagin - que impediam o acesso a condições mais adequadas de educação para cegos disponíveis na época. Desta forma, graças à força de vontade do jovem Pontryagin, e da dedicação de sua mãe Tatyana, ele pôde chegar à universidade e se tornar um grande matemático!!!

E quais as contribuições dele para a Matemática?

Dentre elas, podemos enumerar diversos teoremas e princípios matemáticos. Contribuiu bastante na área de Equações Diferenciais Ordinárias (EDO's) , por exemplo. E se você pensa que ele parou por aí, enganou-se... rerrerré!!! Na área de Matemática Aplicada, ele trabalhou com as EDO's na Teoria de Controles - que se aplica a Automação Industrial e à Robótica. UAU!!!!

Tá curioso para ler a história completa? Então, lá vai, ó:
http://devamat.blogspot.com/2008/09/nmeros-no-escuro.html
Boa leitura!!!

"Mundo Cegal" : que mundo é esse?

Descrição da imagem: logotipo do site "Mundo Cegal". Fonte: o referido site(http://www.mundocegal.com.br/).



Oooopa! Olha os Sopeiros vasculhando a internet atrás de material interessante!!! Desta vez, o blog que foi encontrado e aprovado pelo “Padrão 'Sopa' de Qualidade” (rerrerré!!!) foi o blog Mundo Cegal. Dá uma navegada aí, ó: http://www.mundocegal.com.br/blog/category/geral/

Ele fala sobre tecnologia e outros assuntos pertinentes ao universo dos deficientes visuais.

Com postagens feitas pela Dra. Deborah Prates, que é advogada e deficiente visual usuária de cão-guia, o blog mostra experiências vividas por pessoas com deficiência visual – as dificuldades, a discriminação por parte das pessoas ditas “normais” (normais?!?!!!?!), os problemas de acessibilidade enfrentados por quem tem deficiência visual... e, claro, “toques” para que os cegos e pessoas de baixa visão superem, a cada dia, suas dificuldades!!! ;-)

O blog também traz o link para o site de mesmo nome, Mundo Cegal (http://www.mundocegal.com.br/) . O site traz diversas coisas interessantes: tutoriais, audiomanuais, listas de discussão, e... claro, sessão de humor também!!! Tem também um link, chamado “Cegolândia”, que aponta para uma página de interatividade para os usuários. Lembrando que o público-alvo do site “Mundo Cegal” são os deficientes visuais, na referida página o usuário cria um perfil (de texto digitado ou de voz gravada), e o utiliza de forma semelhante às redes sociais na internet (participa de chats online, envia recados para os outros inscritos, posta depoimentos, etc).

Bom, este post fica por aqui... Boa navegada na web! :-)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Linguagem Brasileira de Sinais para... CEGOS!!!

Oooopaaa! Achamos mais algo interessante na internet – e, claro, vamos te mostrar, uê!



Descrição da foto: Alfabeto Manual para surdos. Fonte: alamedavirtual.com


Descobrimos, navegando pela internet, o Blog da Ana Carolina- Pedagoga Surda. O link está na nossa lista de sites favoritos, no canto direito da página. A autora é pedagoga, surda sinalizada (usuária de LIBRAS - Linguagem Brasileira de Sinais), e faz diversas atividades relacionadas à educação para surdos.

Uma das postagens legais que ela fez foi a seguinte: “Superação: aluno cego aprendendo Libras”, e que você pode ver em:
http://anacarolinafrank.blogspot.com/2009/12/superacao-aluno-cego-aprendendo-libras.html .
Olha só: embora a LIBRAS seja uma língua visual-espacial, utilizada para a comunicação dos surdos, existe maneira de ensiná-la a um deficiente... visual !!! :-) Claro que os meios empregados para ensinar LIBRAS a cegos exploram a questão do tato e da coordenação motora da pessoa cega, de forma que o instrutor vá pegando na mão do aluno cego e ensinando para ele os movimentos manuais. Olha só que legal: dessa forma, surdos e cegos podem turbinar suas relações sociais, fazendo amizades entre si... e , dessa forma, havendo uma troca rica de experiências entre pessoas que possuem percepções de mundo diferentes.

No Blog da Ana Carolina, tem também postagens relacionadas a Braille, a LIBRAS, a metodologias de ensino para deficientes auditivos/surdos, inclusão, dentre outras temáticas. A lista de assuntos fica no canto direito da página do referido blog.

Dê uma passada por lá! O que está esperando, hummm? :-)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Matemática e Educação Inclusiva: tem gente na UNESP turbinando!!!

Oooooopaaaa! :-) Você, leitor assíduo do "Sopa", conhece o blog "Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Matemática Inclusiva"? Colocamos o link lá no canto direito da página, na nossa lista de páginas interessantes. Mas se você está usando o leitor de tela e quer mais praticidade para acessar esse tesouro encontrado, lá vai o link, ó:
http://devamat.blogspot.com/
Nós do "Sopa" já estamos seguindo esse blog!!!!! :-D

Mmmmm, mas quem compõe a equipe do blog mencionado aí acima?
Bom, trata-se de um grupo de pessoas lá da UNESP de Rio Claro, que possuem vínculo com o Grupo de Pesquisa em Processos de Formação e Trabalho Docente. Esse grupo é do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da UNESP de RioClaro/SP. Na primeira página do referido blog, você poderá ver o nome das pessoas participantes do grupo.

O ótimo blog traz postagens sobre deficiência visual, deficiência auditiva , tecnologia digital, dentre outras abordagens. Os autores, nos seus diversos posts, falam sobre diversos tipos de deficiências (visual, auditiva, etc), como elas causam impacto nas pessoas que as apresentam (principalmente na vida escolar/acadêmica) , e, principalmente, quais as soluções educacionais (tanto em termos de metodologias, adaptações curriculares e tecnologias assistivas utilizadas) para atender aos estudantes com necessidades educacionais especiais.

Boa leitura!!!

terça-feira, 1 de março de 2011

Dê um "turbo" na vida social, acadêmica e profissional: aprenda LIBRAS!!!!!!

Descrição da imagem: alfabeto manual de LIBRAS. (Fonte: creativeday.wordpress.com)


Ooooopa!!! Apesar do corre-corre diário (já que vida de aspirante a matemático não é fácil, rerrerré!), sempre temos um tempinho para atualizar o cardápio do "Sopa"!!!
Desta vez, trazemos para você algo sobre educação inclusiva para surdos e pessoas com baixa audição. Navegando pelo blog "Educação Especial" , pudemos ver um miniguia bem legal com noções básicas de como lidar com alunos deficientes auditivos em uma sala de aula regular. Quer o link para ver o material? Lá vai ele, ó:
http://aeahespecial.blogspot.com/2008/06/criana-surda.html

Uma coisa interessante que não podemos deixar passar "em branco" é quando a autora do texto levanta a seguinte questão: "Mas de que serve a criança surda ter o domínio da LGP [linguagem de sinais] se a família, os amigos, os colegas da escola e os professores não aprenderem essa língua?" Ou seja, seria importante se todos soubessem a língua dos surdos! (Note que a autora denominou a linguagem dos surdos de LGP -Língua Gestual Portuguesa- porque o texto foi escrito por alguém em Portugal. É que cada país possui a sua linguagem para surdos. No caso do Brasil, tem a LIBRAS- Língua Brasileira de Sinais.) A observação é de extrema pertinência, porque , vejamos: a pessoa que é surda quer - e precisa!!!!!- se socializar, se comunicar com as pessoas no dia-a-dia, estudar, trabalhar, ter uma vida independente! Então, de que adiantaria ela saber uma língua que ninguém em volta domina? Ela, com certeza, vai se sentir incomunicável e isolada, não é mesmo? Da mesma forma, se uma pessoa ouvinte quer fazer amizade com uma pessoa surda sinalizada, mas não teve oportunidade de conhecer a LIBRAS, vai, infelizmente, acabar perdendo também uma grande oportunidade de fazer mais amizades... :-(

Isso faz lembrar de um caso interessante vivenciado ontem por uma das integrantes da equipe do "Sopa", ao visitar uma instituição de apoio a deficientes visuais e auditivos. Ela tinha ido trocar umas ideias com os professores que trabalham com deficientes visuais (e, de quebra, turbinar também a divulgação do "Sopa", hehehe!!!) Aí, quando ela chegou ao portão da instituição, estava caindo um chuvãããão "daqueles", que a pegou no meio do caminho!!!! Logo na entrada, havia um grupo de pessoas surdas, usuárias de LIBRAS, que estavam fazendo uma atividade. Quando os surdos viram nossa colega toda encharcada, com uma daquelas sombrinhas tamanho PP que só protegem da cintura para cima, (kkkkk!) imediatamente, de forma amistosa e demonstrando simpatia, eles tentaram dizer-lhe algo (em LIBRAS, claro), para ela. Por sua vez, a garota não entendia NADA... e, claro, ficou frustrada por não saber a linguagem gestual... e tentava, por meio de gestos, dizer "sou ouvinte, e eu não sei Libras" (por sinal, a única frase que ela sabia formular por esse meio de comunicação). Mesmo assim, parece que não foi o suficiente, pois, mesmo ela afirmando que não compreendia, os surdos continuaram tentando comunicar com ela, fazendo de tudo para serem amistosos... e a garota ouvinte ali, tadinha, sem conseguir se comunicar com o grupo!!! :-(
Felizmente, chegou ali uma funcionária (ouvinte) da instituição, e, imediatamente, nossa colega a abordou:
-Você sabe LIBRAS?
-Um pouco! - ela disse, simpática.
Então a nossa colega explicou o que estava acontecendo, e pediu: -Por favor, tem como você traduzir para mim o que eles gostariam de me dizer?
De forma bastante simpática, os surdos repetiram, e a funcionária traduziu: -"Eles estão querendo comentar com você sobre o chuvão que tá lá fora, e como a chuva te atrapalhou no caminho!" Então, nossa encharcada colega respondeu ao comentário, que foi prontamente traduzido.

Moral da história: o fato de a nossa colega não ter tido oportunidade de aprender LIBRAS fez com que ela tivesse dificuldade em se comunicar com um grupo de pessoas - os surdos! Ou seja, por mais que o grupo ali tentasse se aproximar dela, ela acabava ficando isolada... da mesma forma, ocorre também o inverso: quando uma pessoa surda sinalizada está num ambiente só de ouvintes que desconhecem LIBRAS, ela também se sente isolada, do ponto de vista da comunicação... :-( Assim sendo, está evidente que, se a jovem encharcada, mencionada acima, soubesse a língua de sinais (mesmo sendo ouvinte), ela certamente teria tido uma ótima oportunidade de interagir com aquelas pessoas, turbinando seu círculo de amizades! (Vale lembrar que ela, regularmente, vai àquela instituição, devido a trabalhos desenvolvidos na Educação Inclusiva para deficientes visuais. Então, o grupo de surdos mencionado já a conhecia de vista).

Em tempo: a nossa "Sopeira" em questão sempre teve vontade de aprender Libras, mas ainda não teve oportunidade. Mesmo ela visitando regularmente a instituição de apoio a deficientes visuais e auditivos (no qual também são oferecidas aulas de Libras), ela ainda não teve tempo em sua agenda - pois concilia o curso superior com seus trabalhos de Educação Inclusiva para Deficientes Visuais, o que gera um grande volume de atividades.
Mesmo sendo estudante de Licenciatura em Matemática (curso no qual a disciplina Introdução a Libras é obrigatória e é ofertada no penúltimo período da graduação), ela garante que, se tiver oportunidade e disponibilidade de tempo para começar a aprender Libras antes disso, ela topa! :-) Quem sabe ela até será colega de alguém que integrava aquele grupo de surdos que a viu naquele dia chuvoso? Rerrerré!!! "Pra que esperar até o fim da graduação para começar a aprender?" - ela se questiona, de forma bem-humorada.

Hummm, mas e quem é ouvinte e encontra com um grupo de surdos sinalizados, e passa por situação semelhante, e não tem acesso a um local especializado que ensine a linguagem dos surdos...? Certamente tal situação já deve ter ocorrido com diversas pessoas, em diversos lugares, em diversas situações...! :-(
Então, fica aqui um questionamento, para discussão: já que a gente, desde criancinha, ouve os adultos dizendo que , "além da escola, devemos dominar Inglês e Informática senão a gente perde enormes oportunidades na vida social, acadêmica e profissional", por que os adultos não dizem que devemos também aprender Libras (de surdos) e Braille (de cegos) para termos mais chances de lidar com a diversidade de pessoas no cotidiano -seja no trabalho, na vida acadêmica ou social - e, dessa forma, "termos mais oportunidades"? Mais oportunidades de conversarmos com pessoas surdas (por Libras), mais oportunidades de compartilharmos anotações escritas com cegos (por Braille)... E já que infelizmente não é todo mundo que tem disponibilidade de tempo e/ou de locomoção para ir até um centro especializado fazer aulas de Libras: então, por que não há, na grade curricular do ensino fundamental e médio, disciplinas obrigatórias que ensinam introdução a essas linguagens de surdos e cegos no ensino regular, também para crianças e adolescentes? Por que o ensino de LIBRAS não é obrigatória também para todos os cursos universitários de bacharelado? (As licenciaturas têm, atualmente, a obrigatoriedade da implantação gradual de tal disciplina). Pô, seria legal que todo mundo, ouvinte ou surdo, tivesse a oportunidade de aprender esse meio de comunicação! E como não é todo mundo que tem disponibilidade de tempo ou de locomoção para ir até um centro especializado fazer aulas de Libras, então, seria uma ótima ideia se houvesse maior difusão dessa linguagem já incluída na rotina normal das pessoas - ou seja: oferta de capacitação lá na escola onde a pessoa estuda... e também através de cursos de capacitação nas empresas, para todas as pessoas que lá trabalham... e o importante é que isso acontecesse em todas as escolas e empresas, de forma a dar oportunidade para todos! Desta forma, as aulas de Libras já estariam incluídas na rotina das pessoas e no local onde diariamente elas já estão; e, assim, retiram-se os entraves ao aprendizado de Libras ocasionados por: falta de tempo extra para alocação de mais uma atividade na agenda; locomoção; distância do trajeto até um centro especializado de ensino de Libras (principalmente se considerarmos o trânsito caótico das grandes cidades), etc. Facilitando o processo de difusão, um número maior de pessoas terá acesso e oportunidade! :-) Afinal, todo mundo sabe que, quanto mais idiomas soubermos, maiores as chances de interagirmos com pessoas... então, esse raciocínio vale também para a LIBRAS (pois ela é uma linguagem própria, com sintaxe diferente do português!)

Dessa forma, as pessoas, desde a mais tenra idade até a fase adulta, poderão ampliar seu círculo de relações interpessoais... uê, com as leis da Educação Inclusiva e da Inclusão nas empresas, certamente, crianças, adolescentes e adultos, em alguma etapa da sua vida acadêmica e profissional, deparar-se-ão com colegas que possuam surdez ou cegueira. E o domínio das linguagens utilizadas por tais pessoas, por todas as pessoas, traz benefícios para todo mundo: os portadores de deficiência sensorial terão oportunidade de se integrarem melhor à sociedade; os não-portadores de deficiência sensorial terão oportunidade de fazerem novos amigos, de ampliarem sua rede de contatos pessoais e profissionais; e todas as pessoas terão uma enriquecedora troca de experiências!!!

E aí, galera, o que acham? Se você é surdo sinalizado ou convive com surdos sinalizados, dê seu palpite no espaço reservado a comentários! :-) A ideia é promover um debate "saudável" e construtivo em relação ao tema abordado neste post.