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(Crédito da foto: www.santoscity.com.br)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

"Um Outro Olhar" !!!!!

Por: Débora Rossini

Ooooopa!!! Justamente hoje - 13 de dezembro, Dia do Deficiente Visual - estava eu na cantina da universidade, quando encontrei com o Paulo Vanderlei - que, além de colega, é colaborador eventual deste blog! Ele me disse que "tinha algo" para me mostrar e para ser abordado no "Sopa"!!!

Ele (como sempre, antenado nas notícias veiculadas pelos meios de comunicação) me mostrou uma fotocópia de uma reportagem, publicada na revista "Veja" do dia 19 de janeiro de 2011, cujo conteúdo pode ser lido clicando aqui.  Curioso é que, dias atrás, escrevi postagens abordando "dicas para quem é recém-deficiente visual" e "reações psicológicas à perda da visão"... Até comentei isso com o Paulo, enquanto eu lia o texto passado por ele, e verificava a pertinência com estes dois posts a que me refiro!!!

A reportagem que ele me mostrou fala de um executivo que perdeu a visão, num episódio de violência urbana numa grande cidade - e que teve de se "reinventar" para ir seguindo em frente com sua vida pessoal e profissional. Vamos à história: em agosto de 2008, Luiz Gustavo Lamac Assunção, então com 29 anos, estava saindo do trabalho - e dirigindo quando teve de parar o carro para atender a um telefonema no celular. Justamente nesse momento, um ladrão o abordou; Luiz Gustavo, então, se assustou e pisou no acelerador, para fugir do criminoso. O ladrão então atirou, e o projétil fez com que o jovem executivo ficasse cego.

A partir daí, tenta-se imaginar os desafios que o rapaz passou - principalmente do ponto de vista psicológico...! Além de ter de encarar a cegueira súbita (o que já dá um forte impacto emocional) ainda teria de lidar com o trauma da agressão, que resultou na falta de visão!

Segundo a reportagem, numa fase inicial, Lamac não aceitava de jeito nenhum sua nova condição de pessoa com deficiência visual (isto é comum principalmente para quem perde a visão de forma súbita) e tinha fortes esperanças de que, pelo menos, de um dos olhos pudesse voltar a enxergar. Só que isto não ocorreu! Mas nem por isso Lamac deixou de ir à luta! Ele, que trabalhava na construtora Odebrecht, como diretor de marketing, voltou a seu trabalho!!!

Isso mesmo: fez treinamento de Informática para Cegos, fez treinamento de Orientação & Mobilidade - e, de acordo com uma outra reportagem que encontrei aqui, a empresa em que ele trabalhava deu todo o suporte em sua reabilitação - possibilitando-lhe o treinamento em Informática Adaptada, em Locomoção com bengala... além do apoio de uma psicóloga para ajudar-lhe a lidar com seus traumas, medos e desafios...! Essa mesma psicóloga fez também um trabalho com as demais pessoas da empresa, a fim de prepará-las para lidar com o colega que, agora, estava em uma nova condição.

Lamac então se dedicou ao trabalho, foi promovido e ... lançou um livro contando tudo isso! O trauma, as dificuldades, os desafios, suas conquistas após ter ficado cego... tudo isso ele relata em sua obra, escrita com a parceria da psicóloga que o orientou na reabilitação ao trabalho! O referido livro é chamado "Um Outro Olhar", lançado pela Editora Gente, e possui 136 páginas.

Segundo a reportagem da revista Veja a que me referi no início deste texto, "Um Outro Olhar é um testemunho eloquente sobre a capacidade humana para adaptar-se as mais duras provações". A mesma reportagem termina assim: "As páginas iniciais (...) são verdadeiramente angustiantes. Mas este é, sobretudo, um livro sobre esperança. A mensagem básica é que a violência está lá fora - mas há algo em todos nós que resiste à brutalidade", escreveu o repórter Jerônimo Teixeira no texto da revista Veja.

Fica, então, como mensagem do "Sopa" neste 13 de Dezembro: a deficiência visual - sobretudo a adquirida, principalmente em situações como a descrita neste post- é algo que exige bastaaaante força emocional do indivíduo que está nessa condição. Porém, com força de vontade, dá para ir, pouco a pouco, contornando os obstáculos na vida pessoal e profissional... Não se desanime!!! FORÇA!!!!!!

E você, leitor? Já tinha ouvido falar do livro "Um Outro Olhar" antes? Se sim, já leu? Compartilhe suas impressões na seção de comentários abaixo!!! :-)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

CARREIRA ACADÊMICA E DEFICIÊNCIA: SERÁ QUE "DÁ"?

Por: Débora Rossini

Se você é um estudante universitário com deficiência – sobretudo de universidade pública- este post é para você mesmo!!!!! Digo “sobretudo de universidade pública” porque tais instituições costumam dar bastante atenção não só ao ensino, mas também à pesquisa e a projetos de extensão. Em tais instituições, tem -se a “cultura” de preparar o aluno não só para o mercado, mas também para a carreira acadêmica (mexer com pesquisa, fazer mestrado e doutorado, etc.) Isto porque boa parte das atividades de pesquisa, no Brasil, são realizadas em universidades públicas.

Neste post, o conteúdo está mais focalizado para a deficiência VISUAL – pois é ela que, a princípio, parece ser a que mais prejudica o aluno na hora de estudar, devido à pouca acessibilidade a material escolar e acompanhamento das aulas num sistema de ensino que prioriza a visão. Mas se você é uma pessoa com deficiência de outras categorias (auditiva, motora, etc), esteja à vontade para ler este post e verificar possíveis identificações com ele! Afinal, o surdo tem dificuldade de acompanhar palestras, aulas expositivas e conversas; o deficiente físico tem limitações de acessibilidade arquitetônica... que, de uma forma ou de outra, podem prejudicar o”andamento” das atividades cotidianas... certinho? ;-)

Assim sendo, você já deve ter ouvido de seus professores – e de colegas mais experientes- a “formulinha de sucesso” para seguir carreira acadêmica:

Tire boas notas, e mantenha um coeficiente de rendimento acadêmico alto – pois, para concorrer a uma bolsa de iniciação científica, um dos requisitos é ter notas muito boas. Em seguida, procure um professor que tenha algum projeto de iniciação científica em andamento e peça para ele te aceitar como orientado dele (ou se você quiser, pode escrever seu próprio projeto de pesquisa e levar para um professor te orientar nele.) Participe também de congressos (mesmo que isso implique em ficar viajando constantemente), participe de simpósios, não perca o que está “rolando” em sua área, participe de programas de monitoria, e... bola pra frente, porque isso tudo conta numa seleção de mestrado. Ah! E se você não fez curso de inglês quando era adolescente, 'bóra' matricular num curso para adultos, porque isso é requisito para se virar na carreira acadêmica!”


A uma hora dessas, você já deve estar pensando assim:

AAAAAAAFFFFFFFF!!!!! Então quer dizer que, por eu ser alguém com deficiência visual, não 'sirvo' para a carreira acadêmica?
Mal tenho acesso a livros didáticos e nem sempre tenho monitor para me ajudar, o que faz com que eu passe nas matérias com notas 'raspando' na média; sou mais lento para estudar, o que faz com que eu gaste o dobro (ou o triplo) de tempo que os meus colegas, para fazer as mesmas atividades e estudar para as mesmas provas... com isso, não tenho tempo para ficar participando de atividades extras, pois o tempo mal dá para eu me preparar para as atividades obrigatórias do curso e passar de ano.

Além disso, como vou participar de congressos e eventos extras, sendo que, tendo deficiência visual, não dá para acompanhar apresentações em Power-Point e explicações esquematizadas na lousa? Ao contrário dos professores com os quais estou acostumado, o palestrante não vai saber como lidar com um 'ceguetinha' ali, na frente dele...!

Além do mais, não dá para eu ficar viajando constantemente, pois isso toma-me dias que eu tenho de faltar as aulas e depois tenho de ficar igual doido correndo atrás de matéria atrasada, ainda mais que sou mais lento para estudar; já não me bastam eventuais vezes que, por conta da minha limitação, tenho de viajar para fazer tratamento médico, perder dias de aula e ficar correndo atrás de matéria atrasada? Isso sem contar que a gente faz planos de viajar para um outro lugar, 'feliz da vida', e quando chega no local de destino, tem pouca ou nenhuma acessibilidade para pessoas com a minha limitação!!! Aí não dá para aproveitar plenamente o evento!!! ”


Tais argumentações hipotéticas, que devem frequentemente passar pela cabeça de estudantes com deficiência visual, devem também acometer, por exemplo, quem tem limitações relativas à audição (pela dificuldade de acompanhar conteúdos expostos oralmente, pelas eventuais ausências às aulas por tratamentos de saúde que acarretam acúmulos de matérias para pessoas que já são lentas para estudar), e relativas à locomoção (como conseguir acomodação e acessibilidade em lugares desconhecidos a serem frequentados? Tem banheiro, hotel adaptado? Dependendo da causa da limitação física, têm menos tempo livre para estudar e fazer outras atividades como as listadas acima, por terem de frequentar exaustivas sessões de fisioterapia e tratamentos médicos, além de eventualmente terem de viajar para fazer consultas...) E aí?

Bom, meu estimado leitor: se você faz parte da galera com os problemas acima, relaxe! :-) Este post é um pouco longo, mas leia até o fim: quem sabe ele pode te inspirar para algumas soluções?

Primeiramente, você tem de pôr na cabeça que você não é IGUAL aos seus colegas , que têm o “padrão” de “normalidade” (hã???!!!) que possibilita atender à risca àquela “formulinha de sucesso” mostrada acima. Ou seja, você precisa compreender que é “configurado fisicamente” diferentemente deles... mas que, NEM POR ISSO, É MENOS CAPAZ”! ;-) Sacou, meu amigo? Em outras palavras: você tem um ritmo e tempo diferentes, e que, respeitando isso daí, você pode, SIM, seguir uma carreira acadêmica de sucesso. Basta valer-se de algumas estratégias!!!! Sendo assim, seu jeitão de se organizar para “correr atrás” do sucesso pode até ser diferente dos seus colegas... mas o resultado final PODE, SIM, SER O MESMO! E é isso que importa!!! Manjou? A "formulinha" dada acima necessita apenas de algumas adaptações, no seu caso!!!  

Tá, mas como?” - você deve estar pensando.

Simples: a solução consiste em adequar as atividades acadêmicas às suas limitações e habilidades. Veja só: vamos analisar a “formulinha de sucesso” passada anteriormente, passo a passo?

Tire boas notas, e mantenha um coeficiente de rendimento acadêmico alto – pois, para concorrer a uma bolsa de iniciação científica, um dos requisitos é ter notas muito boas.”

Isso daí é o básico – e que, certamente, já é uma “labuta” para você, né? Dica: em vez de puxar um número alto de disciplinas por semestre, puxe menos! Se estão marcadas, lá para o seu período letivo, umas 6 disciplinas, não matricule-se nelas todas: escolha umas 4 ou 5, conforme o grau de dificuldade que elas mostram. Procure equilibrar disciplinas com maior grau de dificuldade com aquelas que sejam mais fáceis (peça ajuda ao coordenador do seu curso para isso, se for o caso). Lembre-se que para, pessoas como você, é preferível demorar um semestre ou dois a mais para se formar, mas fazer as matérias bem feitas, a ignorar o seu ritmo diferente dos seus colegas e... puxar aquele tantão de matérias, mas ter dificuldade de dar conta delas!!! Ah! Pela lei da Educação Inclusiva, estudantes universitários com necessidades especiais TÊM DIREITO a um prazo de integralização curricular maior!!! Não se preocupe!

Infelizmente, para poder ter direito a bolsa de iniciação científica, as agências de fomento exigem notas ALTAS, sim... independentemente de você ter dificuldade de aprendizagem e só conseguir tirar notas menores, por maiores que sejam seus esforços... :-( Então, o jeito é batalhar mesmo!

DICA ESPERTA: Tendo limitações ( sobretudo visuais ou auditivas) procure “garantir” notas mais altas logo no INÍCIO do semestre... pois, no fim deste, além de você estar sobrecarregado de atividades nas quais nem sempre dá para seu professor lhe conceder prorrogação de tempo para entregar, os monitores e colegas que porventura te ajudem certamente estão atarefados também, desesperados para passar de ano!!! (Risos.) Então, faça o inverso do que a maioria dos estudantes faz: garanta nota ALTA no início, pois, se no final você der o azar de ter poucos recursos de ajuda, não te prejudicará tanto. (Embora o CERTO seja o estudante com necessidades educacionais especiais ter garantia integral de ajuda do início ao fim do semestre, eu tô trabalhando aqui com a hipótese REALISTA que infelizmente, frequentemente ocorre).

Em seguida, procure um professor que tenha algum projeto de iniciação científica em andamento e peça para ele te aceitar como orientado dele. (ou se você quiser, pode escrever seu próprio projeto de pesquisa e levar para um professor te orientar nele.)”

Conforme eu disse no parágrafo anterior, se não tirar nota alta, não tem bolsa. Mas vá que , por motivo de força maior, você não consiga desfilar por aí com coeficiente de rendimento acadêmico maior que 80: se seus professores verem que você é esforçado e que tem potencial, eles podem te dar uma chance como colaborador de algum projeto que eles já tenham em andamento. Você pode até não ganhar uma bolsa, mas ganha experiência, que pode ser aproveitada posteriormente na hora de incluí-la em seu currículo.

Vale também inscrever em programas de Iniciação Científica Voluntária. Como o nome diz, você não receberá bolsa... mas receberá certificado de participação, além da experiência! Para essa modalidade de iniciação científica, as exigências de notas são um pouco menores... e de horas semanais de dedicação à atividade também! (Bom que sobra tempo para você fazer outras coisas de que necessita, né?)

DICA ESPERTA: procure um tema que você tenha conhecimento aprofundado e/ou interesse grande. Vão aumentar as chances de se envolver intensamente com a atividade, fazer um trabalho bem feito e ter sucesso!!!!

Participe também de congressos (mesmo que isso implique em ficar viajando constantemente pra lá e para cá), participe de simpósios, não perca o que está “rolando” em sua área, participe de programas de monitoria, e... bola pra frente, porque isso tudo conta numa seleção de mestrado.”

Sim, isso é bom para sua formação, e para turbinar seu currículo! Mas vá que você disponha de menos tempo que seus colegas – 'ditos normais'- , pelo fato de gastar o dobro de seu tempo para estudar (devido a dificuldades de aprendizagem e de acesso a material didático adaptado), de ter de dedicar horas da sua agenda semanal a tratamentos médicos e/ou de reabilitação (“que você 'poderia' estar usando para estudar ou fazer atividades de enriquecimento curricular”)... e vá que também já necessite, eventualmente, de ter de ficar viajando para fazer tratamento médico (o que implica em um tempo a mais “consumido”, matérias a mais acumuladas para você, que já é lento para estudar, ter de correr atrás)... ou, então, vá que os locais de destino não tenham acessibilidade adequada para te receber... aí fica realmente inviável para você, estudante com deficiência, participar de eventos acadêmicos extracurriculares no mesmo ritmo que seus colegas!!! (Quem é, ou já foi deficiente/pessoa com necessidade educacional especial, sente bem na pele o que é isso...!!!)

DICA ESPERTA: Procure otimizar a sua escassa disponibilidade de tempo da seguinte forma: durante o semestre letivo, dê preferência, ao máximo, de participar de eventos dentro da sua própria universidade ou então de outra que seja mais perto (há inclusive cidades com mais de uma universidade pública – como São Carlos/SP, por exemplo, que tem a USP e a UFSCAR no mesmo município!) Isso evita gastos desnecessários de tempo para alguém que já tem MAIS compromissos e escassez de tempo que uma pessoa sem deficiência!

Ah, tá, mas é bom ver o que 'tá rolando' em outras universidades, também em outras cidades... e eu QUERO ver!!!” - você deve estar pensando.

DICA ESPERTA: diversas universidades promovem “cursos de verão”, cursos de inverno” que são eventos acadêmicos realizados em períodos de férias. Assim sendo, aproveite! Dessa forma, você poderá conhecer outras universidades, se assim desejar, sem atrapalhar sua tão atribulada rotina! Aí dá para você entrar no “busão” e viajar despreocupadamente!!!!!!
Exemplos de eventos de férias: Curso de Verão do DEX – UFLA , anualmente realizado no mês de janeiro, com minicursos e eventos para estudantes de Matemática e Física; Escola de Verão em Computação(EVCOMP) da UFMG, que terá sua segunda edição em janeiro de 2013.


Ah, mas tem um amigo/conhecido/colega meu que tem lá as necessidades especiais dele,  e nem por isso deixa de pôr a mochilinha nas costas e viver viajando pra lá e pra cá durante o semestre letivo, para participar de cursos...” - você pode eventualmente deparar com uma situação dessas e ficar pensando assim.

Meu querido leitor, antes de ficar lamentando que você não é igual a esse indivíduo hipotético, questione-se: Qual o curso que esta pessoa faz? É da mesma área que o seu? Qual a carga horária de estudos (em sala de aula e extraclasse) dele? Será que as especificidades dele, por ser alguém com deficiência e estudante, são iguais às suas?

Cada indivíduo é único... então leve isso em conta! Nada de ficar comparando-se com os outros. Mesmo que a limitação do outro seja da mesma categoria que a sua, há inúmeras particularidades entre uma pessoa e outra! Manjô? ;-)

Ah! E se você não fez curso de inglês quando era adolescente, 'bóra' matricular num curso para adultos, porque isso é requisito para se virar na carreira acadêmica!”

Ah, meu filho, disso aí não tem jeito de fugir não: VÁ fazer o curso de inglês – nem que seja o instrumental a princípio- sem “mi-mi-mi”... Mas se você encontra dificuldades por ser alguém com deficiência (de aprender a ortografia, por ter problemas sérios de visão; o som correto das palavras, por escutar pouco ou nada; dificuldades de locomoção para frequentar o curso, por falta de potência da visão ou do aparelho locomotor...), verifique a opção de fazer o curso com professor particular (que atenderá melhor as suas especificidades e necessidades de acordo com o seu objetivo). Posteriormente, quando você estiver “mais seguro” , aí sim, procure uma escola de inglês conceituada; aí, você poderá “eliminar conteúdos” matriculando-se em um nível mais avançado, e obter certificações de proficiência no idioma (úteis na hora de comprovar formalmente conhecimento do idioma).

E então, leitor? Tá mais tranquilo? Agora não tem desculpa não: se você QUER seguir carreira acadêmica, vá sem medo!!!

Se você ainda acha que isso é utopia, veja aqui alguns exemplos de pessoas com deficiência/necessidades educacionais especiais, que possuem limitações sim... mas que têm inúmeras habilidades e talentos, também!!!! Clique nos tópicos abaixo para ler um pouco mais sobre essas pessoas:


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Quais as Reações Psicológicas apresentadas pelos ''Recém-Deficientes-Visuais''?

Por: Débora Rossini

Ooooopa!!! Olha só que coincidência!!!! Dois dias depois de ter publicado aqui no “Sopa” o “Guia do Calouro no Mundo Não-Visual”, deparei-me, por acaso, com um texto no site do Instituto BenjaminConstant (IBC), abordando temática parecida!!! (Mas parece-me que esse texto que encontrei foi escrito bem antes da minha postagem, rirrirri!!!)  Intitulado “Reações Psicológicas à Perda da Visão”, o texto traz, de uma forma mais técnica, e escrita por profissional da área (psicóloga do IBC), quais as “coisas” que passam com mais frequência na cabeça da turma que, não importando o motivo, perde a capacidade de enxergar. Vale a pena dar uma conferida!!! Clique aqui para ler o material, que achei superbacana e bem explicativo!!! ;-)

Obviamente, não quer dizer que tuuuuuudo o que foi descrito no texto do site do IBC se aplica a tooooooooodas as pessoas que perdem a potência visual... certinho? Como cada ser humano é único, a presença ou ausência - bem como a intensidade de cada uma das características listadas- varia de pessoa para pessoa. Vale salientar que, inclusive, até depende do meio em que a pessoa vive! Suponhamos um indivíduo “recém-deficiente visual” que, na época em que enxergava, convivia bastante com deficientes visuais e tinha amizades estreitas com vários deles: é bastante provável que várias das características negativas listadas no texto possam se manifestar de forma mais “branda” - ou mesmo não se manifestarem...  justamente porque a pessoa já entende que há vida, sim, após a deficiência visual – e não vê a “coisa” tãããão incapacitante assim... (Ela apenas precisará se reorganizar mentalmente e funcionalmente para uma nova realidade repleta de desafios, encarados em “PRIMEIRA PESSOA”... mas aí, “faz parte” do processo, rerrerré!!!) 

Boa leitura! :-)

POSTAGEM RELACIONADA 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

PERDEU A VISÃO? Seu Manual Básico para Cegos Iniciantes está aqui!!!


Por: Débora Rossini

Todos os dias, em diversas partes do mundo, milhares de pessoas acabam perdendo a visão -seja parcial ou totalmente. As razões são diversas: desde doenças congênitas, que se manifestam depois de vários anos, até causas não-naturais - como acidentes, por exemplo.

Claro que o fato de uma pessoa ficar com a potência visual reduzida ou nula “mexe” bastante com o emocional dela... e COMO!!!!!! Imagina a sensação de tentar se organizar mentalmente, para o fato de ter de aprender a fazer as coisas de outra forma, usando os sentidos remanescentes, (através de cursos de reabilitação)? Ou mesmo de ter de deixar de fazer coisas de que gostava (ex: dirigir, desenhar, pilotar motos, etc)? Realmente, é um momento delicado na vida de alguém que acaba entrando para o mundo dos que têm falta de potência visual. Mas isso não significa que a pessoa tem de entrar num casulinho e dar “tchau” para o mundo lá fora, passando a ficar só de pijama o dia inteiro dentro de casa dormindo ou ouvindo rádio!!! Se você, leitor, faz parte da turma que enxergava e que passou a não poder contar mais com a potência dos “zôio”, vá lendo ou ouvindo este texto até o fim!

Por estes dias, vi no blog do Jairo Marques um mini-guia com dicas para quem se tornou cadeirante. Achei muito legal a ideia dele... pois foi escrito de uma forma didática, descontraída, leve e fácil de entender – principalmente para o público-alvo do texto dele, que são pessoas que estão ávidas por instruções para seguirem com suas vidas - apesar do “contratempo com o aparelho locomotor”! Inspirando na ideia dele, resolvi fazer algo parecido aqui no “Sopa”- ou seja, um manual básico para quem se tornou deficiente visual! ;-) Ó, já vou avisando: aqui neste blog não tem espaço para depressão não, rerrerré! A forma bem-humorada de escrever sobre algo que - a princípio- bota pra baixo qualquer pessoa que tá com situação oftalmológica “complicada” é, justamente, para descontrair tais pessoas … e mostrar-lhes que há vida, sim, após um diagnóstico oftalmológico pra lá de chato! Então, segue-se o “Guia do Calouro no Mundo Não-Visual!!!”

Para facilitar a leitura, vou fazer o texto no formato de “Perguntas & Respostas”, ok? Imagino que as perguntas formuladas abaixo são aquelas que, por coincidência, são as mais frequentes na galera que perdeu ou tá perdendo a visão... e que é o público-alvo deste post!


1-“É verdade que, daqui pra frente, posso me considerar um coitadinho(a), que vai ficar em casa só de pijama, sem poder estudar ou trabalhar, e que a única opção de ganhar algum dinheiro é com o benefício do governo?”

Que nada, meu filho! Hoje em dia, com o tantão de leis relativas à Inclusão e Acessibilidade, pessoas com deficiência – incluindo a visual!- podem trabalhar e estudar! Hoje há diversas tecnologias assistivas destinadas a dar uma mãozinha para pessoas como você! Já falei de várias delas aqui no “Sopa”, e a galera lá do site Movimento Livre também “manda” muito bem no assunto. Vale a pena ler, usando recursos de ampliação e/ou leitor eletrônico de telas! Caso você ainda não tenha feito curso de Informática específico para deficientes visuais, peça alguém para ir lendo o conteúdo do site para você. Tenho certeza de que sua “animação” vai aparecer e, gradativamente, irá aumentar!!!
Quer um exemplo de pessoa com deficiência visual, adquirida depois de adulto, e que mesmo assim foi “tocando sua vida” normalmente? Clique aqui!!!

2-“Tô numa'deprê' geral... não quero saber desses 'blá-blá-blá' de Tecnologias Assistivas, nem de Braille, e nem de reabilitação. Quero meus olhos funcionando direitinho, de volta, pô ! O pior é que já fui em vários médicos e todos dizem que meu caso é irreversível...! ”

Especialistas em comportamento humano afirmam que, em situações de perda visual (e de outros tipos de perda também!), há três fases que a pessoa vivencia. A primeira é chamada de “luto” ou não-aceitação (como a mostrada na afirmação acima); e é frequente sobretudo quando a perda da visão é repentina e a pessoa não estava preparada para ela (ex: em caso de acidente, alergia grave, intoxicação, etc.). A fase seguinte é aquela na qual a pessoa agarra-se a toda e qualquer possibilidade de cura, mesmo “milagrosa”, para o problema dela, botando esperanças em algo que pode não ser possível de se concretizar. Já na próxima, a pessoa “amadureceu” mais suas emoções envolvidas no processo de perda visual – e tem mais maturidade para lidar com os desafios da sua “nova vida”. Quando a pessoa já “se aceita”, fica mais fácil para ela fazer novas descobertas no interessante mundo da Orientação & Mobilidade (embora algumas pessoas com baixa visão não cheguem a necessitar fazer esse curso), da Informática Adaptada, do Braille... Aos poucos, virão novas descobertas: a de poder utilizar os sentidos remanescentes, por treino, para compensar o déficit visual... a de desenvolver habilidades de orientação espacial... a de aguçar inclusive sua capacidade de memória (fácil entender o porquê: você não terá papelzinho com tudo escrito para você a qualquer hora; portanto, vai, por treino, desenvolver sua memória um tantão!!! ) Rerrerré!!! E se você for uma pessoa extrovertida, vai acabar aprendendo também a fazer “piadas de cego” com sua própria condição, com o intuito de descontrair as pessoas normovisuais à sua volta – que, por sua vez, perceberão que você tem senso de humor, e que acabarão por querer fazer amizades com você!!!

3-“O que significa cada um dos cursos mencionados no parágrafo anterior?
O curso de Orientação e Mobilidade é o curso que se faz para aprender a andar com a bengala-branca. Ou você pensou que é só comprar uma bengala e sair batendo por aí, sem técnica nenhuma? Rerrerré! Assim como existem cursos para aprender a andar de carro, de moto, existem cursos para aprender a andar com a bengala!!!! (A diferença é que você não precisa ter carteira para sair por aí com a varinha branca... rerrerré!) A finalidade de tal curso é aprender a se deslocar com o apetrecho, usando técnicas de orientação espacial adequadas, a fim de evitar ficar perdido por aí ou de sofrer acidentes desnecessários.

Já o curso de Informática Adaptada a cegos é para você aprender a utilizar os softwares de leitura e ampliação de telas. Tais softwares requerem o aprendizado de teclas de atalho e de navegação, que são utilizadas para diversos comandos... afinal, quem não enxerga não vai ter condições de utilizar o mouse, certo?

Curso de Braille: o nome diz tudo , né? Através de técnicas adequadas, a pessoa aprende a estimular seu tato para aprender a ler em alto-relevo. Também aprende a escrever no referido sistema, através da “dupla dinâmica” constituída pela regléte e pelo punção. Pode também aprender a escrever na máquina de datilografia Braille (a máquina Pérkins é a mais conhecida).

Tem também um curso chamado de AVD (“Atividades da Vida Diária”), cuja finalidade é capacitar a pessoa com deficiência visual a ser independente e autônoma para fazer tarefas domésticas, pequenas obrigações, vestir-se e alimentar-se, etc. (Obs.: nem todo deficiente visual necessita fazer esse curso; geralmente, quem tem baixa visão consegue reaprender a fazer tarefas do cotidiano sem precisar de treinamento formal. Mas, para cegos “completos”, é interessante ver o que esse curso pode proporcionar!)


4-“Vou aprender Braille rapidão, para ser um devorador/a de livros?”

Isso varia de uma pessoa para outra. Tem gente que aprende mais rápido, tem gente que demora um pouco mais. As variáveis a serem consideradas são diversas: idade em que se perdeu a visão; condições gerais de saúde (sim!!! Quem é cego e tem diabetes tem seu tato, infelizmente, DIMINUÍDO justamente por causa da diabetes!); fatores psicológicos; dentre outros.

5-“Pode acontecer de algum estabelecimento de ensino se recusar a me aceitar só porque sou 'ceguetinha', alegando que não tem condições nem infra-estrutura de me receber?”

É LEI, meu amigo: TODA instituição de ensino – seja pública ou particular, independentemente de ser de educação básica, média ou superior- TEM DE aceitar o aluno, independentemente de ele atender ao “padrão de normalidade física” ou não!!!! Caso alguma instituição de ensino recuse sua matrícula, não pense duas vezes: procure orientação jurídica e faça a Lei da Educação Inclusiva valer: é DIREITO SEU estudar onde você quiser!!!

6-“Qual o 'Kit Básico de Sobrevivência Escolar' para um deficiente visual?”
É necessário que você possua a “dupla” reglete + punção, que são os apetrechos de escrita manual Braille, e que são IMENSAMENTE mais baratos que a máquina datilográfica Braille (o preço dela dá pra comprar uns 5 computadores, só para você ter uma ideia!) … são ideais para você tomar notas rápidas, além de etiquetar objetos como pastas, CD, etc. Também é bom ter um computador com leitor/ampliador de telas, para você fazer seus trabalhos escolares e acadêmicos, além de dispositivos móveis de armazenamento de dados (CD, pen-drive, etc). É bom que tenha também um minigravador (um tocador de mp3 simples já ajuda!), pois há casos em que um leitor de telas não faz a leitura correta de um texto... e, aí, na hora do aperto, um leitor “humano” lendo um texto em voz alta e gravando ajuda muito!!!

Já a instituição de ensino, por sua vez, deve possuir monitores e/ou tutores de auxílio ao professor, a fim de te dar aquela mãozinha na transcrição e leitura de textos, de auxílio em tarefas acadêmicas, de ser o mediador entre você e o professor... Além disso, audiolivros e livros em Braille didáticos são extremamente importantes na biblioteca, né? Outra coisa que não pode faltar é a sala de recursos didáticos – com computadores adaptados para cegos, scanner, impressora Braille, kit de desenho em alto-relevo... dentre outros equipamentos importantes!!!

7-“Quais cursos universitários são 'bons' para cego fazer? E quais cursos a galera que não enxerga deveria 'passar longe'deles?”

Sabe quais cursos você deveria passar longe, meu querido estudante? Curso para piloto de avião de caça, de Piloto de fórmula-1, Auto-Escola, Moto-Escola, dentre outros que dependam EXCLUSIVAMENTE DA VISÃO!!!! Rerrerré!!!

-Mas, espera aí... para ser piloto dessas coisas aí acima, se fazem cursos livres específicos... não cursos universitários... Essa blogueira doidona pirou?” - você deve estar pensando.

Uê, leitor... se você questionou isso, é porque entendeu “o espírito da coisa” , que eu quis mostrar de forma bem-humorada, né??? Ou seja: considerando suas habilidades e limitações, você pode fazer o curso universitário que VOCÊ QUISER!!!! :-) "Bóra" estudar!!! 

8-“Sou deficiente visual, e passei no vestibular de uma universidade que está situada em uma cidade longe da que eu moro – e para a qual não dá para ficar indo e voltando todo dia. Apesar da visão comprometida, dá para eu morar longe do aconchego e proteção da mamãe, tendo independência e autonomia? Posso morar em pensionato, república ou alojamento estudantil?”

Já escrevi aqui no blog duas postagens sobre isso!!! Leia:




9-“Cego pode praticar atividade física?”
Não só pode como deve!!! Além de divertir e relaxar do stress cotidiano, ajuda a melhorar a consciência corporal, a orientação espacial e, de quebra, enxugar as gordurinhas que porventura estejam alojadas em seu corpinho!!! Rerrerré!!! Procure ver locais que ofereçam atividades físicas adaptadas para deficientes visuais. Caso você queira malhar junto com o “povão que enxerga” mesmo, converse com o professor/instrutor da academia ou clube, a fim de ele proporcionar as adaptações necessárias para você praticar a atividade com segurança.

10-“Como fazer para ver tevê, filmes, etc? Tô com saudade de ver os figurinos das artistas durante a minha novelinhaaa!!! E quando passam aquelas cenas 'mudas', nas quais só fica tocando música e eu fico 'boiando', sem saber o que tá passando nas cenas, me mata dos nervos... aaaaaffff!!!”

É, realmente isso dá um pouco de stress mesmo. Existe por aí o movimento para que a Audiodescrição (isto é , transformar as imagens em legendas sonoras) torne-se obrigatória para programas televisivos, filmes, etc. Enquanto isso não se torna realidade,vê se tem alguém aí para dar uma forcinha para você, na hora de ver tevê ou filme (principalmente se for filme que você é obrigado a assistir para trabalho de escola ou faculdade...). Caso contrário, você tem duas opções: uma é tentar se conformar com as “cenas mudas” e deixar a compreensão plena do enredo pra lá; outra é juntar com um grupo de cegos e fortalecer o Movimento pela Audiodescrição que já está rolando por aí. Existe um site bem legal, chamado “Blog da Audiodescrição”. Quer ir lendo ele, enquanto isso? Eu recomendo!!!

11-“E quanto à questão da minha aparência, em relação ao rosto, na área dos olhos? Vou ficar desfavorável do ponto de vista estético?”

Pra começo de conversa, não é toda deficiência visual que muda o aspecto de seus olhos, comparado ao tempo em que você enxergava. Depende da causa da sua cegueira. E, mesmo que altere alguma coisa na coloração do globo ocular (tal como ocorre em casos de glaucoma, retinopatia da prematuridade, dentre outros), o que é que tem? Não vejo problema! Tem muitas maneiras de contornar isso! Uma delas é usar óculos escuros (peça para alguém te ajudar a escolher um modelo bem estiloso, bem “fashion”, derrubando aquele estigma de “óculos-pra-cego”. Que tal? ) 

Outra maneira é ficar antenado em outras partes do seu corpo que podem ser valorizadas, desviando a atenção da aparência dos seus olhos. Ou seja: um corte de cabelo bem bacana; uma roupa moderna que combine com seu corpo, jeito de ser e ambiente que você frequenta; cremes para a pele; unhas feitas (para mulheres), etc... Afinal, esse negócio de valorizar certas partes do corpo para desviar a atenção de outra “que o(a) dono(a) não gosta, não se aplica só a cegos! Veja casos em que a pessoa "boa dos 'zôio' " se sente insatisfeita com altura, ou com peso, ou com traços genéticos de rosto, cor de cabelo, etc... enfim, quase todos nós, cegos ou não, frequentemente usamos desse recurso, manjô? ;-) O mesmo vale para aquelas pessoas que ficaram com visão subnormal e que se veem obrigadas a usar óculos com lentes muuuuuuito grossas e/ou de coloração pouco comum!!!

12-“Vou conseguir namorar e casar? Ter filhos...?”
Claro que pode! Ainda existe gente bacana por aí, que vai se interessar por você, independentemente de você enxergar ou não. Já vi tanto cego casado por aí, sendo pai ou mãe de família!
Evidentemente, ser pai ou mãe cego(a) vai dar um pouco mais de trabalho, em algumas situações relativas a tomar conta das crianças, de buscar na escola (por causa da questão da locomoção), de acompanhar no dever de casa... mas aí já é uma escolha que varia de pessoa para pessoa, esse negócio de ter filhos ou não. Tem muita gente por aí que topa o desafio – conta com o cônjuge, ou mais gente da família, ou babá para ajudar a cuidar... além , claro, de desenvolver estratégias pessoais para fazer certas tarefas com as crianças. Então, você pode casar e ter filhos, se assim o desejar!

13- Como faço para trabalhar? E para fazer estágio?
Quanto mais estudo e capacitação você tiver, melhor!!!! Para vagas em instituições privadas, há a questão da Lei das Cotas, que prevê uma percentagem mínima de vagas reservadas para pessoas com deficiência. Nos concursos públicos, também tem essa lei de cotas, a fim de garantir que deficientes preencham vagas.
Para estágios, também tem essa lei! E com um detalhe: segundo a lei de estágios, uma pessoa pode estagiar em uma mesma instituição por no máximo dois anos. Porém, uma pessoa com deficiência pode ter a PRORROGAÇÃO DESSE PRAZO! :-) Certinho?

Bom, essas perguntas (respondidas) acima foram as que vieram na minha cabeça...Pode ser que eu tenha esquecido de alguma, e que seja bastante “pensada” pelos recém-deficientes visuais (ou por familiares destes). Você que está lendo este post: tem alguma pergunta adicional a fazer, e que queira que seja respondida aqui no blog? Em caso positivo, MANIFESTE-SE JÁ na seção de comentários, logo abaixo! Rerrerré!!! Corre, corre, corre! Mãos ao teclado!!! :-)

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