Imagem

Imagem
(Crédito da foto: www.santoscity.com.br)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

DEFICIÊNCIA X SOCIALIZAÇÃO

Por: Débora Rossini 


Ooopa! O post de hoje aborda algo bem delicado que é um assunto bem recorrente no tema ''Pessoas com Deficiência/Necessidades Especiais". Claro que NÃO SÃO todas as pessoas desse ''clube" (rsrsrs) que têm questões relacionadas ao que vou falar agora, mas muitas têm...

Tô falando da questão da SOCIALIZAÇÃO de pessoas com necessidades especiais! ;-) 

Embora haja muita gente que , mesmo tendo algum tipo de deficiência ou necessidade especial, consegue ter uma vida social satisfatória! Tem amigos, tem um par romântico... e, com a companhia, passeiam, viajam, se divertem! Show de bola!!!

Mas, por outro lado, tem diversas pessoas com deficiência que se queixam de solidão, de carência afetiva. Mesmo se esforçando e dando o melhor delas para conquistar as pessoas na rua em que moram, no bairro, na comunidade, na escola ou trabalho, acabam sendo rejeitadas, discriminadas. Realmente, é desagradável, né, galera? :-/

A inspiração para escrever este post veio após eu ter visto, por acaso,  navegando na net despretensiosamente, um artigo, cujo link é este. E, embora o foco dele não trate da falta de amigos específica de pessoas com deficiência (mas sim da falta de amigos por uma pessoa ''comum", qualquer), eu resolvi abordar o assunto aqui neste blog. Veja o porquê: o autor do texto afirma que pessoa que não tem amigos e chega ao ponto de querer pagar por um ''amigo de aluguel" [modalidade profissional que há alguns anos é moda no Japão e que agora está chegando aos poucos por aqui], seria uma pessoa, no ponto de vista dele, ''um fracassado e incompetente socialmente". E ele critica duramente a tal ''incompetência social" - que dá a impressão, aos leitores, que é tudo culpa da pessoa que não tem amigos!

Publiquei minha opinião sobre isso, num post do Facebook, e reproduzo as ideias aqui também. Sei que este post vai ''render discussão", kkkk... mas vou publicá-lo assim mesmo!

Sem querer entrar em discussão se a ''profissão de 'amigo de aluguel'" mencionada no artigo é algo positivo ou não, (e que NEM É o foco deste post) o que tenho a dizer é o seguinte:

Discordo do autor do texto quando ele afirma, no penúltimo parágrafo, que [pessoas que pagam alguém para acompanhá-las] ''são fracassados incapazes de ter amigos de verdade, incapazes de conquistar uma companhia espontânea para conversar, ir ao cinema, ao teatro. (...) Clientes de “amigos de aluguel”, esses sim são os fracassados do pior tipo." 

Oras, na minha opinião, NEM TODO MUNDO ''é sem amigos" por incompetência! Afinal, tem gente que se esforça loucamente para conseguir ter um mínimo de convivência social, mas não consegue... Vejam o caso de VÁRIAS (eu disse *várias* e não todas) pessoas com deficiência (sobretudo aquelas que têm maior comprometimento funcional) que gostariam imensamente de terem amigos para bater papo, para fazer algo juntos, e que dão o melhor de si para conquistar as pessoas... mas que NINGUÉM AS QUER, por puro preconceito e discriminação!!!! >:-(

Tem gente SEM DEFICIÊNCIA que ''tem medo" de se aproximar de alguém com necessidades especiais e cai fora - em vez de tentar procurar ler mais, se informar mais sobre a situação, compreender suas dificuldades e valorizar suas habilidades, e tentar aproximar ou ajudar esta pessoa.

Outra situação muito comum em nossa sociedade é quando uma pessoa, que até então era saudável, funcional e considerada ''clinicamente normal", desenvolve alguma doença grave, degenerativa, ou adquire alguma deficiência por acidente. Os amigos que ATÉ ENTÃO ela tinha, SOMEM PRATICAMENTE TODOS... Exatamente quando o indivíduo mais precisa de ajuda, de apoio, de um ombro amigo, praticamente todo mundo (inclusive gente com as quais o hipotético indivíduo tem parentesco) cai fora. E aí? Dá para rotular a pessoa com necessidades especiais de ''incompetente social"??? CLARO QUE NÃO!!!! :-O

Claro que existe, SIM, gente que tem dificuldades para fazer amizades devido a falta de atributos que favoreçam a interação social (timidez, maus-hábitos de higiene, ou mesmo um caráter duvidoso, etc.) Aí é hora de a pessoa tentar rever seus pontos fracos e melhorá-los, a fim de conquistar amizades (isto é, se não quiser pagar por um ''amigo de aluguel", hehe.) Ou então, porque a cultura do ambiente na qual determinada pessoa está inserida (localidade geográfica, ou empresa, etc) dá pouca abertura a fazer novas amizades. Ou mesmo porque os valores morais das pessoas que cercam um indivíduo X não coincidem com os valores deste, e portanto este prefere se resguardar para evitar problemas. Mas tachar QUALQUER PESSOA SEM AMIGOS de INCOMPETENTE E FRACASSADO SOCIAL, aí já acho que é ''pegar pesado" demais, hehe! ;-) #ParaPensar

Em tempo: tô satisfeita com minha vida social, graças a Deus. Mas sei que existem muitas pessoas neste mundão afora que têm problemas em relação a isto. E é em solidariedade a estas pessoas que eu tô escrevendo estas linhas aqui, para mostrar a elas (e à sociedade como um todo também!!!) que NEM SEMPRE pessoas sozinhas têm culpa disso. Pelo contrário - podem estar sendo vítimas de DISCRIMINAÇÃO, numa sociedade tão excludente como a nossa!!! Agora, se a pessoa resolve pagar, ou não, para ter alguém para sair junto, tomar uma cerveja, ou simplesmente bater um papo, aí já é uma escolha pessoal dela... não vou interferir nisso, hehe. Cada pessoa sabe os caminhos que são mais adequados para ela! Beleza? ;-)
Notem que o foco deste post NÃO É posicionar a favor ou contra a profissão de ''amigos de aluguel". Deixo cada um livre para pensar o que quiser... Cada um escolhe o que bem entender, hehe! =) Meu objetivo com este post é simplesmente dizer o seguinte: nem todo mundo que não tem amigos é, obrigatoriamente, uma pessoa que não se esforçou para tal... 50% vem das habilidades pessoais de alguém conquistar pessoas, mas os outros 50%, a meu ver, vem da ACEITAÇÃO da sociedade! Concordam? ;-)
 E você, o que pensa a respeito? Comente abaixo! =)



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

SOBRECARGA SENSORIAL E SÍNDROME DE IRLEN: COMO CONVIVER COM ISSO???

Por: Débora Rossini

Oooopa! O post que segue foi publicado originalmente na minha fanpage "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen", e ''re-postado" aqui, com algumas adaptações e pequenas modificações.  ESTE TEXTO É UM POUQUINHO GRANDE, MAS VALE LER ATÉ O FINAL!!!! :-D :-D :-D

O lance é o seguinte: eventualmente, vejo depoimentos de internautas (muitas vezes adultos!!!) que possuem Síndrome de Irlen severa e, mesmo tendo sobrecarga sensorial (a ponto de fazer a pessoa passar mal!), ainda assim mantém o hábito de participar de eventos situações e atividades nos quais tem muita aglomeração, agito, barulho, excesso de luzes, sons, cheiros, gritos, etc.

Aí a pessoa participa do evento/passeio/atividade, e depois passa o dia seguinte inteiro extremamente cansada, sem querer conversar com ninguém, altamente esgotada, e se arrastando para fazer as obrigações cotidianas que não vão deixar de aparecer em sua frente por conta do seu cansaço.


Fico pensando: É realmente NECESSÁRIO ISSO? É algo imprescindível? (do tipo "se não for, perco meu emprego"?? Sim ou não??) 
Tais pessoas, mesmo sendo adultas experientes, que conhecem seus organismos, insistindo em se colocar nestas situações causadoras de sobrecarga sensorial... o que as leva a se sacrificarem tanto? 

-Medo de serem tachadas de "bicho do mato" e "antissocial" por parentes, colegas e amigos, que normalmente participam de tais eventos??? Pressão da família e amigos para irem nesses lugares???? 

-Incompreensão de família, amigos e colegas, mesmo quando as pessoas com Síndrome de Irlen explicam, reexplicam e "tre-explicam" que não dão conta de sairem 'inteiras e felizes' de certas comemorações, confraternizações, festas, agitos, shows, etc?? 

-Ou outro motivo que não listei?????

Eventos , atividades e situações que podem trazer prazer pra maioria, podem trazer aborrecimento, estresse e até mesmo mal-estar físico para quem tem sobrecarga sensorial, um sintoma experimentado por muita gente com Síndrome de Irlen severa.


MEU PONTO DE VISTA SOBRE O ASSUNTO: 

O importante é conhecer ao máximo seus limites, e não ficar tentando agradar ninguém sobre ''ir ou não ir" a tal lugar - uma vez que depois,  será VOCÊ  quem vai ficar cansado, sem energia, desgastado, enquanto as outras pessoas estarão tranquilamente tocando suas vidas normalmente!!!! Isso pode parecer difícil para uma pessoa bem mais jovem, que ainda está em busca de identidade e de se entrosar com a 'galera' - mas, à medida em que os anos vão passando e a gente vai ganhando experiência de vida e amadurecendo, a gente vai mudando... Nossas prioridades vão mudando... e se perceber que uma determinada situação vai lhe trazer mais estresse do que prazer/diversão/felicidade, não vá! É direito seu!!! Se o povo te chamar de bicho-do-mato e outros adjetivos similares, azar o dele, kkkkk! As pessoas com Síndrome de Irlen tem seus próprios ritmos, seus próprios limites, embora também suas próprias qualidades... Sem mais!!! ;-)

Ter energia para fazer as tarefas cotidianas, com equilíbrio, e sem se sentir esgotado(a) vale, na minha opinião, muito mais do que ALGUMAS HORAS de festa com muito barulho e agito que trará, na sequência, uma semana sem pique, para tentar recuperar a energia. Se as pessoas sem Irlen - ou sem nenhuma outra necessidade especial - não entendem isso, é porque ainda falta muuuito para aprenderem a lidar com as diferenças e com a diversidade humana. 
Então, se as pessoas sem Irlen (sobretudo as mais jovens) têm uma energia inesgotável para participar de uma festa atrás da outra, viajar constantemente todo fim de semana ou feriado - e ainda ter pique para encarar as obrigações no dia seguinte, para fazer uma tarefa que exige grande concentração em poucas horas (que pra quem tem Síndrome de Irlen pode levar um dia inteiro ou mais), bom para elas! :-D 

E mais uma dica para você que TEM a Síndrome de Irlen: não deixe isto afetar a sua aceitação (ou não) de ter uma diferença de percepção do ambiente, devido a um problema de visão de origem neurológica... Pense o seguinte: "Posso 'perder' muita coisa que as pessoas 'ditas normais' costumeiramente fazem... mas, por outro lado, conheci pessoas e situações incríveis que talvez nem teria experimentado se eu não fosse, digamos, "bugadinho(a) das vistas", hahaha!!!!  
E é com a diversidade humana que temos essa riqueza de habilidades e vivências que, em conjunto, faz com que todos os seres humanos possam dar sua contribuição para este planeta! =D

OBS.1 : Em situações causadoras de sobrecarga sensorial que não estejam relacionadas a círculos de família ou amigos - mas sim de atividades de escola, faculdade ou mesmo profissionais -, você pode (E DEVE, SE SENTIR NECESSÁRIO), apresentar seu laudo médico do Hospital de Olhos, atestando que tem Síndrome de Irlen e que esteja especificado o efeito da Sobrecarga Sensorial, a fim de obter dispensa da atividade. Senão, de que adianta você comparecer a ela, mas depois ter baixa produtividade na faculdade ou trabalho o resto da semana??? 

Obs.2) Uma vez uma pessoa me perguntou se a sobrecarga sensorial experimentada por quem tem Síndrome de Irlen severa seria na mesma intensidade de quem tem Autismo/Asperger ou se é menos intensa. Respondi o seguinte: "Olha, como leiga eu não sei, mas... por um lado, pode ser mais branda, mas por outro lado pode ser igual ou até mesmo mais intensa, dependendo do grau de Síndrome de Irlen que a pessoa tiver. O que acontece é que as pessoas com Autismo mostram, externamente, os incômodos - através de maneirismos, gritos, movimentos agitados ou choro- já que não possuem ''filtro" para distinguir e assimilar adequadamente o comportamento aceito socialmente ou não. Já as pessoas com Irlen têm noção do que se pode mostrar socialmente e o que acha melhor esconder para evitar discriminação. Assim sendo, SENTEM os incômodos, mas não vão sair gritando nem se agitando fisicamente... mas SOFREM POR DENTRO e se manifestam por indisposição física e mental, baixa produtividade nas tarefas, nervosismo, etc." (P.S.: Se alguém que entende do assunto quiser deixar sua opinião na seção de comentários, vou ficar MUITO GRATA!!! )  

E VOCÊ, o que pensa disso? Comente abaixo! Fique à vontade, a ''casa" é sua, haha! ;-)


TECNOLOGIAS ASSISTIVAS: Abrindo portas no mercado de trabalho

Por: Débora Rossini 

Ooooopa! Este post estava sendo planejado há um tempão, mas só agora que saiu, kkkk! Custou, mas foi! Ele trata da questão das novas Tecnologias Assistivas, e as atividades profissionais desempenhadas por pessoas com deficiência - mostrando como as Tecnologias Assistivas podem ajudar pessoas com algum tipo de deficiência, necessidade especial a fazer coisas diversas... e que, sem elas, teriam que aceitar o (chato) fato de não poderem estudar ou trabalhar - ficando às margens da sociedade produtiva e ficando ociosos em casa, recebendo auxílio financeiro do governo ou aposentadoria por invalidez (no caso de pessoas que adquiriram deficiência ao longo da vida). 

Há cerca de alguns meses atrás, ficou bastante conhecido o caso ocorrido em uma empresa de transporte particular de passageiros, em que o motorista era surdo sinalizado. Para quem não lembra do caso, vamos lá: um rapaz e alguns amigos pegaram um carro da referida empresa, chamando-o por meio do aplicativo - e quando ele chegou, se surpreenderam com o fato de que o motorista era surdo sinalizado. Mesmo não podendo ouvir, o motorista fez direitinho o serviço como qualquer outro condutor - graças ao fato de ele estar fazendo uso, no serviço, de um app no qual toda a comunicação era escrita, e de ter uma aplicação que indicava a rota necessária. Os passageiros ficaram tão surpresos, que decidiram, ali mesmo, pesquisar no Google (através de seus smartphones, certamente) como se fala ''Obrigado!" em Libras, para poderem agradecer ao condutor quando descessem! E assim o fizeram. O motorista ficou muito feliz. Posteriormente, um desses rapazes que eram passageiros da referida viagem relatou esse fato em seu facebook, e o post viralizou na época
O motorista, muito feliz, agradeceu emocionado, e a história foi parar em vários sites de notícias!!! :-D 

Este é um dos casos em que se pode exemplificar, perfeitamente, como as novas tecnologias (sejam elas de uso geral ou especificamente assistiva) podem possibilitar a inserção de pessoas com deficiência na sociedade e no mercado de trabalho - de forma a maximizar sua eficiência nas tarefas a serem desempenhadas e minimizar o isolamento (de comunicação) entre elas (quando se trata de alguma deficiência sensorial que interfira nessa habilidade)! 
Há também outras situações que as tecnologias ''unem" as pessoas com e sem deficiência: 

- CEGOS: Antes, sua escrita estava limitada ao uso do alfabeto Braille, e, para serem entendidos em seus textos e mensagens (e, então, poder haver troca de textos escritos entre videntes e cegos) os videntes (ou seja, pessoas que enxergam) acabavam tendo, obrigatoriamente, que aprender a ler e escrever em Braille! Caso contrário, tinham de recorrer a um transcritor Braille (profissional que faz a transcrição de um texto Braille para o alfabeto convencional e vice-versa) que nem sempre estava disponível no momento. Hoje em dia, com os softwares leitores de tela, cegos e videntes podem, com a maior facilidade, com o uso de um computador, trocarem mensagens de textos, compartilhar emails e textos escritos diversos, relatórios, etc. 

-CADEIRANTES - Antes, era difícil ingressar ou retornar ao mercado de trabalho em profissões que, tradicionalmente, exigem que a pessoa fique de pé para realizar certas atividades (ex: ser professor/a na educação básica). Hoje, com cadeiras de rodas especiais, pode-se realizar tal tarefa - escrevendo na lousa, rodando pela sala, passando de carteira em carteira de cada aluno, etc. Veja que interessante o caso desta professora aqui .  

Estes são exemplos de três casos que demonstram muito bem o importante papel das tecnologias assistivas como ''turbinador'' das capacidades de uma pessoa com deficiência, minimizando as limitações impostas pelas condições físicas e sensoriais... Mas existem muitos outros casos em que tais tecnologias abrem um grande universo de possibilidades profissionais para pessoas com deficiência, podendo fazer inúmeras tarefas em seus cotidianos profissionais... Se fizer uma busca no Google, dá para você encontrar muitas outras histórias bem legais, que merecem ser lidas e compartilhadas! =) 

E então... O mercado de trabalho está aí, e dá para ver que há SIM, possibilidades para que a pessoa com necessidades especiais tenha condições de executar uma atividade laboral, valorizando suas habilidades e respeitando suas limitações!!! 

Cabe agora às empresas, e empregadores diversos, RECONHECEREM os talentos que os profissionais com deficiência possuem, e FAZER VALER a Lei de Cotas sem ''enrolar" e afirmar falsamente que ''a vaga está preenchida" ou que "a vaga não é para o seu perfil" (sem motivo real para tal afirmação). 


ALÔ, EMPREGADORES!!! ALÔ, PESSOAL DO RH!!! ALÔ, QUAISQUER PESSOAS QUE PRECISAM DE CONTRATAR PROFISSIONAIS PARA O SEU NEGÓCIO!!! Bóra dar uma chance para os profissionais talentosos, com necessidades especiais, também??? Vale lembrar que, justamente por serem pessoas que diariamente enfrentam desafios de viver em um mundo "não- feito para elas", de terem de lidar com adversidades, de terem de se adaptar e reinventar constantemente para conseguirem fazer as tarefas diárias, e terem de superar e dar a volta por cima de situações geradoras de incompreensão, tais indivíduos acabam por serem mais tolerantes a adversidades, mais criativos, e que geralmente ''não se abalam por qualquer coisinha boba". Tais características são pontos fortes que ajudam muito na lida diária do mercado de trabalho, não é??? Então...! Aproveitem!!!! 


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

ACESSIBILIDADE: Quem reconhece a importância de oferecer, CORRE ATRÁS!!!

Por: Débora Rossini 

Fala, galera! 
Recebi um link bem bacana de uma postagem feita no blog ''O Corvo Veloz", e que tratava de uma iniciativa bem interessante relacionada a Acessibilidade no lazer e entretenimento. Achei bem interessante e, por isso, resolvi abordá-la aqui!!! Prova de que, quando alguém QUER MESMO promover acessibilidade, corre atrás e consegue!!! 

Trata-se de uma dupla musical (Cezzar e Rodolfo) , do gênero ''sertanejo universitário", da cidade de Lavras/MG - e que, para ampliar seu público, resolveu não se restringir apenas às pessoas, digamos, ''dentro do padrão tradicional"; mas deu um jeito de se esforçar para atingir também o público com alguma dificuldade (ou impossibilidade) de enxergar e de escutar!!! 

Um exemplo é a música ''Anjos", de autoria da dupla, que foi traduzida para LIBRAS. A estratégia foi bem-sucedida, ganhando popularidade entre pessoas surdas e pessoas que trabalham com a língua de sinais. Um outro exemplo de acessibilidade é a descrição textual das fotos da dupla sertaneja, em seu facebook - na qual descreve as cenas, o tipo físico dos cantores, o que eles estão fazendo ou segurando, etc. Desta forma, a galera que não enxerga consegue ter um acesso mais amplo ao conteúdo postado na página deles!!! Há planos, também, de colocar audiodescrição nos videoclipes da dupla, para a galera cega curtir o trabalho feito! Uaaaauuu!!! Show de bola, né, galera?? 

Para conseguir todo esse trabalho de inclusão (e consequente ampliação do número de fãs), a dupla Cezzar e Rodolfo está contando com a assessoria do estudante de Letras/Libras Delmir Rildo Alves, da UFJF. O rapaz já fez diversos trabalhos envolvendo Inclusão e Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva e/ou visual. (Conheço de perto o trabalho do cara: é TOP!!!! :-D ) 

Conforme Delmir disse em entrevista ao site ''O Corvo Veloz", ''O trabalho que estamos realizando não se restringe apenas à interpretação em Libras, pois já começamos a descrever as fotos para que as pessoas cegas também tenham acesso à informação. Além disso, já estamos realizando o trabalho para colocar a áudio-descrição nos vídeo clips", conta ele.  

O legal disso tudo é que, mesmo que uma pessoa que tenha deficiência visual ou auditiva não tenha como gênero preferido o sertanejo universitário, ela pode, por meio dessa iniciativa de acessibilidade, conhecer o trabalho da dupla - e ficar ''por dentro" do que está rolando! Imagina, numa roda de conversa, na qual há apenas uma pessoa com deficiência (visual ou auditiva) e onde todos estão falando sobre os ''hits" que estão sendo tocados... em vez de a pessoa com deficiência ficar ''boiando", ela pode participar do papo e dar seu parecer... Ou seja: iniciativas como estas acabam, indiretamente, dando um ''turbo" no processo de socialização da pessoa com deficiência!!!! Já pensaram por este lado?? :-) 

MORAL DA HISTÓRIA: Não tem mais ''desculpa" de que acessibilidade e inclusão são coisas difíceis de se fazer, hehehe!!! Quem realmente TEM INTERESSE no acesso universal de pessoas a seu trabalho, produto ou serviço , corre atrás, vai lá, busca ajuda e faz! E olha que estamos falando, neste caso, de um trabalho de lazer/entretenimento! Então, mais um motivo para os prestadores de trabalhos essenciais (educação, saúde, adequação de uma empresa ao trabalhador com deficiência, dentre outros serviços básicos e essenciais) verem o exemplo, e saírem do ''comodismo"! Viram só?? :-D 

Gostou do texto? Comente abaixo! Ou bóra lá pro Facebook conversar mais!!! 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Tá com vergonha de seus óculos? Relaxa: o ''Sopa" te dá uma força!

Por: Débora Rossini 

Ooooopa! O texto de hoje é para motivar a galera com Síndrome de Irlen (um problema de visão) que necessita de usar óculos com lentes filtrantes bem escuras para corrigir o problema oftalmológico. A recomendação é que se use os óculos corretivos em tempo integral, só tirando para tomar banho e dormir, sob risco de o cérebro não ser estimulado corretamente no processamento visual, deixando a correção incompleta. 

Mas, e se ainda assim a pessoa (seja criança, adolescente, ou até mesmo adulto/a) ainda fica com constrangimento em usar tais óculos em público? (Afinal, eles têm aparência muuuito parecida com óculos de sol, e diferentes dos óculos de correção para problemas de visão mais comuns... o que pode gerar comentários desagradáveis de pessoas ao redor!) Bom... veja o post que fiz na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" e que reproduzo aqui. Se você é paciente, ou pai/mãe de algum, este texto é para você e/ou seu filho!!! 

''Essa vai para motivar as pessoas com Síndrome de Irlen que possuem óculos com lentes bem escuras, e que ficam se sentindo, no sentido negativo, ''diferentes" das demais (e insatisfeitas com isso):

 Saibam que, além de os óculos poderem ficar charmosos - sobretudo se combinados com um vestuário, corte de cabelo e ''produção" bem bacana, eles são os indicativos de que a pessoa realmente TEM um problema de visão e que possui algumas necessidades especiais - o que facilita na hora de conseguir ajuda na escola, trabalho, faculdade, certos serviços - e até mesmo de conseguir maior credibilidade na hora de solicitar atendimento especial quando necessário.

 Lembre-se que as pessoas SEM Síndrome de Irlen NÃO conseguem enxergar direito com lentes escuras ou coloridas em ambientes fechados ou horários noturnos (e sentem incômodos e dores de cabeça e nos olhos se fizerem isso.)... Então, se vocês (que TEM a Síndrome) andarem com seus óculos no rosto (que são feitos sob medida para você e que não devem causar desconforto), e com a carteirinha do Hospital de Olhos (que atesta que vocês usam os óculos para fins médicos e não estéticos), já é ponto a favor para vocês que têm Irlen - diminuindo as chances de o povo achar que vocês estão fingindo ter deficiência para levar vantagem indevida.

 Outra coisa: deu vontade de usar lentes de contato para corrigir Irlen? Se você tiver dinheiro para pagar, beleza. Mas lembre-se que pode ser uma ''faca de dois gumes" : por um lado, pode dar a aparência física tão desejada para alguns pacientes; por outro lado, podem acontecer situações nas quais vocês tenham de esclarecer suas dificuldades de visão, e as pessoas ficarem duvidando - mesmo com o laudo em mãos... 
(Basta entrar na internet e ver relatos de pessoas com baixa visão que não possuem alterações anatômicas externas nos olhos, e que o povo fica ''detonando" com eles, chamando-os de 'cegos fakes' e 'oportunistas". Ou então relatos de usuários de perna mecânica que estão de calça jeans e, com a prótese não-aparente, ouvem comentários desagradáveis.) 
Principalmente para as pessoas mais sensíveis e emotivas, isso pode causar muito transtorno emocional, não é verdade???

Só mais uma diquinha: As pessoas [ao seu redor], por outro lado, incomodam-se por VOCÊ usar óculos escuros em situações não-comuns? Problema é DELAS e não seu! =D Afinal, seu amigo ou colega gosta de VOCÊ ou da sua aparência? ;-) Fica aí a reflexão!!!

 O problemão é você ficar evitando usar os óculos, só para agradar os outros, e depois ficar com sua correção visual prejudicada (uma vez que, para neuroadaptação completa, o paciente tem de usar os óculos O TEMPO TODO, só tirando pra tomar banho e dormir!) Encare os óculos como parte de sua anatomia, e... boa sorte! :-) ''

Gostou do texto? Comente abaixo!!! 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

SEM MIMO EXCESSIVO NA MOLECADA!!!

Por: Débora Rossini 

Oooopa! O post que se segue foi originalmente publicado na minha fanpage "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen"... acabou que, sem modéstia nenhuma (kkkkk), gostei tanto dele que resolvi reproduzi-lo aqui também. Afinal, depois de um tempo, as postagens no Face ficam difíceis de serem localizadas, né? No blog fica bem mais fácil de achar, mesmo que tenha passado bastante tempo após a publicação e novas postagens tenham sido feitas. Bom, vamos lá. 

O que eu escrevi, no texto original, foi aplicado à Síndrome de Irlen (um tipo de problema de visão), devido ao tema da fanpage na qual primeiramente publiquei o texto. No entanto, deixo claro que a abordagem feita vale NÃO SÓ para quem tem Síndrome de Irlen, mas QUALQUER tipo de limitação visual (baixa visão ou cegueira.) Aliás, vale para qualquer DEFICIÊNCIA OU NECESSIDADE ESPECIAL!!! Hehehehe! 

Bom, vou parar de ''encher linguiça" aqui (kkkkk) e vamos ao conteúdo que interessa!!! :-D 

Sabe-se que, muitas vezes sem perceber, os pais e mães da geração atual têm tendência a ''mimar" os filhos - ainda mais quando não podem dar-lhes toda a atenção que gostariam - seja por falta de tempo, ou por distância geográfica, ou por outros motivos particulares. E já é sabido que, muitas vezes, crianças e adolescentes que são superprotegidos acabam ficando indefesos para enfrentar os desafios que a vida ''de gente grande", mais tarde, lhes obrigará a superá-los... ;-)

Pois bem: este post é destinado aos pais e mães de crianças e adolescentes com Síndrome de Irlen (mas é interessante que seja lido por todos os internautas que acompanham esta página, hehehe!)  :-)

 Seu filho(a), criança ou adolescente, está tendo dificuldades na escola? Tá sofrendo algum tipo de bullying ou discriminação??? Ajude-o(a), dê-lhe a atenção necessária, busque ajuda profissional (oftalmológica e, dependendo do caso, até mesmo pedagógica)... mas ensine-o(a) a lidar emocionalmente com os desafios - e até mesmo lidar com as incompreensões que, certamente, ocorrerão em uma ocasião ou outra... para que, no futuro, ele(a) dê conta disso sozinho(a)... E quando o(a) seu filho(a) com S. de Irlen crescer, e for fazer faculdade em outra cidade, enfrentando os desafios naturais de quem sai de casa para estudar, SOMADOS aos desafios de quem tem Síndrome de Irlen??!! Pois é... 

Portanto, minha dica para os pais e mães é a seguinte: por mais que dê vontade de superproteger seus filhos com Síndrome de Irlen, tentando poupá-los dos aborrecimentos e frustrações, não o faça!!! Em vez disso, eduque-os para a realidade, mostrando que os ''perrengues" (e até o fato de terem de abrir mão de certas coisas para conquistar outras) fazem parte da vida. E ensine-os desde novos a terem foco, força emocional, drible das adversidades e... claro, disposição para serem pessoas otimistas e de bem com a vida, assim mesmo! =) É isso aí, gente!!!

Gostou do texto? Escreva sua opinião no espaço destinado a comentários, abaixo!! 

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

CONSULTAS E ÓCULOS PARA SÍNDROME DE IRLEN SÃO CAROS???

Por: Débora Rossini


Oooopa! A inspiração para este post veio do seguinte fato: publiquei um post na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" e vi que, em poucos minutos que publiquei, teve um alcance bem grande!!! Como no facebook as postagens ''se perdem'' espacialmente na plataforma após um certo número de publicações (ficando difíceis de serem localizadas) e o tema deste texto é, ao meu ver, algo importante para ser lido, relido e compartilhado constantemente, então resolvi fazer uma outra versão do referido post aqui - mais voltado para o formato de um blog. =) 

Pois bem, galera. A grande pergunta que vira e mexe recebo dos internautas lá no facebook (na minha fanpage, e também no meu grupo de discussões ''Síndrome de Irlen, e Agora?") é a seguinte: 


''TRATAMENTO PARA SÍNDROME DE IRLEN, SOBRETUDO OS ÓCULOS, É MUITO CARO, NÃO É???" 

Mmmmm... Depende do ponto de vista, meu querido leitor! :-) Mesmo que você seja como a maioria de nós brasileiros - ou seja, que também não é rico e também tem de ralar para pagar as contas - tem como dar uma pensada (e repensada) sobre o assunto! Vamos lá:

Um dia desses, eu estava batendo um papo com um professor meu - e em um dado momento da conversa estávamos falando sobre hábitos de consumo da nossa sociedade. Aí falei: 

''-Pois bem, existem pessoas que REALMENTE tem dificuldades financeiras e dependem do Poder Público para, por exemplo, conseguir acesso a certos tratamentos de saúde - sendo, assim, a única alternativa para elas. Porém, no círculo de amizades de cada um de nós, tem muita gente que faz esse tipo de queixa (que está sem condições financeiras para pagar um tratamento de saúde), mas... observando seus hábitos, percebe-se que vira e mexe estão com roupas e sapatos novos, com gastos exorbitantes no cabeleireiro, comendo fora constantemente, passeando, viajando, mantendo mais de um carro na garagem, trocando de celular e carro todo ano... fica difícil entender a situação, não é mesmo?" 

Isto porque, na nossa sociedade, existem diversas pessoas que deixam de fazer coisas essenciais, alegando que não tem dinheiro para isso - mas gastam com coisas não-essenciais constantemente. 

Fico refletindo quando penso no tratamento para Síndrome de Irlen: É... realmente, o valor dos óculos não é baixo (afinal, eles envolvem uma tecnologia complexa e, além de tudo, não são fabricados no Brasil). Maaas... POR OUTRO LADO, se formos parar para pensar, o custo anual de um exemplar desses óculos sai mais BARATO que manter um CARRO extra durante um ano... sai mais BARATO que um iPhone top... sai mais barato do que a soma das sessões daquele tratamento capilar feito em salão ''badalado" (e que pode ser igualmente feito em um salão mais em conta, ou, dependendo do grau de facilidade, até em casa mesmo, aprendido por meio de videotutoriais no You Tube)... Não é verdade??? 

Vira-e-mexe posto lá na fanpage links que dão dicas de como poupar $$$ para comprar os óculos de Irlen, mesmo não ganhando um salário alto... (dê uma navegada por lá, e confira.) E a ideia é justamente ajudar os internautas, mostrando que, ao reajustar prioridades, É POSSÍVEL ter acesso a um tratamento de saúde que dá retorno e, sobretudo, MAIOR QUALIDADE DE VIDA!!! 

Então, internautas, vale a pena refletir: 

-"Precisa MESMO desse celular top, a ser trocado a cada lançamento?" 

-"Precisa MESMO dessa roupa nova e desse sapato novo que, na próxima estação ou coleção, serão jogados num canto qualquer do guarda-roupa?" 

-"Preciso MESMO de comer neste lugar top que todo mundo fala?" 

-"Preciso MESMO de ter esse carro?" 

-" Preciso MESMO de fazer todas as vontades do meu filho, em vez de explicar para ele o valor do dinheiro e como ele será o maior beneficiado ao ter os óculos?" 

-"Preciso MESMO de fazer passeios e viagens constantes todos os feriados?" 

-"Preciso MESMO de ir para aquele tanto de baladas e festas?"

-"Preciso MESMO de ir ao salão ou posso aprender a fazer tal procedimento - unhas, hidratação, ou mesmo cortes simples- em casa?" 

-"Preciso MESMO de ir àquele evento caríssimo?" 

-"Preciso dar este brinquedo tão caro para o meu filho, que, rapidamente, enjoará dele?" 

-"Preciso MESMO de fazer aquela festa de aniversário 'de arromba', com buffet e decoração caros, para uma criança que, muitas vezes, nem entende o significado de aquilo tudo? 


Há real necessidade disso tudo? Ou são apenas pendências emocionais não-resolvidas, ou vontade de simplesmente ''ostentar" para os outros, ou ''competir" com aquele parente ou amigo, buscando aprovação? Pergunte-se. Reflita. Ponha no papel um plano. Estipule metas. Cumpra. Na internet tem um monte de textos e tutoriais que ensinam isso... e de graça! :-D 
Isso requer disciplina, mas... compensa! Vamos nessa, pessoal?? :-D #Força!!! #VocêConsegue!!!! Trocando, substituindo, repensando coisas a serem adquiridas ou realizadas, dá para, mesmo com um salário mais modesto, encaixar os óculos de Irlen em seu orçamento. 

E se ainda assim ficar dispendioso, que tal colocar em prática aquele seu talento extra, para ganhar uma graninha extra? Artesanato, vendas diretas... E se os óculos de Irlen são para seu filho(a), e ele(a) já for um rapaz ou moça, que tal estimulá-lo(a) a ajudar nisso, também? Botando sua moça ou rapaz para vender bombons, dar aulas particulares de algo em que seja bom, ajudar a cuidar de alguma criança ou idoso, não só dá aquele turbo para juntar dinheiro para os óculos de Irlen - mas também estimula o senso de responsabilidade, maturidade e até mesmo autoestima/independência! =D 

E então: mesmo com o fato de que a maioria de nós brasileiros ''rala" para pagar as contas e não ganha um salário tão alto assim, você consegue agora responder a pergunta-título deste post, após ter lido este texto? Comente no espaço abaixo... ou bóra lá pro Facebook conversar mais! :-D 

LEIA TAMBÉM: 

Perguntas frequentes dos internautas, sobre Síndrome de Irlen
Existem outras marcas de óculos para corrigir Síndrome de Irlen? 
E quando os óculos de Síndrome de Irlen não corrigem tudo?