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(Crédito da foto: www.santoscity.com.br)

domingo, 12 de junho de 2016

EXISTEM OUTRAS MARCAS DE ÓCULOS PARA CORRIGIR SÍNDROME DE IRLEN?

Por: Débora Rossini 

Oooooopa!!! O post de hoje vem tirar uma dúvida que, vira e mexe, vem na cabeça de quem possui o distúrbio de visão denominado Síndrome de Irlen - ou então de seus familiares (sobretudo pais) que, frequentemente, ajudam a custear financeiramente o tratamento para correção desse problema oftalmológico. A dúvida, como se pode perceber, é exatamente a pergunta que intitula este texto. 


Mas por quê?


Explico: é que os óculos com lentes filtrantes Irlen são caros, e de difícil aquisição. Isto porque no Brasil não há laboratório especializado na fabricação deles. Sendo assim, o Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães (referência em oferecer tratamento para a Síndrome de Irlen) necessita enviar os óculos dos pacientes para um laboratório especializado nos Estados Unidos, a fim de colocar os filtros coloridos nas lentes... o que aumenta não só o custo financeiro dos óculos, mas também o tempo de espera... entre o dia da encomenda e o dia da chegada dos óculos às mãos do paciente, pode levar entre 1 mês e meio, a 2 meses!!!! 


Então, vira-e-mexe nas redes sociais, em fanpages sobre o assunto (como a minha fanpage "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen", por exemplo), e também
 em grupos de debate sobre Síndrome de Irlen (como este que eu criei no facebook), ''CHOVEM'' perguntas e comentários de internautas, como estes: 

"-Tem outras marcas de lentes filtrantes para óculos, que corrijam Síndrome de Irlen?" 


''-As lentes Irlen tem alto custo, e eu vi na minha cidade/estado que tem uma outra marca de lentes filtrantes, com várias opções de cores para o usuário. Eu testei a marca ''X'' e deu certo para mim".


"- Vi na internet sobre a marca ''Y", então eu fui a um oftalmologista na minha cidade/estado, tive a prescrição, e as lentes dão um alívio"


Etc, etc, etc...

Um internauta, seguidor da minha fanpage e participante de um grupo de discussões no facebook, foi fazer sua consulta de retorno oftalmológico para ver se seus filtros de Irlen estavam ok. Ele aproveitou e fez uma série de perguntas à oftalmologista, que é especialista no assunto, e trouxe este relato sensacional!
 
No caso, as perguntas eram referentes às diferentes marcas de lentes filtrantes que existem no mercado - e se essas outras marcas poderiam equivaler aos filtros Irlen em termos de eficiência, mas a um custo financeiro menor.


Pedi a autorização dele para publicação, e ele respondeu: "-Fique à vontade! 'Tamo' juntos nessa empreitada da S.I. no Brasil!" 


Então... vamos à transcrição do relato do leitor! :-) Já publiquei ele em minha fanpage, e re-publico ele aqui: 


' Olá pessoal, tudo bem? Cheguei em casa depois da viagem a BH para fazer o retorno anual de S.I [Síndrome de Irlen].
Como prometido, levei nossas dúvidas [de um grupo de discussão de internautas no Face] a Dra. Márcia Guimarães- que respondeu com muita boa vontade, e tentarei repassar com máximo de detalhes o que ela me explicou.
1- Visão subnormal é diferente de Síndrome de irlen. Então os filtros feitos pra diferentes tipos de problemas de visão subnormal não são feitos pra portadores de S.i. Há casos q alguns foram experimentar essas lentes medicinais devido ao menor custo mas acabaram passando mal. Para relembrar, são filtros diferentes, de materiais diferentes para finalidades diferentes.
2-A Dr Márcia entrou em contato com a [fabricante] Segment sobre a fabricação dos filtros para tentar obter dados técnicos para compara-los aos feitos pelo Instituto Irlen, porém a Dr Marcia não conseguiu contato para obter tais especificações.
3-A respeito das lentes Zeiss, não são pra Irlen e eu mesmo fiz o teste com esses filtros que são para atender outros problemas e no meu caso percebi que para meu problema de irlen não ajudaria em nada. A Dr Márcia conhece a fábrica da Zeiss na Alemanha e conhece muito bem os produtos que essa empresa fabrica.
4-a Dr. Márcia tem feito esforços para fazer um laboratório de filtros Irlen para o Brasil, pois podem ter certeza ela é a primeira em pensar facilitar a aquisição dos filtros e a Dr. faz questão que a equipe saiba de como lidar com nós portadores de S.I. e também com nossas dificuldades .
5-Na foto [no fim deste texto] , baseado no meu caso, a overlay é da cor pêssego que me ajuda bastante - o que não quer dizer que os filtros serão da mesma tonalidade. Fizemos um teste, e os filtros da cor pêssego não me ajudariam nada na irlen, e sim os filtros cinza escuro, que deram mais conforto e tolerância a luminosidade. Temos que ter muito cuidado pois estamos lidando com um órgão tão importante quanto qualquer outro. Uma equipe preparada para detectar e tratar S.I. é de suma importância para melhora do paciente. 
Espero ter ajudado, e torçamos para os filtros serem um dia fabricados aqui. Parabéns a toda equipe do Holhos, todos de Parabéns!! Valeu, gente, forte abraço a todos!"


[Descrição da foto para os internautas com deficiência visual: aparecem, sobre uma mesa, um par de lentes filtrantes de teste da Síndrome de Irlen, da cor pêssego, e uma overlay da mesma cor ao lado delas. Aparece também um par de lentes de teste de Síndrome de Irlen, na cor cinza-escura. Fonte: arquivo enviado pelo leitor.]

Então, galerinha com SI... viram só a diferença principal entre os diversos tipos de lentes filtrantes?? 

Fiz, anteriormente, uma outra postagem com as "Perguntas Mais Frequentes" dos internautas sobre Síndrome de Irlen. Para lê-la, clique aqui neste link. Boa leitura! 

GOSTOU DO TEXTO? COMENTE ABAIXO!!! 

sexta-feira, 10 de junho de 2016

E quando os óculos para Síndrome de Irlen não corrigem tudo???

Por: Débora Rossini 

Oooopa! O texto de hoje tem como público-alvo a galera com Síndrome de Irlen que, mesmo tendo feito todos os testes para utilizar os óculos com filtros espectrais, e os exames estarem corretos, ainda se queixam do desempenho ruim ao utilizar um computador. (Considerando, claro, que os filtros dos óculos estão em bom estado, sem desbotar).

Será o ''fim do mundo", principalmente para quem PRECISA utilizar o computador o dia inteiro como ferramenta de estudo e/ou de trabalho???? 

NÃÃÃÃÃOOO! 


Relaxa, leitor! Neste post (originalmente publicado na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" e reformulado para publicar aqui), você vai ver que isto não é um ''caso perdido" - e que tem, SIM, solução para isto!!! :-D 


Os testes para Síndrome de Irlen são padronizados - e, como vários de vocês que já se submeteram a tais testes perceberam, eles NÃO testam a visão da pessoa diante de um monitor de computador/tablet/smartphone brilhante!!!  E, no entanto, são exatamente nessas telas que uma pessoa com Síndrome de Irlen teria significativa dificuldade de leitura, devido ao brilho da tela!!!! 


Para quem trabalha o dia inteiro na frente de um computador e que tem Síndrome de Irlen, o desempenho acaba sendo bastante prejudicado. Imagine, principalmente, quem estuda ou trabalha na área de Computação e que... tem Síndrome de Irlen???? Pois é! 


E, uma vez que os testes de Irlen não estendam sua abrangência para as telas luminosas eletrônicas (ainda mais nos dias atuais, em que os computadores acabam sendo uma necessidade diária!), é de se esperar que, muitas vezes, os filtros de Irlen resolvam as demandas da vida diária do paciente, MAAAAS apresentem algumas pendências de eficiência diante de uma projeção de slides ou tela luminosa. 


O QUE FAZER, ENTÃO????


Calma, leitor, não entre em pânico! :-D Hehehe! É neste momento que as TECNOLOGIAS ASSISTIVAS COMPUTACIONAIS ENTRAM EM AÇÃO, de forma a COMPLEMENTAR o que os óculos com filtros podem te proporcionar!!!!! :-D :-D 


Para tablets: ative a opção "contraste invertido" e, se quiser, até ative a opção ''negrito". Vale tanto para Android ou iOS. Pode aumentar as letras, se quiser! 


Para smartphones: SE você consegue utilizá-los, mesmo com aquela tela pequena (NINJA!!! kkkk!) faça a mesma coisa sugerida acima! Para quem não consegue usar smartphones, sugiro que use um tablet grande para suas atividades- e use um celular o mais simples possível apenas para fazer e receber ligações.


Para computadores (PCs e notebooks) Uma boa sugestão é baixar e instalar e utilizar os seguintes aplicativos gratuitos: SSOverlay (overlay eletrônica), HighContrast (extensão do navegador Chrome que proporciona contraste invertido e outras coisinhas mais!) e WebHelp Dyslexia (outra extensão do Chrome que é uma MÃO NA RODA e ajuda a visualizar páginas web de uma maneira beeem mais agradável!!!) 

E, se mesmo assim, sua visão fica muito cansada (principalmente em época de provas na escola ou faculdade), tem um software sintetizador de voz bem legal, chamado NVDA (gratuito, também.) Ele lê tudo o que está na tela, assim como cada letra que você digita. É um ótimo aliado para descansar sua visão!!! (Quem disse que ''leitor de tela" é só pra galera cega ou com baixa visão, heim? hehe!) 


Testados e aprovadíssimos!  Bóra utilizar o computador e outros gadgets de uma maneira mais prazerosa, agora??? 

E você? Conhece e/ou usa algum destes softwares ou aplicativos? O que acha deles? Comente aí abaixo!!! 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Audiodescrição em Eventos Culturais: Tão importante e tão escassa!

Por: Débora Rossini

Ooooopa! O post de hoje é para falar sobre um recurso de acessibilidade chamado Audiodescrição. Ele permite que pessoas cegas e de baixa visão tenham acesso a apresentações de teatro, dança, exibições de filme, exposições em museus, etc. O papel do audiodescritor é exatamente traduzir, para a pessoa com deficiência visual, o conteúdo visual das apresentações/exposições. Imagine um cego todo empolgado com o lançamento de ''Star Wars- O Despertar da Força'', ou então de ''Deadpool'', e podendo assistir aos filmes juntamente com seus amigos? Então: é isso que a Audiodescrição pretende proporcionar, hehehe!!! 

Pode parecer ''supérfluo'' eu estar assinalando a importância da acessibilidade cultural e de entretenimento - enquanto ainda se tem questões sérias de falhas de acessibilidade em atividades essenciais e básicas tais como estudo, trabalho e locomoção, e que estão pendentes. Maaas... 

 - Vocês concordam comigo que pessoas com deficiência visual que tenham, também, acessibilidade em eventos culturais e de lazer, acabam sendo pessoas que terão mais informação, mais senso crítico, maior sensibilidade artística? 

- Ou, pelo menos, concordam que seriam pessoas que teriam um opção a mais de distração, para relaxar a cabeça dos contratempos cotidianos? (e cá pra nós, vida de pessoa com deficiência visual tem hora que é estressante, hehehe). 

- Ou então, concordam que a audiodescrição (e a consequente maior acessibilidade) proporcionaria à galera cega e com baixa visão maior sensação de estar ''por dentro'' do que os colegas, amigos e familiares veem? (sem ter aquela sensação de que está num ''universo paralelo''?)

Pois é. Sendo assim, uma vez que as pessoas com deficiência visual tenham acesso aos mesmos filmes/apresentações/exposições que as pessoas videntes, elas terão mais ASSUNTO PARA CONVERSAR com quem enxerga -facilitando, assim, a integração/interação social de cegos e videntes, minimizando a discriminação e isolamento de quem não enxerga (ou que enxerga mal)...  

(Imagine a seguinte situação: um cego estuda ou trabalha em uma equipe na qual os colegas curtem, de montão, filmes e séries. Na hora do intervalo, enquanto a galera estará toda empolgada conversando sobre a mais nova série que foi lançada, o filme que está bombando nos cinemas, etc, o cego vai ficar ''boiando'' -  pois, sem audiodescrição, não terá acesso a estas produções artísticas. E aí ele vai ficar é num canto, isolado, enquanto os colegas conversam animadamente. Tá aí um exemplo de isolamento, de barreira para conseguir fazer amizades, não é?) 

Querendo saber um pouco mais sobre essa ferramenta de acessibilidade (afinal, eu já tinha lido algo, mas queria saber mais coisas) , fiz a seguinte postagem no Facebook, para que os internautas me respondessem: 
''#‎MeSentindoCuriosa‬ 
DÚVIDA... ALGUÉM PODERIA ME RESPONDER? 
Sabe-se que existem recursos de audiodescrição para cinemas - porém em poucos locais tem este recurso no Brasil. Inclusive em muitas cidades que são capitais, não há disponibilidade deste recurso. Lendo sobre o assunto, vi que há a necessidade de alguém gravar as vozes com a descrição, fazendo uma edição no vídeo a ser exibido. 
Enquaaaanto esse tipo de recurso não se torna disponível na esmagadora maioria das salas de cinema, fiquei com uma dúvida:Existem serviços de audiodescrição, feitos por pessoas, ao vivo, disponíveis para algum deficiente visual que precisar? Por exemplo: uma pessoa com deficiência visual quer ir com a galera ver um determinado filme. Haveria a possibilidade de ele entrar em contato com, por exemplo, uma pessoa habilitada para tal tarefa, em sua cidade, e, no dia e horário combinados, o audiodescritor estar lá, sentar perto da pessoa com deficiência visual (tomando cuidado para não incomodar os demais espectadores) e então fazer o serviço localmente, sob demanda?''

Vários internautas deram respostas bem interessantes no fórum de discussões (para acessá-lo, clique aqui) !!! Inclusive uma internauta, Mirian Rebeca, que trabalha com audiodescrição, me deu a seguinte resposta, em um texto bem didático e explicativo - e que reproduzo aqui com a autorização dela)! 
''Olá Débora. Na verdade temos alguns assuntos na sua pergunta. Primeiro vamos falar sobre a questão de como a AD (áudio-descrição) pode ser feita no caso de um vídeo (cinema, curta, etc). 
Gravada: o áudio-descritor faz um roteiro com o que é pertinente descrever no vídeo. Depois há uma locução desse roteiro que ele mesmo pode fazer ou outra pessoa habilitada e por último uma mixagem (edição) dessa locução com o som do vídeo. 
A outra forma é um áudio-descritor assistir ao vídeo, fazer um roteiro de apoio e lê-lo ao vivo. 
E a outra forma é quando um áudio-descritor nunca assistiu ao filme e faz a AD simultaneamente. Ele tem que ser "fera" ou topar fazer isso. Não é qualquer um que consegue. 
Aí entra outra questão. Os recursos para se fazer essa AD ao vivo ou simultânea, que são as que você sugere. 
No caso de cinema existe sim a situação de incomodarmos as pessoas ao redor. Eu fiz AD de um casamento em que uma pessoa que estava assistindo ao casamento (a mãe da noiva) é cega. Financeiramente não tínhamos recurso e só descobriram esse recurso em cima da hora. Eu fiquei num local da igreja do qual eu conseguia ter uma boa visão e não atrapalhasse as pessoas e fiz uma ligação telefônica gratuita (promoção de Vivo para Vivo) para o celular que a mãe tinha dentro de sua bolsinha, Eu estava com um microfone em headset para ficar com as mãos livres e a mãe estava com fone de ouvido conectado ao celular. Acredite, ficou legal...rsrsrs Sabíamos os riscos que corríamos de não termos qualidade ou a ligação cair, mas deu certo! 
No cinema pode-se fazer algo parecido. O áudio-descritor ficaria em poltrona sem pessoas próximas (se isso fosse possível) e fazer a ligação com os recursos que citei de fone e microfone. Ele não pode falar baixinho porque vira um sussurro. Existe um acessório que chama abafador de voz. É muito engraçado, mas ele não atrapalha às pessoas em volta. Existe um sistema no qual o áudio-descritor fica com um transmissor de rádio e qualquer pessoa com um celular com fone de ouvido e aplicativo de rádio, pode captar a sintonia da AD. O áudio-descritor tem que ter esse equipamento e o celular é da pessoa que quer ouvir. 
Agora vamos à ultima questão. Você sabe que para se fazer uma áudio-descrição tem-se que estudar diretrizes relativas às obras ou imagens que serão áudio-descritas. Acredito que seria muito interessante existir um banco de dados de áudio-descritores que poderiam ser encontrados por proximidade para fazer esse e outro tipo de áudio-descrições sob demanda. Um exemplo. Uma pessoa cega quer fazer compras em um shopping. Saber tudo o que vai surgindo para ela ficar à vontade para comprar. Poderia contratar os serviços de um áudio-descritor por esse banco de dados. A demanda existe tanto para a situação que você sugeriu quanto para muitas outras.''

Excelente esclarecimento, não é verdade, galera?? Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho da Mírian, o link para contato é este. 

Interessante, não? Porém, infelizmente a oferta de Audiodescrição ainda é escassa! Veja esta reportagem que mostra que apenas em algumas cidades de grande porte existe este recurso (e muitas vezes, em situações pontuais e olhe lá.)  A esmagadora maioria das capitais brasileiras não tem, só para você, leitor, ter uma ideia! :-/ Clique neste link para ler. 

Acredito que, pelo fato de terem poucos cursos de formação de Audiodescritores no Brasil, acaba tendo um número reduzido de profissionais para atenderem à demanda - daí o fenômeno da escassez de oferta do recurso.

Caso você tenha ficado curioso(a) em saber mais sobre o tema, e acompanhar novidades e atualidades sobre este assunto, não deixe de conhecer o Blog da Audiodescrição (o link é este). Ou então o site Audiodescrição, cujo link é este e que mostra, inclusive, exemplos de vídeos e trechos de filmes audiodescritos! ;-) 

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

PERGUNTAS FREQUENTES DOS INTERNAUTAS, SOBRE SÍNDROME DE IRLEN !!!

Por: Débora Rossini 

Oooopa! Frequentemente, recebo em minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen'' perguntas sobre este problema oftalmológico. UAU!!! Show de bola, né? Sinal de que a fanpage está cumprindo o papel dela, de informar para as pessoas sobre um distúrbio de visão tão pouco conhecido e que pode ser altamente impactante para o paciente, se não for tratado, né? 

Noto que diversas perguntas são frequentes entre os internautas! Para facilitar a vida de quem está ''peregrinando pelas informações'' (hehehe) resolvi fazer este post - com uma lista das dúvidas que ''mais aparecem'' nos espaços destinados a comentários e nas mensagens recebidas inbox! Veja se sua dúvida (enquanto paciente ou pai/mãe de um) consta aqui! 
(Caso não conste, é só enviá-la na seção de comentários, hehehe! Mas primeiro, por gentileza, verifique se sua dúvida já está respondida neste post! Ok? ) 
NOTA: ESTE POST ESTÁ SUJEITO A ACRÉSCIMOS/ATUALIZAÇÕES. Se eu perceber que tem uma pergunta legal, que lembrei e que ficou de fora da lista (ou se eu receber alguma pergunta interessante de algum internauta), vou atualizando o post, colocando-a aqui juntamente com as que já estão. Portanto, fique sempre atento às atualizações e novidades nesta página, caro leitor! :-) 

Bom, vamos lá. Já publiquei esta lista na minha fanpage, e agora estou re-publicando aqui no blog (para possibilitar o acesso àquelas pessoas que não têm ou não usam o Facebook, hehehe) 

-- ''LI NA INTERNET ALGO SOBRE A SÍNDROME DE IRLEN E ACHO QUE TENHO OS SINTOMAS. ONDE ENCONTRAR UM PROFISSIONAL QUE FAÇA O DIAGNÓSTICO, A FIM DE PROPORCIONAR TRATAMENTO?" 

R: Na ferramenta encontrada no link abaixo, vc pode encontrar o profissional mais perto de onde você mora. Os profissionais habilitados a fazer esta triagem obtiveram a certificação em um curso de capacitação fornecido pela Fundação H.Olhos - e a formação acadêmica deles pode ser tanto na área de saúde (oftalmologia, fonoaudiologia, psicologia, etc) quanto na área de educação (pedagogos, por exemplo.)  ;-) Na linguagem técnica, são chamados de ''Screeners''. O link para encontrar o nome, endereço profissional e telefone de um Screener é este: http://fundacaoholhos.com.br/

***NOTA DE CORREÇÃO: Todas as atividades de formação, captação e relacionamento com a Rede de Screeners é de responsabilidade da Fundação H.Olhos - e não do Hospital de Olhos, como dito anteriormente.(O Hospital de Olhos NÃO fornece curso técnico.  Ele presta assistência oftalmológica aos pacientes.)
Notem que ambas as organizações mencionadas acima pertencem aos mesmos donos, mas encarregam-se de atividades diferentes, e que se complementam!!! 

-- ''ONDE ADQUIRIR OVERLAYS PARA LEITURA?" 

R.: Entre em contato com o(a) Screener com o qual vc faz acompanhamento. Você poderá obter através dele. Lembrando que, para vc obter uma overlay, necessita ter passado pela triagem e diagnóstico, para ver qual a tonalidade mais adequada para vc (tonalidade errada pode piorar o problema! ) 

-- ''RECEBI DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME DE IRLEN. COMO DEVO PROCEDER PARA SABER SE PRECISO USAR ÓCULOS PARA CORRIGIR O PROBLEMA?

R.: Primeiramente, é importante destacar que CADA CASO DA SÍNDROME DE IRLEN É UM CASO. Existem casos em que este problema de visão ocorre isoladamente, mas existem situações em que há co-morbidades (ou seja, o mesmo paciente apresentar outros problemas, sejam de visão ou até mesmo de outra natureza - tais como TDAH, Dislexia, outros distúrbios de aprendizagem, outros quadros clínicos, etc.)

Sendo assim, partindo do SEU diagnóstico realizado com o (a) Screener que detectou a S. de Irlen em você, converse com ele(a) - e veja se realmente necessita de óculos com lentes filtrantes (que são recomendados apenas para os casos mais graves.) 

Os casos mais leves são contornados com o uso de overlays (lâminas especiais de acetato, coloridas) para ler, papeis coloridos/reciclados para escrever, ajustes na tela do computador (diminuição do brilho da tela e recursos de acessibilidade que permitem alteração da cor de fundo e tamanho da letra) e uso de óculos de sol comuns em ambientes externos (principalmente.) Existe um aplicativo para navegação na internet, gratuito e que é extensão do Google Chrome, que ajuda MUITO pessoas com Síndrome de Irlen a usarem o computador! Veja mais sobre ele, chamado WebHelp, neste link aqui

Caso haja a recomendação para usar os óculos, você deve se dirigir ao Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, no qual se fazem exames oftalmológicos que atestam ou não a necessidade de usar os óculos. Eles possuem lentes filtrantes, com coloração que varia de paciente para paciente, dependendo da intensidade da Síndrome de Irlen que a pessoa possui. Para marcar consulta, veja os telefones de contato na página deles. Ou se quiser marcar online, utilize esta ferramenta, neste link
Importante salientar que, em caso de comorbidades da S. de Irlen com outros distúrbios, os recursos assistivos mencionados (sejam eles overlays, papeis de coloração diferente, recursos de acessibilidade computacionais, óculos, etc) irão atenuar apenas OS SINTOMAS RELACIONADOS À SÍNDROME DE IRLEN.  Os outros quadros clínicos que atuam em comorbidade serão atenuados/corrigidos por meio de intervenções específicas para eles. Exemplos: acompanhamento pedagógico/fonoaudiológico para ajudar nos sintomas de Dislexia; acompanhamento especializado para corrigir TDAH; e por aí vai... Caso você não tenha ''nada'' em comorbidade com a SI, então, seu acompanhamento vai ser mais de natureza oftalmológica mesmo. :-) E, claro, tem direito aos recursos de acessibilidade visual na escola ou trabalho, caso você ainda não tenha atingido a correção completa da SI com os óculos ou overlays... ;-)
-- ''QUAL O VALOR ($$) DOS ÓCULOS PARA CORRIGIR SÍNDROME DE IRLEN? " 

R.: O valor dos óculos vai depender do tipo e quantidade de filtros que serão necessários para colocar nas lentes destes. Pelo fato de os filtros não serem fabricados no Brasil, o preço dos óculos é um pouco ''salgado'' :-P ... Segundo uma internauta seguidora lá da minha fanpage, me parece que o valor está, agora no início de 2016, no mínimo, entre uns 800 e 1400 dólares (para saber o valor em reais, é só fazer a conversão das moedas. ;-)  ) 

-- ''COMO OBTER OS ÓCULOS PARA SÍNDROME DE IRLEN? ''

R.: Se você recebeu a recomendação de usar os óculos, através do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, no referido estabelecimento você receberá as orientações. Resumidamente, você comprará na óptica de sua confiança a armação dos óculos de acordo com as especificações que você receberá em papel impresso; aí é só fazer as lentes com grau, caso necessite, de acordo com as orientações dadas. 

Então, leve os óculos ao Hospital de Olhos JUNTAMENTE COM A NOTA FISCAL DOS ÓCULOS (NÃO ESQUEÇA DELA, ''PELAMORDEDEUS'', senão eles não serão aceitos, hehehe!) , e a instituição encaminhará os óculos para um laboratório especializado nos EUA. Quando ficarem prontos, voltarão para o Brasil endereçados para o Hospital de Olhos. Aí, o estabelecimento entrará em contato com você. Caso more em Belo Horizonte ou região, é só ir lá buscar... se mora longe, eles enviam pelos Correios, via Sedex a cobrar. As despesas referentes ao envio dos óculos para os EUA, para colocar os filtros de Irlen, serão especificadas pelo Hospital de Olhos. 

--''NÃO SOU PACIENTE, MAS TENHO FORMAÇÃO ACADÊMICA NA ÁREA DE SAÚDE / EDUCAÇÃO. QUERO MUITO SER UM(A) SCREENER DA SÍNDROME DE IRLEN! ONDE POSSO BUSCAR CAPACITAÇÃO? 

R.: Periodicamente, a Fundação Hospital de Olhos oferece cursos de capacitação. Para saber quando haverá a próxima edição do curso, como e quando fazer inscrições, formas de pagamento, etc, veja tudo neste link

(Obs: Se você não deseja ser Screener, mas assim mesmo pretende fazer o curso para dar um ''turbo'' na sua formação enquanto professor (desde o nível básico até o universitário), ou então como pedagogo/orientador educacional,  recomendo que faça o curso, se possível!!! Vai ajudar muito para você saber lidar melhor com algum aluno que tenha Síndrome de Irlen! Sem contar que o certificado a ser adquirido no curso irá enriquecer seu currículo, irá turbinar seu Lattes... =) Já pensou nisso? ) 

E então? Este pequeno guia te ajudou? Tem alguma dúvida extra? Em caso positivo, ''bóra'' manifestar-se na seção de comentários... ou então, vamos lá para o facebook conversar mais! =) 

OBS: Para dúvidas mais específicas, que dependam de profissionais que trabalham com Síndrome de Irlen para responder, recomendo que entre em contato com o Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães ou com a Fundação Hospital de Olhos, para maiores esclarecimentos! 
Ou então entre em contato com um(a) Screener que consta na lista de credenciados mencionada neste texto - se assim preferir! 
Os links com os contatos deles já foram divulgados no texto acima. ;-) 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

DICAS PARA QUEM TEM DEFICIÊNCIA VISUAL E MORA SOZINHO(A)!!!

Por: Débora Rossini

Oooopa! O post de hoje é compartilhar umas dicas bem legais que vieram à minha cabeça, depois de ler esta reportagem que está neste link aqui. Ela fala dos prejuízos que podem ocorrer na vida da galera que não enxerga (ou que enxerga pouco), caso não tenham orientação adequada para fazer as atividades do dia-a-dia e de se portar socialmente, naquilo que se convencionou chamar de ''bons modos''.
E, como sabemos, existem um monte de gente com deficiência visual que mora sozinho(a)! Seja por opção (busca por independência), seja por necessidade (mudança de cidade para estudar ou trabalhar) ou simplesmente porque não tem familiares para morar com ele(a). E aí? Como fazer para se virar em atividades e tarefas de cuidado pessoal que, tradicionalmente, dependem da visão? Você, querido leitor com deficiência visual, com certeza vai querer ter aparência e modos aceitáveis pelo povo que enxerga, né? 
Afinal, cá pra nós, mesmo que alguém que não enxergue ande impecável igual modelo, já tá sujeito infelizmente a sofrer discriminação... imagine se andar ''mal-ajambrado'' e comportar '' de qualquer jeito'', né? :-/ Então, seguem -se estas superdicas para dar um ''gás'' no seu convívio social!
Vamos lá? 
Se você tem a ''potência visual'' ruim, mas não tem uma pessoa vidente para ficar constantemente checando se sua roupa, cabelo e sapatos estão ok, minhas sugestões são estas: 
1 - Adote cortes de cabelo que são mais fáceis de pentear e de cuidar (assim como ter mais facilidade para verificar, pelo tato, se o penteado está em ordem, hehe.) Às vezes, um corte pode ser legal e estar na moda, e ser fácil para uma pessoa de visão normal cuidar, mas para um DV (deficiente visual) pode ser mais cansativo. Claro que isso não significa que o corte tem de ser ''sem graça e cafona'', hehehe! Mas tente conciliar o prático/confortável com seu gosto pessoal. ;-)
2 - Quanto às espinhas no rosto, para a galerinha deficiente visual que é mais jovem e sofre com elas: pelo tato, fica fácil de percebê-las e de passar o creme/loção antiacne, certo? Mas anote aí essa dica esperta: use a mão CONTRÁRIA à que você usa para ler em Braille. Explico o porquê: como esses produtos antiacne foram feitos para ressecar a pele (por motivo óbvio) eles trazem o efeito colateral de ressecar a pele das mãos, sobretudo a ponta dos dedos. E mão com pele ressecada dificulta um pouquinho na hora de ler em Braille (é como se um vidente ficasse com seus óculos meio embaçados ao ler um texto com os olhos, hehe). Por exemplo, se você lê Braille com a mão direita, reserve a ESQUERDA para passar seus produtos antiacne no rosto. E o contrário vale para quem for canhoto.
3 - Se você - que é cego ou tem baixa visão- , trabalha e usa uniformes, utilize este ponto a seu favor no dia-a-dia!!! Pelo menos, não tem de gastar tanto ''neurônio'' se perguntando se aquelas roupas estão combinando ou não, hehe. Apenas se lembre de ter uma pessoa de confiança, para, dentro de algumas semanas ou meses, checar se as peças de roupa estão ficando velhas e se é hora de substituí-las. O mesmo vale se você vai para a escola/faculdade e usa uniforme (tem faculdades que vendem a camisa de uniforme, de uso facultativo, que pode ser combinada com calças e sapatos do seu gosto.) Já abrevia um trabalho e tanto, né??
4 - Para guardar suas roupas de sair de casa, separe-as por categoria (social, informal, esportiva, etc) , por cor (aí vai ter de pedir a ajuda de um vidente, hehe), etiquetando tais informações em Braille ou letras grandes, para ficar fácil de localizar quando estiver sozinho(a). E deixe seu guarda-roupa sempre organizado, com tudo no mesmo lugar. A memorização das posições das roupas lhe ajudará um tantão!!!
5- SAPATOS: Importante saber o tipo de sapato adequado para cada ocasião , mas lembre-se (SOBRETUDO SE FOR MULHER!) que um sapato considerado ''fashion e bonito'', dependendo do modelo pode ser perigoso para você que tem deficiência visual. 
EXPLICO O PORQUÊ: sabe-se que há peculiaridades características da marcha (modo de andar) de uma pessoa com deficiência visual, que são diferentes do jeito de pessoas que enxergam. Do jeito que essas ruas estão esburacadas por aí, essas calçadas estão uma porcaria e a acessibilidade muitas vezes dá ''tchau'' pro cidadão, minha dica é escolher calçados que deem estabilidade ao andar e ao mesmo tempo proteja os pés. 
Suponhamos que você é uma mulher cega que queira usar sandálias: principalmente se não tiver muita prática em orientação e mobilidade, sugiro que deixe estes calçados para usar preferencialmente quando estiver acompanhada por alguém vidente -e mesmo assim se a caminhada a pé for curta (sabe aqueles trajetos nos quais 99% deles são de carro, ônibus, etc? Pois é.) Senão, o risco de chutar algo que a possa machucar, ou pisar em algo nojento que vá grudar em seus pés (éca!!!) pode ser significativo.
Caso vá andar sozinha, sugiro usar sapatos fechados, confortáveis. Tem muito sapato confortável e bonito por aí, mulherada, que vai te deixar linda!!! Acredite!!!
Outra recomendação que não posso deixar passar ''batida'' pra galera cega feminina é a questão dos SAPATOS DE SALTO. Gente, já vi mulheres cegas andando sozinhas de salto, e... pensei... pra quem enxerga já tem de ter cuidado dobrado (maior risco de tombo, queda, torcer o pé, etc),imagine para quem não enxerga (ou enxerga pouco) e, consequentemente, tá mais vulnerável aos riscos da má-conservação das ruas e calçadas??? Dica: opte por saltos mais baixos e grossos, e dê preferência a situações em que estiver acompanhada com um vidente e que as caminhadas sejam curtas.
Obs: Não tô querendo causar polêmica na ala feminina que tem problemas de visão, no que se refere à moda & estilo. Não fiquem bravas comigo, ok? A ideia é apenas diminuir os perrengues que toda pessoa com deficiência visual enfrenta, valorizando os quesitos conforto + praticidade+ segurança, sobretudo para quem mora sozinho, tem de sair sozinho por aí, e tem de fazer muita coisa sem a ajuda de um vidente, tá??? ;-)
6- Barba (para homens)... ih, aí me apertou, não manjo disso (kkkk). Mas conheço cegos que moram sozinhos, e que fazem a barba muito bem. Com técnicas de orientação espacial do próprio rosto, e um tato apurado, é possível ser independente na hora de barbear. Mas se sua intenção é ser um cara barbudão (existe gente que gosta desse estilo), aí não precisa de se preocupar com isto!
7- Maquiagem (para mulheres): Também não manjo de maquiagem para deficientes visuais, logo não posso dar as MINHAS dicas. Mas como sei que na internet tem gente que manja, então... transfiro a palavra a elas, hehehe! A blogueira Lúcia Fiorio, que tem deficiência visual, entende do assunto e dá dicas no blog dela, intitulado ''Beleza na Ponta dos Dedos'' . Outra internauta que entende disso é a Letícia Capato, autora da fanpage ''Inspirações de Uma Deficiente Visual'', no Facebook.

AGORA É COM VOCÊS, LEITORES - SOBRETUDO AQUELES QUE POSSUEM DEFICIÊNCIA VISUAL:
O que acharam das dicas dadas acima?
Têm alguma sugestão adicional, que não foi mencionada?
Ou, pelo contrário, discordam de algo e têm alguma bronca a dar? (Hehehe!!)
Contem aí na seção de comentários!!! Tô aguardando, galera!!! :-D

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA x ZONA DE CONFORTO

Por: Débora Rossini 


Dizem por aí que é muito importante para um ser humano não se acomodar, sempre encarar novos desafios, testar seus limites, para seu crescimento e amadurecimento pessoal e profissional. Enfim, vira e mexe a gente vê e ouve: ''-Saia da zona de conforto''! 

Mas e para uma pessoa com deficiência (PcD)? Será que um conselho como este não seria, digamos, ''redundante''? Veja só o porquê disso:

Definitivamente, ''zona de conforto'' é uma coisa que não existe no cotidiano de uma pessoa com deficiência. Afinal, dia após dia, a PcD tem de reavaliar planos, tem de criar estratégias, tem de saber improvisar, tem de saber lidar com gente inconveniente (mas que por um motivo ou outro depende dela e que não pode mandá-la a m****), tem de saber coisas relativas à medicina e a tecnologia (mesmo não sendo da área acadêmica relacionada à sua formação)... enfim, a pessoa com deficiência muitas vezes acaba até mesmo se superando, em termos de amadurecimento, em relação a uma pessoa ''comum'', haha!

E quando a intensidade do quadro clínico da pessoa com deficiência não é estável (ex: doenças progressivas)? Vira-e-mexe a pessoa tem de fazer adaptações e readaptações, inventar métodos e reinventá-los, pesquisar, descobrir, adaptar, aprender... além de ter, constantemente, de ficar ensinando aos outros à sua volta, como lidar com essas características - e muitas vezes não tendo o resultado esperado...  
O mesmo, na minha opinião, vale para os pais/mães de crianças e adolescentes com deficiência. 

Do jeito que as empresas hoje em dia, para aceitarem currículos e avaliar entrevistados, valorizam pessoas que sejam criativas, proativas, dinâmicas, que se adaptem às adversidades, talvez se elas enxergassem que a pessoa com deficiência já faz isso todo dia (e que acaba usando tais habilidades no dia-a-dia), talvez as PcD até seriam contratadas mais facilmente que as pessoas ''comuns'', hehehe...  Uê, não são justamente essas habilidades aí que os empregadores valorizam??!! Mas pena que na realidade é o oposto (os empregadores só enxergam as limitações, em vez de valorizar as habilidades!) Chato, né? :-/
Mas vai aí uma dica para você que é um internauta com deficiência: procure pegar todos esses ''perrengues'' que você enfrenta no cotidiano, e transforme-os em oportunidades de aprendizado. E na hora de concorrer a uma vaga de emprego, de estágio, de bolsa-trabalho na faculdade/universidade, etc, deixe subentendido, na entrevista, que esse aprendizado foi incorporado ao seu jeito de lidar com tarefas para cumprir e problemas para resolver... e que, sem dúvida, isto pode ser utilizado a favor da equipe de trabalho à qual você pretende se integrar. Ou seja, pegue o ''limãozão azedo'' e faça dele uma limonada bem saborosa, do qual todos vão querer beber, e vão querer repetir!!! Hehehehe!!!!

E você, o que acha do que foi dito acima? Manifeste-se nos comentários abaixo! =)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A POLÊMICA CAMPANHA REALIZADA PELA PREFEITURA DE CURITIBA

 Por: Débora Rossini

Ooopa!!! A postagem de hoje é sobre a polêmica campanha que ''deu o que falar'' nesta semana, e que foi realizada pela prefeitura de Curitiba, tendo como tema os direitos das pessoas com deficiência!

Para quem não acompanhou o agito pelas redes sociais, eu explico: 

Na última segunda-feira, 30 de novembro, começou a circular pela internet reportagens falando de um ''Movimento Pela Reforma de Direitos'', que propunha uma petição para acabar com os ''privilégios'' (hãããã??) que as pessoas com deficiência teriam no dia-a-dia - tais como prioridade em filas, cotas em empresas, etc (sob a alegação de que isto estaria prejudicando a maioria da população, ou seja, uma minoria atrapalhando o cotidiano da maioria). Até página no Facebook eles criaram, como forma de dar visibilidade ao movimento. 

Como era de se esperar, em poucas horas o conteúdo ''viralizou'' pela internet afora - causando inúmeras reações de indignação, de revolta, entre a população (principalmente, claro, das pessoas com deficiência). Afinal, não se trata de ''privilégios'' concedidos a pessoas com deficiência - mas sim DIREITOS, conquistados às custas de muita luta, ''suor'' e exposição pessoal da população com necessidades especiais (e seus pais, no caso de crianças e adolescentes que apresentam tais limitações). 

E, cá pra nós: nunca se sabe o próximo instante de nossas vidas, não é verdade?  Alguém que é considerado clinicamente ''normal'' hoje, infelizmente pode integrar o time das pessoas com necessidades especiais amanhã... bastam poucos segundos, e tudo pode mudar para sempre na vida de uma pessoa... basta um acidente automobilístico, uma queda, um episódio de violência, uma intoxicação ou alergia... e pronto: mais uma pessoa com deficiência física, auditiva, visual ou infelizmente até múltipla...! :-/ Isso sem contar as necessidades especiais a que todos nós estaremos sujeitos, devido ao envelhecimento! Portanto, nunca se deve fazer pouco-caso das conquistas ''suadas'' das pessoas com deficiência, pois talvez, queiramos ou não, elas poderão ser úteis para qualquer um de nós um dia. Mesmo que sejam incapacidades temporárias, tais como quebra de um braço ou perna, dificuldade temporária de enxergar devido a algum procedimento cirúrgico, etc. ;-)

Por motivos fáceis de entender, muita gente ficou revoltada, denunciou a página do referido ''movimento'' (justamente por ela violar as leis que asseguram os direitos dos deficientes e incitação de discriminação e ódio em seu conteúdo) e grupos de ativistas estavam se mobilizando, online, para denunciar formalmente às autoridades competentes, por via judicial. Aliás, de acordo com o que foi publicado na fanpage do Deputado Romário Faria (defensor da causa das pessoas com deficiência e pai de uma menina com Síndrome de Down), ''discriminar ou incitar ódio à pessoa com deficiência é crime passível de multa e reclusão. Está no artigo 88 da Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei Brasileira de Inclusão (LBI). E tem mais: se qualquer dos crimes previstos é cometido por intermédio de meios de comunicação social ou de publicação de qualquer natureza, a pena é dois a cinco anos e multa.''

No dia seguinte (que foi ontem) foi amplamente divulgado pela mídia que o suposto ''movimento pelo fim dos direitos dos deficientes", com todo o conteúdo divulgado, nada mais foi do que uma jogada de marketing feito pela prefeitura de Curitiba - a fim de chamar a atenção para a necessidade dos DIREITOS das pessoas com deficiência. E, para causar impacto, segundo os idealizadores da campanha, a ideia era justamente causar o choque, impacto e revolta na população, para surtir efeito. 

Maaas... fico pensando o seguinte: mostrar a importância dos direitos das pessoas com deficiência é uma coisa boa, mas será que teria que ser DESSE jeito??? Será que a forma que foi feita não extrapolou os limites da ética, indo ''longe demais''? Mesmo que haja pessoas falando que ''é apenas um experimento social para ver a capacidade de indignação das pessoas'', acho que foi muito de mau gosto...

Digo isso pelo seguinte:
Imagina alguém que tem um tipo de deficiência e que, com o estado emocional alterado, possa ter seus sintomas acentuados (ex: se fica com raiva, os sintomas pioram), e que leram a notícia como o referido ''movimento contra os deficientes'' ontem. Imaginem o impacto emocional que isso pode causar em uma pessoa já tão desgastada pelas limitações físicas (e pelo consequente desgaste psicológico)... uma pessoa dessas corre o risco de passar mais mal ainda, ficando mais comprometida e causando até mesmo uma ida às pressas ao hospital, causando transtorno para ela e seus familiares... 


Por isso, se me perguntarem o que achei da tal campanha, minha opinião é: '' -Não gostei, mesmo! '' Acho que extrapolaram os limites éticos.
Mesmo tendo a alegação que, na organização da campanha, houve também pessoas com deficiência envolvidas no ''projeto'', ainda assim, na minha opinião, não justifica a forma como a campanha foi feita. 
Veja o porquê de eu afirmar isso: é que nem toda pessoa com deficiência lida, da mesma forma, com a condição física/sensorial apresentada!

Há pessoas com deficiência que, felizmente, são bem-resolvidas e ''em paz'' com a condição que apresentam, apesar das dificuldades cotidianas (e que até mesmo fazem piadas bem-humoradas sobre suas características!) . Mas tem pessoas com deficiência que não aceitam suas condições físicas e/ou sensoriais, ficam muito nervosas quando aparece alguma situação chata ou constrangedora em virtude de sua deficiência e até mesmo apresentam quadro de depressão por causa disso. Tem gente que fica tão desgastada emocionalmente, devido a ser alguém com deficiência (sobretudo quem a ADQUIRIU ) que até faz terapia com psicólogo por causa disso! Principalmente se é alguém que passou para o ''time das pessoas com necessidades especiais'' devido a algum acontecimento traumático e repentino. O indivíduo fica com o emocional fragilizado, sacam? :-/ Portanto, se alguém nessas condições lê um notícia como essa, que propõe o fim dos privilégios, DIREITOS dos deficientes, pode até piorar seu quadro clínico devido à ansiedade e nervosismo!!!


Então, mesmo que haja pessoas com deficiência que já fizeram ''as pazes'' com suas limitações e que participem da organização da tal campanha da prefeitura de Curitiba, elas se esqueceram de que acabaram causando muitos transtornos emocionais para quem é fragilizado emocionalmente por causa de suas necessidades especiais e as implicações destas... Ou seja, contraditoriamente, esqueceram-se das ''diversidades''! Não acha? 


Pela internet afora, pude ver as opiniões dos próprios internautas com deficiência, e ter uma ideia do que eles acharam da campanha. Vi que eles não gostaram nem um pouco! 
No facebook, pude ler algo como: ''A causa é boa, mas os fins não justificam os meios'' Outro internauta disse mais ou menos assim: ''Se o objetivo foi chamar a atenção, e causar rebuliço, conseguiram; porém , em vez de promover reflexão, a propaganda causou foi revolta e indignação''. Um outro internauta postou mais ou menos assim: ''Uê, então para fazer campanha sobre algo que NÃO se deve fazer, tem de 'sair' fazendo? Então para fazer campanha sobre não agredir os outros, tem de sair agredindo?'' 

Só para finalizar este texto: quem me segue pelo facebook já deve ter percebido que as ideias que expus acima, sobre o que achei dessa controversa campanha, já publiquei por lá - na timeline e em comentários como resposta a outros internautas... apenas reorganizei o conteúdo em forma de um texto mais adequado ao formato de um blog, hehehe!

E você, o que acha disso tudo? Manifeste-se na seção de comentários abaixo! =)