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(Crédito da foto: www.santoscity.com.br)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Audiodescrição e Inclusão Cultural

Oooooopa!!! De volta ao computador, teclando textos para publicar no "Soooopa"!!!!! Rerrerré!
Lendo novamente o ótimo site "Movimento Livre", que traz temas relacionados à Deficiência Visual (ver link no canto direito da página), pudemos ver um texto muito legal, intitulado "A Audiodescrição como Motor de Inclusão Cultural". Tá curioso? Lá vai o link, ó:
http://www.movimentolivre.org/artigo.php?id=97

Nota 1o para o autor do post!!! :-) Afinal, deficiente visual (DV) também se interessa por cultura e gosta de lazer: sair, passear, ir ao cinema... Mas peraí! Se você não é deficiente visual, deve estar se perguntando: "uê, mas como essas pessoas sem visão acompanham os acontecimentos à sua volta e acompanham os filmes no cinema, sendo que frequentemente há informações que só podem ser captadas pela visão? Afinal, como essas pessoas, sem enxergar, vão saber qual é o cenário ao redor e as roupas que as pessoas vestem, em um passeio? Como vão saber o que tá passando na tela do cinema?"

Graças à AUDIODESCRIÇÃO, isso pode ser possível!

Bom, em parte dos casos, as pessoas com deficiência visual contam com a companhia de pessoas conhecidas, que vão com elas a esses lugares e lhe descrevem o que estão vendo. Porém, há um "probleminha"... nem todas as pessoas com limitações visuais contam com pessoas normovisuais que lhe "emprestem os olhos" para passar-lhes informações que só são possíveis de ser captadas pela visão! Frequentemente, há a falta de disponibilidade de amigos e parentes normovisuais para acompanhar indivíduos cegos e de baixa visão em tais atividades; dessa forma, os DVs ficam sem saber o que ocorrem em cenas de filmes e peças teatrais, ou de passeios que participam, caso eles queiram se envolver em atividades dessa natureza e resolvam ir sozinhos (ou na companhia de pessoas também com visão comprometida)... :-( Aí, diante disso, muitos deficientes visuais ficam sem acesso a tais atividades - e, com isso, com severas restrições ao acesso à cultura e informação!
Daí o grande movimento, por parte de pessoas e grupos ligados às questões relativas à deficiência visual, em tentar contornar esse problema, à medida que divulgam e tentam conscientizar os organizadores de eventos culturais e de lazer sobre a importância relevante de audiodescritores profissionais em diversos eventos culturais - tais como cinema, teatro, passeios turísticos com guia... senão, como os deficientes visuais vão ter acesso à tais eventos?

Sabe-se que, para uma pessoa portadora de necessidades especiais ter sua plena INCLUSÃO na sociedade, ela necessita de ter acesso a teatros, cinemas, viagens. Ela precisa de se manter bem-informada, para poder ter condições de participação social - e, assim, mostrar que são competentes para contribuir com a sociedade em que vive... isso sim, facilitará bastante o processo de inclusão social! Oras, se um deficiente visual fica à margem dos meios de comunicação visual e dos eventos de cultura e de lazer, e fica só "alienado", "preso em seu casulo", como é que ele vai conseguir integrar com os normovisuais? Como é que ele vai ter assunto interessante e construtivo para trocar ideias com as pessoas que enxergam? Dessa forma, é de extrema importância o papel da AUDIODESCRIÇÃO em diversas situações da vida cultural, a fim de que o cego ou o portador de baixa visão possa mostrar que também tem seu papel de "somar forças intelectuais" à sociedade!!!!

2 comentários:

  1. Olá Sopeiros, mas uma vez agradeço a divulgação do Movimento Livre. Ontem saiu mais um artigo sobre educação inclusiva no site. Dêem uma olhadinha por lá.

    Sobre a audiodescrição é importante mencionar dois nomes:
    Paulo Romeu Filho e Lívia Motta.
    O primeiro é responsável pelo blog da audiodescrição e a segunda é ,talvez, a audiodescritora mais conhecida no Brasil.

    Ambos lutam incansavelmente pela audiodescrição no Brail.

    Abraços

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  2. Olá,Ricardo! Os "Sopeiros" passaram lá no site Movimento Livre,rerrerré! Deixamos um comentário para a Regina Célia. Ficou ótimo o artigo "Ferramentas usadas na alfabetização do deficiente visual"!
    Grande abraço!

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