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(Crédito da foto: www.santoscity.com.br)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Reabilitação Visual para Pacientes com Síndrome de Irlen!!!

Por: Débora Rossini

Muito se fala na questão da "reabilitação visual" para pessoas que possuem Visão Subnormal - que consiste em técnicas para que o paciente aprenda/reaprenda a utilizar seu resíduo visual de forma mais funcional, extraindo o "que puder" da capacidade visual que possui. 


No entanto, fiquei pensando: "-E para a galera com Síndrome de Irlen (outro tipo de problema de visão), será que existe 'treinamento visual' adequado, para que o paciente use o máximo da capacidade visual que ele tenha? (Afinal ,pacientes com Visão Subnormal e com Síndrome de Irlen têm necessidades diferentes - desde, obviamente, que não tenha concomitância de ambos os quadros clínicos, rerrerré!) 


Enviei, então, uma mensagem na página do Hospital de Olhos de Minas Gerais (instituição que é referência em tratamentos oftalmológicos, incluindo Síndrome de Irlen!!!), através da conta do facebook da minha fanpage "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen"). Quis tirar essa dúvida, uê... afinal, deve ser a dúvida que também é de muita gente que lê este blog e a minha fanpage, não é? =) 


"Boa noite! Fiquei com uma dúvida! Normalmente, pacientes com visão subnormal têm a oportunidade de aprenderem técnicas de "Estimulação Visual" - nas quais a pessoa aprende a utilizar melhor seu resíduo visual e a interpretar/explorar o mundo através dos borrões e manchas que costuma perceber com os olhos. B-) Gostaria de saber se existe técnica de Estimulação Visual específica para quem possui Síndrome de Irlen (e, em caso positivo, se vocês oferecem esse tipo de treinamento.) Afinal, o paciente com SI (sobretudo quem foi diagnosticado depois de adulto) passa anos e mais anos enxergando de maneira "errada" sem os óculos (e, em casos mais graves, usando até mesmo formas sensoriais alternativas para compensar a falta de habilidade de visão funcional, tais como aprimoramento da capacidade auditiva por exemplo.) Assim sendo, quais as orientações para que o paciente, já com seus óculos, aprenda a treinar seu cérebro para ter melhor interpretação visual daquilo que os seus olhos passam a captar? B-) Aguardo um retorno... quem sabe isso irá ajudar muita gente?? Desde já, obrigada... e bom trabalho! " 


O questionamento foi muito bem recebido, e foi encaminhado para a Dra. Márcia Guimarães, especialista em Síndrome de Irlen. Ela respondeu minha pergunta por e-mail, em uma linguagem fácil de ser entendida por leigos - e gentilmente autorizou a publicação de sua resposta aqui no blog - para esclarecimento dos leitores!!! :-D 

Com a palavra, a doutora!!! 

"Prezada Débora,


Como sempre vc nos traz perguntas interessantes relacionadas à Sindrome de Irlen e Visão, com seus processos de analise cerebral e integração sensorial com outras áreas e habilidades.
Sua motivação em esclarecer dúvidas e trazer novas informações  aos portadores de déficits no processamento visual  é  de extremo valor todos nós.

Esta sua pergunta extrapola um pouco porque envolve conhecimentos técnicos de quem trabalha na área e por isto a resposta será simplificada para ser compreendida por todos os seus seguidores do blog, que, sabemos são mmuuiiiittttoos.

Na visão subnormal existem barreiras de natureza medica como por exemplo o não desenvolvimento por falta de estimulo ou anatomicamente que impedem a visão - a pessoa não enxerga  como as demais precisando de letras maiores, de estimulação tardia para tentar recuperar  o que se perdeu, etc. 
O problema está no "hardware do cerebro, nosso super computador" . Mal comparando,  como na dislexia do desenvolvimento onde algumas áreas podem não ter se formado satisfatoriamente dificultando as redes sinapticas posteriores  ou em acidentes, traumatismos ou doenças que lesam uma parte do cerebro produzindo quadros neurologicos especificos.
Na maior parte dos casos tentamos estimulos pelas rotas indiretas, áreas vizinhas às que se perderam ou que poderiam ser ativadas para apoio  etc. As respostas são mais lentas e demoradas quando possiveis... por isto os estimulos devem começar precocemente.

O grau de apoio depende da gravidade de cada caso porque realmente há pacientes que dependem de auxilio para a maior parte das atividades de sua rotina diária - nem se fala  em leitura em certos casos. Após um certo nivel de perda já existe termos técnicos para designar o grau de incapacidade  e cegueira  funcional com critérios médicos rigorosos porque implicam em grau de  deficiência, aposentadoria, ajustes laborais etc.
  
Infelizmente visão subnormal quase sempre significa irreversibilidade - e procura-se auxilios que os ajudem a ser mais independentes preparando-os para uma melhor adaptação à sua condição visual, que é muitos casos se agrava progressivamente. 

Existe luz no fim do tunel ?  Claro que SIM  -  certamente a medicina genetica, as celulas tronco, a nanotecnologia , os microchips  implantados estão aí  nos mostrando um horizonte muito promissor. 
Os avanços neurocientíficos estão dando um apoio inestimavel à nossa compreensão sobre como funciona o cerebro, como ele aprende e sobre a neuromodulação ( outras áreas sendo "desviadas" de sua função original como são os chips implantados na lingua  que ajudam os pacientes a se desviar de objetos ( vide you.tube) e outros metodos sensacionais e antes inimagináveis. 

Na Sindrome de Irlen existem deficits no " funcionamento" , o problema está  no 'software visual' .Ao corrigirmos  as áreas com estimulação atipica, há um aprimoramento visual  percebido pelo paciente que é inclusive capaz de descrever  o que e como melhorou e  de retirarmos o  recurso, que são os overlays e os filtros, o paciente volta a  ter o desconforto, a distorção previa. [MINHA OBSERVAÇÃO: Adorei esta analogia com ''hardware'' e ''software'' que a Doutora Márcia utilizou ... já que sou estudante de Ciências da Computação, rerrerré!!! Sem contar que fica mais didático para muita gente, já que a Informática está fortemente presente no dia-a-dia da população em geral também.] 

É isto que testamos nos Screenings para Sindrome de Irlen.  A melhora é vista na hora em que se identifica a distorção e se coloca o overlay corretamente selecionado pelo paciente.

O paciente "deixa de ver errado", descobrindo que habitualmente o texto não treme, não se apresenta ofuscado, embaçado, não ondula,  etc. e é por isto que ele não conseguia ver com qualidade ao contrário dos demais.
Lembre-se que os pacientes com disturbios de processamento geralmente veem as letras corretamente  ( quando precisam de usar grau,  se forem miopes, hipermetropes etc  devem usar os oculos para fazer os testes - mas uma vez corrigidos enxergam sem dificuldade letras pequenas, grandes, coloridas, palavras e objetos, etc). A visão é aprendida e  toda criança em seu desenvolvimento desde o berço, brincando com o mobile, a chupeta, a bola, o quebra cabeça, os lapis de cores vai "treinando" sua integração sensorial e cordenação visuomotora, visuoatencional, visuoauditiva, visuoespacial, temporal, etc. 
O que é critico, mesmo nos casos mais graves, é se adaptar à intensidade de estimulos sensoriais concomitantes com variações de luminância no ambiente e usar a visão em sua plenitude. Exemplos:  ler, anotar e ouvir ao mesmo tempo, movimento do carro e acompanhar  pessoas na calçada, dirigir ouvir e perceber os carros à volta, etc. luzes flourescentes em cima do texto e ler, compreender e memorizar ,  coordenar a movimentação rapida dos olhos durante a leitura com luzes flourescentes piscando em cima e barulho do ventilador ou ar condicionado e os colegas conversando à volta, e por aí afora. 
Se um caso de Sindrome de Irlen não tiver outras co-morbidades neurologicas  que o limitem como baixo desenvolvimento neuropsicomotor , retardo mental, surdez, etc  é natural  que, com o tratamento neuromodulador ( que retira seletiva e individualmente as faixas de luz espectral mais hipersensibilizantes ) haja uma expansão progressiva do potencial visual  no que refere atodas as habilidades visuais  envolvidas  - ppte se houver uma equipe multidisciplinar para estimular  o correto aprendizado que pode ser de uma terapeuta ocupacional ou da professora alfabetizadora a ajuda-lo na recondução de sua plena  cidadania.  A Síndrome de Irlen afeta a leitura, a coordenação em esportes, a escrita, a condução de veiculos, a produtividade geral por causa do desconforto crescente em tarefas de maior demanda visual produzindo as cefaléias, enjôos, cansço etc.

Aí está a grande contribuição : Sindrome de Irlen tem solução - de forma não invasiva e de baixíssimo custo(*) considerando o grau de recomposição possivel na vida do paciente tanto na parte academica quanto laboral e social. [ (*)Minha observação: entende-se que, aqui, a Doutora Márcia se refere às "overlays", que são lâminas de acetato coloridas especiais, que são colocadas sobre a folha de papel branca a ser lida. Elas custam cerca de R$ 20,00! Já os óculos de Irlen, por sua vez, têm uma tecnologia de fabricação bem mais complexa, o que eleva o custo deles.] 

Aqui na Fundação Hospital de Olhos - cada paciente tratado e que volta nos contando o quanto a vida mudou pela produtividade e conforto em todas as atividades é um presente que ganhamos.  E ainda bem, ganhamos ( a equipe toda) presentes todos os dias.  
A vida só vale a pena quando tem sentido  - e ajudar alguem como fazem nossas screeners  todos os dias pelo Brasil afora  dá sentido e gratificação a todas nós. 
Agradeço mais uma vez, Debora pelo seu trabalho em divulgar sobre o tema.
Abraço,
Dra. Marcia Guimarães " 

Legal, não é? Não só ela explica de forma didática as diferenças entre Visão Subnormal e Síndrome de Irlen, como também mostra as perspectivas para que cada tipo de paciente possa extrair o máximo do potencial visual que possui! 

Fica aqui meu agradecimento à Dra. Márcia Guimarães pelo esclarecimento tão didático (e pelo tempo despendido em redigi-lo, rerrerré!) e também à equipe de apoio do Hospital de Olhos de Minas Gerais, que deu sua contribuição em ler a mensagem, encaminhá-la à Doutora Márcia e encaminhar, posteriormente, a resposta dela a mim. :-) Um abraço a todos!!! 

E você, leitor, o que achou? Comente aí abaixo!!!  

segunda-feira, 7 de julho de 2014

SOLIDARIEDADE "EM PESO"!!!

Por: Débora Rossini

Muito se fala, dentro e fora da blogosfera, sobre a questão de “boa” (hããã???) aparência relacionada a um "peso ideal" - algo que afeta bastante a auto-estima de quem tem uns quilinhos considerados "a mais"... sobretudo as mulheres. Não raro, vemos meninas e mulheres fazendo "dietas malucas", sem supervisão médica, na ânsia de perder quilos corporais (e arruinando a saúde). Muito se fala de pessoas que até desenvolvem distúrbios alimentares - tais como anorexia e bulimia - devido à insatisfação pessoal com o próprio peso... e que chegam inclusive a danos permanentes na saúde ou até a óbito por causa disso!!! Aliás, frequentemente, há diversas pessoas gordinhas que têm de ouvir por aí comentários maldosos, preconceituosos, acerca do peso que possuem... e, devido a isto, ficam com a autoestima arruinada... :-(

Triste, não é?? Não raro, diversas dessas pessoas chegam até mesmo a precisar de fazer terapia, com psicólogos, para aprenderem a se valorizar, destacar seus pontos fortes e dar um "up" na autoestima. Há casos de mocinhas que até têm problemas em frequentar a escola ou faculdade, por serem vítimas de ''bullying'' - e acabam deixando de lado atividades normais a jovens de sua idade, como estudar, trabalhar, ter amigos...

"Ah, mas já está provado que ser gordo/a faz mal para a saúde... dá um monte de problemas ortopédicos, digestivos, cardiovasculares e outros que os meios de comunicação incessantemente mostram!!!" - você deve estar pensando.

Sim, claro! Desde que acompanhados por médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde, é uma alternativa interessante, sim, esforçar-se para perder peso!!! Quanto mais hábitos saudáveis (exercícios, alimentação balanceada, peso sob controle), melhor!!!
Entretanto, há pessoas que, por mais que adotem estes hábitos, dificilmente vão ser magrinhas: pessoas que têm algum distúrbio hormonal, ou questões de genética/hereditariedade, metabolismo lento, por exemplo. E, para que essas pessoas sintam-se bem consigo mesmas, é necessário um processo de auto aceitação, valorizando os pontos fortes do indivíduo em questão. Claro que nem todo gordo tem problemas de saúde, e apresenta resultados normais em seus exames de rotina... e simplesmente é mais "cheinho" porque a natureza assim o quis! ;-) Aliás, tem muita gente que nem é tão gorda assim e está dentro de um peso dentro da faixa ideal para sua estatura... mas fica querendo ser magra igual à atriz X ou a artista Y, contrariando suas determinações genéticas...

É justamente para esta turminha que estou escrevendo e dedicando este texto! =)

"E o que tem a ver a questão do peso mais alto com o tema deste blog, que trata de questões sobre Inclusão, Acessibilidade , Deficiências, Necessidades Especiais e assuntos relacionados?" - você deve estar impacientemente se questionando... Calma, leitor! :-) Continue lendo este texto até o fim, hehehe!!!

A inspiração para escrever este post vem do seguinte fato: há alguns meses atrás, tive informalmente um bate-papo com uma pessoa, que enquadra-se na categoria das pessoas "programadas biologicamente para não serem magrelas" , e que ao longo de sua vida veio procurando formas de querer ser bem magrinha, demonstrando insatisfação com o corpo, com histórico de autoestima meio duvidosa e de fazer algumas dietas "malucas"... e , em um dado momento da conversa , que girou em assuntos diversificados, ela declarou ser doadora regular de sangue!!! Sim, dessas pessoas que de 4 em 4 meses costumam frequentar o hemocentro, fazendo um gesto que salva muitas vidas!!! :-D

Pois bem: você, gordinho(a) que possui saúde "de ferro" –mesmo sendo uma pessoa mais cheinha- , tem um papel IMPORTANTÍSSIMO na sociedade, no sentido de ajudar os outros, e que até então não tinha pensado nisso... VOCÊ SABIA??? Pois é! Sabia que para doar sangue a pessoa não pode ter peso baixo?? Conversando com a pessoa a que me referi no parágrafo anterior, eu tratei logo de “botá-la para cima”!!! Eu disse: "-Você tem boa saúde, pelo que relata, e 'força a barra' para querer atingir uma forma física para a qual seu organismo não está programado. E você relatou ser doadora regular de sangue! Então... use seu peso a favor! Além de você ser bonita como é, pense no seguinte: quantas magrelas gostariam de ser doadoras de sangue, mas não podem, por não terem o peso mínimo para tal procedimento... e que vivem frustradas por isso??!!! Olhe quantas pessoas você pode ajudar doando sangue...”
Também ‘’joguei a ideia” , indiretamente, de que, se ela ficasse forçando o organismo para atingir um peso difícil para seu biotipo, não só correria o risco de ter de parar de doar por causa de peso baixo, como também poder ficar proibida de doar por falta de nutrientes e por anemia decorrentes de 'dietas malucas' sem orientação de um profissional qualificado!

(Obs: para doar sangue, o peso mínimo para homens é de 50 kg. Para mulheres, entretanto, boa parte dos hemocentros prefere aceitar as que possuem acima de 55kg, devido ao fato de terem maior volume sanguíneo e, consequentemente, menos chances de passarem mal devido à doação - embora ainda haja alguns postos de coleta que aceitem mulheres entre 50 e 55kg desde que tenham boa saúde e atendam a diversos critérios preestabelecidos. Para doar plaquetas por meio de aférese, o peso mínimo exigido é de 60 kg para ambos os sexos.)

Notei que a moça se sentiu "valorizada" com o que eu disse, pareceu gostar dos meus argumentos, e pareceu ter refletido sobre o assunto. Fiquei feliz, pois esses assuntos relacionados a peso/aparência costumam ser bastante delicados (sobretudo para as mulheres, rsrsrs...) - e, quanto mais a gente puder levantar a auto-estima dessas pessoas, melhor! No caso descrito, deu para fazer "dois-em-um" : não só ajudei diretamente a mocinha com o meu comentário, animando-a; mas indiretamente ajudei , em potencial, um tantão de gente que nem conheço - ao estimulá-la a continuar sendo doadora de sangue e que o peso dela era algo que a permitia fazer isso (no caso dela, não só doar sangue, mas também plaquetas!) Incentivei-a a continuar cuidando da alimentação e fazendo exercícios, mas dentro dos padrões considerados saudáveis; e, mais do que isso, mostrei que o mais importante é cuidar da saúde e, claro, aceitar o biótipo dentro dos limites estipulados pela genética –valorizando os pontos fortes que ele puder proporcionar! ;-)

Além disso, apoio bastante esse tipo de gesto tão nobre, como a doação de sangue – que beneficia milhares de pessoas com doenças, deficiências e quadros clínicos diversos!!! Quem acompanha o Facebook deste blog costuma ver as postagens e compartilhamentos de links que eventualmente faço por lá, sobre esse assunto. =)

E então? Você, gordinho/a saudável que está lendo isto, e que se encaixa nos requisitos necessários para ser doador/a de sangue, já pensou nisso também? Principalmente para as mulheres: imaginem se todas nós fôssemos magrelas? Não ia ter ninguém apto para doar sangue... :-/ Segundo as estatísticas feitas por hemocentros e postos de coleta brasileiros, o número de doadores aqui no Brasil ainda é baixo, se comparado à demanda necessária...

Obs: Claro que EU SEI que tem gente que tem peso mais alto sem necessariamente ser gorda - tais como as pessoas "magras porém altas" e /ou "de ossatura mais larga"; ou pessoas que tenham uma massa muscular mais densa. Mas eu escrevi este post enfocando a galera mais gordinha, justamente para animar e dar um "up" na auto-estima de um grupo de pessoas que, vira-e-mexe, já ouve tantas coisas desagradáveis sobre o peso... :-( E também para  mostrar que tais indivíduos podem, sim, "pegar esse limão" (o peso maior) e fazer uma saborosa "limonada" (que é usar esse peso como ponto positivo - favorável para ser doador de sangue e ajudar os outros, incentivando e impulsionando a solidariedade!!!) Se você pertence a esse grupo, vai aí meu recado: Tá vendo como você (e pessoas semelhantes) têm algo de bom, e que a sociedade não costuma enxergar em vocês? Provem para essa mesma sociedade que vocês tem algo de positivo, sim!!! :-) Olha como vocês são fundamentais e importantes para a população!!! Vocês têm, sim, um lugarzinho na sociedade sim!!! Não deem bola a quem diz o contrário. Venham cá, cheguem mais!!! :-D Tem lugar para todos, aqui neste mundão!!!

Você deve estar pensando: "Quem precisa de RECEBER transfusões de sangue, vindas do sangue doado por voluntários?" Oras, pessoas que sofrem acidentes; que necessitam de fazer determinadas cirurgias; pessoas com certas doenças/deficiências que , durante o tratamento, necessitam receber sangue; dentre outras. E nenhum de nós , infelizmente, está livre de precisar de passar por esse procedimento. A vida dá muitas voltas, e imprevistos, a qualquer hora, podem acontecer... :-( Diversas pessoas com deficiência (temporárias ou permanentes), ou com doenças (crônicas ou não) vão agradecer muito seu gesto de solidariedade ao doar sangue... cada doação pode salvar até 4 vidas, sabiam??? :-) Basta ir ao hemocentro mais próximo de sua residência; e você não precisa de doar sangue apenas em situações pontuais nas quais uma determinada pessoa precise! Você pode doar "para reposição de estoque" - ou seja, seu sangue vai ser destinado a qualquer pessoa anônima que precisar primeiro, e se tiver compatibilidade com seu tipo sanguíneo. Basta declarar esta informação no balcão da recepção.

E então, meu querido/a gordinho/a? Já parou para pensar na possibilidade (e privilégio) de exercerem a solidariedade/cidadania que vocês têm??? Se você tem boa saúde e, entretanto, está programado geneticamente para ter um peso corporal maior... em vez de ficarem se martirizando por não terem o "visual" daquela modelo ou artista, tão disseminado pela mídia... usem esse peso "maiorzinho" para praticar o bem... e serem pessoas DE PESO (no bom sentido, rerrerré!!!) na sociedade! Ajudar os outros é muito gratificante... e acredito fortemente que, depois de abraçarem esta causa, a auto-estima de vocês vai lá para as alturas!!! :-)

Obs: para doar sangue, a pessoa tem de ser saudável... senão corre o risco de fazer mal tanto para quem vai receber o material doado por você, como também pode trazer riscos para o doador. Mas não se preocupe - lá no hemocentro a equipe vai medir seu peso, altura, e suas condições gerais de saúde. Também os profissionais são treinados para tirar todas suas dúvidas, e dar todos os esclarecimentos. O procedimento é seguro (totalmente feito com materiais descartáveis e abertos na sua presença), e é tranquilo; pode ir sem medo, desde que siga as recomendações necessárias, que serão passadas a você.

E então? Bóra doar sangue você também? Vamos nessa???

OBS: Se você, por algum motivo de saúde, ou por motivo de idade (fora da faixa etária liberada),  independente de quantos quilos você pese, não puder doar, NÃO FIQUE TRISTE!!!!! Você também pode colaborar com esta causa, assim mesmo, mas de outras formas!!! (Todo mundo tem sua importância e seus papeis a desempenhar na sociedade, não é??) Olhe só como ajudar:

-Se você sabe dirigir, organize um mutirão de doadores de sangue no seu local de trabalho, na sua faculdade, na sua vizinhança... e leve-os (e busque, claro, rerrerré) de carro até o hemocentro mais próximo! Vale lembrar que, para quem doa sangue, NÃO É RECOMENDADO pegar no volante após a doação, pois tem maior risco de acidentes. Sendo assim, ALGUÉM que tem de dirigir, não pode doar no dia... Portanto, um não-doador pode ser o "motorista da rodada", rerrerré! É aquela velha história - só que, em vez de "se beber não dirija", substitua por "se doar, não dirija". Manjou? Você estará ajudando, de toda forma, com esse ato de solidariedade tão nobre que é doar sangue! (E muita gente que é apto a doar acaba não indo porque o hemocentro é longe, porque o meio de transporte é ruim, ou porque não tem quem dirija para ela na volta, etc.) Viu só? Um carro comum pode caber 4 passageiros... quatro pessoas potenciais para doar sangue... Faça as contas: se cada doação pode salvar até 4 vidas, então...
4 passageiros x 4 vidas cada um = 16 vidas ao todo, que VOCÊ está também fazendo sua parte em ajudar!!!! :-D

-Se você não pode dirigir e nem pode doar por qualquer outro motivo: tem como ajudar, indiretamente, também! Ajude a organizar mutirões de doadores de sangue no local onde você mora, estuda ou trabalha; compartilhe em suas redes sociais textos informativos sobre doação de sangue (aproveite e compartilhe "loucamente" este texto também, rerrerré! Agradeço desde já!). Se você é uma pessoa que domina bastante o tema da doação de sangue (ou  de plaquetas, ou de medula óssea), e tem facilidade em escrever, pode inclusive criar um blog informativo sobre o tema, estimulando as pessoas a doarem - e criando um espaço virtual de troca de ideias e experiências sobre o tema. Já pensou nisso?

E se você não é apto a doar sangue, dependendo do caso você não está impedido(a) de doar outras "coisas": pode se cadastrar como doador de medula óssea... ou, se tiver cabelos longos, pode cortá-los e doá-los para ONGs e instituições de apoio a pacientes com câncer... ou mesmo pode ser doador de TEMPO, dedicando-se a algum trabalho voluntário que ajude a quem necessite de ser beneficiado por algum (ex: idosos, pessoas com deficiências, pessoas de baixa renda, crianças, o meio ambiente, projetos sociais diversos, etc.) Este blog, por exemplo, é um trabalho totalmente voluntário que faço - com a intenção de ajudar as pessoas com as informações de utilidade pública que procuro escrever aqui e no Facebook. ;-) O que importa é ser solidário(a) e fazer o bem às outras pessoas! :-D

Então... mãos à obra!!! :-)

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