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(Crédito da foto: www.santoscity.com.br)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

SOBRECARGA SENSORIAL E SÍNDROME DE IRLEN: COMO CONVIVER COM ISSO???

Por: Débora Rossini

Oooopa! O post que segue foi publicado originalmente na minha fanpage "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen", e ''re-postado" aqui, com algumas adaptações e pequenas modificações.  ESTE TEXTO É UM POUQUINHO GRANDE, MAS VALE LER ATÉ O FINAL!!!! :-D :-D :-D

O lance é o seguinte: eventualmente, vejo depoimentos de internautas (muitas vezes adultos!!!) que possuem Síndrome de Irlen severa e, mesmo tendo sobrecarga sensorial (a ponto de fazer a pessoa passar mal!), ainda assim mantém o hábito de participar de eventos situações e atividades nos quais tem muita aglomeração, agito, barulho, excesso de luzes, sons, cheiros, gritos, etc.

Aí a pessoa participa do evento/passeio/atividade, e depois passa o dia seguinte inteiro extremamente cansada, sem querer conversar com ninguém, altamente esgotada, e se arrastando para fazer as obrigações cotidianas que não vão deixar de aparecer em sua frente por conta do seu cansaço.


Fico pensando: É realmente NECESSÁRIO ISSO? É algo imprescindível? (do tipo "se não for, perco meu emprego"?? Sim ou não??) 
Tais pessoas, mesmo sendo adultas experientes, que conhecem seus organismos, insistindo em se colocar nestas situações causadoras de sobrecarga sensorial... o que as leva a se sacrificarem tanto? 

-Medo de serem tachadas de "bicho do mato" e "antissocial" por parentes, colegas e amigos, que normalmente participam de tais eventos??? Pressão da família e amigos para irem nesses lugares???? 

-Incompreensão de família, amigos e colegas, mesmo quando as pessoas com Síndrome de Irlen explicam, reexplicam e "tre-explicam" que não dão conta de sairem 'inteiras e felizes' de certas comemorações, confraternizações, festas, agitos, shows, etc?? 

-Ou outro motivo que não listei?????

Eventos , atividades e situações que podem trazer prazer pra maioria, podem trazer aborrecimento, estresse e até mesmo mal-estar físico para quem tem sobrecarga sensorial, um sintoma experimentado por muita gente com Síndrome de Irlen severa.


MEU PONTO DE VISTA SOBRE O ASSUNTO: 

O importante é conhecer ao máximo seus limites, e não ficar tentando agradar ninguém sobre ''ir ou não ir" a tal lugar - uma vez que depois,  será VOCÊ  quem vai ficar cansado, sem energia, desgastado, enquanto as outras pessoas estarão tranquilamente tocando suas vidas normalmente!!!! Isso pode parecer difícil para uma pessoa bem mais jovem, que ainda está em busca de identidade e de se entrosar com a 'galera' - mas, à medida em que os anos vão passando e a gente vai ganhando experiência de vida e amadurecendo, a gente vai mudando... Nossas prioridades vão mudando... e se perceber que uma determinada situação vai lhe trazer mais estresse do que prazer/diversão/felicidade, não vá! É direito seu!!! Se o povo te chamar de bicho-do-mato e outros adjetivos similares, azar o dele, kkkkk! As pessoas com Síndrome de Irlen tem seus próprios ritmos, seus próprios limites, embora também suas próprias qualidades... Sem mais!!! ;-)

Ter energia para fazer as tarefas cotidianas, com equilíbrio, e sem se sentir esgotado(a) vale, na minha opinião, muito mais do que ALGUMAS HORAS de festa com muito barulho e agito que trará, na sequência, uma semana sem pique, para tentar recuperar a energia. Se as pessoas sem Irlen - ou sem nenhuma outra necessidade especial - não entendem isso, é porque ainda falta muuuito para aprenderem a lidar com as diferenças e com a diversidade humana. 
Então, se as pessoas sem Irlen (sobretudo as mais jovens) têm uma energia inesgotável para participar de uma festa atrás da outra, viajar constantemente todo fim de semana ou feriado - e ainda ter pique para encarar as obrigações no dia seguinte, para fazer uma tarefa que exige grande concentração em poucas horas (que pra quem tem Síndrome de Irlen pode levar um dia inteiro ou mais), bom para elas! :-D 

E mais uma dica para você que TEM a Síndrome de Irlen: não deixe isto afetar a sua aceitação (ou não) de ter uma diferença de percepção do ambiente, devido a um problema de visão de origem neurológica... Pense o seguinte: "Posso 'perder' muita coisa que as pessoas 'ditas normais' costumeiramente fazem... mas, por outro lado, conheci pessoas e situações incríveis que talvez nem teria experimentado se eu não fosse, digamos, "bugadinho(a) das vistas", hahaha!!!!  
E é com a diversidade humana que temos essa riqueza de habilidades e vivências que, em conjunto, faz com que todos os seres humanos possam dar sua contribuição para este planeta! =D

OBS.1 : Em situações causadoras de sobrecarga sensorial que não estejam relacionadas a círculos de família ou amigos - mas sim de atividades de escola, faculdade ou mesmo profissionais -, você pode (E DEVE, SE SENTIR NECESSÁRIO), apresentar seu laudo médico do Hospital de Olhos, atestando que tem Síndrome de Irlen e que esteja especificado o efeito da Sobrecarga Sensorial, a fim de obter dispensa da atividade. Senão, de que adianta você comparecer a ela, mas depois ter baixa produtividade na faculdade ou trabalho o resto da semana??? 

Obs.2) Uma vez uma pessoa me perguntou se a sobrecarga sensorial experimentada por quem tem Síndrome de Irlen severa seria na mesma intensidade de quem tem Autismo/Asperger ou se é menos intensa. Respondi o seguinte: "Olha, como leiga eu não sei, mas... por um lado, pode ser mais branda, mas por outro lado pode ser igual ou até mesmo mais intensa, dependendo do grau de Síndrome de Irlen que a pessoa tiver. O que acontece é que as pessoas com Autismo mostram, externamente, os incômodos - através de maneirismos, gritos, movimentos agitados ou choro- já que não possuem ''filtro" para distinguir e assimilar adequadamente o comportamento aceito socialmente ou não. Já as pessoas com Irlen têm noção do que se pode mostrar socialmente e o que acha melhor esconder para evitar discriminação. Assim sendo, SENTEM os incômodos, mas não vão sair gritando nem se agitando fisicamente... mas SOFREM POR DENTRO e se manifestam por indisposição física e mental, baixa produtividade nas tarefas, nervosismo, etc." (P.S.: Se alguém que entende do assunto quiser deixar sua opinião na seção de comentários, vou ficar MUITO GRATA!!! )  

E VOCÊ, o que pensa disso? Comente abaixo! Fique à vontade, a ''casa" é sua, haha! ;-)


TECNOLOGIAS ASSISTIVAS: Abrindo portas no mercado de trabalho

Por: Débora Rossini 

Ooooopa! Este post estava sendo planejado há um tempão, mas só agora que saiu, kkkk! Custou, mas foi! Ele trata da questão das novas Tecnologias Assistivas, e as atividades profissionais desempenhadas por pessoas com deficiência - mostrando como as Tecnologias Assistivas podem ajudar pessoas com algum tipo de deficiência, necessidade especial a fazer coisas diversas... e que, sem elas, teriam que aceitar o (chato) fato de não poderem estudar ou trabalhar - ficando às margens da sociedade produtiva e ficando ociosos em casa, recebendo auxílio financeiro do governo ou aposentadoria por invalidez (no caso de pessoas que adquiriram deficiência ao longo da vida). 

Há cerca de alguns meses atrás, ficou bastante conhecido o caso ocorrido em uma empresa de transporte particular de passageiros, em que o motorista era surdo sinalizado. Para quem não lembra do caso, vamos lá: um rapaz e alguns amigos pegaram um carro da referida empresa, chamando-o por meio do aplicativo - e quando ele chegou, se surpreenderam com o fato de que o motorista era surdo sinalizado. Mesmo não podendo ouvir, o motorista fez direitinho o serviço como qualquer outro condutor - graças ao fato de ele estar fazendo uso, no serviço, de um app no qual toda a comunicação era escrita, e de ter uma aplicação que indicava a rota necessária. Os passageiros ficaram tão surpresos, que decidiram, ali mesmo, pesquisar no Google (através de seus smartphones, certamente) como se fala ''Obrigado!" em Libras, para poderem agradecer ao condutor quando descessem! E assim o fizeram. O motorista ficou muito feliz. Posteriormente, um desses rapazes que eram passageiros da referida viagem relatou esse fato em seu facebook, e o post viralizou na época
O motorista, muito feliz, agradeceu emocionado, e a história foi parar em vários sites de notícias!!! :-D 

Este é um dos casos em que se pode exemplificar, perfeitamente, como as novas tecnologias (sejam elas de uso geral ou especificamente assistiva) podem possibilitar a inserção de pessoas com deficiência na sociedade e no mercado de trabalho - de forma a maximizar sua eficiência nas tarefas a serem desempenhadas e minimizar o isolamento (de comunicação) entre elas (quando se trata de alguma deficiência sensorial que interfira nessa habilidade)! 
Há também outras situações que as tecnologias ''unem" as pessoas com e sem deficiência: 

- CEGOS: Antes, sua escrita estava limitada ao uso do alfabeto Braille, e, para serem entendidos em seus textos e mensagens (e, então, poder haver troca de textos escritos entre videntes e cegos) os videntes (ou seja, pessoas que enxergam) acabavam tendo, obrigatoriamente, que aprender a ler e escrever em Braille! Caso contrário, tinham de recorrer a um transcritor Braille (profissional que faz a transcrição de um texto Braille para o alfabeto convencional e vice-versa) que nem sempre estava disponível no momento. Hoje em dia, com os softwares leitores de tela, cegos e videntes podem, com a maior facilidade, com o uso de um computador, trocarem mensagens de textos, compartilhar emails e textos escritos diversos, relatórios, etc. 

-CADEIRANTES - Antes, era difícil ingressar ou retornar ao mercado de trabalho em profissões que, tradicionalmente, exigem que a pessoa fique de pé para realizar certas atividades (ex: ser professor/a na educação básica). Hoje, com cadeiras de rodas especiais, pode-se realizar tal tarefa - escrevendo na lousa, rodando pela sala, passando de carteira em carteira de cada aluno, etc. Veja que interessante o caso desta professora aqui .  

Estes são exemplos de três casos que demonstram muito bem o importante papel das tecnologias assistivas como ''turbinador'' das capacidades de uma pessoa com deficiência, minimizando as limitações impostas pelas condições físicas e sensoriais... Mas existem muitos outros casos em que tais tecnologias abrem um grande universo de possibilidades profissionais para pessoas com deficiência, podendo fazer inúmeras tarefas em seus cotidianos profissionais... Se fizer uma busca no Google, dá para você encontrar muitas outras histórias bem legais, que merecem ser lidas e compartilhadas! =) 

E então... O mercado de trabalho está aí, e dá para ver que há SIM, possibilidades para que a pessoa com necessidades especiais tenha condições de executar uma atividade laboral, valorizando suas habilidades e respeitando suas limitações!!! 

Cabe agora às empresas, e empregadores diversos, RECONHECEREM os talentos que os profissionais com deficiência possuem, e FAZER VALER a Lei de Cotas sem ''enrolar" e afirmar falsamente que ''a vaga está preenchida" ou que "a vaga não é para o seu perfil" (sem motivo real para tal afirmação). 


ALÔ, EMPREGADORES!!! ALÔ, PESSOAL DO RH!!! ALÔ, QUAISQUER PESSOAS QUE PRECISAM DE CONTRATAR PROFISSIONAIS PARA O SEU NEGÓCIO!!! Bóra dar uma chance para os profissionais talentosos, com necessidades especiais, também??? Vale lembrar que, justamente por serem pessoas que diariamente enfrentam desafios de viver em um mundo "não- feito para elas", de terem de lidar com adversidades, de terem de se adaptar e reinventar constantemente para conseguirem fazer as tarefas diárias, e terem de superar e dar a volta por cima de situações geradoras de incompreensão, tais indivíduos acabam por serem mais tolerantes a adversidades, mais criativos, e que geralmente ''não se abalam por qualquer coisinha boba". Tais características são pontos fortes que ajudam muito na lida diária do mercado de trabalho, não é??? Então...! Aproveitem!!!! 


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

ACESSIBILIDADE: Quem reconhece a importância de oferecer, CORRE ATRÁS!!!

Por: Débora Rossini 

Fala, galera! 
Recebi um link bem bacana de uma postagem feita no blog ''O Corvo Veloz", e que tratava de uma iniciativa bem interessante relacionada a Acessibilidade no lazer e entretenimento. Achei bem interessante e, por isso, resolvi abordá-la aqui!!! Prova de que, quando alguém QUER MESMO promover acessibilidade, corre atrás e consegue!!! 

Trata-se de uma dupla musical (Cezzar e Rodolfo) , do gênero ''sertanejo universitário", da cidade de Lavras/MG - e que, para ampliar seu público, resolveu não se restringir apenas às pessoas, digamos, ''dentro do padrão tradicional"; mas deu um jeito de se esforçar para atingir também o público com alguma dificuldade (ou impossibilidade) de enxergar e de escutar!!! 

Um exemplo é a música ''Anjos", de autoria da dupla, que foi traduzida para LIBRAS. A estratégia foi bem-sucedida, ganhando popularidade entre pessoas surdas e pessoas que trabalham com a língua de sinais. Um outro exemplo de acessibilidade é a descrição textual das fotos da dupla sertaneja, em seu facebook - na qual descreve as cenas, o tipo físico dos cantores, o que eles estão fazendo ou segurando, etc. Desta forma, a galera que não enxerga consegue ter um acesso mais amplo ao conteúdo postado na página deles!!! Há planos, também, de colocar audiodescrição nos videoclipes da dupla, para a galera cega curtir o trabalho feito! Uaaaauuu!!! Show de bola, né, galera?? 

Para conseguir todo esse trabalho de inclusão (e consequente ampliação do número de fãs), a dupla Cezzar e Rodolfo está contando com a assessoria do estudante de Letras/Libras Delmir Rildo Alves, da UFJF. O rapaz já fez diversos trabalhos envolvendo Inclusão e Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva e/ou visual. (Conheço de perto o trabalho do cara: é TOP!!!! :-D ) 

Conforme Delmir disse em entrevista ao site ''O Corvo Veloz", ''O trabalho que estamos realizando não se restringe apenas à interpretação em Libras, pois já começamos a descrever as fotos para que as pessoas cegas também tenham acesso à informação. Além disso, já estamos realizando o trabalho para colocar a áudio-descrição nos vídeo clips", conta ele.  

O legal disso tudo é que, mesmo que uma pessoa que tenha deficiência visual ou auditiva não tenha como gênero preferido o sertanejo universitário, ela pode, por meio dessa iniciativa de acessibilidade, conhecer o trabalho da dupla - e ficar ''por dentro" do que está rolando! Imagina, numa roda de conversa, na qual há apenas uma pessoa com deficiência (visual ou auditiva) e onde todos estão falando sobre os ''hits" que estão sendo tocados... em vez de a pessoa com deficiência ficar ''boiando", ela pode participar do papo e dar seu parecer... Ou seja: iniciativas como estas acabam, indiretamente, dando um ''turbo" no processo de socialização da pessoa com deficiência!!!! Já pensaram por este lado?? :-) 

MORAL DA HISTÓRIA: Não tem mais ''desculpa" de que acessibilidade e inclusão são coisas difíceis de se fazer, hehehe!!! Quem realmente TEM INTERESSE no acesso universal de pessoas a seu trabalho, produto ou serviço , corre atrás, vai lá, busca ajuda e faz! E olha que estamos falando, neste caso, de um trabalho de lazer/entretenimento! Então, mais um motivo para os prestadores de trabalhos essenciais (educação, saúde, adequação de uma empresa ao trabalhador com deficiência, dentre outros serviços básicos e essenciais) verem o exemplo, e saírem do ''comodismo"! Viram só?? :-D 

Gostou do texto? Comente abaixo! Ou bóra lá pro Facebook conversar mais!!! 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Tá com vergonha de seus óculos? Relaxa: o ''Sopa" te dá uma força!

Por: Débora Rossini 

Ooooopa! O texto de hoje é para motivar a galera com Síndrome de Irlen (um problema de visão) que necessita de usar óculos com lentes filtrantes bem escuras para corrigir o problema oftalmológico. A recomendação é que se use os óculos corretivos em tempo integral, só tirando para tomar banho e dormir, sob risco de o cérebro não ser estimulado corretamente no processamento visual, deixando a correção incompleta. 

Mas, e se ainda assim a pessoa (seja criança, adolescente, ou até mesmo adulto/a) ainda fica com constrangimento em usar tais óculos em público? (Afinal, eles têm aparência muuuito parecida com óculos de sol, e diferentes dos óculos de correção para problemas de visão mais comuns... o que pode gerar comentários desagradáveis de pessoas ao redor!) Bom... veja o post que fiz na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" e que reproduzo aqui. Se você é paciente, ou pai/mãe de algum, este texto é para você e/ou seu filho!!! 

''Essa vai para motivar as pessoas com Síndrome de Irlen que possuem óculos com lentes bem escuras, e que ficam se sentindo, no sentido negativo, ''diferentes" das demais (e insatisfeitas com isso):

 Saibam que, além de os óculos poderem ficar charmosos - sobretudo se combinados com um vestuário, corte de cabelo e ''produção" bem bacana, eles são os indicativos de que a pessoa realmente TEM um problema de visão e que possui algumas necessidades especiais - o que facilita na hora de conseguir ajuda na escola, trabalho, faculdade, certos serviços - e até mesmo de conseguir maior credibilidade na hora de solicitar atendimento especial quando necessário.

 Lembre-se que as pessoas SEM Síndrome de Irlen NÃO conseguem enxergar direito com lentes escuras ou coloridas em ambientes fechados ou horários noturnos (e sentem incômodos e dores de cabeça e nos olhos se fizerem isso.)... Então, se vocês (que TEM a Síndrome) andarem com seus óculos no rosto (que são feitos sob medida para você e que não devem causar desconforto), e com a carteirinha do Hospital de Olhos (que atesta que vocês usam os óculos para fins médicos e não estéticos), já é ponto a favor para vocês que têm Irlen - diminuindo as chances de o povo achar que vocês estão fingindo ter deficiência para levar vantagem indevida.

 Outra coisa: deu vontade de usar lentes de contato para corrigir Irlen? Se você tiver dinheiro para pagar, beleza. Mas lembre-se que pode ser uma ''faca de dois gumes" : por um lado, pode dar a aparência física tão desejada para alguns pacientes; por outro lado, podem acontecer situações nas quais vocês tenham de esclarecer suas dificuldades de visão, e as pessoas ficarem duvidando - mesmo com o laudo em mãos... 
(Basta entrar na internet e ver relatos de pessoas com baixa visão que não possuem alterações anatômicas externas nos olhos, e que o povo fica ''detonando" com eles, chamando-os de 'cegos fakes' e 'oportunistas". Ou então relatos de usuários de perna mecânica que estão de calça jeans e, com a prótese não-aparente, ouvem comentários desagradáveis.) 
Principalmente para as pessoas mais sensíveis e emotivas, isso pode causar muito transtorno emocional, não é verdade???

Só mais uma diquinha: As pessoas [ao seu redor], por outro lado, incomodam-se por VOCÊ usar óculos escuros em situações não-comuns? Problema é DELAS e não seu! =D Afinal, seu amigo ou colega gosta de VOCÊ ou da sua aparência? ;-) Fica aí a reflexão!!!

 O problemão é você ficar evitando usar os óculos, só para agradar os outros, e depois ficar com sua correção visual prejudicada (uma vez que, para neuroadaptação completa, o paciente tem de usar os óculos O TEMPO TODO, só tirando pra tomar banho e dormir!) Encare os óculos como parte de sua anatomia, e... boa sorte! :-) ''

Gostou do texto? Comente abaixo!!! 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

SEM MIMO EXCESSIVO NA MOLECADA!!!

Por: Débora Rossini 

Oooopa! O post que se segue foi originalmente publicado na minha fanpage "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen"... acabou que, sem modéstia nenhuma (kkkkk), gostei tanto dele que resolvi reproduzi-lo aqui também. Afinal, depois de um tempo, as postagens no Face ficam difíceis de serem localizadas, né? No blog fica bem mais fácil de achar, mesmo que tenha passado bastante tempo após a publicação e novas postagens tenham sido feitas. Bom, vamos lá. 

O que eu escrevi, no texto original, foi aplicado à Síndrome de Irlen (um tipo de problema de visão), devido ao tema da fanpage na qual primeiramente publiquei o texto. No entanto, deixo claro que a abordagem feita vale NÃO SÓ para quem tem Síndrome de Irlen, mas QUALQUER tipo de limitação visual (baixa visão ou cegueira.) Aliás, vale para qualquer DEFICIÊNCIA OU NECESSIDADE ESPECIAL!!! Hehehehe! 

Bom, vou parar de ''encher linguiça" aqui (kkkkk) e vamos ao conteúdo que interessa!!! :-D 

Sabe-se que, muitas vezes sem perceber, os pais e mães da geração atual têm tendência a ''mimar" os filhos - ainda mais quando não podem dar-lhes toda a atenção que gostariam - seja por falta de tempo, ou por distância geográfica, ou por outros motivos particulares. E já é sabido que, muitas vezes, crianças e adolescentes que são superprotegidos acabam ficando indefesos para enfrentar os desafios que a vida ''de gente grande", mais tarde, lhes obrigará a superá-los... ;-)

Pois bem: este post é destinado aos pais e mães de crianças e adolescentes com Síndrome de Irlen (mas é interessante que seja lido por todos os internautas que acompanham esta página, hehehe!)  :-)

 Seu filho(a), criança ou adolescente, está tendo dificuldades na escola? Tá sofrendo algum tipo de bullying ou discriminação??? Ajude-o(a), dê-lhe a atenção necessária, busque ajuda profissional (oftalmológica e, dependendo do caso, até mesmo pedagógica)... mas ensine-o(a) a lidar emocionalmente com os desafios - e até mesmo lidar com as incompreensões que, certamente, ocorrerão em uma ocasião ou outra... para que, no futuro, ele(a) dê conta disso sozinho(a)... E quando o(a) seu filho(a) com S. de Irlen crescer, e for fazer faculdade em outra cidade, enfrentando os desafios naturais de quem sai de casa para estudar, SOMADOS aos desafios de quem tem Síndrome de Irlen??!! Pois é... 

Portanto, minha dica para os pais e mães é a seguinte: por mais que dê vontade de superproteger seus filhos com Síndrome de Irlen, tentando poupá-los dos aborrecimentos e frustrações, não o faça!!! Em vez disso, eduque-os para a realidade, mostrando que os ''perrengues" (e até o fato de terem de abrir mão de certas coisas para conquistar outras) fazem parte da vida. E ensine-os desde novos a terem foco, força emocional, drible das adversidades e... claro, disposição para serem pessoas otimistas e de bem com a vida, assim mesmo! =) É isso aí, gente!!!

Gostou do texto? Escreva sua opinião no espaço destinado a comentários, abaixo!! 

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

CONSULTAS E ÓCULOS PARA SÍNDROME DE IRLEN SÃO CAROS???

Por: Débora Rossini


Oooopa! A inspiração para este post veio do seguinte fato: publiquei um post na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" e vi que, em poucos minutos que publiquei, teve um alcance bem grande!!! Como no facebook as postagens ''se perdem'' espacialmente na plataforma após um certo número de publicações (ficando difíceis de serem localizadas) e o tema deste texto é, ao meu ver, algo importante para ser lido, relido e compartilhado constantemente, então resolvi fazer uma outra versão do referido post aqui - mais voltado para o formato de um blog. =) 

Pois bem, galera. A grande pergunta que vira e mexe recebo dos internautas lá no facebook (na minha fanpage, e também no meu grupo de discussões ''Síndrome de Irlen, e Agora?") é a seguinte: 


''TRATAMENTO PARA SÍNDROME DE IRLEN, SOBRETUDO OS ÓCULOS, É MUITO CARO, NÃO É???" 

Mmmmm... Depende do ponto de vista, meu querido leitor! :-) Mesmo que você seja como a maioria de nós brasileiros - ou seja, que também não é rico e também tem de ralar para pagar as contas - tem como dar uma pensada (e repensada) sobre o assunto! Vamos lá:

Um dia desses, eu estava batendo um papo com um professor meu - e em um dado momento da conversa estávamos falando sobre hábitos de consumo da nossa sociedade. Aí falei: 

''-Pois bem, existem pessoas que REALMENTE tem dificuldades financeiras e dependem do Poder Público para, por exemplo, conseguir acesso a certos tratamentos de saúde - sendo, assim, a única alternativa para elas. Porém, no círculo de amizades de cada um de nós, tem muita gente que faz esse tipo de queixa (que está sem condições financeiras para pagar um tratamento de saúde), mas... observando seus hábitos, percebe-se que vira e mexe estão com roupas e sapatos novos, com gastos exorbitantes no cabeleireiro, comendo fora constantemente, passeando, viajando, mantendo mais de um carro na garagem, trocando de celular e carro todo ano... fica difícil entender a situação, não é mesmo?" 

Isto porque, na nossa sociedade, existem diversas pessoas que deixam de fazer coisas essenciais, alegando que não tem dinheiro para isso - mas gastam com coisas não-essenciais constantemente. 

Fico refletindo quando penso no tratamento para Síndrome de Irlen: É... realmente, o valor dos óculos não é baixo (afinal, eles envolvem uma tecnologia complexa e, além de tudo, não são fabricados no Brasil). Maaas... POR OUTRO LADO, se formos parar para pensar, o custo anual de um exemplar desses óculos sai mais BARATO que manter um CARRO extra durante um ano... sai mais BARATO que um iPhone top... sai mais barato do que a soma das sessões daquele tratamento capilar feito em salão ''badalado" (e que pode ser igualmente feito em um salão mais em conta, ou, dependendo do grau de facilidade, até em casa mesmo, aprendido por meio de videotutoriais no You Tube)... Não é verdade??? 

Vira-e-mexe posto lá na fanpage links que dão dicas de como poupar $$$ para comprar os óculos de Irlen, mesmo não ganhando um salário alto... (dê uma navegada por lá, e confira.) E a ideia é justamente ajudar os internautas, mostrando que, ao reajustar prioridades, É POSSÍVEL ter acesso a um tratamento de saúde que dá retorno e, sobretudo, MAIOR QUALIDADE DE VIDA!!! 

Então, internautas, vale a pena refletir: 

-"Precisa MESMO desse celular top, a ser trocado a cada lançamento?" 

-"Precisa MESMO dessa roupa nova e desse sapato novo que, na próxima estação ou coleção, serão jogados num canto qualquer do guarda-roupa?" 

-"Preciso MESMO de comer neste lugar top que todo mundo fala?" 

-"Preciso MESMO de ter esse carro?" 

-" Preciso MESMO de fazer todas as vontades do meu filho, em vez de explicar para ele o valor do dinheiro e como ele será o maior beneficiado ao ter os óculos?" 

-"Preciso MESMO de fazer passeios e viagens constantes todos os feriados?" 

-"Preciso MESMO de ir para aquele tanto de baladas e festas?"

-"Preciso MESMO de ir ao salão ou posso aprender a fazer tal procedimento - unhas, hidratação, ou mesmo cortes simples- em casa?" 

-"Preciso MESMO de ir àquele evento caríssimo?" 

-"Preciso dar este brinquedo tão caro para o meu filho, que, rapidamente, enjoará dele?" 

-"Preciso MESMO de fazer aquela festa de aniversário 'de arromba', com buffet e decoração caros, para uma criança que, muitas vezes, nem entende o significado de aquilo tudo? 


Há real necessidade disso tudo? Ou são apenas pendências emocionais não-resolvidas, ou vontade de simplesmente ''ostentar" para os outros, ou ''competir" com aquele parente ou amigo, buscando aprovação? Pergunte-se. Reflita. Ponha no papel um plano. Estipule metas. Cumpra. Na internet tem um monte de textos e tutoriais que ensinam isso... e de graça! :-D 
Isso requer disciplina, mas... compensa! Vamos nessa, pessoal?? :-D #Força!!! #VocêConsegue!!!! Trocando, substituindo, repensando coisas a serem adquiridas ou realizadas, dá para, mesmo com um salário mais modesto, encaixar os óculos de Irlen em seu orçamento. 

E se ainda assim ficar dispendioso, que tal colocar em prática aquele seu talento extra, para ganhar uma graninha extra? Artesanato, vendas diretas... E se os óculos de Irlen são para seu filho(a), e ele(a) já for um rapaz ou moça, que tal estimulá-lo(a) a ajudar nisso, também? Botando sua moça ou rapaz para vender bombons, dar aulas particulares de algo em que seja bom, ajudar a cuidar de alguma criança ou idoso, não só dá aquele turbo para juntar dinheiro para os óculos de Irlen - mas também estimula o senso de responsabilidade, maturidade e até mesmo autoestima/independência! =D 

E então: mesmo com o fato de que a maioria de nós brasileiros ''rala" para pagar as contas e não ganha um salário tão alto assim, você consegue agora responder a pergunta-título deste post, após ter lido este texto? Comente no espaço abaixo... ou bóra lá pro Facebook conversar mais! :-D 

LEIA TAMBÉM: 

Perguntas frequentes dos internautas, sobre Síndrome de Irlen
Existem outras marcas de óculos para corrigir Síndrome de Irlen? 
E quando os óculos de Síndrome de Irlen não corrigem tudo?

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Você sentaria nos trilhos destinados a trens? E em pisos táteis para cegos?

Por: Débora Rossini

Fala, galera! 

O post de hoje é dedicado especialmente à galera da Universidade Federal de Lavras (UFLA) - sobretudo os calouros, que estão chegando agora neste início de semestre - e tem a ver com a inauguração do novo Centro de Convivência - mais, precisamente, em relação à acessibilidade arquitetônica dele. (Mas, obviamente, pode ser aplicado a qualquer espaço físico público, hehehe!) 

Pois bem: vocês que estão curtindo de montão a cantina nova, os novos espaços de alimentação, livraria, copiadora, etc, perceberam que há umas faixas escuras no chão claro, por todo o piso? :-) Alguns de vocês já devem ter visto faixas desse tipo em outros lugares públicos, inclusive na rua, com certeza. Sabem o que é aquilo... e para que serve? :-) 
Com vocês, o PISO TÁTIL!!! (Quem disse que cantina 'não é cultura', tá redondamente enganado! Kkkkkkk!!!) 

Resumidamente, ele serve para que pessoas com deficiência visual - cegas ou com visão reduzida- possam ter mais autonomia e independência para se locomoverem sozinhas! Mesmo utilizando sapatos de sola bem grossa, é possível que a pessoa com deficiência visual perceba as texturas do piso - que, por sua vez, possuem um código. Basicamente, são elas: 

-Direcional - são aqueles risquinhos longos, enfileirados, que indicam que o usuário pode seguir em frente - como na primeira foto abaixo. 

-De Alerta: São aquelas bolinhas que aparecem em certos trechos - e indicam que pode haver, a partir daquele ponto, uma curva, uma mudança de direção qualquer, uma ramificação do caminho - como na segunda foto abaixo. 



 (Descrição da imagem pra galera com deficiência visual: foto de um piso tátil, em um trecho com a sinalização Direcional. Fonte: Arquivo Pessoal.) 















(Descrição da imagem pra galera com deficiência visual: foto de um piso tátil, em um trecho com a sinalização de Alerta, indicando que o cego deve fazer uma curva em 90 graus. Fonte: Arquivo Pessoal.)  


No caso das pessoas cegas, a utilização da bengala facilita sua locomoção e o ''mapeamento'' espacial por onde ela deve andar, e no caso das pessoas de visão reduzida, são as cores do piso - que DEVEM ser contrastantes e chamativas - que facilitarão a visualização dele. EM RESUMO: o piso é uma espécie de ''trilho", que indica para a pessoa com deficiência visual quais direções ela deve tomar para chegar em algum lugar naquele ambiente, sem correr o risco de ficar ''perdido". 
De forma análoga, é como se o piso tátil fosse um trilho, e a pessoa com deficiência visual fosse um trem ou metrô! Hehehehe! 

Embora eu tenha potência visual satisfatória para não depender de piso tátil, eu quis testá-lo no mencionado Centro de Convivênciajá que trabalho em atividades institucionais envolvendo Acessibilidade e, portanto, costumo fazer ''test-drives'' dessa natureza
MAAAAS... Depois de dar um rolê no referido local e ter experimentado usar esse piso, observei um negócio referente à postura física da galera (provavelmente por desconhecimento das pessoas)... e que foi justamente o que me inspirou a escrever este post!  
Voltando à analogia com os trilhos do metrô: Suponhamos que você veja a linha, com o trilho, e veja que não tem nenhum metrô ou trem vindo. Você se sentaria na linha de trem, ou ficaria em pé ali batendo papo com seus amigos? 

''-NOOOOSSA... CLARO QUE NÃO!!!" - você certamente pensaria. "-VISH, essa blogueira pegou pesado, heim?" - certamente foi sua impressão ao ler isso, né? :-) 

Então, querido(a) estudante: lembre-se de que, se você for lanchar e colocar sua cadeira em cima do piso tátil, ou ficar em pé batendo papo com a galera em cima do piso tátil, seria o mesmo que estar obstruindo uma linha por onde passaria o ''veículo"! :-P 
Isso porque, como é fácil de imaginar, o cego vai seguindo aquelas linhas, que lhe orientam, e vai andando... andando... andando... ele NÃO VÊ os obstáculos que podem estar ali, e vai acabar, acidentalmente, ''TROMBANDO" em você ou seus amigos! :-O Aí, imagine o 'stress' que isso pode dar... principalmente se o lanche seu ou de alguém for derrubado na roupa limpiiinha, ou machucar algum dos envolvidos. VISH!  
Logo , a recomendação é esta: SEMPRE PRESTE ATENÇÃO ao parar em pé ou colocar sua cadeira, de forma que não obstrua o piso tátil... Existem, sim, vários cegos na UFLA, que são estudantes assim como você... e que precisam muito dessa sinalização para transitar por aí, para lanchar, para encontrar com a galera deles!  Aproveite, e alerte também seus amigos para isto! ;-) 
(Reparem que em outros espaços da UFLA, tais como Biblioteca Central e a área externa de Convivência, nas imediações do RU, tem também esse piso... As recomendações valem também para tais espaços, ok? ;-) Aliás, vale para qualquer espaço físico na cidade, haha!)

Se você ficou curioso(a) em saber um pouco mais sobre a assistência para estudantes com deficiência, principalmente a visual, fornecida pela UFLA, clique aqui, mais aqui e também aqui ! ;-) 
E então? Agora que você já sabe um pouco sobre o piso tátil e para que ele serve, é hora de praticar o que aprendeu! =) SEMPRE verifique se sua cadeira, ou você próprio, ou algum objeto no chão, não está obstruindo a passagem pelo piso tátil ... e dê ''os toques" sobre esse assunto, em seus colegas, haha!  
Minha sugestão, direcionada aos donos dos estabelecimentos comerciais que estão funcionando no referido espaço físico (cantina, novo restaurante, copiadora, etc), é que afixem na parede lembretes aos usuários, com dizeres do tipo "Gentileza não colocar suas cadeiras e/ou ficar parado sobre o piso tátil". #FicaADica  
Bóra compartilhar este post nas suas redes sociais... facebook, whatsapp, twitterlista de emails dos alunos, hehehe! =D Vamos lá? 
***Gostou do post? Comente no espaço abaixo! *** 
 

domingo, 12 de junho de 2016

EXISTEM OUTRAS MARCAS DE ÓCULOS PARA CORRIGIR SÍNDROME DE IRLEN?

Por: Débora Rossini 

Oooooopa!!! O post de hoje vem tirar uma dúvida que, vira e mexe, vem na cabeça de quem possui o distúrbio de visão denominado Síndrome de Irlen - ou então de seus familiares (sobretudo pais) que, frequentemente, ajudam a custear financeiramente o tratamento para correção desse problema oftalmológico. A dúvida, como se pode perceber, é exatamente a pergunta que intitula este texto. 


Mas por quê?


Explico: é que os óculos com lentes filtrantes Irlen são caros, e de difícil aquisição. Isto porque no Brasil não há laboratório especializado na fabricação deles. Sendo assim, o Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães (referência em oferecer tratamento para a Síndrome de Irlen) necessita enviar os óculos dos pacientes para um laboratório especializado nos Estados Unidos, a fim de colocar os filtros coloridos nas lentes... o que aumenta não só o custo financeiro dos óculos, mas também o tempo de espera... entre o dia da encomenda e o dia da chegada dos óculos às mãos do paciente, pode levar entre 1 mês e meio, a 2 meses!!!! 


Então, vira-e-mexe nas redes sociais, em fanpages sobre o assunto (como a minha fanpage "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen", por exemplo), e também
 em grupos de debate sobre Síndrome de Irlen (como este que eu criei no facebook), ''CHOVEM'' perguntas e comentários de internautas, como estes: 

"-Tem outras marcas de lentes filtrantes para óculos, que corrijam Síndrome de Irlen?" 


''-As lentes Irlen tem alto custo, e eu vi na minha cidade/estado que tem uma outra marca de lentes filtrantes, com várias opções de cores para o usuário. Eu testei a marca ''X'' e deu certo para mim".


"- Vi na internet sobre a marca ''Y", então eu fui a um oftalmologista na minha cidade/estado, tive a prescrição, e as lentes dão um alívio"


Etc, etc, etc...

Um internauta, seguidor da minha fanpage e participante de um grupo de discussões no facebook, foi fazer sua consulta de retorno oftalmológico para ver se seus filtros de Irlen estavam ok. Ele aproveitou e fez uma série de perguntas à oftalmologista, que é especialista no assunto, e trouxe este relato sensacional!
 
No caso, as perguntas eram referentes às diferentes marcas de lentes filtrantes que existem no mercado - e se essas outras marcas poderiam equivaler aos filtros Irlen em termos de eficiência, mas a um custo financeiro menor.


Pedi a autorização dele para publicação, e ele respondeu: "-Fique à vontade! 'Tamo' juntos nessa empreitada da S.I. no Brasil!" 


Então... vamos à transcrição do relato do leitor! :-) Já publiquei ele em minha fanpage, e re-publico ele aqui: 


' Olá pessoal, tudo bem? Cheguei em casa depois da viagem a BH para fazer o retorno anual de S.I [Síndrome de Irlen].
Como prometido, levei nossas dúvidas [de um grupo de discussão de internautas no Face] a Dra. Márcia Guimarães- que respondeu com muita boa vontade, e tentarei repassar com máximo de detalhes o que ela me explicou.
1- Visão subnormal é diferente de Síndrome de irlen. Então os filtros feitos pra diferentes tipos de problemas de visão subnormal não são feitos pra portadores de S.i. Há casos q alguns foram experimentar essas lentes medicinais devido ao menor custo mas acabaram passando mal. Para relembrar, são filtros diferentes, de materiais diferentes para finalidades diferentes.
2-A Dr Márcia entrou em contato com a [fabricante] Segment sobre a fabricação dos filtros para tentar obter dados técnicos para compara-los aos feitos pelo Instituto Irlen, porém a Dr Marcia não conseguiu contato para obter tais especificações.
3-A respeito das lentes Zeiss, não são pra Irlen e eu mesmo fiz o teste com esses filtros que são para atender outros problemas e no meu caso percebi que para meu problema de irlen não ajudaria em nada. A Dr Márcia conhece a fábrica da Zeiss na Alemanha e conhece muito bem os produtos que essa empresa fabrica.
4-a Dr. Márcia tem feito esforços para fazer um laboratório de filtros Irlen para o Brasil, pois podem ter certeza ela é a primeira em pensar facilitar a aquisição dos filtros e a Dr. faz questão que a equipe saiba de como lidar com nós portadores de S.I. e também com nossas dificuldades .
5-Na foto [no fim deste texto] , baseado no meu caso, a overlay é da cor pêssego que me ajuda bastante - o que não quer dizer que os filtros serão da mesma tonalidade. Fizemos um teste, e os filtros da cor pêssego não me ajudariam nada na irlen, e sim os filtros cinza escuro, que deram mais conforto e tolerância a luminosidade. Temos que ter muito cuidado pois estamos lidando com um órgão tão importante quanto qualquer outro. Uma equipe preparada para detectar e tratar S.I. é de suma importância para melhora do paciente. 
Espero ter ajudado, e torçamos para os filtros serem um dia fabricados aqui. Parabéns a toda equipe do Holhos, todos de Parabéns!! Valeu, gente, forte abraço a todos!"


[Descrição da foto para os internautas com deficiência visual: aparecem, sobre uma mesa, um par de lentes filtrantes de teste da Síndrome de Irlen, da cor pêssego, e uma overlay da mesma cor ao lado delas. Aparece também um par de lentes de teste de Síndrome de Irlen, na cor cinza-escura. Fonte: arquivo enviado pelo leitor.]

Então, galerinha com SI... viram só a diferença principal entre os diversos tipos de lentes filtrantes?? 

Fiz, anteriormente, uma outra postagem com as "Perguntas Mais Frequentes" dos internautas sobre Síndrome de Irlen. Para lê-la, clique aqui neste link. Boa leitura! 

GOSTOU DO TEXTO? COMENTE ABAIXO!!! 

sexta-feira, 10 de junho de 2016

E quando os óculos para Síndrome de Irlen não corrigem tudo???

Por: Débora Rossini 

Oooopa! O texto de hoje tem como público-alvo a galera com Síndrome de Irlen que, mesmo tendo feito todos os testes para utilizar os óculos com filtros espectrais, e os exames estarem corretos, ainda se queixam do desempenho ruim ao utilizar um computador. (Considerando, claro, que os filtros dos óculos estão em bom estado, sem desbotar).

Será o ''fim do mundo", principalmente para quem PRECISA utilizar o computador o dia inteiro como ferramenta de estudo e/ou de trabalho???? 

NÃÃÃÃÃOOO! 


Relaxa, leitor! Neste post (originalmente publicado na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" e reformulado para publicar aqui), você vai ver que isto não é um ''caso perdido" - e que tem, SIM, solução para isto!!! :-D 


Os testes para Síndrome de Irlen são padronizados - e, como vários de vocês que já se submeteram a tais testes perceberam, eles NÃO testam a visão da pessoa diante de um monitor de computador/tablet/smartphone brilhante!!!  E, no entanto, são exatamente nessas telas que uma pessoa com Síndrome de Irlen teria significativa dificuldade de leitura, devido ao brilho da tela!!!! 


Para quem trabalha o dia inteiro na frente de um computador e que tem Síndrome de Irlen, o desempenho acaba sendo bastante prejudicado. Imagine, principalmente, quem estuda ou trabalha na área de Computação e que... tem Síndrome de Irlen???? Pois é! 


E, uma vez que os testes de Irlen não estendam sua abrangência para as telas luminosas eletrônicas (ainda mais nos dias atuais, em que os computadores acabam sendo uma necessidade diária!), é de se esperar que, muitas vezes, os filtros de Irlen resolvam as demandas da vida diária do paciente, MAAAAS apresentem algumas pendências de eficiência diante de uma projeção de slides ou tela luminosa. 


O QUE FAZER, ENTÃO????


Calma, leitor, não entre em pânico! :-D Hehehe! É neste momento que as TECNOLOGIAS ASSISTIVAS COMPUTACIONAIS ENTRAM EM AÇÃO, de forma a COMPLEMENTAR o que os óculos com filtros podem te proporcionar!!!!! :-D :-D 


Para tablets: ative a opção "contraste invertido" e, se quiser, até ative a opção ''negrito". Vale tanto para Android ou iOS. Pode aumentar as letras, se quiser! 


Para smartphones: SE você consegue utilizá-los, mesmo com aquela tela pequena (NINJA!!! kkkk!) faça a mesma coisa sugerida acima! Para quem não consegue usar smartphones, sugiro que use um tablet grande para suas atividades- e use um celular o mais simples possível apenas para fazer e receber ligações.


Para computadores (PCs e notebooks) Uma boa sugestão é baixar e instalar e utilizar os seguintes aplicativos gratuitos: SSOverlay (overlay eletrônica), HighContrast (extensão do navegador Chrome que proporciona contraste invertido e outras coisinhas mais!) e WebHelp Dyslexia (outra extensão do Chrome que é uma MÃO NA RODA e ajuda a visualizar páginas web de uma maneira beeem mais agradável!!!) 

E, se mesmo assim, sua visão fica muito cansada (principalmente em época de provas na escola ou faculdade), tem um software sintetizador de voz bem legal, chamado NVDA (gratuito, também.) Ele lê tudo o que está na tela, assim como cada letra que você digita. É um ótimo aliado para descansar sua visão!!! (Quem disse que ''leitor de tela" é só pra galera cega ou com baixa visão, heim? hehe!) 


Testados e aprovadíssimos!  Bóra utilizar o computador e outros gadgets de uma maneira mais prazerosa, agora??? 

E você? Conhece e/ou usa algum destes softwares ou aplicativos? O que acha deles? Comente aí abaixo!!! 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Audiodescrição em Eventos Culturais: Tão importante e tão escassa!

Por: Débora Rossini

Ooooopa! O post de hoje é para falar sobre um recurso de acessibilidade chamado Audiodescrição. Ele permite que pessoas cegas e de baixa visão tenham acesso a apresentações de teatro, dança, exibições de filme, exposições em museus, etc. O papel do audiodescritor é exatamente traduzir, para a pessoa com deficiência visual, o conteúdo visual das apresentações/exposições. Imagine um cego todo empolgado com o lançamento de ''Star Wars- O Despertar da Força'', ou então de ''Deadpool'', e podendo assistir aos filmes juntamente com seus amigos? Então: é isso que a Audiodescrição pretende proporcionar, hehehe!!! 

Pode parecer ''supérfluo'' eu estar assinalando a importância da acessibilidade cultural e de entretenimento - enquanto ainda se tem questões sérias de falhas de acessibilidade em atividades essenciais e básicas tais como estudo, trabalho e locomoção, e que estão pendentes. Maaas... 

 - Vocês concordam comigo que pessoas com deficiência visual que tenham, também, acessibilidade em eventos culturais e de lazer, acabam sendo pessoas que terão mais informação, mais senso crítico, maior sensibilidade artística? 

- Ou, pelo menos, concordam que seriam pessoas que teriam um opção a mais de distração, para relaxar a cabeça dos contratempos cotidianos? (e cá pra nós, vida de pessoa com deficiência visual tem hora que é estressante, hehehe). 

- Ou então, concordam que a audiodescrição (e a consequente maior acessibilidade) proporcionaria à galera cega e com baixa visão maior sensação de estar ''por dentro'' do que os colegas, amigos e familiares veem? (sem ter aquela sensação de que está num ''universo paralelo''?)

Pois é. Sendo assim, uma vez que as pessoas com deficiência visual tenham acesso aos mesmos filmes/apresentações/exposições que as pessoas videntes, elas terão mais ASSUNTO PARA CONVERSAR com quem enxerga -facilitando, assim, a integração/interação social de cegos e videntes, minimizando a discriminação e isolamento de quem não enxerga (ou que enxerga mal)...  

(Imagine a seguinte situação: um cego estuda ou trabalha em uma equipe na qual os colegas curtem, de montão, filmes e séries. Na hora do intervalo, enquanto a galera estará toda empolgada conversando sobre a mais nova série que foi lançada, o filme que está bombando nos cinemas, etc, o cego vai ficar ''boiando'' -  pois, sem audiodescrição, não terá acesso a estas produções artísticas. E aí ele vai ficar é num canto, isolado, enquanto os colegas conversam animadamente. Tá aí um exemplo de isolamento, de barreira para conseguir fazer amizades, não é?) 

Querendo saber um pouco mais sobre essa ferramenta de acessibilidade (afinal, eu já tinha lido algo, mas queria saber mais coisas) , fiz a seguinte postagem no Facebook, para que os internautas me respondessem: 
''#‎MeSentindoCuriosa‬ 
DÚVIDA... ALGUÉM PODERIA ME RESPONDER? 
Sabe-se que existem recursos de audiodescrição para cinemas - porém em poucos locais tem este recurso no Brasil. Inclusive em muitas cidades que são capitais, não há disponibilidade deste recurso. Lendo sobre o assunto, vi que há a necessidade de alguém gravar as vozes com a descrição, fazendo uma edição no vídeo a ser exibido. 
Enquaaaanto esse tipo de recurso não se torna disponível na esmagadora maioria das salas de cinema, fiquei com uma dúvida:Existem serviços de audiodescrição, feitos por pessoas, ao vivo, disponíveis para algum deficiente visual que precisar? Por exemplo: uma pessoa com deficiência visual quer ir com a galera ver um determinado filme. Haveria a possibilidade de ele entrar em contato com, por exemplo, uma pessoa habilitada para tal tarefa, em sua cidade, e, no dia e horário combinados, o audiodescritor estar lá, sentar perto da pessoa com deficiência visual (tomando cuidado para não incomodar os demais espectadores) e então fazer o serviço localmente, sob demanda?''

Vários internautas deram respostas bem interessantes no fórum de discussões (para acessá-lo, clique aqui) !!! Inclusive uma internauta, Mirian Rebeca, que trabalha com audiodescrição, me deu a seguinte resposta, em um texto bem didático e explicativo - e que reproduzo aqui com a autorização dela)! 
''Olá Débora. Na verdade temos alguns assuntos na sua pergunta. Primeiro vamos falar sobre a questão de como a AD (áudio-descrição) pode ser feita no caso de um vídeo (cinema, curta, etc). 
Gravada: o áudio-descritor faz um roteiro com o que é pertinente descrever no vídeo. Depois há uma locução desse roteiro que ele mesmo pode fazer ou outra pessoa habilitada e por último uma mixagem (edição) dessa locução com o som do vídeo. 
A outra forma é um áudio-descritor assistir ao vídeo, fazer um roteiro de apoio e lê-lo ao vivo. 
E a outra forma é quando um áudio-descritor nunca assistiu ao filme e faz a AD simultaneamente. Ele tem que ser "fera" ou topar fazer isso. Não é qualquer um que consegue. 
Aí entra outra questão. Os recursos para se fazer essa AD ao vivo ou simultânea, que são as que você sugere. 
No caso de cinema existe sim a situação de incomodarmos as pessoas ao redor. Eu fiz AD de um casamento em que uma pessoa que estava assistindo ao casamento (a mãe da noiva) é cega. Financeiramente não tínhamos recurso e só descobriram esse recurso em cima da hora. Eu fiquei num local da igreja do qual eu conseguia ter uma boa visão e não atrapalhasse as pessoas e fiz uma ligação telefônica gratuita (promoção de Vivo para Vivo) para o celular que a mãe tinha dentro de sua bolsinha, Eu estava com um microfone em headset para ficar com as mãos livres e a mãe estava com fone de ouvido conectado ao celular. Acredite, ficou legal...rsrsrs Sabíamos os riscos que corríamos de não termos qualidade ou a ligação cair, mas deu certo! 
No cinema pode-se fazer algo parecido. O áudio-descritor ficaria em poltrona sem pessoas próximas (se isso fosse possível) e fazer a ligação com os recursos que citei de fone e microfone. Ele não pode falar baixinho porque vira um sussurro. Existe um acessório que chama abafador de voz. É muito engraçado, mas ele não atrapalha às pessoas em volta. Existe um sistema no qual o áudio-descritor fica com um transmissor de rádio e qualquer pessoa com um celular com fone de ouvido e aplicativo de rádio, pode captar a sintonia da AD. O áudio-descritor tem que ter esse equipamento e o celular é da pessoa que quer ouvir. 
Agora vamos à ultima questão. Você sabe que para se fazer uma áudio-descrição tem-se que estudar diretrizes relativas às obras ou imagens que serão áudio-descritas. Acredito que seria muito interessante existir um banco de dados de áudio-descritores que poderiam ser encontrados por proximidade para fazer esse e outro tipo de áudio-descrições sob demanda. Um exemplo. Uma pessoa cega quer fazer compras em um shopping. Saber tudo o que vai surgindo para ela ficar à vontade para comprar. Poderia contratar os serviços de um áudio-descritor por esse banco de dados. A demanda existe tanto para a situação que você sugeriu quanto para muitas outras.''

Excelente esclarecimento, não é verdade, galera?? Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho da Mírian, o link para contato é este. 

Interessante, não? Porém, infelizmente a oferta de Audiodescrição ainda é escassa! Veja esta reportagem que mostra que apenas em algumas cidades de grande porte existe este recurso (e muitas vezes, em situações pontuais e olhe lá.)  A esmagadora maioria das capitais brasileiras não tem, só para você, leitor, ter uma ideia! :-/ Clique neste link para ler. 

Acredito que, pelo fato de terem poucos cursos de formação de Audiodescritores no Brasil, acaba tendo um número reduzido de profissionais para atenderem à demanda - daí o fenômeno da escassez de oferta do recurso.

Caso você tenha ficado curioso(a) em saber mais sobre o tema, e acompanhar novidades e atualidades sobre este assunto, não deixe de conhecer o Blog da Audiodescrição (o link é este). Ou então o site Audiodescrição, cujo link é este e que mostra, inclusive, exemplos de vídeos e trechos de filmes audiodescritos! ;-) 

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