terça-feira, 26 de setembro de 2017

ESTÁ HAVENDO UM ''SURTO" DE SÍNDROME DE IRLEN NOS DIAS ATUAIS??

Por: Débora Rossini

Fala, galera! Navegando pelo Facebook, deparei com um texto de uma internauta, que é fonoaudióloga e cujos posts acompanho. Ela escreveu um post bem bacana, que curti pra caramba!!!
Pedi a permissão dela, para reproduzir aqui. Ela gentilmente autorizou! Segue-se o texto (cujo original pode ser visualizado aqui ):

"A ignorância é o pior de todos os males. Que sensação horrível ouvir: "no meu tempo não tinha nada disso e ninguém morria!" Dói meus ouvidos 😣 Graças a Deus nós evoluímos bastante no que se refere ao acesso às terapias! Quem não tinha acesso às mesmas em tempos passados, sofre as consequências até hoje. Afirmo e bato o martelo! Atualmente, venho percebido uma enorme demanda de adultos buscando tratamentos para tentar superar defasagens antigas e nunca tratadas. Problemas na leitura, escrita e aprendizagem que pioraram com o tempo impedindo até a possibilidade de formação na educação regular e/ou em faculdade. Então, vamos abrir nossos horizontes e aprender que a vida nos oferece inúmeras oportunidades de evolução e crescimento pessoal e que temos que tirar proveito para não ficarmos para trás. Fica o desabafo ;-) "

O desabafo acima pode se referir a inúmeros tipos de quadros clínicos apresentados por crianças, adolescentes e adultos. Como, por exemplo, dislexia, Transtornos de Processamento Auditivo, TDAH, Síndrome de Irlen, dentre inúmeros outros.
Mas, aqui neste texto que estou escrevendo, por opção minha (e por maior conhecimento, hehehe), vou dar um enfoque maior à Síndrome de Irlen - distúrbio de visão, de origem neurológica, caracterizado por intensa fotofobia (mas MUITO INTENSA MESMO!!!) e que dificulta, por exemplo, atividades de leitura, escrita, e que requerem concentração (principalmente se o grau for mais severo.)

Tem gente - tanto leiga quanto profissional - que, por falta de informação, acaba pensando (erroneamente) que "Síndrome de Irlen é um 'distúrbio da moda' ", ou que "é um surto de algo que nunca se ouviu falar", ou "doença inventada", ou algo similar. E tem gente que ainda pensa assim: "-Se é de origem genética como dizem, como é que nossos pais, avós, bisavós, etc. 'tocaram' suas vidas normalmente, criaram suas famílias, e sempre cumpriram com suas tarefas, sem todos esses desconfortos que se relatam hoje?"

CALMA, GENTE! =D Peraí... 

Sentem-se direito no sofá, que a explicação é um pouco longa - mas VALE MUITO A PENA, hehehe!!!

Primeiramente, as demandas de antigamente eram diferentes das de hoje.
Por exemplo, antigamente não tinha tanta demanda e exigência de as pessoas fazerem ensino médio e faculdade. Até mesmo porque a oferta de ensino gratuito não era tão ampla quanto hoje. Muitas vezes, boa parte das pessoas estudavam até o "4º ano primário" (atual 5º ano) e, posteriormente, iam aprender um ofício. Ou então, dependendo das condições familiares, ia até a 8ª série (atual 9º ano), e já começavam a trabalhar. Outros já iam até o 3º ano do 2º grau (atual ensino médio), muitas vezes profissionalizantes, e já chegavam aos 18 anos com uma formação técnica para seguir uma profissão que, em tese, seria para o resto da vida.
Segundo relatos de pessoas mais antigas, se antigamente uma criança/ pré-adolescente não mostrava tanto talento para a escola, logo era tirado da escola e encaminhado pelos pais para trabalhar, assim que tivesse a idade suficiente (lembrando que naquela época adolescentes podiam trabalhar, e até era considerado como parte da educação deles.) 

O abandono precoce da escola era mais comum ainda entre as meninas, uma vez que elas eram educadas pelos seus familiares para que aprendessem a cuidar de uma casa e, futuramente, dos filhos. Como disse uma pessoa para mim, certa vez, mais ou menos assim: "-Era impressionante como haviam mocinhas, sobretudo de famílias mais pobres, que mal sabiam assinar o nome, mas que eram 'craques' em 'assumir' uma casa, ter 'expediente' nas tarefas domésticas, dar conta de cuidar de crianças, tudo isso com imensa habilidade... Isso mostra que tais meninas eram inteligentes, sim; porém a educação delas era informal, focada nos afazeres do lar, e não na formal, voltada ao domínio pleno dos conhecimentos adquiridos nos bancos escolares. E não tinha, antigamente, uma lei que obrigasse os pais a manter os filhos matriculados na escola para ter a educação formal básica." 

Não raro, já no final da adolescência, era comum que os jovens já se casassem, constituíssem suas próprias famílias, e trabalhassem para manter o sustento do lar e da prole.

Logo, as pessoas passavam menos anos estudando e mais tempo de suas vidas dedicando a trabalho (muitas vezes braçal), à família e outras obrigações do tipo. A não ser pessoas de classes mais abastadas, que eram enviadas para estudar fora (principalmente se fossem do sexo masculino) para fazer um curso superior (como Medicina, Direito ou Agronomia, por exemplo), que era algo para poucos. Mas, se o jovem não demonstrasse talento para ir pro curso superior, aí ele então buscava outro caminho - que era ir trabalhar.

Com a posterior amplificação da oferta de ensino público gratuito até o 3º ano do ensino médio, com a atual legislação que afirma que toda criança e adolescente TEM de estar na escola, com a maior exigência de escolaridade até para empregos que exigem mais do trabalho braçal do que intelectual, com a maior oferta de cursos e vagas em universidades públicas e privadas, e com a constante exigência por especializações e cursos de formação continuada, passou, automaticamente, a aumentar a maior demanda por atividades de leitura e de escrita por mais longos anos. Daí a necessidade URGENTE de as pessoas entenderem que, o que era menos exigido ''antigamente" por questões sociais e culturais, HOJE É ALGO BÁSICO E INDISPENSÁVEL. Logo, a leitura, escrita e recuperação de defasagens de aprendizagem é algo, digamos, praticamente "vital" atualmente.

 Por isso é que um monte de antepassados das pessoas de hoje, sem dúvida tiveram, SIM, geneticamente, a condição da Síndrome de Irlen, mas que ela não se manifestava e nem, digamos, "interferia" tanto assim nas vidas das pessoas. Até mesmo porque antigamente não tinha tanto estímulo luminoso artificial como hoje (luz fluorescente, computador, letreiros luminosos, telões com propagandas em lugares públicos, etc). Tinham, também, menos carros nas ruas (e, portanto, uma demanda menor não só no complexo ato de conduzir um veículo - mas também, em relação à atenção que o pedestre tinha que ter no meio da rua para não ser atropelado).
Ou seja, o ambiente físico era menos "hostil" a quem tivesse uma configuração neurológica que corresponde ao que vemos hoje nos pacientes diagnosticados com Síndrome de Irlen! Então, mesmo que as pessoas daquele tempo tivessem a configuração neurológica de quem tem Irlen, os sintomas não manifestavam - ou manifestavam muito pouco, a ponto de não interferir tanto em suas vidas.  Mas que, com a transmissão hereditária de tal ''configuração" ao longo das gerações, resultou nas crianças, jovens e adultos de HOJE EM DIA que ''matam um leão por dia" com os desconfortos e transtornos causados pela Síndrome de Irlen... :-/

Devido a isto, é que tem-se a ''impressão'' de que a Síndrome de Irlen é uma ''doença nova". Na verdade, hoje em dia tem mais fatores que a desencadeiam (maior demanda por leitura e escrita, maiores estímulos luminosos, maior oferta - e até exigência- de mais anos de escolaridade) do que antigamente. Muitos trabalhos que antes eram braçais, hoje são feitos por máquinas - e boa parte dos empregos de hoje em dia exigem um razoável domínio de leitura, escrita, cálculos matemáticos e horas mexendo com papeis e/ou diante da tela (LUMINOSA!!!) de um computador.

Mas, felizmente, hoje em dia os transtornos que dificultam a leitura e escrita tem tratamento! Portanto... sim, está corretíssimo correr atrás de recursos e auxílios profissionais que ajudem a pessoa a ler, escrever e aprender melhor!!! Não é frescura, nem ''procurar chifre em cabeça de cavalo"; mas é a BUSCA de uma qualidade de vida, digamos, ''decente"!!!
Isso tudo que escrevi acima, na verdade eu tinha escrito - originalmente-  em forma de vários comentários seguidos, à autora do post cuja reprodução foi feita no começo deste texto, lá no Facebook. Depois, achei interessante reuni-los, transformando em texto para o blog, de forma que ficasse mais fácil para que outras pessoas tivessem acesso! ;-)

UFA!!! Escrevi demais, não é? Mas tô me sentindo ''mais leve" agora, ao conseguir argumentar sobre a importância de buscar ajuda profissional - seja oftalmológica, seja de outras especialidades médicas, seja pedagógica- para que a pessoa consiga estudar e ter o pleno desenvolvimento de suas capacidades!!! 
É isso aí, gente. Tem algum comentário interessante pra fazer? Digite-o aí no espaço abaixo, hehe!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

21 DE SETEMBRO - DIA NACIONAL DE LUTAS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

 Por: Débora Rossini

Fala, galera! Beleza?? Publiquei este texto no Facebook, e estou re-publicando aqui, para atingir um número maior de leitores, hehe!!!

Pois é... Ontem, 21 de setembro, foi o Dia Nacional de Lutas das Pessoas com Deficiência. Ou seja, um dia para destacar e chamar a atenção da sociedade sobre as batalhas que a galera com algum tipo de deficiência/necessidade especial enfrenta, matando "um leão por dia". 🤔

Infelizmente, muita gente - que não tem deficiência, nem gente na família com tal atributo - pensa assim: "-Ah, isso não é comigo". E nem quer saber de coisas relacionadas à acessibilidade, inclusão, tecnologias assistivas, etc (achando que isso é coisa de "um nicho específico", de ''quem precisa disso", etc.) E toca a vida pra frente.

👉👉👉 GENTEEEE... Pensem comigo aqui:

☝️ 1) Nunca se sabe o ''dia de amanhã'' - logo, pessoas que não tem deficiência hoje, PODEM (ou não) ter deficiência amanhã. Seja por acidente, seja por um infeliz episódio de agressão/violência, ou mesmo por alguma doença genética que se manifesta tardiamente (e que a pessoa nem sabia que tinha isso na família).

☝️ ☝️ 2) A expectativa de vida dos brasileiros está aumentando. Com a longevidade, entretanto, vem um monte de limitações físicas, sensoriais e/ou cognitivas, devido ao desgaste natural do organismo. Logo, quanto mais conhecimento sobre recursos assistivos - e, principalmente, quanto mais empatia em relação a quem tem algum tipo de necessidade especial, melhor. Facilita até mesmo a aceitação de alguma possível limitação que porventura aconteça ao longo da vida.

☝️ ☝️ ☝️ 3) Não se esqueçam que ''ACESSIBILIDADE" não é algo restrito a quem tem deficiência/ necessidades especiais permanentes. ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO SÃO BASTANTE ÚTEIS, **TAMBÉM**, PARA QUEM, POR ACIDENTE OU MOTIVO DE SAÚDE, FICA TEMPORARIAMENTE PRECISANDO DISSO. Qualquer um de nós está sujeito a quebrar uma perna, um braço, ou estar em pós-operatório de cirurgia, etc - e, assim, precisar de muleta, bengala, cadeira de rodas, tipoia imobilizadora, alimentação especial, etc (dependendo da situação.)
Já vi, de perto, **vários** casos em que pessoas SEM deficiência quebraram pernas e, graças à estrutura de acessibilidade da instituição em que estudavam/trabalhavam, puderam usufruir das rampas e banheiros adaptados.

E vocês, internautas? O que acham desta reflexão? Comentem.... E compartilhem à vontade, em suas redes sociais, este texto, hehe!!!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Síndrome de Irlen e lentes de contato

Por: Débora Rossini

Oooopaa! O post de hoje é destinado ao público com Síndrome de Irlen que já se pegou sonhando em usar lentes de contato para corrigir o problema de visão... principalmente quem tem graus mais severos deste distúrbio oftalmológico, e não quer ou não gosta de usar os óculos de lentes escuras filtrantes o tempo todo!

Já escrevi neste blog posts incentivando a aceitação do uso de tais óculos, digamos, ''diferentões", que você pode ver neste link e também neste link aqui. Maaas...

-- Tem gente que sente  cansado(a) de ficar com a armação dos óculos grandes ''pesando" no nariz o dia inteiro;
--Tem gente - no caso, mulheres vaidosas- que adoooram fazer aquele ''make poderoso" (kkk) e adora destacar a região dos olhos - que, acabaria ficando escondida atrás dos óculos de Irlen (seria o equivalente a fazer as unhas dos pés, e depois sair de sapato fechado, haha);
--Tem gente que é praticante de atividade física e prefere usar lentes de contato, a fim de ter maior conforto (sobretudo quem sua muito na área do rosto);
--Tem gente que exerce profissões que dependem muito da aparência e imagem, e cujo ambiente de trabalho ainda não é ''evoluído o suficiente" (hahaha) para aceitar as diferenças entre as pessoas, causando discriminação e constrangimento em quem tem Síndrome de Irlen;
--Tem gente que, mesmo lendo posts sobre superação e autoestima, ainda assim são tímidos demais para ter de ficar respondendo perguntas repetitivas acerca do uso de óculos escuros...
--Etc, etc, etc...!

Logo, pensamentos acerca da possibilidade de lentes de contato frequentemente podem aparecer, né??

Lembrando que: normalmente a Dra. Márcia Guimarães, referência em Síndrome de Irlen no Brasil, tem muuuuita cautela ao 'liberar' um paciente Irlen para usar lentes de contato, por causa dos cuidados que requerem... ainda mais se tratando de algo que não é barato. Pelo visto, ela só libera as lentes Irlen pra adultos - e, mesmo assim, tem de convencê-la que ''vai saber cuidar meeesmo", rsrsrs! Sem mais... ;-)

Sendo assim, vamos lá:

O preço das lentes é semelhante ao dos óculos ( se, nos óculos, formos somar armaçao+ grau refrativo + filtros) . É interessante para quem cujos filtros de irlen já estabilizaram entre um ano e outro, e que não desbotaram - em outras palavras, para quem não precisou ter despesas com a troca anual de óculos, simplesmente por ter permanecido com os mesmos óculos com filtros. :) (Afinal, fazer os óculos E tambem as lentes, fica pesado no orçamento... e não dá para ter os dois, né? Kkkk.)
Portanto, se você estiver com o dinheiro para pagar, beleza.

Mas lembre-se que pode ser uma ''faca de dois gumes" : por um lado, pode dar a aparência física tão desejada para alguns pacientes; por outro lado, podem acontecer situações nas quais vocês tenham de esclarecer suas dificuldades de visão, e as pessoas ficarem duvidando - mesmo com o laudo em mãos...
(Basta entrar na internet e ver relatos de pessoas com baixa visão que não possuem alterações anatômicas externas nos olhos, e que o povo fica ''detonando" com eles, chamando-os de 'cegos fakes' e 'oportunistas". Ou então relatos de usuários de perna mecânica que estão de calça jeans e, com a prótese não-aparente, ouvem comentários desagradáveis.)
Principalmente para as pessoas mais sensíveis e emotivas, isso pode causar muito transtorno emocional, não é verdade???

Ou então, pode fazer igual à galera que tem apenas miopia ou astigmatismo altos, e que alternam o uso de óculos (que você já tem) com as lentes, dependendo da ocasião. Mas lembre-se: para quem tem Síndrome de Irlen, só compen$a financeiramente ter as lentes caso você não tenha tido despesas com novos óculos na última consulta de retorno, hehe! ;-) (Grana não tá fácil, haha!!!)
Portanto... caso você tenha feito o exame de vista específico de aptidão para uso de lentes de contato, e tiver liberação para isso, fica aí a escolha!

E mesmo que, após o teste de lentes de contato, você seja considerado "NÃO APTO" a usar... Não se desespere, kkkk! Para quem tem graus mais severos de Síndrome de Irlen: lembrem-se de que tem muita gente que não tem Irlen, mas tem, sei lá, miopia, ou astigmatismo, altos - e que, por um motivo ou outro, não puderam usar lentes de contato também. E nem por isso eles vão deixar de usar os óculos, que no caso deles, possuem lentes grossas, não é? =) Antigamente, era alvo de bullying quem tinha óculos ''fundo de garrafa"; hoje, com o grande ''barulho" sobre Inclusão e Diversidade, a tendência é que esse preconceito diminua, gradativamente.
E com os óculos de Irlen com filtros bem densos (escuros), creio que, com o passar do tempo, o estigma social irá diminuir... Lembrem de que, há 20, 30 anos atrás, quem usava óculos para corrigir defeitos refrativos era alvo de bullying; mas que hoje, é tão comum ver crianças e adolescentes usando óculos de grau, que o acessório passou até mesmo a compor o visual, estilosamente, dos usuários. Logo, quanto mais gente também usando (e assumindo!) a Síndrome de Irlen e os óculos de correção para tal distúrbio, mais rápido ''ser diferente" passará a ser "normal", certo?? ;-)

Certinho, gente?? Qualquer coisa, entrem na seção de comentários, e mãos ao teclado, hehe!!!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Dicas para aceitação do uso dos óculos de Síndrome de Irlen

Por: Débora Rossini 

Fala, galera! Beleza??

O post de hoje é para mostrar que há, sim, maneiras bem divertidas para convencer crianças e adolescentes, com Síndrome de Irlen severa, a usar seus óculos com lentes escuras - que, frequentemente, ''chamam a atenção" por seu aspecto "diferente". Obs: Se você já é "marmanjo(a)", mas é uma pessoa divertida, considere que pode valer para adultos também, viu?? Kkkkk! 

Sabemos que ainda há muitas crianças, adolescentes e jovens que ainda se incomodam com as constantes perguntas sobre os óculos escuros usados quase 24 horas por dia, rsrsrs!!! Logo, trago para vocês uma dica que pode ajudar muita gente (sobretudo crianças, adolescentes, jovens) que vira e mexe são perguntados sobre os óculos escuros - e que se incomodam com isto!  

Você, ou seu filho (ou filha), gosta de quadrinhos? De super herois? Então, vejam - ou mostrem para eles(as)-  personagens como o Ciclope (que também tem problema na vista, usa óculos escuros e tem superpoderes), o Dr. e Dra. Meia Noite (que também tem fotofobia e usam óculos especiais), e também os morcegos Batman, Batwoman, Batgirl... (morcegos também tem fotofobia, apesar de não usarem óculos, hihi.) Creio que isso vai ajudar bastante na aceitação dos óculos não só por parte deles, mas também dos amiguinhos... e certamente todos poderão divertir juntos!!

Experiência própria, haha! Um amigo meu já até me disse que, se eu um dia trocar os óculos por lentes de contato(*), vai ser ruim, porque aí não vão poder divertir com as piadas que faço acerca dos próprios óculos!!! :-D
(*) = P.S.: Normalmente a Dra. Márcia Guimarães, referência em Síndrome de Irlen no Brasil, tem muuuuita cautela ao 'liberar' um paciente Irlen para usar lentes de contato, por causa dos cuidados que requerem... ainda mais se tratando de algo que não é barato. Pelo visto, ela só libera as lentes Irlen pra adultos - e, mesmo assim, tem de convencê-la que ''vai saber cuidar meeesmo", rsrsrs! 

PARA OS PAIS de crianças e adolescentes, então fica o recado: Se seu filho também possui Síndrome de Irlen, minha sugestão é mostrar os referidos personagens para seu filho (fáceis de encontrar na internet), e mostrar para ele que ele ''não está sozinho nessa": se, por um lado, tem dificuldades de visão (além dos óculos com aspecto ''diferente''), por outro lado ele pode ter incríveis habilidades... que podem fazer dele um ''herói" na vida, tais como os personagens da Marvel e da DC Comics que mencionei!!! E, com certeza, o(a) garoto(a) (e até os amiguinhos dele!) irá (irão) se identificar bastante!!!!

Gostaram das dicas? Deixem suas opiniões nos comentários!!! =)

(Leia também: Tá com vergonha dos óculos de Irlen? Relaxa, o ''Sopa'' te dá uma força!!) 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

VOLTA ÀS AULAS... COM ACESSIBILIDADE!!!!

Por: Débora Rossini 

Ooooopa!!! Este post é dedicado para a galera da Universidade Federal de Lavras (UFLA),  que está em ritmo de volta as aulas, para iniciar o semestre 2017/1. Se você é um estudante que tenha alguma deficiência ou necessidade especial - SEJA ELA PERMANENTE OU TEMPORÁRIA -  este post é para VOCÊ! 

Obs: Mas se você não tem nenhuma necessidade especial, leia assim mesmo, e COMPARTILHE para que chegue em algum colega que necessite, hehe! :) 

Bããão, gente, é o seguinte:

Você tem alguma necessidade especial ou deficiência, que de alguma forma interfira no seu dia-a-dia na Universidade? Tem alguma dificuldade para estudar, para se locomover, ou para seguir determinados tipos de aulas práticas, ou mesmo para morar na cidade, longe de seus pais??? E tá aí, perdidão, sem saber O QUE FAZER para resolver isso?? Tá ficando desanimado com os estudos??

SEUS PROBLEMAS ACABARAM!!!!

Sério, gente!!! Dá uma olhada com calma neste post, que a ideia dele é exatamente te ajudar!!! KEEP CALM AND... continue lendo!!! :-D

[Descrição acessível da imagem: rapaz usando o laptop. Fonte: Getty Images.]


Bom... Se o seu problema está relacionado a alguma necessidade especial dentro da Universidade, você sabia que a UFLA tem um Programa de Apoio aos estudantes com Necessidades Educacionais Especiais? Afinal, Educação Inclusiva é um DIREITO ASSEGURADO POR LEI, desde o ensino básico até o superior !!! :)

Conhecido pela sigla PADNEE, o referido Programa é uma verdadeira MÃO NA RODA para auxiliar a galera que tenha alguma dificuldade de visão, de audição, de locomoção, de habilidades motoras... ou mesmo necessidades especiais ''invisíveis", tais como Dislexia, TDAH, e outros quadros clínicos que resultem em dificuldades de aprendizagem. Tem uma equipe de profissionais da área de Educação e Psicologia que não só vai ajudar você fornecendo materiais didáticos adaptados, monitores, intérprete de LIBRAS para surdos, e suporte psicológico, mas também orientando os professores sobre como eles podem adaptar as aulas e avaliações para você acompanhar numa boa... e ser um aluno tão bem-sucedido como seus colegas que não tenham nenhuma limitação especial!

''-Tá, mas como proceder?" - você deve estar se perguntando.

Siiiimples!!! :)

1) Entre no site da PRAEC/UFLA, e procure pelo link ''Coordenadoria de Acessibilidade. Como tô boazinha hoje (kkkkk!!!), vou passar o link diretamente para você, ó. Clique aqui!!! :D

2) Após ter aberto o link, você verá as instruções sobre o PADNEE, que é oferecido pela Coordenadoria de Acessibilidade, certo? E, então, vem um link, lááá no fim da página, dando instruções sobre como se INSCREVER para ser assistido pelo Programa. Pra facilitar sua vida (kkk!) tô te passando ele. Clique aqui!    
(Nota: entre a documentação exigida, pede-se o laudo/relatório médico recente, no qual comprova a sua necessidade especial que lhe dá direito a tratamento diferenciado! Entre em contato com o profissional de saúde com o qual você faz acompanhamento e peça tal laudo atualizado, caso você ainda não o tenha.) 

3) Lendo as instruções com atenção, você verá que será necessário preencher um requerimento, solicitando a participação no PADNEE, e anexando o laudo a que me referi no item anterior. Quaisquer dúvidas, peça para a secretária da PRAEC te auxiliar nisso! :)

4) Então, será agendada uma data para que o psicólogo da PRAEC bata um papo com você, para que ele registre pessoalmente o que você precisa, quais suas expectativas em relação ao Programa, além de registrar suas sugestões para que você seja assistido da melhor maneira possível - incluindo aí orientações a seus professores, adaptações de aulas, adaptações de provas, reforço extra, etc.

5) Se sua solicitação for aceita (ou seja, DEFERIDA), então será emitida uma Portaria pela PRG. Mas o que é isso? Oras, trata-se de um documento, que lhe assegura tratamento especial, para fins de maior acessibilidade nas atividades da UFLA! Vão te dar uma via - e a outra ficará arquivada na PRG. Guarde esse papel com carinho, viu?? Enquanto durar o prazo de validade dele, ele vai ser seu ''amigo certo das horas incertas"!!!
 PARA QUEM JÁ ESTAVA INSCRITO NO PADNEE NO ANO PASSADO E PRECISA RENOVAR a inscrição: Atualmente, para o semestre de 2017/1, basta ir à Secretaria da Praec e marcar uma entrevista com o Psicólogo que faz parte do referido programa. Aí, você tem de informar que está ali para RENOVAR sua vaga. Então, no ato da entrevista, você receberá as orientações para o seu caso (se necessita atualizar algum documento, ou não, etc.)  Para maiores informações, ligue para lá nos telefones (035) 3829-1132 / 1070,  ou enviar um E-mail: padnee@praec.ufla.br

AH! E FIQUE LIGADO TAMBÉM EM OUTRA COISA:

É bem provável que suas necessidades especiais possam contribuir para um rendimento acadêmico inferior ao que você gostaria, mesmo se esforçando tanto!!! :-P Aí, bate aquele ''medo" :

''-Nossa, e se eu enquadrar naquelas regras da UFLA que resultam em jubilamento por baixo rendimento acadêmico?"

RELAXE, MEU QUERIDO LEITOR! Nem tudo está perdido. Sabia que, por ter necessidades especiais, você pode ter tais normas flexibilizadas, em caráter de exceção??
Basta ir à PRG, e preencher um requerimento solicitando ''Portaria Para Conceder Tratamento Especial", de forma que DESCONSIDERE para você, em caráter de exceção, as regras presentes nos incisos I, II, III e IV (contidas neste link) que implicam em desligamento do estudante. Importante anexar uma cópia do seu laudo médico que ateste que você possui algum tipo de deficiência ou necessidade especial. Aí será emitido um documento (chamado de ''portaria") pela PRG, que garante que tais normas não se aplicarão a você. Importante: POR REGRA, você PRECISA emiti-las ANTES QUE se enquadre em alguma das situações que levam a jubilamento, para, assim, garantir sua permanência na universidade! ;)

Ah! IMPORTANTE manter também esse documento bem guardado com você, viu??? Se algum dia, mesmo que seja por engano, a PRG te enviar notificação falando que você se enquadrou em algum dos itens que levam a pessoa a ser desligada, aí você entrará imediatamente com recurso nela, comprovando que tem a portaria de tratamento especial. Manjou?  

Enfim... você não está sozinho! Sabe-se que na UFLA tem um monte de estudantes que, assim com você, tem necessidades especiais diversas! Há um grupo (fechado) no Facebook chamado ''Alunos Com Necessidades Especiais - UFLA. " Entre nele e participe... e convide outros colegas que porventura se interessem!

No mais... tem também uns links interessantes para posts que já fiz neste blog, que podem te ajudar muito! Olha a lista aê!  

---Carreira acadêmica e deficiência: Será que dá para conciliar? Saiba mais neste link!

---Na UFLA tem piso tátil para cegos?? Saiba mais sobre ele neste link!

---Você não é de Lavras e tem de morar longe de seus pais, em república/pensão/alojamento, mesmo tendo deficiência. Como se adaptar? Seu guia está aqui neste link!!! 

---Como dar sugestões para os professores darem aulas adaptadas para pessoas com deficiência visual (cegos e de baixa visão)? Clique aqui.

--- Como orientar os professores adaptarem suas aulas para alunos com Síndrome de Irlen (outro tipo de distúrbio visual)? Clique aqui... e se quiser conhecer TODAS as minhas postagens sobre Síndrome de Irlen, para mostrar para seus professores, clique aqui

Então, é isso... Bóra estudar, galera! Ou bóra pra seção de comentários aí abaixo, pra gente conversar mais, hehe! =D 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Síndrome de Irlen e o ''excesso de informação'' da era digital... Será que faz mal???

Por: Débora Rossini

Oooopa! O texto de hoje traz questionamentos sobre a questão do estresse visual e sensorial vivenciados por quem tem Síndrome de Irlen, relacionado ao ''excesso de informação" - típico da era digital - que, se já pode sobrecarregar o cérebro e sistema nervoso de uma pessoa comum, se pode ter tais efeitos acentuados em quem tem Síndrome de Irlen!!! 

Para começo de conversa: deixo CLARO que eu não sou da área de Saúde nem de Educação. Mas, de tanto ler e pesquisar pela internet afora sobre Síndrome de Irlen - bem como acompanhar relatos de internautas durante mais de 4 anos na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" e nos vários grupos sobre Síndrome de Irlen que têm aí pelo Face afora - acabo por pensar sobre um monte de coisas... e convido vocês, leitores, sobretudo os que também são leigos, a refletirem sobre isso também, hehehe!!! Já publiquei um post sobre esse assunto lá na fanpage... e agora, é a vez de escrever sobre isso aqui também, haha! 

É o seguinte: Um dia desses, me deparei com uma reportagem, navegando pela internet, cujo título é o seguinte: ''EXCESSO DE INFORMAÇÃO PODE MUDAR A CONFIGURAÇÃO DO CÉREBRO??" (Ver link aqui.)  Detalhe: trata-se da configuração do cérebro de ''qualquer pessoa comum", e não apenas de um grupo que possua uma determinada sensibilidade neurológica.

Li calmamente a reportagem - que, convenhamos, é longa, mas traz um monte de coisas interessantes, e que vale a pena ''digerir" com calma. :-) E, no final, acabei chegando à seguinte conclusão:
EXCESSO DE INFORMAÇÃO - ESPECIALMENTE POR FICARMOS PLUGADOS QUASE O TEMPO TODO NA INTERNET - PODE, sim, INFLUENCIAR FORTEMENTE NA CONFIGURAÇÃO DO CÉREBRO.
Minha conclusão: se as pesquisas mostram que isso afeta as pessoas ''comuns"... imaginem então quem tem Síndrome de Irlen?? 

Pois é... a galera com S. de Irlen já tem um sistema sensorial sobrecarregado e a sensação de cansaço visual e mental amplificados ''anormalmente", pela própria condição clínica do distúrbio de neuro-visão. Com a questão da internet e o excesso de informação, então... nem se fala. Sobretudo se levarmos em conta que a leitura na tela do computador pode ser mais penosa para muita gente com Irlen (sobretudo as que não usam óculos de correção e/ou não dominam as tecnologias assistivas computacionais que facilitam a leitura na tela do computador ou tablet.)
Será que não é hora de os pacientes que tem S. de Irlen começarem a ''filtrar" mais as prioridades na hora de usar o computador ou internet? Será que, principalmente para quem possui esse distúrbio de neuro-visão e, que já trabalha e/ou estuda na frente do PC o dia inteiro, seria mais saudável procurar outras opções de lazer que não fossem ficar na frente do computador/tablet/smartphone nas horas vagas?
E, principalmente para as CRIANÇAS e ADOLESCENTES que estão em fase de formação dos olhos, cérebro e organismo em geral: Principalmente para aqueles que têm S. de Irlen, será que não seria mais saudável SE os pais estimulassem esses filhos a terem outras opções de lazer (rodas de conversa, fazer amizades REAIS DE CARNE E OSSO, esporte, leitura, tocar um instrumento, etc) em vez de ficar longas horas jogando videogame ou navegando na internet? Com isso, quem sabe os desconfortos causados pela S. de Irlen podem atenuar, e as notas na escola podem subir???
Gozado que, há dias atrás, justamente um professor meu (da área de Computação!!) bateu comigo um papo superbacana e gostoso, sugerindo alguns ''toques" e dicas relacionados à ''nada mole vida" de quem tem S. de Irlen num ambiente universitário - e as implicações do uso intenso de computador/internet mesmo nas horas vagas! E, depois, lendo sobre o assunto na internet, pude ver que ele tem razão!!! 
As questões de dificuldade de foco, de concentração, de ''excesso de informação" (mesmo que a pessoa não se dê conta disso), e que são NATURAIS de quem tem Síndrome de Irlen, podem ser acentuadas se a pessoa tem hábitos que contribuem para turbinar isso tudo... (E se, para o pessoal sem Irlen, o excesso de internet já pode dar dificuldade de concentração - MESMO QUANDO A PESSOA TÁ LONGE DO COMPUTADOR tentando se concentrar em um texto da escola ou faculdade, tentando memorizar um conteúdo) imagine pra quem tem S. de Irlen?? Pois é.)

Imaginem, por exemplo, para uma pessoa que faz um curso superior de Ciência da Computação, que exige intensa concentração para programar, para pegar técnicas de algoritmos, de demonstrar teoremas, de dedicar longas horas de estudo. Aí essa mesma pessoa, nas horas vagas, ADOOOORA ficar na internet, usar as redes sociais, escrever, interagir bastante online. Se não houver um estabelecimento de prioridades no uso de internet como hobby, o foco necessário lá na hora de sentar e estudar disciplinas com alto grau de raciocínio lógico e abstração pode ser prejudicado... ainda mais quando a pessoa, que tem Irlen, já tem uma tendência ''natural" a se sentir cansado mentalmente ao ler longos textos, se concentrar, e estabelecer o estilo de raciocínio exigido para uma compreensão adequada de uma dada disciplina. ;-)

AOS EDUCADORES: Fiquem de olho em seus alunos, sobretudo aqueles que possuem dificuldades de aprendizagem... Principalmente se os alunos tiverem Síndrome de Irlen, que é o foco deste texto. Quem sabe estas dicas poderão ajudá-los? Notem que a sugestão não é ''sair cortando a internet da galera" (longe disso, kkkk!), mas, sim, orientá-los a selecionarem e filtrarem o que realmente vale a pena, para poupar não só a visão, mas a ''cabeça" e a capacidade de concentração para os estudos. 
Ah! E, antes que me digam: "-É um problema generalizado, todos os estudantes jovens estão assim!", eu já respondo: "-Oras, se 'todo mundo' está assim, então quem tem S. de Irlen está com o dobro dessas características aí, já que são mais sensíveis neurologicamente que 'todo mundo', uê!

É isso aí, gente!!! 

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

PRODUTOS QUÍMICOS INDUSTRIALIZADOS PODEM PIORAR OS SINTOMAS DA SÍNDROME DE IRLEN???

Por: Débora Rossini 

Oooopa!!! Vira e mexe, de tanto passar um bocado de tempo no Facebook lendo e trocando ideias sobre Síndrome de Irlen na fanpage  que escrevo (e nos grupos de discussão que existem por lá), eis que me deparo com um comentário (público) ''SHOW DE BOLA" de uma internauta, que reproduzi tanto na fanpage quanto aqui!!! Ela escreveu assim:

''Olá. No livro "O perigo do glúten" dr. James Braly encontrará um possível novo recurso. Fiquei oito anos sem conseguir ler mais que um parágrafo com muitas das características desta síndrome de Irlen. Após alguns poucos meses de regime 100 % sem glúten / derivados do leite/ soja corantes, voltei a ler até 200 páginas seguidas porém ainda com certa dificuldade que reconheci nesta sindrome. A introdução de proteínas estranhas ao corpo, no sangue, faz os sistema imunológico atacar o cérebro. Só fazendo a dieta pode-se constatar a melhora, mesmo com exames de sangue negativos. Espero que esta informação possa ser útil."

MINHA RESPOSTA, que dei lá no Face: 
''Pode fazer algum sentido, sim!!! Veja por quê: certas substâncias químicas presentes nos alimentos, sobretudo os industrializados, podem mexer com a bioquímica do organismo, afetando as funções do cérebro!!!
Por exemplo: sabe-se que sucos industrializados têm componentes artificiais que podem piorar, por exemplo, os sintomas da TDAH de quem tem predisposição a isso. Cafeína também.
Já li também que muitas pessoas com síndrome de irlen têm dificuldades na metabolização dos ácidos graxos - e que, por consequência disso, afeta certas funções do organismo!
Achei tão bacana seu comentário, que vou transformá-lo num post. Até mesmo para que as pessoas da área de Nutrição vejam, e, quem sabe, podem fazer trabalhos interdisciplinares envolvendo síndrome de irlen, tal como as fonoaudiologas, pedagogas e psicólogas já fazem, juntamente com o pessoal da Oftalmologia??? Bom saber!"

Deixando claro, galera, que eu NÃO sou da área de Educação nem de Saúde... faço Ciência da Computação, mas aprendo muita coisa sobre Síndrome de Irlen navegando e lendo pela internet. 

Ainda pegando o embalo de que ''substâncias químicas no organismo podem piorar os sintomas da Síndrome de Irlen em quem já tem predisposição a este problema de visão":
Principalmente as MULHERES: já pensaram que, muitas vezes esses produtos químicos presentes em cosméticos e produtos de beleza podem piorar seus sintomas, sem você se dar conta???

Tinturas de cabelo, alisamentos progressivos e outros procedimentos (tanto para cabelo quanto para pele), podem, sem sombra de dúvida, fazer com que componentes químicos sejam absorvidos pelo organismo, alterando a bioquímica do cérebro de vocês, fazendo com que o funcionamento deste seja alterado - e fazendo com que quem tem Síndrome de Irlen possa ter os sintomas mais acentuados ainda!!!
Veja este post que já publiquei aqui no ''Sopa" , no qual há um depoimento de uma paciente (brasileira) que supostamente teve baixa visão, mas, posteriormente, descobriu que na verdade ela tinha era Síndrome de Irlen em grau severo - piorado pelo uso de tinturas de cabelo e por contato com produtos químicos no laboratório de aulas práticas da faculdade... e que, após ter largado tais cosméticos e trocado de curso universitário - bem como ter feito tratamento para Síndrome de Irlen - sua visão foi melhorando a qualidade.

Por isso é que digo, mulherada: Pode ser difícil para vocês, por razões diversas, se desprenderem de certos procedimentos de beleza que vocês fazem... mas pensem: SAÚDE e bem -estar em primeiro lugar!!! Por isso que sou a favor de todos esses movimentos, de hoje em dia, que valorizam a BELEZA NATURAL - que, além de valorizar a diversidade, evita que um monte de pessoas prejudiquem sua saúde (muitas vezes sem perceber!) só para encaixar em um padrão estético socialmente aceito, e que muitas vezes é imposto pela mídia, pela cultura, e por aí vai!!! Quem diz que só o cabelo louro e/ou liso é que é bonito??? 
TODOS os cabelos têm sua beleza, uê!!! Não só os louros/ruivos e/ou lisos, mas também os ESCUROS, os ENCARACOLADOS, os CRESPOS/AFROS... Todos têm sua beleza!!! E aí, já descobriu a beleza real e natural que existe em você, mulher??? :-D 
(E se você que está lendo isto é do sexo masculino, repasse isto para sua namorada/esposa, pra suas filhas adolescentes/jovens ou adultas, pra suas parentes, amigas ou colegas... pode ajudar muitas delas, hehehe!!!)