Imagem

Imagem
(Crédito da foto: www.santoscity.com.br)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Síndrome de Irlen e o ''excesso de informação'' da era digital... Será que faz mal???

Por: Débora Rossini

Oooopa! O texto de hoje traz questionamentos sobre a questão do estresse visual e sensorial vivenciados por quem tem Síndrome de Irlen, relacionado ao ''excesso de informação" - típico da era digital - que, se já pode sobrecarregar o cérebro e sistema nervoso de uma pessoa comum, se pode ter tais efeitos acentuados em quem tem Síndrome de Irlen!!! 

Para começo de conversa: deixo CLARO que eu não sou da área de Saúde nem de Educação. Mas, de tanto ler e pesquisar pela internet afora sobre Síndrome de Irlen - bem como acompanhar relatos de internautas durante mais de 4 anos na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" e nos vários grupos sobre Síndrome de Irlen que têm aí pelo Face afora - acabo por pensar sobre um monte de coisas... e convido vocês, leitores, sobretudo os que também são leigos, a refletirem sobre isso também, hehehe!!! Já publiquei um post sobre esse assunto lá na fanpage... e agora, é a vez de escrever sobre isso aqui também, haha! 

É o seguinte: Um dia desses, me deparei com uma reportagem, navegando pela internet, cujo título é o seguinte: ''EXCESSO DE INFORMAÇÃO PODE MUDAR A CONFIGURAÇÃO DO CÉREBRO??" (Ver link aqui.)  Detalhe: trata-se da configuração do cérebro de ''qualquer pessoa comum", e não apenas de um grupo que possua uma determinada sensibilidade neurológica.

Li calmamente a reportagem - que, convenhamos, é longa, mas traz um monte de coisas interessantes, e que vale a pena ''digerir" com calma. :-) E, no final, acabei chegando à seguinte conclusão:
EXCESSO DE INFORMAÇÃO - ESPECIALMENTE POR FICARMOS PLUGADOS QUASE O TEMPO TODO NA INTERNET - PODE, sim, INFLUENCIAR FORTEMENTE NA CONFIGURAÇÃO DO CÉREBRO.
Minha conclusão: se as pesquisas mostram que isso afeta as pessoas ''comuns"... imaginem então quem tem Síndrome de Irlen?? 

Pois é... a galera com S. de Irlen já tem um sistema sensorial sobrecarregado e a sensação de cansaço visual e mental amplificados ''anormalmente", pela própria condição clínica do distúrbio de neuro-visão. Com a questão da internet e o excesso de informação, então... nem se fala. Sobretudo se levarmos em conta que a leitura na tela do computador pode ser mais penosa para muita gente com Irlen (sobretudo as que não usam óculos de correção e/ou não dominam as tecnologias assistivas computacionais que facilitam a leitura na tela do computador ou tablet.)
Será que não é hora de os pacientes que tem S. de Irlen começarem a ''filtrar" mais as prioridades na hora de usar o computador ou internet? Será que, principalmente para quem possui esse distúrbio de neuro-visão e, que já trabalha e/ou estuda na frente do PC o dia inteiro, seria mais saudável procurar outras opções de lazer que não fossem ficar na frente do computador/tablet/smartphone nas horas vagas?
E, principalmente para as CRIANÇAS e ADOLESCENTES que estão em fase de formação dos olhos, cérebro e organismo em geral: Principalmente para aqueles que têm S. de Irlen, será que não seria mais saudável SE os pais estimulassem esses filhos a terem outras opções de lazer (rodas de conversa, fazer amizades REAIS DE CARNE E OSSO, esporte, leitura, tocar um instrumento, etc) em vez de ficar longas horas jogando videogame ou navegando na internet? Com isso, quem sabe os desconfortos causados pela S. de Irlen podem atenuar, e as notas na escola podem subir???
Gozado que, há dias atrás, justamente um professor meu (da área de Computação!!) bateu comigo um papo superbacana e gostoso, sugerindo alguns ''toques" e dicas relacionados à ''nada mole vida" de quem tem S. de Irlen num ambiente universitário - e as implicações do uso intenso de computador/internet mesmo nas horas vagas! E, depois, lendo sobre o assunto na internet, pude ver que ele tem razão!!! 
As questões de dificuldade de foco, de concentração, de ''excesso de informação" (mesmo que a pessoa não se dê conta disso), e que são NATURAIS de quem tem Síndrome de Irlen, podem ser acentuadas se a pessoa tem hábitos que contribuem para turbinar isso tudo... (E se, para o pessoal sem Irlen, o excesso de internet já pode dar dificuldade de concentração - MESMO QUANDO A PESSOA TÁ LONGE DO COMPUTADOR tentando se concentrar em um texto da escola ou faculdade, tentando memorizar um conteúdo) imagine pra quem tem S. de Irlen?? Pois é.)

Imaginem, por exemplo, para uma pessoa que faz um curso superior de Ciência da Computação, que exige intensa concentração para programar, para pegar técnicas de algoritmos, de demonstrar teoremas, de dedicar longas horas de estudo. Aí essa mesma pessoa, nas horas vagas, ADOOOORA ficar na internet, usar as redes sociais, escrever, interagir bastante online. Se não houver um estabelecimento de prioridades no uso de internet como hobby, o foco necessário lá na hora de sentar e estudar disciplinas com alto grau de raciocínio lógico e abstração pode ser prejudicado... ainda mais quando a pessoa, que tem Irlen, já tem uma tendência ''natural" a se sentir cansado mentalmente ao ler longos textos, se concentrar, e estabelecer o estilo de raciocínio exigido para uma compreensão adequada de uma dada disciplina. ;-)

AOS EDUCADORES: Fiquem de olho em seus alunos, sobretudo aqueles que possuem dificuldades de aprendizagem... Principalmente se os alunos tiverem Síndrome de Irlen, que é o foco deste texto. Quem sabe estas dicas poderão ajudá-los? Notem que a sugestão não é ''sair cortando a internet da galera" (longe disso, kkkk!), mas, sim, orientá-los a selecionarem e filtrarem o que realmente vale a pena, para poupar não só a visão, mas a ''cabeça" e a capacidade de concentração para os estudos. 
Ah! E, antes que me digam: "-É um problema generalizado, todos os estudantes jovens estão assim!", eu já respondo: "-Oras, se 'todo mundo' está assim, então quem tem S. de Irlen está com o dobro dessas características aí, já que são mais sensíveis neurologicamente que 'todo mundo', uê!

É isso aí, gente!!! 

GOSTOU DO TEXTO?? COMENTE ABAIXO!!! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário