Oooooopa!!! De volta ao computador, teclando textos para publicar no "Soooopa"!!!!! Rerrerré!
Lendo novamente o ótimo site "Movimento Livre", que traz temas relacionados à Deficiência Visual (ver link no canto direito da página), pudemos ver um texto muito legal, intitulado "A Audiodescrição como Motor de Inclusão Cultural". Tá curioso? Lá vai o link, ó:
http://www.movimentolivre.org/artigo.php?id=97
Nota 1o para o autor do post!!! :-) Afinal, deficiente visual (DV) também se interessa por cultura e gosta de lazer: sair, passear, ir ao cinema... Mas peraí! Se você não é deficiente visual, deve estar se perguntando: "uê, mas como essas pessoas sem visão acompanham os acontecimentos à sua volta e acompanham os filmes no cinema, sendo que frequentemente há informações que só podem ser captadas pela visão? Afinal, como essas pessoas, sem enxergar, vão saber qual é o cenário ao redor e as roupas que as pessoas vestem, em um passeio? Como vão saber o que tá passando na tela do cinema?"
Graças à AUDIODESCRIÇÃO, isso pode ser possível!
Bom, em parte dos casos, as pessoas com deficiência visual contam com a companhia de pessoas conhecidas, que vão com elas a esses lugares e lhe descrevem o que estão vendo. Porém, há um "probleminha"... nem todas as pessoas com limitações visuais contam com pessoas normovisuais que lhe "emprestem os olhos" para passar-lhes informações que só são possíveis de ser captadas pela visão! Frequentemente, há a falta de disponibilidade de amigos e parentes normovisuais para acompanhar indivíduos cegos e de baixa visão em tais atividades; dessa forma, os DVs ficam sem saber o que ocorrem em cenas de filmes e peças teatrais, ou de passeios que participam, caso eles queiram se envolver em atividades dessa natureza e resolvam ir sozinhos (ou na companhia de pessoas também com visão comprometida)... :-( Aí, diante disso, muitos deficientes visuais ficam sem acesso a tais atividades - e, com isso, com severas restrições ao acesso à cultura e informação!
Daí o grande movimento, por parte de pessoas e grupos ligados às questões relativas à deficiência visual, em tentar contornar esse problema, à medida que divulgam e tentam conscientizar os organizadores de eventos culturais e de lazer sobre a importância relevante de audiodescritores profissionais em diversos eventos culturais - tais como cinema, teatro, passeios turísticos com guia... senão, como os deficientes visuais vão ter acesso à tais eventos?
Sabe-se que, para uma pessoa portadora de necessidades especiais ter sua plena INCLUSÃO na sociedade, ela necessita de ter acesso a teatros, cinemas, viagens. Ela precisa de se manter bem-informada, para poder ter condições de participação social - e, assim, mostrar que são competentes para contribuir com a sociedade em que vive... isso sim, facilitará bastante o processo de inclusão social! Oras, se um deficiente visual fica à margem dos meios de comunicação visual e dos eventos de cultura e de lazer, e fica só "alienado", "preso em seu casulo", como é que ele vai conseguir integrar com os normovisuais? Como é que ele vai ter assunto interessante e construtivo para trocar ideias com as pessoas que enxergam? Dessa forma, é de extrema importância o papel da AUDIODESCRIÇÃO em diversas situações da vida cultural, a fim de que o cego ou o portador de baixa visão possa mostrar que também tem seu papel de "somar forças intelectuais" à sociedade!!!!
QUEM DISSE QUE ESTUDANTES COM NECESSIDADES ESPECIAIS NÃO PODEM, TAMBÉM, SE "DIVERTIR" COM AS CIÊNCIAS EXATAS??? :-) Se você procura ler algo sobre Deficiência Visual, Síndrome de Irlen, Deficiência Auditiva, Deficiência Locomotora e... enfim, quaisquer conteúdos sobre Inclusão & Acessibilidade, seu lugar é aqui!!!! "Chegue mais!"
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Outra preciosidade que achamos na internet!!!
Ooooooopa! Tá achando que a equipe do "Sopa" fica só dormindo? Rerrerré!!! Vamos contar para você o que andamos lendo por aí - e que queremos compartilhar com você!!! :-D
Conforme você pode ver, a cada dia que passa, a gente sempre acha algo legal sobre Inclusão - e, claro, te mostramos! :-) A preciosidade que encontramos hoje foi um blog chamado Inclusão e Educação - cujo link tá lá na listinha do canto direito desta página!
Um dos destaques do referido site foi uma postagem feita pela autora (Tatiane Ricci, pedagoga) no dia 24 de janeiro de 2011. O post fala sobre a Audioteca Sal e Luz - que é uma instituição sem fins lucrativos que produz e empresta livros em áudio para deficientes visuais. Vale a pena dar uma olhada! Aliás, o link para o site dessa instituição é
http://audioteca.org.br/noticias.htm
Leia e divulgue! :-)
Ah! E outro destaque que não podemos deixar de mencionar: a questão da Educação Especial como matéria obrigatória nos cursos superiores!!! Lá vai o link:
http://inclusaoguarulhos.blogspot.com/search/label/Educa%C3%A7%C3%A3o%20Especial
Ainda são pouquíssimas as licenciaturas que possuem disciplinas de Educação Especial em seus currículos. Isso deveria ser repensado (ou seja, estendido a TODAS as licenciaturas), porque, vejamos: a lei da Educação Inclusiva está aí, e exige-se que os professores, ao terem um aluno com necessidades educacionais especiais em sala de aula, "deem conta" da tarefa de garantir-lhe a aprendizagem adequada. Mas,para isso, é necessária a CAPACITAÇÃO adequada - a fim de que os educadores saibam lidar com tais questões, fazendo com que a lei seja, de fato, cumprida. Incluir um estudante cego, surdo ou com outras especificidades não significa simplesmente permitir que ele frequente as aulas - mas sim PROPORCIONAR CONDIÇÕES ao seu aprendizado! Claro que há professores bastante solícitos e dispostos a ajudar esses alunos, sem dúvida. Mas, com certeza, a capacitação dos profissionais irá ser de enorme auxílio, não é mesmo? ;-)
A autora também coloca uma série de artigos relacionados à questão da Inclusão e Educação Especial:
http://inclusaoguarulhos.blogspot.com/2009/05/artigos-relacionados-ao-tema-inclusao-e.html
Um deles é denominado "Ingresso, permanência e Competência: uma realidade possível para universitários portadores de necessidades educacionais especiais". O artigo, de Solange Leme Ferreira, pode ser acessado a partir do link
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382007000100004&lng=pt&nrm=iso
Ora, afinal, o "calouro" universitário, portador de necessidades especiais, necessita ter garantidas as condições de acessibilidade para seguir seu curso. Já falamos, em um outro post, sobre a história da universitária Fernanda, cadeirante, cuja história foi contada no blog do Jairo Marques (denominado "Assim Como Você") e comentada por nós do "Sopa". Mas o caso dela não afetava diretamente a questão de acesso ao material didático propriamente dito (pois sua deficiência era locomotora). Mas e a questão de um cego (que tem dificuldade de acesso a livros, apostilas, anotações diversas, etc)? E de um surdo, que tem barreiras quanto ao acesso às exposições orais dos conteúdos pelos professores? E os disléxicos, que, embora inteligentes, têm dificuldades na leitura e escrita? Se não houver um apoio adequado (recursos humanos,materiais e pedagógicos) para essas pessoas, elas acabarão por querer abandonar o curso! :-(
O blog "Inclusão e Educação" também traz assuntos relacionados à Linguagem de Sinais, Cegueira, Preconceito quanto à Deficiência e outros temas igualmente importantes.
Boa leitura! :-)
Conforme você pode ver, a cada dia que passa, a gente sempre acha algo legal sobre Inclusão - e, claro, te mostramos! :-) A preciosidade que encontramos hoje foi um blog chamado Inclusão e Educação - cujo link tá lá na listinha do canto direito desta página!
Um dos destaques do referido site foi uma postagem feita pela autora (Tatiane Ricci, pedagoga) no dia 24 de janeiro de 2011. O post fala sobre a Audioteca Sal e Luz - que é uma instituição sem fins lucrativos que produz e empresta livros em áudio para deficientes visuais. Vale a pena dar uma olhada! Aliás, o link para o site dessa instituição é
http://audioteca.org.br/noticias.htm
Leia e divulgue! :-)
Ah! E outro destaque que não podemos deixar de mencionar: a questão da Educação Especial como matéria obrigatória nos cursos superiores!!! Lá vai o link:
http://inclusaoguarulhos.blogspot.com/search/label/Educa%C3%A7%C3%A3o%20Especial
Ainda são pouquíssimas as licenciaturas que possuem disciplinas de Educação Especial em seus currículos. Isso deveria ser repensado (ou seja, estendido a TODAS as licenciaturas), porque, vejamos: a lei da Educação Inclusiva está aí, e exige-se que os professores, ao terem um aluno com necessidades educacionais especiais em sala de aula, "deem conta" da tarefa de garantir-lhe a aprendizagem adequada. Mas,para isso, é necessária a CAPACITAÇÃO adequada - a fim de que os educadores saibam lidar com tais questões, fazendo com que a lei seja, de fato, cumprida. Incluir um estudante cego, surdo ou com outras especificidades não significa simplesmente permitir que ele frequente as aulas - mas sim PROPORCIONAR CONDIÇÕES ao seu aprendizado! Claro que há professores bastante solícitos e dispostos a ajudar esses alunos, sem dúvida. Mas, com certeza, a capacitação dos profissionais irá ser de enorme auxílio, não é mesmo? ;-)
A autora também coloca uma série de artigos relacionados à questão da Inclusão e Educação Especial:
http://inclusaoguarulhos.blogspot.com/2009/05/artigos-relacionados-ao-tema-inclusao-e.html
Um deles é denominado "Ingresso, permanência e Competência: uma realidade possível para universitários portadores de necessidades educacionais especiais". O artigo, de Solange Leme Ferreira, pode ser acessado a partir do link
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382007000100004&lng=pt&nrm=iso
Ora, afinal, o "calouro" universitário, portador de necessidades especiais, necessita ter garantidas as condições de acessibilidade para seguir seu curso. Já falamos, em um outro post, sobre a história da universitária Fernanda, cadeirante, cuja história foi contada no blog do Jairo Marques (denominado "Assim Como Você") e comentada por nós do "Sopa". Mas o caso dela não afetava diretamente a questão de acesso ao material didático propriamente dito (pois sua deficiência era locomotora). Mas e a questão de um cego (que tem dificuldade de acesso a livros, apostilas, anotações diversas, etc)? E de um surdo, que tem barreiras quanto ao acesso às exposições orais dos conteúdos pelos professores? E os disléxicos, que, embora inteligentes, têm dificuldades na leitura e escrita? Se não houver um apoio adequado (recursos humanos,materiais e pedagógicos) para essas pessoas, elas acabarão por querer abandonar o curso! :-(
O blog "Inclusão e Educação" também traz assuntos relacionados à Linguagem de Sinais, Cegueira, Preconceito quanto à Deficiência e outros temas igualmente importantes.
Boa leitura! :-)
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Tecnologias Assistivas: o "Sopa" de PLANTÃO!!!
OOOOPAAAA!!! :-) Navegando na internet, descobrimos um site bastante legal para quem é deficiente visual e utiliza tecnologias assistivas! Aliás, o site é bacana para todo mundo: tanto pros DVs que usam recursos computacionais adaptados quanto pros normovisuais que trabalham com DVs (e, consequentemente, utilizam ou aprimoram tais tecnologias)!! O nome do site é Movimento Livre. Seu link é encontrado no canto direito desta página.
Ele fala sobre Informática Inclusiva, Educação Inclusiva, Cultura Inclusiva, Acessibilidade... tem uma série de informações, truques e dicas! :-)
Uma coisa legal que o site traz são dicas para os deficientes visuais se saírem bem na hora da digitação. Uê, tá achando que é só conseguir um teclado Braille e pronto? Nada de "mamata": na maioria das vezes, usam-se teclados comuns como os que todo mundo utilizam. Aí, o deficiente visual tem de saber digitar com todos os dedos, e ir acompanhando os sons do leitor de tela enquanto isso! Rerrerré! Quer saber mais? Lá vai o link, ó:
http://movimentolivre.org/artigo.php?id=53
e a continuação do texto está em
http://movimentolivre.org/artigo.php?id=95
Há vários artigos bem legais também sobre Educação Inclusiva. Um deles aborda o seguinte assunto: uma discussão que ocorre bastante entre as pessoas envolvidas com Informática e Educação Inclusivas, que é acerca do "Braille versus a tecnologia computacional assistiva". Isto porque, na atualidade, boa parte dos livros para deficientes visuais costumam ser digitais - para a pessoa ouvir o texto- em vez dos tradicionais livros em Braille. Existem, sim, bastantes livros em Braille hoje em dia; porém eles têm um custo de produção alto e ocupam muito volume. Aí, ocorrem discussões e mais discussões: a tecnologia computacional está "matando" o Braille aos poucos? Ou ela é um recurso tecnológico que tem como finalidade somar benefícios ao usuário de Braille? Você pode ver o texto (e outros, também)no link:
http://movimentolivre.org/educacao/index.php
Tem um material bem legal sobre os leitores de telas Jaws, Virtual Vision, Dosvox, Orca(para Linux)e NVDA:
http://movimentolivre.org/artigo.php?id=50
Boa leitura! :-)
Ele fala sobre Informática Inclusiva, Educação Inclusiva, Cultura Inclusiva, Acessibilidade... tem uma série de informações, truques e dicas! :-)
Uma coisa legal que o site traz são dicas para os deficientes visuais se saírem bem na hora da digitação. Uê, tá achando que é só conseguir um teclado Braille e pronto? Nada de "mamata": na maioria das vezes, usam-se teclados comuns como os que todo mundo utilizam. Aí, o deficiente visual tem de saber digitar com todos os dedos, e ir acompanhando os sons do leitor de tela enquanto isso! Rerrerré! Quer saber mais? Lá vai o link, ó:
http://movimentolivre.org/artigo.php?id=53
e a continuação do texto está em
http://movimentolivre.org/artigo.php?id=95
Há vários artigos bem legais também sobre Educação Inclusiva. Um deles aborda o seguinte assunto: uma discussão que ocorre bastante entre as pessoas envolvidas com Informática e Educação Inclusivas, que é acerca do "Braille versus a tecnologia computacional assistiva". Isto porque, na atualidade, boa parte dos livros para deficientes visuais costumam ser digitais - para a pessoa ouvir o texto- em vez dos tradicionais livros em Braille. Existem, sim, bastantes livros em Braille hoje em dia; porém eles têm um custo de produção alto e ocupam muito volume. Aí, ocorrem discussões e mais discussões: a tecnologia computacional está "matando" o Braille aos poucos? Ou ela é um recurso tecnológico que tem como finalidade somar benefícios ao usuário de Braille? Você pode ver o texto (e outros, também)no link:
http://movimentolivre.org/educacao/index.php
Tem um material bem legal sobre os leitores de telas Jaws, Virtual Vision, Dosvox, Orca(para Linux)e NVDA:
http://movimentolivre.org/artigo.php?id=50
Boa leitura! :-)
Conserve o que você tem!!! E já!!!
Por: Débora Rossini
Se você que está lendo esta postagem for deficiente visual (DV), atenção: este texto foi escrito para você mesmo!!! Você - e muitos outras pessoas cegas e de baixa visão- fazem parte do público-alvo deste post!!! (Mas se você é normovisual, esteja à vontade para ler também, hehehe!!! )
Trazemos, para você que é DV, dicas para aproveitar ao máximo todos os recursos sensoriais que você possui! Elas foram elaboradas por uma pessoa que, temporariamente, foi portadora de deficiência visual. Embora tal pessoa fosse leiga na área de saúde, ela correu incessantemente atrás de informações que pudessem ajudá-la a conviver melhor com a deficiência visual - e, assim, evitar correr o risco de, a longo prazo, tornar-se deficiente sensorial dupla ou múltipla devido a pequenos deslizes no dia a dia (ou devido a pura falta de esclarecimento adequado.) Ela vivia dizendo a seus amigos: "Já não basta ter UMA deficiência para dar tanto impacto na vida pessoal, profissional e acadêmica...? Duas ou mais, certamente, vão dar uma 'mão-de-obra' um pouco maior...!"
Então, "voilà" às dicas!
Bom, vamos admitir que você é um deficiente visual que não possui outra deficiência sensorial concomitante - tal como auditiva, por exemplo. Tendo todos os outros sentidos intactos (excetuando, obviamente, a visão), siga os toques que se seguem!
SAÚDE VISUAL - VISÃO RESIDUALSe você possui baixa visão, procure informar-se com o seu médico sobre os detalhes a respeito de sua(s) patologia(s) ocular(es). O que o médico lhe diz, quanto ao uso de sua visão residual? Sabe-se que há doenças oculares nas quais, quanto mais se usa a visão residual, mais se retarda a perda total desta (por estimulação contínua); mas, por outro lado, há outras em que quanto mais a visão residual é utilizada, mais DETERIORA-SE a visão (por forçar-se um órgão que já se encontra debilitado em suas funções). Então, converse com o seu médico oftalmologista e informe-se direitinho! :-)
Descrição da foto: exame de vista. Crédito da imagem: servidorpublico.net
Caso seja mais indicado POUPAR a visão residual para preservá-la, NÃO PENSE DUAS VEZES! Nada de ficar forçando a vista desnecessariamente. Um tiquinho de visão residual que você tiver, por menor que seja, faz toda a diferença em determinadas situações!!!! Assim, use o que seus ouvidos, tato , olfato e paladar têm a lhe oferecer!!! Observação: se você é deficiente visual completo, não fique aí achando que ouviu este parágrafo à toa: conte o que você aprendeu, para algum portador de visão subnormal que você conheça! Hehehehe! Vai dar uma ajuda e tanto!
SAÚDE AUDITIVA
Preserve a sua audição ao máximo. Ela, por motivos fáceis de entender, tem de fazer o papel de ouvido e de olho ao mesmo tempo, não é mesmo? Afinal, para compensar o déficit de visão, você precisa da audição mais do que os normovisuais, uê! Então, com atitudes simples, você poderá evitar sair perdendo sua audição "por bobeira"! Evite lugares muito barulhentos, e evite colocar aparelhos eletrônicos de som em volume alto - ainda mais se for com fones de ouvido! A exposição a altos níveis de ruído, acima de 85 decibeis, pode levar a perdas - muitas vezes irreparáveis- da audição.
Descriçaõ da foto: menina incomodada com ruídos altos. Crédito: revistacrescer.globo.com
Fones de ouvido, se mal utilizados, prejudicam a saúde auditiva! O uso contínuo destes dispositivos, por muitas horas seguidas, não é recomendado pelos especialistas em saúde. É que eles ficam praticamente "dentro" do ouvido, com a fonte sonora muito próxima ao tímpano. Por isso, a longo prazo, corre-se o risco de prejudicar a audição. Se colocar o som alto com o fone de ouvido, aí vai detonar mais ainda a sua capacidade de ouvir!!! CUIDADO! Então, sempre que possível, faça o máximo para restringir o uso deste equipamento, preferindo as caixas de som externas, próprias do aparelho eletrônico de som. Ah, e em volume sonoro baixo, viu???
Descrição da imagem: rapaz usando fones de ouvido. Crédito: fotosearch.com.br
Se, para um normovisual, esses cuidados são fundamentais para a manutenção da tão importante saúde auditiva, imagine então a importância elevada da audição para um deficiente visual! Tal preciosidade não pode, de forma alguma, ser jogada fora, hehehe! Então, fique atento!
Quando você estiver em um local muito barulhento, do qual não dá pra sair (como, por exemplo, um evento social com música muito alta, ou uma área barulhenta onde você more, estude ou trabalhe), que tal experimentar protetores auriculares? São discretos, baratos e facilmente encontrados em drogarias, farmácias e lojas de "produtos para saúde". São costumeiramente usados por pessoas normovisuais que trabalham em locais de alto nível de ruído (como industriais, motoristas de ônibus, etc) ou até mesmo estudantes que necessitam concentrar-se em suas tarefas escolares/ acadêmicas e não dispõem de um lugar tranquilo e silencioso para estudar. Já ouviu histórias de jovens normovisuais que precisavam fazer os trabalhos da escola ou faculdade, ou preparar-se para vestibulares e concursos e que, cansados do som alto dos vizinhos ou da barulheira na própria casa (por incompreensão dos familiares ou colegas de república) , compraram um abafador auricular para contornar o problema?
Descrição da imagem: protetores auriculares. Crédito: turso.terra.com.br
Pois é! Esse dispositivo, além de ajudá-lo a se concentrar melhor, vai proteger seus ouvidos e dar-lhe até um maior sossego - já que na maioria absoluta das vezes os DVs são mais sensíveis a estímulos sonoros que as pessoas de visão normal (e,portanto, irritam-se mais facilmente com ruídos indesejados). Mas atenção: ao comprar seu protetor auricular, prefira os de espuma, que são mais confortáveis e parecem ser os mais eficientes. (Se vier com uma cordinha amarrando os protetores, melhor ainda, para não perdê-los, hehehe!) E mais: fique atento às instruções de uso e manuseio corretos. Caso contrário, além de o objeto não desempenhar seu papel corretamente, podem ocorrer problemas de saúde nos ouvidos devido à má higienização (por acúmulo de bactérias) ou incômodos como acúmulo de cera no ouvido por posicionamento incorreto (tal como aquela velha história do uso incorreto dos cotonetes de limpeza, que todo mundo conhece muito bem!) Ah! E troque o par de protetores auriculares sempre que sentir que eles estão velhos (ou seja: "molengos", com dificuldade de parar no lugar correto...). Senão, eles não cumprirão o papel deles! É igual a escova de dentes: se ficou velha, ela não limpa direito... então, troque! ;-)
Outra dica: ao usar um medicamento, fique atento se ele não possui em sua fórmula componentes que são ototóxicos - ou seja, que podem causar, como sequela de seu uso, a surdez! Converse com o seu médico; ele saberá informar melhor e detalhadamente isso a você.
SAÚDE OLFATIVA E GUSTATIVA
Você que, mais do que os normovisuais, sabe o quanto que o olfato e o paladar são importantes para compensar o déficit visual, não é mesmo? Então, lá vão mais umas dicas:
-Se você fuma, largue JÁ o cigarro! Pesquisas mostram que o hábito de fumar reduz a capacidade da pessoa no referente à percepção de cheiros e sabores. (Duvida?! Dê uma "googlada" aí e confira!) Largando o hábito de fumar, você sentirá o aumento da sua percepção olfativa e gustativa. Ora, se você tem tanta opção de coisas nutritivas, saudáveis, com cheirinho gostoso, sabor delicioso, diet e light para pôr na boca (leia-se: comida saudável), para que você vai ficar colocando cigarro malcheiroso e cancerígeno na boca??? Além de o cigarro causar um déficit olfativo e gustativo (de déficit, já basta o visual, que traz as barreiras que todo DV conhece!), dá também aquele tantão de malefícios à saúde, que são amplamente divulgados pela mídia. Caso ainda assim você seja fã do cigarro, alegando que " ele ajuda a relaxar" (ainda mais que DV tem o dobro de dificuldades cotidianas em comparação com as pessoas sem necessidades especiais - e usa isso como válvula de escape), seguem algumas dicas de atividades que relaxam e dão prazer sem arruinar sua saúde: vá conversar com um amigo, tocar algum instrumento musical, fazer um lanche nutritivo que não prejudique sua boa forma, navegar na internet... e aproveite para ler o "Sopa de Números na Educação Inclusiva", rarrarrá!!!! :-) Temos certeza de que você vai desistir do tabagismo rapidinho, hehehehe!
Descrição da imagem: placa indicativa de que é proibido fumar. Crédito: tobeingoodhealthy.blogspot.com
-Outra coisa: se você contrai gripes e resfriados com frequência - ou possui problemas respiratórios crônicos que causem obstrução nasal, tais como rinite alérgica e outros- , certamente nota uma diminuição na sua capacidade olfativa, não é? Então, não perca tempo: tente descobrir quais os fatores que desencadeiam esses eventos. Marque com o seu médico otorrinolaringologista uma consulta e veja com ele o que pode ser feito para minimizar o seu problema. Será que a sua alimentação está balanceada o suficiente, ou faltam alguns nutrientes - e, assim, seu sistema imunológico estria um pouco baixo? Será que determinadas práticas esportivas podem melhorar sua qualidade respiratória e diminuir a ocorrência de tais problemas? Será que você precisa de medicação indicada para o seu caso? Seu médico certamente irá ajudá-lo nessa tarefa.
Observação: Se você que está lendo este post é deficiente visual, mas possui outra deficiência sensorial concomitante, basta adequar as habilidades que você possui com seus sentidos intactos remanescentes, combinando seu funcionamento de acordo com as limitações dos órgãos dos sentidos que possuem funcionamento comprometido. Ou seja, se você por exemplo é deficiente visual e auditivo, faça o máximo para evitar perder mais ainda as percentagens residuais de visão e audição (caso as tenha) e preserve ao máximo as percentagens totais dos demais sentidos. Assim, inspire-se nas dicas dadas ao longo deste texto, e adeque-as à seu perfil de percepção sensorial. Assim, evitará contrair novos problemas de saúde que irão somar mais limitações às que você já possui. Então, cuide-se! ;-)
Agora é sua vez, leitor do "Sopa", que seja DV ou não: considerando-se que as dicas acima foram elaboradas, testadas e aprovadas por uma pessoa então deficiente visual, o que achou? Gostou? Comente em nosso blog! Aliás, sugestões adicionais -que poderão turbinar tudo isso dito acima- são muito bem-vindas!!!! :-)
*Colaborou na revisão de texto deste post: Raquel Rossini, graduanda em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Se você que está lendo esta postagem for deficiente visual (DV), atenção: este texto foi escrito para você mesmo!!! Você - e muitos outras pessoas cegas e de baixa visão- fazem parte do público-alvo deste post!!! (Mas se você é normovisual, esteja à vontade para ler também, hehehe!!! )
Trazemos, para você que é DV, dicas para aproveitar ao máximo todos os recursos sensoriais que você possui! Elas foram elaboradas por uma pessoa que, temporariamente, foi portadora de deficiência visual. Embora tal pessoa fosse leiga na área de saúde, ela correu incessantemente atrás de informações que pudessem ajudá-la a conviver melhor com a deficiência visual - e, assim, evitar correr o risco de, a longo prazo, tornar-se deficiente sensorial dupla ou múltipla devido a pequenos deslizes no dia a dia (ou devido a pura falta de esclarecimento adequado.) Ela vivia dizendo a seus amigos: "Já não basta ter UMA deficiência para dar tanto impacto na vida pessoal, profissional e acadêmica...? Duas ou mais, certamente, vão dar uma 'mão-de-obra' um pouco maior...!"
Então, "voilà" às dicas!
Bom, vamos admitir que você é um deficiente visual que não possui outra deficiência sensorial concomitante - tal como auditiva, por exemplo. Tendo todos os outros sentidos intactos (excetuando, obviamente, a visão), siga os toques que se seguem!
SAÚDE VISUAL - VISÃO RESIDUALSe você possui baixa visão, procure informar-se com o seu médico sobre os detalhes a respeito de sua(s) patologia(s) ocular(es). O que o médico lhe diz, quanto ao uso de sua visão residual? Sabe-se que há doenças oculares nas quais, quanto mais se usa a visão residual, mais se retarda a perda total desta (por estimulação contínua); mas, por outro lado, há outras em que quanto mais a visão residual é utilizada, mais DETERIORA-SE a visão (por forçar-se um órgão que já se encontra debilitado em suas funções). Então, converse com o seu médico oftalmologista e informe-se direitinho! :-)
Descrição da foto: exame de vista. Crédito da imagem: servidorpublico.net Caso seja mais indicado POUPAR a visão residual para preservá-la, NÃO PENSE DUAS VEZES! Nada de ficar forçando a vista desnecessariamente. Um tiquinho de visão residual que você tiver, por menor que seja, faz toda a diferença em determinadas situações!!!! Assim, use o que seus ouvidos, tato , olfato e paladar têm a lhe oferecer!!! Observação: se você é deficiente visual completo, não fique aí achando que ouviu este parágrafo à toa: conte o que você aprendeu, para algum portador de visão subnormal que você conheça! Hehehehe! Vai dar uma ajuda e tanto!
SAÚDE AUDITIVA
Preserve a sua audição ao máximo. Ela, por motivos fáceis de entender, tem de fazer o papel de ouvido e de olho ao mesmo tempo, não é mesmo? Afinal, para compensar o déficit de visão, você precisa da audição mais do que os normovisuais, uê! Então, com atitudes simples, você poderá evitar sair perdendo sua audição "por bobeira"! Evite lugares muito barulhentos, e evite colocar aparelhos eletrônicos de som em volume alto - ainda mais se for com fones de ouvido! A exposição a altos níveis de ruído, acima de 85 decibeis, pode levar a perdas - muitas vezes irreparáveis- da audição.
Descriçaõ da foto: menina incomodada com ruídos altos. Crédito: revistacrescer.globo.comFones de ouvido, se mal utilizados, prejudicam a saúde auditiva! O uso contínuo destes dispositivos, por muitas horas seguidas, não é recomendado pelos especialistas em saúde. É que eles ficam praticamente "dentro" do ouvido, com a fonte sonora muito próxima ao tímpano. Por isso, a longo prazo, corre-se o risco de prejudicar a audição. Se colocar o som alto com o fone de ouvido, aí vai detonar mais ainda a sua capacidade de ouvir!!! CUIDADO! Então, sempre que possível, faça o máximo para restringir o uso deste equipamento, preferindo as caixas de som externas, próprias do aparelho eletrônico de som. Ah, e em volume sonoro baixo, viu???
Descrição da imagem: rapaz usando fones de ouvido. Crédito: fotosearch.com.brSe, para um normovisual, esses cuidados são fundamentais para a manutenção da tão importante saúde auditiva, imagine então a importância elevada da audição para um deficiente visual! Tal preciosidade não pode, de forma alguma, ser jogada fora, hehehe! Então, fique atento!
Quando você estiver em um local muito barulhento, do qual não dá pra sair (como, por exemplo, um evento social com música muito alta, ou uma área barulhenta onde você more, estude ou trabalhe), que tal experimentar protetores auriculares? São discretos, baratos e facilmente encontrados em drogarias, farmácias e lojas de "produtos para saúde". São costumeiramente usados por pessoas normovisuais que trabalham em locais de alto nível de ruído (como industriais, motoristas de ônibus, etc) ou até mesmo estudantes que necessitam concentrar-se em suas tarefas escolares/ acadêmicas e não dispõem de um lugar tranquilo e silencioso para estudar. Já ouviu histórias de jovens normovisuais que precisavam fazer os trabalhos da escola ou faculdade, ou preparar-se para vestibulares e concursos e que, cansados do som alto dos vizinhos ou da barulheira na própria casa (por incompreensão dos familiares ou colegas de república) , compraram um abafador auricular para contornar o problema?
Descrição da imagem: protetores auriculares. Crédito: turso.terra.com.brPois é! Esse dispositivo, além de ajudá-lo a se concentrar melhor, vai proteger seus ouvidos e dar-lhe até um maior sossego - já que na maioria absoluta das vezes os DVs são mais sensíveis a estímulos sonoros que as pessoas de visão normal (e,portanto, irritam-se mais facilmente com ruídos indesejados). Mas atenção: ao comprar seu protetor auricular, prefira os de espuma, que são mais confortáveis e parecem ser os mais eficientes. (Se vier com uma cordinha amarrando os protetores, melhor ainda, para não perdê-los, hehehe!) E mais: fique atento às instruções de uso e manuseio corretos. Caso contrário, além de o objeto não desempenhar seu papel corretamente, podem ocorrer problemas de saúde nos ouvidos devido à má higienização (por acúmulo de bactérias) ou incômodos como acúmulo de cera no ouvido por posicionamento incorreto (tal como aquela velha história do uso incorreto dos cotonetes de limpeza, que todo mundo conhece muito bem!) Ah! E troque o par de protetores auriculares sempre que sentir que eles estão velhos (ou seja: "molengos", com dificuldade de parar no lugar correto...). Senão, eles não cumprirão o papel deles! É igual a escova de dentes: se ficou velha, ela não limpa direito... então, troque! ;-)
Outra dica: ao usar um medicamento, fique atento se ele não possui em sua fórmula componentes que são ototóxicos - ou seja, que podem causar, como sequela de seu uso, a surdez! Converse com o seu médico; ele saberá informar melhor e detalhadamente isso a você.
SAÚDE OLFATIVA E GUSTATIVA
Você que, mais do que os normovisuais, sabe o quanto que o olfato e o paladar são importantes para compensar o déficit visual, não é mesmo? Então, lá vão mais umas dicas:
-Se você fuma, largue JÁ o cigarro! Pesquisas mostram que o hábito de fumar reduz a capacidade da pessoa no referente à percepção de cheiros e sabores. (Duvida?! Dê uma "googlada" aí e confira!) Largando o hábito de fumar, você sentirá o aumento da sua percepção olfativa e gustativa. Ora, se você tem tanta opção de coisas nutritivas, saudáveis, com cheirinho gostoso, sabor delicioso, diet e light para pôr na boca (leia-se: comida saudável), para que você vai ficar colocando cigarro malcheiroso e cancerígeno na boca??? Além de o cigarro causar um déficit olfativo e gustativo (de déficit, já basta o visual, que traz as barreiras que todo DV conhece!), dá também aquele tantão de malefícios à saúde, que são amplamente divulgados pela mídia. Caso ainda assim você seja fã do cigarro, alegando que " ele ajuda a relaxar" (ainda mais que DV tem o dobro de dificuldades cotidianas em comparação com as pessoas sem necessidades especiais - e usa isso como válvula de escape), seguem algumas dicas de atividades que relaxam e dão prazer sem arruinar sua saúde: vá conversar com um amigo, tocar algum instrumento musical, fazer um lanche nutritivo que não prejudique sua boa forma, navegar na internet... e aproveite para ler o "Sopa de Números na Educação Inclusiva", rarrarrá!!!! :-) Temos certeza de que você vai desistir do tabagismo rapidinho, hehehehe!
Descrição da imagem: placa indicativa de que é proibido fumar. Crédito: tobeingoodhealthy.blogspot.com-Outra coisa: se você contrai gripes e resfriados com frequência - ou possui problemas respiratórios crônicos que causem obstrução nasal, tais como rinite alérgica e outros- , certamente nota uma diminuição na sua capacidade olfativa, não é? Então, não perca tempo: tente descobrir quais os fatores que desencadeiam esses eventos. Marque com o seu médico otorrinolaringologista uma consulta e veja com ele o que pode ser feito para minimizar o seu problema. Será que a sua alimentação está balanceada o suficiente, ou faltam alguns nutrientes - e, assim, seu sistema imunológico estria um pouco baixo? Será que determinadas práticas esportivas podem melhorar sua qualidade respiratória e diminuir a ocorrência de tais problemas? Será que você precisa de medicação indicada para o seu caso? Seu médico certamente irá ajudá-lo nessa tarefa.
Observação: Se você que está lendo este post é deficiente visual, mas possui outra deficiência sensorial concomitante, basta adequar as habilidades que você possui com seus sentidos intactos remanescentes, combinando seu funcionamento de acordo com as limitações dos órgãos dos sentidos que possuem funcionamento comprometido. Ou seja, se você por exemplo é deficiente visual e auditivo, faça o máximo para evitar perder mais ainda as percentagens residuais de visão e audição (caso as tenha) e preserve ao máximo as percentagens totais dos demais sentidos. Assim, inspire-se nas dicas dadas ao longo deste texto, e adeque-as à seu perfil de percepção sensorial. Assim, evitará contrair novos problemas de saúde que irão somar mais limitações às que você já possui. Então, cuide-se! ;-)
Agora é sua vez, leitor do "Sopa", que seja DV ou não: considerando-se que as dicas acima foram elaboradas, testadas e aprovadas por uma pessoa então deficiente visual, o que achou? Gostou? Comente em nosso blog! Aliás, sugestões adicionais -que poderão turbinar tudo isso dito acima- são muito bem-vindas!!!! :-)
*Colaborou na revisão de texto deste post: Raquel Rossini, graduanda em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Inclusão na Universidade: Um exemplo de que superação é possível!!!
Ooooopa!!! Nós daqui do "Sopa" , antenados a tudo relativo à Educação Inclusiva e Tecnologias Assistivas, fazemos o possível para não deixar nada "passar em branco"!!! Hehehehe!!! :-) Desta vez, gostaríamos de fazer um comentário bem legal sobre uma postagem do blog do Jairo (sobre o qual falamos, em post anterior). É sobre uma postagem datada do dia 14/01/2011, denominada "A Melhor Fase da Minha Vida" , e que conta a história de uma jovem universitária, estudante de Direito, chamada Fernanda. A história da jovem, contada por ela própria e publicada no blog do Jairo, mostra como ela fez para superar o fato de ser cadeirante e contornar os obstáculos do dia-a-dia - principalmente na vida universitária.Ficou curioso para ler? Lá vai o link,ó: http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/
Para fazer faculdade, ela teve de fazer como muitos estudantes fazem: mudar de cidade para estudar, adaptar a uma vida nova, a novos colegas... Obviamente, a questão de acessibilidade a materiais didáticos e de acompanhar as aulas em sala não a afetava diretamente (pois suas limitações eram do aparelho locomotor); mas por outro lado, ela tinha de contornar obstáculos tais como acesso a diversas dependências da universidade, uso de instalações diversas, etc. Isso sem contar a questão de encarar o que é "ser diferente" num grupo de pessoas de convivência diária (segundo o que ela conta, no início as pessoas a olhavam com "risinhos sem graça"). Mas, pelo que se pode ver, ela conseguiu se integrar bem, com as pessoas do ambiente acadêmico, e estas se mostravam dispostas a auxiliá-la no que fosse preciso. A história de Fernanda vem com fotografias e tudo! (Dá pra ver que ela tem um tantão de amigos, na turma dela!) Mas se você que está lendo este post for deficiente visual, não fique chateado: a ausência de visualização das fotos não compromete a compreensão do texto, pois o conteúdo delas acaba sendo contado ao longo do texto. Aliás, ele é escrito numa linguagem bem agradável e que estabelece proximidade com o leitor!
O mais legal de tudo não foi só a superação da jovem, mas sim a sua disposição em contar a sua história de forma detalhada para ser publicada no Blog do Jairo! Isto porque, mesmo com a lei que assegura os direitos de inclusão dos portadores de necessidades especiais nas instituições de ensino, nem sempre tais instituições encontram-se "prontas" para receber um aluno nessas condições , garantindo-lhe acessibilidade nas diversas necessidades especiais. E aí, já viu.. se o estudante não correr atrás de seus direitos, se ele não lutar... aí ele acaba ficando sem o que, por lei, JÁ DEVERIA TER SIDO PROVIDENCIADO HÁ MUITO TEMPO! :-O E, diante desse quadro, vemos que muitos estudantes com necessidades especiais "vão à luta" - porém há sempre aqueles que por timidez, vergonha de se expor, motivos familiares (ou algo semelhante) deixam de batalhar por seus direitos e acabam perdendo a chance de estudar e pôr em prática seus talentos, habilidades e realizar seus sonhos como qualquer pessoa não deficiente!!!! :-( Logo, está aí o nosso parabéns pela jovem Fernanda em contar sua história - não só pelo exemplo de vida,mas também porque, à medida que ela compartilha seu depoimento com os internautas, certamente vai motivar e animar muitos portadores de necessidades especiais diversas a "mostrar a cara" e acreditarem que estudar, fazer faculdade, ter uma profissão, ter amigos... enfim, ter uma rotina "normal", é possível!!!! :-D
E parabenizamos também o jornalista Jairo, autor do blog "Assim como Você", que teve a iniciativa de publicar o depoimento da estudante em sua página. Valeu, Jairo e Fernanda!!!! :-D
Para fazer faculdade, ela teve de fazer como muitos estudantes fazem: mudar de cidade para estudar, adaptar a uma vida nova, a novos colegas... Obviamente, a questão de acessibilidade a materiais didáticos e de acompanhar as aulas em sala não a afetava diretamente (pois suas limitações eram do aparelho locomotor); mas por outro lado, ela tinha de contornar obstáculos tais como acesso a diversas dependências da universidade, uso de instalações diversas, etc. Isso sem contar a questão de encarar o que é "ser diferente" num grupo de pessoas de convivência diária (segundo o que ela conta, no início as pessoas a olhavam com "risinhos sem graça"). Mas, pelo que se pode ver, ela conseguiu se integrar bem, com as pessoas do ambiente acadêmico, e estas se mostravam dispostas a auxiliá-la no que fosse preciso. A história de Fernanda vem com fotografias e tudo! (Dá pra ver que ela tem um tantão de amigos, na turma dela!) Mas se você que está lendo este post for deficiente visual, não fique chateado: a ausência de visualização das fotos não compromete a compreensão do texto, pois o conteúdo delas acaba sendo contado ao longo do texto. Aliás, ele é escrito numa linguagem bem agradável e que estabelece proximidade com o leitor!
O mais legal de tudo não foi só a superação da jovem, mas sim a sua disposição em contar a sua história de forma detalhada para ser publicada no Blog do Jairo! Isto porque, mesmo com a lei que assegura os direitos de inclusão dos portadores de necessidades especiais nas instituições de ensino, nem sempre tais instituições encontram-se "prontas" para receber um aluno nessas condições , garantindo-lhe acessibilidade nas diversas necessidades especiais. E aí, já viu.. se o estudante não correr atrás de seus direitos, se ele não lutar... aí ele acaba ficando sem o que, por lei, JÁ DEVERIA TER SIDO PROVIDENCIADO HÁ MUITO TEMPO! :-O E, diante desse quadro, vemos que muitos estudantes com necessidades especiais "vão à luta" - porém há sempre aqueles que por timidez, vergonha de se expor, motivos familiares (ou algo semelhante) deixam de batalhar por seus direitos e acabam perdendo a chance de estudar e pôr em prática seus talentos, habilidades e realizar seus sonhos como qualquer pessoa não deficiente!!!! :-( Logo, está aí o nosso parabéns pela jovem Fernanda em contar sua história - não só pelo exemplo de vida,mas também porque, à medida que ela compartilha seu depoimento com os internautas, certamente vai motivar e animar muitos portadores de necessidades especiais diversas a "mostrar a cara" e acreditarem que estudar, fazer faculdade, ter uma profissão, ter amigos... enfim, ter uma rotina "normal", é possível!!!! :-D
E parabenizamos também o jornalista Jairo, autor do blog "Assim como Você", que teve a iniciativa de publicar o depoimento da estudante em sua página. Valeu, Jairo e Fernanda!!!! :-D
Outro blog legal na nossa lista de Blogs Interessantes!
"Assim Como Você" é o nome do blog de Jairo Marques. Em sua escrita informal e cheia de humor, ele - que é cadeirante- conta sobre o dia-a-dia de uma pessoa com deficiência física, suas dificuldades, suas reflexões acerca da maneira como os não-portadores de deficiência tratam quem possui alguma necessidade especial... vale a pena ler!
O Jairo Marques é jornalista e trabalha no jornal Folha de São Paulo, desde 1999.
O link para o blog do Jairo está no canto direito desta página, na lista de blogs e sites interessantes! Boa leitura!
O Jairo Marques é jornalista e trabalha no jornal Folha de São Paulo, desde 1999.
O link para o blog do Jairo está no canto direito desta página, na lista de blogs e sites interessantes! Boa leitura!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Tecnologias assistivas na Educação
Visitando o site da pedagoga Célia, "Deficiência e Inclusão Social" (o qual consta na lista de blogs e sites no canto direito da nossa página), encontramos um texto muito interessante, didático e explicativo sobre tecnologias assistivas na educação. O mais legal é que ele aborda tecnologias assistivas e estratégias educacionais para implementar tais recursos com alunos portadores de necessidades especiais! Além disso, a autora dá dicas de como usar tecnologias assistivas e estratégias educacionais para diversos tipos de situações - não só deficiência visual (que é a que é mais abordada com mais frequência aqui no "Sopa"), mas também a outras (como auditiva, motora, etc). Bastante completo e explicativo - principalmente para quem domina pouco o assunto- , vale a pena ler!
Ficou curioso? Lá vai o link:
http://deficienciavisualsp.blogspot.com/search/label/Recursos%20para%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20Inclusiva
"Enjoy"!!! :-)
Ficou curioso? Lá vai o link:
http://deficienciavisualsp.blogspot.com/search/label/Recursos%20para%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20Inclusiva
"Enjoy"!!! :-)
Sugestões de leitura
Oooooopaaa! Cá estamos nós, navegando na internet como sempre e compartilhando com você, leitor do "Sopa", as coisas interessantes que lemos por aí! :-)
Vale a pena dar uma olhada neste artigo, sobre Educação Inclusiva - e seus desafios:
http://www.observatoriodaeducacao.org.br/index.php?view=article&id=748%3Ainclusao-desafia-a-educacao-especial&option=com_content&Itemid=37
Tem também esse ótimo artigo aqui, "Inclusão, Sociedade e Outros Abusos Conceituais":
http://www.observatoriodaeducacao.org.br/index.php?view=article&id=821%3Ainclusao-sociedade-e-outros-abusos-conceituais&option=com_content&Itemid=37
Boa leitura!
Vale a pena dar uma olhada neste artigo, sobre Educação Inclusiva - e seus desafios:
http://www.observatoriodaeducacao.org.br/index.php?view=article&id=748%3Ainclusao-desafia-a-educacao-especial&option=com_content&Itemid=37
Tem também esse ótimo artigo aqui, "Inclusão, Sociedade e Outros Abusos Conceituais":
http://www.observatoriodaeducacao.org.br/index.php?view=article&id=821%3Ainclusao-sociedade-e-outros-abusos-conceituais&option=com_content&Itemid=37
Boa leitura!
De volta à área!!!
Ooooopaaaa!!! Após algumas semanas de descanso, voltamos à ativa no blog! Uê, afinal, os matemáticos que vos escrevem - assim como você, certamente!- também aproveitaram para "reabastecer as energias": curtir bastante o Natal, o Ano-Novo, algumas semanas fazendo atividades de lazer bem diferentes de mexer no computador... hehehe!
Bom, mas valeu a espera que você, leitor assíduo do "Sopa", encarou, caso tenha passado suas férias na frente do computador, hihihi! Voltamos no batente na blogosfera... e, então, suas doses regulares de novidades do "Sopa" estão garantidas! Basta ir acompanhando nossa página, e ir conferindo os nossos próximos posts! :-)
Bom, mas valeu a espera que você, leitor assíduo do "Sopa", encarou, caso tenha passado suas férias na frente do computador, hihihi! Voltamos no batente na blogosfera... e, então, suas doses regulares de novidades do "Sopa" estão garantidas! Basta ir acompanhando nossa página, e ir conferindo os nossos próximos posts! :-)
domingo, 19 de dezembro de 2010
Braille Virtual: um software bastante útil para quem enxerga, mas trabalha com deficientes visuais!
Uma das grandes barreiras entre a comunicação escrita de deficientes visuais (DVs) e de pessoas normovisuais é o fato de as letras do alfabeto Braille apresentarem diferenças de formato, se comparadas às letras do alfabeto convencional para normovisuais. Dessa forma, muitas vezes, quando um professor possui um aluno com deficiência visual, torna-se difícil a avaliação de atividades escritas feitas por esse aluno - já que o professor, na esmagadora maioria das vezes, não compreende o que o estudante em questão escreve. A mesma coisa ocorre quando os pais de um estudante deficiente visual têm a intenção de auxiliá-los nas tarefas escolares (tais como deveres de casa e preparação para provas) : como eles vão ajudar seus filhos adequadamente, se o sistema de leitura e escrita dos filhos difere daquele comumente usado pelos pais (isto é, se os pais não forem deficientes visuais)?
Resumindo: pelo fato de as pessoas normovisuais ao redor de um deficiente visual não conhecerem o alfabeto Braille, há uma dificuldade na troca de materiais escritos entre o DV e as pessoas de sua convivência.
Pensando nessa problemática, uma equipe de professores da USP desenvolveu o Projeto "Braille Virtual".
O que é o projeto Braille Virtual?
É um projeto desenvolvido por uma equipe de professores da Faculdade de Educação da USP, com a finalidade de disseminar o Braille para pessoas que... ENXERGAM! Isso mesmo: para afastar aquela ideia de que o "Braille é algo difícil e inacessível", e facilitar a comunicação escrita entre deficientes visuais e normovisuais, à medida em que mais pessoas de visão normal conheçam a técnica!
O projeto consiste em um curso de Braille online, com recursos de animação digital para que pais, professores e amigos de deficientes visuais aprendam o Braille de forma prazerosa.
Conforme texto no site do projeto, "as pessoas que vêem não precisam do tato para ler em Braille. Com o aprendizado do sistema composto por 63 símbolos formados pela combinação de seis pontos em uma célula, o indivíduo que vê pode ler textos em Braille apenas substituindo as letras comuns pela nova simbologia". [1]
O curso é livre e não oferece certificado. Mas é de grande utilidade para as pessoas que convivem com deficientes visuais - ou que desejam aprender, para a eventualidade de um dia conviverem com um deles! :-)
Como começou esse curso?
No início dos anos 2000, a professora Nely Garcia, da USP, percebeu que pouquíssimas pessoas normovisuais conheciam o Braille, ao fazer um trabalho de consultoria para o MEC. Sendo assim, ela acabou por constatar que esse fator iria prejudicar- e muito! - o aprendizado de crianças com deficiência visual. Como, por exemplo, um professor iria corrigir um trabalho escolar de um aluno cego - como uma redação, por exemplo? Nós, licenciandos em matemática, pensaríamos, de maneira análoga: "em um exercício escrito, no qual o professor necessita ler e acompanhar o raciocínio do aluno - bem como o emprego da simbologia correta em um exercício de matemática-simplesmente não teria como o professor atender adequadamente a esse aluno!" Ou seja: se os normovisuais dominassem o sistema Braille, certamente não haveria esse problema...
Sendo assim, a professora continuou trabalhando em suas pesquisas, e , assim, surgiu o software Vide Braille I, que tinha por finalidade ensinar o Braille por meios visuais, com animações virtuais, para que as pessoas que enxergam pudessem aprender Braille. Entretanto, o programa acabou por permanecer desconhecido, pelo fato de as estratégias para divulgação não terem sido eficientes.
No entanto, em 2004, foi criado o Braille Virtual, que foi disseminado através da Internet. Veja o site do Braille Virtual no fim desta postagem! :-) A professora criadora do projeto afirma, em depoimento dado no site da USP [2] , que "hoje, ouvem-se muitos professores que não necesitam mais de terceiros para fazer a transcrição [do alfabeto Braille para o convencional]".
Conforme podemos ver no site da USP ,
"O Braille Virtual foi lançado em 2004 e não contou com nenhuma estratégia formal de divulgação. A existência do site foi repassada entre os interessados via boca-a-boca. Ainda assim, logo nos primeiros meses se pôde perceber um boom nos acessos à página. Já em janeiro de 2005, quando o site do Braille Virtual contava pouco mais de quatro meses, o número de visitas era superior a 15 mil. Hoje, são mais de 320 mil visitantes e uma distribuição de cópias do software que supera o 1,2 milhão.
“O mundo todo está ampliando o acesso ao programa”, conta a professora Tizuko Morchida Kishimoto, também responsável pelo Braille Virtual. Há referências ao Braille Virtual em páginas de empresas e instituições governamentais de diferentes países, sem contar um posicionamento em todas as regiões do Brasil. A adaptação do programa aos idiomas inglês e espanhol levou o Braille Virtual a ser significativamente acessado nos continentes norte-americano e europeu.
Com isso, os depoimentos elogiosos e experiências positivas com o programa se criam em escala exponencial. Os relatos que chegam à equipe da FE trazem frases como “o curso veio de encontro à minha necessidade como educadora”, “nós que temos familiares com deficiência visual sabemos da importância desse trabalho”, e “sou cega e gostaria de parabenizar todos os envolvidos na realização do projeto. Iniciativas como esta são fundamentais se queremos uma sociedade mais inclusiva”.
A diversidade dos elogios reflete a variabilidade do público que chega ao site. Familiares de cegos, educadores, “curiosos”, militantes – embora de diferentes vertentes, pessoas que acreditam na inclusão dos cegos e que também apostam na tecnologia como uma ferramenta eficaz para superar as barreiras costumeiras. Barreiras como a da distância, posta abaixo pela união entre um sistema bem desenvolvido e a disposição de pessoas como o professor Everton Vasconcelos, do interior do Rio Grande do Sul. “Ainda que eu não tenha contato direto com pessoas cegas, acredito que diminuir preconceitos é tarefa de todo educador. Por isso utilizei o Braille Virtual com os meus alunos, e afirmo que todos os professores deviam adotar práticas semelhantes”. [2]
Referências
[1]http://www.braillevirtual.fe.usp.br/pt/index.html
[2]http://www4.usp.br/index.php/educacao/17549-numeros-e-depoimentos-positivos-atestam-sucesso-do-projeto-braille-virtual
Resumindo: pelo fato de as pessoas normovisuais ao redor de um deficiente visual não conhecerem o alfabeto Braille, há uma dificuldade na troca de materiais escritos entre o DV e as pessoas de sua convivência.
Pensando nessa problemática, uma equipe de professores da USP desenvolveu o Projeto "Braille Virtual".
O que é o projeto Braille Virtual?
É um projeto desenvolvido por uma equipe de professores da Faculdade de Educação da USP, com a finalidade de disseminar o Braille para pessoas que... ENXERGAM! Isso mesmo: para afastar aquela ideia de que o "Braille é algo difícil e inacessível", e facilitar a comunicação escrita entre deficientes visuais e normovisuais, à medida em que mais pessoas de visão normal conheçam a técnica!
O projeto consiste em um curso de Braille online, com recursos de animação digital para que pais, professores e amigos de deficientes visuais aprendam o Braille de forma prazerosa.
Conforme texto no site do projeto, "as pessoas que vêem não precisam do tato para ler em Braille. Com o aprendizado do sistema composto por 63 símbolos formados pela combinação de seis pontos em uma célula, o indivíduo que vê pode ler textos em Braille apenas substituindo as letras comuns pela nova simbologia". [1]
O curso é livre e não oferece certificado. Mas é de grande utilidade para as pessoas que convivem com deficientes visuais - ou que desejam aprender, para a eventualidade de um dia conviverem com um deles! :-)
Como começou esse curso?
No início dos anos 2000, a professora Nely Garcia, da USP, percebeu que pouquíssimas pessoas normovisuais conheciam o Braille, ao fazer um trabalho de consultoria para o MEC. Sendo assim, ela acabou por constatar que esse fator iria prejudicar- e muito! - o aprendizado de crianças com deficiência visual. Como, por exemplo, um professor iria corrigir um trabalho escolar de um aluno cego - como uma redação, por exemplo? Nós, licenciandos em matemática, pensaríamos, de maneira análoga: "em um exercício escrito, no qual o professor necessita ler e acompanhar o raciocínio do aluno - bem como o emprego da simbologia correta em um exercício de matemática-simplesmente não teria como o professor atender adequadamente a esse aluno!" Ou seja: se os normovisuais dominassem o sistema Braille, certamente não haveria esse problema...
Sendo assim, a professora continuou trabalhando em suas pesquisas, e , assim, surgiu o software Vide Braille I, que tinha por finalidade ensinar o Braille por meios visuais, com animações virtuais, para que as pessoas que enxergam pudessem aprender Braille. Entretanto, o programa acabou por permanecer desconhecido, pelo fato de as estratégias para divulgação não terem sido eficientes.
No entanto, em 2004, foi criado o Braille Virtual, que foi disseminado através da Internet. Veja o site do Braille Virtual no fim desta postagem! :-) A professora criadora do projeto afirma, em depoimento dado no site da USP [2] , que "hoje, ouvem-se muitos professores que não necesitam mais de terceiros para fazer a transcrição [do alfabeto Braille para o convencional]".
Conforme podemos ver no site da USP ,
"O Braille Virtual foi lançado em 2004 e não contou com nenhuma estratégia formal de divulgação. A existência do site foi repassada entre os interessados via boca-a-boca. Ainda assim, logo nos primeiros meses se pôde perceber um boom nos acessos à página. Já em janeiro de 2005, quando o site do Braille Virtual contava pouco mais de quatro meses, o número de visitas era superior a 15 mil. Hoje, são mais de 320 mil visitantes e uma distribuição de cópias do software que supera o 1,2 milhão.
“O mundo todo está ampliando o acesso ao programa”, conta a professora Tizuko Morchida Kishimoto, também responsável pelo Braille Virtual. Há referências ao Braille Virtual em páginas de empresas e instituições governamentais de diferentes países, sem contar um posicionamento em todas as regiões do Brasil. A adaptação do programa aos idiomas inglês e espanhol levou o Braille Virtual a ser significativamente acessado nos continentes norte-americano e europeu.
Com isso, os depoimentos elogiosos e experiências positivas com o programa se criam em escala exponencial. Os relatos que chegam à equipe da FE trazem frases como “o curso veio de encontro à minha necessidade como educadora”, “nós que temos familiares com deficiência visual sabemos da importância desse trabalho”, e “sou cega e gostaria de parabenizar todos os envolvidos na realização do projeto. Iniciativas como esta são fundamentais se queremos uma sociedade mais inclusiva”.
A diversidade dos elogios reflete a variabilidade do público que chega ao site. Familiares de cegos, educadores, “curiosos”, militantes – embora de diferentes vertentes, pessoas que acreditam na inclusão dos cegos e que também apostam na tecnologia como uma ferramenta eficaz para superar as barreiras costumeiras. Barreiras como a da distância, posta abaixo pela união entre um sistema bem desenvolvido e a disposição de pessoas como o professor Everton Vasconcelos, do interior do Rio Grande do Sul. “Ainda que eu não tenha contato direto com pessoas cegas, acredito que diminuir preconceitos é tarefa de todo educador. Por isso utilizei o Braille Virtual com os meus alunos, e afirmo que todos os professores deviam adotar práticas semelhantes”. [2]
Referências
[1]http://www.braillevirtual.fe.usp.br/pt/index.html
[2]http://www4.usp.br/index.php/educacao/17549-numeros-e-depoimentos-positivos-atestam-sucesso-do-projeto-braille-virtual
sábado, 18 de dezembro de 2010
Novidades!!!
Olá, leitores do "Sopa"!!! Se você navegar com atenção, verá que ampliamos nossa lista de sugestões de blogs/sites interessantes. Navegando na internet, encontramos mais dois blogs legais sobre Deficiência Visual: "Deficiência e Inclusão Social" e "Deficiência Visual e Educação". Ambos são escritos por uma mesma pessoa, que é a pedagoga Célia, que possui habilitação na área de Deficiência Visual. Conforme ela escreveu em seu perfil, ela trabalha em sala de recursos, com apoio pedagógico a esse público-alvo.
Ficou curioso(a)? Dê uma conferida neles!!! :-)
Ficou curioso(a)? Dê uma conferida neles!!! :-)
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Dia Nacional do Deficiente Visual: 13 de dezembro
Para quem não sabe, o dia 13 de dezembro é o Dia Nacional do Deficiente Visual. E nós, da equipe do "Sopa", não poderíamos deixar a data passar em branco de jeito nenhum, não é verdade? :-)
Aposto que você, leitor assíduo do "Sopa", já sabe algumas coisas acerca dos deficientes visuais no que se refere à educação destas. Bom ,mas e quanto a outros aspectos - tais como a locomoção destas e o espaço destas na sociedade? A equipe do Fantástico, da Rede Globo, também se lembrou da data na edição de ontem, ao exibir a reportagem sobre o "boné inteligente" que ajuda os cegos a desviarem de obstáculos na rua (disponível no site [4] no final do post). Para quem não sabe, os deficientes visuais , para se locomoverem, normalmente utilizam-se de um objeto conhecido como "bengala longa". É o método mais comum de locomoção utilizado por deficientes visuais (devido ao seu custo menor, em comparação a outros) ; no entanto, não é o mais eficiente (porque ele só indica obstáculos da cintura da pessoa para baixo. Sendo assim, nem sempre obstáculos altos, como orelhões, topos de abrigos de ônibus (caso a pessoa seja alta),lixeiras, etc são detectados - o que pode provocar acidentes.
Cego usando bengala-longa. (Crédito da imagem: [I])
Existe também a locomoção auxiliada por cão-guia. No entanto, no Brasil,é difícil conseguir um cão-guia gratuitamente (tem uma longa fila de espera para adquirir cães que, muitas vezes, são treinados por profissionais especializados, no exterior). Além disso, os bichinhos geram bastantes despesas, tais como alimentação adequada, veterinário, etc - o que dificulta a manutenção por pessoas de menor poder aquisitivo [1].
Mulher cega com cão-guia. (Crédito da imagem: [II])
No caso do dispositivo eletrônico mostrado pelo Fantástico, na edição de 12/12/2010, ele é inspirado no sistema que os morcegos (animais quase cegos) utilizam para se mover.
Como tratar deficientes visuais corretamente?
Seguem-se abaixo algumas dicas úteis, para uma hipotética situação na qual você esteja lado a lado com uma pessoa deficiente visual:
"Ofereça sua ajuda sempre que um(a) cego(a) parecer necessitar. Mas não ajude sem que ele(a) concorde";
Peraí!!! Primeiro pergunte se o cego quer ajuda!!! (Crédito da imagem: [III])
"Sempre pergunte antes de agir. Se você não souber em que e como ajudar, peça explicações de como fazê-lo;
Para guiar uma pessoa cega, ela deve segurar-lhe pelo braço, de preferência no cotovelo ou no ombro. Não a pegue pelo braço: além de perigoso, isso pode assustá-la. À medida que encontrar degraus, meios fios e outros obstáculos, vá orientando-a. Em lugares muito estreitos para duas pessoas caminharem lado a lado, ponha seu braço para trás de modo que a pessoa cega possa lhe seguir";
Crédito da imagem: [IV]
Ao sair de uma sala, informe o(a) cego(a); é desagradável para qualquer pessoa falar para o vazio. Não evite palavras como "cego", "olhar" ou "ver", os(as) cegos(as) também as usam;
Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível. Não se esqueça de indicar os obstáculos que existem no caminho que ela vai seguir. Como algumas pessoas cegas não têm memória visual, não se esqueça de indicar as distâncias em metros (por exemplo: "uns vinte metros para a frente"). Mas se você não sabe corretamente como direcionar uma pessoa cega, diga algo como "eu gostaria de lhe ajudar, mas como é que devo descrever as coisas?", ele(a) lhe dirá;
Ao guiar um(a) cego(a) para uma cadeira, guie a sua mão para o encosto da cadeira, e informe se a cadeira tem braços ou não;
Num restaurante, é de boa educação que você leia o cardápio e os preços;
Uma pessoa cega é como você, só que não enxerga; trate-a com o mesmo respeito que você trata uma pessoa que enxerga;
Quando você tiver em contato social ou trabalhando com pessoas com deficiência visual, não pense que a cegueira possa vir a ser problema e, por isso, nunca as exclua de participar plenamente, nem procure minimizar tal participação. Deixe que decidam como participar. Proporcione à pessoa cega a chance de ter sucesso ou de falhar, tal como qualquer outra pessoa;
Quando são pessoas com visão subnormal (alguém com sérias dificuldades visuais), proceda com o mesmo respeito, perguntando-lhe se precisa de ajuda, quando notar que ela está em dificuldade".
(Fonte: [3])
Bom, e quanto à história da vida dos cegos na sociedade? Sera´que eles sempre foram tratados da mesma forma, desde a antiguidade até os dias de hoje?
Crédito da imagem: [V]
Na antiguidade, pessoas com algum tipo de deficiência – entre eles, os cegos- eram consideradas “aberrações”, “anormais”, e, por isso, eram excluídas da sociedade, sendo abandonadas ou até mesmo eliminadas. Esse pensamento, que é considerado absurdo nos dias de hoje, infelizmente era normal e natural naquela época!!! :-( Quando veio a época da Idade Média, no qual a Igreja Católica mostrava todo o seu poder, essas pessoas passaram a serem vistas como “coitadinhas”, “indefesas”, que precisavam de proteção. “Justificava-se a deficiência como expiação de pecados ou como passaporte indispensável ao reino dos céus” [2] .
Crédito:[VI]
Foi quando começaram a surgir os asilos e instituições de caridade, nas quais essas pessoas eram alocadas.
Na época da Revolução Francesa, entretanto, esse quadro começou a mudar (ainda bem!!!) Entre seus ideais, pregava-se o direito das minorias de ter participação na sociedade.
“Nesta historicidade, destacaram-se pessoas cegas com suas expressivas contribuições nas diferentes áreas do conhecimento, revelando o ilimitado potencial humano de pessoas como:
-Homero: teria sido responsável pelo registro de fatos sociais que possibilitaram o levantamento da história de um povo;
-Didymus de Alexandria (Século IV d.c.) – Professor de filosofia, teológia, geometria e astronomia;
-Nicolas Sauderson (1682-1739) – um dos mais renomados cientistas cegos. Matemático, foi professor de Cambridge e membro da Royal Society;
-John Gough – biólogo inglês, especialista na classificação de animais e plantas;
-Leonardo Euler – matemático, duas vezes premiado pela Academia de Ciências de Paris;
Fracois Huber (Século XVIII) – zoólogo inglês, tido como a autoridade sobre o comportamento das abelhas” (Fonte: [2]) “
No que se refere à educação de cegos, o marco inicial foi o século XVI.
Em 1784 surge em Paris, criada por Valentin Huy, a primeira escola para cegos: o Instituto Real dos Jovens Cegos. Nela era adotado um sistema de leitura em alto–relevo com letras em caracteres comuns.
No século XIX, um novo sistema com caracteres em relevo para escrita e leitura de cegos é desenvolvido e proposto por Louis Braille, que também era deficiente visual. Dessa forma, o processo de ensino-aprendizagem de pessoas com deficiência visual vai mostrando sinais de desenvolvimento, permitindo-lhes maior integração na sociedade.
No século XVII e XIX,começaram a ser desenvolvidos estudos sobre as deficiências, do ponto de vista médico- clínico. No caso da deficiência visual, concluiu-se, através de estudos e pesquisas, que existem muitas doenças com patologia ocular -que aos poucos vai diminuindo a sua visão, dificultando desta forma a aprendizagem de um indivíduo.
Assim, as novas técnicas e métodos para ensinar pessoas com deficiência visual foram ganhando credibilidade. Aos poucos, a sociedade foi percebendo que as pessoas cegas também são capazes como as normo-visuais - apenas necessitam de metodologias adequadas às suas capacidades sensoriais e habilidades!
Crédito: [VII]
No século XIX, essas técnicas chegaram ao Brasil:
"-1854: Criação do Instituto Imperial dos Meninos Cegos, que era um colégio para pessoas cegas. (Atualmente, ele possui outro nome: Instituto Benjamin Constant, que está localizado no Rio de Janeiro).
1926 – Instituto São Rafael, Belo Horizonte – MG;
1928 – Instituto Padre Chico, São Paulo – SP;
1929 – Instituto dos Cegos da Bahia, Salvador – BA;
1941 – Instituto Santa Luzia, Porto Alegre – RS;
1943 – Instituto de Cegos do Ceará, Fortaleza – CE;
1946: Fundação para o Livro do Cego no Brasil 9Atualmente, se chama Fundação Dorina Nowill para Cegos).
1957 – Instituto dos Cegos Florisvaldo Vargas, Campo Grande – MS."
(Fonte: [2] )
A partir dos anos 1980, começaram a surgir os cursos de capacitação para atendimento dos deficientes visuais, salas de recursos e associações de pais e amigos de portadores de deficiência visual.
Atualmente, o modelo vigente é o de “educação inclusiva”, no qual o estudante cego frequenta escolas regulares, juntamente com estudantes sem necessidades especiais -e, no turno oposto ao das aulas regulares, conta com o apoio de professores e monitores especializados e salas de recursos que auxiliem no atendimento de suas necessidades. No entanto, nota-se uma escassez de recursos humanos devidamente capacitados e de recursos tecnológicos para atender toda a demanda de estudantes com tais necessidades.
Formulou-se a ideia de que o conceito de sociedade inclusiva é algo que deve ser desenvolvido de ambas as partes - tanto por parte dos portadores de necessidades especiais quanto por parte dos indivíduos que não as possuem. Ambas as partes interagem, de forma a aprenderem a lidar com as diferenças - algo que, historicamente, as pessoas sempre tiveram dificuldades para lidar, conforme atestam documentos históricos e relatos. Da mesma forma, o conceito de educação inclusiva atual não é um modelo de educação destinado apenas aos portadores de necessidades educacionais especiais - mas sim a todos os membros da instituição educacional, no qual todas as pessoas envolvidas no processo ensino-aprendizagem vão aprendendo a lidar com a diversidade humana, e enriquecendo cada vez mais nesse maravilhoso desafio! :-)
O que podemos concluir é o seguinte: houve bastante evolução, no modo como os deficientes visuais vêm sendo tratados pela nossa sociedade e , de fato, houve alguma evolução na legislação e nos métodos de ensino. Entretanto, muito ainda falta para ser feito de forma que a plena inclusão destas pessoas venha a se concretizar - tanto na educação quanto nas atividades cotidianas em geral. A data de 13 de dezembro é, portanto, uma ótima oportunidade para refletirmos sobre isto... mas, como afirma uma pessoa ex-deficiente visual que conhecemos, "Dia do Deficiente Visual, na prática, deveriam ser todos os dias do ano - nos quais as pessoas, com conscientização e simples atitudes no cotidiano, vão somando forças para que torne a vida do portador de necessidades especiais menos limitada e penosa".
Quer ler mais?
[1]Depoimentos de deficientes visuais
http://revistatpm.uol.com.br/print.php?cont_id=1612
[2]A Deficiência visual e sua historicidade na Inclusão- Por Luciene Moris da Silva Santos
http://www.infoeducativa.com.br/index.asp?page=artigo&id=159
[3] http://www.deficientesvisuais.org.br/
[4]http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1635503-15605,00-BONE+INTELIGENTE+AJUDA+CEGOS+A+DESVIAR+DE+OBSTACULOS+NA+RUA.html
Créditos das imagens utilizadas neste post
[I] rebolinho.com.br
[II] vidaemsociedade-sa.blogspot.com
[III] educaofsicaadaptadaeeducaoespecial.blogspot.com
[IV] prodam.sp.gov.br
[V]nosrevista.com.br
[VI] orelhasquentes.blogspot.com
[VII]mp.se.gov.br
Aposto que você, leitor assíduo do "Sopa", já sabe algumas coisas acerca dos deficientes visuais no que se refere à educação destas. Bom ,mas e quanto a outros aspectos - tais como a locomoção destas e o espaço destas na sociedade? A equipe do Fantástico, da Rede Globo, também se lembrou da data na edição de ontem, ao exibir a reportagem sobre o "boné inteligente" que ajuda os cegos a desviarem de obstáculos na rua (disponível no site [4] no final do post). Para quem não sabe, os deficientes visuais , para se locomoverem, normalmente utilizam-se de um objeto conhecido como "bengala longa". É o método mais comum de locomoção utilizado por deficientes visuais (devido ao seu custo menor, em comparação a outros) ; no entanto, não é o mais eficiente (porque ele só indica obstáculos da cintura da pessoa para baixo. Sendo assim, nem sempre obstáculos altos, como orelhões, topos de abrigos de ônibus (caso a pessoa seja alta),lixeiras, etc são detectados - o que pode provocar acidentes.
Cego usando bengala-longa. (Crédito da imagem: [I])
Existe também a locomoção auxiliada por cão-guia. No entanto, no Brasil,é difícil conseguir um cão-guia gratuitamente (tem uma longa fila de espera para adquirir cães que, muitas vezes, são treinados por profissionais especializados, no exterior). Além disso, os bichinhos geram bastantes despesas, tais como alimentação adequada, veterinário, etc - o que dificulta a manutenção por pessoas de menor poder aquisitivo [1].
Mulher cega com cão-guia. (Crédito da imagem: [II])
No caso do dispositivo eletrônico mostrado pelo Fantástico, na edição de 12/12/2010, ele é inspirado no sistema que os morcegos (animais quase cegos) utilizam para se mover.
Como tratar deficientes visuais corretamente?
Seguem-se abaixo algumas dicas úteis, para uma hipotética situação na qual você esteja lado a lado com uma pessoa deficiente visual:
"Ofereça sua ajuda sempre que um(a) cego(a) parecer necessitar. Mas não ajude sem que ele(a) concorde";
Peraí!!! Primeiro pergunte se o cego quer ajuda!!! (Crédito da imagem: [III])
"Sempre pergunte antes de agir. Se você não souber em que e como ajudar, peça explicações de como fazê-lo;
Para guiar uma pessoa cega, ela deve segurar-lhe pelo braço, de preferência no cotovelo ou no ombro. Não a pegue pelo braço: além de perigoso, isso pode assustá-la. À medida que encontrar degraus, meios fios e outros obstáculos, vá orientando-a. Em lugares muito estreitos para duas pessoas caminharem lado a lado, ponha seu braço para trás de modo que a pessoa cega possa lhe seguir";
Crédito da imagem: [IV]
Ao sair de uma sala, informe o(a) cego(a); é desagradável para qualquer pessoa falar para o vazio. Não evite palavras como "cego", "olhar" ou "ver", os(as) cegos(as) também as usam;
Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível. Não se esqueça de indicar os obstáculos que existem no caminho que ela vai seguir. Como algumas pessoas cegas não têm memória visual, não se esqueça de indicar as distâncias em metros (por exemplo: "uns vinte metros para a frente"). Mas se você não sabe corretamente como direcionar uma pessoa cega, diga algo como "eu gostaria de lhe ajudar, mas como é que devo descrever as coisas?", ele(a) lhe dirá;
Ao guiar um(a) cego(a) para uma cadeira, guie a sua mão para o encosto da cadeira, e informe se a cadeira tem braços ou não;
Num restaurante, é de boa educação que você leia o cardápio e os preços;
Uma pessoa cega é como você, só que não enxerga; trate-a com o mesmo respeito que você trata uma pessoa que enxerga;
Quando você tiver em contato social ou trabalhando com pessoas com deficiência visual, não pense que a cegueira possa vir a ser problema e, por isso, nunca as exclua de participar plenamente, nem procure minimizar tal participação. Deixe que decidam como participar. Proporcione à pessoa cega a chance de ter sucesso ou de falhar, tal como qualquer outra pessoa;
Quando são pessoas com visão subnormal (alguém com sérias dificuldades visuais), proceda com o mesmo respeito, perguntando-lhe se precisa de ajuda, quando notar que ela está em dificuldade".
(Fonte: [3])
Bom, e quanto à história da vida dos cegos na sociedade? Sera´que eles sempre foram tratados da mesma forma, desde a antiguidade até os dias de hoje?
Crédito da imagem: [V]
Na antiguidade, pessoas com algum tipo de deficiência – entre eles, os cegos- eram consideradas “aberrações”, “anormais”, e, por isso, eram excluídas da sociedade, sendo abandonadas ou até mesmo eliminadas. Esse pensamento, que é considerado absurdo nos dias de hoje, infelizmente era normal e natural naquela época!!! :-( Quando veio a época da Idade Média, no qual a Igreja Católica mostrava todo o seu poder, essas pessoas passaram a serem vistas como “coitadinhas”, “indefesas”, que precisavam de proteção. “Justificava-se a deficiência como expiação de pecados ou como passaporte indispensável ao reino dos céus” [2] .
Crédito:[VI]
Foi quando começaram a surgir os asilos e instituições de caridade, nas quais essas pessoas eram alocadas.
Na época da Revolução Francesa, entretanto, esse quadro começou a mudar (ainda bem!!!) Entre seus ideais, pregava-se o direito das minorias de ter participação na sociedade.
“Nesta historicidade, destacaram-se pessoas cegas com suas expressivas contribuições nas diferentes áreas do conhecimento, revelando o ilimitado potencial humano de pessoas como:
-Homero: teria sido responsável pelo registro de fatos sociais que possibilitaram o levantamento da história de um povo;
-Didymus de Alexandria (Século IV d.c.) – Professor de filosofia, teológia, geometria e astronomia;
-Nicolas Sauderson (1682-1739) – um dos mais renomados cientistas cegos. Matemático, foi professor de Cambridge e membro da Royal Society;
-John Gough – biólogo inglês, especialista na classificação de animais e plantas;
-Leonardo Euler – matemático, duas vezes premiado pela Academia de Ciências de Paris;
Fracois Huber (Século XVIII) – zoólogo inglês, tido como a autoridade sobre o comportamento das abelhas” (Fonte: [2]) “
No que se refere à educação de cegos, o marco inicial foi o século XVI.
Em 1784 surge em Paris, criada por Valentin Huy, a primeira escola para cegos: o Instituto Real dos Jovens Cegos. Nela era adotado um sistema de leitura em alto–relevo com letras em caracteres comuns.
No século XIX, um novo sistema com caracteres em relevo para escrita e leitura de cegos é desenvolvido e proposto por Louis Braille, que também era deficiente visual. Dessa forma, o processo de ensino-aprendizagem de pessoas com deficiência visual vai mostrando sinais de desenvolvimento, permitindo-lhes maior integração na sociedade.
No século XVII e XIX,começaram a ser desenvolvidos estudos sobre as deficiências, do ponto de vista médico- clínico. No caso da deficiência visual, concluiu-se, através de estudos e pesquisas, que existem muitas doenças com patologia ocular -que aos poucos vai diminuindo a sua visão, dificultando desta forma a aprendizagem de um indivíduo.
Assim, as novas técnicas e métodos para ensinar pessoas com deficiência visual foram ganhando credibilidade. Aos poucos, a sociedade foi percebendo que as pessoas cegas também são capazes como as normo-visuais - apenas necessitam de metodologias adequadas às suas capacidades sensoriais e habilidades!
Crédito: [VII]
No século XIX, essas técnicas chegaram ao Brasil:
"-1854: Criação do Instituto Imperial dos Meninos Cegos, que era um colégio para pessoas cegas. (Atualmente, ele possui outro nome: Instituto Benjamin Constant, que está localizado no Rio de Janeiro).
1926 – Instituto São Rafael, Belo Horizonte – MG;
1928 – Instituto Padre Chico, São Paulo – SP;
1929 – Instituto dos Cegos da Bahia, Salvador – BA;
1941 – Instituto Santa Luzia, Porto Alegre – RS;
1943 – Instituto de Cegos do Ceará, Fortaleza – CE;
1946: Fundação para o Livro do Cego no Brasil 9Atualmente, se chama Fundação Dorina Nowill para Cegos).
1957 – Instituto dos Cegos Florisvaldo Vargas, Campo Grande – MS."
(Fonte: [2] )
A partir dos anos 1980, começaram a surgir os cursos de capacitação para atendimento dos deficientes visuais, salas de recursos e associações de pais e amigos de portadores de deficiência visual.
Atualmente, o modelo vigente é o de “educação inclusiva”, no qual o estudante cego frequenta escolas regulares, juntamente com estudantes sem necessidades especiais -e, no turno oposto ao das aulas regulares, conta com o apoio de professores e monitores especializados e salas de recursos que auxiliem no atendimento de suas necessidades. No entanto, nota-se uma escassez de recursos humanos devidamente capacitados e de recursos tecnológicos para atender toda a demanda de estudantes com tais necessidades.
Formulou-se a ideia de que o conceito de sociedade inclusiva é algo que deve ser desenvolvido de ambas as partes - tanto por parte dos portadores de necessidades especiais quanto por parte dos indivíduos que não as possuem. Ambas as partes interagem, de forma a aprenderem a lidar com as diferenças - algo que, historicamente, as pessoas sempre tiveram dificuldades para lidar, conforme atestam documentos históricos e relatos. Da mesma forma, o conceito de educação inclusiva atual não é um modelo de educação destinado apenas aos portadores de necessidades educacionais especiais - mas sim a todos os membros da instituição educacional, no qual todas as pessoas envolvidas no processo ensino-aprendizagem vão aprendendo a lidar com a diversidade humana, e enriquecendo cada vez mais nesse maravilhoso desafio! :-)
O que podemos concluir é o seguinte: houve bastante evolução, no modo como os deficientes visuais vêm sendo tratados pela nossa sociedade e , de fato, houve alguma evolução na legislação e nos métodos de ensino. Entretanto, muito ainda falta para ser feito de forma que a plena inclusão destas pessoas venha a se concretizar - tanto na educação quanto nas atividades cotidianas em geral. A data de 13 de dezembro é, portanto, uma ótima oportunidade para refletirmos sobre isto... mas, como afirma uma pessoa ex-deficiente visual que conhecemos, "Dia do Deficiente Visual, na prática, deveriam ser todos os dias do ano - nos quais as pessoas, com conscientização e simples atitudes no cotidiano, vão somando forças para que torne a vida do portador de necessidades especiais menos limitada e penosa".
Quer ler mais?
[1]Depoimentos de deficientes visuais
http://revistatpm.uol.com.br/print.php?cont_id=1612
[2]A Deficiência visual e sua historicidade na Inclusão- Por Luciene Moris da Silva Santos
http://www.infoeducativa.com.br/index.asp?page=artigo&id=159
[3] http://www.deficientesvisuais.org.br/
[4]http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1635503-15605,00-BONE+INTELIGENTE+AJUDA+CEGOS+A+DESVIAR+DE+OBSTACULOS+NA+RUA.html
Créditos das imagens utilizadas neste post
[I] rebolinho.com.br
[II] vidaemsociedade-sa.blogspot.com
[III] educaofsicaadaptadaeeducaoespecial.blogspot.com
[IV] prodam.sp.gov.br
[V]nosrevista.com.br
[VI] orelhasquentes.blogspot.com
[VII]mp.se.gov.br
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Mais sugestões de leitura... e novas ideias!
Olha nós aqui de volta!!!! Hehehe!!! Trouxemos para você, leitor (a), sugestões de leitura de blogs e sites interessantes sobre a questão das necessidades especiais. É só dar uma navegada pelo canto direito da página principal deste blog, e... "voilà" !!! :-) Como você poderá ver, são blogs e sites que tratam dos diversos tipos de deficiência: visual, auditiva e motora. Os blogs que sugerimos para leitura, são em sua maioria escritos por pessoas que possuem algum tipo de deficiência.
Aí você certamente irá se perguntar: "uê, mas o Sopa de Números na Educação Inclusiva" é um blog sobre Educação inclusiva!!! O que tem a ver essas indicações de leitura com o tema principal do "Sopa" ?
Oras, meu caro leitor, tem TUDO a ver!!! Embora vários desses blogs indicados não falem necessariamente e explicitamente sobre Educação - mas sim sobre a situação do deficiente no dia-a-dia - , ele ajuda os leitores a entenderem - e muitoooo!!!- a realidade vivida por essas pessoas... e que, não raro, acaba por interferir diretamente na educação destas. Você, que se interessa pelo tema da Educação Inclusiva (e, por isso, lê o "Sopa"!!!) , já parou para pensar como é o estado psicológico/emocional de uma pessoa com necessidades especiais (PNE) , frente as suas atividades (entre elas, o estudo)? Pode ser que esse estudante PNE seja uma pessoa que aceita sua condição e supera suas dificuldades numa boa - seja por ter bastante força psicológica pessoal, seja por ter o apoio da família e amigos; mas pode ser também que esse estudante seja um indivíduo inconformado com a situação, e/ou que não recebe compreensão adequada das pessoas que o cercam. Pode ser que um PNE , mesmo com o apoio e carinho das pessoas que o cercam, tenha uma certa inconformidade e/ou desgaste psicológico diante das intermináveis consultas médicas (principalmente se adquiriu a deficiência depois de adulto)... ou diante de tentativas de reversão da deficiência que fracassam... ou diante das limitações para fazer suas atividades e ter de depender dos outros para executa´-las... ou seja por ser um estudante que já tem um histórico de repetidos fracassos escolares, devido à falta de material didático adaptado às suas necessidades educacionais (e também por falta de preparo adequado dos professores...) enfim, as situações enfrentadas por um aluno PNE, muitas vezes, acabam por interferir na maneira como essa pessoa formula suas impressões a respeito do mundo que o cerca - e, por "efeito dominó", podem interferir, de certa forma, nos seus resultados acadêmicos. Muitas vezes, vemos estudantes PNEs extremamente inteligentes - mas que, por razões psicológicas motivadas pela sua deficiência, acabam por não expressar todo o seu potencial!!! :-O
Sendo assim, acompanharmos os relatos de pessoas com necessidades especiais no que se refere ao cotidiano - e tentarmos compreender as suas mentes- é de vital importância para um educador ou para um licenciando!!! É que, dessa forma, ao lidarmos com um estudante PNE, poderemos desfazer possíveis bloqueios de aprendizagem oriundos da situação psicológica de um aluno nessas condições - e, assim, contribuirmos para fortalecer sua auto-estima, confiança e fazê-lo acreditar que é possível superar barreiras! :-)
Calma, não é todo estudante PNE que possui barreiras psicológicas ao aprendizado!!!! Felizmente, tem aqueles que são, digamos, "bem-equipados" emocionalmente - apesar das dificuldades enfrentadas por um PNE na sua vida acadêmica e pessoal. Mas tem aqueles que precisam de uma "mãozinha" extra para se tornarem hábeis em contornar e superar as barreiras cotidianas! ;-) Então, caro leitor, mãos a obra! :-)
Aí você certamente irá se perguntar: "uê, mas o Sopa de Números na Educação Inclusiva" é um blog sobre Educação inclusiva!!! O que tem a ver essas indicações de leitura com o tema principal do "Sopa" ?
Oras, meu caro leitor, tem TUDO a ver!!! Embora vários desses blogs indicados não falem necessariamente e explicitamente sobre Educação - mas sim sobre a situação do deficiente no dia-a-dia - , ele ajuda os leitores a entenderem - e muitoooo!!!- a realidade vivida por essas pessoas... e que, não raro, acaba por interferir diretamente na educação destas. Você, que se interessa pelo tema da Educação Inclusiva (e, por isso, lê o "Sopa"!!!) , já parou para pensar como é o estado psicológico/emocional de uma pessoa com necessidades especiais (PNE) , frente as suas atividades (entre elas, o estudo)? Pode ser que esse estudante PNE seja uma pessoa que aceita sua condição e supera suas dificuldades numa boa - seja por ter bastante força psicológica pessoal, seja por ter o apoio da família e amigos; mas pode ser também que esse estudante seja um indivíduo inconformado com a situação, e/ou que não recebe compreensão adequada das pessoas que o cercam. Pode ser que um PNE , mesmo com o apoio e carinho das pessoas que o cercam, tenha uma certa inconformidade e/ou desgaste psicológico diante das intermináveis consultas médicas (principalmente se adquiriu a deficiência depois de adulto)... ou diante de tentativas de reversão da deficiência que fracassam... ou diante das limitações para fazer suas atividades e ter de depender dos outros para executa´-las... ou seja por ser um estudante que já tem um histórico de repetidos fracassos escolares, devido à falta de material didático adaptado às suas necessidades educacionais (e também por falta de preparo adequado dos professores...) enfim, as situações enfrentadas por um aluno PNE, muitas vezes, acabam por interferir na maneira como essa pessoa formula suas impressões a respeito do mundo que o cerca - e, por "efeito dominó", podem interferir, de certa forma, nos seus resultados acadêmicos. Muitas vezes, vemos estudantes PNEs extremamente inteligentes - mas que, por razões psicológicas motivadas pela sua deficiência, acabam por não expressar todo o seu potencial!!! :-O
Sendo assim, acompanharmos os relatos de pessoas com necessidades especiais no que se refere ao cotidiano - e tentarmos compreender as suas mentes- é de vital importância para um educador ou para um licenciando!!! É que, dessa forma, ao lidarmos com um estudante PNE, poderemos desfazer possíveis bloqueios de aprendizagem oriundos da situação psicológica de um aluno nessas condições - e, assim, contribuirmos para fortalecer sua auto-estima, confiança e fazê-lo acreditar que é possível superar barreiras! :-)
Calma, não é todo estudante PNE que possui barreiras psicológicas ao aprendizado!!!! Felizmente, tem aqueles que são, digamos, "bem-equipados" emocionalmente - apesar das dificuldades enfrentadas por um PNE na sua vida acadêmica e pessoal. Mas tem aqueles que precisam de uma "mãozinha" extra para se tornarem hábeis em contornar e superar as barreiras cotidianas! ;-) Então, caro leitor, mãos a obra! :-)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
"Dançando no Escuro"
Este é o nome sugestivo do blog que nossos colegas de uma outra equipe, que também estão cursando a disciplina Comunicação e Expressão, fizeram. Tal como nós, fizeram o blog como atividade avaliativa da referida disciplina.
O blog deles fala sobre Deficiência Visual, Braille e sobre as Tecnologias Assistivas que atualmente estão no mercado -com foco nas tecnologias assistivas digitais.
Vale a pena conferir o link para o referido blog, no canto direito desta página... tá na lista de sites e blogs interessantes que recomendamos! :-)
Boa leitura! :-)
O blog deles fala sobre Deficiência Visual, Braille e sobre as Tecnologias Assistivas que atualmente estão no mercado -com foco nas tecnologias assistivas digitais.
Vale a pena conferir o link para o referido blog, no canto direito desta página... tá na lista de sites e blogs interessantes que recomendamos! :-)
Boa leitura! :-)
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Matemática e Corpo Humano: uma coisa tem a ver com outra? Ou não...?
Ooooopa! Olha nós de volta aqui, postando mais textos! Aposto que você, leitor, ao ver esse título acima, deve ter pensado: “O que é isso: matema´tica e corpo humano!? Será que esses estudantes de Matemática que estão escrevendo nesse blog ficaram 'malucos'” ? Oras, afinal, muita gente tem a seguinte ideia: matemática está relacionada com o trabalho mental, intelectual, o que resulta no sedentarismo físico; ao passo que a atividade física, o movimento, se opõe à atividade de ficar fisicamente quieto, só resolvendo problemas de matemática. Certo? Mmmmm, nem tanto assim... bom, vamos ao que interessa! ;-) Apesar de esta postagem não ser especificamente sobre Educação Inclusiva, ela é relacionada à Educação Matemática em geral - cuja temática pode (e deve!), ser abordada e adaptada em uma aula que envolva estudantes portadores de necessidades especiais e não-portadores de tais necessidades.
Bom, vamos ao que interessa! :-)
E a relação entre a Matemática e a atividade física????
Outra coisa interessante que não podemos deixar de mencionar: a prática de atividades físicas, do ponto de vista biológico, ajuda-nos a ficar mais alertas e dispostos, por causa da descarga de hormônios que ocorre em nosso corpo, durante a prática de atividade física. E isto aumenta o funcionamento do nosso metabolismo, que – além de queimar as gordurinhas- aumenta nossa atividade cerebral, facilitando o nosso aprendizado de disciplinas escolares – entre elas, a Matemática, que exigem tanta concentração e dedicação!
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| Estudante sem deficiência visual... |
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| ... e estudante com necessidade educacional especial devido à falta de visão: que tal uma aula bem interessante e acessível a todos? (Crédito das figuras: [1] e [2] ) |
Bom, vamos ao que interessa! :-)
Para começar: alguns dos assuntos que são abordados em Matemática são: simetria; medidas; posições espaciais. E no corpo humano também: vemos a questão de simetria/assimetria de traços, de membros; medidas de peso, altura; medidas de tempo (sono, por exemplo), respiração, batimentos cardíacos, taxas de metabolismo, velocidade de processamento cognitivo e cerebral, etc.
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| Crédito: [1] |
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| Dois exemplos de simetria do corpo humano. Crédito: [2] |
Bom, você já deve ter ouvido falar dos inúmeros benefícios que a prática de atividades físicas proporciona- tanto do ponto de vista psicológico quanto biológico. Entre os benefícios psicológicos, você já deve ter ouvido falar da questão do desenvolvimento do senso de disciplina, e do desenvolvimento de habilidades pessoais que é desenvolvido! Por exemplo, na prática esportiva, em que nas diversas modalidades é necessário o obedecimento de regras e o raciocínio lógico para que, dentro dessas regras, sejam traçadas estratégias para se “derrubar” o adversário; na prática de exercícios aeróbicos, como corrida competitiva, a pessoa tem de traçar estratégias, monitorando o ritmo da respiração e do fôlego, para ter o rendimento desejado durante a prova; no ato de frequentar uma academia para finalidade de perda de peso, a pessoa vai monitorando seus resultados de ganho de condicionamento físico, de perda de peso e de traçada de estratégias de disciplina para que os indesejados quilinhos não voltem – bem como a persistência de não desistir, caso o metabolismo seja mais lento do que a pessoa gostaria e demore para queimar aquelas gordurinhas chatas que impedem a pessoa de entrar naquela roupa de que tanto gostaria! Rsrsrsrsrs!!! :-)
E quem diz que a aprendizagem de Matemática não envolve mecanismos similares?
Para aprender essa fantástica matéria e desvendar seus mistérios, o estudante necessita ter disciplina, traçar estratégias de estudo, dedicar um número determinado de horas àqueles tópicos que têm mais dificuldade, entender onde e por que está errando determinado tipo de exercício... Além disso, olhe aí a similaridade do “jogo” da Matemática com um jogo desportivo: em ambos os “jogos”, há regras – e, respeitando-as, a pessoa deve traçar estratégias para alcançar objetivos (no primeiro, achar a solução para um problema; no segundo, derrotar o adversário e vencer o jogo. E o mais importante: caso não esteja alcançando os resultados desejados para o sucesso, nunca desistir até vencer!!! ;-)
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| Crédito da figura:clique aqui |
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| Crédito: [3] |
Outra coisa interessante que não podemos deixar de mencionar: a prática de atividades físicas, do ponto de vista biológico, ajuda-nos a ficar mais alertas e dispostos, por causa da descarga de hormônios que ocorre em nosso corpo, durante a prática de atividade física. E isto aumenta o funcionamento do nosso metabolismo, que – além de queimar as gordurinhas- aumenta nossa atividade cerebral, facilitando o nosso aprendizado de disciplinas escolares – entre elas, a Matemática, que exigem tanta concentração e dedicação!
Existem profissionais ligados à área de Educação em Matemática que exploram a inter-relaçaõ entre essas duas áreas, e que tiveram a criativa ideia de ensinar essa matéria de uma forma lúdica, elaborando jogos educacionais em Matemática que, na verdade, são atividades físicas que desenvolvem diversas habilidades cognitivas e espaciais. São brincadeiras ao ar livre na qual as crianças têm de contar sequencias de tarefas – pulos, movimentos dos membros, vezes em que uma bola bate ou rebate... legal, não? ;-) Há também joguinhos nos quais a criançada aprende a tabuada através de brincadeiras ao ar livre, brincando de roda!
(Ei, bem que podiam criar versões desses jogos para adultos universitários, não? Imagina que interessante nós, marmanjos, aprendendo Geometria Analítica, Cálculo ou Matemática Discreta lá no Ginásio Poliesportivo, mmmm?) Nós, futuros matemáticos licenciados, podemos pensar nisso, que tal? Fica aí a dica... ;-) Hehehehe!!!!
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| Crédito da foto: [4] |
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| Crédito da foto:[5] |
Além disso, trabalhos interdisciplinares envolvendo Matemática e Biologia, com o apoio e dedicação dos professores das respectivas áreas, podem ter resultados bastante animadores. Por exemplo, pode-se trabalhar a quantificação de litros de sangue, de células em nosso corpo, de taxas metabólicas, de cálculos de índice de massa corporal (IMC) de uma pessoa...
Pode-se também usar-se de analogias para desenvolver raciocínio lógico e matemático. Exemplo: para ensinar tópicos da Teoria de Conjuntos, poderiam ser elaboradas reflexões do tipo:
“Organelas estão contidas em células, que estão contidas em tecidos, que estão contidas em órgãos, que estão contidos num organismo”. (E, assim, explicar sobre relações de “estar contido em” e de “pertinência” em conjuntos, bem como as partes mencionadas, que pertencem ao corpo humano).
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| Crédito: [6] |
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| Crédito: [7] |
Ou ainda, sobre operações entre conjuntos (interseção, união) e conceitos como o princípio da inclusão/exclusão ao se resolverem problemas de matemática envolvendo conjuntos:
“Numa sala de aula tem 40 alunos. Destes alunos, 10 são canhotos e 32 são destros. Sendo assim: Quantos ambidestros (canhotos e destros ao mesmo tempo) tem na sala(*)?”
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| Crédito: [8] |
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| Crédito: [9] |
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| Crédito: [10] |
A resolução do problema consiste em fazer um diagrama no qual se registra o número de canhotos e de destros a partir do total, encontrando a interseçaõ (ambidestros). Podem-se também fazer variações deste tipo de problema ao elaborá-lo, colocando, por exemplo, o nº de canhotos e de ambidestros e, a partir do total, achar o de destros; ou, então, a partir do número de canhotos, destros e ambidestros, achar o número total de estudantes na sala. O tema despertará, certamente, curiosidade – e, de quebra, poderá originar uma aula de Biologia explicativa sobre dominância manual do ponto de vista biológico/neurológico, como o cérebro das pessoas canhotas/destras/ambidestras é organizado em termos de configurações e funções, bem como as possíveis causas da prevalência da lateralidade direita na população humana!
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| Crédito: [9] |
(*)Resposta do problema= 2 ambidestros.
Quer ler mais sobre este tema?
Como você pode ver, ele é bem amplo e pode ser trabalhado sobre diversos enfoques!
http://www.bib.unesc.net/biblioteca/sumario/00003D/00003DFA.08%201%C2%AA.pdf
http://pessoas.hsw.uol.com.br/canhotos-versus-destros.htm
http://pessoas.hsw.uol.com.br/canhotos-versus-destros.htm
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Toc, toc, toc... Tem algum matemático deficiente visual aí?
Dizem por aí que matemática já é difícil para quem enxerga... e para quem não enxerga? Dizem por aí que matemática “apavora” muitos estudantes que enxergam. Então, será que pode-se concluir que estudantes que não enxergam (e que, portanto, teriam dificuldades adicionais para estudar, conforme dito em posts anteriores) iriam considerar a Matemática um problema na vida acadêmica?
Não obrigatoriamente!!! Em primeiro lugar, qualquer pessoa, independentemente de sua condição sensorial, pode ser boa em Matemática , desde que tenha as habilidades cognitivas adequadas para isso. Basta incentivo, estímulo, métodos pedagógicos adequados e, claro, material escolar e dida´tico adaptado de acordo com suas necessidades!
Mas aí, muita gente diz por aí: “Engraçado,todos os deficientes visuais que conheço, quando vão escolher uma carreira ao prestar vestibular, escolhem matérias da área de Humanas – Direito, Letras, Filosofia, Psicologia, História, Pedagogia ou , então, Música...” Realmente, isso se observa bastante; mas o que acontece pode tentar ser explicado por algumas razões: ou faltou estímulo adequado para o estudo de Ciências Exatas (entre elas, a Matemática) , ou é porque, no Brasil, ainda é rara e cara a maioria dos materiais didáticos de que os deficientes visuais necessitam – o que faz com que os estudantes cegos, ao optar por carreiras como as listadas acima, tenham minimizadas suas dificuldades em relação a materiais didáticos, bastando para isso recursos eletrônicos que lhe possibilitem produção e recepção de textos, por meio de áudio. (E que mesmo assim,não aniquilam as dificuldades de um estudante cego).
Ok, mas o propósito deste post é o seguinte: “Existem matemáticos que são deficientes visuais???”
Para quem não sabe, vai aí um nome famoso: o matemático Euler. (Detalhe interessante: na época dele não haviam essas facilidades tecnológicas que os cegos têm hoje!!!)
Leonhard Euler (pronuncia-se “Óiler”) era suíço, e nasceu em 1707. Em 1735, Euler ficou cego de um olho, e, gradativamente, foi perdendo a visão do outro olho. Como ele teve uma memória muito boa, era capaz de fazer enormes cálculos mentais. (Será que ele tinha uma calculadora científica embutida na cabeça? Rsrsrsrs!!!) Bom, mas na época dele não tinham esses recursos tecnológicos que os cegos de hoje possuem. Então, ele aprendeu a escrever fórmulas matemáticas em uma tábua. Como naquele tempo não tinha os tais de Jaws, Dosvox, Virtual Vision (ih, ainda tava loooonge!!!), ele teve de usar recursos alternativos de produçaõ e recepção de caracteres escritos, que lhe desse “feedback auditivo”. Ele tinha, para isso, a ajuda de seus filhos ou de uma secretária. Ele foi cego por 17 anos, até falecer. Sua produtividade, durante esses 17 anos , somente aumentou!
“Euler foi tão importante não apenas para a matemática, mas também a física, engenharia e astronomia, que termos como: Número de Euler, Números Eulerianos, Fórmula de Euler, significam coisas diferentes de acordo com o contexto.” [1].
E muitos de nós, que temos a capacidade visual intacta, ainda reclamamos de disciplinas que utilizam essas ferramentas desenvolvidas por Euler,achando complicado fazer Cálculo 1, 2, 3, Numérico, etc... Isto serve para uma boa reflexão da nossa parte...!
Há também um texto muito legal na internet, que , “googlando”, achamos por aí. Ele se chama “The World of Blind Mathematicians ”. Tá em inglês; portanto, está aí uma oportunidade divertida para praticar o idioma!
Concluindo este post, deve-se destacar que, se uma pessoa com deficiência visual tem boa capacidade de memorização e de raciocínio abstrato para mexer com números; possui boas habilidades de orientação e mapeamento espacial; se ele consegue imaginar figuras geométricas,sólidos em revolução e imaginar sistemas de coordenadas; e, principalmente, se GOSTA de mexer com isso tudo, ele não só pode- como deve!!! - aprofundar seus estudos de matemática, para fins de profissionalização. Basta ter a infra-estrutura adequada de material humano e didático para o auxiliar! :-)
Quer ler mais algo sobre o tema?
http://www.lerparaver.com/node/9180
http://www.cepde.rj.gov.br/imagem_sonora_dv.htm
Não obrigatoriamente!!! Em primeiro lugar, qualquer pessoa, independentemente de sua condição sensorial, pode ser boa em Matemática , desde que tenha as habilidades cognitivas adequadas para isso. Basta incentivo, estímulo, métodos pedagógicos adequados e, claro, material escolar e dida´tico adaptado de acordo com suas necessidades!
Mas aí, muita gente diz por aí: “Engraçado,todos os deficientes visuais que conheço, quando vão escolher uma carreira ao prestar vestibular, escolhem matérias da área de Humanas – Direito, Letras, Filosofia, Psicologia, História, Pedagogia ou , então, Música...” Realmente, isso se observa bastante; mas o que acontece pode tentar ser explicado por algumas razões: ou faltou estímulo adequado para o estudo de Ciências Exatas (entre elas, a Matemática) , ou é porque, no Brasil, ainda é rara e cara a maioria dos materiais didáticos de que os deficientes visuais necessitam – o que faz com que os estudantes cegos, ao optar por carreiras como as listadas acima, tenham minimizadas suas dificuldades em relação a materiais didáticos, bastando para isso recursos eletrônicos que lhe possibilitem produção e recepção de textos, por meio de áudio. (E que mesmo assim,não aniquilam as dificuldades de um estudante cego).
Ok, mas o propósito deste post é o seguinte: “Existem matemáticos que são deficientes visuais???”
Para quem não sabe, vai aí um nome famoso: o matemático Euler. (Detalhe interessante: na época dele não haviam essas facilidades tecnológicas que os cegos têm hoje!!!)
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| Leonhard Euler. (Crédito da foto:[1]) |
Leonhard Euler (pronuncia-se “Óiler”) era suíço, e nasceu em 1707. Em 1735, Euler ficou cego de um olho, e, gradativamente, foi perdendo a visão do outro olho. Como ele teve uma memória muito boa, era capaz de fazer enormes cálculos mentais. (Será que ele tinha uma calculadora científica embutida na cabeça? Rsrsrsrs!!!) Bom, mas na época dele não tinham esses recursos tecnológicos que os cegos de hoje possuem. Então, ele aprendeu a escrever fórmulas matemáticas em uma tábua. Como naquele tempo não tinha os tais de Jaws, Dosvox, Virtual Vision (ih, ainda tava loooonge!!!), ele teve de usar recursos alternativos de produçaõ e recepção de caracteres escritos, que lhe desse “feedback auditivo”. Ele tinha, para isso, a ajuda de seus filhos ou de uma secretária. Ele foi cego por 17 anos, até falecer. Sua produtividade, durante esses 17 anos , somente aumentou!
E muitos de nós, que temos a capacidade visual intacta, ainda reclamamos de disciplinas que utilizam essas ferramentas desenvolvidas por Euler,achando complicado fazer Cálculo 1, 2, 3, Numérico, etc... Isto serve para uma boa reflexão da nossa parte...!
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| Crédito da foto:[3]] |
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| Crédito da foto:[2] |
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| Crédito da foto: [4] |
Concluindo este post, deve-se destacar que, se uma pessoa com deficiência visual tem boa capacidade de memorização e de raciocínio abstrato para mexer com números; possui boas habilidades de orientação e mapeamento espacial; se ele consegue imaginar figuras geométricas,sólidos em revolução e imaginar sistemas de coordenadas; e, principalmente, se GOSTA de mexer com isso tudo, ele não só pode- como deve!!! - aprofundar seus estudos de matemática, para fins de profissionalização. Basta ter a infra-estrutura adequada de material humano e didático para o auxiliar! :-)
Quer ler mais algo sobre o tema?
http://www.lerparaver.com/node/9180
http://www.cepde.rj.gov.br/imagem_sonora_dv.htm
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